quinta-feira, março 19, 2026

Autor: Redação

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O que o agro ganha ao se aproximar do mercado de capitais?



A aproximação entre o agronegócio e o mercado de capitais começa a ganhar força como uma alternativa para ampliar o acesso a financiamento, reduzir riscos e sustentar o crescimento do setor. Nesta sexta-feira (4), a Arena B3 sediou mais uma edição do evento “O Agro e o Mercado de Capitais”, com debates sobre crédito privado, seguro rural, geopolítica e perspectivas de produção.

A iniciativa, liderada pelo Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Instituto Pensar Agro (IPA), busca diminuir a distância entre o coração financeiro do país, concentrado na Faria Lima e na B3, e a realidade do produtor rural. Sendo assim, a proposta é clara: mostrar ao setor que existem instrumentos além do crédito público tradicional, como é o caso do Plano Safra.

Eventos querem simplificar e expandir o acesso a novas ferramentas

O presidente do IBDA, Renato Buranello, explica que o produtor rural já observa o movimento do mercado financeiro, mas ainda depende de suporte técnico para tomar decisões. “O produtor rural ouve, mas ele precisa colocar o contador e o advogado para validar. Esses eventos ampliam o conhecimento sobre o mercado de capitais”, afirmou.

Para ele, ampliar a familiaridade com debêntures, CRA, fundos e instrumentos de gestão de risco é um passo natural para reduzir a dependência de recursos públicos.

Na visão do diretor-geral do IPA, Geraldo Melo, o setor não pode mais se apoiar apenas em políticas públicas. “Não dá mais para conversar sobre produção e a força do agro apenas nos recursos públicos. É necessária uma mudança de página”, disse.

Ele destacou ainda a importância da regra que impede o contingenciamento dos recursos do seguro rural em 2026, que foi aprovada nesta quinta-feira (4), dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano que vem. De acordo com Melo, o futuro do agro passa por integrar mercado financeiro, seguro e novas formas de capitalização.

Incerteza global aumenta a necessidade de instrumentos financeiros

O coordenador do Centro de Bioeconomia da FGV, Guilherme Bastos, afirmou que o ambiente econômico mundial segue volátil e que o setor rural precisa se adaptar. “Independente do governo, o ponto é: o que o setor precisa para avançar de forma sustentável também do ponto de vista econômico-financeiro?”, questionou.

Segundo ele, a guerra e a desaceleração global mostraram que mercados interligados conseguem se ajustar, mas que a incerteza para 2026 segue elevado. Isso reforça a importância de mecanismos de proteção financeira, como hedge, seguro e diversificação de fontes de crédito.



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AgroNewsPolítica & Agro

CMO aprova R$ 12,5 bilhões em créditos para agro



CMO aprova recursos para aliviar dívidas rurais



Foto: Canva

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta terça-feira (2) um total de R$ 12,5 bilhões em créditos extraordinários para o Orçamento de 2025, conforme divulgado pela Agência Senado. A maior parcela está na Medida Provisória 1.316/2025, que destina R$ 12 bilhões para apoiar produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos.

Segundo mensagem enviada pelo governo ao Congresso, a medida cria novas linhas de crédito rural voltadas à liquidação ou amortização de dívidas relacionadas ao Pronaf, ao Pronamp e a contratos firmados por agricultores que enfrentam dificuldades de pagamento, conforme o informado pela Agência Senado.

A relatora da MP, senadora Dorinha Seabra (União-TO), defendeu a aprovação da proposta. “Com esse crédito, será possível oferecer taxas de juros e prazos mais adequados para pagamento das dívidas que não puderam ser regularizadas devido aos custos com as instituições financeiras e para o Tesouro Nacional”, afirmou.

O presidente da comissão, senador Efraim Filho (União-PB), informou que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 (PLN 2/2025) e do relatório de receitas do Orçamento de 2026 (PLN 15/2025) foi remarcada para esta quarta-feira (3). As medidas provisórias aprovadas seguirão agora para análise dos Plenários da Câmara e do Senado, enquanto os projetos de lei serão votados no Plenário do Congresso Nacional.

De acordo com a Agência Senado, na mesma reunião, a CMO aprovou o relatório do Comitê de Admissibilidade de Emendas sobre o Orçamento de 2026. O relator, deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), rejeitou duas emendas de comissões e quatro de bancadas estaduais, aprovando um total de 532. Ele declarou que ainda aguarda o relatório da bancada de Alagoas. Os parlamentares podem apresentar emendas coletivas de bancadas estaduais e de comissões, além de emendas individuais às despesas previstas pelo Executivo.





