sexta-feira, março 13, 2026

Autor: Redação

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Com mercado travado, saiba como ficaram as cotações de soja na ultima terça-feira do ano


Reprodução Aprosoja Brasil

O mercado brasileiro de soja manteve uma terça-feira de pouca movimentação e negociações restritas, com ofertas basicamente nominais, servindo mais como referência do que como estímulo a negócios efetivos. As indicações ficaram concentradas no mercado spot e em alguns pontos da safra nova.

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De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por baixo interesse dos agentes. A indústria permaneceu praticamente fora das negociações, enquanto a exportação segue concentrada na safra nova, ainda sem reportes para embarques em janeiro.

No cenário externo, o dólar apresentou queda mais acentuada, os prêmios de exportação registraram leve avanço e a Bolsa de Mercadorias de Chicago operou em baixa. Segundo Silveira, mesmo com essas variações, o quadro interno não apresentou mudanças relevantes.

Confira os preços de soja:

  • Passo Fundo (RS): o preço seguiu em R$ 138,00
  • Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 139,00
  • Cascavel (PR): seguiu em R$ 136,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): seguiu em R$ 123,00 por saca
  • Dourados (MS): permaneceu R$ 126,00 por saca
  • Rio Verde (GO): ficou em R$ 126,00 por saca
  • Paranaguá (PR): R$ 141,00 por saca
  • Rio Grande (RS): seguiu em R$ 143,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a sessão com preços mais baixos para grão e farelo, enquanto o óleo registrou leve alta. O mercado apresentou forte volatilidade ao longo do dia, alternando sinais positivos e negativos dentro de margens estreitas.

Uma venda de soja dos Estados Unidos para a China ofereceu suporte pontual às cotações, mas prevaleceu a expectativa de ampla oferta no Brasil, diante da perspectiva de uma safra cheia no país.

USDA

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2025/26. Também foi informada uma operação adicional de 231.000 toneladas para destinos não revelados, igualmente referentes à nova safra.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,50%, negociado a R$ 5,4879 para venda e R$ 5,4859 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4859 e a máxima de R$ 5,5680. No acumulado do ano, a divisa registra desvalorização de 11,38%.

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AgroNewsPolítica & Agro

Com produção recorde, arroz recua 53% e atinge menor valor desde 2011


O mercado de arroz no Brasil encerrou 2025 com forte retração nos preços. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a combinação entre uma produção nacional elevada, crescimento da oferta global e enfraquecimento da demanda — tanto interna quanto externa — pressionou as cotações ao menor nível real em mais de uma década.

A temporada 2024/25 foi marcada por um cenário de otimismo no campo. Os valores recordes de 2024 garantiram alta rentabilidade aos produtores, incentivando uma expansão moderada da área plantada e investimentos mais robustos em tecnologia e manejo nas lavouras.

O bom desempenho climático desde o início do ciclo favoreceu o desenvolvimento das plantações, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentra a produção nacional. Com isso, a Conab estimou a produção de arroz em 12,76 milhões de toneladas, volume 20,62% superior ao registrado na safra anterior.

Apesar do desempenho produtivo positivo, o excesso de oferta tornou-se um desafio para o setor. De acordo com o Cepea, a dificuldade das indústrias para escoar o arroz beneficiado e o desinteresse do varejo em reforçar estoques limitaram o ritmo de comercialização ao longo do ano.

A resistência do consumidor final em absorver volumes maiores, somada à queda nos preços ao longo da cadeia produtiva, acentuou a pressão sobre os valores pagos ao produtor. O Indicador CEPEA/IRGA-RS, que reflete o arroz em casca com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista, acumulou sucessivas quedas em 2025.

A média anual do Indicador foi de R$ 71,84 por saca de 50 kg, queda nominal de 53,2% frente ao valor médio registrado em 2024. Em termos reais, considerando o IGP-DI, o patamar atingido representa o menor desde junho de 2011, segundo apontam os pesquisadores do Cepea.

No mercado externo, a concorrência com países exportadores tradicionais, como Índia, Vietnã e Tailândia, limitou o avanço das vendas brasileiras. A maior oferta internacional, com preços mais competitivos, dificultou a colocação do arroz nacional nos principais destinos.

Para os agentes da cadeia, o desafio agora está em reequilibrar o mercado. Com estoques elevados e preços comprimidos, a estratégia para 2026 deverá priorizar o planejamento da produção, a diversificação de mercados e uma reavaliação dos custos para garantir sustentabilidade ao setor arrozeiro.





