quinta-feira, março 12, 2026

Autor: Redação

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A China apertou o botão de controle sobre a carne


Foto: Unsplash.
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A decisão da China de impor cotas anuais às importações de carne bovina e aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre o volume que ultrapassar esse limite, a partir de 1º de janeiro de 2026, precisa ser analisada com menos emoção e mais realidade. Não é embargo, não é retaliação política e não é ataque direto ao Brasil. É, acima de tudo, exercício de poder de mercado, algo que a China faz como poucos países sabem fazer.

Digo isso porque, ao longo dos anos, vi muitas vezes o agro brasileiro confundir demanda forte com relação estável. São coisas diferentes. A China compra muito, compra rápido e compra barato quando pode. E, quando sente que o jogo está ficando desequilibrado internamente, ela ajusta as regras sem pedir licença.

A justificativa oficial da China é proteger sua indústria doméstica, pressionada por importações crescentes e preços internos mais fracos. Tecnicamente, trata-se de uma medida de salvaguarda prevista nas regras do comércio internacional. Politicamente e economicamente, é uma mensagem clara: o maior comprador do mundo não aceita ficar refém de nenhum fornecedor, por maior que ele seja.

Os números explicam por que essa decisão pesa tanto para o Brasil. Em 2024, exportamos mais de 1,3 milhão de toneladas de carne bovina para a China. Em 2025, esse volume já se aproxima de 1,4 milhão de toneladas. Isso não é detalhe estatístico, é concentração. Mais da metade da carne bovina exportada pelo Brasil tem um único destino. E toda concentração, cedo ou tarde, virá vulnerabilidade.

É verdade que o Brasil ficou com a maior cota individual, estimada em cerca de 1,1 milhão de toneladas por ano. Isso mostra que a China não quer abrir mão do fornecedor brasileiro. Mas também deixa evidente onde está o limite. A partir dali, a tarifa de 55% não é simbólica: ela mata a operação. Fora da cota, a exportação deixa de fazer sentido econômico.

Aqui está o ponto que, na minha avaliação, precisa ser dito com clareza: o erro não é da China. O erro é nosso quando acreditamos que um mercado comprador, por maior que seja, vai absorver volumes crescentes indefinidamente sem reagir. Nenhum país age assim. A China apenas faz isso de forma mais explícita e organizada.

O impacto agora será sentido na prática. Frigoríficos e exportadores terão de escolher melhor quando e quanto embarcar. O planejamento deixa de ser automático. Quem errar o timing pode vender com margem zero, ou negativa. Parte da carne pode acabar buscando outros mercados ou pressionando preços internos, ao menos no curto prazo.

Essa decisão também desmonta um discurso confortável que o agro brasileiro adotou nos últimos anos: o de que basta produzir mais que o mercado resolve. Não resolve. Produção sem estratégia comercial vira risco. E estratégia, neste momento, significa diversificar destinos, investir em valor agregado e reduzir a dependência de volume puro.

A China continuará sendo um cliente central do Brasil. Mas nunca foi, e não será, um cliente dócil. O recado agora veio por meio de uma tarifa. Quem preferir tratar isso como um episódio pontual pode até ganhar tempo. Mas quem lê o mercado sabe: o mundo está ficando mais estratégico, mais protecionista e menos tolerante a dependências desequilibradas.

O mercado segue aberto. O jogo continua. Mas ficou mais duro, e mais exigente. Ignorar isso, desta vez, pode sair caro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Ano Novo: como fica o tempo no último dia de 2025? Confira a previsão


Frente fria; chuva
Foto: Pixabay

O último dia de 2025 e os primeiros dias de 2026 serão marcados por tempo instável em grande parte do Brasil, de acordo com a Climatempo. A combinação entre calor intenso e alta umidade favorece a formação de pancadas de chuva típicas de verão, com risco de temporais, principalmente entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O último dia do ano ainda será de tempo bastante instável em boa parte do país. A circulação de calor e umidade na atmosfera mantém as condições favoráveis à chuva forte, sobretudo entre o final da manhã e a tarde.

