quinta-feira, março 12, 2026

Autor: Redação

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Chuva forte e risco de temporais marcam primeiro fim de semana de 2026 em várias regiões


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O primeiro fim de semana de 2026 será marcado por chuva intensa em grande parte do Brasil. Conforme previsão da Climatempo, a atuação de frente fria e da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) aumenta o risco de temporais.

Saiba como fica o clima em todas as regiões do país neste sábado (3) e domingo (4):

Região Sul

Sábado:
Durante a madrugada, há chance de chuva em áreas do norte do Paraná, enquanto novas instabilidades avançam pelo estado do Rio Grande do Sul desde o começo do dia, devido à chegada de uma nova frente fria, com chuva de maneira moderada a forte intensidade, em áreas do sul, sudoeste, oeste, região central gaúcha, e metade norte do estado.

No Paraná, a chuva ocorre de forma mais fraca. Entre o fim da manhã e o início da tarde, as instabilidades avançam pelas demais áreas da região, onde pode chover mais forte e há chance de temporais em alguns pontos.

Domingo:
Chove em áreas da faixa litorânea entre o Paraná e Santa Catarina de maneira moderada a forte intensidade, além do litoral norte do Rio Grande do Sul, de forma mais fraca. Em áreas do leste e nordeste do Paraná, a chuva ocorre de maneira mais fraca pela manhã e ao longo do dia, e pontualmente mais forte no norte paranaense.

No restante da região, o dia segue com tempo mais estável, devido à presença de uma massa de ar seco, associada à um sistema de alta pressão, que veio atrás da frente fria.

Região Sudeste

Sábado:
Durante a madrugada, as instabilidades seguem ocorrendo em grande parte da região, e as pancadas de chuva continuam ao longo da manhã, ganhando força no período da tarde. A frente fria segue influenciando as pancadas de chuva em algumas áreas, e o estabelecimento de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), favorece essas instabilidades no estado do Espírito Santo, grande parte de Minas Gerais e norte do Rio de Janeiro.

Chove de maneira moderada a forte intensidade pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e também no Espírito Santo, com chance de temporais pela região e de volumes mais elevados de chuva.

Domingo:
Há chance de chuva mais forte em áreas do litoral e leste de São Paulo, já desde a madrugada, além do litoral do Rio de Janeiro e da região central mineira.

A frente fria segue se deslocando pela costa e, a atuação da ZCAS favorece fortes pancadas de chuva no Rio de Janeiro, grande parte de Minas Gerais, além do Espírito Santo, ao longo do dia, com risco de temporais e de volumes mais elevados de chuva. Já no estado paulista, chove de maneira mais moderada em grande parte do estado.

Região Centro-Oeste

Sábado:
Pancadas de chuva no interior, leste e norte de Mato Grosso do Sul, além de áreas do sul e metade leste de Mato Grosso e grande parte de Goiás, durante a madrugada e pela manhã. Enquanto isso, no restante da região o tempo segue mais firme até o fim do período, quando as instabilidades voltam a ganhar força e chove de maneira fraca a moderada pela região.

A atuação da ZCAS favorece pancadas de chuva por grande parte de Mato Grosso e de Goiás, e a partir da tarde, chove de maneira mais forte nessas áreas. Já em Mato Grosso do Sul, a presença de umidade na atmosfera e algumas perturbações associadas à circulação de ventos em altos níveis, favorecem pancadas de chuva na metade norte do estado.

Domingo:
O tempo segue instável em grande parte de Mato Grosso e de Goiás, já nas primeiras horas do dia, devido à atuação da ZCAS. As instabilidades se espalham mais por ambos os estados pela manhã e ganham força ao longo da tarde.

Em Mato Grosso e em Goiás, as pancadas de chuva ocorrem de maneira mais forte, com chance de temporais. Enquanto isso, em Mato Grosso do Sul, chove de maneira fraca a moderada no norte do estado ao longo do dia.

Região Nordeste

Sábado:
O tempo segue instável em áreas do sul e metade oeste da Bahia, metade sul do Maranhão e do Piauí, já desde o começo do dia. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força e chove de maneira mais forte nessas áreas, e avançam mais para o estado baiano, além do oeste de Pernambuco e há risco de temporais em alguns locais.

