domingo, maio 17, 2026

Autor: Redação

News

Governo se reúne com empresas do agro nesta terça para discutir tarifaço de Trump



Governo receberá em Brasília nesta terça-feira (15) empresas do agronegócio para discutir medidas sobre o tarifaço de Trump anunciado na última quarta-feira (9). Serão recebidas empresas que exportam suco de laranja, carnes, frutas, mel, couro e pescado.

A reunião acontece após a criação do comitê de trabalho interministerial pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é reunir ow setores empresariais da indústria e do agronegócio para definir estratégias de negociação e reversão das tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos do Brasil.

O grupo conta com a participação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), da Casa Civil, do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Fazenda, e será coordenado pelo vice-presidente e titular do MDIC, Geraldo Alckmin.

Em declaração à imprensa na tarde de segunda-feira (14), no Palácio do Planalto, Alckmin deu detalhes sobre as conversas. As duas primeiras reuniões ocorrerão nesta terça-feira (15), na sede do MDIC, em Brasília.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

A primeira, agendada para as 10h, reunirá setores industriais que têm mais relação de comércio exterior com os EUA, como empresas de aviação, aço, alumínio, celulose, máquinas, calçados, autopeças, entre outros . Devem participar entidades setoriais e, em alguns casos, as próprias empresas. Um representante do Ministério de Portos e Aeroportos também deve comparecer.

Na parte da tarde, às 14h, será a vez das empresas de agronegócio. Neste caso, além das quatro pastas que integram o comitê, representantes do Ministério da Agricultura (Mapa), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Ministério da Pesca participarão da reunião.

“Essa é a primeira conversa, mas nós vamos dar continuidade a esse trabalho. E vamos também marcar com entidades e empresas americanas, porque tem uma integração de cadeia. Então, é evidente que as empresas americanas também vão ser atingidas. Vamos conversar com as empresas americanas e com a Câmara de Comércio Exterior Brasil-EUA (Amcham)”, afirmou Alckmin.

Ele citou, por exemplo, o fato de o Brasil importar carvão siderúrgico dos EUA para fabricar aço semiplano e depois vender esse aço de volta ao mercado norte-americano, que produz motores e outros produtos de maior valor agregado.

Segundo Alckmin, ele não foi procurado por autoridades americanas desde o anúncio de Trump, mas informou que, antes do tarifaço, o Brasil já havia encaminhado proposta sobre taxas comerciais para autoridades dos EUA.

“No dia 16 de maio foi encaminhada, até em caráter confidencial, uma proposta de negociação para os Estados Unidos e não foi respondida ainda”, revelou.
O vice-presidente chegou a se reunir com secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o embaixador Michael Grier, um alto funcionário do Representante Comercial dos EUA (USTR).

A expectativa de Alckmin é de que a participação dos setores empresariais brasileiros diretamente atingidos pela tarifa ajude a mobilizar empresas norte-americanas. O vice-presidente negou especulações de que o Brasil teria solicitado redução da tarifa neste momento.

“O governo não pediu nenhuma prorrogação de prazo e não fez nenhuma proposta sobre a alíquota, sobre o percentual. O que nós estamos fazendo é ouvindo os setores mais envolvidos, para o setor privado também participar e se mobilizar com seus congêneres e parceiros nos Estados Unidos, fazer essa articulação e o governo também o fará. Todo o empenho em rever essa questão [tarifa], porque ela é totalmente inadequada”, observou.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Geadas limitam pastejo e forragem


Mesmo com o avanço do pastejo em áreas cultivadas, as forragens não alcançaram seu potencial produtivo no Rio Grande do Sul, mantendo a necessidade de suplementação alimentar para evitar perdas de escore corporal nos rebanhos. A avaliação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10).

Segundo o boletim, o tempo seco favoreceu a execução de manejos sanitários, como vacinação contra clostridioses e desvermifugação, além de ter contribuído para a redução da incidência de parasitas nos campos. “As condições climáticas, embora limitantes para o crescimento das pastagens, permitiram cuidados essenciais com o gado”, informou a Emater/RS-Ascar.

Na região de Bagé, os rebanhos enfrentaram estresse térmico devido às baixas temperaturas e à restrita disponibilidade de alimento, comprometendo o ganho de peso. Em São Gabriel, as geadas intensas afetaram os campos nativos. Em resposta, produtores adotaram o uso de sal energético como estratégia para manter o desempenho dos animais. Já em São Borja, diante da baixa qualidade das pastagens, houve intensificação da suplementação no cocho.

A região de Caxias do Sul concentrou esforços em marcações, vacinação e suplementação com silagem de milho. A prioridade tem sido vacas gestantes e touros, que receberam acesso preferencial às áreas com pastagens de melhor qualidade.