Na região Sul, pancadas de chuva atingem a metade norte do Rio Grande do Sul, além de áreas de Santa Catarina e do Paraná, com risco de temporais.

No Sudeste, chuva irregular, mas que pode cair com forte intensidade em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Já o Espírito Santo e os Vales Mineiros seguem com tempo mais aberto. Já no Centro-Oeste, todos os estados e o Distrito Federal terão um dia abafado, com pancadas de chuva que ganham força à tarde.

O Nordeste tem alertas de temporais na região do Matopiba, com chuva se espalhando pelo oeste da Bahia, interior do Piauí e Maranhão. No litoral da Bahia, há previsão de pancadas isoladas, enquanto o sertão segue com sol e calor.

Já no Norte, chove no Amazonas, Acre, Rondônia, sul do Pará e Tocantins. No Amapá, áreas do norte do estado seguem sob influência de sistemas de instabilidade.

1º de janeiro: temporais ganham força

No primeiro dia de 2026, o tempo continua instável em grande parte do Brasil. A atuação de cavados meteorológicos em níveis médios da atmosfera reforça as pancadas de chuva.

No Sul e Sudeste, o sol até aparece pela manhã, mas os temporais se intensificam à tarde, principalmente no Paraná, Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul e em áreas do Sudeste. Apenas a metade sul gaúcha deve ter tempo firme.

No Centro-Oeste, pancadas de chuva fortes se espalham ao longo da tarde, com calor intenso.

No Nordeste, chove de forma irregular no Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. No litoral, pancadas isoladas; já o sertão segue com tempo firme e calor. Já no Norte, temporais persistem no Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e no norte do Amapá, sob influência da ZCIT.

2 de janeiro: instabilidade persiste

Na sexta-feira (2), a instabilidade continua predominando. A circulação de calor e umidade, reforçada por um cavado meteorológico, mantém o cenário típico de verão.

No Sul, o dia será quente e abafado, com pancadas de chuva à tarde, especialmente no Rio Grande do Sul e no norte e leste do Paraná.

No Sudeste, todos os estados seguem com tempo instável. Sol pela manhã e chuva forte à tarde, com possibilidade de temporais em São Paulo, Rio de Janeiro e áreas de Minas Gerais.

O Centro-Oeste terá calor intenso e temporais à tarde, principalmente em Goiás e no leste e norte de Mato Grosso do Sul.

Já no Nordeste, a chuva avança pelo Maranhão, Piauí, oeste da Bahia e se espalha pela costa norte, entre o litoral maranhense e cearense. O sertão permanece mais seco.

No Norte, a chuva perde força em parte da região, mas ainda persiste no Amazonas, sul do Pará, Tocantins, Rondônia e no norte do Amapá.

Quem vai viajar ou planejar festas ao ar livre deve ficar atento às atualizações da previsão. O calor segue intenso, e as chuvas de verão podem provocar transtornos pontuais, especialmente no período da tarde e da noite.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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Viu esta? Estudo mostra planta que oferece 11 vezes mais rentabilidade que soja


cânhamo, maconha
Foto: Pixabay

Uma das reportagens mais acessadas no site do Canal Rural neste ano destacou que o cânhamo, variedade da Cannabis sativa com teor de THC inferior a 0,3% (sem efeito psicoativo), pode garantir lucro líquido até 11 vezes superior ao da soja, segundo um estudo realizado pela empresa de inteligência de mercado Kaya Mind.

O levantamento, realizado em outubro deste ano, aponta que, no cultivo voltado para flores (CBD), o cânhamo pode gerar R$ 23.306,80 por hectare, enquanto a soja apresenta rendimento médio de R$ 2.053,34 por hectare e o milho, R$ 3.398,34 por hectare, considerando a média nacional.

A Kaya Mind destaca que o cânhamo pode ser integrado aos sistemas agrícolas já existentes, desde que haja adaptação do maquinário e o produtor invista em rotação de culturas e recuperação do solo, garantindo sustentabilidade e eficiência produtiva.

