domingo, maio 17, 2026

Autor: Redação

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Favaro pede o fim de restrições ao frango brasileiro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, pediu à União Europeia que reconheça o Brasil como país livre de gripe aviária para a retomada das exportações de frango ao bloco. A solicitação foi feita ao comissário de saúde e bem-estar animal da União Europeia (UE), Olivér Várhelyi, nesta quinta-feira (10), em reunião por videoconferência. O comissário europeu pediu informações adicionais ao governo brasileiro para análise da retomada das importações.

Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que o encontro visava discutir os próximos passos para a retirada das restrições impostas pelo bloco às exportações de carne de frango brasileira, após a confirmação de um foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial em Montenegro (RS), em maio. Desde 16 de maio, estão suspensas exportações de frango de todo o território brasileiro ao bloco europeu, conforme previsto no protocolo acordado entre o Brasil e a UE.



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Tarifaço de Trump força os políticos a pensarem no país, não em si mesmos



A tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros é um soco no estômago da economia nacional. Mas talvez, mais do que um ataque estrangeiro, ela funcione como um espelho cruel: mostrou que o Brasil está vulnerável não apenas lá fora — mas aqui dentro, onde a política virou teatro de vaidades.

Por meses, o país tem sido refém de disputas pequenas, onde Executivo, Congresso e Judiciário se atacam como se o colapso do outro fosse a salvação. A máquina pública virou palco de interesses pessoais, estratégias eleitorais e revanches institucionais. Não há pacto. Não há rumo. E, pior, não há vergonha.

Mas agora, com um inimigo externo pressionando, talvez seja o momento de deixar de lado o egoísmo que tomou Brasília, e finalmente vestir a camisa do país.

A medida dos EUA, ao mirar o agronegócio, a indústria e o comércio exterior brasileiro, atinge não apenas setores econômicos, mas a autoestima de uma nação. E diante disso, cresce o consenso de que é hora de reagir como país, e não como facções ideológicas brigando por likes e narrativas.

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Nos bastidores, líderes dos Três Poderes começaram a ensaiar uma articulação para uma resposta institucional coordenada. Não porque viraram patriotas de repente, mas porque entenderam que o dano político pode ser ainda maior que o comercial. A verdade é simples: o Brasil só sobrevive se deixar de ser um campo de batalha interno.

Está na hora de Brasília acordar. A classe política precisa parar de brincar com o país como se fosse um tabuleiro de xadrez particular. A tarifa de Trump é o alerta final: ou se constrói um projeto de nação, que envolva soberania econômica, diplomacia estratégica e reconstrução produtiva, ou o Brasil continuará sendo alvo fácil para potências que sabem muito bem o que querem.

Enquanto nossos líderes jogam para a torcida, outros países jogam para vencer. O mundo não espera. E o povo brasileiro não aguenta mais pagar a conta da irresponsabilidade política.



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volume exportado foi o menor da história, mas arrecadação foi recorde



A safra brasileira 2024/25 encerrou oficialmente em junho de 2025 e com um fato que chama a atenção: o país registrou o menor volume exportado da série histórica da Secex (iniciada em 1997). Ainda assim a receita com os embarques foi recorde. 

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), avaliam que a turbulenta safra 2024/25 se encerra em um contexto de incerteza quanto à recuperação plena do consumo externo de suco. 

Parte dos agentes de mercado consultados pelo instituto manifesta receio de que a demanda internacional não se restabeleça completamente , ora devido à estagnação do consumo, ora pelos efeitos ainda indefinidos dos aumentos tarifários implementados pelo governo Trump sobre produtos brasileiros. 

Até o momento, pesquisadores do Cepea afirmam que o impacto da elevação de 10% nas tarifas acabou sendo minimizado pela oferta restrita do Brasil, que sustentou os embarques. 

No entanto, permanece incerta a magnitude dos efeitos de um possível aumento tarifário para patamares de até 50% sobre o suco de laranja, especialmente diante da perspectiva de maior produção nacional nas próximas temporadas. 

Assim, ainda conforme o centro de pesquisas, o acúmulo de divisas oriundas das exportações na temporada 2024/25 foi extremamente favorável, permitindo ao setor uma capitalização importante frente aos desafios futuros. 

Na comparação com a safra anterior, a receita cresceu expressivos 28,4%, totalizando US$ 3,48 bilhões, um recorde.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Projeção da Fazenda para IPCA de 2025 passa de 5,0% para 4,9%; estimativa para 2026 é de 3,6%



O Ministério da Fazenda revisou a sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 para 4,9% – acima do teto da meta, de 4,5% – no Boletim Macrofiscal divulgado nesta sexta-feira (11) pela Secretaria de Política Econômica (SPE). A projeção era de 5,0% no boletim anterior, de maio, e de 4,8% no documento “2024 em retrospectiva e o que esperar de 2025”, publicado em fevereiro.

