segunda-feira, março 16, 2026

Autor: Redação

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Após voto de Fux, STF tem placar de 4 votos a 0 contra marco temporal


Funrural
Foto: Marcello Casal Jr

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou nesta terça-feira (16) o quarto voto pela inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. O caso é julgado em sessão do plenário virtual da Corte desde segunda-feira (15).

O último a votar sobre a questão foi o ministro Luiz Fux, que formou placar de 4 votos a 0 contra a restrição. Na segunda-feira (15), Gilmar Mendes, relator, Flavio Dino e Cristiano também proferiram voto no mesmo sentido. A votação ficará aberta até quinta-feira (18), às 23h59. Faltam sete votos.

Até o momento, prevalece o entendimento do relator. Para Mendes, o marco temporal é inconstitucional. Contudo, o ministro apontou uma série de medidas, entre elas, a determinação para que todas as demarcações de terras indígenas sejam concluídas no prazo de dez anos.

Entenda

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema. Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023 , na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Em paralelo ao julgamento do Supremo, o Senado aprovou na semana passada a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

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Agronegócio brasileiro registra a abertura de 507 novos mercados


Em 2025, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) alcançou um marco histórico ao consolidar a abertura de 507 mercados para produtos da agropecuária brasileira desde o início da gestão, o maior avanço já registrado no setor. O resultado reflete a atuação integrada da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), com trabalho coordenado entre seus departamentos e o apoio estratégico da rede de 40 adidos agrícolas em 38 países.  

Ao longo do ano, a SCRI concentrou esforços na ampliação e diversificação das exportações, na negociação de protocolos sanitários e fitossanitários, na defesa dos interesses comerciais e regulatórios do Brasil, na cooperação técnica internacional, além da promoção comercial e da atração de investimentos. As ações tiveram como foco transformar cada nova abertura de mercado em oportunidades concretas para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias, gerando emprego, renda e fortalecendo a presença global do agronegócio brasileiro.  

O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, destacou que 2025 foi decisivo para a consolidação desses resultados. “Somente neste ano, abrimos mais de 200 mercados, além de ampliações estratégicas, como o pre-listing para aves na União Europeia. Entre as aberturas de maior impacto estão sorgo, DDG, gergelim e miúdos de aves para a China, além da carne bovina para o Vietnã e das habilitações para Filipinas e Indonésia. São conquistas que ampliam oportunidades para o produtor rural brasileiro e reforçam a competitividade internacional do agro”, afirmou.  

Rua ressaltou ainda que a diversificação da pauta exportadora foi fundamental para o desempenho alcançado. “Produtos menos tradicionais apresentaram forte crescimento. A política de diversificação iniciada em 2023, alinhada às diretrizes do ministro Carlos Fávaro, mostrou-se acertada e necessária em um cenário global desafiador, permitindo um aumento de quase 20% no valor exportado desses segmentos”, observou. 

As aberturas de mercado ampliam a escala produtiva, geram novas fontes de renda e fortalecem a presença internacional do agro brasileiro. Cerca de 20% das aberturas realizadas contemplam produtos não tradicionais, como ervas, especiarias, castanhas e proteínas alternativas, abrindo novas frentes de exportação para todas as regiões do país.  

De janeiro a novembro de 2025, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 155,25 bilhões, o maior valor já registrado para o período e 1,7% acima do mesmo período do ano passado. O desempenho reforça o papel das vendas externas como complemento ao mercado interno, ao ampliar a escala produtiva, fortalecer cadeias, gerar emprego e renda e estimular investimentos em todas as regiões do país.   

No acumulado do ano, produtos como soja em grãos, carne bovina in natura, café verde, celulose, farelo de soja, algodão e carne suína registraram recordes tanto em valor quanto em volume exportado. Também se destacaram avanços em segmentos como café solúvel, bovinos vivos, miúdos de carne bovina, sementes de oleaginosas, pimenta-do-reino, sebo bovino e feijões secos.   

Estudo desenvolvido pela ApexBrasil em parceria com o Mapa aponta que os mais de 500 mercados abertos desde 2023 já geraram US$ 3,4 bilhões em exportações adicionais, com impacto direto em todas as regiões do país. O levantamento demonstra que Norte, Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Nordeste foram beneficiados em diferentes intensidades, evidenciando o papel da abertura comercial como vetor de desenvolvimento regional.   