Além da rentabilidade, a empresa ressalta o potencial do cânhamo para geração de empregos no campo. Como exemplo, cita o caso da Colômbia, onde a cultura é responsável por aproximadamente 17,3 empregos por hectare cultivado, reforçando sua importância para o desenvolvimento rural e a diversificação da agricultura.

Em março deste ano, durante uma audiência pública promovida pela Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, a pesquisadora Daniela Bittencourt, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, afirmou que o cânhamo pode ser utilizado em mais de 25 mil produtos, que vão desde fibras têxteis e bioplásticos até cosméticos e materiais de construção.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atua para atender à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu o direito de importar sementes de cânhamo, além de semear, cultivar e comercializar a planta para usos medicinais e farmacêuticos.

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China anuncia tarifa de 55% para importação de carne bovina brasileira


Carne bovina, osso, carne fresca, carne crua
Foto: Freepik

O Ministério do Comércio (Mofcom) da China anunciou nesta quarta-feira (31) a adoção de cotas específicas por país para importação de carne bovina, com a imposição de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a cota.

As medidas entram em vigor a partir desta quinta-feira (1º), e serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028.

No ano que vem, o Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais. O volume chega a 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028.

Outros países terão vendas limitadas por cotas

A maior cota é do Brasil, que responde por 45% da carne bovina importada pela China. Outros grandes players exportadores de carne bovina também terão suas vendas ao mercado chinês limitadas por cotas, estabelecidas de acordo com a participação de cada país nas exportações à China. Confira:

  • Argentina: 511 mil toneladas;
  • Uruguai: 324 mil toneladas (sem tarifa adicional em 2026);
  • Nova Zelândia: 206 mil toneladas;
  • Austrália: 205 mil toneladas;
  • Estados Unidos: 164 mil toneladas.

China aponta ameaça à indústria doméstica

Ao justificar a decisão, o Mofcom alegou que “o aumento das importações de carne bovina causou graves danos à indústria nacional da China e que existe uma relação causal entre o aumento das importações e esses graves danos”.

Ainda de acordo com o governo chinês, as medidas de salvaguarda serão gradualmente flexibilizadas durante o período de implementação. Além disso, a alíquota de 55% sobre volumes que excedam a cota de cada país será adicional à tarifa atualmente vigente aplicável a cada país.

O governo chinês informou, também, que eventuais volumes não utilizados de cotas não poderão ser transferidos para o ano seguinte.

Durante a implementação das medidas de salvaguarda, as medidas especiais de salvaguarda para carne bovina estipuladas no Acordo de Livre Comércio China-Austrália serão suspensas. Países e regiões em desenvolvimento não estarão sujeitos à salvaguarda se a cota de importação não exceder 3% e a cota total da região não exceder 9%.

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Trigo encerra o ano com negociações lentas no Sul



Em Santa Catarina, o mercado permanece travado


Em Santa Catarina, o mercado permanece travado
Em Santa Catarina, o mercado permanece travado – Foto: Pixabay

O mercado de trigo no Sul do país encerra o ano em ritmo lento, marcado por negociações reduzidas, paralisações temporárias e pouca urgência por parte da indústria. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a semana encurtada pelas festas e o período de férias contribuem para a desaceleração dos negócios nos principais estados produtores.

No Rio Grande do Sul, as negociações seguem praticamente suspensas, com expectativa de parada temporária de moinhos para limpeza e férias coletivas. Estima-se que cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já tenham sido comercializadas, volume equivalente a 42% a 44% da produção. Os preços referenciais do trigo para moagem variam de R$ 1.100 a R$ 1.150 por tonelada posto moinhos locais, enquanto no porto os valores alcançam R$ 1.180 em dezembro e R$ 1.190 em janeiro. Para trigo ração, as referências são de R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço de pedra em R$ 54,00 por saca em Panambi. A leitura predominante é de um mercado confortável para a indústria, sem pressa para novas compras.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado, com moinhos entrando em férias e apenas recebendo os volumes já adquiridos. Os negócios ocorrem apenas em lotes pontuais, sem expressão, e a expectativa é de paralisação total até o início de janeiro. O estado é o único que ainda não concluiu a colheita, e os vendedores mantêm a ideia de R$ 1.200 FOB, enquanto compradores não demonstram interesse em novas aquisições antes do próximo ano.

