sexta-feira, março 13, 2026

Autor: Redação

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Fiscais apreendem 42,7 mil litros de etanol e 250 toneladas de soja em operações


Fiscais
Foto: Divulgação Sefa

Em fiscalização realizada na véspera de Natal, no dia 24, fiscais de receitas estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa), apreenderam 42.729 litros de etanol hidratado combustível. A mercadoria foi avaliada em R$ 205.629,04.

Os servidores atuam na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Serra do Cachimbo, localizada no km 785 da rodovia BR-163 (Cuiabá–Santarém), no município de Novo Progresso, no sudoeste do Pará.

Segundo o coordenador Maycon Freitas, um caminhão-tanque oriundo de Tapurah, em Mato Grosso, e com destino a Marabá, no Pará, transportava etanol combustível que foi apreendido porque a nota fiscal apresentada indicava uma operação de remessa para um destinatário sem Inscrição Estadual de Substituição Tributária (ST).

Foi emitido um Termo de Apreensão e Depósito (TAD), no valor de R$ 29.253,02 referente ao imposto e multa devidos. 

Soja

No dia de Natal (25), uma fiscalização no posto fiscal do km 9 da rodovia Transamazônica, em Marabá, no sudeste do Pará, resultou na apreensão de 250 toneladas de soja em grãos.

A carga, transportada em seis caminhões que saíram de Barcarena, no Pará, com destino ao município de Cariri do Tocantins, no Tocantins, foi interceptada por fiscais da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Carajás.

“As cargas eram compostas por soja em grãos avaliadas no valor total de R$ 452.520,00, distribuídas em seis operações distintas. Após a análise documental e consultas aos sistemas da Sefa foi constatado que não houve o recolhimento do ICMS antecipado de saída, exigido para a operação”, esclareceu o coordenador, Cicinato Oliveira. 

Foram lavrados seis Termos de Apreensão e Depósito (TADs), totalizando R$ 54.300,00, referentes à cobrança do imposto e das multas.

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Ano Novo: agricultura familiar marca presença na ceia dos brasileiros; saiba mais


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Os alimentos produzidos pela agricultura familiar estão presentes em pratos tradicionais da ceia de Ano Novo. Arroz, frutas, hortaliças, legumes, grãos e carnes fazem parte do cardápio preparado por famílias brasileiras em diferentes regiões do país.

Além de simbolizar costumes transmitidos ao longo do tempo, a ceia evidencia a participação da produção rural de base familiar no abastecimento alimentar, com itens que chegam à mesa em receitas variadas.

Arroz é base do cardápio

O arroz aparece em diferentes preparações, como o arroz branco, o arroz com passas e o arroz à grega, feito com cebola, pimentão, milho e ervilha. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam produção superior a 11 milhões de toneladas do grão na safra 2025/2026.

O Rio Grande do Sul concentra a maior parte da produção nacional, com predominância do cultivo irrigado por inundação. No segmento agroecológico, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) atua como produtor de arroz em escala na América Latina.

Hortaliças e aves nas receitas tradicionais

Pratos como maionese e salpicão utilizam legumes produzidos pela agricultura familiar, entre eles cenoura, batata, vagem, cebolinha e salsa. No salpicão, o frango desfiado completa a receita.

A criação de galinhas caipiras integra a rotina de agricultores familiares e representa uma alternativa de produção com custos menores em comparação aos sistemas comerciais, além de gerar renda no meio rural.

Frutas também ocupam espaço na ceia, seja no preparo de receitas, na decoração da mesa ou como sobremesa. Abacaxi, manga, uva, pêssego, ameixa, nectarina, morango, tâmara e figo seco são cultivados por agricultores familiares e consumidos com frequência neste período.

Produção ganha destaque no período festivo

Segundo a secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ana Terra Reis, as festas de fim de ano ampliam a visibilidade desses produtos.

“Nesse período, alguns produtos ganham maior destaque em termos de produção e comercialização. A presença da agricultura familiar é fundamental, especialmente no fornecimento de frutas, verduras e legumes que compõem grande parte da ceia”, afirma.

