Após três anos de testes, o produtor rural Aloísio Righetti, de União dos Palmares (AL), aposta na ampliação do cultivo de lúpulo — planta base da cerveja — como alternativa promissora para diversificar sua produção.
“A nossa principal produção é a pimenta-do-reino, mas temos também um pouco de limão, laranja-lima, laranja-pera e novilhas pra abate. O nosso último projeto, agora, é o plantio de lúpulo. É um negócio novo, que deve dar muito certo em Alagoas”, afirma Righetti.
Essa iniciativa, por sua vez, é resultado de um projeto desenvolvido em parceria com o Centro de Tecnologia Estratégias do Nordeste (Cetene), o Sebrae e a Embrapa — que, além disso, realiza pesquisas diretamente na propriedade.
No entanto, o projeto ganhou maior visibilidade especialmente após um evento de apresentação do lúpulo para cervejeiros, realizado com apoio do Sebrae/AL. Como resultado, a expectativa de Aloísio é de que a cultura se estabeleça como mais uma fonte de renda.
“Faz três anos que a gente vem testando variedades e vamos ampliar agora”, revela o produtor alagoano.
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Parceria de sucesso
Ao longo de mais de 30 anos de parceria com o Sebrae, Righetti coleciona diversos aprendizados. “Já fiz o ‘5S Rural’, o Empretec, recebi consultoria agronômica, ambiental e até no desenho do rótulo das pimentas. O apoio que recebemos é ilimitado.”
Segundo Aloísio, o conhecimento técnico recebido ao longo desses anos tem sido fundamental para sustentar a evolução da propriedade.
“O Sebrae/AL nos dá um apoio contínuo, que fortalece a empresa como um todo, e isso vai criando melhorias na produtividade e na produção. Então, eu estou muito satisfeito.”
Plantando hoje e colhendo amanhã
Que tal dar o primeiro passo para empreender com apoio especializado? O Sebrae oferece essa chance em todos os estados. Em Alagoas, há um portfólio amplo de consultorias e cursos. Muitos deles são online e totalmente gratuitos!
Um exemplo é o curso de Gestão Financeira: ele tem apenas três horas de duração, é gratuitoe ainda oferece certificado de participação.
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Foto: Canva
O plantio de trigo foi finalizado no Paraná nesta semana, segundo o relatório semanal de colheita e cultivo divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A área cultivada com o cereal na safra 2024 soma 833,4 mil hectares, o que representa uma redução de 27% em relação ao ciclo anterior, quando foram registrados 1,134 milhão de hectares.
De acordo com o Deral, as lavouras se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento. Em regiões onde a fase predominante é a de frutificação, já foram observados sinais de déficit hídrico, o que acende o alerta para possíveis impactos na produtividade. Além disso, há preocupações com os danos causados pelas geadas recentes.
“O estrago ainda está sendo avaliado, mas já se sabe que áreas semeadas antes do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), especialmente nas regiões mais frias do estado, foram totalmente comprometidas pelas temperaturas negativas”, aponta o relatório.
Nas regiões em que o plantio foi realizado dentro do período ideal e foi concluído mais recentemente, o desenvolvimento das lavouras segue dentro do esperado. Os produtores continuam com os tratos culturais, como o controle fitossanitário e aplicações preventivas de fungicidas e inseticidas. Até o momento, não há relatos de incidência significativa de pragas ou doenças.
A previsão é de que, nas próximas semanas, as condições climáticas continuem influenciando o desempenho das lavouras, especialmente nas regiões mais suscetíveis à falta de chuvas e novas geadas.
No morning call desta quinta-feira (24), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o alívio nos mercados com avanços em acordos comerciais dos EUA, que impulsionaram bolsas e enfraqueceram o dólar. O Ibovespa subiu quase 1%, retomando os 135 mil pontos, e o dólar caiu a R$ 5,52.
Juros futuros seguiram estáveis, com leve alta na ponta longa. O ambiente segue sensível à política externa e às falas de Trump.
Hoje, foco na decisão do BCE e nos PMIs globais.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
Esta quinta-feira (24) será marcada por tempo seco, com umidade relativa do ar em atenção, mas também por pancadas de chuva que ajudam a amenizar a situação. Veja temperatura para hoje em todo o Brasil.
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Sul
Tempo mais nublado e com pancadas de chuva no oeste e metade norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina por conta do deslocamento de um cavado meteorológico. No Paraná, o dia começa com tempo firme, mas as instabilidades vão aumentando e a partir da tarde podem ocorrer pancadas no sudoeste e sul do estado. O frio ainda persiste pela manhã desde o território gaúcho até o sul parananese.
