sábado, maio 16, 2026

Autor: Redação

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Sebrae orienta pequenos produtores no acesso ao microcrédito



Ter um bom projeto, saber onde procurar ajuda e entender como funciona o crédito são passos fundamentais para o pequeno produtor rural que quer crescer. O microcrédito rural é uma porta de entrada para muitos negócios no campo e o Sebrae tem sido um dos principais aliados nessa caminhada.

O que é microcrédito rural?

O microcrédito rural é uma modalidade de crédito voltada especialmente para pequenos agricultores, produtores familiares e empreendedores do campo, com valores reduzidos, juros baixos e condições facilitadas de pagamento.

Além disso, o microcrédito é pensado para atender às necessidades específicas da agricultura de menor escala.

Os recursos podem ser usados para:

  • Compra de insumos e ferramentas
  • Melhorias na propriedade rural
  • Pequenos investimentos em agroindústrias
  • Diversificação de culturas ou criação de animais

Ou seja, trata-se de um recurso valioso para quem deseja impulsionar a produção sem comprometer o orçamento.

O papel do Sebrae no processo

Muitos produtores têm dificuldade de acesso ao crédito por não saberem como apresentar seu negócio ou como comprovar sua capacidade de pagamento. Por isso, o Sebrae entra como um parceiro estratégico, oferecendo apoio direto e gratuito em várias frentes.

Confira alguns dos serviços prestados:

  • Orientação sobre o CAF (Cadastro da Agricultura Familiar)
  • Elaboração de plano de negócio simples
  • Capacitações sobre crédito consciente
  • Encaminhamento para instituições financeiras parceiras

Como acessar esse apoio?

Atualmente, o atendimento pode ser feito tanto de forma presencial quanto online. Dessa forma, fica mais fácil para o produtor buscar informações, mesmo estando em áreas rurais.

  • Presencialmente: em escritórios regionais ou em parceria com sindicatos e associações
  • Pelo telefone 0800 570 0800
  • No site oficial: sebrae.com.br
  • Aplicativo Sebrae (disponível nas lojas de apps)

Ainda que o valor seja modesto, o microcrédito é o pontapé inicial para transformar ideias em renda no campo. Com isso, o produtor tem a chance de testar uma nova atividade, investir em melhorias ou até iniciar sua formalização como MEI rural.

Mais do que acesso ao crédito, o Sebrae oferece conhecimento. Ou seja, o produtor pode aprender a vender melhor, controlar custos, diversificar a produção e crescer com segurança.



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Tarifaço de Trump pode afetar mais de 500 mil apicultores brasileiros, diz ApexBrasil



A taxação de 50% dos produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, pode afetar mais de 500 mil apicultores brasileiros, estima a a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, atualmente, 80% das exportações de mel do Brasil são destinadas aos Estados Unidos. “A gente depende totalmente desse mercado. No curto prazo, a gente precisa negociar e ter uma extensão de prazo. A médio e longo prazos é preciso diversificar mercados promovendo o mel brasileiro em outros países”, afirmou Azevedo.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Para Azevedo, é necessário elaborar um plano para reduzir a dependência dos Estados Unidos e buscar a inserção do produto na União Europeia, por exemplo, e em outros mercados.

Wellington Dantas, diretor executivo da Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), também defende que o setor encontre alternativas.

“Diante das circunstâncias, a Apex pode dialogar com outros setores, ver possíveis mercados e nos ajudar com outros órgãos, como Ministério da Agricultura e Pecuária e Companhia Nacional de Abastecimento, para ver a possibilidade de absorver alguma parte da produção aqui no Brasil.

Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, diz que o setor de mel é estratégico e que a agência tem buscado soluções para o impasse comercial com os EUA.

