terça-feira, março 17, 2026

Autor: Redação

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Aumentar consumo de etanol em 21 estados: oportunidade para expansão do setor


O mercado interno brasileiro desponta como o principal vetor de crescimento do setor de etanol, diante da ampliação da produção do etanol de milho e da busca por novas frentes de consumo. A avaliação é do CEO da SCA BrasilMartinho Seiiti Ono, feita durante a live “Expansão do etanol de milho impulsiona novas oportunidades de consumo no Brasil”, transmitida nesta segunda-feira (3/11) pelos canais da SCA Brasil no YouTube e LinkedIn, e que contou com a participação do Presidente Executivo da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM)Guilherme Nolasco.

Ono destacou que 80% das vendas de etanol hidratado no País estão concentradas em apenas seis estados: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Esses estados reúnem 59% da frota nacional de veículos flex e neles, o consumo de etanol representa 36,6% do ciclo Otto.

A grande oportunidade de ampliação está nos demais 21 estados. Juntos eles respondem por 41% da frota flex, mas o etanol atinge apenas 10,1% do ciclo Otto, com cerca de 4 milhões de metros cúbicos do biocombustível comercializados.

“Há um espaço enorme a ser explorado dentro do próprio território nacional. O desafio é viabilizar logística e preço competitivo, para que o etanol chegue a todas as regiões com condições equilibradas de comercialização”, afirmou o executivo. Segundo ele, o mercado nacional ainda apresenta forte desigualdade tributária, com variação do ICMS entre 11,3% e 22%.

O presidente executivo da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), Guilherme Nolasco, concorda que a grande expansão no consumo virá do território brasileiro. “Não falta oportunidade para expandir o etanol no Brasil. O País tem todas as condições de avançar sobre novos mercados, especialmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste, que devem ganhar relevância com a reforma tributária e a reorganização logística do setor”, acrescentou.

O fator milho

Ono explica que comercializar todo o etanol adicional que virá da expansão da produção do biocombustível de milho, representaria vender o etanol em São Paulo a uma paridade de 57 ou 58%. “Seria uma ação predatória de preço, quando o ideal é preservar os seis estados que vendem bem e focar em um preço mais competitivo nos estados que não tem essa atratividade, com um benefício de manutenção de margem para o setor da ordem de R$ 15 bilhões por safra”.

O executivo lembra que o etanol hidratado ainda flutua com impostos diferentes em cada estado, um desafio logístico e tributário que precisa ser enfrentado. “A reforma tributária prevista a partir de 2027 poderá unificar essa cobrança, tornando o produto mais competitivo em todo o país. Temos potencial para dobrar as vendas de etanol nos estados com baixa competitividade, o que elevaria de 4 para 8 milhões de metros cúbicos a demanda anual pelo hidratado nesses estados e aumentaria a participação nacional do combustível no ciclo Otto para até 32%.”

A frota flex já soma 80% dos veículos leves brasileiros, o que reforça o potencial de ampliação do uso do combustível renovável. “A pujança do etanol de milho é importante e vai puxar a expansão do mercado. O mercado internacional é promissor, mas o grande potencial está dentro do Brasil. O mercado interno pode democratizar o consumo e tornar o etanol ainda mais competitivo”, destacou Ono.

De acordo com levantamento da SCA Brasil, entre 2005 e 2024 o Brasil inaugurou 32 novas usinas de etanol de milho, enquanto o número de usinas de cana praticamente se manteve estável com 141 abertas e 133 fechadas. O estudo também aponta que o crescimento do etanol de milho deve dobrar nos próximos anos, enquanto o etanol de cana tende a permanecer em patamar estável.

Para Ono, esse cenário confirma a necessidade de “desenvolver planos de ação específicos para aumentar as vendas de etanol hidratado nos estados sem competitividade, além de trabalhar políticas nacionais de preço e incentivos logísticos”, principalmente enquanto oportunidades como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o BioBunker não forem viabilizadas comercialmente.

O exemplo do Mato Grosso

Segundo Nolasco, menos de 20% do etanol produzido no Mato Grosso é consumido dentro do próprio estado, o que demonstra a necessidade de reorganizar a distribuição nacional. “A reforma tributária vai mudar a cobrança para o destino, eliminando distorções e abrindo espaço para novos polos consumidores, como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, além de estados do Norte e Nordeste. O desafio será estruturar clusters logísticos eficientes para levar o etanol a essas regiões de forma competitiva”, alertou.