Sudeste
Dia nublado e com pancadas de chuva entre o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro devido ao transporte de umidade do oceano para o continente. Em alguns períodos a chuva pode cair com até moderada intensidade. Nas demais áreas do território paulista e Minas Gerais o sol vai predominar e as temperaturas continuam mais elevadas durante à tarde, com queda na umidade relativa do ar. No Espírito Santo o sol vai predominar, mas a partir da tarde pode chover isolado no sul do estado.
Centro-Oeste
Dia de sol e temperaturas elevadas em todo o Centro-Oeste devido à massa de ar seco que predomina sobre a Região. Destaque para a baixa umidade relativa do ar que pode atingir níveis críticos entre Mato Grosso e Goiás.
Nordeste
Quinta-feira de sol e temperaturas elevadas no interior, sertão e agreste nordestino. A umidade do ar permanece mais baixa durante a tarde. Já na costa leste, a chuva perde força, mas acontece de forma isolada desde o litoral da Bahia até a Paraíba. Pancadas isoladas também estão previstas para o litoral do Ceará e norte do Maranhão.
Norte
Períodos de sol alternados com pancadas de chuva no norte do Amazonas e em Roraima, onde não se descarta chuva moderada em alguns períodos do dia. No norte do Pará e no Amapá, pancadas mais irregulares, enquanto as demais áreas da Região têm sol e calor. Em Rondônia, Tocantins e metade sul do Pará, o ar seco contribui para a baixa umidade relativa do ar, que pode ficar em atenção para valores inferiores aos 30%.
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Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira – Foto: Divulgação
O Brasil tem se consolidado como referência mundial na cogeração de energia a partir de fontes renováveis, seguindo uma tendência global de descarbonização da matriz energética. Enquanto o carvão mineral ainda representa 61% da cogeração global, segundo o relatório Global CHP Market Overview (dez/2024), o país caminha na direção oposta: em 2021, 69,2% da cogeração nacional veio de biomassa, como bagaço de cana-de-açúcar, licor negro e cavaco de madeira, conforme destaca Leonardo Nakamura, engenheiro da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen).
Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira, que alia abundância de subprodutos a investimentos em tecnologia. Atualmente, o Brasil conta com 21,9 GW de capacidade instalada de cogeração em operação, o que representa 10,3% da matriz elétrica nacional. Só a biomassa responde por 18,7 GW, com destaque para o bagaço de cana (13,03 GW), segundo dados da Aneel e da Cogen. Em 2024, a geração elétrica por biomassa bateu recorde, com 58 TWh, segundo o Balanço Energético Nacional (BEN).
O tema estará em destaque na 31ª edição da Fenasucro & Agrocana, feira mundial da cadeia de bioenergia, que ocorrerá de 12 a 15 de agosto em Sertãozinho/SP. O evento será palco para debater os avanços da cogeração renovável e as oportunidades para o Brasil no cenário internacional.
Além do reconhecimento como potência em cogeração, o país planeja expandir sua atuação com exportações de biocombustíveis, tecnologias e até energia elétrica para vizinhos como Argentina e Uruguai. Para Nakamura, essa integração regional fortalece a segurança energética do Cone Sul e posiciona o Brasil como um fornecedor estratégico de energia limpa no continente.
Apesar da redução no preço do diesel e da diminuição do piso mínimo de frete, o custo do transporte rodoviário de cargas no estado de São Paulo apresentou leve alta em junho. Segundo a edição de julho do Boletim Logístico, divulgada nesta quarta-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento dos juros influenciou diretamente os pagamentos a prazo, o que contribuiu para o encarecimento dos fretes.
De acordo com a Conab, “nem mesmo a redução do piso mínimo de fretes e a queda no preço do diesel conseguiram manter os fretes em baixa”. O preço médio do diesel comum foi registrado em R$ 6,07, enquanto o S-10 alcançou R$ 6,20, ambos com retração em relação a abril, em função da diminuição no valor repassado às distribuidoras.
No comércio exterior, São Paulo exportou US$ 27,13 bilhões entre janeiro e maio, enquanto importou US$ 35,34 bilhões no mesmo período, evidenciando um déficit comercial. No agronegócio, as exportações somaram US$ 11,08 bilhões, queda de 11,1% frente ao mesmo período de 2024. As importações agrícolas, por outro lado, subiram 5,6%, totalizando US$ 2,47 bilhões.
O setor sucroalcooleiro lidera as exportações do agronegócio paulista, com receita de US$ 2,67 bilhões, seguido por carnes (US$ 1,5 bilhão), soja (US$ 1,2 bilhão), sucos (US$ 1,2 bilhão) e produtos florestais (US$ 1,2 bilhão).