No Paraná, o cenário também é de mercado lento ou paralisado. Moinhos já estão abastecidos até janeiro, e vendedores aguardam possíveis movimentos de preços ligados ao leilão. Os preços nominais giram em torno de R$ 1.250 por tonelada CIF moinho no norte do estado, com pedidas de R$ 1.300 para janeiro. Nos Campos Gerais, as ofertas variam de R$ 1.170 para entrega em janeiro, com pagamento em fevereiro, a R$ 1.200 para entrega em fevereiro.

 





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Safra de trigo em 2025 tem produtividade maior, mas preços caem na colheita


A área cultivada com trigo no Brasil recuou em 2025, atingindo o menor nível desde 2020. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a retração está diretamente ligada às perdas enfrentadas na safra anterior, quando o clima adverso reduziu a produtividade e a rentabilidade da cultura, levando muitos produtores a rever seus investimentos para o novo ciclo.

De acordo com a Conab, a área semeada neste ano caiu cerca de 20% em relação a 2024. A frustração da última colheita provocou desânimo entre os triticultores, refletindo-se em menor intenção de plantio e em uma postura mais cautelosa frente ao cenário de incertezas.

Apesar do encolhimento da área plantada, a produção total de trigo no país deve fechar o ano em alta. O bom desempenho climático em 2025 favoreceu o desenvolvimento das lavouras e trouxe ganhos significativos de produtividade. Com isso, o volume colhido deve superar o do ano passado, mesmo com menos hectares cultivados.

No comportamento de preços, o ano foi dividido em duas fases distintas. Conforme levantamento do Cepea, o primeiro semestre registrou valores firmes, impulsionados pela escassez interna frente a uma demanda aquecida. No entanto, a partir de maio, a tendência se inverteu com o avanço da semeadura, aumento nos estoques e forte pressão da oferta internacional.

Durante o segundo semestre, a queda nas cotações se acentuou com a chegada da colheita nacional. O Cepea aponta que esse movimento foi intensificado por um cenário global baixista, marcado por uma safra recorde no mundo e projeções otimistas para a colheita na Argentina — tradicional fornecedora do grão ao Brasil.

Outro fator que contribuiu para a desvalorização do trigo foi a valorização do real frente ao dólar. Esse movimento cambial aumentou a competitividade do cereal importado, especialmente do trigo argentino. Além disso, a redução das tarifas de exportação (as chamadas “retenciones”) no país vizinho tornou o produto externo ainda mais atraente para os compradores brasileiros.

Com a concorrência mais agressiva do trigo estrangeiro, os vendedores no mercado doméstico foram pressionados a reduzir os preços para manter a liquidez. A queda das referências internacionais obrigou uma adaptação rápida do mercado interno, acentuando as preocupações com a rentabilidade dos produtores nacionais.

O cenário observado ao longo de 2025 evidencia a sensibilidade da cadeia do trigo às variações climáticas, cambiais e comerciais. Para 2026, a expectativa é de maior cautela por parte dos produtores, que aguardam sinais mais claros de estabilidade antes de decidir os rumos do próximo plantio.





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Seguro-defeso: prazo para envio do relatório de atividade pesqueira termina nesta quarta (31)


Foto: Pixabay.
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Pescadores e pescadoras profissionais têm até esta quarta-feira (31) para enviar o Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP) por meio do sistema PesqBrasil, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). O envio do documento é requisito para manter o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo e assegurar o direito ao seguro-defeso.

O REAP comprova o exercício regular da pesca ao longo do ano. No relatório, o trabalhador informa, mês a mês, as espécies capturadas, os volumes pescados e os locais de atuação. A ausência do envio torna o RGP irregular e impede o acesso a benefícios vinculados ao registro.

