quarta-feira, março 18, 2026

Autor: Redação

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Chuvas no Paraná forçam ajuste no calendário de soja no estado


lavouras deral
Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa. Foto: Marco Bomm/ TresBomm Agri

A regularidade das chuvas no oeste e sudoeste do Paraná tem contribuído para o bom desenvolvimento das lavouras de soja na região. Ontem, foram registrados 50 milímetros de precipitação, e a expectativa é de mais 100 milímetros até o fim de semana. “Está chovendo direto”, afirma uma fonte local, que acrescenta: “Só que a temperatura amena vai alongar o ciclo da cultura”.

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O calendário de colheita precisou ser ajustado. Inicialmente previsto para 5 de janeiro, o início agora deve ocorrer por volta do dia 20 do mesmo mês. “Se não faltar chuva no final de dezembro e começo de janeiro, o rendimento será bom”, destaca a fonte. A produtividade média está estimada em 4.100 quilos por hectare.

Atualmente, 27% das lavouras estão em fase de enchimento de grão, 44% em florescimento e 29% em desenvolvimento vegetativo. A área cultivada na safra 2025/26 chega a 435 mil hectares.

As informações são da Safras & Mercado.

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Em última reunião do ano, Copom mantém taxa Selic em 15% ao ano


selic - governo - teto de gastos
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Comitê de Política Monetária (Copom) realizou nesta quarta-feira (10) a última reunião do ano e optou por manter a taxa Selic em 15% ao ano.

O órgão destacou que o conjunto dos indicadores domésticos segue apresentando, conforme o esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho mostra resiliência.

“Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes seguiram apresentando algum arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação”, destaca.

As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,4% e 4,2%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o segundo trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,2%, conforme ilustrado na tabela abaixo.

inflação brasileira
Foto: Reprodução

O Comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.

O Copom destaca, ainda, que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, seguem mais elevados do que o usual. Assim, o órgão enxerga que entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se:

  • Uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado;
  • Maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; e
  • Uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.

Já entre os riscos de baixa, ressaltam-se:

  • Uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação;
  • Uma desaceleração global mais pronunciada decorrente do choque de comércio e de um cenário de maior incerteza; e
  • Redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.

O Comitê reforça que segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos Estados Unidos ao Brasil, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza.

“O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”.

De acordo com o órgão, para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado.

O Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

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Novo projeto mira expansão de mercados e qualificação da produção sustentável na Amazônia


Amazônia Viva
Foto: reprodução/Planeta Campo

O governo federal lançou nesta terça-feira (9), em Brasília, a iniciativa Florestas e Comunidades Amazônia Viva, programa voltado ao fortalecimento da sociobioeconomia e da agricultura familiar sustentável no bioma amazônico.

A proposta busca ampliar mercados e qualificar os sistemas produtivos que dão origem a alimentos e matérias-primas essenciais da região, como açaí, castanha, mel, borracha extrativa, farinha de mandioca e pescados artesanais.

Financiada pelo Fundo Amazônia, a iniciativa contará com investimento de R$ 6 milhões, destinados ao apoio direto a agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais.

Os recursos serão executados em parceria pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, além da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, parte significativa do investimento será destinada à estruturação de associações e cooperativas que já comercializam produtos para programas públicos, como PAA e PNAE, mas que buscam avançar também para mercados formais e privados. “É um legado que o governo precisa deixar para esse público da floresta”, destacou a pasta.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, avalia que o projeto Florestas e Comunidades Amazônia Viva demonstrará que a biodiversidade amazônica é o elemento central para o desenvolvimento econômico sustentável das populações locais.

Ele lembrou que os produtos da floresta têm alto valor não apenas no mercado de alimentos, mas também nos setores de cosméticos, farmacêutico e químico. “Uma exploração sustentável dá condição de desenvolvimento das populações amazônicas”, disse.

A iniciativa prevê ações integradas para qualificar cadeias produtivas, ampliar a inserção de produtos amazônicos em diferentes mercados e fortalecer a autonomia econômica das comunidades que vivem na floresta.

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AgroNewsPolítica & Agro

Cesta básica ficou mais barata em 24 capitais


Segundo informações divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Dieese, o valor da cesta básica apresentou queda em 24 das 27 capitais brasileiras em novembro, quando comparado a outubro. As maiores reduções ocorreram em Macapá (-5,28%), Porto Alegre (-4,10%) e Maceió (-3,51%).

