sexta-feira, março 13, 2026

Autor: Redação

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Entenda como a Raízen acumulou R$ 65 bilhões em dívidas e chegou à recuperação extrajudicial


usina de etanol 2G da Raízen
Foto: Raízen/divulgação

A Raízen, uma das maiores empresas de energia e bioenergia do Brasil, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas. O processo, protocolado na Justiça de São Paulo na terça-feira (10) , tornou-se o maior caso de reestruturação extrajudicial já registrado no país.

A companhia, controlada pela Shell e pelo grupo Cosan, busca negociar diretamente com bancos e detentores de títulos financeiros para reorganizar parte de suas obrigações e evitar um processo de recuperação judicial tradicional.

Mas como uma gigante do setor sucroenergético chegou a esse nível de endividamento? A resposta envolve anos de expansão acelerada, investimentos pesados e mudanças no mercado de energia.

Expansão agressiva e estratégia de crescimento

A Raízen nasceu em 2011 da união entre Shell e Cosan, com ambição de se tornar uma das maiores empresas integradas de energia e bioenergia do mundo. Desde então, a companhia expandiu operações em diferentes frentes: produção de açúcar e etanol, distribuição de combustíveis, logística e novos negócios ligados à transição energética.

Grande parte desse crescimento foi financiada por dívida. Ao longo da última década, a empresa realizou aquisições e ampliou sua presença em novos mercados, estratégia que elevou significativamente o passivo financeiro.

Analistas apontam que o modelo de expansão baseado em capital intensivo pressionou a estrutura financeira da companhia, especialmente em um ambiente de juros elevados e volatilidade no mercado de commodities.

Investimentos pesados na transição energética

Outro fator que contribuiu para o aumento da dívida foram os investimentos em projetos de etanol de segunda geração (E2G) e outras iniciativas voltadas à descarbonização.

Esses projetos fazem parte da estratégia da Raízen de se posicionar na transição energética global, mas exigem grandes aportes de capital e têm retorno mais lento.

Enquanto os projetos ainda amadurecem, a empresa precisa lidar com os custos de financiamento desses investimentos, o que aumenta a pressão sobre o caixa.

Diversificação para além do negócio principal

Além do setor sucroenergético, a Raízen também investiu em áreas que não fazem parte do seu core business.

Entre elas está a expansão da rede de lojas de conveniência Oxxo no Brasil, em parceria com a empresa mexicana Femsa. Embora o projeto tenha potencial de crescimento, ele também demandou capital significativo e ampliou a complexidade financeira do grupo.

A diversificação foi vista inicialmente como uma forma de ampliar receitas, mas aumentou a necessidade de financiamento.

Queda de valor de mercado e pressão financeira

Nos últimos meses, a situação financeira da companhia começou a se deteriorar de forma mais evidente.

As ações da empresa acumularam queda superior a 70% em 12 meses, refletindo a preocupação do mercado com o nível de endividamento e a capacidade de geração de caixa.

Ao mesmo tempo, a empresa passou a enfrentar maior pressão de credores e investidores, o que acelerou as discussões sobre uma reestruturação.

O que significa a recuperação extrajudicial

A recuperação extrajudicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas em dificuldade renegociem dívidas diretamente com credores, sem entrar em recuperação judicial tradicional.

No caso da Raízen:

  • A dívida renegociada soma cerca de R$ 65,1 bilhões.
  • Credores que representam aproximadamente 47% da dívida já aderiram ao plano.
  • A empresa terá cerca de 90 dias para ampliar o apoio e formalizar o acordo.

Importante destacar que o plano não inclui dívidas com fornecedores, clientes ou revendedores, consideradas essenciais para manter a operação da empresa funcionando normalmente.

Próximos passos da empresa

Para melhorar a situação financeira, a Raízen avalia uma série de medidas:

  • venda de ativos e operações fora do foco principal,
  • revisão da estratégia de investimentos,
  • maior concentração em açúcar, etanol e distribuição de combustíveis.

Uma das possibilidades discutidas pelo mercado é a venda da operação na Argentina para levantar recursos e reduzir o endividamento.

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Chuva forte e temporais colocam algumas regiões em alerta nesta quinta-feira


A circulação marítima e sistemas atmosféricos provocam chuva desde as primeiras horas desta quinta-feira (12) em diversas áreas do Brasil, com episódios de moderada a forte intensidade e risco de temporais isolados.

