quarta-feira, maio 13, 2026

Autor: Redação

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Resistência de plantas daninhas desafia produtores



Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes



Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes
Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes – Foto: Divulgação

A resistência de plantas daninhas a herbicidas tem se tornado um dos maiores entraves para a produtividade nas lavouras de soja e milho no Brasil. Segundo a UPL Corp Brasil, o uso repetido de produtos com o mesmo mecanismo de ação favorece a seleção de biótipos resistentes, o que eleva os custos de produção e compromete o rendimento das culturas.

A resistência ocorre quando uma planta daninha sobrevive à aplicação de um herbicida que antes era eficaz. No país, já são comuns casos de resistência ao glifosato, inibidores de ALS (como o chlorimuron) e de ACCase (como o haloxyfop). Para enfrentar esse desafio, a UPL recomenda estratégias como a rotação de produtos com diferentes modos de ação, a utilização de herbicidas pré-emergentes e a adoção do Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD), que alia práticas químicas, culturais e mecânicas.

Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes, que atuam no banco de sementes e formam uma barreira química no solo; a rotação de culturas, que quebra o ciclo das daninhas; e o uso de plantas de cobertura e palhada para suprimir germinação. Também é fundamental seguir as doses recomendadas, usar pontas de pulverização adequadas e monitorar constantemente a eficiência das aplicações.

A UPL reforça que, embora a resistência seja um problema crescente, é possível garantir a sustentabilidade e a rentabilidade das lavouras por meio de um manejo estratégico e do uso consciente de herbicidas, apoiado por tecnologias de aplicação eficazes e por um portfólio diversificado de soluções.





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Colheita de milho da 2ª safra em MT vai a 96,38% da área e segue atrasada



A colheita da segunda safra de milho 2024/25 em Mato Grosso alcançou 96,38% da área plantada até sexta-feira passada, dia 1º de agosto, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço semanal foi de 6,01 pontos porcentuais, mas o ritmo segue inferior ao de igual período do ciclo anterior, quando 99,91% da área já havia sido colhida. A diferença entre as safras é de 3,53 pontos porcentuais.

Apesar do avanço generalizado, o atraso é mais expressivo em regiões como o sudeste, que registra 85,95% da área colhida, 13,53 pontos abaixo do índice de um ano antes. No oeste, o ritmo também é mais lento, com 95,82% da área colhida (-4,18 p.p.). Já o médio-norte, principal região produtora, praticamente concluiu os trabalhos, com 99,43% da área colhida, diferença de apenas 0,57 ponto em relação à safra passada.

As maiores evoluções semanais foram observadas no sudeste (+14,08 p.p.) e no oeste (+13,02 p.p.), o que indica concentração dos trabalhos nas regiões mais atrasadas. No consolidado estadual, o ritmo se mantém abaixo da média histórica dos últimos cinco anos para o período, de 97,53%.

Já a colheita do algodão segue atrasada em todo o estado. Até 1º de agosto, 18,27% da área cultivada havia sido colhida, avanço de 8,52 pontos porcentuais na semana. No mesmo período da safra passada, o índice era de 34,70%, o que representa um atraso de 16,43 pontos porcentuais.

O nordeste lidera os trabalhos de campo, com 40,65% da área colhida, seguido por médio-norte (19,38%) e sudeste (23,71%). As demais regiões ainda apresentam índices abaixo de 20%, com destaque para o norte, que não teve atualização nesta semana. As diferenças mais expressivas em relação ao ano passado foram registradas no médio-norte (-18,49 p.p.) e no sudeste (-17,58 p.p.).



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Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5,07%



A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, passou de 5,09% para 5,07% este ano. É a décima redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (4). A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação variou de 4,44% para 4,43%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

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Em junho, mesmo pressionada pela energia elétrica, a inflação oficial, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),perdeu força e fechou em 0,24%, marcada pela primeira queda no preço dos alimentos depois de nove meses. Apesar da desaceleração nos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%.

Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024 . Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na última reunião, na semana passada, após sete altas seguidas na Selic.

Em comunicado, o Copom informou que a política comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em relação aos preços. A autoridade monetária informou que, por enquanto, pretende manter os juros básicos, mas não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necessário.

A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nos 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,23% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) passou de 1,89% para 1,88%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,95% e 2%, respectivamente.

Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,60 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,70.



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Mandioca: em julho média de preços cai 8%



As chuvas ocorridas em parte das regiões produtoras de mandioca na semana passada dificultaram o avanço da colheita, também limitada pela retração produtora. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Ainda assim, segundo o centro de pesquisas, a oferta continuou superior à demanda industrial, mantendo a pressão sobre os valores. A média de julho caiu pelo sétimo mês consecutivo. 

Entre 28 de julho e 1º de agosto, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 460,33 (R$ 0,8006/grama de amido). O valor representa recuo de 2,3% em relação à semana anterior. 

O preço médio de julho também cedeu 2,3% sobre junho, ficando 1,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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com acúmulo de estoques, quedas prevalecem em julho



Os preços do feijão caíram em julho refletindo o acúmulo de lotes do ciclo 2024/25 e a entrada de lotes de maior qualidade da terceira safra no mercado. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, os valores atuais estão, inclusive, abaixo das médias acumuladas desde setembro/24. Porém, a seletividade dos compradores tem gerado oscilações regionais. 

Para as próximas semanas, pesquisadores indicam que o comportamento dos preços dependerá do ritmo da colheita, da qualidade dos novos lotes e da velocidade de reposição dos estoques pelos empacotadores.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Tarifaço pode causar prejuízo de R$ 180 milhões à indústria do cacau, avalia setor



O tarifaço pode causar um prejuízo ao setor do cacau de R$ 180 milhões, diz a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).

Segundo principal destino do cacau e seus derivados, os EUA compra 18% das exportações brasileiras. Em 2024, as exportações de derivados de cacau para os EUA somaram US$ 72,7 milhões (R$ 363 milhões). Somente no primeiro semestre de 2025, os embarques já alcançaram US$ 64,8 milhões (R$ 325 milhões), mais de 25% do total exportado no período.

Em nota, a AIPC afirma que com a taxação de 50% as exportações de cacau para os EUA se tornam “economicamente inviáveis”.

“Mais do que prejuízo comercial, a medida ameaça o funcionamento da indústria nacional de processamento de cacau. Isso porque a estrutura produtiva do setor depende da moagem das amêndoas, cujo subproduto principal é a manteiga de cacau — derivado fortemente demandado pelo mercado americano, que concentra praticamente 100% das exportações brasileiras desse item. Sem a possibilidade de escoamento, as empresas ficam impossibilitadas de manter a produção em pleno funcionamento, o que amplia significativamente a ociosidade industrial e compromete empregos e investimentos nas regiões produtoras, especialmente na Bahia, no Pará e em São Paulo”, diz trecho da nota.

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A nota da AIPC ainda pede um esforço diplomático por parte das autoridades do Brasil para que o cacau seja incluído na lista de exceções do tarifaço. Além disso, a Associação solicita medidas emergenciais que vão deste prorrogação para pagamentos e linhas crédito específicas para o setor.

“É fundamental evitar o fechamento de plantas industriais e a perda de milhares de empregos diretos e indiretos em regiões que dependem fortemente da cacauicultura para seu sustento. A cacauicultura brasileira é responsável por cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos’, alerta o comunicado da AIPC.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tratamento de sementes fortalece lavouras



Esse cenário tem sido constante nas últimas safras



Esse cenário tem sido constante nas últimas safras
Esse cenário tem sido constante nas últimas safras – Foto: Divulgação

A instabilidade climática e a pressão crescente de pragas e doenças têm imposto safras mais exigentes aos produtores do Cerrado, especialmente nas regiões do MATOPIBAPA (Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Pará) e em Mato Grosso. Segundo Rafael Toscano, gerente técnico da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, o cenário de chuvas irregulares e altas temperaturas favorece surtos de doenças como a antracnose, causada por fungos do gênero Colletotrichum, que comprometem o desenvolvimento das culturas desde as fases iniciais.

