sexta-feira, março 13, 2026

Autor: Redação

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Temporais devem atingir boa parte do país nesta segunda-feira


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Foto: Motion Array

As instabilidades atmosféricas seguem atuando com força nesta segunda-feira (29), provocando chuva em diversas regiões do Brasil. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, há risco de temporais, enquanto o calor continua predominando em grande parte do país.

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Sul

No Rio Grande do Sul, a segunda-feira começa com chuva na metade sul do estado. Ao longo do dia, as instabilidades avançam para a metade norte, favorecidas pelo calor e pela umidade. Há previsão de chuva moderada a forte no sudoeste, na região central e na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPOA).

No oeste e na metade norte do Rio Grande ddo Sul assim como em Santa Catarina e no Paraná, o risco é de temporais. No leste catarinense e paranaense, a situação é de perigo, com chance de volumes elevados de chuva.

As temperaturas seguem altas na maior parte da Região Sul, mas o dia deve ser mais ameno entre a Serra Gaúcha, a Serra Catarinense e áreas do norte do Rio Grande do Sul.

Sudeste

No Sudeste, o tempo permanece mais estável durante a madrugada em grande parte do estado de São Paulo. Pela manhã, há chance de chuva no Triângulo Mineiro, no sul de Minas Gerais, além de áreas do sul, nordeste e interior paulista.

Com a passagem de uma frente fria mais fraca pelo litoral e a atuação de ventos que mantêm o fluxo de calor e umidade, as pancadas de chuva ganham força ao longo do dia. Há risco de temporais em grande parte de São Paulo e no sul de Minas Gerais.

Na metade sul do Rio de Janeiro, a chuva pode ocorrer de forma moderada a forte, enquanto em áreas do Espírito Santo, do norte fluminense e de grande parte de Minas Gerais, o tempo segue mais firme.

No sul paulista, as temperaturas ficam um pouco mais baixas em relação aos últimos dias, mas ainda faz calor. No restante da região, os termômetros continuam elevados. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem ocorrer no norte do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo.

Centro-Oeste

Enquanto no Centro-Oeste, a presença de uma área de baixa pressão no Paraguai, aliada ao calor e à umidade, favorece o retorno das chuvas de forma mais generalizada.

No norte de Mato Grosso, a chuva ocorre desde as primeiras horas do dia e se espalha ao longo da manhã. Em Mato Grosso do Sul, as instabilidades avançam principalmente a partir da tarde, com risco de temporais no sul, sudeste e leste do estado. Até a noite, a tendência é de diminuição das instabilidades em grande parte da região.

Nordeste

Já no Nordeste, a chuva ganha força no Maranhão e no sul do Piauí, com precipitações de moderada a forte intensidade. Nas demais áreas do Piauí, as pancadas ocorrem de forma mais isolada. No sul, norte e interior do Ceará, no extremo oeste da Bahia, na metade oeste de Pernambuco e em áreas do litoral leste da região, a chuva ocorre de forma fraca e localizada.

Nas demais áreas nordestinas, o tempo segue firme, com predomínio de sol e temperaturas elevadas. Em áreas do interior da Bahia, do Rio Grande do Norte e no norte da Paraíba, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem atingir áreas do litoral leste.

Norte

E na região Norte, as instabilidades continuam atuando em Amazonas, Rondônia, Pará, Acre e Roraima, com chuva de moderada a forte intensidade. No Amapá e no oeste do Amazonas, há risco de temporais. O tempo segue abafado em toda a região.

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AgroNewsPolítica & Agro

Morre Flávio Augusto Pilau, referência do agronegócio



Flávio Pilau será lembrado pela visão de futuro



Foto: Divulgação

Flávio Augusto Pilau, um dos nomes mais respeitados do agronegócio brasileiro, faleceu aos 74 anos. Natural de Giruá (RS), ele foi pioneiro em frentes produtivas no Sul e Centro-Oeste, com atuação marcante na agricultura de grãos e gestão rural inovadora.