O levantamento estima ainda um potencial futuro de US$ 4 bilhões em exportações a partir dessas aberturas, caso o Brasil alcance participação equivalente à sua fatia no comércio global. Os países que passaram a importar produtos brasileiros representam, juntos, um mercado de US$ 37,5 bilhões em importações anuais, indicando amplo espaço para expansão.  





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Etanol brasileiro pode zerar a pegada de carbono


A pesquisa avaliou como a integração de bioenergia com captura e armazenamento de carbono (no inglês, BECCS -Bioenergy with Carbon Capture and Storage) e com a aplicação de biochar (ou biocarvão) em áreas agrícolas poderiam ampliar os ganhos ambientais do RenovaBio, política nacional de biocombustíveis lançada em 2017. Apesar do alto potencial nos efeitos no clima, os resultados também revelam que a viabilidade depende de novos mecanismos de incentivo econômico e regulatório.

O BECCS é uma tecnologia que captura o carbono biogênico, de origem vegetal, emitido na produção de etanol e energia em usinas de cana-de-açúcar. Durante a fermentação do caldo e a queima do bagaço e da palha para produzir vapor e eletricidade, há liberação de CO2, que pode ser capturado e injetado em formações rochosas subterrâneas não porosas, onde permanece armazenado de forma segura. O processo, ainda caro e complexo, exige prospecção geológica e infraestrutura adequada. No Brasil, a Usina FS é pioneira na aplicação do BECCS, iniciativa que reforça o papel dos biocombustíveis na redução das emissões e na transição para uma economia de baixo carbono.

Já o biochar, ou biocarvão, é um material vegetal –como o bagaço de cana– submetido à pirólise, processo de aquecimento com pouco oxigênio que o transforma em uma estrutura sólida e estável de carbono. Aplicado ao solo, o biochar melhora suas propriedades físicas e atua como um reservatório de carbono de longa duração, ajudando no sequestro de CO2 e na sustentabilidade agrícola.

Baseando-se na metodologia oficial do programa, a IC (intensidade de carbono) do etanol hidratado brasileiro é de cerca de 32,8 ramas de dióxido de carbono equivalente por megajoule (gCO2e/MJ), medida que expressa o total de gases de efeito estufa emitidos adotando o CO2 como unidade padrão.

Caso o BECCS fosse incorporado na etapa de fermentação, o índice poderia cair para +10,4 gCO2e/MJ. A aplicação de biochar nos canaviais, na proporção de uma tonelada por hectare, reduziria o valor para +15,9 gCO2e/MJ, explica Lucas Pereira, pesquisador associado à equipe de Avaliação do Ciclo de Vida da Embrapa Meio Ambiente. “Em cenários mais ambiciosos, a captura de carbono também durante a combustão da biomassa permitiria resultados negativos, alcançando –81,3 gCO2e/MJ,” diz.

O resultado de ambos –BECCS e biochar– evita que o carbono retorne à atmosfera. O biochar é um insumo agrícola obtido do aquecimento de biomassa vegetal, formando um material estável que, ao ser aplicado ao solo, mantém o carbono fixado. Já no BECCS, o CO2 emitido nas caldeiras e na fermentação é capturado e injetado sob pressão em formações geológicas no subsolo.

Apesar da relevância, nenhuma das mais de 300 usinas certificadas pelo RenovaBio adota hoje essas tecnologias. O principal entrave está nos custos: enquanto os CBIOs (créditos de descarbonização), negociados em bolsa, giram em torno de US$ 20 por tonelada de CO2, os custos estimados de BECCS variam de US$ 100 a US$ 200/tCO2 até meados do século. Já o biochar, com benefícios comprovados de sequestro de carbono no solo, custa em média US$ 427 por tonelada.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Nilza Patrícia Ramos, o estudo analisou duas frentes de aplicação do armazenamento de carbono na cadeia de etanol: durante a fermentação alcoólica e na produção de eletricidade a partir de bagaço e palha.

“A fermentação se mostra a opção mais promissora, já que o CO2 emitido nesse processo é relativamente puro e tecnicamente mais fácil de capturar. A captura na combustão, embora capaz de produzir emissões negativas em larga escala, esbarra em custos muito mais altos e em desafios de infraestrutura, como transporte e armazenamento geológico do carbono”, disse Ramos.

Ainda que já existam plantas-piloto testando o armazenamento de carbono em usinas de etanol de milho no Brasil, nenhuma unidade sucroenergética opera com a tecnologia. Os especialistas indicam que é necessário mapear formações geológicas adequadas para o armazenamento permanente do CO2 e garantir a segurança contra vazamentos.