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Exportações de soja brasileira devem superar 3 milhões de t em dezembro


soja no porto de Paranaguá, portos
Foto: APPA

As exportações brasileiras de soja em grão deverão alcançar até 3,017 milhões de toneladas em dezembro, de acordo com levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

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Segundo informações fornecidas pela Safras & Mercado, o volume representa forte avanço em relação ao mesmo mês do ano passado, quando os embarques somaram 1,468 milhão de toneladas.

Comparação com novembro

Na comparação mensal, no entanto, o total previsto fica abaixo de novembro, período em que o Brasil exportou 4,233 milhões de toneladas do grão. Segundo a ANEC, na semana encerrada em 27 de dezembro, os embarques atingiram 516,345 mil toneladas. Para o intervalo entre 28 de dezembro e 3 de janeiro, a estimativa é de exportações de 845,762 mil toneladas.

Farelo de soja

No segmento de derivados, o farelo de soja também apresenta desempenho consistente. A previsão da ANEC indica embarques de 1,866 milhão de toneladas em dezembro, volume ligeiramente superior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando foram exportadas 1,803 milhão de toneladas.

Em novembro, os embarques de farelo totalizaram 2,258 milhões de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 328,044 mil toneladas, enquanto para a semana atual a projeção é de 712,802 mil toneladas.

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Agropecuária Maragogipe completa 52 anos como referência nacional


Bovinos em área de pastagem. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Bovinos em área de pastagem. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

A Agropecuária Maragogipe, localizada em Itaquiraí (MS), completou 52 de atuação, consolidando-se como referência nacional em pecuária intensiva. A celebração ocorreu durante um dia de campo que reuniu mais de 800 técnicos, pecuaristas e representantes do setor produtivo de todo o Brasil, além de participantes do Paraguai e da Bolívia.

Com uma estrutura voltada à difusão de tecnologia e inovação, a Maragogipe tornou-se símbolo de excelência genética, representando quase dez por cento de toda a genética CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção) comercializada no país, entre reprodutores e sêmen de mais de oitenta touros nas principais centrais de melhoramento.

Confira:

Dia de campo e celebração

O dia de campo foi marcado por emoção, troca de conhecimento e confraternização. A família Brochmann, liderada por Wilson Brochmann, recepcionou pessoalmente cada visitante, demonstrando a proximidade da empresa com o campo. O evento celebrou mais de meio século de pioneirismo na pecuária intensiva, com foco em resultados mensuráveis e genética funcional.

Foram servidos mais de quinhentos quilos de carne em um ambiente de celebração e aprendizado. Em cada piquete visitado, os participantes puderam ver de perto o resultado de uma seleção genética feita com critérios rígidos: precocidade, longevidade reprodutiva e régua de DEP equilibrada. O modelo de produção se tornou inspiração para outros sistemas pecuários do Brasil e da América do Sul.

Foco em matrizes e eficiência

Na base de toda a estratégia da Maragogipe está o foco nas matrizes. O projeto dá ênfase especial à mãe Nelore, com características que impulsionam a produção do meio-sangue ideal para o cruzamento industrial. A barriga certa é tratada como tecnologia de ponta, garantindo eficiência reprodutiva e produtividade no campo.

Segundo os organizadores, a estratégia da Maragogipe alia o melhor do zebu à necessidade de produzir carne com qualidade, dentro dos trópicos, respeitando os limites ambientais e buscando produtividade por hectare. É o casamento entre gestão, genética e nutrição.

Modelo de gestão e impacto

A Maragogipe vai além de genética. O modelo de gestão da empresa inclui planejamento zootécnico, rastreabilidade, investimento em tecnologia de dados e capacitação contínua da equipe. Tudo isso é colocado em prática dentro de um sistema de produção intensiva que serve de vitrine para quem quer aumentar a eficiência na pecuária de corte.

A cada nova edição do dia de campo, a empresa fortalece sua posição como difusora de conhecimento e referência no uso de pecuária intensiva com base científica e foco em resultados econômicos sustentáveis. O sucesso é medido na balança, mas também na transformação da realidade de produtores que se espelham na trajetória da Maragogipe.