As condições climáticas permaneceram dentro da normalidade, com chuvas e temperaturas próximas à média histórica para maio e junho. O impacto das geadas, embora registrado, ficou restrito a cultivos específicos de baixa expressão no estado, como hortaliças, morangos e maçãs, sem interferência significativa na dinâmica de transporte agrícola.
A Conab também destacou que obras de manutenção na rodovia Anchieta-Imigrantes, previstas para a segunda semana de julho, devem afetar temporariamente o escoamento da produção agrícola. “O reajuste das tarifas de pedágio, que pode chegar a 5,31%, também pode influenciar os custos logísticos ao longo do mês”, alerta o boletim.
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“Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo” – Foto: Divulgação/Portos RS
Entre janeiro e junho de 2025, a China se consolidou como principal fornecedora do Brasil, respondendo por 26,3% das importações nacionais, o maior percentual já registrado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. O crescimento foi de 37,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior, bem acima do avanço geral das importações brasileiras, que subiram 16,7%. A queda de 8,1% nos preços médios dos produtos chineses também contribuiu para aumentar a competitividade.
Esse desempenho reflete fatores como a crescente familiaridade das empresas chinesas com o mercado brasileiro, além de investimentos relevantes em infraestrutura local, como portos e unidades industriais. A qualidade dos produtos também tem evoluído, o que fortalece as trocas comerciais entre os dois países.
Empresas brasileiras especializadas em comércio exterior, como a Target Trading, têm ampliado suas operações com a China, importando máquinas de grande porte e autopeças. Estruturas de logística, manutenção e inspeção têm sido essenciais para garantir a confiabilidade dessas transações.
“Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo, com a geração de oportunidades em diversos setores, mas esse crescimento deve ser acompanhado com atenção para evitar uma dependência ainda maior de um único país em nossas relações comerciais”, afirma Carlos Campos Jr., cofundador e CEO da Target Trading.
Enquanto a China avança, os Estados Unidos perderam espaço nas importações brasileiras, com participação reduzida a 16%, o segundo menor índice dos últimos dez anos. A mudança reforça o redesenho das parcerias comerciais e a importância de manter o equilíbrio nas relações internacionais.
A sobretaxa às exportações brasileiras imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, coloca em risco 77 mil toneladas de frutas que teriam o mercado norte-americano como destino.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, o caso da manga é o que mais aflige o setor.
Isso porque a cada 100 contêineres exportados com a fruta, 92 saem da região do Vale do São Francisco, maior polo produtor do país. “A gente tem nos Estados Unidos uma safra com vários países que participam, então é uma safra compacta, com duração de três meses, período em que chegamos a enviar 2.500 contêineres, mais ou menos 12 milhões de caixas”, detalha.
Coelho ressalta que o México forneceu aos norte-americanos a variedade de manga tomy durante os meses de maio, junho e julho. Na sequência, seguindo o curso natural do setor, seria a vez do Brasil.
“É importante dizer que a colheta da manga ainda não começou, não tem contêiner em porto, não tem nada disso ainda. Está tudo programado como há décadas para começar na primeira semana de agosto.”
Contudo, as incertezas a respeito da viabilidade da venda aos Estados Unidos tem colocado em risco um cronograma que o setor segue à risca há anos.
De acordo com o presidente da Abrafrutas, a caixaria, ou seja, embalar a fruta de acordo com cada estabelecimento de destino, sejam supermercados ou distribuidores, é o primeiro passo. Essa etapa já é previamente organizada por conta do curto período de operacionalização da venda externa.
Coelho conta que os importadores nos Estados unidos também já estão organizados para receber os contêineres e fazer a logística das frutas para distribui-las. Entretanto, com a tarifa de 50%, fica inviável exportar. “É colher para ter prejuízo”, resume.
Manga para outros destinos?
A respeito da possibilidade de realocar o destino da manga, o presidente da Abrafrutas diz ser inviável por conta do tamanho da produção. “A Europa é um grande cliente, mas já está abastecida. Além disso, não recebem a mesma variedade de frutas que vendemos aos Estados Unidos”, conta.
De acordo com ele, despachar a manga ao mercado interno também não é viável devido à alta quantidade de fruta para consumo em curto espaço de tempo. “Vamos abarrotar o país, o preço vai desabar, nós vamos encher o mercado de manga e o custo para produzir, digamos, um quilo de manga será maior do que o preço de venda”, contextualiza.
Apesar do momento crítico, Coelho ainda acredita em uma flexibilização no prazo para o início da tarifa e que, nesse intervalo, Brasil e Estados Unidos cheguem a um acordo.
A inseminação artificial evoluiu e se consolidou como ferramenta essencial para o avanço da genética bovina na pecuária. Hoje, o pecuarista pode escolher entre diferentes tipos de sêmen, convencional, sexado ou genômico, para alcançar objetivos específicos no rebanho. Mas qual é a melhor opção para cada sistema produtivo? A resposta passa por planejamento, análise de dados e alinhamento com as metas da fazenda.
