domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

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Fenasucro encerra com expectativa de superar R$ 10 bilhões em negócios



A 31º edição da Fenasucro & Agrocana chegou ao fim na sexta-feira (15) consolidando-se como um marco para o setor bioenergético. A maior feira mundial da bioenergia superou as expectativas de público e de geração de negócios, além de entregar mais de 100 horas de conteúdos com a participação de especialistas, lideranças e empresas de referência no setor.

Realizado no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP), o evento reuniu mais de 600 marcas expositoras e visitantes de mais de 60 países. Segundo Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, os resultados da edição 2025 demonstram a força e a relevância da feira para o setor de bioenergia no Brasil e no mundo.

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“A Fenasucro & Agrocana registrou um público altamente qualificado, crescimento na visitação e um volume expressivo de intenções de compra. Com esses resultados, estamos confiantes de que vamos superar os R$ 10,7 bilhões, reforçando a feira como o principal ponto de encontro e geração de negócios para o setor”, afirmou Zanini.

Rosana Amadeu, presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br), destacou que a FenaBio trouxe uma grade de conteúdos extremamente rica e estratégica, abordando tendências, inovação e sustentabilidade. Esse novo espaço também abre caminhos para diversificar e ampliar o perfil dos expositores.

“Estamos muito otimistas e já trabalhando para que a próxima edição seja ainda mais representativa, fortalecendo o papel da indústria de base na transição energética e no futuro da bioeconomia brasileira”, disse Rosana.

Energia renovável

Novidade no evento, a FenaBio contou com marcas focadas em alternativas energéticas renováveis e se firmou como palco de discussões estratégicas e apresentação de soluções para a transição energética, mobilidade sustentável e descarbonização.

A programação com curadoria de Adhemar Altieri, da Media Link Brasil, recebeu representantes de importantes players do setor e autoridades no assunto como André Nassar (Abiove), Henry Joseph Jr. (Anfavea), Newton Duarte (Cogen), Paulo Sousa (Cargill), o professor Marcos Fava Neto (Harven Agribusiness School) e os ex-ministros Roberto Rodrigues (FGV) e Joaquim Levy (Banco Safra).

“O nível qualificado do público e a intensidade das conexões feitas na FenaBio reforçam a
relevância do evento para o setor. As discussões e conteúdos apresentados mostraram, de forma muito clara, que a bioenergia permanece no centro da agenda global”, avaliou Daniel Pereira, gerente de produto da FenaBio.



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alto estoque de passagem limita cotações



Mesmo com o recorde previsto nas exportações brasileiras de soja, o estoque de passagem da safra 2024/25 é estimado pela Conab em 3,9 milhões de toneladas. Este valor é mais do que quatro vezes acima do volume final da temporada anterior.

Esse cenário limitou o movimento de alta no preço nacional na última semana, apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Os embarques brasileiros (de outubro/24 a setembro/25) seguem previstos pelo USDA em 102,1 milhões de toneladas e o esmagamento, em 57 milhões de toneladas. 

A Conab, por sua vez, projeta as exportações nacionais em 106,3 milhões de toneladas. O esmagamento, está previsto para 57,09 milhões de toneladas, nesta safra (de janeiro a dezembro/25), ambos recordes, ainda de acordo com a companhia.

Além dos embarques, o Brasil segue liderando a produção de soja no mundo, com quase 170 milhões de toneladas colhidas nesta temporada (2024/25), sendo 169 milhões de toneladas estimadas pelo USDA e 169,66 milhões de toneladas projetadas pela Conab.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Edição genética promete revolucionar a cotonicultura



A meta é desenvolver uma planta de uso duplo



A meta é desenvolver uma planta de uso duplo
A meta é desenvolver uma planta de uso duplo – Foto: Canva

Um projeto de pesquisa nos Estados Unidos está utilizando técnicas avançadas de edição genética, como o CRISPR-Cas12a, para criar variedades de algodão Upland mais produtivas, com fibras de qualidade semelhante ao Pima, sementes mais nutritivas e resistência à murcha de Fusarium (FOV4), uma doença que tem causado prejuízos significativos à cultura em várias regiões. A meta é desenvolver uma planta de uso duplo, voltada tanto para a produção de fibras quanto para sementes de alto valor, aumentando a sustentabilidade econômica e ambiental para os produtores.

A iniciativa, intitulada Building Better Cotton: Gene Editing to Improve Oil, Protein and Fiber Quality in Upland Cotton, é financiada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA-NIFA) e pela Cotton Incorporated. Ela se baseia em descobertas de um estudo anterior e agora avança para transformar esses conhecimentos em aplicações práticas, unindo biotecnologia, melhoramento genético e inovação em campo.