Na região de Erechim, a condição nutricional dos rebanhos permanece adequada, e produtores realizam vacinação contra raiva e carbúnculo. Em Frederico Westphalen, a preocupação é com o conforto animal diante das intempéries recentes.

Na região de Passo Fundo, o baixo volume de forragem forçou o uso de alimentos conservados. Em Porto Alegre e Pelotas, rebanhos mantidos em campos nativos perderam condição corporal, ao contrário dos animais criados em áreas com pastagens cultivadas, que conseguiram manter o peso.

Casos de raiva foram confirmados em Piratini, com mortes de animais ainda sem diagnóstico conclusivo. Em Pinheiro Machado, foi realizado um remate com valores médios de até R$ 4.344,44 para vacas com cria ao pé. Em Canguçu, feiras e remates também movimentaram o setor, com destaque para o mercado de exportação de terneiros.

Em Santa Maria, produtores realizaram diagnósticos de gestação, desmame e comercialização de terneiros, ainda impactados pelas geadas recentes. Em Santa Rosa, os rebanhos apresentaram boas condições sanitárias e corporais, impulsionadas pela maior oferta de forragens cultivadas. Já na região de Soledade, iniciou-se o período de parição, com boa condição corporal observada nos terneiros.





Source link

News

Produtores rurais reinventam o campo com hospitalidade



“Olá meu povo, eu sou chamado de ‘Cumpade’ João. E é assim que abraço esse Brasil todinho.” Foi com esse carisma todo e vestindo roupas típicas da cultura nordestina que João Wamberto de Araújo Barreto, empreendedor rural de Campina Grande, Paraíba (PB), se apresentou em uma feira internacional de turismo em São Paulo, a WTM Latin America.

‘Cumpade’ João, viu na sua fazenda Olho D’Água, mais do que roça e pasto. Viu um cenário de festa, alegria e acolhimento.

Atualmente, o local é palco do famoso ‘Arraiá de Cumpade’, atração anual realizada em junho que mistura tradição, forró, comida boa e gente de todo canto.

Além disso, ele transformou cada canto da propriedade em experiência: tem cavalgada, pescaria, ordenha, área de camping e até um restaurante, onde ele mesmo assume as panelas. E avisa: “tem que fazer o que o turista procura.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Barreto contou com apoio do Sebrae/PB para impulsionar o negócio.

“O Sebrae/PB me deu o mais importante: conhecimento. Preparou-me para quando cortasse o cordão umbilical, eu continuasse a caminhada nesse mundão de meu Deus”, conta o anfitrião.

Então, se você acredita que sua propriedade tem um ‘quê a mais’, talvez seja hora de tirar o projeto da gaveta e, quem sabe, começar a receber visitantes.

Quem pode te ajudar nessa trilha é o Sebraetec — programa que conecta produtores a especialistas do mercado, auxiliando em todas as etapas, como na análise do potencial turístico e no cálculo de investimentos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil terá primeira indústria de glúten vital



O glúten vital é usado para melhorar a qualidade da farinha



O glúten vital é usado para melhorar a qualidade da farinha
O glúten vital é usado para melhorar a qualidade da farinha – Foto: Canva

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 290,2 milhões para a instalação da primeira fábrica brasileira de glúten vital, a ser implantada pela Be8 em Passo Fundo (RS), por meio do Programa BNDES Mais Inovação. Atualmente, todo o consumo interno do país depende da importação, que em 2024 atingiu 22,1 mil toneladas, segundo a Abitrigo.

“Esse projeto está alinhado aos objetivos da Nova Indústria Brasil de incentivar a inovação, agregar valor à produção nacional e reduzir gargalos históricos. Com essa planta pioneira financiada pelo Banco, o Brasil deixa de ser 100% dependente da importação de glúten vital e passa a ocupar um novo espaço estratégico na cadeia de trigo”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Extraído da farinha de trigo, o glúten vital é usado para melhorar a qualidade da farinha de panificação e está presente em medicamentos e produtos de higiene pessoal. A nova planta processará 525 mil toneladas por ano de cereais, fomentando a produção local de trigo — o RS é o maior produtor do Brasil — e gerando 29 empregos diretos e cerca de 500 indiretos.

Integrada a uma biorrefinaria para produção de etanol a partir de cereais, a unidade permitirá a otimização de custos e a geração de subprodutos como farelo DDGS para ração animal. A Be8 estima produção anual de 25,6 mil toneladas de glúten vital e 209 mil metros cúbicos de etanol anidro, com possibilidade de atender também mercados externos na América do Sul.

