terça-feira, março 10, 2026

Autor: Redação

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Abinbio passa a integrar comitê para impulsionar bioinsumos brasileiros no mundo


lavoura com bandeira do brasil agricultura
Foto: Canal Rural

Empresas filiadas à Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio) passam, agora, a integrar o Comitê Nacional de Exportação de Bioinsumos da ApexBrasil, movimento que visa posicionar o Brasil como protagonista global em tecnologias agrícolas sustentáveis.

A iniciativa estabelece bases institucionais para a ampliação das exportações de bioinsumos no âmbito do “Projeto Brasil Bioinsumos” e tem como foco ampliar as vendas externas de insumos biológicos e tecnologias sustentáveis nacionais.

De acordo com a Abinbio, o projeto está estruturado em quatro objetivos centrais, que exploram a posição singular do Brasil como grande produtor e usuário de bioinsumos em escala comercial:

  • Posicionamento de marca: promoção das capacidades tecnológicas brasileiras, da qualidade técnica e das vantagens competitivas na produção e aplicação de bioinsumos em larga escala, especialmente em sistemas agrícolas tropicais. A proposta associa a agricultura brasileira aos conceitos de sustentabilidade e bioeconomia nos mercados-alvo.
  • Facilitação de acesso a mercados: apoio às empresas do setor na identificação de oportunidades e na superação de barreiras de entrada em mercados estratégicos, como América Latina, União Europeia e Estados Unidos, locais que apresentam diferentes exigências regulatórias e dinâmicas comerciais.
  • Infraestrutura de apoio prático: suporte à participação em feiras internacionais, missões comerciais e rodadas de negócios com investidores estrangeiros, com o objetivo de transformar oportunidades em contratos efetivos de exportação.
  • Alcance de metas de exportação: contribuição direta para as metas de crescimento do setor, consolidando o Brasil como um player global relevante em bioinsumos.

Reconhecimento do potencial exportador

“Este é um marco inovador para a agricultura nacional. Representa o reconhecimento da excelência e do gigantesco potencial exportador do Brasil no segmento de bioinsumos”, afirma o diretor de Relações Internacionais da Abinbio, Mauro Brant Heringer.

A diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, Amália Borsari, entidade que, ao lado da Apex Brasil, convidou a Abinbio para o projeto, acredita que a indústria brasileira de tecnologia terá a oportunidade de demonstrar sua liderança global, além de consolidar sua imagem como setor exportador.

Vantagens competitivas do Brasil

O setor de bioinsumos brasileiro apresenta diferenciais relevantes no mercado internacional. Empresas nacionais desenvolveram tecnologias de formulação e protocolos de aplicação adaptados a condições tropicais, sistemas produtivos de alta intensidade e às exigências do manejo integrado de pragas.

Outro ponto de destaque é a estrutura de capital do setor: 82,8% das empresas de bioinsumos registradas no país são de controle brasileiro, o que garante capacidade tecnológica própria e recursos para sustentar a expansão das exportações.

De acordo com a consultoria DunhamTrimmer Bio Intelligence, o mercado brasileiro de insumos biológicos já supera US$ 1,5 bilhão e deve ultrapassar US$ 3 bilhões até o fim da década. O Brasil responde por mais de 20% do crescimento global do mercado de biocontrole entre 2021 e 2030.

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Exportações de ovos do Brasil batem recorde e somam 40,9 mil toneladas em 2025


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, alcançaram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O volume, considerado recorde, ficou acima do registrado em 2024, quando os embarques totalizaram 18.469 toneladas, variação de 121,4%.

A receita obtida com as vendas externas somou US$ 97,240 milhões no ano. Em 2024, o faturamento havia sido de US$ 39,282 milhões, crescimento de 147,5% na comparação entre os períodos.

“O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano”, disse presidente da ABPA, Ricardo Santin, em comunicado.

Em dezembro de 2025, as exportações totalizaram 2.257 toneladas, frente a 2.054 toneladas no mesmo mês de 2024, aumento de 9,9%. A receita no mês chegou a US$ 5.110 milhões, ante US$ 4.317 milhões registrados em dezembro do ano anterior, avanço de 18,4%.

“Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país”, acrescentou Santin.

Principais destinos das exportações

Ao longo de 2025, os Estados Unidos concentraram o maior volume acumulado, com 19.597 toneladas, crescimento de 826,7% em relação a 2024.

Na sequência aparecem:

  • Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%);
  • Chile, com 4.124 toneladas (-40%);
  • México, com 3.195 toneladas (+495,6%);
  • Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%).

“Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, disse Santin.

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Brasil deve seguir como referência no mercado global de algodão em 2026, aponta Cepea


De acordo com a Abapa, a Bahia produziu, aproximadamente, 615 mil toneladas de algodão beneficiado (pluma) e 1.968 kg/ha na safra 2022/2023
Foto: Jefferson Aleffe/ Marca Comunicação

Mesmo com sinais de demanda internacional mais moderada, o Brasil deve manter posição de destaque no mercado mundial de algodão na temporada 2025/26. A avaliação é do Cepea, que aponta continuidade do protagonismo brasileiro, sustentado pela escala produtiva e pelo peso das exportações.

A produção nacional pode recuar levemente em relação ao recorde recente, mas ainda deve figurar como a segunda maior da história. Nesse cenário, as vendas externas continuam sendo o principal canal de escoamento da oferta, em um contexto de forte inserção do país no comércio global da pluma.

Produção ajustada, com mudanças regionais

No campo, a área cultivada com algodão deve crescer de forma limitada na safra 2025/26. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expansão estimada é de 0,7%, alcançando 2,1 milhões de hectares. O movimento reflete dinâmicas regionais distintas.

Enquanto as regiões Norte e Nordeste projetam avanço de 4% na área plantada, o Centro-Sul deve registrar retração de 0,4%. A redistribuição regional tende a amenizar parte da redução observada nas principais áreas tradicionais de cultivo.

A produtividade média nacional é estimada em 1.885 quilos por hectare, queda de 3,5% frente à temporada anterior. Com isso, a produção de pluma deve somar 3,96 milhões de toneladas, recuo anual de 2,9%, conforme dados oficiais.

Pesquisadores do Cepea destacam que o desempenho final da safra dependerá do comportamento climático e da consolidação da produtividade nas diferentes regiões produtoras.

Exportações sustentam o protagonismo brasileiro

No mercado internacional, o Brasil deve seguir como o maior exportador mundial de algodão. Projeções do USDA (sigla em inglês para Departamento de Agricultura dos EUA) indicam embarques de 3,157 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume 11,4% superior ao da safra anterior.

O desempenho brasileiro supera, inclusive, o dos Estados Unidos, segundo maior exportador global. Para os norte-americanos, a estimativa é de 2,656 milhões de toneladas, alta de 2,5% no comparativo anual.

Apesar de um leve aumento de 0,4% na oferta global, o Cepea avalia que o Brasil mantém vantagem competitiva, associada à escala de produção e aos avanços em rastreabilidade e sustentabilidade. Esses fatores têm ganhado peso nas decisões de compra no mercado externo.

Outro ponto de atenção segue sendo o câmbio. O comportamento do dólar influencia diretamente a remuneração do produtor, tornando fundamental o acompanhamento da paridade de exportação frente aos preços internos na tomada de decisão comercial.

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AgroNewsPolítica & Agro

Risco-país da Argentina cai ao menor nível em sete anos



O indicador praticamente foi reduzido à metade


O indicador praticamente foi reduzido à metade
O indicador praticamente foi reduzido à metade – Foto: Pixabay

A percepção de risco sobre a Argentina atingiu o melhor patamar dos últimos sete anos, refletindo a reação positiva do mercado às mudanças econômicas e políticas conduzidas pelo governo do presidente Javier Milei. O movimento reforça a expectativa de que o país esteja mais próximo de retomar o acesso aos mercados internacionais de dívida, após um longo período de instabilidade macroeconômica.