O trabalho é liderado pelo geneticista vegetal Christopher Saski, do College of Agriculture, Forestry and Life Sciences da Clemson University, com participação de Don Jones, da Cotton Incorporated, e da cientista Sonika Kumar, especialista em cultura de tecidos e regeneração de plantas. Kumar é responsável pela seleção de genes candidatos e pelo desenvolvimento de linhas geneticamente modificadas, tendo criado um dos sistemas de edição genética de algodão mais eficientes já registrados.

Entre os integrantes da equipe está Jacob Johnson, mestrando em Ciências Vegetais e Ambientais na Clemson, que atua nas etapas de engenharia genética, biologia molecular e redação científica. Além de contribuir diretamente para o avanço do projeto, Johnson adquire experiência para seguir carreira acadêmica e pretende cursar doutorado na área de biotecnologia agrícola.

 





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Reunião entre Trump e Zelensky deve ser marcada por tensão


A Casa Branca se tornou palco, nesta segunda-feira,18/08, de uma das reuniões mais tensas desde o início da guerra na Ucrânia. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky se encontra com Donald Trump, acompanhado de líderes europeus, em um esforço para manter a unidade do Ocidente frente às pressões de Moscou.

Trump, após reunião recente com Vladimir Putin, sinalizou disposição em acelerar um “acordo de paz”, mesmo que isso envolva a cessão de territórios ucranianos. Já Zelensky mantém posição inflexível: não aceitará abrir mão de regiões ainda sob controle de Kiev, apoiando-se na Constituição do país.

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Os europeus — entre eles Emmanuel Macron, Giorgia Meloni, Friedrich Merz e Ursula von der Leyen — insistem que qualquer negociação deve vir acompanhada de garantias robustas de segurança, similares ao Artigo 5 da OTAN, que define o princípio da defesa coletiva. Basicamente, ele afirma que um ataque armado contra um ou mais membros da OTAN na Europa ou na América do Norte será considerado um ataque contra todos os membros, mas aplicável à Ucrânia.

O encontro pode redefinir os rumos do conflito: se Trump insistir em um acordo rápido e sem garantias sólidas, cresce o risco de fissura entre EUA e União Europeia. Para o Brasil e o setor agro, a instabilidade traz reflexos diretos — desde a volatilidade dos preços de energia e fertilizantes até pressões nos mercados globais de grãos e exportações.

Mais do que uma disputa territorial, a reunião em Washington coloca em jogo a credibilidade das alianças ocidentais e a segurança alimentar mundial, já que os impactos da guerra vão muito além das fronteiras ucranianas.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Exportações de soja devem crescer 15% em agosto



A programação de embarques nos portos brasileiros projeta a exportação de 9,204 milhões de toneladas de soja em grão em agosto, conforme levantamento realizado por Safras & Mercado. O volume representa crescimento de 15,1% em relação a igual período de 2024, quando os embarques somaram 7,994 milhões de toneladas.

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Na comparação mensal, porém, o ritmo é menor: em julho foram embarcadas 11,915 milhões de toneladas, enquanto para setembro a previsão atual é de 1,055 milhão de toneladas.
No acumulado de janeiro a agosto de 2025, a programação de embarques aponta para 89,441 milhões de toneladas, resultado 6,8% superior ao mesmo intervalo do ano passado (83,704 milhões de toneladas).

O desempenho reforça o papel do Brasil como maior exportador mundial de soja, posição conquistada nos últimos anos com a expansão da área plantada e ganhos de produtividade. A China segue como principal destino da oleaginosa brasileira, absorvendo cerca de 70% das compras externas, enquanto países da União Europeia, Tailândia e Vietnã também ampliaram a demanda neste ano.

Segundo analistas, a combinação de safra recorde, câmbio favorável e demanda firme mantém o Brasil em trajetória de exportações robustas, embora o escoamento enfrente gargalos logísticos nos portos em períodos de pico de embarques.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercados globais de carne suína instáveis



A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global



A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global
A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global – Foto: Pixabay

O comércio global de proteínas segue marcado por incertezas, com negociações comerciais entre os EUA e a China mantendo a instabilidade nos mercados de carne suína. Segundo o Rabobank, embora a China tenha reduzido suas importações norte-americanas nos últimos anos devido ao aumento da produção local, o país ainda é um importante comprador de miúdos suínos dos EUA, e o desfecho dessas negociações pode afetar todo o comércio internacional. Paralelamente, o rápido crescimento das exportações brasileiras e o leve aumento dos embarques europeus em 2025 ampliam a concorrência por novos mercados.

A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global. Doenças como a peste suína africana (PSA) na Ásia e Europa, o vírus da síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos (PRRSv) na América do Norte e Espanha, e a febre aftosa, pressionam produtores e aumentam a incerteza comercial. Estratégias como biossegurança avançada, automação e operações não tripuladas são essenciais para reduzir esses riscos.