A 2ª tecnologia avaliada, o biochar, é um produto da pirólise de resíduos como palha e bagaço. Quando aplicado ao solo, diz o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Cristiano Andrade, ele atua como corretivo agrícola e pode sequestrar carbono de forma estável por décadas. A pesquisa considerou duas taxas de aplicação: 1 t/ha, compatível com a rotina atual das usinas, e 4 t/ha, que seria o limite viável diante da disponibilidade de resíduos. Cada tonelada de biochar pode representar o sequestro de 1,42 tCO2e.

Além do sequestro direto, Andrade esclarece que o biochar pode melhorar a fertilidade do solo e reduzir emissões de N2O (óxido nitroso), gás de efeito estufa muitas vezes mais potente que o CO2. No entanto, experimentos de curta duração mostram que, em alguns casos, as emissões de CO2 podem aumentar depois da aplicação, além do efeito negativo na fertilidade, em usos excessivos.

Para dimensionar o impacto, os pesquisadores compararam os cenários dos veículos movidos a etanol, a gasolina e elétricos, usando dados do Pbev (Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular) e do banco internacional ecoinvent. Mesmo sem tecnologias de emissão negativa, o etanol de cana, sendo biogênco, apresenta menor intensidade de carbono que a gasolina, de origem fóssil. Com a adoção de BECCS e biochar, a diferença se amplia e, em alguns cenários, o etanol pode apresentar desempenho ambiental comparável ou até superior ao de veículos elétricos carregados com eletricidade média do sistema brasileiro.

O RenovaBio foi criado para estimular a produção de biocombustíveis com baixa emissão de GEE (gases de efeito estufa) por meio da emissão do CBIO–ativo ambiental comercializado em bolsa de valores –, cuja unidade equivale a uma tonelada de CO2 evitada. Os créditos são adquiridos por distribuidoras de combustíveis fósseis para compensar suas emissões, criando um mercado regulado.

Embora o programa já tenha consolidado um incentivo financeiro, ele pode não ser suficiente para viabilizar tecnologias caras como a captura e armazenamento de carbono e biochar. A pesquisa sugere que políticas complementares, linhas de financiamento e a participação no VCM (mercado voluntário de carbono) serão cruciais para destravar esses investimentos. Em países como os Estados Unidos, por exemplo, o crédito tributário 45Q remunera projetos de captura de carbono com até US$ 180/tCO2, valor muito acima da média praticada no Brasil.

Se implementadas em larga escala, as tecnologias poderiam trazer ganhos expressivos. O estudo estima que a combinação de armazenamento de carbono (fermentação e combustão) e biochar em todas as usinas certificadas poderia resultar em até 197 MtCO2e em créditos de carbono, o equivalente a 12% de todas as emissões brasileiras em 2022. O cenário mais viável, com BECCS aplicado apenas na fermentação, capturaria cerca de 20 MtCO2e/ano, uma média de 75 kt por usina.

O impacto seria decisivo para o cumprimento das metas climáticas brasileiras, que projetam reduzir as emissões líquidas para 1.200 MtCO2e até 2030 – cerca de 500 Mt a menos do que em 2022.

Apesar do otimismo, os autores alertam para lacunas importantes. A maior parte das usinas ainda apresenta fragilidades no inventário de dados agrícolas, o que pode levar a superestimativas ou subestimativas das emissões. Além disso, a análise de mudanças no uso da terra, central para a sustentabilidade da bioenergia, ainda carece de maior detalhamento.

O estudo reforça, contudo, que o Brasil tem condições de liderar a transição para combustíveis de “emissão negativa”. Segundo maior produtor mundial de etanol e biodiesel, o país dispõe de infraestrutura agrícola e industrial robusta e de políticas já consolidadas, como o RenovaBio.

Na avaliação dos pesquisadores, o etanol brasileiro já ocupa posição de destaque como combustível de baixo carbono, mas poderia dar um salto qualitativo com a adoção de tecnologias de “emissão negativa”. Isso colocaria o país na vanguarda da transição energética global, disputando espaço não apenas com fósseis, mas também com veículos elétricos e hidrogênio verde.

Para que isso ocorra, será necessário equilibrar inovação tecnológica, mecanismos econômicos e políticas públicas mais ambiciosas. O futuro do etanol, conclui o estudo, dependerá menos da disponibilidade técnica e mais da capacidade de o Brasil articular incentivos econômicos que tornem o carbono negativo um ativo competitivo no mercado internacional.