“Celebramos aqui mais etapa muito importante de um projeto que tem a marca registrada da inovação que a Be8 promove”, disse Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8. “Este é um parque fabril que integra um conceito importante de geração de energia renovável e produção de alimento, confirmando que esses dois desafios podem ser superados de forma conjunta”, destacou.

 





Source link

News

ouça o Diário Econômico de hoje


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta os impactos das novas tarifas anunciadas por Trump, que elevaram a aversão ao risco global.

O dólar subiu a R$ 5,58 e o Ibovespa caiu 0,65%, aos 135 mil pontos. Juros futuros avançaram, e o IBC-Br reforçou sinais de desaceleração da economia.

Hoje, foco no CPI dos EUA e na resposta do governo brasileiro ao tarifaço.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

News

veja a previsão de hoje



O tempo seco, típico do inverno, se acentua no Brasil nesta terça-feira (15) na maior parte do país, com pancadas de chuva ocasionais apenas no Norte e Nordeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

As temperaturas se elevam e apenas no final da semana é que o clima deve mudar. Confira a previsão para todo o país:

Sul

Circulação de ventos associados à área de alta pressão próxima à região mantém o tempo firme nos três estados da Região. Destaque para as temperaturas, que voltam a se elevar de maneira significativa entre o oeste gaúcho e noroeste paranaense. A umidade relativa do ar cai de maneira acentuada no interior catarinense, e entra em atenção no noroeste paranaense.

Sudeste

Predomínio segue sendo de tempo firme em todo Sudeste. O amanhecer continua mais frio, mas o sol aparece ainda pela manhã e favorece o aumento da temperatura. Os termômetros ficam em patamares mais amenos no leste de São Paulo, no Rio de Janeiro e Espírito Santo. Já no interior paulista e em Minas Gerais o ar seco favorece a queda acentuada da umidade relativa do ar à tarde.

Centro-Oeste

Ar seco segue marcando presença em todos os estados da região, com o tempo firme ao longo do dia. À tarde, o calor ganha força entre Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, com alerta para baixa umidade do ar em praticamente toda a Região.

Nordeste

As instabilidades seguem concentradas sobre a região do recôncavo baiano, com risco de chuva fraca a moderada durante o dia. Condição para pancadas isoladas entre o litoral da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Chuva isolada no norte do Maranhão. No interior de todo o Nordeste, bastante calor e alerta para baixa umidade do ar.

Norte

Instabilidades continuam atuando sobre o norte do Amazonas, em Roraima e no norte do Amapá, com condições para pancadas de chuva forte ao longo do dia. O restante da região continua com tempo firme, com destaque para o calor. A umidade relativa do ar segue baixa no Tocantins.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Colheita da soja avança no Nordeste do Brasil



Soja tem bom desempenho em AL e TO, diz Conab




Foto: Pixabay

O Boletim da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), destacou o encerramento da colheita da soja no Maranhão e o avanço das lavouras nos estados de Alagoas e Tocantins.

Segundo o levantamento, a colheita no Maranhão foi concluída em junho. As boas condições climáticas na maior parte das regiões produtoras contribuíram para o aumento da produtividade. “Os municípios de Grajaú, Itinga, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu e, especialmente, a regional de Açailândia registraram médias de produtividade superiores às safras anteriores”, informou a Conab.

Já nas regiões de Caxias e Colinas, a ocorrência de veranicos durante fases críticas do ciclo da soja comprometeu o desempenho das lavouras. Apesar disso, a produtividade média no estado alcançou 3.491 quilos por hectare, resultado 5,4% superior ao da safra passada.

Em Alagoas, o plantio foi encerrado e as áreas semeadas mais precocemente já avançaram para os estádios reprodutivos. A Conab indica que o clima tem favorecido tanto o desenvolvimento da cultura quanto a realização dos tratos culturais. A colheita no estado está prevista para começar em agosto.

No Tocantins, o plantio também foi concluído nas regiões de Formoso do Araguaia e Lagoa da Confusão, destinadas exclusivamente à produção de sementes. Algumas lavouras já entraram em fase reprodutiva e apresentam bom desempenho vegetativo, segundo a análise da Conab.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Paraná bate recorde em exportações de carne suína


O Paraná alcançou, entre janeiro e junho de 2025, o maior volume já registrado de exportações de carne suína em um primeiro semestre, segundo dados da plataforma Comex Stat/MDIC analisados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (10) no Boletim de Conjuntura Agropecuária.

