domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

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Caminhão com quase 4 toneladas de trigo fica sem freio em rodovia; veja o vídeo



Um caminhão carregado com 3,8 toneladas de trigo em sacos entrou na área de escape da BR-277, em Morretes (PR), depois de um problema nos freios, na última terça-feira (12).

O motorista, de 53 anos, e o passageiro, de 43, foram atendidos pela equipe da concessionária e não ficaram feridos. O condutor contou aos socorristas que percebeu que estava sem freios , mas resolveu seguir por mais um quilômetro nesta condição.

Desde que foi restaurada, em março de 2024, a área de escape salvou mais de 100 vidas, afrima a concessionária EPR Litoral Pioneiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Café paranaense obtém Denominação de Origem inédita



“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos em símbolos”



“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos locais em símbolos"
“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos locais em símbolos” – Foto: Divulgação

O café de Mandaguari (PR) acaba de conquistar a primeira Denominação de Origem (DO) do Brasil baseada em análise microbiológica. O reconhecimento, oficializado pelo INPI, foi resultado de uma parceria entre a GoGenetic Agro e a Viva Soluções, que utilizaram um estudo inédito do microbioma dos grãos para comprovar a singularidade do produto. A técnica identificou microrganismos específicos presentes no café da região, inexistentes em outras áreas produtoras, reforçando o vínculo entre terroir e qualidade.

Segundo Ton Lugarini, da Viva Soluções, o projeto reduziu drasticamente o tempo e o custo de comprovação técnica exigidos para uma DO. Enquanto estudos acadêmicos podem levar anos, a GoGenetic concluiu coleta, sequenciamento e laudos em apenas 40 dias. Essa base científica foi incorporada ao caderno de especificações e demais requisitos do processo, que durou cerca de um ano e meio até o reconhecimento.

O modelo segue uma tendência global: dados da OMPI mostram mais de 10 mil Indicações Geográficas registradas no mundo, com produtos que podem alcançar até 2,23 vezes mais valor que equivalentes genéricos. No Brasil, segundo o INPI, há 139 IGs, sendo 31 DOs. Casos como o Queijo Canastra e o vinho do Vale dos Vinhedos mostram que o selo impulsiona exportações, turismo e marketing territorial. “Comprovamos cientificamente que os cafés de Mandaguari são únicos. Foi a primeira vez que usamos análise de microbiota para sustentar um pedido de DO”, comenta.

Para Eduardo Balsanelli, da GoGenetic, a conquista vai além da chancela oficial, representando uma oportunidade de posicionar Mandaguari no mercado internacional com um café de perfil adocicado, notas florais e forte identidade cultural. Ele destaca que a união de ciência, tradição e estratégia pode transformar produtos locais em ícones globais, criando valor para produtores e fortalecendo o agro brasileiro.

“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos locais em símbolos de excelência global. E a história do café de Mandaguari mostra que tradição, ciência e estratégia podem — e devem — caminhar juntas”, analisa.

 





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Vencedor do leilão de concessão da Rota Agro oferece desconto de 19,7% no pedágio



O Consórcio Rota Agro Brasil venceu nesta quinta-feira (14) o leilão de concessão das BRs 060 e 364 entre os estados de Goiás e Mato Grosso, mais conhecida como Rota Agro.

O vencedor do certame foi definido pelo maior desconto oferecido sobre a tarifa básica de pedágio no trecho concedido. Após disputa em viva-voz, o Consórcio Rota Agro Brasil ofereceu 19,70% como valor de desconto, vencendo o certame.

O investimento na concessão da rota é de R$ 7,26 bilhões em melhorias e na reestruturação desse corredor logístico.

Como foi o leilão?

No leilão, o Consórcio Rota Agro Brasil concorreu com outras quatro empresas e consórcios. Por isso, foi necessária uma etapa de viva-voz após a apresentação das propostas iniciais, na qual concorreu com a Way Concessões. A concessão foi obtida após uma disputa de 22 lances de viva-voz.

Nessa etapa de viva-voz, não puderam participar o Consórcio Rota do Cerrado, que havia oferecido 10,55% de desconto no valor do pedágio na apresentação inicial das propostas; V.F. Gomes Participações, que ofertou 0%; e EPR Participações, que ofereceu 10,80% de oferta como desconto no valor do pedágio.