Domingo:
Chove de maneira moderada a forte intensidade em áreas do oeste e sudoeste da Bahia. Entre o fim da manhã e o início da tarde, as pancadas de chuva ganham força nessas áreas e avançam mais pelo estado baiano, além da metade sul do Maranhão e do Piauí, onde chove de maneira mais forte e há risco de temporais.

No sul do Ceará e oeste de Pernambuco, a chuva ocorre de forma mais fraca.

Região Norte

Sábado:
O tempo segue mais aberto em boa parte do noroeste do Pará, além do nordeste do Amazonas, Amapá, e em Roraima, mas ainda há chance de chuvas fracas a moderadas.

Na metade sul do Pará, além do Tocantins, as pancadas de chuva ganham força, e há risco de temporais em alguns locais, enquanto no Acre e no Amazonas, chove de maneira mais moderada e pontualmente forte.

Domingo:
As pancadas de chuva ganham mais força no Amazonas, no Acre e em Rondônia, devido à atuação da ZCAS, e continuam ocorrendo na metade sul do Pará e no Tocantins, onde chove de maneira moderada a forte intensidade, com chance de temporais.

Já no restante do Pará, em áreas mais à nordeste do Amazonas, além de Roraima, o dia deve seguir com tempo mais aberto. No norte do Amapá, também há chance de chuva.

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Anvisa alerta para risco de intoxicação por metanol após casos registrados na Bahia


bebidas adulteradas falsas metanol
Foto: Pixabay

Após o registro de sete casos de intoxicação por metanol no município de Ribeira do Pombal, na Bahia, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta à população sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas de procedência desconhecida.

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O metanol, também conhecido como álcool metílico, é um líquido volátil, incolor e com odor semelhante ao etanol, porém extremamente tóxico para o organismo humano. A ingestão da substância pode causar danos graves e irreversíveis ao sistema nervoso central e à visão, podendo evoluir para quadros severos se não houver diagnóstico e tratamento precoces.

Segundo a Anvisa, a forma mais segura de prevenção é verificar cuidadosamente a procedência das bebidas alcoólicas consumidas. A agência orienta que os consumidores evitem produtos vendidos de forma informal, sem rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal da Receita Federal, além de desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado.

Entre as recomendações estão a verificação do rótulo, que deve conter o nome do fabricante, lista de ingredientes e número de registro no Ministério da Agricultura, além da compra apenas em estabelecimentos regularizados, como mercados e distribuidoras. A Anvisa também orienta a exigir nota fiscal e observar a aparência da bebida, já que os destilados devem ser límpidos, sem turvação ou partículas.

Bebidas caseiras ou artesanais não regularizadas também devem ser evitadas. Para comerciantes, a orientação é redobrar a atenção com fornecedores e garantir a procedência legal dos produtos comercializados.

Em bares, restaurantes e eventos, o consumidor tem o direito de saber a origem da bebida. A Anvisa recomenda pedir para ver a garrafa antes do preparo do drink e, sempre que possível, solicitar que a bebida seja preparada na frente do cliente, diretamente da embalagem original.

A agência informou que acompanha de forma permanente os relatos de intoxicação por metanol, em articulação com o Ministério da Saúde, as vigilâncias sanitárias locais e o Ministério da Agricultura. Segundo a Anvisa, todas as medidas necessárias estão sendo adotadas, incluindo ações de fiscalização, liberação de antídotos e apoio às autoridades locais, com o objetivo de proteger a saúde da população brasileira.

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Saiba o passo a passo das inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja!


Fazenda Alto da Serra

Faltam poucos dias para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca o início de mais uma safra de soja no Brasil. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas de forma simples e rápida: clique no link, preencha seus dados e você já está mais que confirmado no encontro!

A abertura será realizada no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h, na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional, no Tocantins.

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Para a presidente da Aprosoja do estado anfitrião, Caroline Schneider, sediar a abertura nacional representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos produtores rurais do Tocantins. “O estado se consolidou como um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre o campo e a cidade. Receber a abertura nacional reconhece o esforço dos produtores que impulsionam o desenvolvimento econômico e social do país”, afirma.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, destaca a relevância do Tocantins na produção de soja e milho. Segundo ele, o estado avança a cada safra e se fortalece como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade, contribuindo de forma estratégica para o crescimento do agronegócio nacional.

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.

Entre os convidados confirmados está o economista e biólogo Richard Rasmussen, que participará de um dos painéis, além de autoridades políticas que irão debater políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do estado.

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra essencial para o agro brasileiro.