Compromisso com o futuro da pecuária

Com uma história pautada na dedicação e na busca incessante por melhoria contínua, a Maragogipe é mais do que uma fazenda. É um verdadeiro centro de excelência em pecuária intensiva, comprometido com o futuro da produção de carne no Brasil. O impacto vai além das porteiras: a genética CEIP da Maragogipe chega a rebanhos em todas as regiões, levando eficiência, produtividade e sustentabilidade.

Um modelo que demonstra que, com seleção bem feita, gestão eficiente e visão de longo prazo, a pecuária brasileira pode ser ainda mais forte e competitiva.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Boi gordo: confira o preço da arroba em dia de tensões com a China


boi gordo China
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo deve terminar o ano com um fluxo praticamente inexistente de negócios.

O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias conta que há pouquíssimos negócios relatados, comportamento previsível para o período do ano.

Entretanto, ressalta que o último dia útil do ano foi longe de ser tranquilo para o mercado pecuário brasileiro. “Uma série de informações foram divulgadas ao longo do dia, dando a entender que a cota de exportação brasileira seria de 1,1 milhão de toneladas para fornecer carne bovina para a China“, destaca.

Este seria o resultado das investigações conduzidas pelo governo chinês que analisaram os impactos da importação de carne bovina sobre a produção local.

Média de preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 318,77
  • Goiás: R$ 310,86
  • Minas Gerais: R$ 313,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 310,93
  • Mato Grosso: R$ 299,91

Mercado atacadista

O mercado atacadista, por sua vez, abriu a semana apresentando manutenção do padrão de negócios, com preços acomodados.

Iglesias pontua que o padrão de consumo traçado para o primeiro trimestre sinaliza para o consumo amplo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos, algo compreensível diante de despesas tradicionais presentes neste período.

  • Quarto dianteiro: R$ 17,85 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 17,50 por quilo;
  • Quarto traseiro: R$ 25,40 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,50%, sendo negociado a R$ 5,4879 para venda e a R$ 5,4859 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4859 e a máxima de R$ 5,5680.

No mês, trimestre e semestre, a moeda teve valorização de 2,87%, 2,92% e 1,00%, respectivamente. No ano, a divisa estadunidense recuou 11,38%.

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USDA reporta vendas de soja dos EUA para China e destinos não revelados


China importação soja
Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, nesta terça-feira (30), que exportadores privados norte-americanos reportaram a venda de volumes relevantes de soja no mercado internacional, com destaque para a China e para destinos não revelados, ambos com embarque previsto para a temporada 2025/26. Os dados são da Safras & Mercado.

Segundo o órgão, foram comercializadas 136.000 toneladas de soja para a China. A operação foi registrada dentro das regras do sistema de reporte diário do USDA, que exige comunicação oficial de vendas individuais iguais ou superiores a 100.000 toneladas do grão para o mesmo destino e no mesmo dia.

Além disso, o USDA anunciou uma segunda operação envolvendo 231.000 toneladas de soja vendidas para destinos não revelados, também com entrega prevista para a safra 2025/26. O volume foi informado por exportadores privados no período coberto pelo relatório diário.

O conjunto das operações totaliza 367.000 toneladas de soja e sinaliza demanda consistente pelo grão norte-americano no início da nova temporada comercial, em um momento de atenção do mercado aos fluxos globais de exportação e ao comportamento dos principais compradores.

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AgroNewsPolítica & Agro

Integração amplia eficiência no agro



A gestão começa no relacionamento com fornecedores


A gestão começa no relacionamento com fornecedores
A gestão começa no relacionamento com fornecedores – Foto: USDA

A organização da cadeia de suprimentos e da logística tem papel central no desempenho do agronegócio, ao conectar planejamento, custos e eficiência operacional em um ambiente cada vez mais competitivo. Segundo Antonio JVO, especialista em Gestão Estratégica de Compras, a cadeia de suprimentos no agro deve ser tratada de forma integrada, com foco na redução de custos totais, garantia de abastecimento e aumento da competitividade ao longo de toda a operação.

Nesse contexto, a gestão começa no relacionamento com fornecedores de insumos como sementes, fertilizantes, defensivos, peças e combustíveis, passa pelo planejamento da produção agrícola e pelo desenho das compras e contratos, e avança para a administração de estoques estratégicos, tanto de insumos críticos quanto de safras. A previsão de demanda e de safra também se torna essencial para alinhar volumes, prazos e capacidade, reduzindo riscos associados a clima, preços, câmbio e cumprimento de prazos. A integração logística entre campo, indústria e mercado, aliada ao relacionamento com clientes e cooperativas, contribui para maior fluidez da operação, enquanto práticas de sustentabilidade e rastreabilidade ganham espaço como parte do processo.

