quarta-feira, março 11, 2026

Autor: Redação

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Controle industrial redefine disputa pelas terras raras



Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural


 Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural
Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural – Foto: Canva

A discussão sobre terras raras ganha relevância crescente no cenário econômico global por envolver insumos estratégicos para tecnologia, transição energética e defesa, além de intensificar disputas geopolíticas. Análise de Gilberto Silva, MSc., mestre em Geociências pela Unicamp, mostra que as maiores reservas globais desses metais estão concentradas em poucos países, com ampla liderança da China, seguida por Brasil, Índia e Austrália, dentro de um volume estimado entre 130 e 160 milhões de toneladas.

Os dados indicam que a presença de reservas não garante, por si só, poder econômico ou influência estratégica. O fator determinante está na capacidade de processamento, separação, refino e integração industrial, etapas que definem quem transforma o minério em produtos de alto valor agregado. Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural ao controlar praticamente toda a cadeia produtiva das terras raras, utilizando esse domínio como instrumento de política econômica e geopolítica.

Em contraste, Estados Unidos e outros países ocidentais enfrentam limitações relevantes. Mesmo dispondo de reservas próprias, permanecem dependentes da Ásia para o processamento, o que amplia riscos para suas cadeias industriais e tecnológicas. A escassez, portanto, não está no volume disponível de minério, mas na falta de capacidade industrial viável, eficiente e alinhada a critérios ambientais.

Brasil e Índia aparecem como polos de potencial estratégico. Com grandes recursos geológicos e cadeias produtivas ainda pouco desenvolvidas, os dois países ganham importância no tabuleiro global, atraindo interesse por investimentos diretos e parcerias de longo prazo. Nesse contexto, a disputa pelas terras raras se mostra menos associada à posse dos recursos e mais ao controle do ecossistema industrial que permite transformar essas reservas em poder econômico.

 





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Disputa logística redefine rotas minerais africanas


A crescente demanda global por minerais críticos colocou a África Austral no centro de uma disputa geoeconômica entre rotas logísticas que ligam o interior do continente aos oceanos Atlântico e Índico. A análise é de Ivo Ernesto, especialista sênior de Supply Chain e Intermodalidade, que destaca a competição entre corredores da Zâmbia e da República Democrática do Congo como um dos principais vetores de mudança no comércio mineral.

Zâmbia e RDC passaram a concentrar atenções à medida que quatro corredores disputam o mesmo hinterland, especialmente a região do Copperbelt. No Atlântico, os portos de Lobito, em Angola, e Walvis Bay, na Namíbia, oferecem acessos terrestres de cerca de 1.300 e 1.700 quilômetros. No Índico, Dar es Salaam, na Tanzânia, conecta-se a Lusaka por aproximadamente 2.000 quilômetros, enquanto Nacala, via Malawi, e Durban, na África do Sul, completam as principais rotas em operação.

A vantagem atlântica está associada à menor distância terrestre até os mercados da Europa e das Américas. A ligação por Lobito reduz cerca de 700 quilômetros em relação a Dar es Salaam, com tempo de trânsito estimado em três dias, contra até duas semanas pela rota de Durban. Essa diferença pode representar economias de centenas de dólares por tonelada transportada. Considerando um volume anual de 880 mil toneladas de cobre zambiano, cada dia economizado no escoamento pode gerar milhões de dólares adicionais em receitas.

O Índico mantém competitividade pela proximidade com a Ásia. China, Índia e Sudeste Asiático contam com rotas marítimas mais curtas, infraestrutura portuária consolidada e linhas de navegação estabelecidas. Atualmente, Dar es Salaam responde por cerca de 60% das exportações da Zâmbia, seguido por Durban, com 20%, e Nacala, com 15%, em expansão.

Nesse cenário, o mesmo minério pode seguir para o Oeste ou para o Leste conforme o mercado final, mas é a infraestrutura terrestre que define o custo logístico total. A disputa reposiciona a Zâmbia como um território multiconectado, levantando a questão sobre a capacidade do corredor atlântico de equilibrar o domínio histórico do Índico.

 





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Reforma tributária amplia peso do enquadramento rural



A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso


A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso
A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso – Foto: Pixabay

A Reforma Tributária prevista para 2026 impõe novos desafios ao produtor rural e amplia a importância das decisões ligadas ao enquadramento fiscal da atividade. Segundo a contadora Liciene França, a escolha entre atuar como pessoa física ou pessoa jurídica deixa de ser apenas uma definição operacional e passa a ter impacto direto na estratégia do negócio rural.

