sábado, março 14, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Recordes e menor volatilidade marcam a pecuária em 2025



Câmbio elevado impulsionaram a produção e as vendas externas


Foto: Divulgação

 A vitalidade da pecuária nacional tem lhe garantido ano após ano a renovação dos recordes de produção e de exportação. Em 2025, ainda faltando a divulgação de dados oficiais, pesquisadores do Cepea indicam que é possível sinalizar que a produção de carne e o abate de fêmeas atingiram as máximas históricas. Isso vale para o rebanho confinado e para o volume e receita com a exportação. 

A menor oferta global de carne, os custos competitivos do Brasil e o câmbio elevado impulsionaram a produção e as vendas externas. Pela primeira vez, o País exporta mais de 3 milhões de toneladas de carne bovina, evidenciando que o setor conseguiu evitar impacto das tarifas dos Estados Unidos, um dos seus principais clientes. Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado spot esteve enfraquecido nos momentos de baixa e limitado nos momentos de alta. A baixa oscilação dos preços foi uma marca da pecuária em 2025.

O setor sustentou ao longo de 2025 os valores reposicionados em set-out de 2024 e seguiu com variações bem menores que em outros anos. A exemplo do boi, a oscilação dos preços da carne também foi menor neste ano. Para a reposição, a expansão dos confinamentos elevou a procura por boi magro e puxou também os preços do garrote, do bezerro e das fêmeas, conforme apontam dados do Cepea.





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Morre Paulo Garollo, o ‘Papa do Milho’


Faleceu nesta quarta-feira (24), em decorrência de um infarto, Paulo Garollo, referência nacional no setor agrícola e conhecido como o “Papa do Milho”.

Paulo Garollo construiu uma trajetória profissional marcada pela dedicação ao desenvolvimento da cadeia produtiva do milho no Brasil. Reconhecido pelo profundo conhecimento técnico e pela atuação próxima a produtores, entidades e empresas do agronegócio, tornou-se uma das vozes mais respeitadas do setor, contribuindo para a disseminação de informações, inovação e fortalecimento da cultura do milho no país.

Ao longo da carreira, Garollo participou ativamente de debates, eventos e iniciativas voltadas ao aumento da produtividade, sustentabilidade e valorização do cereal, deixando um legado relevante para o agro brasileiro.

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AgroNewsPolítica & Agro

Cotações atravessam 2025 em forte queda



Em abril, os preços iniciaram uma trajetória descendente


Foto: Pixabay

Contrariando expectativas de preços elevados devido à escassez global, o mercado de açúcar registrou expressivas quedas ao longo de 2025, tanto internas como externas. As cotações domésticas abriram o ano ainda em altos patamares, com o Indicador CEPEA/ESALQ a R$ 154,98/saca de 50 kg em janeiro. Com o início da safra 2025/26, em abril, os preços iniciaram uma trajetória descendente, que se estenderia ao longo do ano.

A média do Indicador recuou para R$ 141,36/sc no começo da moagem, caindo progressivamente até R$ 105/sc no final de novembro, o menor patamar nominal desde abril/21. Segundo pesquisadores do Cepea, essa desvalorização, no entanto, não significou abundância de produto. Pelo contrário, a disponibilidade permaneceu limitada, especialmente para o açúcar de melhor qualidade (Icumsa 150), que foi direcionado, em grande parte, às exportações. No balanço da safra 2025/26, segundo dados da Secex, o Brasil exportou 30,86 milhões de toneladas de açúcar (de janeiro/25 a novembro/25), praticamente o mesmo volume enviado no ciclo anterior, com a participação nacional no comércio global se mantendo próxima dos 50%.

Contudo, a queda nos preços internacionais reduziu significativamente a receita: em novembro, o preço médio de exportação foi de US$ 377,20/tonelada, baixa de 21% sobre o mesmo mês de 2024. Pesquisadores do Cepea destacam que um aspecto relevante foi a manutenção do prêmio do mercado doméstico sobre as vendas externas. Em setembro, o spot paulista remunerava 9,17% a mais que os embarques, considerando os custos de fobização e o câmbio vigente. Essa diferença incentivou as usinas a priorizar o abastecimento interno. 





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Argentina avança no plantio de soja e milho com boas condições das lavouras


retenciones Argentina
Foto gerada por IA

O plantio de soja e milho na Argentina avança de forma consistente nesta safra, segundo dados divulgados pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires. As duas culturas apresentam bom ritmo de semeadura e, até o momento, condições majoritariamente favoráveis de desenvolvimento no campo.