Ele também salientou o papel do milho na nova geografia do biocombustível. Segundo o dirigente, o milho é mais democrático e está alcançando o território nacional com projetos no Nordeste, Norte e no Sul do Brasil, evidenciando que o etanol está diversificando sua base de produção. Conforme Nolasco, o avanço da produtividade e da tecnologia deve elevar o rendimento para 455 litros de etanol por tonelada de milho, ampliando a eficiência industrial.

Os dados da SCA Brasil indicam ainda que cada ponto percentual a mais na participação do hidratado no ciclo Otto corresponde a um aumento de 742 mil m³ de etanol consumido. Em simulações para 2030, a participação do etanol hidratado poderia chegar a até 32% do ciclo Otto, caso o País mantenha um crescimento de 1,5% ao ano e amplie o uso do biocombustível nas regiões com menor consumo.

“Precisamos olhar para o futuro com responsabilidade e aproveitar as oportunidades. O Brasil tem todas as condições para fortalecer o mercado de etanol e consolidar-se como referência mundial em biocombustíveis de baixo carbono”, concluiu Nolasco.

O programa Conexão SCA Brasil, em sua 17ª edição, foi apresentado pelo jornalista Adhemar Altieri, da MediaLink Comunicação Corporativa, com produção técnica da Propano Filmes. A série promove debates sobre temas estratégicos do agronegócio, com foco em biocombustíveis e sustentabilidade.





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Brasil e Paquistão fortalecem cooperação rural


Na manhã desta quarta-feira (10), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu, no Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH), em Brasília (DF), representantes do governo da República Islâmica do Paquistão, país da Ásia Meridional, para uma visita institucional, a fim de conhecer as políticas públicas para abastecimento, alimentação e de inteligência executadas pela Companhia.

Na ocasião, o encontro foi aberto com a apresentação institucional do chefe-geral da Coordenadoria de Relações Internacionais, Marisson Marinho, que exibiu uma panorama geral sobre a Companhia, sua atuação e resultados alcançados. Em seguida, foi a vez da assistente da Superintendência de Gestão de Oferta, Sued Wilma Caldas Melo, que abordou a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), como uma ferramenta para garantir a produção agrícola brasileira e também para a formação de estoques públicos do Brasil.

O superintendente de Logística Operacional, Thomé Luiz Freire Guth, ministrou sobre o sistema logístico brasileiro, abrangendo assuntos como transporte e armazenamento no país. Por fim, o superintendente da Agricultura Familiar, Ênio Carlos Mourão de Souza, palestrou sobre as compras públicas da agricultura familiar e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A delegação, composta por dez representantes do governo da província do Baloquistão que atuam nas áreas de agricultura, proteção social e nutrição, requisitou a estatal brasileira uma sessão com representantes da Conab sobre o tema “Gestão estratégica de estoques alimentares e abastecimento agrícola no Brasil”, que explorou como a gestão estratégica do Brasil em relação aos estoques de alimentos e ao abastecimento agrícola, revelando como esses mecanismos contribuem para a estabilização dos mercados e para a garantia da soberania e segurança alimentar e nutricional nacional.

A proposta é que os participantes conheçam melhor o arcabouço operacional da Companhia e compreendam com mais detalhes seu impacto na redução da pobreza, combate à fome e no apoio à agricultura familiar brasileira, com o objetivo de fortalecer as capacidades técnicas e institucionais do Paquistão por meio do aprendizado das práticas brasileiras em desenvolvimento rural, ampliando o diálogo sobre políticas e estimulando parcerias. Para isso, o programa percorre áreas temáticas essenciais — como agricultura sustentável, gestão hídrica, redução da pobreza, fortalecimento institucional, empoderamento de mulheres e jovens, adaptação climática e segurança alimentar — promovendo a troca estruturada de conhecimentos e experiências. Espera-se que, a partir desse encontro, seja gerada a identificação de modelos adaptáveis ao contexto paquistanês, a fim de aprimorar a compreensão sobre a formulação e execução de programas eficazes, apoiar a criação de novas estratégias públicas e consolidar vínculos duradouros entre instituições brasileiras e paquistanesas, impulsionando futuras ações conjuntas de desenvolvimento rural.