Os menores valores médios foram observados em capitais do Nordeste, como Aracaju (R$ 538,10) e Maceió (R$ 571,47), enquanto os maiores custos foram registrados em São Paulo (R$ 842,26) e Florianópolis (R$ 800,68). A composição da cesta varia entre as regiões, especialmente no Norte e Nordeste.

Além do custo absoluto, a pesquisa destaca o peso da cesta básica sobre o salário mínimo. Em São Paulo, são necessárias quase 122 horas de trabalho para adquirir os produtos, o que equivale a 59,91% do salário mínimo líquido. Em contraste, em Aracaju, esse percentual é de 38,32%, o menor entre as capitais analisadas.

A redução generalizada dos preços no varejo foi influenciada pela maior oferta de alimentos, impulsionada por fatores como safra recorde e boas condições de produção. O arroz agulhinha registrou queda em todas as capitais, variando de -10,27% em Brasília a -0,34% em Palmas.

O tomate também teve forte retração, com destaque para Porto Alegre (-27,39%). O leite integral e o açúcar apresentaram quedas em 24 capitais, reflexo da elevada oferta e da retração no mercado internacional, especialmente no caso do açúcar.

Outro destaque foi o café em pó, com queda em 20 capitais. Em São Luís, o preço recuou 5,09%. A boa produtividade e os preços anteriormente elevados contribuíram para o movimento de baixa no varejo.

Para a Conab, a queda nos preços reflete diretamente a colheita da maior safra agrícola da história do Brasil. “É mais economia no bolso do povo brasileiro”, afirmou o presidente da Conab, destacando que o consumidor já percebe o impacto de políticas públicas e da produção em larga escala nas gôndolas dos supermercados.





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Em dia lento, cotações de soja ficam mistas e regiões registram alta nos preços; saiba quais


O mercado brasileiro de soja operou de forma bastante lenta nesta quarta-feira (10). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado hoje seguiu o ritmo de poucas ofertas observado ao longo da semana, sem registro de negócios relevantes na sessão.

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Segundo ele, as cotações ficaram mistas ao longo do dia, com a CBOT em alta, o dólar também subindo e os prêmios praticamente sem queda. Em algumas praças, especialmente onde os preços estavam muito acima da paridade (caso de Minas Gerais), houve ajustes negativos. “No geral, foi um dia de poucas ofertas”, acrescentou Silveira.

No mercado de soja:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 121,00 para R$ 122,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,00 para R$ 128,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mais altos nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após operar a maior parte do dia no território negativo, o mercado esboçou uma recuperação técnica nas primeiras posições.

Por outro lado, o movimento foi limitado pela fraca demanda chinesa pela soja americana e por um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado ontem, sem surpresas.

Relatório USDA

O relatório do USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,253 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 115,74 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53 bushels por acre. Não houve alterações sobre as estimativas de novembro.

Os estoques finais estão projetados em 290 milhões de bushels ou 7,89 milhões de toneladas, também repetindo a estimativa de novembro. O mercado apostava em carryover de 309 milhões de bushels ou 8,41 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,555 bilhões de bushels e exportações de 1,635 bilhão. Também não houve alterações na comparação com o relatório anterior.

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 316 milhões de bushels. As exportações estão projetadas em 1,882 bilhão e o esmagamento em 2,445 bilhões de bushels.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 em 422,54 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 427,15 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 122,37 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 122,8 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 123,24 milhões de toneladas, contra expectativa de 123,4 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,01 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,10 1/2 por bushel, com avanço de 1,75 centavo de dólar ou 0,15%

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 0,10 ou 0,03% a US$ 301,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,09 centavos de dólar, com ganho de 0,07 centavo ou 0,13%

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,51%, sendo negociado a R$ 5,4656 para venda e a R$ 5,4636 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4189 e a máxima de R$ 5,4904

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Mesa Brasileira da Pecuária propõe sistema de rastreabilidade inclusivo, eficiente e competitivo


Boi
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A obrigatoriedade da rastreabilidade individual de bovinos e búfalos no Brasil será implementada de forma gradual até 2032, dentro do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB).

Em meio a essa transição, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS) divulgou um estudo que propõe diretrizes para um modelo de rastreabilidade inclusivo, eficiente e competitivo, com foco especial no estado do Pará.