No caso da soja, a semeadura já cobre mais de três quartos da área estimada, enquanto o milho se aproxima de oito em cada dez hectares previstos. As informações indicam cenário positivo, sustentado principalmente pela disponibilidade de umidade no solo.

Soja entra na fase final de plantio

A Bolsa de Buenos Aires informou que o plantio de soja atingiu 75,5% da área projetada, estimada em 17,6 milhões de hectares. O avanço na última semana foi de oito pontos percentuais, reflexo da retomada dos trabalhos em regiões que receberam volumes relevantes de chuva.

A maior parte das lavouras já implantadas apresenta condição considerada normal a boa. Segundo a entidade, mais de 95% das áreas avaliadas se enquadram nesse patamar, indicando bom estabelecimento inicial das plantas. A condição hídrica também é amplamente favorável, com predominância de níveis adequados a ótimos.

A soja de primeira safra se aproxima do encerramento do plantio. Ainda restam áreas no norte da região agrícola, onde as precipitações recentes permitiram a continuidade das operações no campo. Nessas localidades, o clima contribuiu para recompor a umidade do solo.

Parte das lavouras já avança para etapas mais sensíveis do ciclo. Aproximadamente 10% da área semeada iniciou os estágios reprodutivos, sobretudo nas regiões centrais do país. Nessas áreas, as reservas hídricas são consideradas satisfatórias no momento.

Já a soja de segunda safra apresenta ritmo um pouco mais lento, mas também concentrado nas regiões centrais. O plantio alcança 57,9% da intenção prevista, acompanhando a colheita de culturas anteriores.

Milho mantém bom ritmo de semeadura

No milho, o plantio atingiu 77,7% da área estimada. A Bolsa de Buenos Aires destaca que as condições de umidade do solo têm favorecido o bom estabelecimento das lavouras recém-implantadas.

A maior parte das áreas apresenta estado considerado bom a excelente. Segundo o levantamento, 87% das lavouras avaliadas estão nessa condição, refletindo emergência uniforme e desenvolvimento inicial adequado.

A situação hídrica também é positiva para o cereal. Cerca de 96% das áreas monitoradas registram níveis de umidade classificados como adequados ou ótimos, fator considerado determinante para o desempenho do milho nas próximas fases do ciclo.

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Governo federal destina R$ 40 milhões para compra de alimentos da agricultura familiar


sustentabilidade agrícola Brasil Brics
Foto: Secretaria de Agricultura do DF

O governo federal vai investir R$ 40 milhões na compra e doação de alimentos da agricultura familiar para atender famílias em situação de insegurança alimentar em 233 municípios das regiões Nordeste e Norte do país. A medida foi oficializada na terça-feira (23) com a publicação da Portaria nº 235 no Diário Oficial da União.

Os recursos serão executados por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A iniciativa prioriza municípios que enfrentam os impactos da estiagem prolongada e busca garantir comida na mesa da população mais vulnerável.

Seleção dos municípios

As cidades contempladas foram selecionadas a partir do Edital de Manifestação de Interesse nº 17/2025, lançado em maio deste ano. Entre os critérios considerados estão o desempenho na aplicação de recursos do programa, a classificação obtida no edital e a disponibilidade orçamentária, viabilizada por crédito extraordinário previsto na Medida Provisória nº 1.324.

Do total de 233 municípios, 52 ainda não possuem histórico de execução do PAA, mas foram incluídos por atenderem aos critérios técnicos estabelecidos no edital.

Distribuição dos recursos

No Nordeste, Alagoas receberá R$ 3,7 milhões para 22 municípios. A Bahia concentrará o maior volume de recursos, com R$ 8,1 milhões destinados a 47 municípios. O Ceará contará com R$ 3,4 milhões para 20 cidades, enquanto o Maranhão receberá R$ 7,3 milhões, distribuídos entre 41 municípios.

Também serão repassados R$ 6,3 milhões para 40 municípios da Paraíba, R$ 2,5 milhões para 15 municípios de Pernambuco e R$ 1,3 milhão para nove municípios do Piauí. Já na região Norte, o Pará terá R$ 7,1 milhões destinados a 39 municípios. O valor para cada estado levou em conta o número de cidades selecionadas e os critérios definidos no edital.

Confirmação e execução

Os municípios contemplados têm até 30 dias, a partir da publicação da portaria, para confirmar o interesse em executar a modalidade PAA Compra com Doação Simultânea. Para isso, é necessário aceitar as metas previstas nos Planos Operacionais disponíveis no Sistema de Informação e Gestão do Programa (SISPAA).

Segundo a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, a destinação dos recursos reforça o pacto federativo e garante que as ações sejam executadas de forma local. “O processo seletivo, realizado de forma transparente e com critérios pré-definidos, reforça o compromisso do governo em ampliar o acesso aos recursos e assegurar o direito humano à alimentação adequada”, afirmou.