A visita da delegação paquistanesa aconteceu ao Brasil entre os dias 02 e 10 desse mês, com visitas técnicas pela Região Nordeste e reuniões institucionais em Brasília (DF), e faz parte da “Promoção do Desenvolvimento Rural Sustentável: Um intercâmbio de Cooperação Sul-Sul e Triangular entre o Brasil e o Paquistão”, uma iniciativa conjunta entre o Governo do Brasil, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (WFP). Essa troca de experiências é feita no âmbito da Cooperação Sul-Sul e Triangular (SSTC) e é um mecanismo importante para promover a colaboração entre países em desenvolvimento, pois permite que os países compartilhem conhecimentos, experiências e tecnologias para enfrentar desafios comuns de desenvolvimento, ao aproveitar os pontos fortes e as abordagens bem-sucedidas uns dos outros, a fim de trabalhar em prol do desenvolvimento sustentável e da redução da pobreza.

No Brasil, a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) tem a função de coordenar a Cooperação Técnica e Humanitária por meio de diferentes modalidades. A Cooperação Sul-Sul Trilateral (CSST) com organizações internacionais, especialmente no âmbito da parceria com o FIDA, o WFP e a FAO, são estratégicas para alcançar resultados concretos e escaláveis para o Sul Global, por se tratar de uma abordagem valiosa que apoia a disseminação de soluções eficazes e o fortalecimento de parcerias para alcançar a transformação rural e a segurança alimentar e nutricional.

Além disso, com o objetivo de impulsionar a Cooperação Sul-Sul Trilateral, o governo brasileiro tem incentivado uma abordagem conjunta, integrada e sinérgica com organizações internacionais para enfrentar os desafios da Segurança Alimentar e Nutricional. Nesse contexto, um intercâmbio entre o Brasil e o Paquistão visa aprimorar o desenvolvimento rural por meio do aprendizado mútuo e de benefícios recíprocos. Essa iniciativa combina a experiência do Brasil na implementação de programas de desenvolvimento rural, a expertise do FIDA em desenvolvimento agrícola e o trabalho do WFP em segurança alimentar e nutrição.

Ao mesmo tempo em que oferece percepções valiosas para o Paquistão, que busca adaptar e implementar iniciativas semelhantes para fortalecer seu setor agrícola e melhorar a segurança alimentar e nutricional, esse intercâmbio colaborativo também fornece uma plataforma para o Brasil obter novas perspectivas e refinar suas próprias estratégias por meio do diálogo horizontal e do compartilhamento de melhores práticas, estruturas políticas e inovações técnicas com o Paquistão, aumentando ainda mais a capacidade de todas as instituições participantes e partes interessadas envolvidas no desenvolvimento rural.

 





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MT conclui plantio da soja após ritmo afetado por estiagem



Projeções de chuva podem reduzir impacto da estiagem



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (8), a semeadura da soja da safra 2025/26 atingiu 100% dos 13,01 milhões de hectares projetados em Mato Grosso na última sexta-feira (5). O avanço semanal foi de 0,31 ponto percentual. O Imea informou que o início dos trabalhos ocorreu em ritmo acelerado, “o mais rápido dos últimos cinco anos”, favorecido pelos acumulados de chuva no começo do período.

No entanto, o instituto destacou que o fim de outubro foi marcado por estiagem e temperaturas elevadas, o que gerou preocupação sobre o desenvolvimento das lavouras. Conforme o Imea, esse cenário reduziu o ritmo das atividades e manteve o indicador abaixo da média histórica recente. As regiões Centro-Sul, Nordeste e Sudeste foram as mais impactadas pela irregularidade das precipitações, o que retardou a conclusão dos trabalhos e levou essas áreas a encerrarem a semeadura somente na última semana.

O Imea também informou que, para as próximas semanas, as projeções do NOAA indicam acumulados de 65 a 75 milímetros na maior parte do estado. Segundo a análise, esse volume pode ajudar a mitigar os efeitos iniciais da estiagem sobre as lavouras.





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Painel interativo reúne todas as aberturas de mercados do agro desde 2023


mapa painel interativo abertura de mercados
Foto: Reprodução

Os 500 novos mercados abertos para produtos do agronegócio brasileiro desde 2023, marca conquistada na última terça-feira (9) com a autorização para envio de carne bovina à Guatemala, agora podem ser consultados em um painel digital interativo.

A ferramenta, disponibilizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), reúne todas as aberturas da atual gestão, que soma uma média de 14 novas oportunidades a cada mês.