Segundo um índice do JPMorgan, o spread exigido pelos investidores para manter títulos soberanos argentinos em relação aos títulos do Tesouro dos Estados Unidos caiu para menos de 559 pontos-base, o menor nível desde julho de 2018. O indicador praticamente foi reduzido à metade desde as eleições legislativas de outubro, quando o partido de Milei obteve um resultado acima do esperado e ampliou de forma significativa sua presença no Congresso, fortalecendo a governabilidade.

No cenário político, Milei voltou a adotar um discurso ideológico enfático ao celebrar publicamente a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar dos Estados Unidos. A manifestação reforça o alinhamento do governo argentino a pautas liberais e a um posicionamento externo visto como favorável por parte dos investidores internacionais.

Em paralelo, o Banco Central da República Argentina realizou a primeira compra de dólares em nove meses, adicionando cerca de US$ 21 milhões às reservas internacionais. A operação marca o início do programa de acumulação de reservas anunciado para este ano. No mercado de câmbio, o dólar oficial no varejo encerrou o dia cotado a 1.445 pesos para compra e 1.495 pesos para venda, em um ambiente de maior atenção à sustentabilidade do ajuste econômico em curso.

 





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China demonstra interesse em retomar importações de alimentos da Irlanda


Carne bovina embalada
Foto: Divulgação Iagro

O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, disse que a China manifestou um claro desejo de importar “produtos alimentícios de alta qualidade” do país europeu, sinalizando uma possível resolução para os impasses comerciais que afetam o setor agroalimentar.

Em visita oficial a Pequim, na terça-feira (6), Martin destacou, em entrevista após o encontro com o primeiro-ministro chinês Li Qiang, que houve “bons progressos” nas negociações para a revogação da suspensão das exportações de carne bovina irlandesa.

O comércio de carne bovina encontra-se interrompido desde 2024, na sequência de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), conhecida como doença da vaca louca.

“Acreditamos que estamos a fazer bons progressos na questão da carne bovina para que o acesso seja restaurado. Ainda há trabalho em curso, mas é claro que estamos a avançar”, declarou Martin.

Laticínios

Além da carne, a pauta de laticínios foi central nas discussões. A Irlanda, que é um dos maiores exportadores de laticínios da Europa com remessas anuais de cerca de 6 bilhões de euros (US$ 7 bilhões), manifestou preocupação com as tarifas sobre o setor.

Segundo Martin, o tema foi abordado diretamente com Li Qiang, que assegurou que a China irá “analisar a questão”, especialmente considerando o impacto que tais tarifas têm sobre empresas que utilizam esses insumos para produzir no próprio país chinês.

Relação China-UE

A visita ocorre num momento estratégico, considerando que a Irlanda assumirá a presidência rotativa da União Europeia no segundo semestre de 2026. Durante os encontros, que incluíram uma reunião com o Presidente Xi Jinping, a liderança chinesa expressou o desejo de que a Irlanda desempenhe um “papel construtivo” e promova um “campo de jogo nivelado” para o comércio entre a China e o bloco europeu. Martin reforçou que é do interesse de ambos os lados manter um sistema comercial aberto.

A agenda de Martin na China também incluiu reuniões com a WuXi Biologics, que emprega cerca de 700 pessoas em Dundalk, e com a Trip.com, para fortalecer o turismo chinês na Irlanda por meio de um novo memorando de entendimento.

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Embarques de suco de laranja caem no primeiro semestre da safra 2025/26


laranja, suco, jarra
Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram o primeiro semestre da safra 2025/26 com queda tanto em volume quanto em receita. O recuo reflete, principalmente, a menor demanda em mercados tradicionais, apesar do avanço dos embarques para os Estados Unidos.

Entre julho e dezembro, o volume global exportado de suco de laranja, considerando o FCOJ equivalente a 66 Brix, somou 394.764 toneladas. O número representa retração de 8,1% frente às 429.407 toneladas embarcadas no mesmo período da safra 2024/25. A receita totalizou US$ 1,44 bilhão, queda de 23,2% na comparação anual.