Sul

No litoral do Rio Grande do Sul, a circulação marítima traz chuva moderada a forte desde a madrugada, estendendo-se pela manhã; instabilidades também ocorrem na Serra e no nordeste gaúcho. No litoral do Paraná e em pontos do litoral de Santa Catarina, os ventos marítimos favorecem precipitações que ganham força ao longo do dia. No nordeste paranaense, um cavado em níveis médios e uma baixa pressão no interior mantêm a instabilidade desde cedo.

À tarde, pancadas aumentam em PR, SC e na metade norte e litoral do RS, com chance de temporais no litoral paranaense, litoral norte e interior catarinense. A Campanha Gaúcha tem chuva fraca; nas demais áreas do RS o tempo fica mais firme, com sol entre nuvens. Temperaturas sobem na maior parte do RS e na faixa oeste de SC e PR. O mar segue agitado no litoral gaúcho e rajadas de 40–50 km/h ocorrem no sul, sudeste e litoral do estado.

Sudeste

Influência marítima, cavados em níveis médios, confluência de ventos e aporte de umidade favorecem pancadas de chuva ao longo do dia. Formação de nova baixa pressão entre os litorais de SP e RJ eleva a chance de chuva. Instabilidades moderadas a fortes ocorrem desde cedo em São Paulo, grande parte do Rio de Janeiro, sul/oeste/Triângulo/noroeste/nordeste de Minas e parte do Espírito Santo, com temporais pontuais.

Alerta para acumulados elevados e situação de perigo extremo na Serra Fluminense; risco de temporais em praticamente todo o estado paulista, no RJ, em grande parte do centro-sul e oeste mineiro, e no sul e litoral sul do ES. Nas áreas mais ao norte de MG o tempo fica mais firme. Temperaturas sobem no oeste/noroeste de SP, Triângulo Mineiro, leste e metade norte de MG e do ES. Mar agitado e rajadas até 50 km/h na Região dos Lagos (RJ).

Centro-Oeste Baixa pressão sobre o Paraguai mantém instabilidades desde cedo no sudeste, leste, nordeste e noroeste do MS. Calor e umidade favorecem pancadas no norte e leste de GO e no norte, interior e sul do MT. À tarde, as chuvas ganham força e ocorrem de forma moderada a forte em MT, GO e MS, com risco de temporais em grande parte do sul-mato-grossense, sul/sudoeste e extremo norte de MT, e sul/sudeste/leste de GO. Tempo abafado na região.

Nordeste

A ZCIT contribui para instabilidades desde cedo na faixa litorânea norte. Maranhão, oeste do Piauí e sul da Bahia têm chance de chuva mais forte; no litoral leste as precipitações tendem a ser mais fracas por influência marítima. Ao longo do dia, as pancadas aumentam no MA e permanecem no litoral norte da região. Chuva mais intensa prevista para grande parte do Ceará, oeste e metade norte do Piauí, litoral do RN e da PB, e sul/extremo sudoeste da BA. Faixa litorânea de PE, SE e AL terá chuva moderada. Temperaturas sobem e a sensação fica abafada; rajadas de 40–50 km/h em pontos do litoral do MA, CE e RN.

Norte

Instabilidades fortes desde o início do dia em grande parte de Roraima, interior/oeste/leste do Amazonas, grande parte do Tocantins e Pará, e pontos isolados de Rondônia. A ZCIT mantém o Amapá e o litoral do Pará instáveis desde cedo. Durante o dia chove moderada a forte em AM, RO, AC, AP, TO, RR e PA, com destaque para temporais no Amapá, boa parte do Pará, leste do Amazonas e norte do Tocantins. Sensação de abafamento na região.

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AgroNewsPolítica & Agro

Farsul vê avanço em negociação sobre dívidas rurais


O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes, afirmou que representantes do setor produtivo saíram otimistas de reunião realizada na residência oficial do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre. A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais, no qual o dirigente relatou o resultado do encontro com parlamentares e representantes do setor agropecuário.

Segundo Lopes, o presidente do Senado demonstrou conhecimento sobre o conteúdo do Projeto de Lei 5122/2023, que trata da renegociação de dívidas do setor rural. “Pela primeira vez, nossos produtores, nossos sindicatos, nossos presidentes e diretores do sistema Farsul saímos extremamente otimistas. Primeiro, porque o presidente do Senado conhecia na íntegra o 5122, toda a linha do tempo de como ele foi construído, a abrangência, a questão do sistema financeiro e as demais dívidas, prazo, carência e fundo social”, afirmou.