A gerente executiva da MBPS, Michele Borges, destacou que o avanço da rastreabilidade ocorrerá por etapas, acompanhando a complexidade territorial e o tamanho do rebanho brasileiro. “Com a extensão territorial e com o tamanho do rebanho não dá para fazer de uma hora para outra. Então será um processo faseado”, explica.

Segundo a gerente, a MBPS atua no grupo de trabalho de rastreabilidade, que contribuiu com subsídios técnicos para a formulação do PNIB. Dentro desse contexto, o novo estudo busca orientar o setor sobre como ampliar a adoção da rastreabilidade, respeitando as particularidades de cada bioma.

Pará como laboratório de oportunidades

Segundo Michele, o Pará foi escolhido para receber um recorte específico no levantamento devido ao protagonismo do estado na busca por sistemas de rastreabilidade individual. “O estudo mostra que a rastreabilidade deve ser vista como uma espinha dorsal que conecta incentivos financeiros, políticas públicas e eficiência produtiva”, afirmou.

O relatório aponta que o estado reúne grande potencial de reinserção e inclusão de pequenos e médios produtores, fortalecendo o acesso a crédito, novos mercados e certificações. Isso porque a rastreabilidade gera dados qualificados capazes de atender às exigências de instituições financeiras e compradores internacionais.

Plataforma integrada

Entre as propostas, a MBPS defende a criação de uma plataforma integrada de rastreabilidade que reúna informações hoje dispersas entre bases públicas e privadas. O objetivo é padronizar e centralizar dados, facilitando o monitoramento e ampliando o alcance dos incentivos.

“A plataforma seria um meio de estar facilitando o acesso à mesma informação e fazer com que o produtor continue sendo mantido como o foco principal”, destacou Michele Borges.

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AgroNewsPolítica & Agro

Santa Catarina lança programa para aquicultura e pesca


O Governador Jorginho Mello lançou no dia 8 de dezembro, em Florianópolis, o Programa de Fortalecimento Aquícola e Pesqueiro, que será desenvolvido pela Epagri em parceria com a Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ). Com investimento superior a R$4,7 milhões, o programa marca a ampliação da Assistência Técnica e Extensão Pesqueira e Aquícola (ATEPA) e das pesquisas em pesca, que colocam Santa Catarina na vanguarda científica do setor.

Na oportunidade foram também foram entregues 14 kits de despesca, cada um no valor de R$ 59.541,00, e 18 tratores, avaliados em R$ 196.250,00 cada, para apoiar a pesca artesanal em diferentes regiões.

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, reforçou o papel estratégico da empresa no novo ciclo de desenvolvimento da aquicultura e pesca catarinense. “Por meio desse programa vamos levar conhecimento e tecnologia para ajudar o pescador artesanal e o aquicultor a ampliar a renda da família, mas também mostrar que o estado é um grande produtor. Santa Catarina tem potencial para dobrar sua produção aquícola e ampliar de forma expressiva a maricultura, e esses investimentos são o primeiro passo para transformar esse potencial em realidade”, diz ele.

O programa está estruturado em três eixos: ampliação do quadro técnico, modernização da infraestrutura e capacitação contínua das equipes. Sua execução reforça o papel da Epagri como instituição central na produção de conhecimento, inovação e apoio direto aos pescadores e aquicultores. Só em 2026, a empresa deve contratar 33 novos profissionais: 29 extensionistas, dois pesquisadores e dois assistentes de pesquisa para ampliar a presença técnica no território catarinense.

Os investimentos incluem ainda quatro escritórios contêineres para uso municipal (R$1 milhão), 18 veículos novos (R$ 2 milhões), equipamentos eletrônicos (R$ 457 mil) e embarcações com motor e carreta para apoio à maricultura. Também será destinado R$1,64 milhão para modernizar duas unidades de pesquisa da Epagri: o Cedap, em Florianópolis, e o Cepit, em Itajaí.

Com o reforço dos investimentos, a Epagri amplia também sua atuação em pesquisa e inovação. Na aquicultura marinha, os trabalhos avançam no controle sanitário de moluscos, desenvolvimento de novas espécies, análises ambientais e sistemas de cultivo. Já na aquicultura continental, os pesquisadores investem no melhoramento genético da tilápia, na criação de protocolos de reprodução e em sistemas superintensivos de produção. As pesquisas em pesca fornece ao Estado a base científica necessária para orientar políticas de manejo e sustentabilidade.