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AgroNewsPolítica & Agro

Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil entra em vigor


Sancionada em novembro, a reforma do Imposto de Renda (IR) entra em vigor nesta quinta-feira (1º). O novo modelo, que aumenta a faixa de isenção para cerca de 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês, traz mudanças relevantes tanto para os trabalhadores quanto para investidores e contribuintes de alta renda.

As novas regras afetam desde a retenção mensal no salário até a tributação de dividendos. Para compensar a perda de arrecadação, quem ganha a partir de R$ 50 mil por mês passará a pagar mais Imposto de Renda, assim como parte das pessoas que recebem dividendos (parcela de lucro das empresas distribuídas aos acionistas). Ao todo, 141 mil brasileiros, segundo o governo, passarão a pagar mais IR.

Em relação à Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, nada muda para o documento deste ano, porque a declaração se refere ao ano-base 2025. Somente em 2027 (ano-base 2026), o novo modelo de IR será ajustado definitivamente na declaração.

A seguir, veja o que muda na prática e como isso pode impactar o seu bolso.

Quem passa a ficar isento do IR?

A principal mudança é a ampliação da faixa de isenção:

Renda mensal de até R$ 5.000: isenção total do Imposto de Renda;

Atualmente, a isenção vai apenas até dois salários mínimos (R$ 3.036).

Segundo o governo, cerca de 15 milhões de brasileiros ficam totalmente isentos com a nova regra, o que representa uma renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões.

Economia estimada:

Quem ganha até R$ 5 mil pode economizar até R$ 4 mil por ano, considerando o décimo terceiro salário.

Desconto gradual para salários até R$ 7.350

A reforma cria uma faixa intermediária de alívio tributário:

De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 por mês: isenção parcial, com desconto decrescente no imposto;

Acima de R$ 7.350: nada muda; segue a tabela progressiva atual (até 27,5%).

O desconto diminui gradualmente conforme a renda sobe, evitando o chamado “degrau tributário”, quando pequenos aumentos salariais geram saltos grandes no imposto.

Exemplos práticos:

Salário de R$ 5.500: imposto mensal cai cerca de 75%;

Salário de R$ 6.500: economia aproximada de R$ 1.470 por ano;

Salário de R$ 7.000: economia em torno de R$ 600 por ano.

O valor exato do desconto depende do cálculo individual e de outras rendas e deduções.

O que muda no desconto em folha já em janeiro?

A mudança é sentida imediatamente:

Quem se enquadra na nova isenção ou no desconto parcial já deixa de sofrer a retenção integral do IR na fonte sobre o salário de janeiro, pago no fim do mês ou no início de fevereiro.

Atenção:

Mesmo isento, o contribuinte terá de declarar IR em 2026, pois a declaração será referente ao ano-base 2025, quando a nova regra ainda não valia.

Imposto mínimo para alta renda

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado à alta renda:

Renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil/mês): entra na regra

Alíquota progressiva de até 10%

Renda acima de R$ 1,2 milhão por ano: alíquota mínima efetiva de 10%

Estimativa do governo:

Cerca de 141 mil contribuintes serão afetados.

O que entra no cálculo do IRPFM?

Salários;

Lucros e dividendos;

Rendimentos de aplicações financeiras tributáveis;

Em relação aos salários acima de R$ 50 mil por mês, essa fonte de renda gera desconto no IRPFM a pagar, mesmo incluída na base de cálculo. Isso porque o Imposto de Renda já foi descontado na fonte, com alíquota de 27,5%.

Ficam fora:

Poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), fundos imobiliários, Fiagro e outros investimentos incentivados;

Heranças e doações;

Indenizações por doença grave;

Ganhos de capital na venda de imóveis, exceto fora da bolsa;

Aluguéis atrasados

Valores recebidos acumuladamente, por meio de ações judiciais;.

O imposto mínimo será apurado apenas na declaração de 2027.

Tributação de dividendos

Outra novidade relevante é a tributação de dividendos na fonte:

10% de imposto retido sobre dividendos;

 Apenas quando superarem R$ 50 mil por mês;

Valor pago por uma única empresa à pessoa física.

A maioria dos investidores não será afetada. A medida mira sócios e empresários que recebiam altos valores em dividendos, até então isentos.

O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual.