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vale a pena substituir o bonsmara no tricross? Especialista responde



A dúvida do pecuarista Marçal Dias, de Santa Rita do Pardo (MS), sobre se vale a pena trocar o bonsmara em seu tricross (angus x bonsmara x nelore) aborda um desafio central da pecuária intensiva: como manter o alto desempenho do gado 3/4 europeu no confinamento sem que o metabolismo elevado cause perda de peso.

O zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética, informa que o bonsmara, uma raça taurina com influência zebuína, possui metabolismo médio a alto. Segundo Zadra, se o produtor está notando perda de desempenho no cocho, o problema não reside na raça, mas na gestão do metabolismo desse gado adaptado ao frio em climas quentes, o que exige atenção redobrada à nutrição intensiva e ao tempo de recria.

Confira:

Opções para pecuaristas

Para realizar um tricross terminal de sucesso, o pecuarista deve optar por raças que produzam animais de grande porte e com pelo curto, favorecendo o conforto térmico. Zadra destaca que, se o objetivo é a terminação de tiro curto, o animal 3/4 europeu é o mais indicado, embora exija um investimento nutricional maior.

A decisão de substituir o bonsmara por outra raça bimestiça de grande porte, como canchim ou santa gertrudis, pode ser válida para padronizar o rebanho com o mesmo metabolismo. Contudo, o sucesso final dependerá do equilíbrio na dieta do gado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Produção de rações cresce 2% e chega a 66,5 milhões de toneladas em 2025



A indústria brasileira de alimentação animal registrou alta de 2% na produção de rações entre janeiro e setembro de 2025, totalizando 66,5 milhões de toneladas, segundo prévia divulgada pelo Sindirações. A projeção da entidade é encerrar o ano com 90 milhões de toneladas, avanço de 2,8% sobre 2024.

O número considera apenas rações, o volume de sal mineral será adicionado no balanço consolidado. A soma dos dois segmentos compõe o desempenho geral do setor.

Para o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, o resultado demonstra a resiliência da cadeia de alimentação animal. “A indústria permanece resiliente mesmo diante das incertezas globais, sustentada por eficiência, inovação e forte base produtiva”, afirma.

Avicultura mantém estabilidade apesar de embargos sanitários

A avicultura de corte consumiu 28 milhões de toneladas de rações até setembro, mantendo estabilidade mesmo após os embargos relacionados à influenza aviária. Segundo a ABPA, a produção de carne de frango deve superar 15 milhões de toneladas em 2025, impulsionada pelo consumo interno, hoje estimado em 47,8 kg por habitante ao ano.

Zani destaca a maturidade tecnológica do setor. “O dinamismo da avicultura reflete previsibilidade nutricional e capacidade de resposta diante das adversidades”. A previsão é chegar a 37,9 milhões de toneladas de ração até dezembro.

Postura avança com demanda firme e produção em alta

O consumo de rações na postura comercial somou 5,6 milhões de toneladas até setembro, impulsionado pela demanda doméstica por ovos. Segundo o IBGE, a produção nacional avançou 2,8% na comparação entre os terceiros trimestres de 2024 e 2025.

A expectativa é encerrar o ano com 7,4 milhões de toneladas. Para Zani, o ovo segue como proteína estratégica. “É acessível, nutritivo e sustenta o crescimento contínuo do setor de postura”.

A suinocultura consumiu 16,4 milhões de toneladas de rações entre janeiro e setembro. Apesar da leve sobreoferta no mercado interno, as exportações seguem firmes, mantendo o setor estável. A projeção é encerrar 2025 com 22 milhões de toneladas consumidas.

“A suinocultura brasileira demonstra elevada eficiência zootécnica e adaptação aos movimentos de mercado”, destaca Zani.

Leite: produção cresce, mas demanda limitada segura avanço

A pecuária leiteira registrou alta de 8% na captação formal, favorecida pelo clima e por custos operacionais estáveis. Porém, a demanda retraída e a maior presença de importados limitaram o desempenho.

O consumo de rações no segmento somou 5,6 milhões de toneladas, com previsão de chegar a 7,3 milhões até o final do ano. Segundo Zani, “a pecuária leiteira exige reinvenção permanente para enfrentar a concorrência e ganhar eficiência.”

Bovinos de corte têm melhora de margens em 2025

O segmento consumiu 5,3 milhões de toneladas de rações até setembro. A queda do custo dos concentrados, a reposição mais barata e a arroba estável ajudaram a melhorar as margens, especialmente no segundo giro do ano.

A previsão é superar 7,7 milhões de toneladas até dezembro. “O confinamento se consolida como peça-chave para regular oferta e ampliar produtividade”, afirma.