Os impactos econômicos projetados são expressivos. Na maricultura, Santa Catarina possui hoje 542 áreas de cultivo registradas, das quais 279 estão produtivas. Com o fortalecimento da ATEPA, o Estado espera reativar 263 áreas, resultando em mais de 8 mil toneladas anuais de produção adicional e impacto econômico de R$ 40 milhões por ano. Na piscicultura, o objetivo é ampliar o percentual de produtores tecnificados de 7% para 20% e dobrar a produção estadual de 50 mil para 100 mil toneladas/ano, o que pode gerar impacto econômico extra de R$ 450 milhões anuais.

 





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‘CPF dos imóveis’: reforma tributária inaugura novo controle sobre a propriedade no Brasil


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Foto: Pixabay

A reforma tributária começou a sair do papel e, junto com ela, nasce uma das mudanças mais profundas na forma como o Estado enxerga, e tributa, o patrimônio dos brasileiros: o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), apelidado de “CPF dos imóveis”.

A proposta é simples na teoria e gigantesca na prática: unificar, em uma única base nacional, informações de todos os imóveis do país, urbanos e rurais, públicos e privados. A meta inicial é alcançar cerca de 100 milhões de unidades cadastradas.

Trata-se de um movimento sem precedentes. Hoje, os dados de imóveis estão espalhados em dezenas de sistemas: cartórios, prefeituras, Incra, Receita Federal, SPU e órgãos ambientais. Cada um com suas regras, formatos, lacunas e inconsistências. A reforma tributária decidiu virar essa chave: o CIB será o “ponto único da verdade”, capaz de dizer onde fica o imóvel, quem é o dono, qual é o valor de referência e como ele se relaciona com o novo modelo de tributação.

Por que isso está sendo feito agora?

Com a criação do IVA dual (IBS e CBS), o Brasil adotará regras novas para operações imobiliárias, compra, venda, locação, incorporação, reformas e até demolições. Para que tudo funcione com segurança jurídica, o governo precisa de um cadastro limpo, padronizado e nacional. Daí a criação do CIB, operado pela Receita Federal dentro do Sinter, o Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais.

O cadastro reunirá informações vindas de três grandes fontes:

  • Cadastros municipais de IPTU (imóveis urbanos);
  • CNIR – Cadastro Nacional de Imóveis Rurais, do Incra;
  • Cartórios de Registro de Imóveis, responsáveis pela matrícula e pela titularidade.

A integração será feita automaticamente, sem que o proprietário tenha de fazer um novo cadastro. Porém, na prática, quem tem imóvel vai sentir os efeitos quando a reforma tributária começar a operar completamente a partir de 2027.

O que muda para o contribuinte?

A primeira mudança é a unificação de informações: cada imóvel ganhará um código nacional único. Isso permitirá:

  • rastrear operações com mais precisão;
  • calcular o valor de referência atualizado;
  • controlar o uso de redutores de alíquota na venda de imóveis;
  • cruzar dados entre prefeituras, cartórios, Estado e União.

Ao mesmo tempo, o CIB dará ao Estado um nível de clareza territorial que nunca existiu. Em vez de dezenas de cadastros fragmentados, passará a existir um mapa único, integrado e georreferenciado.

E os temores?

A promessa oficial é de simplificação e justiça fiscal. Mas, entre especialistas, prefeituras, setor imobiliário e produtores rurais, há uma preocupação evidente: um cadastro nacional tão completo pode abrir caminho para aumento de impostos patrimoniais.

Em cidades, isso significa risco de revisão de IPTU. No campo, reacende o debate sobre atualização de parâmetros do ITR, cruzamento com produtividade, CAR e dados ambientais. Em outras palavras: tudo o que for mapeado com precisão pode virar argumento para governo e municípios elevarem arrecadação.

Há também críticas sobre a centralização excessiva das informações nas mãos da União. Para alguns analistas, o CIB oferece segurança jurídica; para outros, cria um “supercadastro” que amplia o poder fiscalizatório do governo.