Com as mudanças no sistema de tributos, a tendência é de aumento na diferença de carga tributária entre os dois modelos, o que exige atenção redobrada por parte dos produtores. Um enquadramento inadequado pode resultar em perda de créditos tributários, elevação do custo fiscal e reflexos negativos no resultado financeiro da atividade, afetando desde o fluxo de caixa até a capacidade de investimento.

A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso em um cenário no qual o planejamento tributário se torna indispensável. A decisão incorreta pode comprometer a competitividade do produtor no mercado e gerar efeitos duradouros sobre o patrimônio construído ao longo dos anos. Por outro lado, uma escolha bem fundamentada permite maior previsibilidade dos custos e melhor aproveitamento das regras do novo sistema.

A partir de 2026, o planejamento deixa de ser uma alternativa e passa a ser uma necessidade para quem atua no campo. A definição do enquadramento mais adequado funciona como uma ferramenta de proteção do resultado econômico da produção rural, ajudando a reduzir riscos e a sustentar a atividade em um ambiente tributário mais complexo. A decisão entre pessoa física ou jurídica deve ser encarada como parte central da gestão do negócio, com foco na preservação do caixa, da competitividade e da segurança patrimonial do produtor.

 





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Pressão de custos altera margens da soja no Centro-Oeste



Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo


Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo
Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo – Foto: Divulgação

A análise dos custos, da receita e da margem da produção de soja no Centro-Oeste revela um cenário de maior pressão econômica para as próximas safras, exigindo atenção redobrada nas decisões de gestão e planejamento. Segundo levantamento apresentado por Leonardo Machado, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, a estimativa para as safras 2024/25 e 2025/26 indica mudanças relevantes nos principais indicadores da atividade nos estados da região.

Os dados mostram que todos os estados analisados registraram aumento no custo operacional total em áreas de terra própria, sinalizando avanço consistente das despesas de produção. Esse movimento amplia os desafios de rentabilidade e reforça a necessidade de maior eficiência no uso de insumos e na condução das lavouras.

Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo, com retração nos valores totais na maior parte do Centro-Oeste. A exceção ficou com Mato Grosso do Sul, onde a valorização do preço da soja, superior a 8%, sustentou a receita mesmo diante do aumento dos custos.

Goiás manteve, pela segunda safra consecutiva, o maior custo de produção entre os estados avaliados. Ainda assim, o desempenho produtivo mais elevado compensou as despesas, resultando na maior receita bruta e, consequentemente, na maior margem líquida do grupo analisado.

Em Mato Grosso do Sul, os preços de comercialização da soja se destacam como os mais favoráveis da região. Para a safra 2025/26, a expectativa é de valores ainda mais positivos, o que levou o estado a ser o único a registrar crescimento da margem líquida no período considerado.

O Mato Grosso apresentou o quadro mais preocupante, com queda superior a 40% na margem líquida. O resultado reflete a combinação do maior aumento no custo de produção com a maior redução na receita bruta entre os estados avaliados, acendendo um sinal de alerta para a sustentabilidade econômica da atividade.





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Vice-presidente da Venezuela diz que país não será colônia dos EUA


Imagem gerada por IA

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado (3) que o país “jamais será colônia de qualquer império” e prometeu resistência à investida dos Estados Unidos. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, ela exigiu a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, capturado por militares norte-americanos após bombardeios contra o território venezuelano, e reiterou que Maduro é o único presidente legítimo do país.

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Segundo Delcy, a detenção de Maduro ocorreu por volta de 1h58 da madrugada e configura um “sequestro” com o objetivo de controlar os recursos naturais da Venezuela. A vice-presidente declarou que a ação dos Estados Unidos se apoia em “falsos pretextos” e reforçou que o povo venezuelano não aceitará subordinação externa. “Jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império”, afirmou.

A fala ocorreu minutos após coletiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual ele declarou que Washington governaria a Venezuela até uma “transição segura” e admitiu que empresas norte-americanas explorariam o petróleo do país. Delcy reagiu dizendo que tais declarações evidenciam interesses econômicos e geopolíticos por trás da ofensiva militar.

Ainda neste sábado, a vice-presidente participou de reunião do Conselho de Defesa da Nação, com a presença de autoridades como o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Caryslia Rodríguez. Delcy informou que, por decreto assinado por Maduro, todos os órgãos do Estado venezuelano foram acionados para a defesa do território e da soberania nacional.

Por fim, Delcy convocou a população e as instituições do país a manterem a calma e a unidade diante do que classificou como uma agressão externa sem precedentes. Ela agradeceu manifestações de solidariedade internacional e alertou que o ocorrido com a Venezuela pode se repetir em outras nações. “Esse uso brutal da força para quebrar a vontade de um povo pode ser feito com qualquer país”, declarou.