O painel apresenta um mapa-múndi dinâmico, com filtros que permitem cruzar informações por produto, país, ano, continente e categoria. Assim, o usuário pode identificar os seguintes aspectos:

  • Quantos mercados foram abertos em determinado período;
  • Quais países lideram em número de oportunidades;
  • Quais grupos de produtos mais se beneficiaram; e
  • A participação relativa de cada categoria.

“Voltado a diferentes públicos, como produtores rurais, cooperativas, empresas exportadoras, entidades setoriais, gestores públicos, pesquisadores e imprensa, o painel tem o objetivo de ampliar a transparência, aproximar os dados da realidade produtiva e contribuir para que mais empresas se preparem para exportar”, diz o Mapa, em nota.

De acordo com a pasta, cerca de 60% das aberturas foram conquistadas em postos que contam com adidos agrícolas. Nos dez países com maior número de mercados abertos, há adidos alocados junto às embaixadas brasileiras, o que evidencia o papel dessa rede na identificação de mercados, na negociação de requisitos sanitários e no apoio às empresas.

O Ministério reforça que as informações serão atualizadas à medida que novas aberturas forem concluídas, permitindo acompanhar, em tempo quase real, a evolução da inserção internacional do agronegócio brasileiro, tanto em setores consolidados quanto em segmentos emergentes.

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Ministro dos Transportes prevê 14 leilões rodoviários no país em 2026


caminhão rodovia diesel combustíveis
Foto: Pixabay

O governo federal pretende realizar 14 leilões rodoviários no próximo ano, disse nesta quinta-feira (11) o ministro dos Transportes, Renan Filho. O número supera, segundo ele, os 13 leilões de rodovias realizados durante todo o ano de 2025.

“Vamos bater o recorde deste ano”, disse ele, ao participar do leilão da Autopista Fernão Dias, promovido pela B3, na capital paulista.

“A gente já fez 22 [leilões rodoviários deste o início do mandato do presidente Lula]. No ano que vem vamos fazer 14 [novos leilões] e, além de fazer muito mais coisas novas, também estamos resolvendo os problemas do passado que tinham deixado embaixo do tapete. Isso é muito significativo para o Brasil”, destacou o ministro em entrevista a jornalistas.

Segundo Renan Filho, estão previstos ainda leilões de ferrovias. “Também vamos realizar oito leilões ferroviários e vamos dar uma virada no investimento ferroviário no país.”

Na tarde de hoje, a Motiva (antiga CCR) venceu o leilão do contrato otimizado da Autopista Fernão Dias após oferecer 17,05% de deságio sobre a tarifa de pedágio. Com essa oferta, a companhia bateu outros dois concorrentes, a atual concessionária da autopista, a Arteris Fernão Dias, e o Grupo EPR (Consorcio Infraestrutura MG).

Esse leilão de contrato otimizado da BR-381 faz parte da estratégia do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para modernizar contratos antigos de concessão rodoviária e é o quarto do tipo já realizado pelo atual governo. No entanto, esta foi a primeira vez em que houve concorrência e o controle passou para uma outra empresa.

“Hoje, pela primeira vez na história dos contratos de concessão pública do Brasil e por meio de leilão, uma empresa que estava num contrato que não performava saiu do contrato para dar lugar a outro, a fim de aumentar a performance e fortalecer os investimentos”, ressaltou o ministro.

A transição de controle entre a antiga concessionária (a Arteris) e a empresa vencedora do leilão deverá ocorrer de forma rápida, estimou Renan Filho. “Nós vamos combinar com a Arteris essa saída e fazê-la o mais rápido possível. Vamos exigir a integral qualidade e os compromissos da transição para que o cidadão seja respeitado à luz desse novo momento”, disse.

“Uma coisa muito legal [desse contrato] é que quem entra já tem que iniciar fazendo obra. A Motiva vai ter que fazer um conjunto de obras já no primeiro ano, o que vai garantir que as pessoas que passem pela Fernão Dias – entre Belo Horizonte e São Paulo – percebam a melhoria do contrato”, completou.

Segundo o presidente da Motiva Rodovias, Eduardo Camargo, a expectativa é que o contrato de transição seja assinado em abril ou maio do próximo ano.

“O que está previsto no contrato é uma assinatura do contrato entre abril e maio. Como nós temos uma boa relação tanto com a própria concessionária, a Arteris, quanto com a ANTT, nossa intenção é que a gente possa se aproximar, conhecer e saber como está a operação, mas a troca de controle efetivo deve ocorrer entre final de abril e começo de maio”, estimou.

