terça-feira, março 10, 2026

Autor: Redação

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Programa de internacionalização do café de São Paulo abre inscrições


café de SP
Foto: Divulgação

As inscrições para a primeira edição do Programa de Promoção Internacional do Café Paulista estão abertas até o dia 30 de janeiro.

Inédita, a iniciativa tem como objetivo ampliar a presença do grão produzido no estado no mercado internacional e fortalecer a competitividade do setor cafeeiro de São Paulo. Clique aqui para se inscrever.

De acordo com a InvestSP, agência de promoção de investimentos vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o programa foi estruturado para posicionar o café paulista como referência global em qualidade, sustentabilidade e valor agregado.

A ideia é contemplar tanto o café verde tipo arábica quanto os cafés especiais, com pontuação superior a 85 pontos na metodologia da Specialty Coffee Association (SCA).

A InvestSP destaca que por meio de ações coordenadas de promoção comercial, a iniciativa busca apoiar produtores, cooperativas, tradings e empresas do setor na ampliação de mercados, geração de negócios e consolidação de parcerias internacionais.

Quem pode participar

O programa terá duração de 12 meses e será desenvolvido em três etapas principais: seleção, integração e promoção comercial. Podem se inscrever empresas, cooperativas, produtores e tradings do setor cafeeiro com sede no estado de São Paulo e interesse em ampliar ou consolidar sua atuação no mercado externo.

Nesta primeira edição, o programa terá foco em mercados estratégicos com alto potencial de crescimento para o café paulista, como China, Europa e Oriente Médio, regiões que apresentam demanda crescente por cafés de qualidade, com diferenciais sensoriais e atributos de sustentabilidade.

São Paulo ocupa posição de destaque na cadeia produtiva do café, concentrando parte significativa da indústria nacional de torrefação e figurando entre os principais estados exportadores do produto.

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AgroNewsPolítica & Agro

São Paulo amplia combate ao greening na citricultura


O governo de São Paulo anunciou a abertura do Edital Público SAA nº 03/2025 para a contratação de 28 profissionais que irão atuar, em conjunto com servidores da Defesa Agropecuária, no enfrentamento ao HLB/Greening, doença que ameaça a citricultura mundial. A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento e prevê investimento anual estimado em R$ 3,6 milhões.

A contratação será realizada por meio de termo de colaboração com uma Organização da Sociedade Civil, com vigência inicial de um ano e possibilidade de prorrogação. Os profissionais serão distribuídos em seis equipes e atuarão em regiões estratégicas da produção citrícola paulista, que ainda serão definidas. Segundo a Secretaria, o objetivo é regionalizar as ações e ampliar a cobertura nas áreas produtivas do Estado. As propostas das OSCs interessadas poderão ser apresentadas até 26 de janeiro de 2026.

A Defesa Agropecuária segue responsável pelas ações sanitárias, de fiscalização e de orientação técnica em todo o território paulista e permanece na linha de frente no combate a doenças como o HLB/Greening e o cancro cítrico. De acordo com a Secretaria, a legislação estadual estabelece medidas rigorosas de defesa sanitária vegetal, incluindo a proibição do comércio ambulante de mudas cítricas, prática considerada de alto risco para a sanidade dos pomares comerciais.

Em 2025, a Defesa Agropecuária fiscalizou 17.549 propriedades para o controle do HLB, o que resultou na retirada de circulação de 60.316 mudas. No mesmo período, foram realizadas 26 palestras educativas voltadas ao público externo. A Secretaria informou ainda que mantém um canal direto para o recebimento de denúncias sobre pomares abandonados ou com manejo inadequado.

As ações foram reforçadas em maio de 2025, com a publicação de duas resoluções pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A Resolução nº 23/2025 passou a proibir o plantio e a manutenção de plantas hospedeiras da bactéria em todos os imóveis mantidos ou gerenciados pela pasta. Já a Resolução nº 24/2025 proibiu a produção, o plantio, o comércio, o transporte e o uso da murta no paisagismo urbano, em áreas públicas e privadas do Estado, com exceção das plantas destinadas à pesquisa científica e devidamente cadastradas na Defesa Agropecuária.