As informações são da Agência Brasil.

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Pesquisa inédita une câmeras e IA para contabilizar população de onças-pintadas


onça-pintada, IHP
Foto: Reprodução/IHP

Um trabalho inédito do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), envolvendo monitoramento ambiental e pesquisa, vai aprofundar detalhamento sobre a população de onças-pintadas na região da Serra do Amolar, no município de Corumbá (MS) e estimar a população da espécie nesse território do Pantanal.

O projeto vai ter início em 2026 e deve ter uma duração de até 12 meses. A estratégia é desenvolvê-lo em duas etapas: uma ligada ao grid de câmeras e a outra com trabalho direto com as comunidades.

A partir da coleta de dados ecológicos, o intuito é garantir que sejam obtidos informações científicas que permitam identificar indívíduos da maior espécie de felinos da América, entender comportamentos, permitir que analistas do IHP consigam realizar o monitoramento ambiental de forma contínua, com deslocamentos de mais de 400 km pelo rio Paraguai.

Com o auxílio de 40 armadilhas fotográficas, a pesquisa deve gerar mais de 120 mil imagens de fauna, catalogadas com o apoio de inteligência artificial e analisadas pela equipe técnica do Instituto.

Já com a outra etapa, na geração de informações sociais, um outro componente do projeto vai ser desenvolvido para apoiar ações com as comunidades. Nesse caso, vão ser levados em consideração também as percepções locais com relação às onças-pintadas.

monitoramento, IHP
Foto: Reprodução/IHP

Avanços na relação humano-onça

O projeto teve aprovação dentro do Fundo Luz Alliance, gerido pela BrazilFoundation, e está alinhado à convocação da Década da Restauração dos Ecossistemas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o coordenador técnico do núcleo de Biodiversidade e Mudanças Climáticas do IHP, Wener Hugo Moreno, o projeto prevê gerar diferentes resultados positivos para as comunidades e a conservação.

“Esse projeto é fundamental para permitir que a gente tenha um grande grid de cameras traps na Serra do Amolar. Com esses equipamentos, conseguimos registrar a presença dos animais e, a partir disso, desenvolver uma série de pesquisas”, diz Wener.

Ele explica que a pesquisa busca estimar a abundância e densidade do animal no território da Serra do Amolar, considerada um grande corredor de biodiversidade dentro do Pantanal. Além disso, haverá um desdobramento para entender e contribuir com a coexistência entre espécie e pessoas que habitam a região.

“Serão frentes diferentes que iremos conduzir nesse projeto, mas que vão se complementar para trazer resultado positivo na conservação e para o bem-estar comunitário”, finaliza.

Novas estratégias

Foto: Reprodução/IHP

A onça-pintada, considerada uma espécie guarda-chuva para esforços de conservação, também é o símbolo nacional da conservação da biodiversidade. Por isso, a pesquisa utilizará técnicas de monitoramento populacional e coexistência humano-onça.

Com o desenvolvimento do projeto, a equipe técnica terá condições de criar e implementar estratégias para favorecer comunidades da região do Alto Pantanal, principalmente por garantir informações que podem ajudar a reduzir a predação de animais domésticos e mitigar os conflitos com onças.

Nesse sentido, a proposta também envolve o avanço em ações que reduzam a tensão entre comunidades e a espécie.

Estarão envolvidos na execução desse projeto biólogos, médicos veterinários, brigadistas ambientais, assistente social, auxiliares de reserva e piloteiros que atuam pelo IHP.

Expectativas e parcerias futuras

A catalogação de dados científicos e as análises também poderão subsidiar trabalhos que favoreçam uma estratégia de PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) para a geração futura de créditos de biodiversidade no projeto Jaguar Stewardship in the Pantanal Conservation Network.

Essa medida permite a continuidade de atividades de monitoramento e conservação da onça-pintada, bem como no fomento para atuar em parceria com comunidades.

O projeto Luz Alliance no Pantanal também poderá dialogar, futuramente, com esforços da política pública nacional de conservação da onça-pintada.

Os resultados científicos gerados vão poder subsidiar materiais do Plano de Ação Nacional dos Grandes Felinos (PAN da Onça-Pintada), do Centro de Pesquisa, Manejo e Conservação de espécies de mamíferos carnívoros (Cenap), vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

*Sob supervisão de Giovanni Porfírio

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Setor projeta novo avanço em 2026; risco sanitário segue no radar



ABPA estima o consumo per capita de carne de frango em 47,3 kg em 2026, alta de 1,2%


Foto: Canva

Pesquisadores do Cepea apontam que a avicultura de corte brasileira deve manter trajetória de crescimento em 2026, sustentada pelo avanço das exportações, pela oferta ajustada às demandas interna e externa e por margens favoráveis ao produtor. Esse cenário, porém, depende da ausência de novos focos de Influenza Aviária, sobretudo durante o período crítico do fluxo migratório de aves.