Investimentos no PAA em 2025

Em 2025, o MDS já disponibilizou mais de R$ 1 bilhão para o Programa de Aquisição de Alimentos. Os recursos são aplicados por meio de parcerias com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), adesões de estados e municípios e pela execução do PAA Leite, voltado ao Semiárido.

Os alimentos adquiridos são destinados a redes socioassistenciais, instituições públicas e filantrópicas de ensino, saúde e justiça, além de equipamentos de segurança alimentar como restaurantes populares, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos.

“Cada real investido no PAA promove a segurança alimentar das populações mais vulneráveis e fortalece a agricultura familiar, responsável por grande parte dos alimentos consumidos diariamente no país”, destacou Lilian Rahal.

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Como o agro sustentou o Brasil em 2025 apesar do tarifaço


Agricultura
Foto: Pixabay

Não foi um ano fácil, nem linear. Tivemos sustos, ruídos políticos, clima desafiador e tensão no comércio internacional. Mas, ao final das contas, o que aparece nos números, nos portos e até no custo de vida do brasileiro é claro: o agro entregou resultado, e entregou com competência.

Comecemos pelo que deu certo. O Brasil bateu sucessivos recordes de exportação de proteínas animais e vegetais. Carne bovina, frango, suínos, soja, milho, o país consolidou sua posição como um dos maiores fornecedores de alimentos do mundo. Em um cenário global cada vez mais inseguro, o Brasil mostrou que produz em escala, com eficiência, sanidade e confiabilidade. Isso não é discurso: é dado concreto.

Esse desempenho não veio por acaso. Veio de tecnologia no campo, investimento privado, gestão profissional, abertura de mercados e, sobretudo, da resiliência do produtor rural. Enquanto muitas economias patinavam, o agro brasileiro seguiu fazendo o básico bem feito: plantar, colher, criar, processar e exportar.

Mas 2025 também teve seu momento de maior tensão: o chamado tarifaço. Quando os Estados Unidos anunciaram tarifas adicionais, o susto foi grande. O risco era evidente: perder mercado, perder competitividade, sofrer retaliações em cadeia. E ali estava um personagem conhecido por sua imprevisibilidade, Donald Trump, elevando o tom e pressionando parceiros comerciais.

O que evitou um estrago maior foi a postura brasileira. Em vez de bravata, o país respondeu com diplomacia, argumentos, dados e estratégia. Não partiu para o confronto vazio nem para medidas que pudessem piorar o cenário. O resultado foi claro: as exportações resistiram, e mais do que isso, cresceram. O medo virou aprendizado.

E os números do fim do ano confirmaram isso. Portos operando em níveis recordes, corredores logísticos no limite, embarques em ritmo acelerado. Isso não é apenas estatística. É sinal de confiança internacional no agro brasileiro. Quem compra do Brasil confia que o produto chega, respeita regras sanitárias e mantém regularidade.

Mas há um ponto que costuma ficar fora do debate e que foi decisivo em 2025: o papel do agro no combate à inflação.

Enquanto o país convivia com juros elevados e preocupação constante com o custo de vida, foi a oferta abundante de alimentos que ajudou a segurar os preços. A desaceleração dos índices de inflação não veio apenas de política monetária ou ajuste fiscal. Veio, em parte importante, da comida colocada à mesa dos brasileiros. Grãos, carnes, leite, hortifrútis: quando a produção funciona e o abastecimento flui, o efeito aparece diretamente no bolso da população.

Nesse sentido, o agro cumpriu um duplo papel ao longo do ano. No exterior, garantiu divisas, superávit comercial e reputação internacional. Dentro de casa, ajudou a conter a inflação, preservar o poder de compra, manter renda no interior do país e sustentar milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Poucos setores conseguem atuar, ao mesmo tempo, como âncora externa e amortecedor interno da economia. O agro conseguiu.

É difícil encontrar outro setor da economia brasileira onde as coisas funcionem com tanta previsibilidade. E isso diz muito sobre quem está no campo.

Gosto sempre de lembrar dos gaúchos. Hoje, o Rio Grande do Sul sofre com extremos climáticos: ou falta chuva, ou sobra. Mas foi justamente da adversidade que surgiu uma das maiores epopeias do agro nacional. Décadas atrás, muitos produtores colocaram seus sonhos em caminhões e migraram para o Centro-Oeste. Foram desbravar terras, enfrentar isolamento, aprender com o solo e com o clima. O resultado está aí: o Centro-Oeste se tornou uma potência global de grãos, e o Brasil, um celeiro do mundo.