O artigo, de autoria dos pesquisadores Lucas Pereira, Marília Folegatti, Nilza Patrícia Ramos, Cristiano Andrade, Anna Pighinelli (Embrapa Meio Ambiente), e Rosana Galindo e Joaquim Seabra (Unicamp), foi publicado na ScienceDirect.





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Destaques do mercado financeiro de hoje: ouça e comece o dia bem informado


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a queda de mais de 2% do petróleo pressionou bolsas globais e ativos domésticos.

No Brasil, o Ibovespa caiu abaixo de 159 mil pontos, puxado por Petrobras e financeiras, enquanto o dólar subiu na contramão do exterior e juros futuros avançaram. Hoje, atenção a IPC Fipe, IGP-M, fluxo cambial e indicadores de inflação da zona do euro.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Pancadas de chuva ganham força em novas áreas; veja a previsão de hoje


chuva, temperatura
Foto: Pixabay

As pancadas de chuva diminuem de intensidade no Sul, Sudeste e Centro-Oeste nesta quarta-feira (17), mas ganham força em outras regiçoes. Confira a previsão do tempo para todo o Brasil:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo deve seguir mais estável em grande parte da região devido à atuação de uma área de alta pressão que vem na retaguarda da frente fria. Ainda assim, há chance de chuvas mais fracas e isoladas no litoral do Paraná e em áreas do interior de Santa Catarina. No noroeste paranaense, também chove de maneira mais fraca.

Sudeste

Em São Paulo, as instabilidades diminuem, mas ainda chove ao longo do litoral, norte e leste do estado de maneira moderada a forte intensidade. A frente fria segue se deslocando e, junto ao fluxo de umidade, provoca pancadas de chuva pelo estado de Minas Gerais e principalmente no Rio de Janeiro, onde há chance de volumes elevados de chuva em áreas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e também na região dos Lagos.

Centro-Oeste

A intensidade das pancadas de chuva pela região diminui, mas ainda seguem ocorrendo em grande parte de Mato Grosso e Goiás, além do norte, nordeste e leste de Mato Grosso do Sul, onde chove de maneira moderada a forte e há risco de temporais. Já no restante do estado de Mato Grosso do Sul, além do sudoeste de Mato Grosso, o tempo deve seguir mais firme.

Nordeste

As instabilidades aumentam pelo Piauí, Maranhão e também no Ceará, podendo chover de maneira fraca a moderada e pontualmente mais forte em algumas áreas. No oeste e interior da Bahia, também há chance de pancadas, enquanto no litoral do estado, chove de maneira mais fraca.

Norte

No Amazonas, Acre e em Rondônia, as pancadas de chuva ganham força, além da metade sul e oeste do Pará e também no Amapá, com risco de temporais em algumas áreas. Em Roraima e no Tocantins, as pancadas de chuva também continuam e o tempo segue abafado.

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Secretaria da Fazenda prorroga prazos de adesão a programas de regularização fiscal



Prazo estendido para adesão aos programas de regularização fiscal em Alagoas


Foto: Nadia Borges

A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas prorrogou os prazos de adesão aos programas de regularização fiscal em vigor no Estado. As novas datas foram oficializadas por meio das Instruções Normativas SEF nº 81, 82 e 83/2025, publicadas nesta segunda-feira (15), no Diário Oficial do Estado (DOE), e ampliam o prazo para que contribuintes regularizem débitos tributários com condições especiais.

Com a prorrogação, a adesão ao Programa de Extinção de Créditos Tributários (PET ICMS) segue até o dia 26 de dezembro de 2025. Já os programas de Recuperação Fiscal (Profis ICMS) e Profis Simples Nacional podem ter adesão realizada até 30 de dezembro de 2025

As medidas permitem quitar débitos com redução de multas e juros, inclusive por meio de parcelamento, garantindo maior flexibilidade financeira aos contribuintes e estimulando a regularização espontânea junto ao fisco estadual. Os programas alcançam diferentes perfis de contribuintes. O PET ICMS é direcionado a débitos de maior valor, enquanto o Profis ICMS atende contribuintes em geral. Já o Profis Simples Nacional é voltado a microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional.

O secretário especial da Receita Estadual, Francisco Suruagy, destacou que a prorrogação amplia as oportunidades de regularização, facilita o acesso dos contribuintes aos programas e fortalece o ambiente de segurança jurídica, contribuindo para o equilíbrio fiscal e o desenvolvimento econômico de Alagoas.