“A mudança reflete variações menores que as esperadas para o índice nos meses de maio e junho, além de revisões no cenário à frente, condicionadas principalmente pela menor cotação projetada para o real frente ao dólar. Além da expectativa de real mais valorizado até o final do ano, também contribuíram para reduzir a inflação projetada para o IPCA em 2025 a deflação mais acentuada dos preços no atacado agropecuário e industrial e a maior concorrência com produtos importados, repercutindo o avanço da deflação ao produtor na China”, diz o boletim.

No cenário considerado, projeta-se redução da inflação de junho a agosto, reversão dessa trajetória em setembro por conta da saída dos efeitos do bônus de Itaipu, e nova redução em seguida, até dezembro. Para 2026, a projeção de IPCA se manteve praticamente constante, em 3,6%, dentro do intervalo da meta de inflação. “De 2027 em diante, espera-se convergência da inflação ao centro da meta”, enfatizou a SPE.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, a projeção da SPE passou de 4,9% para 4,7% enquanto a para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi 5,6% para 4,6%. Para 2026, o INPC saiu 3,5% para 3,3% e o IGP-DI, de 4,9% para 5,0%.



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exportações atingem o melhor desempenho desde 1997



As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, registraram o melhor desempenho para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Secex, iniciada em 1997. 

Segundo números analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), entre janeiro e junho deste ano, o volume embarcado cresceu expressivos 192% em relação ao mesmo período de 2024, somando 24,9 mil toneladas. 

A receita obtida com as vendas também foi recorde, atingindo US$ 57,8 milhões nos seis primeiros meses de 2025. O montante foi 216% superior ao obtido em igual intervalo do ano passado. 

Por outro lado, no mercado doméstico, levantamentos do Cepea mostram que os preços dos ovos vêm caindo na maioria das regiões acompanhadas. Apesar do leve aumento na liquidez nesta primeira quinzena, a pressão por descontos nas negociações se intensificou. 

Colaboradores do Cepea estão atentos ao comportamento das vendas neste mês de férias escolares. Neste período, parte da produção acaba sendo direcionada ao consumo doméstico, pressionando ainda mais os valores.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Após tarifaço de Trump, preço da arroba do boi gordo recua



O tarifaço das exportações brasileiras anunciado por Donal Trump, presidente dos EUA, resultou em baixa liquidez e queda nas cotações no mercado de boi na quinta-feira (10), de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Vendedores e compradores estão cautelosos e os frigoríficos esperam uma melhor definição de preços e condições para fecharem grandes compras. Já os pecuaristas temem que o aumento da taxa pelos EUA travem as exportações de carne brasileira e consequentemente pressionem o preço do boi gordo.

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Diante desse cenário de indefinição, agentes praticaram preços mais baixos. Em São Paulo, agentes negociaram o preço da arroba na faixa de R$ 295 a R$ 300. O indicador Cepea/Esalq fechou em R$ 299,70 a arroba, recuando 1,74%. Os cortes dianteiro e traseiro deram uma ligeira enfraquecida, recuando cerca de 0,5%. A carcaça casada de boi teve média de R$ 21,18 por quilo à vista no atacado da Grande SP.



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no início de junho preços seguem em queda



Os preços da carne de frango iniciram julho em queda em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, a pressão vem da oferta acima da demanda, que ainda está atrelada às restrições às exportações brasileiras. Estas foram  impostas por alguns países após a confirmação de um caso de influenza aviária em uma granja comercial no município de Montenegro (RS), no dia 15 de maio. 

Neste cenário, alguns dos mais importantes parceiros comerciais já vem retomando gradualmente as compras da carne brasileira. Ainda assim, o mercado doméstico ainda não conseguiu equilibrar a disponibilidade à procura, afirmam os pesquisadores. 

Nessa terça-feira, 8, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou nota informando que Filipinas, Singapura e África do Sul já retiraram as restrições aos embarques.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Geada antecipa fim da colheita da batata-doce em Feliz



Produtores já preparam nova safra em Feliz no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita da batata-doce está em fase final na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, especificamente no município de Feliz. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10), as geadas registradas nos últimos dias praticamente encerraram a safra 2024.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “os produtores já estão encomendando mudas para a próxima safra”. Apesar das baixas temperaturas que marcaram o fim do ciclo, não foram registrados problemas fitossanitários nas lavouras.

A comercialização da batata-doce tem variado entre R$ 1,50 e R$ 2,00 o quilo, conforme apuração da entidade.





