segunda-feira, maio 11, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

os destaques do Congresso ANDAV 2025


Por Flávia Macedo

O Congresso ANDAV 2025, maior evento de distribuição de insumos do país, foi palco para o lançamento de tecnologias e serviços voltados a aumentar a produtividade no campo e fortalecer a conexão entre indústria, distribuidores e produtores. Entre as inovações apresentadas, um dos destaques veio da Casa Bugre, que trouxe uma vacina para combater o estresse térmico e hídrico das plantas. O produto, de aplicação preventiva, tem como objetivo evitar quedas na produtividade e já integra o portfólio da empresa.

“Lá no comecinho do plantio, a gente utiliza o VacStress. Ele prepara a planta para já começar a produção dos osmoprotetores — como, por exemplo, a prolina. Entõa, quando a planta inicia cedo a produção desses osmoprotetores, ela aprende o processo. Por isso chamamos de ‘efeito vacina’: a planta aprende o que precisa fazer”, diz Everton Campos, diretor de MKT da Casa Bugre.

O CEO da Companhia destaca a importância de participar de um evento como a ANDAV. “Esse é o maior evento de distribuição no Brasil e ele dá uma visibilidade muito grande para o nome da Casa Bugre e para as empresas que fazem parte do grupo”.

Outra novidade veio da AgroCP. Referência em fertilizantes organominerais, a companhia passou a ofertar também produtos à base de bioquelato, ampliando as opções para diferentes necessidades no campo. A empresa projeta alcançar R$ 1 bilhão em faturamento em 2025, impulsionada pela expansão do portfólio e pela demanda crescente no setor.

“São fertilizantes altamente concentrados, internos e solúveis, muito afinados com as novas tecnologias de aplicação em drones e aplicações em baixos volumes. Não é uma química, é uma quelatação natural, feita através de aminoácidos. Temos certeza absoluta de que é um portfólio inovador, com excelente custo-benefício, que vai se encaixar muito bem na agricultura nacional”, destaca Lucas Figueiredo, diretor de Marketing da AgroCP.

Além de produtos, houve lançamentos voltados à melhoria de relacionamento e vendas. A Sumitomo apresentou o sistema YEN, nome inspirado na moeda japonesa, criado para estreitar a relação comercial entre distribuidores e produtores rurais, tornando o acesso aos insumos mais rápido e eficiente.

“Esse programa está muito focado em trazer novas tecnologias e um portfólio mais sustentável para o mercado brasileiro, justamente para atender às necessidades do produtor final. Além disso, ele vai ajudar com uma venda mais técnica e diferenciada, permitindo que nossos parceiros se destaquem no mercado”, ressalta Nairo Piña, presidente da Sumitomo Chemical para a América Latina. 

Com o mesmo propósito de facilitar conexões no agronegócio, a Agri Connection traz acesso ao mercado de insumos agrícolas. De acordo com o CEO da empresa, Flávio Mata, já são mais de 250 rótulos para diversas culturas e necessidades, aproximando indústria e distribuidoras de forma ágil.

“Podem ser empresas de produção, de discovery, de desenvolvimento ou de pesquisa, que criam e fabricam produtos e depois precisam comercializá-los. A AgriConnection nasceu para permitir que essas companhias consigam acessar o mercado agro-brasileiro.”

O evento também abriu espaço para soluções tecnológicas voltadas à gestão empresarial. A Viasoft apresentou ferramentas com inteligência artificial para otimizar tarefas do dia a dia das empresas. Com 35 anos de experiência no desenvolvimento de softwares, a empresa busca simplificar e dar mais assertividade às decisões de gestão.

“Dentro do agronegócio, atendemos desde o produtor rural, revendas de insumos, sementeiras, cerealistas e agroindústrias, até cooperativas. É uma solução ampla, que abrange todas as áreas da empresa — inclusive RH, fiscal, contábil e financeiro. Por isso, nos posicionamos como especialistas: porque conseguimos atender todas as demandas de uma empresa”, afirma a diretora comercial da Viasoft, Naiara Fieira. 

Entre os temas presentes na feira, o crédito rural ganhou destaque. O CEO da Ceres Agrobank, Oziel Ferreira, anunciou condições diferenciadas para facilitar o acesso dos produtores a financiamentos, oferecendo prazos mais longos e atendimento personalizado.

Com estandes de mais de 250 marcas, o Congresso ANDAV recebeu visitantes de todo o Brasil. O empresário da Fex Agro, Daniel Barbosa, de Primavera do Leste (MT) é um exemplo. Ele comanda uma rede de revendas com unidades em MT, GO e SP e participou do evento em busca de novidades para o negócio.

“É bom participar de um evento como este porque você encontra velhos amigos, faz novos contatos e conhece novas oportunidades. Na minha visão, é muito importante estar conectado”.