Impacto para o agro

No caso rural, a mudança é particularmente sensível. O CNIR já reúne informações sobre área, georreferenciamento, confrontações e titularidade. Mas no CIB esses dados serão fundidos com registros cartoriais e informações de operações econômicas, criando uma visão muito mais completa do imóvel rural — seu valor, seu uso e sua capacidade produtiva.

Isso pode ter efeitos positivos, como:

  • maior facilidade de usar a terra como garantia;
  • redução de incerteza em financiamentos;
  • expansão de seguros rurais com risco mensurável.

Mas também pode significar:

  • maior exposição a cobranças tributárias;
  • fiscalização automatizada de inconsistências;
  • exigências mais rígidas em questões ambientais e produtivas.

Um “Google Maps fiscal” do Brasil

Em termos práticos, o CIB transforma o Estado em um observador privilegiado do território brasileiro. Um grande “Google Maps fiscal” que integra informações tributárias, fundiárias e territoriais, com potencial para facilitar transações, reduzir fraudes, aumentar a transparência, e, ao mesmo tempo, oferecer munição para futuras revisões tributárias.

Essa é a ambiguidade central do novo cadastro: ele é ao mesmo tempo uma promessa de modernização e um instrumento de poder. Como será usado depende do governo, das prefeituras e da capacidade da sociedade de acompanhar a implementação com espírito crítico.

O “CPF dos imóveis” é uma das peças mais ousadas, e menos compreendidas, na reforma tributária. Seu sucesso dependerá de dois fatores:

  1. integrar com precisão milhões de registros, hoje incompletos ou contraditórios;
  2. garantir que a busca por eficiência não vire plataforma para aumento de impostos indiscriminados.

O Brasil nunca teve um mapa fiscal tão completo. Agora terá. A pergunta que fica: quem vai ganhar mais com isso, o contribuinte, ou o Estado?

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Fiscais recolhem 15 toneladas de pescado irregular em operação


Pesca ilegal
Foto: divulgação/Ibama

Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam cerca de 15 toneladas de pescado durante a Operação Mar Territorial, realizada no Rio Grande do Sul.

A ação ocorreu entre 24 e 28 de novembro, em parceria com a Brigada Militar Ambiental, na região da Lagoa dos Patos, nos municípios de Pelotas, Rio Grande e São José do Norte.

A operação teve como objetivo combater a pesca ilegal da corvina (Micropogonias furnieri), especialmente o uso de equipamentos proibidos, como redes pesadas puxadas por embarcações, que causam forte impacto no ambiente aquático e aumentam a pressão sobre a espécie, já em alto nível de exploração.

A fiscalização também atuou para impedir que a corvina capturada irregularmente fosse direcionada às indústrias locais, evitando a comercialização e a tentativa de “esquentar” a origem do pescado.

Durante a operação, agentes do Ibama flagraram pescadores usando equipamentos proibidos e identificaram um barco que já havia sido lacrado pelo órgão por pesca irregular. Outras embarcações também operavam sem autorização.

Uma empresa pesqueira de grande porte foi autuada por comprar e armazenar pescado de origem irregular. Segundo o Ibama, as quantidades apreendidas eram muito superiores à capacidade de captura, armazenamento e transporte das embarcações envolvidas, incluindo um barco sem permissão para atuar na região, o que indica tentativa de “lavagem de origem” do pescado ilegal.

Ao todo, 12 embarcações foram inspecionadas, e 11 autos de infração foram emitidos, somando R$ 618 mil em multas. Todo o pescado apreendido foi doado ao Programa Mesa Brasil do Sesc, beneficiando famílias em situação de insegurança alimentar. Os registros criminais foram encaminhados à Polícia Federal em Pelotas (RS).

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Exportadores dos EUA reportam vendas de 467 mil t de soja à China e outros países


lavoura de soja nos Estados Unidos
Foto: Pixabay

Os exportadores privados dos Estados Unidos reportaram novas vendas de 467 mil toneladas de soja e 120 mil toneladas de farelo de soja para entrega no ano comercial 2025/2026, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta quarta-feira (10).

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Do volume total de soja, 136 mil toneladas foram destinadas à China, enquanto 331 mil toneladas tiveram como destino países não revelados. Já o farelo de soja, totalizando 120 mil toneladas, será enviado para a Polônia.

Segundo as regras do USDA, exportadores norte-americanos devem reportar qualquer venda diária de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity, ou operações de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino, até o dia útil seguinte à negociação.

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