segunda-feira, maio 11, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Preços iniciam agosto em alta; exportações voltam a crescer



Os preços da carne de frango vêm subindo neste início de agosto


Foto: Pixabay

Os preços da carne de frango vêm subindo neste início de agosto, refletindo o aquecimento da demanda, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, além do tradicional aumento no poder de compra (devido ao recebimento dos salários), o fim das férias escolares e o Dia dos Pais têm elevado a procura pela carne e, consequentemente, os valores da proteína avícola.

Quanto às exportações, após dois meses seguidos em queda, o volume embarcado pelo Brasil voltou a crescer em julho. Dados da Secex compilados e analisados pelo Cepea mostram que foram enviadas 399,6 mil toneladas de carne de frango (considerando-se produtos in natura e industrializados) em julho, 16,3% a mais que em junho, porém, 13,8% a menos que em julho/24. Pesquisadores ressaltam que este é o melhor resultado desde a confirmação de um caso de Influenza Aviária em uma granja comercial no município de Montenegro (RS), em maio. 





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O ovo é um aliado da saúde masculina em todas as fases da vida, diz nutricionista



Rico em nutrientes essenciais, como proteínas de alto valor biológico, colina, vitaminas do complexo B, vitamina D, zinco e selênio, o ovo pode ser um verdadeiro aliado da saúde masculina.

O alimento atua em diversas funções do organismo, favorecendo o desempenho físico, cognitivo e reprodutivo dos homens.

“A composição nutricional do ovo o torna um alimento estratégico para a saúde do homem em todas as idades. Ele contribui para a energia, preservação da massa muscular, saúde dos olhos, imunidade e até para a fertilidade masculina”, conta Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil.

Segundo ela, a colina e as vitaminas B1, B2, B3 e B12 participam de reações metabólicas que fornecem energia ao corpo e favorecem a concentração no dia a dia. Já o zinco e o selênio, também presentes nos ovos, estão diretamente ligados à saúde reprodutiva, maturação dos espermatozoides e à produção de testosterona.

“O ovo contribui com cerca de 40% da necessidade diária de selênio, o que já é bastante significativo”, aponta Lúcia.

Para homens que praticam atividades físicas ou que buscam manter a massa muscular, o ovo oferece todos os aminoácidos essenciais, entre eles a leucina, um aminoácido que estimula a síntese de proteína muscular. “Seja para quem pratica esportes ou está envelhecendo e deseja manter a funcionalidade do corpo, o ovo é uma escolha inteligente e natural”, afirma.

Consumo recomendável de ovo

A nutricionista lembra que o consumo recomendado de ovos pode variar, mas, de forma geral, de dois a três por dia, dentro de uma alimentação equilibrada, já garantem ótimos benefícios.

“Cada nutriente presente no ovo tem papel em diferentes reações químicas do corpo. Por isso, o alimento se mostra versátil e funcional para promover saúde e bem-estar”, reforça.



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governo tenta agradar a todos e cai na incoerência


Após mais de 20 anos de debates no Congresso, o Brasil finalmente aprovou a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, cujo objetivo era criar regras claras, uniformizar procedimentos e simplificar a emissão de licenças para empreendimentos de menor impacto.

No entanto, ao sancionar o texto, o presidente Lula vetou 63 trechos cruciais, transformando uma vitória legislativa em um retrato de incoerência política.

O projeto, iniciado em 2004, buscava dar segurança jurídica e agilidade, especialmente para o setor produtivo, sem abrir mão da preservação ambiental. Na versão aprovada pelo Congresso, estavam previstos mecanismos como:

  • Licença por Adesão e Compromisso (LAC) para empreendimentos de impacto moderado, permitindo autodeclaração e trâmites mais rápidos;
  • Transferência de critérios aos estados, para adequar licenças à realidade regional;
  • Simplificação em obras e atividades de baixo impacto, reduzindo burocracia.

Essas medidas eram vistas como um passo importante para destravar investimentos e reduzir custos, sobretudo no agronegócio, setor responsável por uma fatia central do PIB brasileiro.

Os vetos retiraram justamente as flexibilizações mais aguardadas, como as restrições à LAC, limitando-a apenas a casos de baixo impacto; a manutenção de exigências rígidas para áreas de preservação, como a Mata Atlântica; a obrigatoriedade de consultas formais a comunidades indígenas e quilombolas mesmo em obras de menor risco; e o impedimento de descentralizar, de forma plena, o licenciamento para estados e municípios.