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Semana da virada do ano terá calor de até 40 °C e chuva de até 80 mm; confira a previsão


previsão do tempo - tempo firme x chuva - calorão - previsão do tempo para hoje - tempestades - sol - 40ºC
Fotos: Pixabay

Entre os dias 29 de dezembro e 2 de janeiro, o Brasil terá um cenário típico de verão, com calor intenso e pancadas de chuva em todas as regiões.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

As instabilidades devem ganhar força principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com risco de volumes elevados e temporais, enquanto Norte e Nordeste terão chuvas irregulares e temperaturas elevadas na virada do ano.

Sul

No Sul, a manhã deve ter tempo mais firme, com chance de pancadas no oeste e no leste do Rio Grande do Sul. A partir do fim da manhã, a chuva se intensifica em grande parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no oeste e leste do Paraná, com volumes mais elevados no leste paranaense.

O calor e a umidade persistem, com temperaturas máxima de 32 °C, e acumulados de chuva de 70 a 80 mm no centro-norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o que mantém a umidade do solo, mas pode atrasar as operações no campo e elevar o risco de alagamentos e deslizamentos no noroeste gaúcho.

No centro-sul do Rio Grande do Sul, a chuva será passageira, com 20 a 30 mm nos próximos cinco dias. Na virada do ano, o calor predomina, com pancadas típicas de verão em Florianópolis e Curitiba e tempo mais firme em Porto Alegre

Sudeste

No Sudeste, há chance de chuva no início do dia em áreas do interior e do norte de São Paulo e no Triângulo Mineiro. À tarde, a circulação de ventos intensifica o calor e a umidade e favorece pancadas mais fortes no centro-sul e na metade oeste de Minas Gerais, enquanto no interior do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo a chuva ocorre de forma mais fraca.

As temperaturas seguem elevadas, com máximas em torno de 32 °C, e os acumulados nos próximos cinco dias variam entre 40 e 60 mm. Na virada do ano, o calor predomina com pancadas típicas de verão em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a atuação de uma baixa pressão no Paraguai provoca pancadas de chuva desde a manhã em Mato Grosso do Sul e em áreas do noroeste de Mato Grosso.

As instabilidades aumentam entre o fim da tarde e início da noite, com chuva mais forte em grande parte do Tocantins, em Goiás e na metade sul e leste de Mato Grosso do Sul, além de risco de temporais isolados. O calor segue intenso, com máximas que podem chegar a 40 °C no oeste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, elevando o estresse térmico nas lavouras e no gado em confinamento.

Os acumulados da semana podem ultrapassar 80 mm no leste sul-mato-grossense, enquanto nas demais áreas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás a chuva típica de verão soma 30 a 40 mm, mantendo a umidade do solo sem prejudicar os trabalhos no campo. Na virada do ano, o calor predomina, com pancadas de verão em Campo Grande e Goiânia e tempo mais firme em Cuiabá.

Nordeste

No Nordeste, as pancadas de chuva ganham força no Maranhão e no Piauí, com intensidade moderada a pontualmente forte. Em grande parte do Ceará, em áreas do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco e no litoral entre Sergipe e o Rio Grande do Norte, a chuva ocorre de forma mais fraca.

Os acumulados no centro-sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e centro-oeste da Bahia variam entre 30 e 40 mm, favorecendo a umidade do solo e o desenvolvimento das lavouras.

Nas demais áreas, a chuva será passageira e com baixos volumes, enquanto as temperaturas podem superar 37 °C, agravando o déficit hídrico e elevando o risco de incêndios. A virada do ano será marcada por calor e tempo firme em todas as capitais da região.

Norte

No Norte, as pancadas de chuva continuam no Amazonas, em Rondônia e no norte do Amapá, com intensidade moderada a forte. Também há chance de chuva moderada a pontualmente mais forte no oeste e leste do Pará, em grande parte do Tocantins e em Roraima.

Nas demais áreas, a chuva ocorre de forma mais fraca, e o tempo segue abafado. Os acumulados dos próximos cinco dias de até 50 mm no Acre, Rondônia, Tocantins, Amazonas, Amapá, sul de Roraima e centro-sul do Pará, contribuindo para a umidade do solo e a recuperação das pastagens.

Já no centro-norte de Roraima e do Pará, a semana será mais seca, com volumes de até 15 mm, insuficientes para reverter o déficit hídrico, mas capazes de elevar a umidade do ar. A virada do ano será quente, com pancadas típicas de verão em todas as capitais.