O dirigente também disse que houve compromisso de buscar uma solução para o endividamento no setor. De acordo com ele, “o presidente do Senado assumiu o compromisso conosco de, em dez dias, reunir os líderes das bancadas, o colégio de líderes, junto com o governo, para ter uma solução definitiva abrangendo todas as pontas do endividamento da agricultura familiar, dos médios e dos demais”.

Ainda conforme o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, caso não haja acordo amplo com base no projeto, a proposta poderá avançar no Congresso. “Caso não saia essa solução efetiva com toda essa abrangência baseada no 5122, ele assumiu o compromisso de que vai pautar o projeto ainda no mês de março”, declarou.

Lopes afirmou que o encontro ocorreu no momento em que avançam as atividades agrícolas no estado. “Queria transmitir essa mensagem no início da colheita de arroz, no início da colheita de soja, já quase terminando a colheita de milho, para nossos produtores. Estamos extremamente otimistas e não vamos afrouxar”, disse.

O presidente da entidade também destacou a participação de representantes do governo estadual, do parlamento e de entidades do setor. Segundo ele, “estávamos com o secretário da agricultura, com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), com o nosso parlamento, a nossa bancada e também com o nosso governador. Foi uma maturidade de entidades e da ação coletiva do Executivo e Legislativo na construção dessa solução”.

Ao final da declaração, Lopes afirmou que a expectativa é de avanço nas discussões ainda em março. “Saí esperançoso daqui para termos uma solução definitiva ainda neste mês e fiz questão de fazer esse vídeo para passar aos nossos produtores, aos nossos sindicatos e aos nossos diretores, para que a mensagem seja transmitida a todo o setor produtivo gaúcho”, concluiu.

O Projeto de Lei 5122/2023 prevê medidas como liquidação, anistia, renegociação e concessão de descontos em dívidas de crédito rural para agricultores, pecuaristas, piscicultores, pescadores e carcinicultores, além de alterações em legislações relacionadas ao refinanciamento de débitos do setor.

Clique e confira o vídeo completo

 





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Números do IPCA estão no radar do mercado nesta quinta-feira


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (12), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que os mercados globais operaram com cautela diante do conflito no Oriente Médio, que elevou o petróleo em cerca de 4% e reforçou o prêmio geopolítico. Em Nova York, Dow Jones caiu 0,61%, S&P 500 recuou 0,08% e Nasdaq teve leve alta, com dólar fortalecido e DXY acima de 99 pontos.

No Brasil, o Ibovespa subiu 0,28% aos 183 mil pontos, apoiado pela Petrobras, enquanto o dólar ficou estável a R$ 5,15 e juros futuros avançaram. Hoje, atenção ao IPCA no Brasil e, nos EUA, aos pedidos de auxílio-desemprego, balança comercial e dados de fluxo de recursos do Fed.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Café pode ter safra acima das expectativas



O estudo analisou 81 talhões de café arábica


O estudo analisou 81 talhões de café arábica
O estudo analisou 81 talhões de café arábica – Foto: Divulgação

O monitoramento técnico das lavouras de café aponta um cenário majoritariamente favorável para a próxima safra em uma importante região produtora do país. Avaliações realizadas em fase decisiva do desenvolvimento das plantas indicam predominância de áreas com bom vigor vegetativo e perspectivas positivas de produtividade para o ciclo de 2026.

Relatório de inteligência da consultoria Safra do Café indica que a safra 2026 de café arábica no Planalto da Conquista apresenta predominância de lavouras classificadas entre alto e moderado potencial produtivo. A análise aponta que cerca de dois terços dos talhões avaliados apresentam alto potencial produtivo, enquanto aproximadamente um terço foi classificado como potencial moderado, com poucos registros de baixo desempenho.

O estudo analisou 81 talhões de café arábica distribuídos em sete municípios do sudoeste da Bahia: Vitória da Conquista, Barra do Choça, Encruzilhada, Planalto, Poções, Nova Canaã e Ribeirão do Largo. Ao todo, a área monitorada soma 872 hectares.