A adesão aos programas pode ser feita de forma totalmente digital. Para o Profis ICMS e o Profis Simples Nacional, o acesso ocorre pelo Portal do Contribuinte da Sefaz-AL ou pela assistente virtual Nise. Já o PET ICMS deve ser solicitado exclusivamente pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI), na opção Fazenda: Parcelamento Especial, por meio de cadastro de usuário externo. Mais informações e detalhamentos sobre os programas estão disponíveis no Diário Oficial do Estado.





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Mais de 500 máquinas entregues a municípios de Mato Grosso


Em Mato Grosso, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou a entrega de mais 310 máquinas do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que contemplou as 142 prefeituras do estado. A entrega ocorreu nesta terça-feira (16) em Cuiabá e, com este novo repasse, Mato Grosso já totaliza mais de 500 máquinas e equipamentos disponibilizados pelo governo federal aos municípios.

Durante a cerimônia, o ministro Carlos Fávaro destacou que o Promaq integra o conjunto de políticas públicas retomadas no governo do presidente Lula, com foco em aumento de produtividade, modernização da infraestrutura municipal e redução das desigualdades regionais. “Este ano vamos chegar a 5 mil equipamentos entregues aos municípios brasileiros. É uma política estruturante, desenvolvida com o apoio de parlamentares, senadores e deputados federais. Só no estado de Mato Grosso já estamos nos aproximando de 500 equipamentos entregues nas mais diversas parcerias, incluindo emendas parlamentares,” afirmou.

O ministro ressaltou ainda que o Estado conta com o apoio direto de instituições parceiras. “Com a parceria da Universidade Federal de Mato Grosso, são aproximadamente 100 equipamentos, incluindo tratores. No total, são cerca de 500 equipamentos – tratores, máquinas da linha amarela, caminhões e implementos – entregues para Mato Grosso. Tudo isso para ampliarmos a capacidade de prestação de serviços à população mato-grossense e brasileira,” completou.

Nesta nova fase do programa, as prefeituras do estado receberam 310 máquinas, resultado de um investimento superior a R$ 157 milhões. Entre os equipamentos entregues estão tratores, motoniveladoras, pás-carregadeiras, retroescavadeiras, rolos compactadores e caminhões, que irão reforçar as ações de recuperação, manutenção e melhoria da infraestrutura municipal, essencial para a circulação da produção agropecuária e para o atendimento às comunidades rurais.

Em Mato Grosso, estado de grande extensão territorial e com centenas de comunidades rurais que dependem diretamente de estradas vicinais, o Promaq desempenha papel estratégico no fortalecimento das cadeias produtivas, na garantia da mobilidade e na ampliação do acesso da população a serviços públicos essenciais.





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Estresse hídrico afeta pastagens no Rio Grande do Sul


A seca prolongada tem impactado negativamente as pastagens no Rio Grande do Sul, com fortes sinais de estresse hídrico. A falta de chuvas e as altas temperaturas têm desacelerado o crescimento das pastagens anuais e perenes, afetando a oferta de massa verde em diversas regiões do estado. De acordo com a Emater/RS-Ascar, o estresse hídrico tem sido evidente, especialmente nas áreas de capim-sudão e milheto, que têm murchado severamente durante o dia, diminuindo a palatabilidade da forragem.

Em várias regiões, o campo nativo, que vinha se desenvolvendo bem, também entrou em fase de estagnação após um novo período sem precipitações. A situação é ainda mais crítica em áreas de solos rasos, pedregosos e arenosos, que enfrentam maior pressão de pastejo, aumentando o risco de compactação do solo e reduzindo a capacidade de retenção de água. A escassez de umidade também tem retardado atividades como a adubação nitrogenada e a implantação de pastagens, que só poderão ser retomadas quando o solo apresentar condições adequadas.

Na região administrativa de Bagé, as pastagens anuais de verão estão praticamente paralisadas devido à baixa umidade do solo. Em Hulha Negra, o estresse hídrico tem afetado severamente o trevo-branco, enquanto as áreas com trevo-vermelho mostram melhor tolerância. No município de Lavras do Sul, a falta de chuvas por cerca de 20 dias resultou em campos amarelados e murchos, especialmente nas horas mais quentes do dia. Já em São Gabriel, os campos permanecem secos, com poucas novas rebrotas.

Em Caxias do Sul, o desenvolvimento inicial das pastagens foi favorecido pelas altas temperaturas e luminosidade, mas a ausência de chuvas tem dificultado a manutenção da umidade do solo. Em Erechim, apesar da seca, ainda se observa desenvolvimento satisfatório nas pastagens nativas e perenes de verão nas áreas com melhor manejo. Já em Frederico Westphalen, o milheto, sorgo e aveia de verão estão se desenvolvendo bem, oferecendo volume adequado de forragem, mas a combinação de calor intenso e baixa chuva já preocupa quanto à disponibilidade futura de pasto.