Dados do Levantamento de Greening 2025, do Fundo de Defesa da Citricultura, indicam que a incidência da doença no cinturão citrícola paulista permanece elevada. O índice passou de 44,35% em 2024 para 47,63% em 2025, acompanhado de aumento da severidade média das plantas afetadas, o que mantém o setor em estado de atenção.

Apesar do avanço, o levantamento aponta que, pelo segundo ano consecutivo, houve redução na taxa de crescimento da doença. O avanço registrado em 2025 foi menor do que em anos anteriores e houve queda expressiva da incidência em pomares mais jovens. Segundo a Secretaria, o resultado indica maior eficiência das estratégias de controle, erradicação de plantas doentes e manejo preventivo adotadas pelos citricultores paulistas.





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Concorrência com o Brasil faz confiança dos produtores dos EUA cair em dezembro


EUA, Estados Unidos
Foto: Pixabay

A confiança dos produtores rurais dos Estados Unidos diminuiu levemente em dezembro, conforme relatório mensal da Universidade Purdue e do CME Group. O indicador conhecido como Barômetro da Economia Agrícola recuou 3 pontos em comparação com novembro, atingindo 136 pontos.

A queda do indicador refletiu principalmente a perspectiva menos favorável para o futuro. O Índice de Expectativas Futuras caiu 4 pontos, para 140 pontos. Já o Índice de Condições Atuais ficou inalterado em 128 pontos.

Segundo o relatório, a apreensão com as perspectivas para exportações de soja dos EUA, diante da concorrência crescente do Brasil, contribuiu para uma visão ligeiramente mais pessimista sobre o futuro entre os produtores.

Em dezembro, 13% dos produtores de milho e soja afirmaram esperar que as exportações de soja recuem nos próximos cinco anos, acima dos 8% que tinham essa percepção em novembro. Da mesma forma, a parcela de produtores que acredita em aumento das exportações de soja no horizonte de cinco anos caiu de 47% em novembro para 39% em dezembro.

Além disso, 84% dos produtores de milho e soja disseram estar preocupados ou muito preocupados com a competitividade das exportações de soja dos EUA em relação às do Brasil, sendo que 45% se declararam muito preocupados.

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Exportações de carne suína crescem quase 12% em 2025 e faturam US$ 3,6 bilhões


carne suína
Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de carne suína alcançaram 1,510 milhão de toneladas em 2025, o maior volume já registrado pelo setor. O resultado representa um avanço de 11,6% em relação a 2024, quando os embarques totalizaram 1,352 milhão de toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Com esse desempenho, o Brasil deverá superar o Canadá e assumir a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais de carne suína, consolidando o crescimento da proteína brasileira no mercado internacional.

O resultado anual foi reforçado pelo desempenho de dezembro, mês em que os embarques atingiram 137,8 mil toneladas, volume 25,8% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando as exportações somaram 109,5 mil toneladas.

Em termos de receita, as vendas externas de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, crescimento de 19,3% na comparação com 2024, quando o faturamento foi de US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita alcançou US$ 324,5 milhões, alta de 25,6% frente aos US$ 258,4 milhões registrados um ano antes.

Filipinas lideram compras da carne suína brasileira

Principal destino da carne suína do Brasil em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, volume 54,5% maior do que o registrado em 2024. Na sequência aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33,9%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%).

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, os números refletem uma mudança relevante no perfil dos mercados compradores.

“Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores”, afirmou.

Segundo Santin, a diversificação dos destinos fortalece a competitividade do setor. “Esse movimento reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, completou.

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Foco de Peste Suína Clássica é confirmado em cidade do Piauí; entenda impactos


Suíno
Foto: Pixabay

Um foco de Peste Suína Clássica (PSC), doença viral que infecta suínos, foi confirmado no município de Porto, no Piauí. Laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), confirmaram a ocorrência do vírus.