“A produção brasileira de mel e própolis é estratégica. O momento pede união e cooperação e é isso que estamos promovendo. Sabemos que cada setor tem suas particularidades. Vamos construir juntos alternativas diante deste novo cenário global”, disse Viana.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produziu 64,2 mil toneladas de mel em 2023.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cultivo de pêssego tem início de floração



Região Sul implanta cultivares tardias de pêssego




Foto: Pixabay

A Emater/RS-Ascar informou, nesta quinta-feira (17), que a floração dos pessegueiros de ciclo superprecoce e precoce já teve início na região administrativa de Caxias do Sul. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela entidade, os produtores têm realizado tratamentos fitossanitários voltados à prevenção da podridão-cinzenta durante a floração e ao controle da crespeira-verdadeira.

Segundo a Emater/RS-Ascar, as temperaturas mais amenas dos últimos dias favoreceram o início do intumescimento das gemas florais nos pomares de ciclo médio. Também foi registrada a presença de cochonilha-de-tronco em diversas propriedades da região. “Produtores adotaram controle localizado da praga, sem registro de perdas provocadas pelas geadas até o momento”, relatou a entidade.

Na região de Pelotas, o frio manteve as plantas em dormência, o que favoreceu a realização de práticas culturais como poda, roçada e aplicação de tratamentos de inverno. Segundo a Emater/RS-Ascar, esses tratos envolvem o uso de caldas fungicidas e produtos à base de cobre, fundamentais para a sanidade dos pomares. Como parte do planejamento para renovação das áreas de cultivo, os agricultores da região também têm realizado o preparo e a correção do solo, formado camalhões, semeado plantas de cobertura e adquirido mudas. “Cultivares de ciclo tardio, como a Eldorado, foram implantadas para atender demandas de mercado”, informou a entidade.

Na região de Erechim, também foi observado o início da floração dos pessegueiros, com a poda já finalizada.





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Tensões políticas freiam ativos brasileiros; ouça o que mexe com os mercados na semana


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a semana começou com otimismo nos mercados globais, apoiados por balanços corporativos fortes e dados econômicos positivos nos EUA.

O dólar avançou, enquanto os juros futuros no Brasil subiram e o Ibovespa recuou, refletindo instabilidade política e dados locais fracos. As commodities subiram, e o CPI americano acelerou para 2,7% ao ano.

No Brasil, a inflação segue desacelerando, mas o mercado já projeta manutenção da Selic em 15% até meados de 2026. Na agenda da semana, destaque para o IPCA-15 e a reunião do BCE.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Veja onde chove e onde o tempo segue seco hoje em todo o Brasil



Veja como ficam as condições do tempo em todo o Brasil nesta segunda-feira (21), de acordo com a Climatempo, e saiba onde pode ter chuva.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O ar frio ainda mantém as temperaturas baixas de manhã na região. Há possibilidade de ocorrência de geada na Campanha Gaúcha, assim como na região serrana do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

A semana começa com sol, poucas nuvens e tempo firme em toda o Sul, e com temperaturas ainda baixas e sensação de frio no leste do Paraná.

Sudeste

As temperaturas continuam baixas ao amanhecer, subindo gradativamente durante a tarde. Não há previsão de chuva.

O interior de São Paulo, Triângulo, oeste e norte de Minas Gerais têm tempo seco e umidade abaixo de 30%.

Centro-Oeste

A segunda-feira não traz chuva para a região, que continua com ar muito seco. Há alerta para baixa umidade relativa do ar em Mato Grosso e no norte de Goiás, onde os índices não atingem 20%; as capitais Goiânia e Cuiabá estão em estado de atenção.

As temperaturas voltam a subir à tarde em Mato Grosso do Sul.

Nordeste

As pancadas continuam fortes no litoral da Bahia. A semana começa com bastante nebulosidade em Salvador e na região do Recôncavo Baiano.

Chove de forma moderada no litoral de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. O ar fica mais seco no sul do Piauí, Ceará e oeste e norte da Bahia, com umidade do ar abaixo de 30%.

Norte

A semana começa com pancadas mais irregulares no Amazonas, Roraima, Amapá e oeste e litoral do Pará. Chove com moderada a forte intensidade em Macapá e Belém.