Estados Unidos ampliam participação

Os Estados Unidos se consolidaram como principal destino do suco de laranja brasileiro no período, com participação de 55,2% do volume total exportado. Entre julho e dezembro de 2025, o país importou 217.970 toneladas, alta de 34,9% em relação às 161.641 toneladas do mesmo intervalo da safra anterior.

Em receita, os embarques para o mercado norte-americano somaram US$ 746,2 milhões, avanço de 10,4% na comparação com os US$ 675,8 milhões registrados entre julho e dezembro de 2024.

Europa sente impacto dos preços elevados

A Europa manteve a segunda posição entre os destinos das exportações brasileiras, com participação de 39,3%. O volume enviado ao bloco alcançou 155.287 toneladas, queda de 31,9% frente às 228.022 toneladas do primeiro semestre da safra passada.

O faturamento somou US$ 601,6 milhões, retração de 41,9% na comparação com os US$ 1,04 bilhão registrados no mesmo período da safra 2024/25.

Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os preços elevados da safra anterior afetaram o consumo. “Os altos preços da safra passada tiveram um efeito muito ruim sobre a demanda, e é preciso paciência para que o consumidor volte à categoria”, afirma.

Ásia registra forte recuo nos embarques

As exportações para a China totalizaram 10.426 toneladas entre julho e dezembro da safra 2025/26, volume 45,8% inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior. A receita alcançou US$ 43,0 milhões, queda de 17,7%.

No Japão, os embarques somaram 5.218 toneladas no primeiro semestre da safra, recuo de 54,4% na comparação anual. O faturamento atingiu US$ 25,5 milhões, retração de 59,5%.

Os demais mercados reunidos responderam por 5.864 toneladas exportadas e receita de US$ 24,4 milhões. Na comparação com o primeiro semestre da safra anterior, as quedas foram de 32,3% em volume e 47,7% em valor.

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Exportação de soja em janeiro deve superar volume do mesmo mês de 2025


soja para exportação
Fonte: Ivan Bueno/APPA

As exportações brasileiras de soja em grão devem somar 2,404 milhões de toneladas em janeiro, segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8).

O volume projetado supera o registrado em janeiro de 2025, quando os embarques totalizaram 1,124 milhão de toneladas. Em dezembro, as exportações alcançaram 2,970 milhões de toneladas. No acumulado de 2025, o Brasil exportou 108,680 milhões de toneladas de soja em grão.

Na semana encerrada em 3 de janeiro, os embarques ficaram em 501,789 mil toneladas. Para o período entre 4 e 10 de janeiro, a Anec estima exportações de 598,937 mil toneladas.

No caso do farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,641 milhão de toneladas em janeiro. O volume é praticamente estável em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram exportadas 1,643 milhão de toneladas. Em dezembro, os embarques somaram 1,696 milhão de toneladas.

Na semana passada, as exportações de farelo ficaram em 469,213 mil toneladas. Para esta semana, a estimativa é de 326,022 mil toneladas.

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Empregos no agro: Tereos inicia seleção com 400 vagas para safra 2026/27


Tereos
Foto: Tereos/divulgação

A Tereos abriu processo seletivo com cerca de 400 vagas de emprego para a safra 2026/27 em unidades localizadas no interior de São Paulo. As oportunidades abrangem posições safristas e efetivas, reforçando a operação industrial e agrícola no próximo ciclo pela companhia, que atua nos mercados de açúcar, etanol e amidos.

As contratações contemplam seis unidades: Andrade, Cruz Alta, Mandu, São José, Tanabi e Vertente. Segundo a empresa, o movimento também fortalece o desenvolvimento econômico regional, com geração de empregos diretos em diferentes municípios paulistas.

Vagas em áreas operacionais e técnicas

As vagas estão distribuídas entre funções operacionais e técnicas. Entre os cargos ofertados estão auxiliar industrial, mecânico, operador de movimentação de açúcar, analista de laboratório, tratorista, motorista, auxiliar de serviços gerais, operador de motobomba e operador de colhedora.