O governador Rafael Fonteles (PT) decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território, medida que é válida por 180 dias. O status permite que o governo aja com rapidez no controle e prevenção, além de autorizar ações especiais, como restrições de transporte e vacinação emergencial.

O decreto, publicado nesta terça-feira (6), implica no controle rigoroso da movimentação de animais no estado e de produtos considerados de risco. “A movimentação de animais e de produtos de risco deverá observar normas e procedimentos estabelecidos pela equipe técnica, com vistas à contenção e à eliminação do agente viral”, diz o documento.

Nesse contexto, o trânsito de animais só poderá ocorrer de acordo com normas definidas pela equipe técnica responsável pelas operações de campo, com objetivo de conter e eliminar o vírus da peste suína.

Entenda a doença e os sintomas

De acordo com a Embrapa, a transmissão do vírus ocorre pelo contato entre suínos doentes, secreções e objetos contaminados. Além disso, também traz grandes prejuízos econômicos, uma vez que pode gerar barreiras ao comércio de carne suína.

Embora seja altamente contagiosa entre suínos e javalis, a Peste Suína Clássica não oferece riscos à saúde humana e não causa impacto na saúde pública. A doença, porém, pode causar bastante sofrimento aos animais contaminados.

Entre os principais sintomas, estão:

  • Febre alta, apatia e falta de apetite;
  • Manchas avermelhadas ou azuladas na pele e extremidades (orelhas, focinho);
  • Diarreia, vômitos e tosse;
  • Sinais neurológicos (tremores, convulsões), além de alta mortalidade.

Atualmente, o Brasil é tem cerca de 95% da produção industrial de suínos em área reconhecida como livre da doença pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Diferenças entre Peste Suína Clássica (PSC) e Peste Suína Africana (PSA)

A peste suína clássica (PSC) e a peste suína africana (PSA) são doenças virais que afetam suínos domésticos e javalis, mas são causadas por vírus diferentes. A PSC é provocada por um vírus do gênero Pestivirus, enquanto a PSA é causada por um vírus mais resistente, do gênero Asfivirus.

Ambas têm alta taxa de mortalidade e não oferecem risco à saúde humana, mas geram impactos econômicos relevantes para a suinocultura.

Uma das principais diferenças está no controle sanitário. Para a peste suína clássica, existem vacinas disponíveis, usadas em alguns países como estratégia de erradicação ou controle. Já a peste suína africana não tem vacina nem tratamento, o que torna as medidas de biosseguridade, o abate sanitário e o controle do trânsito de animais as únicas formas de contenção.

Além disso, a PSA apresenta maior capacidade de disseminação, podendo sobreviver por longos períodos em carcaças, carne congelada e resíduos alimentares. Por isso, surtos de peste suína africana costumam gerar restrições comerciais mais severas e imediatas no mercado internacional, com efeitos diretos sobre exportações, preços e planejamento da produção.

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AgroNewsPolítica & Agro

Empresas já estão autorizadas a montar estandes ao Show Rural


Para evitar atropelos e dar ainda mais atenção à segurança dos trabalhadores, a direção do Show Rural Coopavel decidiu antecipar a autorização de início da montagem dos estandes da 38ª edição. Em vez de no começo de janeiro, como em anos anteriores, elas puderam optar por aproveitar o mês de dezembro.

“Conversamos sobre essa medida e entendemos que essa mudança seria bem-vinda, porque permite às empresas trabalhar sem tanta pressão de prazo, dando ainda mais atenção aos detalhes e à segurança”, diz o coordenador-geral Rogério Rizzardi. Algumas empresas, principalmente as que têm por responsabilidade a montagem de estandes maiores, estão aproveitando essa janela, comenta Rizzardi.