Assim, na prática, o governo manteve boa parte da burocracia, frustrando produtores e investidores.

Incoerência política

Lula tentou agradar a diferentes públicos: cedeu em parte às pressões do Congresso e do agronegócio, mas manteve amarras para não desagradar ambientalistas e sua base ideológica. O resultado foi um texto híbrido, que não satisfaz plenamente nenhum dos lados.

A tentativa de “ficar com um pé em cada barco” terminou naquilo que o próprio Planalto evita admitir: uma lei que nasce com contradições internas e sinal de recuo político.

Para a agropecuária que mais esperava mudanças, o efeito foi negativo. O agronegócio brasileiro se consolidou com o esforço e a dedicação dos produtores, mas agora continuará refém de processos demorados e desuniformes. Isso significa: mais tempo para licenciar projetos de expansão, menor previsibilidade para investidores e perda de competitividade frente a países com processos mais céleres.

Os vetos à Lei de Licenciamento Ambiental expõem a dificuldade do governo em assumir posições claras. Ao tentar equilibrar interesses opostos, Lula abriu mão de uma oportunidade histórica de modernizar a legislação ambiental sem prejudicar o desenvolvimento econômico.

O resultado é um texto que desagrada quem queria avanços, decepciona quem queria preservação integral e afasta o Brasil de uma agenda ambiental produtiva e coerente.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Estudo da Embrapa mostra como aumentar produção pecuária sem abrir novas áreas



Com a crescente demanda mundial por carne e leite, aumentar a produtividade da pecuária sem a necessidade de abrir novas áreas de vegetação é um dos grandes desafios enfrentados pelos produtores rurais. Pensando nisso, um estudo com participação da Embrapa analisou ferramentas capazes de medir e reduzir as chamadas lacunas de rendimento nos sistemas pecuários, promovendo uma intensificação mais eficiente e sustentável.

Patrícia Santos, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, explicou em entrevista à jornalista Pryscilla Paiva, no programa Mercado & Cia, o que são essas lacunas de rendimento e por que sua redução é essencial para ampliar a produtividade sem expandir a área de produção.

“O que a gente chama de lacuna de produtividade — ou gap, em inglês — é uma medida do quanto se poderia aumentar a produtividade em uma determinada área. No caso da agricultura — e, no nosso estudo, da pecuária — essa produtividade potencial é determinada por fatores como clima e solo. Além disso, existem também aspectos regionais que interferem nesse potencial, como logística, acesso a tecnologias, entre outros. O estudo buscou identificar ferramentas para medir essas lacunas, e, com base nisso, apontar estratégias mais eficazes para elevar a produtividade. Essas ferramentas podem ser aplicadas em diferentes escalas: algumas são globais, outras regionais e outras específicas para propriedades rurais”, explicou a pesquisadora.

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Patrícia destacou que uma das ferramentas mais simples, e já utilizada, mesmo que informalmente, por muitos produtores, é o benchmarking.

“O benchmarking acontece quando o produtor compara sua produção com a de outros produtores semelhantes. Muitas vezes ele já faz isso, ainda que sem perceber, ao observar o que o vizinho ou um amigo está fazendo. Essa comparação informal pode ser estruturada por meio de ferramentas que posicionam a fazenda em relação às melhores propriedades dentro de um grupo específico”, esclareceu.

Além disso, a especialista citou outros métodos utilizados em escalas maiores, como regiões ou países inteiros. Nesses casos, áreas com características similares de solo e clima são agrupadas para comparação entre os sistemas de produção adotados.

Outro conjunto de ferramentas mencionado por Patrícia são os chamados métodos de fronteira, que consideram também os aspectos socioeconômicos:

“Há situações em que, mesmo sendo tecnicamente viável adotar uma determinada tecnologia, fatores como a infraestrutura regional, por exemplo, a logística, impõem limites. Esses métodos ajudam a identificar e compreender essas restrições”, afirmou.

Por fim, ela mencionou o uso de ferramentas baseadas em modelagem e simulação matemática, que projetam os impactos da adoção de diferentes tecnologias.

“Essas ferramentas simulam o que pode acontecer se o produtor adotar uma ou outra tecnologia. Elas exigem um certo nível de capacitação, mas são muito úteis para planejamento e tomada de decisão”, destacou.