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Armazenamento correto de insumos evita perdas e protege a produtividade na pecuária


Armazenamento, insumos agrícolas, pecuária
Foto: Divulgação/Connan

O armazenamento adequado de insumos usados na pecuária é um fator direto na produtividade da fazenda. Falhas nesse processo podem gerar perdas financeiras e comprometer a saúde do rebanho. Rações, suplementos, medicamentos e produtos químicos exigem cuidados específicos, que passam por higiene, controle de temperatura e organização do espaço físico.

Além do manejo nutricional e sanitário dos animais, o produtor precisa garantir que os produtos utilizados no dia a dia estejam protegidos contra contaminações, umidade e pragas. As boas práticas reduzem riscos e ajudam a manter a eficiência da atividade pecuária.

Cuidados variam conforme o tipo de produto

Cada insumo demanda condições próprias de armazenamento. Rações e suplementos devem ficar em ambientes secos, ventilados e protegidos da umidade. O ideal é manter os produtos em suas embalagens originais ou em recipientes bem vedados, sempre sobre paletes e afastados das paredes.

Segundo Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan, essas medidas evitam perdas e reduzem riscos sanitários. “Esses cuidados preservam a qualidade dos produtos e diminuem a chance de contaminação e de problemas de saúde no rebanho”, explica.

Medicamentos e vacinas veterinárias exigem atenção ainda maior. Muitos desses produtos precisam de refrigeração e devem seguir, de forma rigorosa, as orientações do fabricante. Além disso, precisam ficar em locais seguros e separados de outros insumos. “O controle de temperatura é decisivo para garantir a eficácia desses produtos”, destaca Marson.

Já defensivos agrícolas e produtos químicos devem ser armazenados em áreas isoladas, com ventilação adequada, piso impermeável e sinalização de risco, conforme determina a legislação brasileira.

Higiene, organização e controle são fundamentais

A limpeza constante das instalações é um dos pilares das boas práticas. Ambientes sujos ou desorganizados favorecem a presença de pragas e aumentam o risco de contaminação cruzada. Equipamentos, utensílios e áreas de estocagem precisam passar por rotinas regulares de higienização.

O controle de pragas também deve fazer parte da rotina da fazenda, especialmente em locais que armazenam grãos e rações a granel. Barreiras físicas, iscas e inspeções frequentes ajudam a reduzir danos aos produtos.

Outro ponto importante é a organização do estoque. A adoção do sistema PEPS, em que o primeiro produto a entrar é o primeiro a sair, evita o vencimento de insumos e facilita o controle do uso. “A disposição correta dos produtos facilita a inspeção e contribui para a segurança do armazenamento”, orienta Marson.

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AgroNewsPolítica & Agro

preços do preto caem e carioca sobe em 2025


O mercado de feijão no Brasil em 2025 foi marcado por movimentos opostos entre os principais tipos comercializados. De acordo com dados do Cepea, enquanto o feijão preto registrou forte desvalorização ao longo do ano, o feijão carioca apresentou estabilidade e até leve alta nos preços, especialmente nas variedades de melhor qualidade.

A média anual dos preços pagos ao produtor de feijão preto caiu 36,4% em relação a 2024, pressionada pelo aumento da oferta. Em contrapartida, o feijão carioca com notas 8,0 e 8,5 teve valorização de 8,3%, sustentada pela menor disponibilidade interna. As variações refletem o equilíbrio entre produção, consumo e estoque de cada variedade.

Segundo a Conab, a produção total de feijão em 2025 foi de 3,06 milhões de toneladas, uma queda de 4,3% em relação ao ano anterior. Considerando os estoques iniciais, as importações e o volume produzido, a oferta interna ficou estimada em 3,37 milhões de toneladas — 4,8% a menos do que em 2024.

Dessa oferta, 2,8 milhões de toneladas estão previstas para consumo doméstico e 464,2 mil toneladas foram destinadas à exportação. Com isso, o estoque final projetado para dezembro de 2025 é de apenas 106,8 mil toneladas, volume suficiente para cerca de duas semanas de abastecimento no país, o que pode influenciar os preços já no início de 2026.