Debates estratégicos: COP 30 e “tarifaço”

A programação incluiu ainda palestras e debates sobre temas estratégicos para o setor, como a COP 30, que será realizada em novembro, em Belém (PA). Outro destaque foi a discussão sobre as perspectivas de mercado diante do chamado “tarifaço” — a taxa imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.

O especialista e analista de mercado, Carlos Cogo, alertou para o momento delicado do mercado e recomendou o travamento dos preços das commodities como medida para evitar uma nova tensão tarifária.

“Aqueles que podem ter oportunidades nessa questão da guerra tarifária, por exemplo, no caso da soja, o indicado é se proteger imediatamente. Fazer uma venda futura num patamar maior, protegendo pelo menos 60% do custo, para aproveitar os prêmios positivos que já estão sendo negociados para o próximo ano — e também para este ano —, e que estão muito acima da média”.

 





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Lula e Alckmin se reúnem para definir plano de ajuda para setores atingidos por tarifaço



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, devem discutir, nesta segunda-feira (11), os últimos detalhes do plano de contingência para socorrer os setores da economia afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros exportados para o país.

Alckmin lidera as negociações com as autoridades estadunidenses e também o diálogo com o setor produtivo nacional. Os líderes tem reunião marcada para a tarde de hoje.

O plano deve ser divulgado até esta terça-feira (12) e prevê medidas de concessão de crédito para as empresas mais impactadas e aumento das compras governamentais. A prioridade é atender os pequenos produtores que não tem alternativas à exportação aos Estados Unidos.

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Deverá ser instituído um parâmetro para avaliar os efeitos das tarifas sobre cada setor da economia, baseado no grau de exportações para o país.

No último dia 6, entrou em vigor a tarifa de 50% imposta sobre parte das exportações brasileiras para país norte-americano. A medida, assinada no dia 30 de julho pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afeta 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado norte-americano, o que representa 4% das exportações brasileiras.

Além do socorro aos exportadores, o governo trabalha para ampliar os setores fora do tarifaço de Trump. Cerca de 700 produtos do Brasil não foram afetados e continuam a pagar 10% de tarifa. Entre eles estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes.



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Exportações de ovos crescem 304% em julho



As exportações brasileiras de ovos (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 5.259 toneladas em julho de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número representa alta de 304,7% em relação ao volume registrado no mesmo período do ano passado, com 1.300 toneladas embarcadas.

A receita gerada pelos embarques em julho alcançou US$ 11,808 milhões, saldo 340,9% superior ao obtido no mesmo mês de 2024, com US$ 2,678 milhões.

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Com o desempenho do mês, o acumulado entre janeiro e julho alcançou 30.174 toneladas exportadas, volume 207,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (9.818 toneladas). Já a receita acumulada chegou a US$ 69,567 milhões, incremento de 232,2% em relação aos US$ 20,940 milhões obtidos entre janeiro e julho de 2024.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras de ovos, com 18.976 toneladas embarcadas nos sete primeiros meses do ano (+1.419%) e receita de US$ 40,7 milhões (+1.769%). Em seguida, aparecem o Chile, com 2.562 toneladas (-27,9%) e US$ 7.533 milhões, Japão, com 2.019 toneladas (+175,2%) e US$ 4,689 milhões (+163,3%), e o México, com 1.843 toneladas e US$ 8,135 milhões. Outros destaques no período incluem Angola (889 t), Emirados Árabes Unidos (1.677 t), Uruguai (428 t) e Serra Leoa (473 t).



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Soja registra alta em Chicago após declaração de Trump sobre demanda chinesa



Os contratos futuros da soja em grão fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na reabertura do mercado, impulsionados por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que a China pode quadruplicar suas compras de soja americana como parte das negociações comerciais entre os dois países.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, apesar da reação inicial positiva, analistas apontam que esse volume de compras é pouco provável de se concretizar, o que fez as cotações se afastarem das máximas do dia.

Expectativa para o USDA

Além disso, o mercado aguarda com expectativa a divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre as condições das lavouras, prevista para hoje, e o relatório mensal de oferta e demanda, que será divulgado nesta terça-feira (12).

Contratos futuros de soja

Na sessão, os contratos de soja com entrega em novembro fecharam cotados a US$ 10,05 3/4 por bushel, registrando alta de 18,25 centavos de dólar, ou 1,84%, em relação ao pregão anterior. Já os contratos para janeiro de 2026 avançaram 17,75 centavos, ou 1,76%, negociados a US$ 10,24 1/4 por bushel.



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Mandioca: queda de preços é limitada frente à menor oferta



A oferta de mandioca esteve menor na última semana, como apontam levantamentos do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, além das chuvas, a retração de produtores que dispõem apenas de lavouras de 1º ciclo (com até 12 meses), por conta do comprometimento da rentabilidade, limitou a disponibilidade de matéria-prima. 

Como resultado, os preços caíram menos. Entre 4 e 8 de agosto, a média Cepea para a tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 458,06 (R$ 0,7966/grama de amido), ligeira baixa de 0,5% em relação à semana anterior. 