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Soja registra preço baixo na Bolsa de Chicago



Os contratos da soja em grão registram preços levemente mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado opera em compasso de espera pelo relatório mensal do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), previsto para esta sexta-feira (11), com novas estimativas de oferta e
demanda global de grãos.

Além disso, a oleaginosa vem pressionada ao longo da semana pelo clima praticamente ideal no Meio-Oeste dos EUA, que elevou as expectativas de uma safra robusta no país. Os investidores esperam que o documento confirme essas perspectivas. Até o momento, a posição novembro/25 acumula baixa semanal de 3,2%.
O USDA deverá indicar um pequeno corte na produção de soja norte-americana em 2025/26. Os estoques, no entanto, devem ser revisados para cima. Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra americana em 2025/26 deverá ficar em 4,331 bilhões de bushels, contra 4,340 bilhões previstos em junho.

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Para os estoques de passagem, a previsão é de um número de 304 milhões de bushels para 2025/26, contra 295 milhões projetados em jujnho. Para 2024/25, a aposta é de um aumento, passando dos 350 milhões indicados em junho para 358 milhões de bushels.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 124,3 milhões de toneladas. Em junho, o número ficou em 124,2 milhões. Segundo o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 125,5 milhões de toneladas, contra 125,3 milhões projetados em junho.
O USDA deverá elevar a estimativa para a safra do Brasil em 2024/25 de 169 milhões para 169,4 milhões de toneladas. Já a estimativa para a Argentina deverá ser aumentada de 49 milhões para 49,2 milhões de toneladas.
Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,13 1/2 por bushel, baixa de 0,25 centavo de dólar, ou 0,02%, em relação ao fechamento anterior. Ontem (10), a soja fechou com preços em alta. Na véspera do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e após encostar no menor patamar em três meses, as cotações foram beneficiadas por um movimento de recuperação técnica e posicionamento de carteiras.
A reação foi limitada pelas projeções climáticas, que seguem favoráveis ao desenvolvimento das lavouras americanas. A política tarifária de Donald Trump segue no radar. A imposição de uma tarifa de 50% ao Brasil não atinge diretamente aos grãos, mas a desvalorização do dólar pode determinar um aumento nas vendas brasileiras.
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 3,50 centavos de dólar ou 0,34% a US$ 10,12 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,13 3/4 por bushel, ganho de 6,50 centavos ou 0,64%.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Tarifa de 10% dos EUA e valorização do euro terá impacto sobre exportações…


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SINTRA, Portugal (Reuters) – Uma tarifa de 10% dos Estados Unidos sobre produtos europeus, combinada com uma valorização semelhante ou maior do euro em relação ao dólar, teria um impacto significativo sobre as exportações da zona do euro, disse o membro do Banco Central Europeu, Martins Kazaks.

Como as negociações comerciais entre os EUA e a UE permanecem incertas, economistas estão especulando sobre as condições que podem levar o BCE a intervir com novos cortes nas taxas de juros para apoiar a economia da zona do euro.

Kazaks disse que as importações da zona do euro já seriam afetadas por uma tarifa de 10% dos EUA – a linha de base com a qual as autoridades da UE se conformaram – e por um aumento de 10% ou mais na taxa de câmbio do euro em relação ao dólar, o que seria apenas 1% a mais do que o ganho desde o Dia da Libertação.

Tarifas mais altas no exterior e uma moeda mais forte tornam as exportações de uma região mais caras.

“Se houver uma tarifa de 10% mais uma valorização da taxa de câmbio do euro de mais 10%, isso é grande o suficiente para afetar a dinâmica das exportações”, disse ele à Reuters no fórum anual do BCE sobre bancos centrais em Sintra, Portugal.

O euro estava sendo negociado a US$1,178 nesta terça-feira, com alta de 13,8% desde o início do ano e de 8,9% desde o início de abril.

Kazaks descreveu a economia da zona do euro como “fraca”, embora ainda apresente “algum crescimento”, acrescentando que a inflação está “mais ou menos” na meta de 2% do banco central, o que implica pouca necessidade de grandes mudanças.

A última projeção do BCE apontou a inflação na meta de 2,0% este ano, antes de cair para 1,6% no ano seguinte e retornar a 2,0% em 2027.

“A maior parte do ajuste de juros já foi feita”, disse Kazaks, repetindo sua posição anterior. “Se houver mais cortes, eles serão pequenos e terão valor de sinalização, desde que permaneçamos no cenário base.”

Ele também alertou que a China “está começando a despejar produtos na Europa”, o que tanto reduzirá a inflação quanto prejudicará a competitividade europeia.

(Reportagem de Francesco Canepa)





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