A montagem, em dezembro, seguirá até a próxima terça-feira, 23. O retorno será no dia 2 de janeiro. Todos os estandes deverão estar prontos até as 19h do dia 4 de fevereiro. Inúmeras reuniões foram realizadas com os representantes das 97 montadoras credenciadas para trabalhar no parque, e um dos pedidos mais importantes é o da utilização, por todos os colaboradores, de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).

Estandes maiores

O Show Rural acontece, desde 1989, em uma área rural de 72 hectares, a dez quilômetros do centro de Cascavel. Para atender a solicitação de alguns dos mais tradicionais de seus expositores, a direção do evento fez mudanças, como a troca de local do estacionamento de expositores e imprensa. Assim, a área desse antigo estacionamento foi toda gramada e, com ganho de metragem no parque, algumas empresas terão a chance de mostrar as suas novidades em estandes maiores.

Alguns terão, para 2026, área na casa dos 3,5 mil metros quadrados, os maiores da história do Show Rural – terão cerca de até mil metros a mais em comparação com os maiores das edições anteriores. É o caso da Jacto e da John Deere. “Nosso objetivo não é aumentar o número de expositores, e sim melhorar ainda mais o que já temos. Com isso, investimos no conforto e comodidade dos visitantes, que então terão a oportunidade de potencializar o resultado de sua jornada pelo parque”, enfatiza Rogério Rizzardi. A 38ª edição será realizada de 9 a 13 de fevereiro de 2026. O tema será A força que vem de dentro.





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Anvisa manda retirar panetones de empresa após identificação de fungos nos produtos


Foto divulgação redes sociais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (6), a proibição da comercialização, da distribuição e do consumo de quatro lotes de panetones da empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda. Os produtos também deverão ser recolhidos do mercado.

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A medida se aplica aos lotes 251027 dos seguintes itens: Mini Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional 140g, Panetone Nossa Língua Trufado com Bombons “Formato de Língua de Gato” 700g, Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional 700g e Panetone com Frutas Trufado Tradicional 700g. Todos os produtos têm prazo de validade até 27 de fevereiro de 2026.

Segundo a Anvisa, o recolhimento foi comunicado de forma voluntária pela empresa fabricante após a detecção de fungos na superfície de alguns lotes, o que motivou a ação sanitária.

Além dos panetones, a Anvisa também determinou a proibição e o recolhimento de diversos produtos alimentícios da empresa Coguvita II Alimentos Ltda. A resolução impede a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo dos itens afetados.

Entre os produtos proibidos estão pastas, barras, granolas, mixes e cápsulas de café das marcas Smush Smushnuts, Smushn Go, Smush Smushnola e Smush Mushroom Espresso, todos os lotes. De acordo com a Anvisa, os alimentos foram fabricados com os cogumelos Lion’s Mane e Cordyceps, ingredientes que não são permitidos para uso em alimentos por ainda não terem a segurança avaliada.

O órgão regulador também apontou irregularidades na divulgação desses produtos, que atribuía, sem comprovação científica, benefícios relacionados à saúde mental, memória, foco e imunidade.

A resolução com as determinações foi publicada no Diário Oficial da União.

Posicionamento da empresa

No dia 16 de dezembro, a empresa se manifestou solicitando o recolhimento do lote específico dos produtos Panetone de Trufa Tradicional 700g, Panetone com Gotas de Chocolate 700g, Mini Panetone com Gotas de Chocolate 140g e Panetone Trufado Nossa Língua 800g. A medida foi preventiva, após o fabricante identificar que o lote 251027 encontrava-se impróprio para consumo.

Segundo a empresa, a identificação do lote pode ser feita no verso da embalagem, na área de fundo branco ou dourado. O consumidor que adquiriu produtos desse lote deve entrar em contato com a empresa para solicitar o recolhimento e o reembolso integral.

Em nota, a fabricante pediu desculpas aos consumidores e informou que os demais produtos da marca podem ser consumidos normalmente, por não apresentarem irregularidades.