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Programa da Apex Brasil quer internacionalizar 450 cooperativas em 2026


Apex Brasil - programa cooperativas
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou, nesta quinta-feira (11), em Salvador, na Bahia, o Programa Cooperar para Exportar, que vai atender 450 cooperativas em 2026.

A iniciativa, desenvolvida com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), tem o objetivo de ampliar a atuação das cooperativas brasileiras no mercado internacional, especialmente as da agricultura familiar. Assim, prevê capacitação, qualificação para exportação e participação em feiras, missões e rodadas de negócios internacionais.

“Do total de 450 cooperativas incluídas, 200 estarão no Qualifica Exportação, nosso programa de habilitação para a exportação. Outras 250 vamos levar para feiras, eventos internacionais e rodadas de negócios promovidas pela Apex. É uma proposta clara, construída coletivamente”, destacou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

Segundo ele, a Agência levou nesta semana 30 compradores de 22 países para se reunirem com as cooperativas baianas.” Normalmente, os primeiros contratos já surgem nesses encontros, e agora é acompanhar os resultados”, disse.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ressaltou a relevância da presença da ApexBrasil no estado e o apoio às cadeias produtivas afetadas pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos.

“A Apex chegou em um momento importante. Algumas cadeias sofreram com o tarifaço, como a fruticultura, a manga, o pescado, o mel e a uva, e conseguimos superar parte disso. Ainda temos desafios para 2026, mas a chegada da Apex nos deu a garantia de apoio na área de exportação, uma agenda essencial para o estado”, afirmou.

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Boi gordo: preços da arroba sofrem queda em ambiente de escalas confortáveis


boi gordo
Foto gerada por IA

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com tentativas de compra em patamares mais baixos, consequência da atual posição das escalas de abate.

“No momento elas aparentam maior conforto, justificando o atual comportamento dos frigoríficos. Sob o prisma da demanda, as exportações ainda apresentam ótimo desempenho no final de 2025”, destaca o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

De acordo com ele, este ano será pautado por mais um recorde de embarques. “Isso porque o Brasil segue como melhor alternativa global para o fornecimento de carne bovina”, completa.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 322,58 — ontem: R$ 324,50
  • Goiás: R$ 314,29 — R$ 315,54
  • Minas Gerais: R$ 310,88 — R$ 320,59
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,95 — R$ 319,09
  • Mato Grosso: R$ 300,62 — R$ 302,04

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com estabilidade em seus preços no decorrer desta quinta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente segue pautado por algum espaço para alta dos preços, considerando o bom momento de consumo no mercado interno.

  • Quarto traseiro: R$ 26,25 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 18,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,4044 para venda e a R$ 5,4024 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3948 e a máxima de R$ 5,4748.

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Plantio de soja avança no Oeste da Bahia



Apesar do cenário positivo, o clima úmido favorece o surgimento de pragas



Foto: Pixabay

A semeadura da soja na safra 2025/26 entra na reta final no Oeste da Bahia, com 97,9% da área estimada de 2,218 milhões de hectares já concluída. O avanço expressivo, segundo dados divulgados pela Aiba, foi favorecido pelas chuvas abundantes de novembro, que garantiram boa emergência e desenvolvimento inicial das lavouras.

Apesar do cenário positivo, o clima úmido favorece o surgimento de pragas e doenças. A Aiba alerta para o aumento da pressão de percevejos, lagartas do gênero Spodoptera e mosca-branca, especialmente em núcleos produtivos mais adensados. A ferrugem asiática, principal doença da cultura, também demanda ações preventivas com urgência.

A produtividade média projetada para a soja é de 68 sacas por hectare, mantendo o mesmo nível da safra anterior, com estimativa de produção total em 9,049 milhões de toneladas.

Do ponto de vista econômico, 40% da safra 2025/26 já foi comercializada até 30 de novembro, com valor médio de R$ 127,00 por saca. O ritmo está abaixo do registrado no mesmo período da temporada anterior, que fechou com 99% de comercialização. Regionalmente, os maiores incrementos de área cultivada ocorreram nas regiões 03 e 04, com crescimentos de 9,9% e 16%, respectivamente. A única queda foi observada na região 05 (-16%).