No setor de grãos, os preços do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentam queda, impulsionados por boas condições climáticas nos EUA e uma safra robusta no Brasil. Já soja e farelo de soja mostram comportamento misto: os mandatos propostos para biocombustíveis pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) para 2026 e 2027 sustentam a soja, mas exercem pressão de baixa sobre o farelo. Esses fatores combinados indicam que a volatilidade nos mercados de proteínas e grãos deve permanecer em 2025, exigindo atenção de produtores, exportadores e investidores.





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Saiba o que mexe com os mercados nesta semana com o Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que bolsas internacionais subiram com expectativa de corte de juros pelo Fed, apesar da inflação persistente. Nos EUA, o dólar recuou, o petróleo caiu e a ata do Fed deve detalhar o dilema entre inflação e atividade.

No Brasil, o Ibovespa avançou seguindo o exterior, o real valorizou e o IPCA abaixo do previsto reforçou a manutenção da Selic.

Destaque para pacote de apoio a empresas e indicadores como IGP-10 e IBC-Br da semana.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Previsão do tempo hoje indica temporais e ventos de até 70km/h; confira



A previsão do tempo para esta segunda-feira (18), de acordo com os meteorologistas da Climatempo, indica que áreas do Sul e do Nordeste enfrentam risco de temporais. Já o Centro-Oeste e parte do Sudeste devem conviver com sol forte, calor e baixa umidade relativa do ar. No Norte, as instabilidades mantêm o alerta para chuvas intensas em alguns estados.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Veja como ficam as condições em cada região do Brasil.

Sul: risco de temporais e ventos de até 70 km/h

No Sul, a chuva chega em forma de pancadas no litoral de Santa Catarina e Paraná. No Rio Grande do Sul, as instabilidades são mais intensas, sobretudo no sul e na região central, com risco de temporais. O oeste gaúcho tem alerta para chuva forte e ventos entre 51 e 70 km/h.

No leste do Paraná e no litoral norte catarinense, as rajadas variam de 40 a 50 km/h. Nos pontos mais altos da Serra Catarinense, há possibilidade de geada.

Sudeste: pancadas no litoral e ar seco no interior

Novas áreas de instabilidade favorecem chuva fraca e isolada no litoral paulista, além de pancadas de chuva no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

No interior de São Paulo e em áreas do centro e oeste de Minas Gerais, o destaque é o ar seco, com índices de umidade abaixo de 30% nos períodos mais quentes.

Centro-Oeste: Sol forte, calor e ar muito seco

A região segue sob predomínio do tempo firme. Apesar de manhãs mais amenas, as temperaturas sobem rapidamente ao longo do dia, alcançando valores altos à tarde.

A umidade relativa do ar segue crítica, abaixo de 20% em áreas do interior de Goiás e Mato Grosso.

Nordeste: chuva forte em Salvador e litoral de PE e SE

Salvador tem previsão de pancadas fortes com risco de temporais. Entre Sergipe e Pernambuco, as chuvas também devem ser moderadas a intensas.

No Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, o tempo segue firme, mas a umidade baixa no centro-sul do Piauí, Maranhão e oeste baiano aumenta o desconforto.

Norte: Temporais no Amazonas e Rondônia

No Norte, instabilidades provocam risco de temporais no Amazonas, Acre, Rondônia e norte do Pará.

Já em Tocantins e em parte do Pará, o tempo segue firme, ensolarado e quente. Nessas áreas, a baixa umidade reforça o risco de queimadas e pode causar problemas de saúde.




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Cana-de-açúcar armazenada por até 24 horas mantém qualidade



A mecanização do processo de colheita da cana-de-açúcar trouxa mais agilidade no campo, mas uma questão para as indústrias. A cana picada, e não retirada por inteiro como é o caso da colheita manual, apresenta uma janela menor, obrigando um processamento em até oito horas, idealmente.

“Estocar a cana picada acarreta problemas de perda por transpiração do material e de ampliação dos pontos de entrada de microrganismos. Assim, o processamento tem de ser mais rápido, quase imediato. Entretanto, muitas vezes, as usinas não conseguem processar tudo de maneira imediata e são obrigadas a estocar por mais tempo. Muitas estocam a céu aberto, em carretas, numa prática conhecida como ‘estoque sobre rodas’. O caminhão chega do campo, desatrela a carreta cheia e leva de volta para o campo uma carreta vazia. A cana vai ficar ali esperando o processamento”, afirma o agrônomo Leonardo Lucas Madaleno, professor do curso de Biocombustíveis da Fatec Nilo De Stéfani, em Jaboticabal. Ele é o primeiro autor de um artigo publicado no International Journal of Agronomy sobre o tema, que ainda hoje segue pouco estudado.