A queda na produção foi puxada principalmente pelas reduções nas lavouras de feijão carioca e feijão caupi. A colheita do carioca recuou 10,3%, somando 1,65 milhão de toneladas, e a do caupi caiu 7,2%, para 600,2 mil toneladas. Por outro lado, o feijão preto teve crescimento de 14%, totalizando 811,3 mil toneladas, o que ajudou a pressionar os preços dessa variedade.

No comércio exterior, o Brasil bateu recorde histórico de exportações. De janeiro a novembro de 2025, foram embarcadas 501,2 mil toneladas de feijão, conforme dados da Secex. A Índia manteve a liderança entre os destinos, absorvendo 60,7% do volume exportado.

Enquanto as exportações avançaram, as importações permaneceram em níveis baixos. Até novembro, o Brasil importou apenas 12,3 mil toneladas de feijão, o que reforça a dependência da produção nacional para o abastecimento interno.





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Festa da Uva 2026 começa em 15 de janeiro; veja datas e horários


uva
Foto: divulgação/prefeitura de Jundiaí

A partir de 15 de janeiro de 2026, a cidade de Jundiaí, em São Paulo, abre a 41ª edição da Festa da Uva e 12ª Expo Vinhos, evento que celebra a identidade agrícola do município e reconhece o trabalho contínuo dos produtores locais, com destaque para a uva niágara rosada.

Atualmente, a cidade conta com mais de 500 produtores rurais e cerca de 10 milhões de pés de uva, números que reforçam a importância econômica, cultural e social da viticultura para o município. Ao longo de todo o ano, os agricultores se preparam para apresentar ao público o resultado de meses de trabalho, planejamento e superação de desafios no campo.

A safra 2025/2026 foi marcada por condições climáticas desafiadoras. O frio intenso no inverno, seguido por um longo período de estiagem, e a chegada tardia e em alguns momentos intensa das chuvas, exigiram atenção redobrada dos produtores. Ainda assim, o esforço trouxe bons resultados.

No bairro do Caxambu, o produtor Ademir Minjoni avalia a safra com otimismo. “Apesar das chuvas terem começado mais tarde, o clima acabou sendo favorável. As frutas estão muito bonitas, doces, e quando o tempo ajuda conseguimos usar menos defensivos. Se o ano passado foi bom, acredito que este será ainda melhor”.

Já no bairro do Traviú, o produtor Fabrício Gallo destaca a recuperação da lavoura com as chuvas recentes. “Faltou um pouco de chuva no início, na fase de brotação, mas com as precipitações dos últimos dias a uva amadureceu muito bem. O público pode esperar uma uva cheirosa, bonita e muito doce”, conta.

A secretária de Agronegócio, Abastecimento e Turismo, Marcela Moro, destaca que a safra da uva simboliza a dedicação diária dos produtores, que enfrentam desafios, se adaptam às mudanças e mantêm viva uma tradição que é identidade do município.

“A Festa da Uva é o momento de celebrar esse esforço coletivo, valorizar a agricultura local e aproximar a população do campo, fortalecendo nossa economia, o turismo e a cultura rural de Jundiaí”, afirma.

Expectativa

A avaliação geral dos produtores é de que a safra deste ano será de boa qualidade, com frutos mais doces, saudáveis e atrativos para o consumo in natura e para os produtos derivados, como sucos, geleias e vinhos artesanais.

A expectativa é de ótimos resultados tanto nas vendas diretas quanto durante a festa, que tradicionalmente movimenta a economia local e atrai milhares de visitantes.

Programação

A edição de 2026 acontece ao longo de quatro finais de semana no Parque Comendador Antônio Carbonari (Parque da Uva), a programação conta com entrada gratuita nos dias 15, 16, 17, 18, 23, 24, 25, 30 e 31 de janeiro, além de 1º, 6, 7 e 8 de fevereiro.

  • Sextas-feira: das 18h às 22h
  • Sábado: das 10h às 22h
  • Domingo: das 10h às 21h

Para mais informações da Uva e Expo Vinhos 2026 acesse o site oficial da Festa.