Os profissionais selecionados atuarão diretamente nas operações da companhia durante a safra 2026/27, que envolve as etapas de colheita, processamento de cana-de-açúcar e produção de açúcar, etanol e energia renovável.

Benefícios e etapas do processo seletivo

A Tereos oferece um pacote de benefícios que inclui plano de saúde, plano odontológico, vale-alimentação, auxílio-farmácia e transporte. O processo seletivo prevê entrevistas com equipes de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) e lideranças, além de testes práticos, exames admissionais e integração.

A companhia reforça que mantém uma política de diversidade e inclusão, com vagas abertas também para pessoas com deficiência.

Como se candidatar

Os interessados devem enviar o currículo até o dia 20 de janeiro de 2026. A inscrição pode ser feita por WhatsApp ou com entrega presencial nas portarias das unidades.
Contatos por unidade:

  • Andrade: (17) 99605-8103
  • Cruz Alta: (17) 99676-6389
  • Mandu: (17) 99729-2177
  • São José: (17) 99631-0318
  • Tanabi: (17) 99749-5242
  • Vertente: (17) 99732-7390

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AgroNewsPolítica & Agro

Por que o mercado de energia solar agora exige conhecimento e gestão?



Mercado amadureceu, as regras ficaram mais claras


Foto: Pixabay

Após um ciclo de crescimento acelerado, o mercado de energia solar no Brasil entra em uma fase de maturidade que muda as regras do jogo. Com uma base já consolidada, regulação mais clara e maior concorrência, o chamado primeiro boom ficou para trás e o atual cenário do setor exige preparo técnico, capacidade de gestão e visão estratégica para sustentar o crescimento dos negócios no médio e longo prazo. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o país ultrapassou 60 gigawatts (GW) de potência instalada em 2025, consolidando a fonte na matriz elétrica nacional e elevando o nível de complexidade para empresas que querem crescer de forma consistente.

O crescimento do mercado de energia solar no Brasil foi impulsionado por incentivos, pela economia imediata na conta de luz e por um forte apelo comercial. Esse cenário foi decisivo para popularizar a tecnologia e consolidar o país como um dos mercados mais promissores do mundo. Com a implementação do marco legal da geração distribuída, porém, as regras do jogo mudaram, trazendo novas exigências de consumidores mais informados e elevando o nível de competitividade e profissionalização do setor.

Com isso, o setor enfrenta um inevitável processo de seleção natural em que empresas que cresceram sem estrutura adequada passam a sentir os efeitos da falta de planejamento, controle financeiro e processos bem definidos. A nova fase do mercado valoriza negócios que investem em gestão, capacitação de equipes, padronização operacional e tomada de decisão baseada em dados. 

O perfil do empreendedor nessa área também evoluiu, e já não basta identificar oportunidades pontuais ou seguir o ritmo do mercado, é preciso compreender o setor, acompanhar a evolução regulatória, investir em conhecimento técnico e construir modelos de negócio sustentáveis. A energia solar continua sendo um dos pilares da transição energética e um uma ótima opção para novos negócios, mas agora se destaca quem enxerga o longo prazo.

Em suma, o novo momento da energia solar não é menos promissor, porém está mais exigente. O mercado amadureceu, as regras ficaram mais claras e o nível de profissionalização aumentou. Quem entender essa transformação, ajustar sua estratégia e investir em gestão e conhecimento contínuo seguirá crescendo de forma consistente. Quem insistir em práticas do passado, corre o risco de ficar pelo caminho.

 





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Em ano de eleições, apoio de Donald Trump a candidato ajuda ou atrapalha?


Donald Trump, EUA, Estados Unidos
Foto: The White House

À medida que o Brasil se aproxima da eleição presidencial de 2026, marcada por uma polarização ideológica intensa, cresce entre analistas a discussão sobre uma possível influência externa no processo eleitoral.

Em especial, surge a pergunta: um eventual apoio de Donald Trump a um candidato brasileiro ajudaria ou poderia, paradoxalmente, atrapalhar?

A dúvida não é retórica. Ela nasce da observação de fatos concretos, tanto dentro dos Estados Unidos quanto na América Latina, e exige uma análise fria, sem paixões ideológicas.