Já sobre período equivalente do ano passado, a desvalorização é de 9,8%, em termos reais (utilizando o IGP-DI como deflator).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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cotações seguem em baixa no Brasil



Os preços do milho seguem em queda, como apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, além da produção recorde da segunda safra brasileira, o baixo ritmo das exportações e a retração de compradores domésticos mantêm as cotações do cereal pressionadas. 

Apesar da ocorrência de geadas e pragas em partes das regiões produtoras, pesquisadores explicam que as expectativas são de produção interna elevada. Isso devido ao aumento da área e à melhora na produtividade. 

Atentos à intensificação da colheita, consumidores brasileiros aguardam novas desvalorizações. Com isso, priorizam o recebimento dos lotes negociados antecipadamente, ainda conforme o Centro de Pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Feijão: com mercado lento, cotações caem


feijão-carioca ou carioquinha
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

Diante dos volumes da terceira safra, a oferta de feijão segue alta, sobretudo nas regiões de Goiás e de Minas Gerais. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo com a maior disponibilidade, o ritmo de comercialização se manteve lento, com empacotadores realizando reposições graduais. 

Quanto aos preços, recuaram na maioria das regiões monitoradas pelo Cepea, pressionados pela seletividade dos compradores e pela preferência por lotes de melhor qualidade. 

Segundo dados da Secex, no acumulado dos últimos 12 meses, as exportações brasileiras de feijão totalizaram 438,69 mil toneladas. 

Somente em julho, foram 83,44 mil toneladas escoadas pelo Brasil. Já as importações de feijão somaram apenas 16,5 mil toneladas em 12 meses.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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cotações seguem em baixa no Brasil



Os preços do milho seguem em queda, como apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, além da produção recorde da segunda safra brasileira, o baixo ritmo das exportações e a retração de compradores domésticos mantêm as cotações do cereal pressionadas. 

Apesar da ocorrência de geadas e pragas em partes das regiões produtoras, pesquisadores explicam que as expectativas são de produção interna elevada. Isso devido ao aumento da área e à melhora na produtividade. 

Atentos à intensificação da colheita, consumidores brasileiros aguardam novas desvalorizações. Com isso, priorizam o recebimento dos lotes negociados antecipadamente, ainda conforme o Centro de Pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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queda no preço do dólar limita alta nos preços



As negociações envolvendo soja e derivados estão mais aquecidas no Brasil neste começo de agosto. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores, esse cenário se deve ao interesse internacional, sobretudo por parte da China, e à maior necessidade de indústrias esmagadoras nacionais. 

Em julho, as exportações brasileiras atingiram recorde para o mês, somando 12,25 milhões de toneladas da oleaginosa, de acordo com dados da Secex analisados pelo Cepea. 

Nos primeiros seis meses deste ano, os embarques também estão nas máximas históricas, totalizando 77,2 milhões de toneladas do grão. 

Apesar da aquecida demanda, a significativa desvalorização do dólar frente ao Real impediu fortes avanços nos preços domésticos, ainda de acordo com o Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Programa de melhoramento do algodão é destaque



O evento também contou com a participação de especialistas da FAO



O evento também contou com a participação de especialistas da FAO
O evento também contou com a participação de especialistas da FAO – Foto: Pixabay

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) realizaram, em 10 de julho, o evento virtual “Mais algodão, Mais Sementes”, com foco na estruturação de um programa nacional de melhoramento do algodão. A iniciativa faz parte do projeto +algodão, fruto da Cooperação Internacional Brasil-FAO, e reuniu pesquisadores e representantes de países latino-americanos parceiros para promover o intercâmbio de experiências e conhecimentos.

Durante o encontro, a Embrapa apresentou o Programa Nacional de Melhoramento do Algodão, destacando sua atuação histórica no desenvolvimento de cultivares adaptadas a diferentes realidades agrícolas. A instituição é parceira do projeto +Algodão há 12 anos e mantém o único programa público com capacidade de fornecer sementes geneticamente melhoradas para produtores de todos os portes no Brasil.

O evento também contou com a participação de especialistas da FAO, que ressaltaram a importância da conservação dos recursos genéticos e da estruturação de sistemas eficientes de sementes para garantir a segurança alimentar global. A Rede +Sementes, criada em 2020, tem fortalecido a cooperação técnica entre os países parceiros, promovendo o desenvolvimento da cadeia algodoeira na América Latina.

Instituições de pesquisa do Equador, Peru, Argentina, Colômbia, Paraguai e Bolívia também compartilharam avanços em seus programas nacionais, com foco na recuperação de variedades nativas, melhoramento genético e adaptação às condições locais. O fortalecimento dos bancos de germoplasma e a valorização da agricultura familiar foram apontados como estratégias-chave para revitalizar a produção de algodão na região.

 





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