A logística, por sua vez, é apresentada como o braço operacional da cadeia de suprimentos, responsável pela execução física das estratégias definidas. Suas atividades incluem o transporte de insumos e grãos entre fazendas, armazéns, indústrias e portos, a armazenagem em silos e armazéns graneleiros, a gestão de estoques operacionais e a distribuição da produção para o mercado interno e externo. Também fazem parte desse escopo o controle de embalagens, a gestão de frota e o acompanhamento de fretes e custos logísticos, com o objetivo de cumprir prazos, reduzir perdas e evitar avarias.

 





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Cerca elétrica: qual a importância do tamanho ideal dos piquetes e distância do bebedouro?


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

Em mais um episódio da série “Mitos & Verdades: Cerca Elétrica”, no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Ernesto Coser, um dos maiores estudiosos da ferramenta no Brasil, discute a importância do dimensionamento adequado dos piquetes e a distância ideal entre o pasto e o bebedouro. Coser afirma que a eficiência do pastejo está diretamente relacionada ao posicionamento da aguada.

Segundo o especialista, quando a distância entre o bebedouro e o fundo do piquete ultrapassa 250 a 300 metros, o gado tende a permanecer próximo da água, resultando em um pastejo desuniforme e em desperdício do capim mais distante. Ele explica que piquetes muito grandes comprometem a eficiência da colheita do capim.

“Quanto menor o piquete, menor o tempo de ocupação e maior a pressão de pastejo. Isso significa menos perda por pisoteio, por esterco e por urina”.

Confira:

A cerca elétrica como solução

A cerca elétrica é apresentada como uma solução flexível e econômica, permitindo dividir os pastos em áreas mais estratégicas e adaptáveis ao manejo rotacionado. Coser compartilhou dois exemplos práticos para ilustrar a eficácia dessa abordagem.

Em uma fazenda no Pará, um produtor havia dividido sua área em piquetes fixos de nove hectares com cerca convencional, mas mesmo com capim adubado, o gado não pastejava o fundo do piquete, gerando desperdício.

Em outro caso, em uma propriedade com pivô central, o gado pastejava a parte da frente do pasto pela manhã, enquanto o fundo permanecia subutilizado. A solução foi simples: utilizar uma cerca elétrica móvel para dividir o pasto em duas metades, reposicionando o bebedouro conforme o gado se deslocava, resultando em um pastejo mais uniforme e melhor aproveitamento do capim.

Benefícios da gestão adequada

Além da cerca elétrica, o uso de bebedouros móveis contribui para uma melhor distribuição de esterco e urina, promovendo a fertilização uniforme da área. Coser alerta que “a parte mais rica da fazenda é onde tem praça de alimentação. Se você não distribuir bem isso, você concentra a fertilidade em poucos metros”. Ele resume que “se você controla o gado, você controla o corte do capim. E se controla o corte, você ganha em perfilhamento, enraizamento e produção de arroba por hectare”.

A cerca elétrica, em conjunto com piquetes bem dimensionados e a distância ideal da aguada, se torna uma ferramenta indispensável para quem busca produtividade com baixo custo.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Brasil cria 85,8 mil empregos formais em novembro, aponta novo Caged


Empregos Carteira de trabalho, Reforma da Previdência
Foto: Governo Federal

O Brasil gerou 85.864 postos de trabalho no mês de novembro, resultado de um total de 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos. 

Os dados fazem parte do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Acumulado

Os números mostram que, no acumulado de janeiro a novembro de 2025, foi verificado um saldo positivo de 1.895.130 postos de trabalho, decorrentes de 25.055.514 admissões e 24.160.384 desligamentos.

Desse total de 1,895 milhão, 1,462 milhão eram postos de trabalho típicos e 434 mil eram não típicos.

São considerados não típicos os trabalhadores aprendizes, intermitentes, temporários, contratados por CAEPF e com carga horária até 30 horas.

Ainda de acordo com o novo Caged, no acumulado dos últimos 12 meses (dezembro de 2024 a novembro de 2025), o saldo positivo é de 1.339.878 postos de trabalho, montante menor que o saldo observado no período de dezembro de 2023 a novembro de 2024 (1.781.293 postos).