A faixa sul da eegião continua com o tempo mais aberto, ensolarado e firme. Não há chuva desde Rondônia até o Tocantins; Palmas (TO) tem alerta para baixa umidade do ar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa tem três projetos aprovados na maior chamada INCT da história


Empresa obtém R$ 38,7 milhões para pesquisas em biotecnologia, sustentabilidade e inovação agropecuária

A Embrapa teve três projetos aprovados na chamada de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) 2024, conforme resultado final divulgado pelo CNPq. A chamada, com investimento total de R$ 1,63 bilhão, foi a maior da história do programa, com a ampliação em 20%, com suplementação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e de Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs). Os projetos da Empresa conquistaram um aporte conjunto de R$ 38,7 milhões. 

O maior valor aprovado, de R$ 14,3 milhões, será destinado ao “INCT MicroAgro: Inovações biotecnológicas com microrganismos para uma agricultura produtiva e sustentável”, coordenado pela pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja. O projeto foca em inovações científicas e desenvolvimento biotecnológico relacionadas ao uso de microrganismos multifuncionais para promover uma agricultura mais produtiva e sustentável, contribuindo para a redução do uso de insumos químicos e o aumento da eficiência dos sistemas agrícolas.

Segundo Mariângela Hungria, o projeto tem por objetivo principal promover inovação científica e desenvolvimento biotecnológico, realizar ações de comunicação e formar recursos humanos em linhas de pesquisa relacionadas a microrganismos multifuncionais. A iniciativa conta com uma equipe de mais de 180 membros de 21 grupos em nove Unidades Descentralizadas da Embrapa, além de 12 instituições de Pesquisa, Ensino e Universidades Públicas, em todas as regiões. 

“Foram delineados 16 objetivos específicos com 44 metas e previsão de 48 tipos de entregas, desde a bioprospecção, manutenção, com acreditação, estudos “ômicos” com microrganismos e lançamento de bioinsumos, passando pelo melhoramento clássico e assistido de plantas hospedeiras, até uma forte ação em comunicação”, explica Mariangela Hungria. A pesquisadora destaca ainda a realização de parcerias público-privadas para ações de comunicação e codesenvolvimento tecnológico com 22 empresas, associações, cooperativas e com 27 instituições nos cinco continentes para o avanço no conhecimento. 

A pesquisadora ressalta que o projeto pretende atender o crescimento das demandas do setor intensificadas após o lançamento do Programa Nacional de Bioinsumos, em 2020. “O INCT MicroAgro contribuirá para colocar o Brasil não só na liderança de uso, mas também em inovação em bioinsumos.”

Outro destaque é o INCT-EngBio – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Engenharia de Sistemas Biológicos, liderado por Elíbio Rech, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que conquistou a nota máxima (10) e receberá R$ 12,5 milhões. 

Segundo Elíbio Rech, o INCT-EngBio representa uma tendência científica global em biotecnologia, melhorando o papel do Brasil nesse campo emergente. Ele explica que o projeto foi construído sobre as bases estabelecidas do INCT-BioSyn desde 2014. “O INCT-EngBio integra biotecnologia, biodiversidade, inteligência artificial, aprendizado de máquina e computação quântica para enfrentar desafios ambientais e mudanças climáticas”, destaca. 

O projeto envolve 11 pesquisadores de dez instituições em todo o Brasil e pretende promover uma abordagem sistêmica que combina pesquisa de ponta, formação de recursos humanos e inovação tecnológica. “O objetivo geral do INCT-EngBio é aplicar princípios de engenharia a sistemas biológicos, utilizando tanto o desenho in silico clássico quanto quântico para enfrentar desafios contemporâneos em um contexto de Big Data. O instituto visa melhorar a qualidade da soja por meio de engenharia metabólica, produzindo óleo com maior teor de ácido oleico e menor teor de ácido palmítico, o que beneficia tanto a produção de biodiesel quanto a saúde humana. Além disso, ele aproveitará a inteligência artificial e algoritmos para acelerar a aquisição de dados metagenômicos e facilitar a produção de proteínas sintéticas em sistemas livres de células”, explica. 