A aquicultura consumiu 1,3 milhão de toneladas de rações nos nove primeiros meses de 2025. A piscicultura industrial sentiu efeitos do tarifaço dos EUA e da concorrência asiática, enquanto a carcinicultura avançou com automação e manejo preciso, aumentando produtividade por hectare.

A expectativa é encerrar o ano com 1,9 milhão de toneladas. Zani destaca: “A aquicultura brasileira tem espaço extraordinário de expansão, especialmente com automação e nutrição de precisão.”

O setor de pet food consumiu cerca de 3 milhões de toneladas entre janeiro e setembro. A estimativa para o ano é de 4 milhões de toneladas, distribuídas entre:

  • Cães: 80%
  • Gatos: 19%
  • Outras espécies (pássaros, peixes, répteis etc.): 1%

Brasil reforça posição global em proteína animal

Segundo o Sindirações, a cadeia de proteína animal segue sustentada por tecnologia, eficiência zootécnica e padronização nutricional, fatores que mantêm o Brasil entre os principais players mundiais.

“A nutrição de precisão e os sistemas intensivos asseguram competitividade, eficiência e previsibilidade técnica”, conclui Zani.



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Conheça a Fazenda Alto da Serra, anfitriã da Abertura Nacional da Colheita da Soja!



A menos de dois meses para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca oficialmente o início simbólico da colheita da safra 2025, a Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO), se prepara para sediar a cerimônia. O evento será realizado no dia 30 de janeiro de 2026, às 8h.

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Segundo Renato Schneider, representante da Fazenda Alto da Serra, o grupo iniciou suas atividades no estado do Tocantins em 2012. “Desde então, estamos cultivando soja e milho. Temos também gado, transportes e armazenagem nas nossas unidades. A importância da Fazenda Alto da Serra para a região de Porto Nacional está relacionada à produção de alimentos e à geração de emprego”, destacou.

Ele explica que o grupo mantém projetos sociais nas proximidades da propriedade, como iniciativas com a escola rural e o projeto Se Liga na Fazenda. “Para nós, do Grupo Wink, é muito importante sediar a abertura nacional da colheita da soja. Estamos muito felizes como anfitriões deste evento e estamos nos preparando com uma boa condução da lavoura, com um plantio que proporcionará a possibilidade de realizar a colheita na data do evento.”

O Grupo Wink trabalha com monitoramento integrado de pragas e manejo integrado de doenças. Utiliza plantio direto a partir do segundo ano após a abertura das áreas, que em sua maioria eram pastagens degradadas convertidas em áreas produtivas de soja e milho.

“Nós seguimos todas as normas do Código Florestal vigente e buscamos, sempre, atualizações quanto às obrigações ambientais. O estado do Tocantins já enfrentou diversas dificuldades climáticas, com anos de muita chuva durante a colheita, que causaram perdas de qualidade, e também períodos de seca”, explica.

Segundo ele, o grupo busca mitigar o risco de seca por meio do consórcio de milho com braquiária e também com o uso de braquiárias solteiras para a formação de uma palhada de qualidade. A equipe trabalha com agricultura de precisão no manejo do perfil de solo. Para lidar com o excesso de chuva na colheita, a estratégia inclui o escalonamento das operações, o uso de variedades de soja com diferentes ciclos e o apoio de uma estrutura operacional eficiente, que envolve a unidade armazenadora responsável pelo recebimento e secagem dos grãos.

O nome Wink tem origem no sobrenome do avô materno de Schneider, que faleceu este ano. Sua história no agronegócio, iniciada em 1983 com a mudança do Rio Grande do Sul para Goiás, segue como referência e inspiração para a família. O legado deixado por ele continua sendo honrado pelas novas gerações, que expandiram as atividades para o Tocantins e hoje consolidam o Grupo Wink como uma presença importante na produção agrícola da região.

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Preço da carne de frango interrompe 3 meses de alta e cai em novembro



Os preços da carne de frango caíram em novembro, interrompendo três meses seguidos de alta. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com agentes consultados pelo instituto, a maior disponibilidade de frango vivo para abate ao longo do mês acabou elevando a oferta de carne no mercado atacadista. Além disso, o movimento sazonal de enfraquecimento da demanda na segunda quinzena do mês causou queda nos valores no período, o que pressionou a média mensal.

No atacado da Grande São Paulo o frango inteiro congelado teve média de R$ 7,77/kg em novembro, baixa de 2,1% frente à de outubro. Para as próximas semanas, as expectativas de colaboradores do Cepea são divergentes.