O ponto de partida: polarização no Brasil e alinhamentos externos

O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta com apoio majoritário do campo progressista e de forças de esquerda. Do outro lado, caso a direita apresente um nome competitivo, como Flávio Bolsonaro, por exemplo, é natural que surjam associações internacionais, sobretudo com Trump, símbolo global de uma direita mais assertiva.

Mas política internacional não funciona por afinidade ideológica automática. Funciona por percepção social, e por memória.

Quando o apoio de Trump virou problema dentro dos EUA

Aqui está um dado essencial que muitas análises ignoram: nos próprios Estados Unidos, o apoio explícito de Trump já se mostrou eleitoralmente custoso.

Em diversas eleições regionais e estaduais, candidatos fortemente associados a Trump acabaram derrotados. O fenômeno se repetiu: o apoio mobilizou a base fiel, mas afastou eleitores independentes e moderados. Em vez de discutir temas locais, as eleições se transformaram em plebiscitos sobre a figura de Trump, um personagem profundamente polarizador. Quando o eleitor rejeita o padrinho, o afilhado paga a conta.

Popularidade importa, dentro e fora de casa

Trump continua sendo um líder forte para seu eleitorado, mas mais impopular do que popular no conjunto da sociedade americana. Isso limita sua capacidade de “emprestar prestígio” a candidatos fora dos EUA, especialmente se esse apoio ocorrer em um momento de baixa aprovação doméstica.

Além disso, sua forma de governar, baseada em tarifas, pressão econômica, força militar e intimidação política, gera um efeito sociológico conhecido:
quem sofre a pressão não esquece.

Tarifas comerciais, embates diplomáticos, ameaças e imposições criam memória negativa. No caso brasileiro, isso se soma a um sentimento difuso de reação às tarifas impostas pelos Estados Unidos, que, mesmo não sendo o centro do debate eleitoral, pode emergir como ruído político relevante.

Quando essa memória se associa a um candidato estrangeiro, o risco é imediato: o apoio externo passa a ser visto como interferência, não como ajuda.

O contraste argentino: por que lá funcionou

O caso da Argentina ajuda a entender que contexto é tudo. O apoio indireto de Trump ao presidente Javier Milei não foi apenas político ou simbólico. Veio acompanhado de apoio financeiro concreto.

A Argentina atravessava uma crise cambial e fiscal severa. A facilitação de recursos e instrumentos de liquidez ajudou o Tesouro argentino a evitar medidas traumáticas, reduziu a pressão econômica e deu fôlego ao governo. Esse alívio teve impacto direto no humor social e ajudou o campo governista em eleições parlamentares. Na Argentina, o apoio veio com dinheiro. No Brasil, dificilmente viria.

Por que o Brasil é um caso diferente

O Brasil tem instituições mais sólidas, mercado interno robusto e um eleitorado historicamente sensível à soberania nacional. Aqui, qualquer sinal de tutela externa costuma gerar reação, não adesão.

Um apoio explícito de Trump a um candidato brasileiro poderia facilmente reforçar a narrativa de interferência estrangeira e empurrar eleitores de centro para o campo adversário. Em vez de fortalecer, poderia fragilizar, ainda mais se vier associado a um presidente americano impopular no momento da eleição.

Conclusão: ajuda ou atrapalha?

A experiência recente aponta para uma resposta incômoda para quem acredita em soluções simples:

  • Nos EUA, o apoio de Trump já custou eleições.
  • Na Argentina, funcionou porque veio acompanhado de alívio econômico emergencial.
  • No Brasil, o risco de rejeição supera o potencial de ganho.

Em um país polarizado, a tentativa de ajudar pode atrapalhar. E, em política, isso costuma acontecer quando se confunde força com influência e autoridade com aceitação.

A eleição de 2026 será decidida muito mais pelo sentimento do eleitor brasileiro do que por apoios externos,  especialmente quando esses apoios carregam memória econômica, ruídos tarifários e alta carga de rejeição global.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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