Registros sob fiscalização

O MPA informou que os dados declarados no sistema passam por auditoria. Segundo a secretária Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, Carolina Dória, o processo de verificação está em andamento.

“O Ministério está conferindo todos os registros e cancelando aqueles que não estão ativos. Já foram mais de 300 mil cancelados apenas neste ano”, afirmou.

Ela ressaltou que as informações prestadas devem refletir a atividade exercida. “O seguro-defeso é um direito de quem vive da pesca. Quem não exerce a atividade e mantém registro ativo pode ser responsabilizado”, disse.

Exigência de documentação

Para o envio do REAP, o pescador precisa estar com o RGP regular. Também passou a ser obrigatória a apresentação da Carteira de Identidade Nacional (CIN), exigida tanto para a manutenção do registro quanto para o envio do relatório.

De acordo com o governo federal, a adoção da CIN permite a integração de bases de dados e reforça o controle na concessão do seguro-defeso e de outros benefícios sociais.

Como enviar o relatório

O preenchimento do REAP é feito de forma digital no sistema PesqBrasil. O pescador deve acessar a área de manutenção do cadastro, entrar no módulo do relatório anual, informar os dados da atividade e enviar o documento. O acompanhamento do status pode ser feito no próprio sistema.

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Mercado de grãos inicia o dia com ajustes técnicos



A soja voltou a ser negociada de forma lateral na Bolsa de Chicago


A soja voltou a ser negociada de forma lateral na Bolsa de Chicago
A soja voltou a ser negociada de forma lateral na Bolsa de Chicago – Foto: Pixabay

O mercado de grãos iniciou a terça-feira com comportamento cauteloso, marcado por baixa liquidez e ajustes técnicos típicos do período de recesso de fim de ano. Segundo a TF Agroeconômica, a abertura dos mercados em 30 de dezembro mostrou movimentos limitados em trigo, soja e milho, com influência direta do câmbio e do posicionamento dos fundos.

No trigo, as cotações em Chicago recuaram de forma moderada, confirmando o retorno do contrato março de 2026 para níveis abaixo de US$ 5,15 por bushel, próximos às mínimas do ano. No mercado interno, os preços permaneceram estáveis no Paraná e no Rio Grande do Sul. A valorização do dólar elevou o custo do trigo importado, mas a demanda brasileira pelo produto argentino mostrou retração significativa, refletida na redução do volume aguardando embarque nos portos daquele país em relação ao mesmo período do ano anterior. Com os mercados praticamente parados, a expectativa é de retomada mais efetiva das negociações apenas a partir de 6 de janeiro.

A soja voltou a ser negociada de forma lateral na Bolsa de Chicago, com leves ganhos nos contratos mais próximos. Os movimentos foram classificados como essencialmente técnicos, enquanto posições compradas relevantes mantidas por fundos seguem no radar e podem ser reduzidas nos próximos dias. O ambiente externo permanece sensível a fatores geopolíticos e macroeconômicos, incluindo ajustes de portfólio no encerramento do ano, decisões no mercado de petróleo e mudanças tarifárias anunciadas pela China. No Brasil, o dólar em patamar elevado teve impacto limitado sobre o mercado físico, em função da baixa atividade sazonal.

No milho, o contrato março de 2026 em Chicago recuou para abaixo de US$ 4,40 por bushel, devolvendo os ganhos recentes. No mercado brasileiro, o câmbio mais forte segue como principal fator de sustentação dos preços internos, estimulando a comercialização no físico e oferecendo suporte às cotações.

 





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Tradings avaliam sair da Moratória da Soja



Ela é considerada uma das principais ferramentas de contenção do desmatamento


Ela é considerada uma das principais ferramentas de contenção do desmatamento
Ela é considerada uma das principais ferramentas de contenção do desmatamento – Foto: Leonardo Gottems

Grandes tradings globais de soja avaliam deixar a Moratória da soja para preservar benefícios fiscais concedidos pelo Estado de Mato Grosso, principal polo produtor do grão no Brasil. A possível ruptura envolve empresas com operações relevantes no estado e pode representar uma mudança estrutural em um dos mais importantes acordos ambientais do agronegócio brasileiro. Segundo apuração da Reuters, a decisão está ligada diretamente a uma nova lei estadual que entra em vigor a partir de janeiro.

A legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2023 determina a retirada de incentivos fiscais de empresas que participem de pactos ambientais considerados mais restritivos que a legislação brasileira. Um relatório preliminar de auditores estaduais apontou que as tradings receberam cerca de R$ 4,7 bilhões em incentivos fiscais entre 2019 e 2024, com destaque para ADM e Bunge, que teriam sido as maiores beneficiárias. O estado produziu aproximadamente 51 milhões de toneladas de soja em 2025, volume superior ao da Argentina, o que amplia o peso econômico da decisão.

Criada em 2006, a Moratória da Soja é considerada uma das principais ferramentas de contenção do desmatamento na Amazônia, ao impedir a compra de soja produzida em áreas desmatadas após julho de 2008. Pesquisadores estimam que, sem o acordo, uma área de floresta tropical equivalente ao tamanho da Irlanda teria sido convertida em lavouras no Brasil. Apesar disso, entidades do setor produtivo argumentam que o pacto restringe o mercado e reduz a renda e o desenvolvimento econômico de Mato Grosso.

No campo institucional, o governo federal questiona a nova lei estadual no Judiciário, enquanto o Cade conduz uma investigação sobre possíveis impactos da moratória na livre concorrência. Decisões provisórias do Supremo Tribunal Federal suspenderam a apuração antitruste, mas mantiveram a lei em vigor. Ambientalistas alertam que o enfraquecimento da moratória pode abrir caminho para a revisão de outras políticas ambientais e ampliar a pressão internacional sobre o agronegócio brasileiro.

 





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Mesmo com safra recorde, algodão enfrenta baixa nos preços em 2025


O ano de 2025 foi marcado por fortes oscilações no mercado brasileiro de algodão. De acordo com dados divulgados pelo Cepea, o setor enfrentou um cenário desafiador, com queda prolongada dos preços internos, resultado da combinação entre oferta elevada, consumo limitado e desvalorização no cenário externo.

No primeiro semestre, especialmente entre janeiro e maio, o mercado interno operou em alta. Segundo o Cepea, a média de preços da pluma em maio foi a maior em termos reais desde março de 2024. Esse movimento foi sustentado pela firmeza dos vendedores durante a entressafra e pelo impulso dos preços internacionais.

Contudo, a partir de junho, o cenário mudou. Os preços da pluma iniciaram uma trajetória de queda acentuada, pressionados por fatores como a redução das cotações internacionais, a valorização do real frente ao dólar e a entrada de estoques remanescentes da safra 2023/24 no mercado.

A aproximação da colheita de uma safra historicamente volumosa para 2024/25 intensificou a pressão sobre os preços. Diante desse excesso de oferta, compradores passaram a atuar com maior cautela, esperando por cotações mais baixas e negociando com prazos estendidos.

Segundo o Cepea, mesmo com o forte desempenho das exportações, a recuperação dos preços foi limitada. Entre os principais entraves estiveram a instabilidade geopolítica global, um câmbio menos favorável à exportação e a retração na demanda doméstica e internacional.

Em outubro, os preços internos passaram a operar abaixo da paridade de exportação — fato que não ocorria desde o final de 2024. Essa inversão refletiu o desequilíbrio entre oferta e demanda e acentuou as dificuldades de comercialização no mercado interno.

Já em novembro, os embarques seguiram intensos, mas os preços médios continuaram em queda, atingindo o menor valor real desde setembro de 2009. Com esse panorama, agentes do setor concentraram esforços na programação de contratos a termo para o início de 2026 e para os lotes da próxima temporada.

Ainda assim, o Brasil manteve seu protagonismo no comércio internacional. As exportações de algodão em pluma atingiram volume recorde na safra 2024/25, com 2,835 milhões de toneladas embarcadas entre agosto de 2024 e julho de 2025 — um aumento de 6% em relação ao ciclo anterior, segundo dados da Secex.





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