Criado em uma das famílias mais tradicionais do município, Pilau cresceu em meio ao desenvolvimento agrícola de Giruá — cidade que se consolidou com a força produtiva do campo e a instalação de iniciativas industriais como a Refinasul SA, referência no refino de óleos vegetais desde 1966.

Empreendedor nato, Flávio expandiu os negócios da família ao migrar para Rondonópolis (MT) e posteriormente para o oeste da Bahia, sempre apostando em regiões com potencial produtivo, mas ainda carentes de infraestrutura. Em Guiratinga e Tesouro (MT), dedicou-se nos últimos anos à Fazenda Kaiser, onde cultivava soja e milho com altos índices de produtividade e tecnologia de ponta.

Sua liderança no agronegócio teve importante contribuição familiar. Ao lado do filho Alexis Pilau — entusiasta da tecnologia no campo —, fortaleceu o modelo de gestão da fazenda, ampliando os resultados e consolidando o nome da família como referência nacional no setor.

Mesmo com atuação predominante no Centro-Oeste, Pilau manteve vínculos profundos com o Rio Grande do Sul, onde mantinha residência em Porto Alegre e cultivava laços duradouros com amigos, produtores e empresários do agro.

Flávio deixa sua esposa Maria Angélica, o filho Alexis e seus irmãos Ricardo, Silvio, Ângela  e Cristiane.

Flávio Pilau será lembrado pela visão de futuro, pela coragem de desbravar novas fronteiras agrícolas e por seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado amplia registros e acirra competição



Os números mostram concentração relevante entre os maiores players


Os números mostram concentração relevante entre os maiores players
Os números mostram concentração relevante entre os maiores players – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas manteve trajetória de expansão em 2025, com avanço no número de registros e maior diversidade de empresas atuando no segmento. De acordo com análise de Artur Vasconcelos Barros, diretor executivo do Grupo Central Campo, com base em dados do Ministério da Agricultura, o ano foi encerrado com 508 registros concedidos a 139 empresas diferentes, consolidando um ambiente mais competitivo e regulatório.

Os números mostram concentração relevante entre os maiores players, mas também evidenciam forte pulverização. As dez empresas com mais registros somaram parcela expressiva do total, com destaque para Nortox, com 32, seguida por AllierBrasil Agro e Cropchem, ambas com 18, Rainbow Defensivos Agrícolas com 17, Syngenta com 15, Sumitomo Chemical, CHDS do Brasil e Yonon Brasil com 12 cada, além de Helm do Brasil e Gênica Inovação Biotecnológica, com 10 registros. Ainda assim, outras 129 empresas conseguiram aprovações ao longo do ano, reforçando o alto nível de concorrência e a complexidade do mercado.

Na distribuição por classes, os herbicidas seguiram liderando, com 152 registros, à frente de fungicidas, inseticidas e acaricidas. Os produtos biológicos e microbiológicos também ganharam espaço, com volumes relevantes em inseticidas e fungicidas desse perfil, sinalizando que esse tipo de tecnologia já integra de forma estrutural as estratégias das empresas. A evolução histórica confirma a tendência de crescimento, com 330 registros em 2021, 344 em 2022, 356 em 2023, salto para 454 em 2024 e novo avanço em 2025. A leitura estratégica indica que o registro de produtos está cada vez mais ligado a portfólio, planejamento regulatório e posicionamento de longo prazo, mais do que à simples ampliação de volume.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita impulsiona identidade do feijão-preto



A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo


A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo
A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo – Foto: Canva

A abertura da colheita de feijão-preto marca um novo ciclo produtivo e reposiciona uma região do Sul do país como polo de qualidade e identidade agrícola. Segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses, a colheita da primeira safra 2026 teve início em Prudentópolis, no Paraná, em um encontro que reuniu agentes públicos, entidades de apoio e representantes da cadeia produtiva.