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Line-up indica embarques de 2,274 milhões de t no Brasil em janeiro


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Foto: Porto de Itaqui/ Divulgação

Para janeiro de 2026, a programação dos portos brasileiros, o line-up, projeta embarques de 2,274 milhões de toneladas de soja pelos portos brasileiros. O volume subiu de 1,103 milhão de toneladas em janeiro de 2025 para 2,274 milhões de toneladas, o que representa um aumento de aproximadamente 106,2%, conforme levantamento da Safras & Mercado.

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Para fevereiro de 2026, a programação indica embarques mais modestos, estimados em 98,095 mil toneladas.

Acumulado janeiro a fevereiro 2026

No acumulado de janeiro a fevereiro de 2026, o line-up prevê exportações de 2,372 milhões de toneladas. No mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques somaram 10,690 milhões de toneladas, o que indica uma queda de cerca de 77,8% no comparativo anual.

Dezembro de 2025

Já em dezembro, a programação de embarques aponta exportações de 2,968 milhões de toneladas de soja, volume que subiu de 1,472 milhão de toneladas em dezembro de 2024 para 2,968 milhões de toneladas, representando um crescimento de aproximadamente 101,6%

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Tensão na Venezuela tem pouco impacto na oferta global de fertilizantes


fertilizantes
Foto: Daniel Popov/Canal Rural

A StoneX avalia que as tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Venezuela têm impacto pouco significativo na cadeia global de fertilizantes, especialmente os nitrogenados. Conforme a consultoria, a preocupação com preços e redução de oferta é menor, visto que a Venezuela tem participação limitada no comércio global de ureia.

Em nota, a consultoria destaca que, em 2024, a Venezuela ocupou a 18ª posição entre os maiores exportadores globais de ureia, com pouco mais de 560 mil toneladas embarcadas, o equivalente a cerca de 1% das exportações mundiais. A Rússia, em contrapartida, respondeu por aproximadamente 18% do comércio global do produto no mesmo período.

Embora tenha baixa relevância global, a Venezuela é exportadora de ureia para o Brasil, responsável por uma parcela pequena de 6% do produto importado pelo país. Em 2025, os principais fornecedores do insumo foram Nigéria (23%), Rússia (16%) e Catar (15%).

“Até o momento, não há indícios de impactos diretos sobre a capacidade produtiva ou exportadora de fertilizantes da Venezuela”, afirma na nota o analista de Inteligência de Mercado Tomás Pernías.

“O mercado observa, por ora, pressões pontuais nos custos logísticos, com relatos de fretes marítimos mais elevados em função do aumento das incertezas na região”, conclui.

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Mercado do café começa o ano com negociações restritas, aponta Cepea


Café
Foto: Pixabay

As negociações envolvendo café começaram o ano bastante restritas, conforme informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). São poucos os compradores ativos no mercado spot nacional e os vendedores estão praticamente ausentes.

Segundo o indicador do café arábica Cepea/Esalq, a saca de 60 kg encerrou a segunda-feira (6) cotada a R$ 2.237,54, com alta diária de 2,08%. Já a saca de 60 kg do café robusta avançou 1,27% no dia, valendo R$ 1.265,99.

Os poucos lotes que estão sendo comercializados, entretanto, tiveram como objetivo o cumprimento de despesas no curto prazo por parte dos vendedores. A expectativa é que o mercado comece a ganhar maior dinamismo somente a partir da semana que vem.

Lentidão também para o robusta

O cenário de lentidão também afeta as negociações do café robusta. Apesar disso, os pesquisadores apontam que como a safra 2025/26 da variedade foi mais volumosa, os produtores contam com uma quantidade maior de produto disponível para comercialização frente ao arábica.

Outro destaque é que dados do Cepea mostram que os preços do robusta no decorrer de 2025 tiveram queda mais intenso que os do arábica, afastando os produtores do mercado. Com isso, eles acabam negociando apenas em momentos de necessidade de caixa.

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