A avaliação foi realizada durante a fase de expansão rápida e granação dos frutos, etapa considerada determinante para a definição da produtividade da safra. Entre os municípios monitorados, Barra do Choça e Poções concentram a maior proporção de talhões classificados com alto potencial produtivo.

Em Planalto, mais da metade das áreas avaliadas também aparece nessa categoria, favorecida por condições térmicas consideradas adequadas ao cafeeiro arábica. Em Vitória da Conquista predominam áreas com potencial moderado, embora as lavouras apresentem bom vigor vegetativo e estrutura de dossel consolidada.

O período analisado registrou chuvas intensas e alta umidade. Apesar de favorecer o desenvolvimento vegetativo, esse cenário aumenta o risco de doenças nas lavouras, exigindo maior atenção ao manejo fitossanitário.


 





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Bovinocultura de leite apresenta inovações


A parcela de bovinos de leite da Emater/RS-Ascar na Expodireto Cotrijal 2026 apresenta temas voltados à qualificação da produção, ao bem-estar animal e às inovações no sistema produtivo. Entre os destaques, está um robô que faz a organização da silagem para alimentação do rebanho e a produção de leite A2-A2, que possui um mercado segmentado.

No espaço, os visitantes poderão conhecer equipamentos voltados ao manejo e ao bem-estar nos ambientes de ordenha, como o carrinho de distribuição de ração e o robô de limpeza, tecnologias que contribuem para a organização do trabalho e para melhores condições no dia a dia da atividade.

Segundo o extensionista rural Vilmar Leitzke, a proposta é contemplar tanto o bem-estar das pessoas que atuam na atividade quanto o dos animais, além de apresentar alternativas para qualificar a alimentação e o sistema produtivo. A equipe da Emater/RS-Ascar está disponível para dialogar com produtores e visitantes sobre oportunidades e perspectivas para a bovinocultura de leite, atividade de relevância econômica e social para o Rio Grande do Sul.

Os extensionistas rurais que recebem o público, também apresentam informações sobre a produção de leite A2-A2 e o que essa modalidade representa para os produtores. “O leite A2-A2 é uma possibilidade adicional de produção, além do sistema convencional baseado no leite A1”.

Entre os principais assuntos abordados está o emprego da alfafa na alimentação dos rebanhos. “A alfafa ocupa o papel de rainha das forrageiras e é uma fonte importante de alimento que pode ser utilizada na alimentação animal. Estamos apresentando esse tema e aprofundando a discussão com os visitantes”, destaca Leitzke.

Outro tema é a fase de criação de terneiras, com orientações sobre cuidados e adequação de ambientes de proteção. A proposta é apresentar soluções tecnológicas que permitam criar as terneiras de forma adequada, com foco no bem-estar animal e na formação de futuras vacas dentro dos padrões de qualidade. “A fase de criação da terneira é fundamental para que o ambiente não se torne um fator limitante ao desempenho do animal no futuro”, ressalta o extensionista.

A Expodireto Cotrijal ocorre até sexta-feira (13/03), em Não-Me-Toque. Na Casa da Família Rural da Emater/RS-Ascar, há 14 espaços temáticos, demonstrando inovações em diversas áreas da agropecuária e das políticas públicas para o setor.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Jornalistas Taline Schneider e João Vicente Ribas

[email protected]

(51) 99569-6531

www.emater.tche.br

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Conab orienta associações do Piauí sobre o PAA



Conab orienta associações de Altos (PI) sobre o PAA para agricultores familiares



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, nesta segunda-feira (9), uma Visita Técnico Orientativa (VTO) às associações do município de Altos, no Piauí, no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da agricultura familiar. Quem fez a visita foi o superintendente regional no estado, Danilo Viana, acompanhado da equipe da Conab. O objetivo da visita foi fortalecer e ampliar a participação das associações locais no programa.

A iniciativa teve como objetivo fortalecer a execução do PAA em Altos e ampliar a participação das associações locais no programa, contribuindo para a geração de renda para agricultores familiares e para o atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social.

Durante a agenda, foi feita a orientação às associações sobre o funcionamento do PAA. Os participantes também discutiram as responsabilidades das entidades executoras e dos agricultores familiares participantes no Programa.