O início dos trabalhos foi apresentado como ponto de partida para uma estratégia voltada à agregação de valor, que vai além do volume colhido e prioriza padrão, origem e método produtivo. A proposta discutida foi organizar um caminho capaz de conectar produção, qualidade, história e consumo, consolidando o município como referência nacional em feijão-preto com identidade territorial.

Entre os direcionamentos técnicos, houve consenso na escolha das cultivares Urutau e UNAMAX, consideradas adequadas às condições da região por atributos agronômicos, sabor e textura. Também foi reforçado o conceito de feijão regenerativo, com práticas focadas na manutenção do solo vivo, uso de cobertura, rotação de culturas e defesa biológica no controle de pragas, reduzindo a dependência de soluções mais agressivas.

A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo para conectar lote, origem e padrão de qualidade ao mercado, permitindo que compradores e consumidores reconheçam a procedência do produto. Nesse contexto, o orgulho do produtor foi tratado como ativo econômico, com potencial para se transformar em valor percebido, marca e preferência de compra.

O debate incluiu ainda a defesa do consumo de comida de verdade, com destaque para o papel do arroz com feijão diante do avanço dos ultraprocessados. As condições naturais da região, como clima ameno, altitude próxima de mil metros e elevado índice de chuvas, foram citadas como diferenciais produtivos. 

 





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Moagem de cana diminui no Norte e Nordeste, mas produção de etanol cresce


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Foto: CNA

A moagem total de cana na safra 2025/26 nas regiões Norte e Nordeste somou 32,5 milhões de toneladas, volume 9,4% abaixo dos 35,9 milhões de toneladas processados no mesmo período da safra anterior.

A informação, baseada até 30 de novembro, foi compilada pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) com informações fornecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Para o presidente da entidade, Renato Cunha, o cenário reflete desafios estruturais e conjunturais da safra atual: “Os números mostram uma safra mais curta até o momento, especialmente no Nordeste, mas também evidenciam a resiliência do setor, com destaque para o direcionamento e crescimento do etanol anidro, fundamental para a matriz energética e para o cumprimento das metas de descarbonização”, avalia.

Retração na moagem

Na Região Norte, a moagem recuou 10,9%, passando de 7,1 milhões para 6,3 milhões de toneladas, enquanto no Nordeste a queda foi de 9,1%, de 28,7 milhões para 26,1 milhões de toneladas.

O menor volume de cana processada refletiu diretamente na produção de açúcar, que apresentou redução de 24% no total das duas regiões, com 1,66 milhão de toneladas produzidas frente às 2,18 milhões de toneladas do ciclo anterior.

No etanol, o desempenho foi heterogêneo entre os produtos. A produção total nas regiões Norte e Nordeste alcançou 1,38 milhão de metros cúbicos, queda de 7,8% em relação à safra passada.

O etanol hidratado foi o principal responsável pelo recuo, com retração de 11,3% no acumulado até 30 de novembro. Em contrapartida, o etanol anidro apresentou maior resiliência, encerrando o período praticamente estável, com leve queda de 2,0% no consolidado regional e crescimento de 5,1% no Nordeste, evidenciado uma mudança no perfil produtivo da safra atual.

Qualidade da cana

Os dados de Açúcar Total Recuperável (ATR), principal indicador de qualidade da cana-de-açúcar, também refletem o impacto da menor moagem, conforme a NovaBio.

O ATR total nos produtos finais caiu 15,3% nas regiões Norte e Nordeste, com o indicador por tonelada de cana recuando 6,5% no consolidado regional, pressionado principalmente pelo desempenho do Nordeste, que registrou queda de 9,6%, enquanto a Região Norte apresentou avanço de 6,1%.

No comparativo entre estimativa e realização da safra 2025/26, até o fim de novembro o setor alcançou 55% da moagem estimada de cana-de-açúcar no total das regiões. A Região Norte apresentou execução mais avançada, com 88,3% da estimativa, enquanto o Nordeste atingiu 50,4%.