De acordo com Elíbio Rech, o INCT-EngBio também está comprometido em formar recursos humanos em vários níveis educacionais e promover a disseminação do conhecimento por meio de atividades educacionais para estudantes e o público em geral. “O instituto incentivará colaborações científicas e tecnológicas, incluindo consórcios internacionais e parcerias com sociedades científicas, ao mesmo tempo em que se concentrará na proteção da propriedade intelectual gerada durante suas atividades de pesquisa.”

O terceiro projeto da Embrapa aprovado pela chamada do CNPq, o  Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT – Gado de Corte), é coordenado por Rodrigo da Costa Gomes, da Embrapa Gado de Corte e pelo professor Dalton Henrique Pereira, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Com recursos aprovados de R$ 11,8 milhões, a iniciativa busca promover o avanço no conhecimento e desenvolver soluções tecnológicas como respostas aos principais desafios para a produção de carne bovina no Brasil.

“Espera-se ainda evoluir o processo de melhoramento genético animal e também as práticas de reprodução para promover a eficiência e resiliência dos rebanhos bovinos brasileiros frente aos desafios climáticos e ambientais impostos e, também, a estruturação de uma plataforma de inteligência baseada em ciência de dados e inteligência artificial, para suporte aos diferentes atores da cadeia da carne bovina”, afirma Rodrigo Gomes.

Para isso, a equipe estabeleceu 40 metas, com entregas que envolvem cultivares forrageiras, bioinsumos e sistemas de produção para intensificação sustentável e descarbonização, além de softwares, soluções para inspeção sanitária e tecnologias para a vigilância de doenças, visando à promoção da segurança sanitária da carne brasileira em padrões internacionais. 

Gomes explica que o INCT será estruturado a partir de seis redes de PD&I que centrarão esforços nas frentes de pastagens, inteligência estratégica, saúde animal, melhoramento genético animal, reprodução animal e descarbonização. “Três dessas redes são lideradas pela Embrapa Gado de Corte e outras três pelas Universidades Federais de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com representantes de 16 universidades, dois institutos de pesquisa e envolvimento de 131 profissionais, incluindo pesquisadores do país e do exterior.

No total, foram submetidas 651 propostas, sendo 143 aprovadas. A contratação dos projetos deve ocorrer em agosto, quando os trabalhos terão início com vigência de cinco anos.

Os três projetos aprovados obtiveram notas variando de 9,55 a 10,0. Outros sete projetos apresentados por Unidades Descentralizadas da Embrapa também tiveram sua qualidade destacada no edital final da chamada, mas não obtiveram recursos de financiamento. 





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Arroba do boi recuou quase 5% na semana e tombo deve ser maior no curto prazo


O mercado físico do boi gordo apresentou queda de preços no decorrer da semana e o ambiente de negócios ainda sugere a continuidade deste movimento no curto prazo.

O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, ressalta que a baixa nas cotações — que chegou a quase 5% em Mato Grosso — considera os efeitos do adicional tarifário de 50% que pretende ser imposto pelos Estados Unidos para todos os produtores brasileiros a partir de 1º de agosto.

“Isso faz com que o Brasil deixe de ser competitivo para os Estados Unidos e a indústria frigorífica busca caminhos para suprir a ausência do segundo grande importador de carne bovina do país em 2025“, comenta.

Segundo ele, outro ponto de pressão é a entrada de animais confinados no mercado, que oferecem uma menor capacidade de retenção para o pecuarista. “Com a queda nos preços, os frigoríficos conseguiram avançar bem nas escalas de abate, que agora estão fechadas entre oito e nove dias úteis.”

Variação de preços da arroba do boi

Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 17 de julho em comparação ao dia 11:

  • São Paulo (Capital): R$ 290, queda de 3,3% frente aos R$ 300
  • Goiás (Goiânia): R$ 280, recuo de 3,45% perante aos R$ 290
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 285, baixa de 3,39% em comparação aos R$ 295
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 295, retração de 3,28% em relação aos R$ 305
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, queda de 4,76% frente aos R$ 315
  • Rondônia (Vilhena): R$ 265, perda de 3,64% frente aos R$ 275

Mercado atacadista

O mercado atacadista se deparou com preços em queda no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere a continuidade do movimento de queda no curto prazo, em linha com o consumo mais lento no decorrer da segunda quinzena do mês.