Isso não aconteceu por política pública perfeita nem por ambiente fácil. Aconteceu por resiliência, insistência e vontade de vencer. A mesma lógica que sustentou o agro em 2025.

No fim das contas, o ano deixa uma mensagem clara: o agro brasileiro não é forte porque tudo dá certo. Ele é forte porque aprende a funcionar mesmo quando muita coisa dá errado. E é exatamente isso que mantém o Brasil de pé, alimentando o mundo, segurando a inflação em casa e ajudando a construir o próprio futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Soja e milho puxam exportações em terminal de grãos do Porto de Itaqui em 2025


Porto de Itaqui
Foto: Divulgação Emap

O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) embarcou 13,5 milhões de toneladas de grãos em 2025 e se consolida como o principal hub logístico do agronegócio no Arco Norte. As cargas partiram do Porto do Itaqui, em São Luís, com destino, principalmente, à Ásia e à Europa.

Ao longo do ano, 202 navios foram carregados com soja, milho e farelo de soja. Do total movimentado, 11,7 milhões de toneladas foram de soja e 1,8 milhão de toneladas de milho, atendendo produtores do MAPITO — Maranhão, Piauí e Tocantins — além de áreas do Nordeste de Mato Grosso e da Bahia.

Segundo o Consórcio Tegram-Itaqui, o desempenho posiciona o terminal de forma estratégica para atender a safra recorde 2025/26, estimada em 354,8 milhões de toneladas, conforme projeção divulgada em novembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“O grande volume exportado indica que estamos em uma posição relevante na cadeia do agronegócio brasileiro”, afirma Marcos Pepe Bertoni, presidente do Consórcio Tegram-Itaqui. “A infraestrutura e os processos foram desenhados para garantir embarques no ritmo que o setor exige”, completa.

Infraestrutura e expansão

O Tegram opera há dez anos e é apontado como um fator de redução de custos logísticos e ampliação do acesso aos mercados internacionais. O terminal conta com quatro armazéns, com capacidade estática de 500 mil toneladas.

A estrutura inclui moegas rodoviárias capazes de receber mais de 900 caminhões por dia, além de duas moegas ferroviárias que descarregam até oito vagões simultaneamente.

Atualmente, o terminal possui capacidade anual em torno de 15 milhões de toneladas, operando em dois berços de atracação, resultado das fases de expansão concluídas em 2015 e 2020.

Terceira fase

O consórcio planeja a terceira fase de expansão, com investimento estimado em R$ 1,161 bilhão. O projeto prevê a construção de um terceiro berço de atracação, que deve acrescentar 8,5 milhões de toneladas à capacidade operacional anual.

A ampliação tem como objetivo atender à crescente demanda do agronegócio brasileiro e reforçar o Porto do Itaqui como um dos principais complexos exportadores de grãos do Arco Norte.

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AgroNewsPolítica & Agro

Esmagamento tem forte queda; preços caem menos



Chuvas reduziram significativamente o ritmo de colheita


Foto: Canva

As chuvas, excessivas em algumas áreas, reduziram significativamente o ritmo de colheita de mandioca na última semana em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Diante desse cenário, pesquisadores explicam que empresas anteciparam as férias coletivas, resultando em expressiva queda no volume de esmagamento. 

Assim, embora a oferta de matéria-prima tenha permanecido acima da demanda industrial, os preços caíram em menor intensidade. Levantamento do Cepea mostra que a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 508,07 nesta semana (R$ 0,8836 por grama de amido), baixa de 1,4% em relação ao período anterior. 

Entre os derivados, ainda conforme o Centro de Pesquisas, o ritmo de negócios seguiu lento para a fécula, mas apresentou leve melhora no mercado de farinha das regiões produtoras do Paraná e de São Paulo – compradores, especialmente do atacado, mostraram maior interesse em recompor estoques antes do recesso.





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Estados de três regiões do país devem sofrer com temporais nesta véspera de Natal


chuva forte e temporal na previsão do tempo
Foto: Pixabay

Véspera do Natal se divide entre tempo firme e calor em algumas áreas e risco de temporais em outras. Confira a previsão da Climatempo:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

As pancadas de chuva continuam concentradas em grande parte do Rio Grande do Sul devido à aproximação de uma nova frente fria e a presença de calor e umidade na atmosfera. Assim, chove ao longo do dia de maneira moderada a forte intensidade, com chance de temporais, no estado. Já em grande parte de Santa Catarina e no oeste do Paraná também pode chover de maneira mais forte, enquanto no norte catarinense as precipitações são de fraca intensidade.