No etanol total, o índice de realização foi de 54,5% no consolidado regional, com destaque para o Norte, que já alcançou 96,4% da estimativa prevista para o período.

Estoques de etanol

Os estoques físicos de etanol nas Regiões Norte e Nordeste também apresentaram queda relevante na comparação entre as safras.

Na posição até 30 de novembro de 2025, o estoque total somou 326,2 mil metros cúbicos, recuo de 28,9% em relação aos 458,7 mil metros cúbicos registrados na mesma data de 2024. O etanol anidro apresentou redução de 25,4%, enquanto o hidratado teve queda ainda mais acentuada, de 31,5%.

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Soja: Preços cedem em Chicago, com falta de novidades e pressionada pelo…


Mercado carece de novas notícias para se reestabelecer

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Os preços da soja seguem recuando na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (18), ainda pressionados pela falta de novas informações que possam garantir um combustível a mais ao mercado neste momento. Por volta de 15h20 (horário de Brasília), na reta final do pregão, os futuros da oleaginosa perdiam de 3,25 a 4,25 pontos nos principais contratos, levando o janeiro a US$ 10,55 e o maio a US$ 10,75 por bushel. 

Com o “mais do mesmo” para os traders, as cotações seguem caminhando de lado no mercado futuro norte-americano, esperando por notícias novas que possa redirecioná-lo de forma mais consistente. Assim, para alguns analistas e consultores de mercado, os preços estão agora trabalhando em um intervalo de US$ 10,40 a US$ 11,00 por bushel. 

Continuam a ser monitorados pelo mercado o clima para a nova safra da América do Sul, a demanda da China nos EUA, o movimento dos derivados e os macrocenários, principalmente o geopolítico. 

Outro fator que limitou o fôlego da soja em Chicago nesta semana foram as consecutivas altas do dólar frente ao real. A moeda americana já subiu por quatro sessões, superou os R$ 5,50 e vai dando mais competitividade da oleaginosa brasileira. Já nesta quinta-feira, porém, a divisa americana voltou a recuar, porémm, insuficiente para permitir uma retomada da soja na CBOT. 

Paralelamente, a volatilidade dos derivados também segue acompanhada e hoje as perdas no óleo de soja – embora mais contidas do que as dos últimos dias – também pesam sobre o grão. O farelo de soja, por sua vez, volta a subir e ajuda no suporte e no equilíbrio. 

Nem mesmo um novo anúncio de venda de soja pelos EUA nesta quinta-feira foi suficiente para puxar as cotações. 

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Mesmo após gripe aviária, setor de frango tem balanço positivo


carne de frango
Foto: divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

Após superar o foco da doença de Newcastle em granja comercial de frangos em Anta Gorda (RS) em 2024, o Brasil enfrentou outro desafio sanitário. Em 2025 um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), desta vez em uma granja comercial no município de Montenegro (RS).

Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo diante das restrições impostas por alguns países parceiros, o balanço do ano foi positivo para o setor, evidenciando a alta eficiência e resiliência das instituições públicas e privadas, incluindo produtores e a indústria.

Contrariando o comportamento típico de início de ano, levantamento do Cepea mostra que o frango inteiro resfriado se valorizou em janeiro no atacado da Grande SP, dando continuidade ao movimento iniciado em agosto/24. O forte ritmo das exportações, a oferta controlada e a demanda interna firme foram os principais pilares de sustentação dos preços nos primeiros meses de 2025.

No entanto, com a confirmação do caso de gripe aviária em uma granja de matrizes de ovos férteis em Montenegro, em maio, diversos países suspenderam as compras da carne brasileira, levando o setor a realocar internamente parte dos volumes que seriam embarcados. Como resultado, os preços do frango inteiro resfriado, sobretudo no estado de SP, caíram fortemente por três meses consecutivos.