A ABPA estima o consumo per capita de carne de frango em 47,3 kg em 2026, alta de 1,2% frente a 2025. Agentes consultados pelo Cepea ressaltam que a isenção do imposto de renda para salários até R$ 5 mil deve contribuir para sustentar a demanda interna. O Brasil responde por cerca de um terço da carne de frango exportada globalmente e manteve liderança mesmo diante de restrições pontuais provocadas pela gripe aviária. Projeções do Cepea apontam incremento de 2,4% nos embarques em 2026 e produção de 14,73 milhões toneladas, aumento de 3,8% sobre 2025. A concretização desse desempenho requer controle sanitário rigoroso, já que eventuais focos em granjas podem resultar em barreiras imediatas de importadores – como ocorrido em maio/25.

O Cepea destaca a necessidade de monitoramento contínuo do vírus H5N1, considerando surtos recentes na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, impulsionados pela migração de aves. O período crítico coincide com a chegada de aves migratórias, entre maio e julho. Apesar do alerta, o setor brasileiro dispõe de elevado nível de biosseguridade e de capacidade técnica e comercial para responder a eventuais ocorrências, como demonstrado em 2025. 





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Mercados de grãos começam o ano com sinais divergentes


O início de 2026 trouxe movimentos mistos para os principais grãos negociados nos mercados internacionais, com trigo e soja pressionados por fatores de oferta e indicadores  técnicos, enquanto o milho apresentou reação positiva sustentada pela demanda global. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário reflete a combinação entre fundamentos amplos, comportamento dos fundos e ajustes típicos do começo do ano.

No mercado de trigo, as cotações recuaram na Bolsa de Chicago, influenciadas pela ampla disponibilidade mundial. Esse volume elevado mantém os compradores confortáveis e reforça um sentimento negativo entre os fundos. Mesmo as tensões no Mar Negro perdem relevância diante da oferta abundante em outras origens, como a Argentina, que pode suprir eventuais falhas logísticas da região. Os preços FOB na América do Sul indicam competitividade, com referências para Argentina, Uruguai e Paraguai em diferentes padrões de qualidade e prazos de embarque.

A soja iniciou o ano sob forte pressão em Chicago, com perdas expressivas nos contratos de curto e médio prazo. No mercado físico brasileiro, os preços também cederam tanto no interior do Paraná quanto no porto de Paranaguá. A China mostrou atividade moderada na última sessão do ano anterior, adquirindo alguns carregamentos de soja brasileira, mas não há expectativa de novas compras no curto prazo devido ao fechamento da Bolsa de Dalian. Os prêmios de exportação da soja subiram levemente, enquanto farelo e óleo mantiveram bases estáveis na América do Sul. 

Indicadores chineses apontaram queda no esmagamento semanal e ajustes pontuais nos estoques. Do ponto de vista técnico, o complexo da soja renovou mínimas, com indicadores negativos e rompimento de suportes relevantes, reforçando perspectivas de pressão adicional. Para o novo ano, pesam fatores como o rebalanceamento de fundos, o clima favorável no Brasil, que eleva estimativas de produção, e a expectativa de aumento de área nos Estados Unidos.

O milho, por sua vez, abriu o ano em alta em Chicago, sustentado pela demanda mundial considerada elástica o suficiente para absorver o crescimento da produção global. No Brasil, os contratos na B3 e o mercado físico mostraram estabilidade, enquanto referências de exportação no Paraguai e no Sul do país indicam níveis firmes. Entre os indicadores externos, o dólar recuou no mercado brasileiro, o petróleo operou em leve baixa, pressionando soja e milho, e o índice do dólar avançou, fator negativo para o trigo.

 





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Rara e pouco estudada, árvore brasileira pode desaparecer com mudanças no microclima


cinzeiro-pataguá
Foto: divulgação/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

O Crinodendron brasiliense, conhecido como cinzeiro-pataguá, é uma espécie de árvore rara que ocorre apenas em áreas acima de 1.500 metros na Serra Catarinense, em florestas nebulares e de araucária, onde o clima permanece úmido e frio a maior parte do ano.

Quase todos os indivíduos conhecidos vivem no Parque Nacional de São Joaquim, tornando a unidade fundamental para a preservação da espécie.