Patrícia também lembrou que o produtor pode começar de forma simples, com ações mais acessíveis.

“A primeira atitude é estruturar melhor essa comparação com outras propriedades, que ele já faz no dia a dia. Depois, há informações disponíveis na literatura ou por meio de políticas públicas. Um exemplo é o zoneamento agrícola de risco climático, do Ministério da Agricultura. Lançamos também o zoneamento específico para a pecuária, que pode ser consultado no aplicativo Plantio Certo. Esse zoneamento, disponível atualmente para o Brasil Central, indica a capacidade de suporte das pastagens e os períodos de maior risco de escassez de alimento, especialmente durante a intensificação do uso do pasto”, concluiu.

Segundo a pesquisadora, produtores com mais familiaridade com ferramentas digitais podem se beneficiar ainda mais, desde que busquem capacitação adequada para utilizar modelos mais complexos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado reage, e preço na indústria sobe



Preço da laranja para indústria reagiu nesta semana


Foto: Divulgação

Levantamento do Cepea mostra que o preço da laranja para indústria reagiu nesta semana, depois de o mercado ter “andado de lado”, à espera de definições sobre as tarifas norte-americanas. Entre 4 e 7 de agosto, a média foi de R$ 45,42/cx de 40,8 kg, alta de 4,61% frente ao período anterior. De acordo com o Centro de Pesquisas, nos próximos dias, produtores aguardam a retomada de fechamentos dos contratos para frutas da safra 2025/26, que ficaram paralisados ao longo de julho.

Oficializada nessa quarta-feira, 6, a decisão que excluiu o suco de laranja da nova sobretaxa de importação de 40% trouxe alívio imediato ao setor citrícola brasileiro. O contexto de baixa oferta global e os estoques reduzidos nos Estados Unidos podem ter influenciado a retirada do suco da lista de produtos taxados. Com o novo cenário, também espera-se estímulo às exportações nacionais no curto prazo, especialmente diante da menor concorrência de outros fornecedores globais, conforme explicam pesquisadores.





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Brasil tem mais de 43 mil cervejas registradas e avança na exportação



O Brasil tem 43.176 cervejas e 55.015 marcas registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Os dados constam no Anuário da Cerveja 2025, lançado na última terça-feira (5) pela pasta em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

“É uma alegria celebrar o setor cervejeiro, uma das grandes paixões nacionais. A cerveja é símbolo de comemoração, mas também representa trabalho, dedicação, qualidade e prosperidade. O Brasil é referência mundial na agropecuária, e isso se reflete na excelência dos nossos produtos”, comemorou o ministro do Mapa, Carlos Fávaro, durante o lançamento.

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, acredita que os números são o resultado de uma estrutura sólida e de investimentos contínuos na produção e nas pessoas que fazem a vasta cadeia acontecer, do campo ao copo. “Cerveja é agro, emprego, renda, diversidade, cultura e gastronomia. Cerveja é Brasil”, ressaltou .

Produtos e estabelecimentos registrados

O estado com maior número de cervejas registradas segue sendo São Paulo, com 12.803. Além disso, também detém a média mais elevada, com 30 produtos registrados por estabelecimento.

O Espírito Santo foi a unidade federativa que teve o maior aumento no número, que passou de 1.221 para 1.434 no último ano, um aumento de 213 registros. A média brasileira é de 22,2 registros de produtos por estabelecimento.

Assim, o número de cervejarias registradas no Mapa chegou a 1.949 em 2024, com a inclusão de 102 novos estabelecimentos, um crescimento de 5,5% em relação a 2023. Este é o 9º maior crescimento da série histórica.

Cervejas sem álcool

As cervejas sem álcool ou desalcoolizadas (aquelas com teor alcoólico igual ou inferior a 0,5%) vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro.

Em 2024, a produção desse tipo de bebida teve um crescimento expressivo de 536,9%, passando a representar 4,9% de toda a produção nacional. O avanço acompanha uma tendência de consumo mais equilibrado e consciente

Além das versões sem álcool, o segmento inclui também as cervejas de baixo teor alcoólico, com até 2%, e as convencionais, que podem chegar a 54% de graduação alcoólica.

Importação e exportação de cervejas

O Brasil exportou cerca de 332,5 milhões de litros de cerveja em 2024, um crescimento de 43,4% em relação ao ano anterior. O faturamento com exportações também cresceu e alcançou US$ 204 milhões, aumento de 31,1% frente a 2023. Este é o maior valor observado no período de estudo.