“Soma-se a isso a menor competitividade da carne bovina se comparado as proteínas concorrentes, em especial da carne de frango”, disse.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 21,80 o quilo, queda de 3,11% frente aos R$ 22,50 da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 17,50 o quilo, recuo de 6,67% frente aos R$ 18,75 registrados na semana anterior.

Exportações de carne bovina

carnecarne
Foto: arquivo Canal Rural

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 576,814 milhões em julho (9 dias úteis), com média diária de US$ 64,090 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 104,193 mil toneladas, com média diária de 11,577 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.536,00.

Em relação a julho de 2024, houve alta de 40,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 12,2% na quantidade média diária exportada e avanço de 25,6% no preço médio.



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Tempo seco castiga estado e acende sinal de perigo para a saúde; veja até quando


Sem previsão de chuva próxima, a umidade relativa do ar poderá atingir nível crítico em diversas cidades do estado de São Paulo. Essa condição de tempo está prevista até a próxima terça-feira (22), alertou a Defesa Civil estadual.

Com exceção da região litorânea, boa parte do estado deverá apresentar umidade do ar abaixo de 30%. Nas regiões noroeste e centro-oeste paulista, os níveis podem ficar abaixo dos 20%, índice considerado crítico pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Neste sábado(19), por exemplo, a cidade de Tupã registou a menor umidade relativa do ar (15%) no estado, seguida por Presidente Prudente (18%) e Marília (20%). Outras cidades como Rancharia e Rosana (22%), Ariranha e Pradópolis (24%) e Piracicaba, Dracena e Ituverava (25%) também apresentaram índices preocupantes.

Segundo a Defesa Civil, com o avanço do período de estiagem, é importante que a população beba bastante água, mesmo sem sentir sede, e que umidifique os ambientes com bacias de água ou toalhas molhadas. Também é importante evitar fazer exercícios físicos entre as 11h e 16h e usar soro fisiológico nos olhos e narinas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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Abrafrigo prevê perda de US$ 1,3 bilhão em 2025 com tarifa dos EUA



A imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto pode provocar perdas de US$ 1,3 bilhão para o setor de carne bovina em 2025 e ultrapassar US$ 3 bilhões nos anos seguintes, caso a medida seja mantida, estima a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Em relatório, a entidade destaca que as exportações brasileiras de carne bovina e subprodutos cresceram 27,93% em receita no primeiro semestre de 2025, alcançando US$ 7,446 bilhões. Os EUA são o segundo maior destino desses produtos, com vendas de US$ 1,287 bilhão no período, aumento de 99,8% em relação a 2024. No entanto, a nova tarifa pode inviabilizar parte significativa desse comércio.

Entre os produtos mais afetados estão as carnes desossadas congeladas, cuja tarifa pode saltar de 36% para 76% do valor FOB; o sebo bovino, que teria um aumento de 286%, atingindo 54% do preço médio; e o corned beef (preparação curada em salmoura), com alta de 384% na tarifa.

“Verifica-se, assim, elevada dependência dos EUA nas exportações de preparações alimentícias e conservas bovinas (65,1%) e de sebo bovino fundido (99,9%), produtos cujos exportadores poderão encontrar maior dificuldade de redirecionar suas exportações caso seja confirmada a nova tarifa de 50% anunciada pelo governo dos EUA aos produtos brasileiros”, diz a Abrafrigo.

A China segue como principal compradora, absorvendo 43% das exportações, mas o relatório aponta que o Brasil deve acelerar a diversificação de mercados, com destaque para Chile, México e Rússia, que tiveram crescimentos expressivos em 2025. O México, por exemplo, ampliou suas compras em 236% no primeiro semestre.

