quinta-feira, março 12, 2026

Autor: Redação

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Superávit do agro paulista cai 7,3% no primeiro bimestre de 2026


Brasil; exportação
Foto: divulgação/Mapa

Nos dois primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista registrou superávit de US$ 2,79 bilhões no comércio exterior. O saldo decorre de exportações que somaram US$ 3,76 bilhões e de importações que totalizaram US$ 0,97 bilhão.

Apesar da balança positiva, o número representa queda de 7,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de US$ 3,01 bilhões: US$ 4,03 bilhões em exportação e US$ 1,02 bilhão em importação.

A participação dos embarques de produtos do agro no total comercializado em janeiro e fevereiro deste ano em São Paulo foi de 40,2%, enquanto as importações do setor corresponderam a 7,5% do total.

Sem citar o decréscimo nos resultados, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destaca que “o resultado do primeiro bimestre confirma a força e a diversidade do agro paulista no comércio internacional. Carnes, produtos florestais e o complexo sucroenergético seguem mostrando a competitividade do nosso setor produtivo.”

Principais produtos exportados

O complexo sucroalcooleiro representou 28% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$ 1,05 bilhão. Deste total, o açúcar representou 94,7% e o etanol 5,3%.

Em seguida, o setor de carnes veio com 16,6% das vendas externas do setor, totalizando US$ 623 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,1%. Produtos florestais representaram 15,3% do volume exportado, com US$ 576,34 milhões, com 67,8% de celulose e 26,9% de papel.

Sucos responderam por 9% de participação, somando US$ 337,70 milhões, dos quais 96,8% são referentes à bebida de laranja. Em seguida, o café, com 7,4% de participação na pauta de exportações, somando US$ 279,17 milhões, 72,9% referentes ao café verde e 24% ao solúvel.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 76,3% das exportações do agronegócio paulista.

E na oitava posição, o complexo soja, que teve participação de 3,2% do total exportado, registrando US$ 120,48 milhões, 57,9% referentes à soja em grão e 24,1% de farelo de soja.

Nesse sentido, ressalta-se que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+16,5%), carnes (+9,8%) e quedas nos grupos de sucos (-44,3%), complexo soja (-39,4%), sucroalcooleiro (-8%), café (-5,9%).

Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

Principais destinos das exportações

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 20,5% de participação, adquirindo principalmente produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja.

A União Europeia vem em seguida com fatia de 16,9%, ao passo que os Estados Unidos somaram 9,7%.

Participação no agro nacional

Fonte: elaborado pelo IEA-Apta a partir dos dados do ComexStat do MDIC

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o 2º lugar no ranking de exportações, com 16,6% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,5%).

A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

*Sob supervisão de Victor Faverin

 

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Você sabia que a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26 já está aberta?


Imagem gerada por IA

Ei, você: sabia que já está aberta a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26? Para participar é simples: basta acessar o link da votação e escolher seu produtor e um pesquisador favorito. Os canditados são aqueles que fazem a diferença na cadeia da soja no país. Confira os indicados:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

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Você sabia que a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26 já está aberta?


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Você sabia que já está aberta a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26? Para participar é simples, basta acessar o link da votação e escolher um produtor e um pesquisador que fazem a diferença na cadeia da soja no país.

A iniciativa reconhece profissionais que contribuem para o avanço da produção, da tecnologia e da sustentabilidade no campo. A participação é simples: acesse o link, preencha seus dados e escolha os nomes que, na sua opinião, mais contribuem para o desenvolvimento da soja no Brasil.

A premiação valoriza histórias de dedicação à pesquisa e à produção agrícola, destacando pessoas que ajudam a transformar desafios do campo em soluções para o setor.

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

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Superávit global de açúcar cai e pode ficar abaixo de 1 milhão de toneladas


cubos de açúcar
Foto: Pixabay

O superávit global de açúcar deve ser menor na temporada 2025/26. Novas estimativas indicam que o saldo entre produção e consumo pode ficar abaixo de 1 milhão de toneladas, após revisões nas projeções de safra da Índia e mudanças no direcionamento da produção no Brasil.

Segundo informações divulgadas pela StoneX, o excedente mundial foi revisado de 2,9 milhões para cerca de 870 mil toneladas no ciclo que vai de outubro de 2025 a setembro de 2026.