O Paraguai foi o principal destino da cerveja brasileira, responsável por 66,5% do volume exportado pelo Brasil. No geral, a América do Sul concentra 97,7% das exportações brasileiras de cerveja, confirmando os países sul-americanos como os principais parceiros comerciais do Brasil nesse setor.

Já em relação a importação, a Alemanha segue sendo a principal origem da cerveja importada pelo Brasil, com um volume de 3.185.550 litros, o que corresponde a 42,5% do volume total importado. Nove dos 15 países de maior exportação de cerveja ao Brasil em valor (US$), são europeus.

Declaração anual de produção e estoques

O volume total de produção declarado ao Mapa em 2024 foi de 15,34 bilhões de litros. Desse total, 24,7% são de cerveja puro malte ou 100% malte, produzidas sem o uso de adjuntos cervejeiros, como trigo, centeio, aveia, milho e outros.

Entre os estilos com maior volume declarado, destaca-se a Lager Leve Clara, com 8,95 bilhões de litros, o que representa 58,3% da produção nacional. Em seguida, aparecem os estilos Pilsener, com 4,97 bilhões de litros (32,4%), e outras Lagers, com 1,29 bilhão de litros (8,5%). Juntos, esses três estilos somam 99,2% da produção total de cerveja no Brasil.

Também merecem destaque os estilos Malzbier e IPA, com volumes de 46,7 milhões de litros (0,3%) e 29,9 milhões de litros (0,2%), respectivamente.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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geadas obrigam replantio no interior gaúcho



O cultivo do tabaco avança em diferentes ritmos




Foto: Pixabay

O cultivo do tabaco avança em diferentes ritmos nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, conforme boletim conjuntural divulgado nesta quinta-feira (7).

Em Frederico Westphalen, as condições climáticas permitiram o desenvolvimento das mudas, favorecendo o andamento das atividades no campo. Agricultores realizaram o transplante das plantas, bem como a adubação e a aplicação de fungicidas e inseticidas.

Na região de Santa Rosa, os trabalhos também evoluíram. Parte dos produtores aproveitou áreas menos sujeitas à formação de geadas para preparar o solo. Outros já concluíram o transplantio das mudas cultivadas no sistema floating para o campo definitivo.

Já nas regiões de Pelotas e Santa Maria, o clima adverso comprometeu o desenvolvimento das lavouras. Embora grande parte das áreas planejadas tenha sido implantada, as plantações estabelecidas antes das geadas precisaram ser replantadas. A necessidade de novas mudas aumentou a demanda, resultando em escassez de material disponível para transplante. Alguns agricultores ainda mantêm atividades de semeadura e manejo das sementeiras pelo sistema floating.

Em Soledade, a comercialização da safra anterior está próxima do encerramento e os preços alcançados são considerados positivos. O preparo do solo para o novo ciclo foi concluído em áreas de baixa altitude e está adiantado em regiões mais elevadas. O plantio das mudas em campo aberto já começou, com alguns municípios atingindo 70% da área prevista. No entanto, as temperaturas mais baixas reduziram o ritmo de crescimento das plantas.





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Qual a maior dúvida sobre aplicação da inovação tecnológica?


Na interatividade da semana perguntamos: Qual a sua principal dúvida em relação a aplicação da inovação tecnológica na propriedade e no negócio? O resultado mostrou o que mais preocupa os produtores rurais na hora de adotar inovações tecnológicas nas propriedades: 54% dos produtores apontaram o custo e a viabilidade como os principais entraves.

De acordo com Renato Ramalho, CEO da KPTL, o resultado reforça um ponto sensível que se observa com frequência no ecossistema de inovação do agro: “Estas ofertas têm que caber na saca de soja ou na arroba do boi. Quando mais da metade dos participantes expressa essa preocupação, fica claro que a inovação precisa ser acessível não só tecnicamente, mas também financeiramente.”

Além da questão econômica, 34% dos participantes disseram ter dúvidas quanto à adaptação e aplicabilidade da tecnologia. Esse dado revela um segundo grande desafio: o da personalização das soluções. “No campo, a realidade é muito mais complexa. Soluções precisam dialogar com as condições regionais, com os perfis dos produtores e com o timing de cada safra”, afirma Ramalho.