Setores

De acordo com o balanço apresentado pelo titular da pasta, Luiz Marinho, apenas dois dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos: o comércio (+78.249 ou +0,7%) e o setor de serviços (+75.131 ou +0,3%).

Registraram saldos negativos a agropecuária (-16.566 ou -0,8%), a construção (-23.804 ou -0,7%) e a indústria (-27.135, ou -0,2%).

Em novembro, foram registrados saldos positivos em 20 unidades federativas, com maiores saldos absolutos em São Paulo (+31.104), Rio de Janeiro (+19.961) e Pernambuco (+8.996).

Os estados com menores saldos absolutos de geração de empregos no mês passado foram Minas Gerais: (-8.740 postos ou -0,1%), Goiás (-8.413 ou -0,5%) e Mato Grosso: (-5.802 postos ou -0,5%).

Salário médio

O salário médio real de admissão em novembro de 2025 foi de R$ 2.310,78, praticamente estável em relação ao mês anterior (R$ 2.305,00). Houve variação positiva de R$ 5,78 (+0,3%). Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o aumento foi de R$ 67,95 (+3,03%). 

Para os trabalhadores considerados típicos o salário real de admissão foi de R$ 2.355,56 (1,9% mais elevado que o valor médio), enquanto para os trabalhadores não típicos foi de R$ 1.991,42 (13,8% menor que o valor médio).

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Bahia registra sete casos suspeitos de intoxicação por metanol


intoxicação metanol
Foto: Agência SP

A Secretaria da Saúde da Bahia informou que sete pessoas foram internadas no Hospital Geral Santa Tereza, no município de Ribeira do Pombal, com suspeita de intoxicação por ingestão acidental de metanol.

Em nota, a secretaria destacou que os sete pacientes permanecem acolhidos e em observação, com assistência médica em andamento. “Os protocolos assistenciais foram acionados”, completou. Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde dos pacientes.

Ainda segundo o comunicado, a apuração das causas foi iniciada, com participação do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs-BA), do Centro de Informações Toxicológicas da Bahia (Ceatox-BA), da vigilância sanitária estadual e municipal, da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Técnica.

“Serão realizados exames laboratoriais. Caso necessário, será administrado antídoto específico”, concluiu a secretaria.

Outros casos

Entre 26 de setembro e 5 de dezembro de 2025, foram registradas 890 notificações relacionadas à intoxicação por metanol no Brasil. Do total de casos, pelo menos 73 foram confirmados e 29 permaneciam como suspeitos até o início de dezembro.

Os estados mais afetados foram:

  • São Paulo: 578 casos notificados; 50 confirmados;
  • Pernambuco: 109 notificados; oito confirmados;
  • Paraná: seis confirmados;
  • Mato Grosso: seis confirmados;
  • Bahia: dois confirmados; e
  • Rio Grande do Sul: um confirmado.

Foram confirmados, ao todo, 22 óbitos por intoxicação por metanol, sendo 10 em São Paulo; três no Paraná; cinco em Pernambuco; um na Bahia e três em Mato Grosso. Outros nove óbitos seguiam em investigação até o início do mês (cinco em São Paulo, três em Pernambuco e um em Alagoas).

Sala de situação

No último dia 8, o Ministério da Saúde anunciou o encerramento da sala de situação, criada em outubro, para monitorar casos de intoxicação por metanol no país. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União.

Em nota, a pasta informou que o último caso confirmado foi registrado em 26 de novembro de 2025 e era relativo a uma pessoa que apresentou os primeiros sintomas no dia 23 do mesmo mês.

“Com a redução expressiva de novos casos e óbitos, o ministério considera que um cenário de estabilidade epidemiológica está consolidado”, destacou o comunicado.

Ainda de acordo com a pasta, todos os estados contam atualmente com estoque garantido de antídotos e maior capacidade de realizar diagnósticos.

“Agora, a assistência e o acompanhamento voltam ao fluxo rotineiro da vigilância de intoxicações exógenas, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan)”.

A sala de situação foi instalada no dia 1º outubro, poucos dias após o surgimento dos casos iniciais de intoxicação por metanol, e reuniu representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), entre outros.

Também participaram os ministérios da Agricultura e Pecuária e da Justiça e Segurança Pública, responsáveis por ações de controle e investigação.

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