Nos lances iniciais, a empresa vencedora havia oferecido 17,18% de desconto sobre a tarifa de pedágio, enquanto a Way havia oferecido 16,10%.

O leilão foi realizado na B3, a bolsa de valores de São Paulo, e contou com a presença dos ministros dos Transportes, Renan Filho, e da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O que é a Rota Agro

A Rota Agro é um dos principais corredores logísticos da região Centro-Oeste. Segundo o Ministério dos Transportes, a concessão dessa rota deve melhorar o escoamento da produção agrícola, facilitar a distribuição de alimentos e reduzir as desigualdades logísticas regionais.

O trecho leiloado compreende 490 quilômetros entre as cidades de Rio Verde (GO) e Rondonópolis (MT) e que tem um intenso tráfego de veículos de carga e de passeio. A concessão, para um período de 30 anos, prevê a duplicação de 45 quilômetros da rodovia, 150 quilômetros de faixas adicionais, contornos viários, vias marginais, pontos de parada e descanso (PPD) para caminhoneiros e quatro novas passarelas para pedestres.

Atualmente, cerca de 80% das rodovias de Mato Grosso, que ocupa o primeiro lugar na produção nacional de grãos, estão em bom estado de conservação. Em 2022, o índice era de 67%. Em Goiás, o índice de estradas federais em boas condições chega a 86%. No fim de 2022, era de 70%.



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Brasil terá primeira biotecnologia combinada contra dois tipos de nematoide



A produção de soja no Brasil deve ganhar, nos próximos anos, uma aliada inédita no combate a duas das pragas mais desafiadoras da cultura: os nematoides das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide de cisto da soja (Heterodera glycines). Um acordo de licenciamento firmado entre Basf, Corteva Agriscience e M.S. Technologies vai permitir que um novo trait (característica) resistente a nematoides (NRS, na sigla em inglês) seja incorporado a variedades de soja cultivadas no país.

A novidade representa a primeira solução transgênica comercialmente disponível para o controle dessas pragas, que são microscópicas, de difícil manejo e podem provocar perdas significativas de produtividade.

Segundo a Basf, o novo trait NRS foi desenvolvido pela empresa ao longo de sete anos de pesquisa e testado em mais de 160 campos experimentais, alcançando mais de 90% de controle dos nematoides das lesões radiculares. Os resultados indicam potencial para reduzir prejuízos e aumentar a estabilidade de produção em áreas infestadas.

A tecnologia será incorporada a sistemas que já oferecem múltiplas tolerâncias a herbicidas, como 2,4-D sal colina, glifosato e glufosinato, além de proteínas Bt para o manejo de lagartas, desenvolvidas pela Corteva e M.S. Technologies. Isso garante ao produtor um pacote integrado de controle de pragas e plantas daninhas, com maior flexibilidade no manejo e redução da pressão de resistência.

As primeiras variedades de soja com o trait NRS devem chegar ao mercado brasileiro até o fim desta década ou no início da próxima, dependendo das aprovações regulatórias e da conclusão de testes adicionais. A introdução em outros países da América Latina também está no radar das empresas. Especialistas afirmam que a chegada dessa tecnologia pode marcar uma mudança de paradigma no manejo fitossanitário da soja, principalmente em regiões onde as infestações de nematoides se tornaram limitantes para o aumento da produtividade.

O controle eficiente de nematoides é considerado um dos principais gargalos para o avanço da produtividade da oleaginosa no Brasil. Hoje, grande parte das soluções envolve rotação de culturas, uso de cultivares tolerantes e aplicação de nematicidas, práticas que têm custos elevados e nem sempre oferecem resultados consistentes. Com a adoção do trait NRS, a expectativa é reduzir a dependência de insumos químicos e aumentar a proteção das lavouras, fortalecendo a competitividade do país no mercado global de soja.



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Devido ao tarifaço dos EUA, soja brasileira ganha protagonismo com compras da China



De acordo com estimativas do setor apresentadas durante o Agroexport desta quinta-feira (14), os embarques brasileiros de soja em grão devem ultrapassar 110 milhões de toneladas em 2025, om que renova o potencial recorde de exportações do país. Confira os gráficos:

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Exportação da soja brasileira

Entre janeiro e agosto deste ano, o Brasil já exportou aproximadamente 88 milhões de toneladas de soja para diversos mercados, sendo 66 milhões destinadas à China, o que representa um incremento de cerca de 10% em relação ao mesmo período de 2024. Na série histórica dos últimos cinco anos, as vendas brasileiras de soja para o mercado chinês evoluíram de 50 para 66 milhões de toneladas.