Mais do que entender o tipo de material genético, é preciso compreender o papel estratégico que cada tecnologia desempenha. De acordo com especialistas em entrevista ao Canal do Criador, a escolha correta pode acelerar o ganho genético, aumentar a eficiência reprodutiva e gerar impacto direto na rentabilidade da atividade.
Genômica encurta o caminho até o ganho genético
Segundo Raul Lara Resende, analista técnico da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), a genômica tornou possível prever o mérito genético de um touro ainda muito jovem, com base em informações de DNA e parentesco. Essa tecnologia antecipa decisões que, até pouco tempo atrás, só poderiam ser tomadas após anos de avaliação da progênie.
“Hoje já se identifica em um bezerro ou até em um embrião um potencial genético equivalente ao de um touro adulto de nove anos do passado. Isso propiciou velocidade, redução de custos, precisão e eficiência muito superiores aos programas tradicionais de melhoramento”, explica Resende.
Na prática, touros genômicos são indicados para acelerar ciclos de seleção, permitindo que os produtores utilizem reprodutores superiores antes mesmo que esses tenham filhos avaliados.
Acurácia e risco: o que considerar no uso de sêmen genômico
Apesar das vantagens, o uso de sêmen genômico exige atenção quanto à acurácia das informações. Segundo Resende, “a confiabilidade das provas genômicas depende da qualidade dos dados utilizados e da densidade dos testes. Raças como Nelore, Holandês e Angus já têm bancos robustos e validações consistentes”.
Outro ponto importante é o tamanho do rebanho. “Em rebanhos grandes, mesmo com variação nos resultados, a chance de nascerem indivíduos muito superiores compensa o uso mais intenso de sêmen genômico. Já em rebanhos pequenos, o ideal é usar essa ferramenta de forma mais criteriosa, equilibrando com touros provados”, recomenda o analista da Asbia.
A genômica também pode ser aplicada em fêmeas, permitindo que o produtor direcione acasalamentos com maior precisão, selecione matrizes com base no mérito genético e utilize o sêmen ideal para cada perfil de animal.
FOTO: Divulgação | Jm Matos
Convencional ou sexado: como cada um se encaixa no sistema produtivo
De acordo com Gustavo Sousa Gonçalves, gerente de Leite Europeu da Alta Brasil, o sêmen convencional continua sendo amplamente utilizado pela resistência e pelas melhores taxas de prenhez. “O convencional aguenta mais ‘desaforo’, ou seja, emprenha um bom percentual de animais mesmo diante de problemas no manejo e no ambiente”, afirma.
Já o sêmen sexado, que permite escolher o sexo da cria, é indicado principalmente para rebanhos leiteiros bem manejados, com foco em reposição de fêmeas de alto valor genético. “No gado de leite, a possibilidade de aumentar o número de nascimentos de fêmeas é extremamente vantajosa. Mas é preciso que o rebanho tenha índices reprodutivos consistentes para aproveitar bem essa tecnologia”, ressalta Gonçalves.
A pureza do sêmen sexado hoje gira em torno de 90%, mas ele exige cuidados rigorosos no descongelamento e na aplicação. Pequenas falhas no manejo podem comprometer os resultados.
Estratégia e planejamento são fundamentais para o sucesso
Combinar diferentes tipos de sêmen pode ser uma solução eficiente para a genética bovina quando há planejamento reprodutivo. “Por exemplo, podemos usar sêmen sexado nas novilhas por até três tentativas. Se não houver sucesso, passamos para o convencional. Isso reduz custo e mantém a eficiência do sistema”, orienta Gonçalves.
O especialista reforça ainda que o maior erro do produtor é tomar decisões sem base nos dados da própria fazenda. “A pecuária moderna não tolera mais decisões no escuro nem ações sem preparo. A tecnologia está aí, mas ela só funciona com gestão, capacitação da equipe e suporte técnico qualificado”, conclui.
A aplicação como grande diferencial
Sêmen convencional, sexado ou genômico: todos têm potencial de contribuir para o avanço genético do rebanho. A diferença está no modo como são aplicados. O convencional oferece robustez, o sexado direciona a reposição com mais precisão e o genômico acelera o progresso genético. A escolha ideal vai depender do sistema de produção, dos recursos disponíveis e, principalmente, do planejamento.
Antes de definir qual tipo usar na genética bovina, vale buscar suporte técnico e alinhar a decisão com os objetivos produtivos da propriedade. Quando bem orientado, o uso estratégico dessas tecnologias pode transformar os resultados da fazenda em poucas gerações.