Pontos de atenção e possíveis disputas

Dividendos relativos a lucros apurados até 2025 só permanecem isentos se a distribuição tiver sido aprovada até 31 de dezembro de 2025. Especialistas alertam para possíveis questionamentos judiciais, por possível efeito retroativo da regra.

>> Resumo rápido: o que muda a partir desta quinta

Isenção total até R$ 5 mil por mês;

Desconto gradual até R$ 7.350;

Nada muda para salários acima disso;

Imposto mínimo de até 10% para renda acima de R$ 600 mil por ano;

Dividendos acima de R$ 50 mil por mês passam a ser tributados.

A reforma redesenha a tributação da renda no país e começa a ser sentida agora no salário, mas os efeitos completos aparecerão apenas na Declaração do Imposto de Renda de 2027.





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Etanol é exceção e lidera alta entre os combustíveis em 2025


etanol
Foto: Agência Brasil

Os preços de combustíveis entram em 2026 em alta, puxada pela entrada em vigor das novas alíquotas do ICMS. Apenas com o impacto do imposto, o litro da gasolina terá acréscimo de R$ 0,10 este mês, com o ICMS passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Em 2025, os preços ficaram praticamente estáveis. A exceção foi o etanol, que liderou o aumento de preços do setor no ano passado, com alta de quase 5%.

A alíquota de ICMS do diesel e do biodiesel subiu de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, acréscimo de R$ 0,05 por litro e aumento de 4,4%. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, terá a alíquota elevada de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, equivalente a um reajuste de 5,7% e alta de R$ 1,05 por botijão (de 13 kg), informa a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes.

De acordo com a Petrobras, o ICMS corresponde a cerca de 23,7% da composição do preço da gasolina; 18,4% no caso do diesel; e 16,4% no Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Alta expressiva do etanol em 2025

O etanol foi o maior vilão da inflação dos combustíveis no ano passado, mostra levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos. O biocombustível acumulou alta de 4,92% no ano, passando a custar, em média, R$ 4,56 o litro.

Já o preço médio do litro da gasolina em 2025 subiu 0,52%, para R$ 6,37 e do diesel S-10 registrou ligeira queda, de 0,88%, caindo a R$ 6,30, mostrou a ValeCard.

Preços em dezembro do ano passado

Em dezembro, o preço médio do etanol aumentou em 22 Estados, ainda segundo a ValeCard, considerando transações realizadas entre 1º e 28 de dezembro em mais de 25 mil postos credenciados em todo o País.

“Os dados de dezembro mostram um mercado de combustíveis mais estável, com reajustes pontuais e variações contidas na maior parte do País. O etanol foi o combustível que concentrou a maior pressão de alta no mês, enquanto gasolina e diesel apresentaram movimentos mais moderados, refletindo um cenário de menor volatilidade no fechamento do ano”, afirmou o diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, Marcelo Braga.

Segundo o executivo, a elevação do preço do etanol em dezembro está diretamente relacionada à dinâmica sazonal do setor sucroenergético.

“Com o encerramento da safra de cana-de-açúcar e a entrada no período de entressafra, a oferta do biocombustível fica mais restrita justamente em um momento de maior demanda, impulsionado pelas férias e pelo aumento das viagens de fim de ano. Essa combinação pressionou os preços nas bombas e explica a alta mais acentuada do etanol em comparação com outros combustíveis”, acrescentou Braga.

Balanço do ano

Em levantamento realizado pela Agência Nacional Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 6,14, em dezembro de 2024, para R$ 6,22 na semana de 21 a 27 de dezembro de 2025, alta de 1,3%. Segundo a Fecombustíveis, a alta não refletiu as duas reduções de preço feitas pela Petrobras ao longo do ano, em 3 de junho e em 21 de outubro.

No acumulado do ano passado, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em R$ 0,31 por litro ou 10,3%. Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 por litro pela estatal. Já o diesel passou de R$ 6,11, em dezembro de 2024, para R$ 6,08, no mesmo período de 2025, uma queda de 0,5%, segundo a ANP.

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Chuvas favorecem o desenvolvimento das lavouras de soja no RS


plantação de soja
Foto: Divulgação/Emater-RS

A semeadura de soja no Rio Grande do Sul alcançou 93% da área projetada para a safra 2025/2026. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última terça-feira (30). Segundo a entidade, o ritmo de plantio desacelerou nas últimas semanas em razão das chuvas volumosas e dos curtos intervalos de tempo seco, que não permitiram a adequada redução da umidade do solo para a operação das semeadoras.