Na ocasião, também houve a verificação do andamento das propostas cadastradas no município, com destaque para a proposta da Associação das Mulheres Produtoras Rurais da Comunidade Lembrada e Adjacências. A entidade reúne 20 agricultoras familiares fornecedoras e possui potencial para atendimento a cerca de 3.850 pessoas, o que corresponde a aproximadamente 960 famílias.

Durante a visita também ocorreu o diálogo com representantes das cozinhas solidárias do município. Altos conta com cinco cozinhas solidárias contempladas com alimentos da agricultura familiar. Juntas, elas possuem uma capacidade para atender 5.040 pessoas, alcançando aproximadamente 1.260 famílias.





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novo programa amplia investimentos e atendimento aos produtores rurais


A Copel anunciou nesta quarta-feira (11), em Medianeira, no Oeste, a criação do Copel Agro, programa dedicado a produtores rurais da cadeia de proteína animal e setores com alto grau de eletrodependência, além de uma nova linha direta e exclusiva de atendimento por teleatendentes: 0800 6434 222. 

O Copel Agro contará com equipes de teleatendentes operando 24 horas por dia, sete dias por semana, e também com o reforço de equipes técnicas e de campo dedicadas ao atendimento a demandas emergenciais, à realização de obras e o desenvolvimento de projetos e ações de atenção aos produtores rurais de todas as regiões do Estado. Cerca de 60 mil produtores que se dedicam a estas culturas eletrointensivas no Paraná estão cadastrados junto à Copel. Destes, aproximadamente 50% têm propriedades nas regiões Oeste e Sudoeste. 

Daniel Slaviero, presidente da Copel, destacou que são prioridades do programa reforçar o primeiro atendimento, maior agilidade no restabelecimento de energia, redução de interrupções temporárias e ocorrências de desligamentos pelo efeito de carga ou geração distribuída à revelia e criação de opções de redundância em instalações críticas com financiamento de um plano de instalação de baterias. 

“Temos plena consciência da nossa responsabilidade diante dos desafios do setor elétrico e das demandas crescentes do campo e da produção paranaense. Por isso, a Copel vem lançando uma série de medidas estruturantes para enfrentar esse cenário e garantir energia de qualidade para o desenvolvimento do nosso Estado”, destacou. O anúncio foi feito a lideranças do setor cooperativista da região durante reunião regional do Sistema Ocepar na sede da Cooperativa Lar. 

“Quando investimos em energia, estamos investindo em crescimento, competitividade e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirmou o presidente. 

O presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues, destacou que o forte crescimento econômico da região tem aumentado a demanda por energia elétrica. Segundo ele, esse cenário já foi levado à direção da Copel, especialmente à área de distribuição, que tem se mostrado aberta ao diálogo com cooperativas e lideranças do setor produtivo. “A Copel veio ouvir os produtores, está mais próxima e abriu um canal chamado Copel Agro, que vai estabelecer uma conexão para ouvir, para agir mais rápido”, afirmou. 

“A energia elétrica é um fator essencial para o desenvolvimento do agronegócio e para a competitividade das cooperativas paranaenses. O diálogo permanente entre a Copel e o cooperativismo é fundamental para alinhar demandas e buscar soluções conjuntas. Essa parceria contribui diretamente para o crescimento do agronegócio, para o fortalecimento das cooperativas e para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, completou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

COPEL AGRO – Pelo número 0800 6434 222, com início de operação previsto para o mês de abril, uma equipe de teleatendentes irá receber as demandas dos produtores rurais e direcionar o atendimento com agilidade. Por esta estrutura, em casos de interrupções de energia, o cliente rural receberá informações da previsão do tempo de religamento.  

Para o fortalecimento do primeiro atendimento haverá o reforço do efetivo de eletricistas, com 50 equipes próprias atuando em sete bases estratégicas. O programa ainda contará com uma célula de monitoramento junto ao Centro de Controle da Copel com vistas a garantir agilidade no restabelecimento da energia em casos de interrupções. 

Como parte do Copel Agro, será colocado em operação um Plano de Manutenção de estruturas com priorização de obras de melhorias de curto prazo integrado a mutirões de poda e prevenção do contato da vegetação com a rede elétrica, que hoje responde por 40% dos casos de desligamentos. 

Para reduzir os efeitos de desligamentos temporários decorrentes de instalações de carga e geração distribuída irregulares, equipes da Copel farão um censo e levantamento de campo em áreas de consumo. As ações preveem visitas orientativas para a adequação de carga e geração distribuída (GD); e parcerias com cooperativas e sindicatos para o repasse de informações técnicas e treinamentos.  