Descrita na década de 1970, a árvore permanece pouco documentada, e mudanças no microclima, no regime hídrico ou na estrutura da vegetação podem afetar diretamente sua permanência no ambiente.

Pela distribuição reduzida e pela dependência de condições ambientais específicas, o cinzeiro-pataguá está classificado como “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

A espécie pode atingir cerca de 12 metros de altura. Possui tronco ereto, ramos pendentes e flores brancas em formato campanulado. Frutos e sementes apresentam variação entre indivíduos, o que tem sido observado em pesquisas de campo e contribui para o entendimento da diversidade genética da população.

Por muitos anos, pouco se sabia sobre sua ecologia. Levantamentos e pesquisas vinculadas ao Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração – Biodiversidade de Santa Catarina (PELD-BISC) vêm ampliando o conhecimento sobre sua distribuição e características.

Estudos recentes indicam que a espécie apresenta taxas de germinação baixas, fator que limita sua regeneração natural e reforça a necessidade de proteção contínua de seu habitat.

Importância do parque na preservação

A maior parte da população do cinzeiro-pataguá conhecida dentro dos limites do Parque Nacional, o que coloca a unidade de conservação no centro das ações de proteção.

O parque, criado 1961, e um dos mais importantes e antigos parques nacionais do sul do Brasil, mantém as condições ambientais necessárias para a espécie e oferece um ambiente seguro para o avanço de pesquisas científicas.

O pesquisador Rafael Barbizan Sühs, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Clemson University (EUA), destaca o papel decisivo da unidade.

“Sem a proteção legal e o manejo adequado desse território, as chances de sobrevivência seriam menores. O parque não é apenas um refúgio; é um laboratório natural que permite gerar o conhecimento necessário para garantir que essa árvore continue existindo”, destaca.

Ameaça

Mesmo com a proteção, há desafios. A presença de javalis, que podem consumir frutos e sementes, interfere na regeneração da população. O manejo dos campos nativos também é fundamental. O acúmulo de biomassa favorece a propagação de incêndios, como os registrados em 2020, que atingiram áreas florestais dentro parque.

Práticas como queimas prescritas, quando planejadas de forma técnica, ajudam a reduzir esse risco e contribuem para a manutenção do mosaico de vegetação típico da região.

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Centro Tecnológico Araguaia apresentará resultados de pesquisas aplicadas à cultura da soja


Novas cultivares de soja lançadas pela Embrapa
Foto: Embrapa

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizará, no dia 28 de janeiro, a Visita Técnica ao Centro Tecnológico do Araguaia (CTECNO Araguaia), em Nova Nazaré. O evento terá início às 7h e tem como objetivo aproximar o produtor rural das pesquisas desenvolvidas para a cultura da soja, com foco em soluções práticas para a realidade do campo. As inscrições já estão abertas.

A iniciativa permitirá que produtores e profissionais técnicos conheçam, diretamente na estação experimental, as principais linhas de pesquisa conduzidas pelo CTECNO Araguaia. Segundo o coordenador de pesquisa do centro, André Somavilla, a proposta é transformar os resultados científicos em ferramentas aplicáveis às lavouras.

Divulgação Aprosoja MT

“O principal objetivo da visita técnica é aproximar o produtor da pesquisa, trazendo-o para dentro da estação para que possa visualizar as temáticas que estão sendo avaliadas e os resultados obtidos no campo, possibilitando que essas informações sejam levadas para dentro das propriedades e aplicadas nas lavouras”, destaca.

Nesta edição, a programação terá como foco escolha varietal e populacional, manejo de solo, nutrição de plantas e sistemas de produção, abordando fatores diretamente relacionados ao desempenho agronômico e à produtividade da soja.

Entre os temas que serão apresentados estão a aplicação de micronutrientes e produtos fisiológicos, os impactos da densidade de semeadura e da arquitetura de plantas, além do manejo do solo, com ênfase no uso de calcário, fósforo e potássio. Também serão discutidos os efeitos das culturas de segunda safra sobre o desenvolvimento e a produtividade da soja nos diferentes sistemas de produção.

Para André Somavilla, a participação dos produtores e técnicos da região é fundamental para o fortalecimento do setor. “O evento permite que os participantes visualizem, no campo, estratégias para contornar desafios do dia a dia, como escolha de cultivares, ajustes de população, tomada de decisão para replantios, fertilização e rotação de culturas. São informações precisas que contribuem diretamente para a produtividade e a rentabilidade”, reforça.

A programação ocorre durante toda a manhã e contará com espaço para troca de experiências e debates com a equipe técnica do CTECNO Araguaia e pesquisadores parceiros. Os interessados podem se inscrever pelo site eventos.aprosoja.com.br/evento/236.

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