 





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‘Superou todas as nossas expectativas’, diz CEO da UPL sobre websérie gravada na COP30


Rogério Castro
Foto: reprodução/Planeta Campo

O Canal Rural lançou no YouTube uma websérie especial chamada Upcast que reúne entrevistas e conteúdos gravados durante a COP30, destacando a pesquisa, a inovação e o trabalho sustentável desenvolvido pelo agronegócio brasileiro.

A produção foi realizada em parceria com a UPL, que montou um espaço exclusivo dentro da Agrizone, a área dedicada ao agro na conferência climática, montada pela primeira vez em uma COP.

De acordo com o CEO da UPL Brasil, Rogério Castro, a websérie foi inicialmente planejada para abordar apenas alguns temas, mas rapidamente superou as expectativas com a participação de convidados de destaque. “Tivemos muitas visitas que traziam exemplos e que eles extrapolaram o nosso roteiro”, afirma Castro.

Entre as visitas que enriqueceram o conteúdo estão nomes como Roberto Rodrigues, Gilberto Tomasoni, além do presidente da Frigol e da presidente da Embrapa. “Só personalidades de peso”, destaca Castro.

Dividida em 11 episódios, a série aborda temas como:

  • Soja de baixo carbono
  • Vinhos e cafés de baixo carbono
  • Pecuária sustentável
  • Uso da terra no Brasil
  • Biocombustíveis
  • Agricultura regenerativa
  • Pacto Agrosustentável (PAS)

A websérie já está disponível no YouTube do Canal Rural, trazendo informações exclusivas e exemplos práticos de sustentabilidade aplicados ao campo. “É um conteúdo feito para inspirar e mostrar que é possível produzir bem e de forma sustentável”, concluiu Castro.

Iniciativa durante a COP30

Durante a COP30, a UPL também apresentou duas iniciativas que chamaram a atenção do público. A empresa patrocinou todo o café servido tanto na Agrizone quanto na Blue Zone, garantindo que os mais de 30 mil visitantes da conferência experimentassem um café de baixo carbono produzido por um de seus clientes.

Além disso, promoveu um coquetel especial para apresentar o vinho de baixo carbono da vinícola Guatambu, de Dom Pedrito, Rio Grande do Sul, considerado um dos três únicos rótulos desse tipo identificados no mundo. As ações reforçaram a mensagem de que é possível produzir com qualidade e sustentabilidade.

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Em dia de levantamento da Conab, confira as cotações da soja no Brasil e em Chicago


cadastro antecipação semeadura soja, safra 2025/26
Foto: Loren King/Pixabay

O mercado brasileiro de soja segue operando sem grandes definições. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário continua marcado por baixa efetivação de negócios. “O mercado voltou a ficar travado, com o porto sem referência de grandes ofertas”, relata. No interno, a lógica é semelhante: produtores seguem segurando a soja, enquanto os preços da safra nova não despertam interesse para avançar nas vendas.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago operou praticamente de lado ao longo do dia, sem movimentos expressivos, enquanto o dólar recuou e os prêmios mantiveram-se positivos no porto. “No geral, o que se observa são cotações mistas, com muitas ofertas apenas nominais”, resume.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 122,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 128,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 143,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 144,00 para R$ 143,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O anúncio de vendas de soja americana para a China e destinos não revelados, provavelmente o país asiático — ajudou a consolidar uma recuperação técnica.

Mas a alta foi mais uma vez limitada pelas dúvidas em torno do ritmo da demanda chinesa e pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 264.000 toneladas de soja à China, a serem entregues na temporada 2025/26. Outras 226.000 toneladas foram vendidas a destinos não revelados para a mesma temporada.

A estatal chinesa Sinograin vendeu nesta quinta-feira cerca de 397 mil toneladas de soja importada, o equivalente a 77,5% do volume total ofertado. A Sinograin havia anunciado na segunda-feira (8) o leilão de 512,500 mil toneladas, marcando sua primeira venda desse tipo em três meses, após a trégua comercial com Washington impulsionar as compras chinesas de soja dos Estados Unidos.

A produção brasileira de soja deverá totalizar 177,124 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com aumento de 3,3% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 3º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 177,602 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar, ou 0,20%, a US$ 10,93 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,02 3/4 por bushel, com elevação de 1,75 centavo de dólar ou 0,15%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,29% a US$ 302,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 50,82 centavos de dólar, com perda de 0,27 centavo ou 0,52%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,4044 para venda e a R$ 5,4024 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3948 e a máxima de R$ 5,4748.

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