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Alta nos embarques de soja é puxada por China e Sudeste Asiático



Avanço no volume embarcado gerou uma receita de US$ 14,5 bilhões



Foto: Divulgação

As exportações da cadeia da soja e do biodiesel cresceram 11,78% no terceiro trimestre de 2025, somando 35,54 milhões de toneladas. Segundo dados do Cepea, o avanço no volume embarcado gerou uma receita de US$ 14,5 bilhões, alta de 4,47% em relação ao mesmo período de 2024.

Apesar do crescimento físico das exportações, a receita aumentou em ritmo mais lento devido à queda nos preços internacionais da soja em grão e do farelo. A oferta global elevada pressionou os preços, mesmo diante de uma demanda externa aquecida.

A China e o Sudeste Asiático foram os principais motores da expansão nas vendas externas de soja em grão, enquanto o farelo brasileiro ganhou espaço na União Europeia e no Leste Asiático.

Por outro lado, o óleo de soja teve desempenho mais fraco no comércio exterior. A forte demanda interna limitou a disponibilidade para exportação, reduzindo os embarques especialmente para a China e demais destinos secundários.

As perspectivas para a safra 2025/26 indicam possível reversão desse quadro de oferta abundante, com expectativa de redução na produção global. Essa mudança pode reequilibrar o mercado e sustentar os preços nos próximos trimestres.

 

 





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Safra de grãos cresce 20,7% em Santa Catarina


A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Sape) encerra 2025 com a execução de mais de R$ 503,5 milhões em ações, programas e convênios voltados ao fortalecimento do setor agropecuário catarinense. Os dados, atualizados até 12 de dezembro, indicam a formalização de mais de 87,2 mil contratos para apoio aos produtores rurais em todo o estado.

O desempenho da produção agrícola marcou o ano. Santa Catarina registrou safra recorde de grãos em 2024/25, com crescimento de 20,7% em relação ao ciclo anterior, segundo o Observatório do Agro Catarinense. As exportações de carnes também alcançaram resultados inéditos. Entre janeiro e novembro, o estado exportou 1,83 milhão de toneladas, com receita de US$ 4,07 bilhões, o melhor desempenho da série histórica iniciada em 1997.

Entre os projetos estruturantes, avançou o SC Rural 2, em fase final de tramitação, com investimento previsto de US$ 150 milhões, sendo US$ 120 milhões financiados pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento e US$ 30 milhões de contrapartida estadual. A iniciativa busca ampliar renda, competitividade e resiliência frente a eventos climáticos extremos. Outro destaque foi a aprovação do Programa Coopera Agro SC, que prevê até R$ 1 bilhão em linhas de crédito para cooperativas, agroindústrias e produtores integrados.

Na defesa agropecuária, a Sape publicou a Portaria nº 50/2025, que estabelece diretrizes de biosseguridade para a suinocultura tecnificada, e lançou o Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade, com financiamentos de até R$ 70 mil por produtor. Também foi publicada a Portaria nº 63/2025, que define condições para a autorização excepcional do plantio de soja no estado.

O setor florestal foi contemplado com o lançamento do Inventário e Mapeamento de Florestas Plantadas, desenvolvido em parceria com a Udesc, que identificou mais de 950 mil hectares de Pinus e Eucalyptus. Já na sanidade animal, a Sape e a Cidasc intensificaram ações preventivas após o foco de Influenza Aviária no Rio Grande do Sul, mantendo Santa Catarina sem registros da doença na produção comercial.

A fruticultura também recebeu apoio emergencial. Em São Joaquim, produtores de maçã afetados por granizo foram atendidos por programas que autorizam financiamentos de até R$ 100 mil, sem juros, para reposição de mudas e reconstrução de estruturas. O Sistema Antigranizo foi ampliado e está presente em 13 municípios.

Na área de conectividade, seguem em tramitação projetos como o Sinal Bom, que prevê a instalação de 688 novas estações de rádio base 4G ou superior, e o Endereço Certo Rural SC, voltado ao georreferenciamento de matrículas e estradas rurais.

Ao longo de 2025, o Fundo de Desenvolvimento Rural aplicou R$ 256,8 milhões em programas que beneficiaram mais de 23 mil produtores. O programa Terra Boa recebeu R$ 114 milhões, atendendo mais de 63 mil agricultores. O Fundesa destinou R$ 17,5 milhões em indenizações por abate sanitário, enquanto os programas de crédito fundiário aplicaram mais de R$ 16 milhões. Convênios estaduais somaram R$ 84,8 milhões, além da entrega de 320 equipamentos agrícolas a 120 municípios.