Pesquisadores do Cepea indicam que, com o intuito de minimizar os impactos e evitar o surgimento de novos focos, houve um eficiente controle sanitário, permitindo a flexibilização das restrições impostas pelos principais parceiros comerciais do Brasil já nos meses seguintes.

Assim, apesar dos recuos de preços, as médias anuais do frango inteiro congelado superaram as de 2024, apontam dados do Cepea. O frango vivo (média de SP), inclusive, atingiu a maior média anual desde 2022. Esse cenário, aliado à terceira menor média do farelo de soja de toda a série Cepea (iniciada em 2004) e a mais baixa desde 2011, elevou o poder de compra do avicultor paulista frente ao derivado para o melhor desempenho da história.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Paraná está prestes a produzir o primeiro leite de coelha do Brasil


Coelha
Foto: Pixabay

Após dois anos de estudos, pesquisadores do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual de Maringá (DZO/UEM) chegaram a um protocolo inédito de ordenha de coelhas e avança agora para a fabricação experimental de leite artificial, produto ainda inexistente no país e considerado essencial para reduzir a mortalidade de láparos.

A carne é rica em proteínas, contém baixos teores de colesterol e gera diversos subprodutos, como pele, patas, vísceras, esterco e até animais destinados a pet shops. Outro diferencial é a eficiência produtiva, em pequenos espaços e com poucos insumos, o coelho transforma resíduos vegetais em carne de alto valor nutricional. 

Além da versatilidade, a espécie apresenta elevada capacidade reprodutiva. Uma coelha produz, em média, de 10 a 12 filhotes por ninhada, com gestação de cerca de 30 dias. Esse ritmo pode resultar em até 50 animais desmamados em um ano.

Mas esse potencial não se converte integralmente em produtividade, já que a taxa de mortalidade no período de desmame, até 40 dias de vida, chega a aproximadamente 20%.

Na Fazenda Experimental de Iguatemi, onde a UEM mantém um rebanho de cerca de 600 animais, incluindo 100 fêmeas matrizes e 50 machos, as perdas chamaram a atenção dos pesquisadores. Uma das causas identificadas pode estar na subnutrição dos filhotes, especialmente em ninhadas numerosas.

Filhotes de Coelha
Foto: ASC/UEM

“Hoje temos ninhadas com até 16 filhotes, mas as fêmeas possuem apenas oito tetas. Existe uma limitação física que impede o fornecimento adequado de leite. A solução pode estar em uma fórmula artificial, como já existe para outras espécies”, explica o coordenador da cunicultura da UEM, Leandro Castilha.

Primeira técnica de ordenha de coelhas

Para criar uma fórmula adequada, o principal desafio da pesquisa foi obter leite natural em quantidade suficiente para análise. Isso ocorre porque, nas coelhas, a liberação do leite depende exclusivamente do estímulo do filhote, como temperatura, sucção e movimentos da língua, que ativa a descida do leite.

O professor do Departamento de Zootecnia e autor do protocolo de ordenha de coelha, Silvio Leite, relata que “sem o filhote, o leite simplesmente não sai. Precisamos entender profundamente esse processo para conseguir não apenas a primeira gota, mas volumes capazes de atender às análises laboratoriais”.

Coelha
Foto: ASC/UEM

Massagens manuais, uso de seringas e métodos descritos na literatura internacional não funcionaram. O grupo desenvolveu então um protocolo próprio, combinando indução hormonal, estímulo natural do filhote e acoplamento de um equipamento de sucção após a liberação do leite.

O resultado foi a consolidação da primeira técnica de ordenha de coelhas do Brasil, permitindo a coleta ideal para análises de lactose, aminoácidos, ácidos graxos e vitaminas.

Leite artificial de coelha

Com o protocolo de ordenha estabelecido, os pesquisadores entraram na fase final do estudo, formular o leite artificial de coelha. Espera-se que a suplementação reduza a mortalidade dos filhotes e aumente a eficiência produtiva da cadeia. 