Sudeste

O tempo segue mais estável na maior parte da Região e as temperaturas continuam elevadas, com o sol predominando ao longo do dia. Já em alguns pontos da faixa litorânea, além do leste, nordeste, Zona da Mata Mineira e Triângulo de Minas, pontos do Rio de Janeiro e em boa parte do Espírito Santo, há chance de chuvas mais fracas.

Centro-Oeste

Em Mato Grosso, a chuva segue mais concentrada pela manhã em áreas do norte, noroeste e oeste do estado, com chance de pancadas fortes. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força por grande parte do estado e há risco de temporais no noroeste do estado. Em algumas áreas de Goiás e de Mato Grosso do Sul, também há chance de chuva, porém com menor intensidade. Já no leste sul mato-grossense e sul goiano, o tempo deve ficar mais firme ao longo do dia.

Nordeste

As pancadas de chuva devem diminuir na Região, mas há chance de chuva moderada em áreas do norte do Maranhão e do Piauí. Pelo Ceará, oeste de Pernambuco, além do oeste e litoral da Bahia, chove de maneira mais fraca, enquanto o tempo segue firme pelo restante da Região, com o calor predominando.

Norte

No Amazonas, Acre, em Rondônia e no Amapá, as pancadas de chuva seguem ocorrendo, com chuva moderada a forte intensidade e risco de temporais. Já no Pará e no Tocantins, as chuvas ainda podem ocorrer de maneira irregular em algumas áreas, enquanto no sudoeste e noroeste do Pará são esperadas pancadas mais fortes. Em Roraima, o tempo segue firme.

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AgroNewsPolítica & Agro

Cuidados para ceia segura nas festas de fim de ano


A adoção de boas práticas no preparo e no armazenamento de alimentos no Natal e no Ano Novo é necessária para evitar problemas de saúde nas celebrações. A extensionista e nutricionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), Samira Tanure Fonseca alerta que o consumo de água? Ou alimentos contaminados podem provocar intoxicações, sintomas de desidratação mais comuns são vômitos, diarreia, dores abdominais e até febre.  

De acordo com Samira, alterações na aparência, na cor, na textura ou no odor no alimento indicam que ele não é seguro para consumo. “No entanto, é preciso frisar que nem todo alimento contaminado apresenta alteração sensorial. Produtos com prazo de validade vencido, por exemplo, são considerados impróprios para o consumo, independentemente das aparências”, ressalta. 

Um nutricionista dá algumas orientações para evitar o desperdício e garantir que os pratos não tornem um risco à saúde: 

planejamento das

– Planeje o que será servido e a quantidade de pessoas para calcular as porções corretamente e evitar desperdícios;

– Observe se os produtos estão?dentro da validade? e se os alimentos de origem animal apresentarem carimbo de inspeção sanitária como SIF, SISBI e SIM;

– Não compre produtos enlatados com embalagens estufadas, amassadas ou enferrujadas. As embalagens de plástico ou tetrapak não devem ser rasgadas, danificadas ou furadas;

– Ao comprar carnes congeladas verifique se elas estão firmes, sem gelo e sem água na embalagem.

Transporte

Samira Tanure alerta que as altas temperaturas favorecem a multiplicação de bactérias, por isso os frios devem ser armazenados no freezer e na geladeira o mais rápido possível após a compra. 

Preparar eação 

– Lave bem as mãos, as superfícies e os objetos antes do preparo. 

– Utilize ferramentas diferentes ao preparar alimentos crus e cozidos. 

– Higienizar e higienizar os vegetais e frutas.

– As comidas cozidas que não foram consumidas de reuniões imediatas de refrigeração.

– O descongelamento deve ser realizado dentro do refrigerador.

– Para ter certeza do cozimento completo das carnes, verifique a mudança na cor e na textura. 

– Receitas com ovos crus, como maionese caseira ou musse, devem ser evitadas, pois são fontes potenciais para transmissão de salmonelose.

Consumo

– Evite preparar os alimentos com muita antecedência antes do consumo   

– Alimentos cozidos ou perecíveis não devem ficar expostos por mais de duas horas em temperatura ambiente. Se a temperatura ambiente estiver acima de 30°C, esse tempo limite cai para apenas uma hora.

Aproveitamento

– Após o fim da refeição, coloque o mais rápido possível os alimentos não consumidos em recipientes com tampa para serem armazenados na geladeira por até 4 dias. 

– Sobremesas produzidas com leite e derivados devem ser armazenadas na geladeira por até 3 dias. 

– Congele os alimentos em pequenas porções e utilize etiquetas com os dados de preparo para melhor controle de validade. Se o alimento for descongelado, não deve ser congelado novamente.

 





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