Uma parte do setor está otimista e à espera de reações nos preços, fundamentados no possível aquecimento na venda de aves neste período de final de ano. Por outro lado, outros agentes estão atentos à oferta de animal vivo acima da procura, que tenderia a manter o mercado da carne pressionado.

De forma similar as cotações dos ovos também vem estando pressionados, levando o poder de compra do avicultor de postura paulista a cair pelo terceiro mês consecutivo frente ao milho, atingindo o menor patamar do ano.

Em relação ao farelo de soja, o centro de pesquisas indica que o poder de compra vem recuando há cinco meses, sendo, em novembro, o menor desde fevereiro/25. Já no comparativo anual, a relação de troca dos produtores segue positiva, com avanços de até 20% frente ao farelo de soja e de até 11% na comparação com o milho.

Assim, pesquisadores explicam que a maior oferta no mercado interno pressionou as cotações dos ovos ao longo de novembro. Em Bastos (SP), o preço médio do branco tipo extra, a retirar (FOB), foi de R$ 131,48/caixa com 30 dúzias, 6% abaixo do de outubro. Para os ovos vermelhos, a média mensal foi de R$ 144,98/cx na região paulista, queda de 5,9%.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Diversidade genética amplia uso agrícola da berinjela



A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie


A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie
A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie – Foto: Pixabay

A diversidade genética da berinjela ganhou novo alcance com a divulgação do conjunto completo de genes e características agronômicas da espécie. O trabalho reúne informações reunidas ao longo de oito anos de pesquisa e amplia o entendimento sobre a capacidade de adaptação do cultivo a diferentes ambientes, fator relevante diante das mudanças climáticas. A análise se baseou em uma coleção global com mais de 3400 variedades cultivadas e silvestres, usadas para identificar diferenças de desenvolvimento e evolução do vegetal.

O estudo foi conduzido por uma colaboração internacional que inclui o Instituto Nacional para a Pesquisa Agronômica da França. Os pesquisadores mapearam mais de 20 mil famílias de genes e 218 características agronômicas, entre elas resistência à marchitez fúngica e capacidade antioxidante. O conjunto, de livre acesso, fornece recursos para programas de melhoramento interessados em desenvolver variedades ajustadas a condições locais. Os resultados foram publicados em Nature Communications.

A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie e duas ancestrais silvestres, com sequenciamento completo do genoma e observação em campo de características como resistência à seca, resistência a doenças e composição do fruto. Os ensaios ocorreram em locais com diferentes condições ambientais na Espanha, Itália e Turquia. A partir desses dados, os cientistas identificaram 16.300 famílias de genes essenciais presentes em todas as variedades e outras 4.000 consideradas opcionais. Algumas características apareceram em todas as regiões avaliadas, enquanto outras se manifestaram apenas em ambientes específicos, mostrando forte influência do clima e do manejo.





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Exportações do agro crescem 25,8% em novembro e ajudam Brasil a bater recorde histórico



O Brasil registrou em novembro de 2025 a maior corrente de comércio da série histórica para o mês, somando US$ 51,2 bilhões em fluxo total. O resultado foi impulsionado pelo forte desempenho das exportações agropecuárias, que cresceram 25,8% na comparação anual, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

As exportações gerais do país alcançaram US$ 28,5 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 22,7 bilhões, gerando superávit de US$ 5,8 bilhões no mês. No acumulado de janeiro a novembro, as vendas externas chegam a US$ 317,8 bilhões, alta de 1,8% ante 2024.

Agropecuária é destaque absoluto do mês

Entre os setores exportadores, o agro foi o grande destaque:

  • +US$ 1,16 bilhão em novembro
  • +25,8% sobre novembro de 2024

No acumulado do ano, o campo também mantém trajetória positiva, com aumento de US$ 3,45 bilhões (+5%) nas exportações.

Produtos da indústria de transformação também cresceram (+3,7%), enquanto a indústria extrativa recuou (–14%) no mês, puxada principalmente pela menor receita com minério.

Importações crescem, mas recuo no agro evita alta maior

Do lado das importações, o país registrou alta de 7,4% em novembro, somando US$ 22,7 bilhões. A indústria de transformação foi o setor que mais elevou suas compras externas (+9,3%).

Na agropecuária, porém, houve leve queda de 5,4%, o que ajudou a conter a expansão das importações totais.

Recorde também no acumulado do ano

De janeiro a novembro, o Brasil movimentou US$ 577,8 bilhões em comércio exterior, alta de 4,1% em relação ao mesmo período de 2024. O superávit acumulado atingiu US$ 57,8 bilhões.