Embora Europa, Estados Unidos e alguns países asiáticos já possuam substitutos comerciais, não há nenhuma formulação disponível no Brasil. A UEM pode, portanto, abrir o caminho para a primeira produção nacional, inclusive com possibilidade de patente.

Cadeia produtiva em expansão

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná possui o terceiro maior plantel de coelhos do país, com cerca de 33 mil animais.

O setor é considerado de nicho, mas em expansão, tanto no campo comercial quanto no científico. A carne é apreciada por seu valor nutritivo, pelo baixo teor de colesterol e pelo perfil rico em ácidos graxos essenciais, como ômega 3 e 6. 

Os próximos passos incluem a formulação final, a fabricação experimental e os testes de aceitação entre os filhotes de coelhos. Se tudo correr como esperado, o Brasil estará prestes a contar com seu primeiro leite artificial de coelha, resultado de uma pesquisa que une técnica, inovação e compromisso com o bem-estar animal.

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Mercado de milho fecha 2025 com safra recorde, forte demanda e preços em correção


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Foto: Sistema Famasul

O ano de 2025 pode ser considerado positivo para o mercado brasileiro de milho. O analista de Safras & Mercado Paulo Molinari destaca que os preços se mostraram mais altos internamente no primeiro semestre, diante da menor disponibilidade de oferta, algo que sazonalmente ocorre.

As cotações chegaram a atingir R$ 80,00 em algumas regiões, com média de R$ 74,50 nos seis primeiros meses do ano. Já na segunda metade do ano, as cotações se acomodaram com a chegada da segunda safra e estiveram alinhadas ao movimento de exportação, em um patamar médio ao redor de R$ 62,80.

Segundo Molinari, o destaque de 2025 ficou com a demanda interna recorde e o desempenho da exportação. “Também é preciso mencionar a maior produção brasileira de milho da história, acima de 140 milhões de toneladas, puxada pelo ótimo desempenho da safrinha, que superou a casa de 100 milhões de toneladas pela primeira vez”, lembra.

O analista ressalta que a grande surpresa do ano foi o clima, que proporcionou uma segunda safra no Brasil praticamente perfeita. “A condição pode ser vista como anormal, uma vez que houve excelentes chuvas no outono, possibilitando um resultado com produtividade recorde”, afirma.

‘Exportações satisfatórias’

Para Molinari, as exportações de milho brasileiras neste ano podem ser consideradas satisfatórias, próximas a 40 milhões de toneladas, uma vez que, com uma safra norte-americana recorde, a Ucrânia com uma boa produção e a Argentina competitiva, o país poderia perder força nas vendas.

O desempenho surpreendeu mesmo com preços internos baixos. De acordo com o analista, isso demonstrou que somente o etanol não é suficiente para enxugar o mercado interno de milho facilmente. “Demonstra também o fato de que o Brasil está bem inserido no ambiente global como fornecedor número 2 de milho”, sinaliza.

Bolsa de Chicago

Os preços do milho no ambiente internacional tiveram mais um ano de correção. Após as altas fortes da pandemia, com a Bolsa de Chicago chegando a US$ 8,00/bushel, o mercado retomou os níveis normais de US$ 4,00/bushel, voltando a sua média.

“A safra norte-americana com a segunda maior área da história e com ótima condição de clima consolidaram este movimento”, analisa.

No Brasil, o câmbio mais valorizado ao longo do ano foi um ponto negativo. A média de preços do dólar estava em R$ 6,02 em janeiro, atingiu R$ 5,52 em julho e chegou a R$ 5,34 em novembro, contribuindo para pressionar as cotações em reais internamente devido à baixa de preços nos portos.

“Em uma situação melhor de câmbio, os volumes a serem embarcados pelo Brasil poderiam ter sido maiores”, comenta.