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Clima favorece implantação do arroz no Rio Grande do Sul


A semeadura do arroz está próxima da conclusão no Rio Grande do Sul, com cerca de 4% da área ainda pendente, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar. A instituição alerta, no entanto, que parte dessas áreas pode não ser efetivamente cultivada, em razão do plantio fora do período ideal e dos baixos preços praticados no mercado.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as lavouras encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, beneficiadas pelas condições climáticas recentes. “O predomínio de tempo ensolarado e as precipitações espaçadas favoreceram o estabelecimento inicial”, permitindo a condução adequada da irrigação, da adubação e do controle de plantas invasoras.

Nas áreas com restrição hídrica superficial, a irrigação tem sido decisiva para assegurar a germinação e a emergência uniformes, especialmente em lavouras implantadas mais tardiamente. A entidade avalia que, de modo geral, “o desenvolvimento das plantas é compatível com a época”, com estande e crescimento inicial considerados satisfatórios.

O manejo da lâmina d’água está em andamento na maior parte das áreas, assim como a aplicação de herbicidas pré-emergentes e de glifosato no estádio de ponto de agulha. Segundo o boletim, essas práticas têm garantido o adequado estabelecimento da cultura, com baixo nível de infestação. Em lavouras semeadas no início do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), observa-se a proximidade da transição para a fase reprodutiva, enquanto seguem os tratos culturais, com destaque para a adubação nitrogenada em cobertura e o monitoramento fitossanitário.

A área total estimada para o cultivo do arroz no estado é de 920.081 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A produtividade média é projetada em 8.752 kg por hectare, segundo a Emater/RS-Ascar.

Nas regionais, o cenário apresenta variações. Em Bagé, as lavouras foram favorecidas pelo tempo predominantemente ensolarado. A chuva registrada em 15 de dezembro ocorreu de forma isolada e contribuiu para o início da irrigação em algumas áreas. Nova precipitação em 21 de dezembro melhorou a umidade do solo e aumentou a eficiência dos herbicidas. Em São Borja, a semeadura está praticamente concluída, mas os baixos volumes de chuva exigiram o uso da irrigação para garantir a emergência das plantas. Já em São Gabriel, as temperaturas elevadas e o reduzido acumulado de chuvas desde novembro geram atenção quanto aos níveis de água em alguns reservatórios.

Na região de Santa Rosa, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo dentro do esperado, embora tenha sido necessária a irrigação em parte das áreas para viabilizar a germinação. A Emater/RS-Ascar observa pequeno atraso na semeadura, mas destaca que “mais de 85% da área foi implantada até 15 de dezembro”, considerado o limite preferencial para a região. Em Soledade, o estabelecimento e o crescimento inicial são avaliados como adequados, com manejo da água já em curso e lavouras semeadas no início do ZARC próximas da fase reprodutiva.

No mercado, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta recuo nos preços. O valor médio da saca de 60 quilos caiu 0,81% em relação à semana anterior, passando de R$ 52,96 para R$ 52,53.





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Altas temperaturas afetam lavouras de feijão-de-vagem



Produção de feijão-de-vagem recua em Vale Real



Foto: Canva

A produção de feijão-de-vagem no Vale do Taquari registrou impactos negativos em função das altas temperaturas recentes, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25). Na região administrativa de Lajeado, em especial no município de Vale Real, o calor excessivo comprometeu o florescimento e a fecundação das plantas, resultando em perdas de produtividade estimadas em cerca de 10%.

Apesar da redução no potencial produtivo, a Emater/RS-Ascar informa que a cultura apresenta bom estado fitossanitário. Ainda assim, foi necessário o controle da antracnose para evitar o avanço da doença nas lavouras. O aumento da oferta no mercado refletiu diretamente nos preços pagos ao produtor, com queda de R$ 6,00 para R$ 4,00 por quilo em relação ao mês anterior.

No município de Feliz, também acompanhado pela regional de Lajeado, a colheita ocorre normalmente. Os preços praticados na comercialização variam entre R$ 5,50 e R$ 6,50 por quilo, conforme a qualidade e o volume ofertado.





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