O Copel Agro prevê ainda o reforço no incentivo à conexão à nova rede trifásica, por intermédio do projeto Se Liga Aí, Paraná! e a definição de iniciativas de suporte ao produtor com subsídios à substituição de motores e à aquisição de baterias com recursos do Programa de Eficiência Energética da Copel.   





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Abate de bovinos recua em fevereiro no Mato Grosso



Mato Grosso abate 566 mil bovinos em fevereiro



Foto: Divulgação

O abate de bovinos em Mato Grosso registrou recuo em fevereiro de 2026, segundo análise divulgada na segunda-feira (9) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com o instituto, “em fev/26, foram abatidas 566,58 mil cabeças de bovinos em Mato Grosso”, volume 11,61% inferior ao registrado em janeiro, conforme dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).

Apesar da queda mensal, o levantamento indica que o resultado foi o segundo maior da série histórica para o mês de fevereiro, ficando atrás apenas do registrado em 2024. Segundo a análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “do total abatido, os machos somaram 266,92 mil cabeças, correspondendo a 47,11% do volume”, o que representa recuo de 19,23% em relação ao mês anterior.

O relatório aponta que o abate de fêmeas totalizou 299,66 mil cabeças, com queda de 3,51% no mesmo comparativo mensal. Conforme o instituto, “as fêmeas representaram 52,89% dos abates”, indicando participação maior no total abatido no estado.

Mesmo com a redução nas duas categorias, a análise destaca que a disponibilidade de machos caiu de forma mais intensa, o que ampliou a participação das fêmeas no volume total. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “esse cenário de menor oferta no mês, aliado à demanda externa firme, influenciou no fortalecimento dos preços da arroba do boi gordo no mercado interno no período”.





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Ministério discute estratégias para ampliar irrigação nas lavouras gaúchas


irrigação
Foto: Reprodução

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, recebeu nesta quarta-feira (11) o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para discutir estratégias de ampliação da irrigação no estado como forma de reduzir os impactos das estiagens recorrentes sobre a produção agrícola do estado.

Durante a reunião, o governador apresentou o projeto Irrigação Resiliente no Rio Grande do Sul, que prevê a ampliação da área irrigada e investimentos em infraestrutura hídrica.

Segundo o Mapa, a proposta busca fortalecer a segurança hídrica e energética, ampliar a previsibilidade da produção e aumentar a capacidade de adaptação do setor agropecuário gaúcho a eventos climáticos extremos.

“A crise climática já se transformou em um problema econômico que precisa ser enfrentado de forma estruturante. O Mapa está à disposição para oferecer subsídio técnico e pareceres, porque esta é a casa do agricultor brasileiro”, afirmou Fávaro.

O ministro também ressaltou a importância do uso racional da água e citou experiências bem-sucedidas de irrigação no país. “A irrigação é fundamental. Perguntei sobre o aquífero Guarani porque tive a oportunidade de conhecer sistemas que utilizam águas de aquíferos, tanto no oeste da Bahia quanto no Piauí, onde a irrigação tem apresentado excelentes resultados e longevidade. O uso racional da água é essencial para que esse modelo funcione”, disse.

Impactos econômicos da estiagem

Ao apresentar a proposta, o governador Eduardo Leite destacou os impactos econômicos provocados pelas estiagens recorrentes no estado. Entre 2020 e 2025, o Rio Grande do Sul perdeu 48,6 milhões de toneladas de grãos.

Segundo ele, ao mesmo tempo, os produtores deixaram de faturar cerca de R$ 126,3 bilhões com culturas como arroz, milho, soja e trigo, e a economia deixou de gerar R$ 319,2 bilhões em Produto Interno Bruto, valor equivalente a aproximadamente 49% do PIB do estado em 2023.

Entre os resultados esperados com a ampliação da irrigação estão a preservação do potencial produtivo, a redução das perdas causadas por quebras de safra, o aumento da produtividade média das lavouras e a melhoria da qualidade dos grãos.

De acordo com Leite, a iniciativa também pode reduzir a dependência de cereais provenientes de outros estados, especialmente para a cadeia de proteína animal, além de contribuir para maior estabilidade econômica regional.

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