Na avaliação de Molinari, o desempenho dos principais players do mercado internacional de milho, como Estados Unidos, Argentina, Ucrânia e China foi positivo. “Todos esses países tiveram um ano de boas produções, com recomposição das exportações e atendimento da demanda mundial. Esta é uma variável que sugere que o consumo mundial pode estar crescendo mais do que o projetado em 2025 e 2026”, ressalta.

Particularmente, a Ucrânia conseguiu se manter como o quarto maior exportador mundial de milho, apesar de ainda estar enfrentando uma guerra com a Rússia. Já a Argentina teve um bom desempenho, mesmo com a forte mudança econômica, que contribuiu para a realização de ajustes internos.
De forma resumida, Molinari entende que 2025 foi um ano de correções de preços para a média histórica, com o registro de ótimas safras e demanda crescente por milho.
Por fim, o analista destaca que, para o Brasil, este não foi um ano muito rentável ao produtor devido aos custos e passivos. "De todo modo, tecnicamente, o país conseguiu dar vazão para mais uma safra recorde de milho", conclui.

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Clones de eucalipto são testados para melhorar resistência e produtividade no campo


eucalipto
Foto: reprodução/Planeta Campo

O terceiro e último episódio da série especial “Em busca da árvore perfeita” mostra de perto o processo produtivo de mudas de eucalipto Centro de Tecnologia da Eldorado Brasil (Eldtech), em Andradina, São Paulo. Desde a preparação do solo até o uso de tecnologias avançadas de irrigação, cada etapa segue rigorosos padrões de sustentabilidade e eficiência.

No laboratório, considerado um dos mais avançados do mundo em pesquisa florestal, clones de eucalipto são produzidos a partir das melhores plantas, garantindo resistência, produtividade e qualidade da madeira.

O programa de melhoramento genético da Eldorado Brasil, iniciado em 2012, já testa cerca de 200 mil a 1.000 árvores até identificar o clone ideal, processo que tradicionalmente leva de 12 a 15 anos. Com o uso de técnicas moleculares, esse tempo pode ser reduzido em três a cinco anos.

O laboratório também realiza cruzamentos para combinar características desejáveis das plantas, mantendo a diversidade genética por meio de um banco de germoplasma (acervo genético).

“Nós temos aqui os pólens que serão beneficiados e posteriormente serão polinizados para gerar semente, onde essas sementes vão virar mudas que serão plantadas em campo, selecionadas, colhidas e produzidas até o processo final, que é a criação de um novo clone”, explica o líder de operações florestais, Yago Augusto Amaral.

As sementes geradas passam pelo viveiro e, após seleção, se transformam em mudas que serão plantadas em campo. Atualmente, uma das linhagens mais promissoras é a ELD8, desenvolvida para alta produtividade e resistência, especialmente em regiões desafiadoras como o Cerrado no Mato Grosso do Sul, que abriga 296 mil hectares de plantio.

“Ano passado, 60% do Brasil sofreu com seca, com déficit hídrico severo, impactou diversas culturas, não só o eucalipto. Esse é um clone que tolera e chega a ter aí 11% a mais de produtividade em relação ao clone mais plantado no Brasil”, destaca o gerente geral de pesquisa e tecnologia, Sharlles Dias.

Uma das características do ELD8 é a produtividade superior e uma madeira com densidade mais alta, ideal para a indústria de celulose. No laboratório há um setor inteiro dedicado só a isso, avaliar a qualidade da fibra. A resistência a ventos também é um dos diferenciais dele.

Percevejo-bronzeado

Pragas e doenças também são um desafio na silvicultura. Uma das mais prejudiciais é o percevejo-bronzeado. Esse inseto de origem australiana se espalha pelo mundo desde 2003.

Segundo a Embrapa, o primeiro registro no Brasil foi em 2008, no município de São Francisco de Assis, no Rio Grande do Sul. Para combatê-lo, um grande aliado são essas microvespas. Elas são multiplicadas em laboratório e soltas no campo. 

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