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Atualmente, a maior parte das lavouras está em fase vegetativa, representando cerca de 93% da área cultivada, enquanto os cultivos mais precoces já iniciam o florescimento, correspondendo a 7%. As áreas implantadas no início do período apresentam elevado vigor vegetativo, favorecido pela combinação de boa disponibilidade hídrica, temperaturas elevadas e níveis satisfatórios de radiação solar.

De acordo com a Emater, as melhores condições de desenvolvimento são observadas em áreas com solos bem estruturados, maior teor de matéria orgânica e adequada cobertura vegetal, fatores que contribuem para a infiltração e o armazenamento de água no perfil do solo. Por outro lado, em áreas com solos mais compactados ou menor cobertura, foram registrados episódios de erosão laminar e em sulcos, especialmente em lavouras ainda em fase de emergência.

Em semeaduras realizadas sob condições menos favoráveis de umidade, sobretudo após períodos de déficit hídrico seguidos por chuvas intensas, houve registros de desuniformidade de emergência, falhas de estande e necessidade pontual de replantio. No Noroeste do Estado, os acumulados pluviométricos elevados ao longo de dezembro superaram a média histórica, ocasionando danos à infraestrutura rural, como estradas vicinais, além de alagamentos pontuais em áreas ribeirinhas e de relevo mais baixo.

Apesar dos desafios operacionais, a avaliação geral indica que o cenário hídrico tem sido positivo para o desenvolvimento das lavouras, desde que as condições climáticas permitam a continuidade das operações no campo nas próximas semanas.

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USDA define condições de auxílio a produtores dos Estados Unidos


EUA, Estados Unidos
Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou em nota o início da nova fase do Programa de Assistência Agrícola (FBA, na sigla em inglês), pacote do governo norte-americano de ajuda a produtores prejudicados por preços baixos de commodities e disputas comerciais.

Nesta sexta-feira (2), o departamento anunciou as taxas de pagamento por acre para cada commodity elegível. Serão US$ 12 bilhões em auxílio aos agricultores, dos quais US$ 11 bilhões em pagamentos diretos pelo FBA.

“Os agricultores podem contar com esses cálculos de taxas de pagamento ao irem ao banco para planejar o plantio da safra de primavera. Os agricultores que se qualificam para o Programa FBA receberão os pagamentos em suas contas bancárias até 28 de fevereiro de 2026”, disse a secretária de Agricultura do país, Brooke Rollins, na nota.

Os produtos agrícolas elegíveis para auxilio dos produtores pelo FBA são: cevada, canola, grão-de-bico, milho, algodão, linho, lentilha, mostarda, aveia, amendoim, ervilha, arroz, cártamo, gergelim, sorgo, soja, girassol e trigo.

Os pagamentos do FBA serão baseados na área plantada pelos agricultores americanos em 2025, no custo de produção e nos dados do relatório de oferta e demanda do USDA.

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Brasil vai propor à China assumir cota de países que não conseguirem cumpri-la


carne Brasil China
Foto: Pixabay

O Brasil vai propor à China a flexibilização nas cotas de carne bovina isentas de tarifas adicionais no âmbito das medidas de salvaguarda anunciadas na quarta-feira (31), pelo governo chinês.

“As cotas foram estabelecidas de maneira igual para todo mundo (com base no market share de mercado de importação dos últimos três anos). O que vamos tratar com a China é se um país tem uma cota e não conseguir cumprir, o Brasil pode assumir essa cota. Os Estados Unidos, por exemplo, não exportaram à China em 2025”, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Essas alternativas serão discutidas bilateralmente com a China ao longo de 2026, segundo o ministro. “Afinal, se o nosso preço é competitivo, a carne é de qualidade, isso também ajuda a conter a inflação de alimentos lá. É o que faremos durante o ano com muito diálogo, muita negociação e parceria, porque não é algo que ocorrerá no primeiro mês e, tenho certeza, que não afetará nada os produtores brasileiros”, acrescentou.

O governo chinês anunciou que vai impor cotas específicas por país para importação de carne bovina com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a quantidade. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) do país. As medidas entraram em vigor ontem (1º) e serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028 e atinge os principais exportadores da carne bovina.

O Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026. O volume alcança 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028. A título de comparação, neste ano, no acumulado até novembro, o País já exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina ao mercado chinês, somando US$ 8,028 bilhões.