“A distribuição irregular das chuvas, aliada a períodos prolongados de altas temperaturas, cria condições ideais para o desenvolvimento e a propagação de fungos, comprometendo o desempenho das lavouras já nas fases iniciais da semeadura. Esse cenário tem sido constante nas últimas safras e a expectativa é de que continue desafiador nas próximas”, ressalta.

Com base nas projeções do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), do Ministério da Agricultura (MAPA), essa condição climática desafiadora tende a persistir nos próximos ciclos. Em resposta, cresce a importância da adoção de tecnologias no início do plantio. Segundo a Embrapa, o tratamento de sementes é uma das estratégias mais eficazes para proteger o potencial produtivo das lavouras desde a germinação, servindo como uma barreira contra fungos oportunistas.

A ORÍGEO destaca que soluções como o fungicida Vitavax Ultra, da UPL, vêm auxiliando produtores a garantir uma semeadura mais segura e plantas com crescimento mais uniforme. Registrado no MAPA para soja, milho e algodão, o produto combina ação sistêmica e de contato para proteger contra doenças como a antracnose.

 





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após leve reação, preços voltam a cair



Após um leve movimento de reação, as cotações domésticas do milho voltaram a cair na última semana. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o centro de pesquisas, a pressão veio sobretudo da ausência de consumidores, que aguardam maiores desvalorizações com os avanços da colheita de segunda safra. Além disso, as exportações estão menores em relação ao ano passado e ainda muito distantes do estimado pela Conab. 

Apesar do atraso frente ao ano anterior na média nacional, algumas praças dos estados de Mato Grosso e Goiás têm apresentado bom ritmo de colheita e produtividades elevadas, aumentando de forma pontual a oferta disponível para negócios, ainda conforme explicam os pesquisadores. 

Quanto às exportações, dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que, de fevereiro até a quarta semana de julho, o volume embarcado limitou-se a 4,3 milhões de toneladas, ante os 7 milhões enviados no mesmo período de 2024 e ainda bem distante das 34 milhões projetadas pela Conab até janeiro/26.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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demanda firme e valorização do dólar impulsionam as cotações



Os preços domésticos da soja subiram na última semana, refletindo, a crescente disputa entre compradores brasileiros e internacionais e também a valorização cambial. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Em julho (até o dia 28), o Brasil escoou 10,44 milhões de toneladas de soja, com a média diária de embarques superando em 12,4% a de julho/24. 

Os dados, divulgados pela Secex e analisados pelo Cepea, evidenciam a demanda externa firme, diante da necessidade de tradings completarem cargas nos portos brasileiros. 

Segundo o centro de pesquisas, esse cenário elevou os prêmios de exportação para os maiores patamares em três anos. 

Além disso, o aumento das tarifas dos Estados Unidos para vários países pode impulsionar a procura estrangeira pelo complexo soja brasileiro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Exportação mundial de café em junho aumenta 7,35%


A exportação mundial de café alcançou 11,69 milhões de sacas de 60 kg em junho, o nono mês da safra 2024/25. O volume corresponde a um aumento de 7,35% na comparação com igual mês de 2024 (10,89 milhões de sacas).

Os números fazem parte de relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC). No acumulado dos nove meses do ano comercial, os embarques somaram 104,14 milhões de sacas, recuo de 0,2% ante igual período do ciclo 2023/24, quando totalizaram 104,33 milhões de sacas.

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Nos 12 meses encerrados em junho de 2025, a exportação de arábica totalizou 85,66 milhões de sacas, ante 82 milhões de sacas em igual período do ano anterior, aumento de 4,46%. Já o embarque de robusta aumentou 1,73% na mesma comparação, de 52,1 milhões para 53 milhões de sacas.



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