O principal ajuste veio da Índia. A produção do país foi reduzida de 32,3 milhões para 29,7 milhões de toneladas, reflexo de uma safra mais curta no estado de Maharashtra e de produtividade abaixo do esperado em Uttar Pradesh. Mesmo com o corte, o volume ainda representa crescimento anual de cerca de 14%.

De acordo com o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Marcelo Di Bonifácio Filho, o mercado passa por um período de ajustes, mas ainda sem ruptura no equilíbrio global.

“Apesar dos cortes recentes nas estimativas de produção de países importantes como Índia e Brasil, o mercado internacional ainda trabalha com um pequeno superávit. Isso tem limitado movimentos de alta mais consistentes nos preços”, afirma.

Outras regiões ampliam oferta

A revisão das estimativas também considera desempenho melhor em outras regiões produtoras.

Na Europa, a safra de beterraba superou as expectativas, com produção cerca de 2 milhões de toneladas acima das previsões anteriores, resultado de ganhos de produtividade na União Europeia e na Ucrânia.

No México, a produção foi revisada de 5,1 milhões para 5,4 milhões de toneladas, impulsionada por melhores resultados nos canaviais.

Mesmo com os ajustes na oferta global, o comércio internacional segue marcado por sinais de excesso de produto. Importações mais lentas em alguns grandes mercados consumidores e estoques elevados têm mantido as cotações pressionadas.

Segundo Di Bonifácio, os preços internacionais continuam próximos de 14 centavos de dólar por libra-peso.

Mix pode mudar no Brasil

No Brasil, maior produtor e exportador global de açúcar, as projeções indicam mudanças no direcionamento da cana.

Para a safra 2026/27 no Centro-Sul, a estimativa aponta moagem de 620,5 milhões de toneladas, com leve aumento na área colhida e recuperação parcial da produtividade.

Apesar do avanço na moagem, o mix açucareiro foi revisado para 48,7%, abaixo dos 49,3% estimados anteriormente. Com isso, a produção de açúcar deve ficar próxima de 40 milhões de toneladas, cerca de 700 mil toneladas abaixo da projeção anterior.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Rafael Borges, a relação entre os preços do açúcar e do etanol tem influenciado as decisões das usinas.

“Com o açúcar menos valorizado no mercado internacional, muitas usinas tendem a priorizar o etanol no início da safra. Esse movimento reduz o mix açucareiro”, afirma.

Etanol pode bater recorde

Enquanto a produção de açúcar tende a crescer pouco, o mercado de biocombustíveis pode avançar.

A estimativa é que a produção total de etanol no Centro-Sul alcance 37,2 bilhões de litros na safra 2026/27, aumento de 10,2% na comparação anual e novo recorde histórico, impulsionado principalmente pelo etanol de milho.

Para Borges, essa expansão amplia a flexibilidade do setor sucroenergético brasileiro.

“O aumento da produção de etanol, especialmente de milho, amplia a capacidade do setor de reagir rapidamente aos sinais de preço entre açúcar e biocombustível”, afirma.

Diante desse cenário, o mercado internacional deve continuar atento às decisões de produção no Brasil, que seguem determinantes para o equilíbrio global de oferta e demanda.

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Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas reúne produtores e especialistas neste sábado


Agência Marca Comunicação/Fundação BA

Produtores rurais, técnicos e profissionais do agronegócio têm encontro marcado neste sábado (14) em Luís Eduardo Magalhães (BA) com a Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas 2026, um dos principais eventos técnicos do agronegócio no Oeste da Bahia.

Promovido pela Fundação Bahia, o encontro acontece no Campo Experimental da instituição e promete reunir especialistas, empresas e produtores em torno das principais inovações e desafios da produção agrícola regional. 

Consolidada no calendário técnico do setor, a Passarela se destaca por aproximar pesquisa, tecnologia e mercado, promovendo debates sobre produtividade, sustentabilidade e planejamento estratégico das lavouras.

Durante o evento, os cerca de 1.500 participantes terão acesso a vitrines tecnológicas de cultivares comerciais, apresentações técnicas e painéis voltados ao futuro da agricultura na região do Matopiba. Ao todo, mais de 16 empresas fazem parte do evento. 

Entre os destaques da programação está a palestra da jornalista e especialista em economia do agronegócio Kellen Severo, que fará uma análise do cenário macroeconômico e dos impactos das variáveis econômicas nas decisões do produtor rural. A profissional acumula mais de uma década de atuação no jornalismo agro e é reconhecida por análises estratégicas sobre mercado e tendências do setor. 