Diante desse cenário, a Abrafrigo pede ao governo brasileiro que adote medidas urgentes, como a negociação diplomática com os EUA para evitar a tarifa, sem medidas de retaliação que possam agravar o cenário, e a agilização de acordos comerciais para a abertura de novos mercados. Além disso, a entidade alerta para o risco de retaliações que possam encarecer a importação de insumos pecuários, afetando toda a cadeia produtiva.

“A tarifa adicional de 50% anunciada pelo governo dos EUA pode inviabilizar, pela sua magnitude e impacto, a continuidade das exportações de carnes bovinas para aquele país, o que reforça a necessidade de busca por novos mercados”, defende a entidade no documento.

A Abrafrigo recomenda ainda ações para abertura de novos mercados e desburocratização dos processos de exportação, de forma a mitigar os efeitos da medida.



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Aprosoja-MT diz que licenciamento ambiental trará agilidade para obras e produtores



O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, defendeu nesta sexta-feira (18) a aprovação do projeto de lei que altera as regras do licenciamento ambiental no Brasil e disse que a medida representa um avanço para o desenvolvimento do país, especialmente em obras de infraestrutura e no campo. Em vídeo publicado nas redes sociais, o dirigente afirmou que o licenciamento atual é um entrave que “precisa ser destravado com responsabilidade”.

Segundo ele, projetos como o da Ferrogrão, que poderá evitar a emissão de mais de 3,4 milhões de toneladas de carbono por ano ao substituir o transporte rodoviário, dependem do novo marco legal para avançar. Beber também citou outras obras paradas ou dificultadas pelas exigências atuais, como asfaltamentos, estradas vicinais, hospitais e sistemas de saneamento básico.

“Obras estruturantes dependem desse PL para termos a mesma agilidade de países como os Estados Unidos, Europa e China”, disse.

O projeto foi aprovado na madrugada de quinta-feira (17), na Câmara dos Deputados, por 267 votos a favor e 116 contra. O texto já havia passado pelo Senado e agora segue para sanção presidencial. O governo é contrário à proposta e indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode vetá-la. O Ministério do Meio Ambiente também se posicionou contra, assim como a bancada do PT.

Na avaliação de Beber, a legislação atual dificulta até obras simples dentro das propriedades rurais, como tanques de piscicultura e a instalação de secadores. Ele afirmou que pequenos, micro e médios produtores poderão ser diretamente beneficiados. “Muitas vezes levam anos para conseguir o licenciamento, e agora, de forma organizada e coordenada, isso poderá andar mais rápido, respeitando o meio ambiente e a vontade do povo”, declarou.

O presidente da Aprosoja-MT também agradeceu à senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora do texto no Senado, e ao deputado Zé Vitor (PL-MG), que relatou o projeto na Câmara. Segundo ele, ambos tiveram papel decisivo na construção de um texto que traz “justiça” e racionaliza um sistema que hoje acumula, segundo Beber, mais de 100 mil regras. “Essa lei tira todo esse emaranhado, essa confusão, e organiza de forma mais simples, sem perder a responsabilidade ambiental”, disse.

O projeto aprovado prevê a criação de novas categorias de licenciamento, como a Licença Ambiental por Compromisso (LAC), a Licença Ambiental Especial (LAE) e a Licença Ambiental Única (LAU), além da dispensa de licenciamento para atividades agropecuárias de baixo impacto, obras de saneamento e renovação automática de licenças em casos específicos. Também estabelece prazos para os órgãos ambientais analisarem os pedidos, variando de três a dez meses, a depender da complexidade da atividade.

Agenda ambiental

A votação ocorre em um momento de atenção internacional sobre a agenda ambiental brasileira, às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP-30), marcada para novembro em Belém (PA).

Entidades ambientalistas e parte do empresariado temem retrocessos e aumento da insegurança jurídica. Já o setor produtivo e representantes da infraestrutura veem na proposta uma oportunidade de dar mais previsibilidade aos investimentos.



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