Nas regiões de Ijuí e Passo Fundo, a semeadura das forrageiras foi interrompida devido à baixa umidade, e os produtores têm intensificado a armazenagem de feno. Em Pelotas, as pastagens perenes, como Jiggs/tifton, estão em boas condições, mas o desenvolvimento de outras espécies foi limitado pela falta de chuvas. A situação é semelhante em Porto Alegre, onde o crescimento do campo nativo foi retardado e o avanço das pastagens recém-implantadas também estagnou.

Na região de Santa Maria, estima-se que a disponibilidade de forragem tenha diminuído entre 30% e 40%, levando alguns produtores a adotar a irrigação como estratégia para mitigar os efeitos da estiagem e manter a cobertura mínima necessária para o pastejo. Em Santa Rosa, apesar da escassez de chuvas, a oferta de forragem ainda está satisfatória, embora algumas áreas já apresentem sinais de senescência nas plantas.

 





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Altas temperaturas impactam lavouras de pepino no RS



A colheita de pepino segue em andamento em diferentes regiões do Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

A colheita de pepino segue em andamento em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, mas as altas temperaturas têm imposto desafios à produção, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11). Em Soledade, a colheita de pepino para consumo in natura e para a indústria continua, porém o calor excessivo tem prejudicado a cultura, mesmo em áreas irrigadas. Segundo o levantamento, a elevada taxa de evapotranspiração tem provocado abortamento de flores. O preço pago ao produtor está em R$ 5,50 por quilo.

Na região de Lajeado, no município de São Sebastião do Caí, as lavouras de pepino para conserva apresentam desenvolvimento considerado adequado. Apesar disso, há expectativa de redução na produção e nos preços nas próximas semanas, em razão do aumento da oferta regional. O informativo aponta que, do ponto de vista fitossanitário, foram registrados pulgões, ácaros e mosca-branca, pragas que vêm sendo controladas por meio de manejo adequado. Também foram observados abortamentos florais e queimaduras em folhas e frutos, associados ao excesso de calor, o que pode comprometer parte do pegamento. A comercialização ocorre de forma regular, com preços entre R$ 80,00 e R$ 100,00 por caixa de 18 quilos.

Em Bom Princípio, a produção é considerada compatível com o período, mesmo diante de dias com temperaturas elevadas. As plantas apresentam bom desempenho e, até o momento, não há registro de problemas fitossanitários relevantes. No entanto, episódios de calor intenso causaram queimaduras pontuais em frutos de pepino salada, reduzindo a qualidade comercial de parte da produção. O mercado segue relativamente estável, com oscilações típicas da época. O pepino tipo salada é comercializado em torno de R$ 50,00 por caixa de 20 quilos, enquanto o tipo japonês varia entre R$ 45,00 e R$ 60,00 por caixa de 18 quilos.





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Brasil supera EUA como maior produtor de carne bovina do mundo, aponta USDA


carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo há mais de 20 anos, mas, agora, assume também o posto de nação que mais produz a proteína, superando, pela primeira vez, os Estados Unidos. E quem aponta o dado é justamente o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA).

Segundo o último relatório publicado pelo órgão, foram produzidos em solo nacional 12,35 milhões de toneladas em 2025, enquanto o país de Donald Trump obteve 11,81 milhões de toneladas, considerando o peso do animal morto.

O Departamento ainda traz um levantamento desde 2021, período no qual o Brasil nunca esteve à frente dos norte-americanos em volume produzido.

Porém, se considerado o número estimado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para este ano, o Brasil apenas encosta nos Estados Unidos, sem ultrapassá-lo, chegando a 11,38 milhões de toneladas de carne bovina neste ano.

Para 2026, o USDA projeta um empate entre os dois países, haja vista que a produção nacional deve cair no ano que vem, como já apontado pela própria CNA. Assim, conforme o Departamento, o Brasil tende a produzir 11,7 milhões de toneladas e os Estados Unidos 11,71 milhões de toneladas.

O declínio dos Estados Unidos no setor se explica pela queda dos estoques de gado, que em janeiro deste ano foram reduzidos para o menor nível em mais de sete décadas por conta da redução de rebanho devido à seca que queimou pastagens e aumentou os custos de alimentação dos animais.

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