“A agricultura hoje está cada vez mais conectada ao cenário global. Entender os movimentos da economia e do mercado é essencial para que o produtor possa planejar melhor suas decisões e proteger sua rentabilidade”, destaca Kellen, que participa como palestrante principal do evento.

Onde o Agro se reinventa 

Trazendo este ano o tema “Onde o agro se reinventa”, o presidente da Fundação Bahia, Jarbas Bergamaschi, acredita que a Passarela é uma oportunidade de aproximar ainda mais o produtor da pesquisa aplicada e das tecnologias que estão moldando o futuro da produção agrícola.

“Vai ser um ambiente de troca de conhecimento e de construção coletiva do agro. Nosso objetivo é conectar produtores, pesquisadores e empresas para discutir soluções que aumentem a eficiência, a sustentabilidade e a competitividade da agricultura na região”, afirma Bergamaschi.

Além do conteúdo técnico, o evento também funciona como espaço de networking e atualização para profissionais do setor, reunindo diferentes elos da cadeia produtiva em um único ambiente de aprendizado e troca de experiências.

As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas, e devem ser realizadas antecipadamente pelos interessados. A organização orienta que produtores, estudantes e profissionais do agro garantam sua participação com antecedência, através do site oficial www.passarela.fundacaoba.com.br

A Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas 2026 terá cobertura exclusiva do Canal Rural BA, com conteúdo especial, entrevistas e reportagens diretamente do evento, acompanhando as principais discussões e inovações apresentadas ao longo da programação. 


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.

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‘Meia dúzia quer ganhar uma fortuna com o diesel’, diz produtor com 700 ha para colher


Produtor de soja Diemerson Borghardt, de Victor Graeff (RS)
Foto: Reprodução

O produtor rural Diemerson Borghardt, de Victor Graeff, norte do Rio Grande do Sul, está com 700 hectares de soja para colher e sem estoque de diesel para abastecer suas máquinas.

Em sua opinião, o exponencial aumento do combustível observado em diversos municípios brasileiros por conta da guerra no Oriente Médio é fruto de especulação de mercado.

“A guerra ‘estourou’ do outro lado [do globo], mas um navio para vir de lá [no Oriente Médio] até aqui demora de 30 a 40 dias, mas em questão de dois a três dias o mercado veio dizer que não tinha mais diesel. Isso a gente entende como uma mera especulação de uma meia dúzia querendo ganhar uma fortuna de dinheiro”, considera.

Segundo ele, a atual crise somada à questão das dívidas rurais e aos royalties que precisam ser pagos a empresas de biotecnologia farão a “agricultura cair por terra”.

Entidades do agro, como a Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep), afirmam que produtores relatam escassez de combustível em alguns postos e aumento de até R$ 2 o litro em centrais de distribuição.

O depoimento de Diemerson Borghardt foi colhido pela repórter do Canal Rural RS Eliza Maliszewski, durante a Expodireto Cotrijal 2026, em Não-Me-Toque, no Planalto Médio gaúcho.

Monitoramento governamental

O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou nesta quarta-feira que criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar, diariamente, as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.

Segundo o governo, a iniciativa intensifica o monitoramento das cadeias de suprimento globais de derivados de petróleo, da logística nacional do abastecimento de combustíveis e dos preços dos principais produtos, em razão do Conflito no Oriente Médio – maior região exportadora de petróleo do mundo, com cerca de 60% das reservas globais.

“A pasta também ampliou, nos últimos dias, as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país”, diz nota do ministério.

*Com informações da Agência Brasil

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‘Tem produtor que vai perder até 40% da soja em algumas regiões do RS’, alerta sojicultor de Tapera


Foto: Maicon Abel Kummer

A estiagem segue pressionando as lavouras de soja no Rio Grande do Sul e já provoca perdas em algumas regiões produtoras, justamente em um momento decisivo do ciclo da cultura. No início da colheita, produtores relatam grande variabilidade de produtividade entre áreas, reflexo da distribuição irregular das chuvas ao longo da safra.

O Soja Brasil conversou com o produtor rural Maicon Abel Kummer, de Tapera (RS), que relata que as lavouras semeadas entre a segunda quinzena de novembro e dezembro estão atualmente na fase de enchimento de grãos (R5.1 a R5.4), período decisivo para a definição da produtividade, e já começam a sentir com mais intensidade os efeitos da falta de umidade no solo.