Outros grandes players exportadores de carne bovina também terão suas vendas ao mercado chinês limitadas por cotas, que foram estabelecidas de acordo com a participação de cada país nas exportações à China. A maior cota é do Brasil, que responde por 45% da carne bovina importada pela China. A Argentina terá cota de 511 mil toneladas no próximo ano. Uruguai terá cota de 324 mil toneladas sem tarifa adicional em 2026, seguido por Nova Zelândia com 206 mil toneladas, Austrália com 205 mil toneladas e Estados Unidos com 164 mil toneladas.

Na análise do ministro, a cota de 1,106 milhão de toneladas isentas de tarifa adicional permite ao Brasil avançar nas negociações com a China ao longo do ano. “Conseguiremos chegar ao segundo semestre, com tarifas de 12% (alíquotas vigentes de importação). Enquanto isso, podemos discutir com as autoridades chinesas a eventual ampliação da cota do Brasil se outros países não cumprirem os seus volumes”, explicou Fávaro.

O ministro disse, ainda, que o governo não recebeu com surpresa a medida chinesa, já que o tema vinha sendo tratado bilateralmente ao longo do último ano. “Não há nada que foi tratado de forma extemporânea. A relação Brasil-China é uma relação de extrema confiança recíproca e de amizade. Autoridades chinesas anunciaram que iriam preparar um processo de salvaguarda com finalidade de proteger os criadores locais”, relatou o ministro. “A salvaguarda chinesa tem a finalidade de proteger os pecuaristas locais. Compreendemos estratégia e trabalhamos para garantir a continuidade do comércio”, acrescentou.

Na análise de Fávaro, não há “impacto relevante” no mercado em decorrência da medida neste momento. “O Brasil ficou com uma cota em torno de 44%, pouco menor que a performance de 2025 que foi influenciada pelo tarifaço americano, mas dentro da média histórica”, ponderou.

Para Fávaro, o Brasil está preparado para enfrentar sobressaltos comerciais com 29 aberturas de novos mercados para a carne bovina nos últimos anos, como México, Vietnã e Malásia. “O que superar a cota de 1,106 milhão de toneladas vamos remanejar a outros mercados. Estamos confiantes na abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira em março do ano que vem”, apontou.

O ministro refutou a possibilidade de o Brasil acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a salvaguarda chinesa. “O Brasil não irá contra as medidas chinesas. O Brasil tem uma ótima relação com a China e não foi surpreendido. Tudo foi feito dentro do diálogo, da soberania e da estratégia de cada país”, assegurou.

A China é o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por 50% de tudo que foi exportado neste ano. Até novembro, o País já exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina ao mercado chinês, somando US$ 8,028 bilhões.

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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece safra de morango no Rio Grande do Sul



Colheita de morango segue estável nas regiões gaúchas



Foto: Seane Lennon

A produção de morango avança de forma diferenciada nas regiões acompanhadas pela Emater/RS-Ascar, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (1). Em Caxias do Sul, a predominância de dias ensolarados e a elevada amplitude térmica registrada nas últimas duas semanas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e a maturação dos frutos. O resultado foi melhora no calibre, na coloração e no sabor da produção.

Em Gramado, a sanidade dos morangueiros permanece sob controle na atual safra. Houve registros pontuais de doenças fúngicas e pragas em períodos de maior instabilidade climática, com ocorrência de mofo-cinzento em cultivos localizados nas bancadas laterais das estufas. A intensificação do fluxo turístico no período natalino sustentou os preços, que variam entre R$ 20,00 e R$ 35,00 por quilo para frutos in natura e entre R$ 10,00 e R$ 15,00 por quilo para o produto congelado.

Na região de Pelotas, a demanda pela fruta aumentou em função das festas de fim de ano. Mesmo com a redução do calibre, os preços permanecem estáveis. As cultivares tradicionais se aproximam do encerramento do ciclo produtivo, enquanto as variedades de dias neutros seguem em plena produção.

Em Erechim, a colheita ocorre dentro da normalidade, com produção considerada regular e preços em torno de R$ 25,00 por quilo. Já na região de Santa Maria, as cultivares de dias neutros estão em fase produtiva, enquanto as de dia curto se aproximam do fim do ciclo. Em Agudo, os valores apresentam ampla variação conforme o ponto de comercialização, chegando a oscilar entre R$ 30,00 e R$ 50,00 por quilo nas vendas realizadas às margens da BR-287.





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