Indicadores de novembro

  • Exportações: US$ 28,51 bi (+2,4%)
  • Importações: US$ 22,67 bi (+7,4%)
  • Superávit: US$ 5,84 bi
  • Corrente de comércio: US$ 51,19 bi (+4,5%)

Acumulado do ano (jan–nov)

  • Exportações: US$ 317,82 bi (+1,8%)
  • Importações: US$ 259,98 bi (+7,2%)
  • Corrente total: US$ 577,8 bi (+4,1%)



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bois confinados representam 31,7% dos animais destinados ao abate em 2025



A pecuária intensiva brasileira registrou avanços importantes em 2025. Dados da Scot Consultoria, levantados na expedição Confina Brasil, mostram que houve um crescimento médio de 18,4% no volume de animais terminados em confinamento neste ano em comparação com 2024. O estudo analisou 184 propriedades, responsáveis por 2,6 milhões de cabeças destinadas ao abate, o equivalente a 31,7% de todo o gado confinado de 2025, consolidando o peso estatístico da amostra.

A expedição percorreu 30 mil quilômetros de norte a sul do país ao longo de quatro meses. No total, mais de 3,4 milhões de cabeças de gado foram mapeadas, compondo o Benchmarking Confina Brasil 2025, relatório gratuito que reúne informações técnicas, econômicas e produtivas dos sistemas intensivos observados.

O documento detalha o perfil das propriedades, os modelos de intensificação adotados — como confinamento convencional, sistemas semi-intensivos e estações de pré-embarque — além de dados sobre infraestrutura, nutrição, mão de obra, manejo de dejetos e uso de tecnologias.

A pesquisa evidencia também a profissionalização da gestão nos sistemas intensivos. Entre as propriedades visitadas, 41,4% acompanham seus custos de produção de forma integrada e 85,9% utilizam algum tipo de consultoria ou assessoria especializada. Outro ponto de destaque é a incorporação gradual de ferramentas digitais e softwares de gestão, que reforçam a busca por eficiência e precisão nas rotinas operacionais.

Os indicadores zootécnicos refletem ganhos consistentes de produtividade, especialmente na redução da idade de abate. A idade média de saída dos machos ficou em 23,5 meses, enquanto as fêmeas alcançaram média de 19,9 meses, evidenciando maior precocidade nos sistemas intensivos.

Em relação aos custos de produção, o benchmarking reúne informações sobre gastos nutricionais, sanitários e operacionais, assim como dados da reposição e do boi gordo. Esse conjunto permite avaliar como a variação dos preços de mercado influencia a diária do confinamento e, por consequência, sua rentabilidade. A pesquisa mostra ainda que mais de 70% das propriedades que confinam também têm área de lavoura e mais da metade delas adota sistemas integrados de produção, como Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Isso reforça a importância da agricultura como suporte para reduzir custos com alimentação e dar maior autonomia ao sistema.

Além dos dados de 2025, o relatório apresenta perspectivas para 2026, considerando o comportamento do mercado, os desafios dentro e fora da porteira e o cenário de preços dos insumos e da reposição. A Scot Consultoria destaca que o benchmarking se consolida como ferramenta estratégica para pecuaristas, consultores, técnicos e empresas que buscam entender a radiografia da pecuária intensiva e suas particularidades regionais.



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Exportações brasileiras para os EUA registram queda de 28% em novembro



As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram em novembro o quarto recuo mensal consecutivo, com queda de 28,1% na comparação anual, segundo dados da Amcham Brasil. Desde que o governo americano aplicou tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, em agosto, o desempenho das vendas externas tem sido amplamente negativo.

O movimento de retração tem sido generalizado: atinge tanto itens diretamente submetidos às sobretaxas quanto produtos não tarifados, como petróleo e celulose, que também apresentaram queda no período. Apesar disso, novembro mostrou uma redução menos intensa do que a registrada em outubro, o que, segundo a entidade, pode indicar o início de uma leve recuperação após as recentes isenções concedidas a produtos relevantes da pauta exportadora agroindustrial.

Mesmo com alguns sinais de alívio, mais de um terço das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano segue sujeito a tarifas adicionais. O impacto dessas medidas ainda pesa de forma significativa sobre o fluxo comercial entre os dois países.

Para o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, o momento exige avanço nas negociações bilaterais.

“Brasil e Estados Unidos têm intensificado o diálogo em alto nível — um caminho que deve ser aprofundado, com vistas a um acordo bilateral capaz de reduzir as sobretaxas, normalizar as condições de acesso ao mercado americano e aprofundar a cooperação em temas de interesse comum”, afirma.



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