Declarações de Trump

Em contrapartida, as declarações recentes do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a intenção de quadriplicar as exportações norte-americanas de soja para a China são consideradas inviáveis por especialistas.

A limitação da produção, a oferta total de cerca de 50 milhões de toneladas, o consumo interno elevado e a área agrícola estabilizada tornam impossível esse aumento. No ano passado, dos 77 milhões de toneladas exportadas pelos EUA, com 22 milhões destinadas à China.

O protagonismo da soja brasileira

Diante da crescente demanda chinesa e das restrições de oferta dos Estados Unidos, o Brasil deve consolidar sua posição como principal fornecedor de soja para a China, mantendo o ritmo de crescimento das exportações e reforçando sua presença no mercado internacional da oleaginosa.



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Sistema soja-trigo e manejo de plantas daninhas são foco de evento da Embrapa



Durante o Dia de Campo de Inverno, evento promovido pela Embrapa Soja, pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela Fundação Meridional, serão apresentadas tecnologias para o cultivo de soja em rotação com trigo, além do lançamento de duas novas cultivares desta última cultura. O encontro será realizado no dia 22 de agosto, a partir das 8h, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

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Manejo no sistema soja-trigo

Também haverá uma estação técnica que abordará o manejo outonal de plantas daninhas no sistema de produção soja-trigo, ministrada pelo pesquisador Fernando Adegas, da Embrapa Soja. Outro destaque será a apresentação de Henrique Debiasi, também da empresa, sobre a importância do trigo para otimizar a produtividade e a sustentabilidade da oleaginosa nas safras seguintes.

Programação

A programação contará com apresentações sobre variedades de trigo e triticale desenvolvidas pela Embrapa e pelo IDR-Paraná, além do manejo outonal de plantas daninhas e da importância do trigo no sistema de produção da oleaginosa.

Inscreva-se

O evento será realizado no dia 22 de agosto, a partir das 8h, na Embrapa Soja, estrada Carlos João Strass, s/n, Londrina (PR). As inscrições podem ser feitas pelo link.



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Pacote de socorro ao tarifaço não atende todas as necessidades do agro, diz Faesp



A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), que representa os sindicatos rurais da região, avalia que a divulgação do pacote de ajuda do governo às empresas e produtores atingidos pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos ainda não atende por completo às necessidades do setor.

O presidente da entidade, Tirso Meirelles, destacou que é preciso manter a diplomacia, mas sem caráter ideológico. “[Em primeiro lugar] é a negociação, diplomacia, dividir política para um lado, econômico para o outro. Esse é o primeiro ponto. A taxa de juros que foi falado, de 8% a 10%, mais as taxas bancárias, chegará a 14%. A nossa taxa de juros é a segunda maior do mundo. Perdemos apenas para a Turquia”, ressalta.

Em um contexto mais macro, sem relação direta com o pacote anunciado pelo presidente Lula, Meirelles advoga a necessidade de uma reforma administrativa urgente para que os gastos do governo reduzam e que a taxa de juros baixe.

“Emergencialmente, nós temos de resolver esse impasse com esse cliente nosso que é os Estados Unidos, para que possamos resolver economicamente os investimentos e todo o processo”, finaliza.



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Nova revisão mantém safra recorde de grãos na Bahia em 2025



A sétima estimativa para a safra baiana de grãos aponta que a Bahia deve alcançar o recorde de produção de 12.829.202 toneladas em 2025, de acordo com dados de julho, divulgados pelo IBGE, nesta quinta-feira (14).

Isso representa um crescimento de 12,7% (ou mais 1.448.107 t) em relação a 2024, e de 5,6% frente ao recorde anterior, registrado em 2023 (que havia sido de 12.148.058 toneladas).

Frente à estimativa de junho (de 12.668.822 toneladas), também houve, em julho, aumento na previsão da safra de grãos na Bahia: +1,3%, o que equivale a mais 160.380 toneladas.