No período, o estado embarcou 110,7 mil toneladas do produto, o que representa um aumento de 39,4% em comparação com o primeiro semestre de 2024, quando o volume foi 31,3 mil toneladas menor. O total exportado também superou em 6,1% o recorde anterior, de 104,3 mil toneladas, registrado no segundo semestre de 2024.

O desempenho obtido neste primeiro semestre quebra uma sequência de recordes que, até então, ocorriam sempre no segundo semestre. O histórico de exportações mostra que os maiores volumes haviam sido registrados no segundo semestre de 2024 (104,3 mil t), 2023 (87,5 mil t), 2021 (83,5 mil t), 2022 (80,6 mil t), e no primeiro semestre de 2023 (80,5 mil t).

Segundo o Deral, o desempenho atual foi impulsionado pela ampliação de vendas a países parceiros. Hong Kong liderou as compras, com 20,5 mil toneladas adquiridas, um aumento de 23,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Uruguai também ampliou suas aquisições em 23,7%, somando 3,4 mil toneladas adicionais. A Argentina registrou o maior crescimento proporcional, com aumento de 471%, o que corresponde a 13,5 mil toneladas a mais.

Outros destaques foram as exportações para as Filipinas, que se tornaram novo destino da carne suína paranaense, além de crescimentos para o Vietnã (+29,7%) e Costa do Marfim (+41,4%). Por outro lado, houve retração nos embarques para Singapura, Geórgia e Cuba.

Com base na tendência observada nos últimos dez anos, em que o segundo semestre costuma superar o primeiro em volume exportado, a expectativa do Deral é de que o Paraná possa alcançar novo recorde até o fim de 2025.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia produção de óleo e farelo de soja



Consumo de óleo de soja cresce com demanda interna




Foto: United Soybean Board

A produção de óleo e farelo de soja no Brasil registrou crescimento, impulsionada pelo maior volume de esmagamento da oleaginosa. Os dados constam no Boletim da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o levantamento, a produção de óleo de soja foi revisada para cima em 186 mil toneladas, totalizando agora 11,37 milhões de toneladas. A elevação está associada, principalmente, ao aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel mineral, que ampliou a demanda pelo produto.

O crescimento também se refletiu no consumo interno. Segundo a Conab, a demanda nacional por óleo de soja subiu de 9,69 milhões para 9,88 milhões de toneladas.

Já a produção de farelo de soja teve incremento de 717 mil toneladas, alcançando 43,78 milhões de toneladas. Como consequência, os estoques de farelo aumentaram de 1,43 milhão para 2,28 milhões de toneladas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de morango é afetada pelo frio, mas segue em andamento


As condições climáticas adversas têm impactado o desenvolvimento e a colheita do morango em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, conforme apontado pelo Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10). As baixas temperaturas e as geadas prejudicaram principalmente a maturação dos frutos e causaram danos às plantas em algumas localidades.

Na região de Caxias do Sul, embora as plantas jovens apresentem boa sanidade, o frio intenso e as geadas causaram queimaduras em parte das lavouras adultas. A maturação dos frutos está lenta, e a produção permanece limitada. A comercialização continua pressionada pela entrada de morangos de Minas Gerais. Segundo relatos de produtores, o produto mineiro tem sido oferecido a R$ 28,00/kg, com revenda por aproximadamente R$ 35,00/kg. Já os preços recebidos diretamente do consumidor variaram entre R$ 35,00 e R$ 45,00/kg, enquanto os praticados em Ceasas, por intermediários ou mercados, ficaram entre R$ 30,00 e R$ 40,00/kg.

Em Pelotas, as lavouras de segundo ano produzem em pequenas quantidades. As mudas precoces estão em desenvolvimento vegetativo e com floração reduzida. Mudas transplantadas recentemente, em razão de atrasos na entrega, estão em fase de pegamento. As baixas temperaturas e o tempo nublado favoreceram a incidência de oídio.

Na região de Lajeado, em Feliz, a cultura está em entressafra. Os sistemas de plantio em bancadas ainda não iniciaram a produção. As mudas importadas da Espanha foram implantadas no solo e em slabs, mas a elevada umidade causada pelas chuvas tem favorecido o surgimento de fungos. O morango foi comercializado entre R$ 30,00 e R$ 40,00/kg.

Em Santa Rosa, a colheita ocorre em ritmo lento. A produção está abaixo da média para o período, em decorrência de geadas que provocaram abortamento floral. Os produtores seguem com o plantio de novas mudas, adubação e controle fitossanitário. O preço médio recebido foi de R$ 30,00/kg.

Na região de Soledade, o tempo seco e ensolarado, apesar das geadas, contribuiu para a emissão floral e para a qualidade da produção. A cultura está em estágio de desenvolvimento e colheita.





Source link