Já 13% dos votos apontaram o acesso à informação como principal dificuldade. Apesar de representar uma parcela menor, esse ponto não pode ser ignorado. “Ainda existe um fosso de comunicação entre quem desenvolve tecnologia e quem está na ponta. O papel de nós, investidores, é também o de construir pontes”, conclui o especialista.

Ramalho ressalta que apoiar iniciativas de capacitação, eventos de difusão tecnológica e parcerias, assim como a do Canal Rural com o Sebrae é essencial para que a inovação se transforme em resultado real para quem mais precisa: o produtor rural.



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Boa radiação solar acelera maturação de morangos


O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (7), apontou que as condições climáticas recentes influenciaram de forma distinta a produção de morangos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Caxias do Sul, temperaturas amenas e boa radiação solar favoreceram o desenvolvimento da cultura, acelerando a maturação dos frutos. Entretanto, a incidência de oídio em diversas lavouras tem causado perdas, especialmente em flores e frutos jovens, situação considerada incomum por não afetar significativamente as folhas. Produtores intensificaram medidas de controle e ajustaram a adubação para reduzir o vigor vegetativo e estimular a floração. Apesar de uma leve melhora na florada e no desenvolvimento dos frutos, a oferta permanece insuficiente para atender à demanda local. Os preços variam entre R$ 30,00 e R$ 50,00 por quilo nas vendas para Ceasas, intermediários e mercados, e entre R$ 40,00 e R$ 60,00 por quilo na venda direta ao consumidor.

Em Lajeado, na localidade de Feliz, a produção está em início. Nos cultivos em bancadas, a colheita ainda é reduzida, enquanto nos plantios em solo há boa formação de frutos e intensa floração. O clima, com dias ensolarados e temperaturas baixas, tem beneficiado a produção. Os preços variam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por quilo, podendo chegar a R$ 55,00/kg devido ao aumento da procura impulsionado pela tendência do chamado “morango do amor”.

Na região de Pelotas, a continuidade do clima frio e úmido tem prejudicado a cultura, reduzindo o tamanho e a quantidade de frutos, além de favorecer o surgimento de doenças. A produção está limitada, e os preços variam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por quilo.

Em Santa Rosa, embora as plantas apresentem boa floração, a polinização tem sido deficiente, resultando em frutos deformados. Há forte presença de doenças, como flor-preta e antracnose, e registro de oídio em algumas variedades, de difícil controle mesmo com o uso de fungicidas e outras medidas. Frutos menores têm sido vendidos a R$ 20,00/kg, enquanto os maiores e padronizados chegam a R$ 55,00/kg. A demanda também aumentou na região em razão da popularidade do “morango do amor”.

Já na região de Soledade, a cultura está em desenvolvimento de mudas e produção. O clima favoreceu os cultivos, com maior incidência de sol, o que acelerou a maturação dos frutos e o crescimento das plantas. As condições fitossanitárias são consideradas adequadas, e a oferta e demanda estão equilibradas.





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AgroNewsPolítica & Agro

Dia dos Pais fortalece demanda por carne bovina no mercado interno


De acordo com análise divulgada nesta sexta-feira (8) pelo informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o preço da arroba da novilha gorda em São Paulo registrou nova alta, encerrando a primeira semana de agosto com valorização consecutiva.

“O movimento de alta tem sido sustentado pela oferta enxuta de bovinos”, informou a consultoria. No acumulado da semana, a arroba da novilha subiu R$ 10,00, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis na comparação diária.

A exportação de carne bovina mantém desempenho positivo, com recordes mensais, levando frigoríficos a priorizar bovinos precoces, especialmente os habilitados para atender o mercado chinês. No mercado interno, o início do mês e a proximidade do Dia dos Pais impulsionaram a saída da carne no atacado, fortalecendo a demanda.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (B3), os contratos futuros também refletiram o cenário de firmeza, com ajustes positivos no fechamento do pregão de 7 para 6 de agosto nos vencimentos do segundo semestre.

Bahia

No estado, o boi gordo também apresentou alta na semana. Na região Sul, a arroba subiu R$ 2,00 e, na região Oeste, R$ 3,00. No acumulado de agosto, a valorização chega a 4,3% no Sul e 2,3% no Oeste. As demais categorias permaneceram com preços estáveis.

Rio de Janeiro

As cotações subiram para todas as categorias nesta sexta-feira (8). O boi gordo avançou R$ 2,00, a novilha R$ 3,00 e a vaca R$ 5,00.





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