De acordo com o IBGE, a maior previsão da safra baiana de grãos, entre junho e julho, se deveu a novas revisões para cima nas produções de milho 1ª safra e algodão herbáceo.

Milho

Em 2025, a primeira safra de milho, na Bahia, deve ser de 1.932.000 toneladas, ficando 24,6% acima da colhida em 2024 (mais 380.910 toneladas) e com alta de 11,0% na passagem de junho para julho (mais 192 mil toneladas).

O aumento da previsão do milho 1ª safra entre um mês e outro se deveu a um maior rendimento médio, que deve chegar a 6.900 kg/hectare, 15,0% superior ao previsto em junho (que havia sido 6.000 kg/hectare).

Algodão

A Bahia deve produzir, em 2025, 1.865.025 toneladas de algodão, 5,4% a mais do que em 2024 (mais 96.225 toneladas) e 0,4% a mais do que o previsto em junho (mais 6.525 toneladas).

A variação positiva na estimativa, entre junho e julho, se deveu a um crescimento da área plantada/ a ser colhida, que passou de 400 mil para 405 mil hectares (+1,3% ou mais 5.000 hectares).

O estado é o 2º maior produtor nacional de algodão e deverá ser responsável por 19,6% da safra brasileira, em 2025. Fica abaixo apenas de Mato Grosso, que deve colher 6.742.781 toneladas, equivalentes a 71,0% do total nacional (9,5 milhões de toneladas).

Por outro lado, entre junho e julho houve, na Bahia, revisão para baixo na estimativa de produção do feijão 1ª safra, de -29,7% ou menos 35.600 toneladas.

Com isso, essa safra deve somar 86.400 toneladas em 2025, ficando ainda menor em relação à de 2024: -37,0% ou menos 50.700 toneladas. 

Além disso, a queda importante na estimativa de produção de feijão 1ª safra, entre junho e julho, resultou de uma combinação de recuos na área destinada à cultura (-7,7% ou menos 15 mil hectares, ficando em 180 mil hectares) e no rendimento médio (-23,3%, de 4.646 kg/hectare para 4.605 kg/hectare).

Soja

O maior crescimento absoluto continua o da soja (+1.074.090 t, ou +14,3%), seguido pelo do milho 1ª safra (+380.910 t ou +24,6%) e pelo da mandioca (+116.148 t, ou +14,7%).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE.

O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.


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AgroNewsPolítica & Agro

Soja guaxa resistente desafia produtores de milho e sorgo


A presença de soja guaxa resistente a herbicidas, especialmente ao glifosato, 2,4-D e ao dicamba, vem se tornando um problema crescente nas áreas de rotação com milho e sorgo, com impactos ainda mais significativos quando há consórcio com forrageiras, como a Brachiaria. Segundo a agrônoma Jessica Wegener Possamai, essa planta daninha, originada de sementes remanescentes da última safra de soja, exige atenção redobrada e manejo estratégico para evitar prejuízos.

“A presença de soja guaxa resistente a herbicidas, especialmente ao glifosato, 2,4-d e ao dicamba, é um desafio crescente nas áreas de rotação com milho e sorgo, especialmente quando se pretende consorciar essas culturas com forrageiras, como é o caso da Brachiaria”, comenta.

O risco vai muito além da simples competição por luz, água e nutrientes. A soja guaxa também pode servir como hospedeira de pragas, como percevejos e lagartas, e de doenças, como ferrugem e mancha-alvo. Além disso, reduz a eficiência de herbicidas pós-emergentes, elevando o número de aplicações e o custo operacional. As perdas de produtividade no milho e no sorgo podem variar entre 8% e 15%, enquanto o gasto adicional com manejo pode chegar a R$ 300 por hectare, especialmente em casos de resistência múltipla.

Entre as estratégias recomendadas, destacam-se a rotação de mecanismos de ação, incluindo atrazina ou terbutilazina, a preferência por herbicidas com efeito residual, o controle antecipado antes da competição inicial e o uso de métodos culturais, como rotação de culturas e coberturas vegetais. Essas práticas reduzem a pressão da planta daninha e ajudam a preservar a eficácia das moléculas disponíveis no mercado.

“No manejo de plantas daninhas, o barato pode sair muito caro. Ignorar a soja guaxa resistente é comprometer não só a safra atual, mas também a sanidade produtiva das próximas safras”, conclui.

 





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