“A situação é muito variável. Teve lugar que recebeu 50 milímetros de chuva, outro pegou 20, outro só 5 e tem área que não recebeu nada. Então dentro do mesmo município, tem lavoura quase sem perda e outras com quebra muito grande”, afirma.

De acordo com ele, produtores da região de Tapera e Espumoso já começam a contabilizar perdas relevantes, embora o impacto dependa muito das chuvas localizadas registradas ao longo do ciclo.

“Tem produtor que vai perder de 0% a 10% porque pegou chuva melhor, mas também tem áreas com mais de 50% de quebra. Se fizer uma média das lavouras do município, acredito que a perda fique acima de 40%”, relata.

A irregularidade das precipitações acabou criando um cenário de forte contraste entre áreas dentro de um mesmo município. Em algumas micro-regiões, as chuvas garantiram desenvolvimento razoável das lavouras, enquanto em outras praticamente não houve reposição de umidade.

“Tem locais que receberam 50 milímetros de chuva, outros 20, outros apenas 5 e alguns não receberam nada. Por isso a variabilidade é muito grande. Dentro do mesmo município tem produtor quase sem perda e outros com quebra muito forte”, reforça.

Diante da condição de seca, muitos agricultores suspenderam parte dos manejos nas lavouras. Segundo Kummer, aplicações estão sendo feitas apenas quando há risco efetivo de prejuízo por pragas.

“A maioria dos produtores está parada com manejo. Só estão entrando na lavoura quando pragas como ácaros, tripes ou percevejos atingem nível de dano econômico, para evitar perdas ainda maiores”, explica.

Situação no RS

Levantamento da Emater/RS-Ascar confirma o cenário de estresse hídrico em diferentes regiões do estado. De acordo com a entidade, 42% das áreas de soja estão em fase de florescimento e 39% em enchimento de grãos, etapas consideradas críticas para a definição da produtividade.

O déficit hídrico, aliado a temperaturas que chegam a 40 °C, tem provocado sintomas como murchamento das plantas, senescência foliar precoce e abortamento de flores e vagens, comprometendo o potencial produtivo das lavouras.

A entidade também aponta dificuldades no estabelecimento das áreas semeadas mais tardiamente ou em sucessão. A falta de umidade tem provocado emergência irregular nas lavouras de sequeiro, aumentando a desuniformidade dos estandes e elevando o risco de replantio.

Colheita no Brasil

No Brasil, o andamento da colheita de soja apresenta atraso. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos alcançam atualmente 50,6% da área, enquanto no mesmo período do ano passado estavam em 60,9%, o que representa um atraso de 16,9%.

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Alta do diesel preocupa produtores de arroz no Rio Grande do Sul


Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

O mercado de arroz no Rio Grande do Sul está travado neste início de mês. A baixa oferta e a reduzida liquidez têm marcado as negociações na região no período. Segundo o Cepea, alguns compradores com necessidade imediata de aquisição chegaram a influenciar uma leve alta nos preços. No entanto, esse movimento ainda não tem sido suficiente para estimular parte dos produtores, que seguem segurando a comercialização na expectativa de novas valorizações.

Outro ponto que tem influenciado a baixa oferta é o foco de parte dos produtores na colheita do cereal, especialmente em regiões onde o volume produzido ainda é menor neste momento.

Preocupação com o valor do diesel

Agentes do mercado também destacam outro ponto de preocupação: a alta do diesel. O combustível vem registrando aumento nos preços e há relatos de dificuldades no abastecimento, influenciados pelas recentes tensões geopolíticas. A colheita da soja, que ocorre simultaneamente, também tem pressionado a demanda na Região Sul.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Entidades do agro pedem aumento da mistura de biodiesel no diesel para 17%


óleo diesel foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mais de 40 entidades representativas do agronegócio e da agroindústria brasileira solicitaram ao governo federal a elevação imediata da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 17% (B17). O pedido foi feito em documento conjunto divulgado pelas organizações do setor produtivo.

Segundo as entidades, a medida se torna ainda mais relevante diante do cenário internacional de instabilidade geopolítica e forte volatilidade nos preços do petróleo, fatores que podem afetar diretamente os custos da economia brasileira.

Para o setor, ampliar o percentual de biodiesel na mistura com o diesel seria uma forma de fortalecer a segurança energética do país, reduzir a dependência da importação do combustível fóssil e estimular o uso de fontes renováveis.

Medida pode reduzir dependência de diesel importado

No documento, as organizações afirmam que a adoção do B17 pode ajudar a diminuir a dependência brasileira do diesel importado, além de impulsionar cadeias produtivas ligadas aos biocombustíveis, gerando emprego, renda e desenvolvimento regional.

Outro argumento apresentado é o momento estratégico para o setor produtivo. Com o escoamento da safra em andamento, o transporte rodoviário ganha ainda mais importância para garantir o fluxo da produção agrícola e o abastecimento da economia.

Segundo as entidades, medidas que ampliem a oferta de combustível e reduzam pressões sobre o mercado são consideradas estratégicas nesse período.

Capacidade produtiva para ampliar mistura

As organizações destacam ainda que o Brasil possui capacidade instalada na indústria de biodiesel, disponibilidade de matéria-prima e logística estruturada, o que permitiria elevar o percentual da mistura com segurança e rapidez.

A ampliação para B17 também contribuiria, segundo o setor, para fortalecer a indústria nacional de biocombustíveis e aumentar a previsibilidade para o planejamento do setor produtivo.

Do ponto de vista técnico, as entidades afirmam que o biodiesel brasileiro segue rigorosos padrões de qualidade e pode ser utilizado em proporções maiores sem necessidade de adaptações relevantes na frota ou na infraestrutura de abastecimento.

Medida urgente

Diante do cenário internacional e da necessidade de garantir segurança energética, as entidades pedem que o governo federal edite, em caráter de urgência, a normativa que permita elevar a mistura obrigatória para B17.

Na avaliação das organizações, a decisão ajudaria a proteger a economia brasileira de choques externos, além de reforçar o papel do país na transição energética baseada em combustíveis renováveis.

Entre os signatários do documento estão entidades como CNA, ABAG, ABIOVE, ABPA, Aprosoja Brasil, Fiesp, OCB e Sociedade Rural Brasileira, além de associações de produtores, cooperativas e representantes da indústria ligada ao agronegócio.

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Trigo muda de ritmo e mercado entra em alerta



No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força


No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força
No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força – Foto: Divulgação

O mercado de trigo no Sul do país iniciou a semana com ritmo mais moderado de negociações, após o movimento mais intenso observado nos últimos dias. Levantamento da TF Agroeconômica indica que a segunda-feira foi marcada por menor volume de negócios e por ajustes nas expectativas de preços entre vendedores e compradores.

No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força depois das operações registradas na semana anterior. Mesmo com altas nas cotações em Chicago, vendedores passaram a pedir valores mais elevados, enquanto compradores apontam dificuldade para fechar a conta das farinhas nos níveis atuais. Foram reportadas negociações de cerca de 3 mil toneladas ao longo do dia, com algumas ofertas mantidas para esta terça-feira. No mercado futuro, apareceu comprador para trigo da safra 2026/27 no porto a R$ 1.200 sobre rodas. No interior, o preço da pedra pago ao produtor subiu para R$ 55 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, a semana começou estável, com negócios pontuais e pressão por liberação de espaço nos armazéns. Lotes de trigo melhorador foram negociados a R$ 1.250 FOB, embora com volumes pouco expressivos. Também houve saída de 150 toneladas de trigo tipo 2 a R$ 1.050. Moinhos continuam recorrendo ao trigo gaúcho para abastecimento. Nos preços de balcão, as cotações permaneceram em R$ 59 por saca em Canoinhas, R$ 60 em Chapecó, R$ 61 em Joaçaba e R$ 62 em Rio do Sul. O valor caiu para R$ 62,75 em São Miguel do Oeste e subiu para R$ 64 em Xanxerê.

No Paraná, o mercado apresentou maior atividade, com consolidação do patamar de R$ 1.300 CIF no início da semana. No Oeste, o movimento foi mais fraco devido à concorrência do trigo paraguaio, que chega com preços mais competitivos. Já no Norte houve negócios a R$ 1.250 FOB à vista e ofertas a R$ 1.300 FOB. Na região de Curitiba, as negociações ocorreram entre R$ 1.280 e R$ 1.290 CIF. Trigo do Rio Grande do Sul também foi negociado no Oeste paranaense entre R$ 1.170 e R$ 1.180 CIF. No porto de Paranaguá, dois vendedores ofertaram trigo argentino a US$ 275 por tonelada para retirada até 15 de abril, valor considerado competitivo em relação ao custo estimado de reposição, calculado em torno de US$ 286 por tonelada.

 





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