“Em 2015, quando fizemos o experimento de campo, havia trabalhos com a cana inteira. Não encontramos trabalhos falando de como se comporta a cana picada armazenada mais de 24 horas e, ainda hoje, em 2025, não encontramos. Há pouca coisa sobre o tema porque a pesquisa demanda muito tempo e estudo prático com a usina e os produtores”, afirma Madaleno.

De acordo com ele, a demora de mais de 24 horas no processamento da cana não e comum. Ainda assim este problema pode mas pode vir a ocorrer nas estações chuvosas, quando as usinas colhem tudo o que podem , gerando grandes volumes.

Simulação

No estudo, os pesquisadores simularam o “estoque sobre rodas” com a ajuda de funcionários da usina utilizando caixas plásticas perfuradas. Durante a segunda período da safra 2015/16 o estudo passou a monitorar a perda de peso da cana.

“No primeiro ano, uma amostra foi processada a cada seis horas. Na safra seguinte, os intervalos para processamento foram de 12 horas. Determinamos o peso comparando os demais tempos de armazenamento com o tempo zero, que é o momento da chegada da cana ao estoque, logo após a colheita. Em seguida, processamos colmos para extração do caldo, análise de qualidade e separação para produção de xarope, que é o produto intermediário do açúcar, e do vinho, que é o intermediário do etanol”, resume Madaleno.

As caixas ficaram na usina nas mesmas condições em que ficam as carretas. “Começávamos com o armazenamento às 8 horas da manhã. Após seis horas, já pesávamos outra caixa, analisávamos e congelávamos o material para levar para a Fatec. Depois de 12 horas, repetíamos. O ‘pulo do gato’ foi fazer a extração, analisar o caldo no laboratório da própria usina e congelar o material para trazer para Jaboticabal, porque não havia possibilidade de fazer todo o processamento na usina. Para cada período, fizemos quatro repetições. Quatro vezes com zero, seis, 12 e assim por diante”, detalha o agrônomo.

Assim, os cientistas levaram o material congelado para a Fatec para analisarem todos os resultados de uma única vez, e checarem se o congelamento havia interferido no estudo. Dessa forma, constataram que as amostras demonstravam redução na pureza, mas com baixo coeficiente.

Prosseguiram, então, com o processamento: no caso do açúcar, por meio da extração e tratamento do caldo, seguidos de sua concentração em um evaporador para transformação em xarope. No caso do etanol, realizando a fermentação desse caldo e transformando-o em vinho.

Qualidade

Os resultados atingidos com os estudos mostraram que, para o açúcar, o processamento em até 24 horas da cana não apresenta alteração na qualidade do xarope. Ainda assim apresenta perda de quase 10% da massa. Dessa forma, o produtor não perde em qualidade, mas perde em volume de produto.

Para o etanol, até 48 horas não houve alteração significativa no vinho. Mas por conta do uso de uma levedura muito adaptável e pouco específica para o estudo, os pesquisadores apontam a necessidade novos testes.

“Temos de fazer experimentos com outras cepas para verificar se realmente o atraso no processamento não tem efeito negativo no etanol. Além disso, dentro da usina há uma outra nuance: quando se faz fermentação, a levedura do vinho é separada e reaproveitada em outros processos. Talvez, em estudos futuros, tenhamos de fazer reciclos de fermentação. Sem contar que as leveduras usadas pelas usinas, e reutilizadas várias vezes, às vezes são adaptadas a cada usina.” Afirmou, Leonardo.

Um dos problemas do impacto do armazenamento no produto final, no caso do açúcar, é que o caldo pode conter moléculas que o tornam mais escuro. “No processo de clarificação do açúcar se utiliza leite de cal. Quando a cana demora demais a ser processada, é preciso aumentar a quantidade de leite de cal adicionada para atingir o pH adequado para tratamento. Mas o aumento do uso deixa um resíduo, as cinzas, que vão parar no açúcar.”

Segundo o cientista, no processo de produção do açúcar observa-se uma perda mais acelerada, por conta de transformações que vão acontecendo no material ao longo do tempo como, por exemplo, a quebra da sacarose em frutose e glicose. “A partir das 24 horas intensifica-se a quebra da sacarose, o que tem como consequência a redução de qualidade do produto final.”

Já os problemas do etanol estão relacionados à redução de sua produção e aumento da geração de moléculas secundárias. “Quando se vai fazer a destilação, é mais trabalhoso separar o etanol dessas outras moléculas.”

Os cientistas também descobriram que, o armazenamento realizado no início ou final da safra, quando chove muito, eleva a ocorrência de impurezas. No meio da safra, o nível de impurezas é mais baixo.

“Além de monitorar todo o processamento pela indústria, também monitoramos todos os dados de precipitação e chuva, e por isso devemos um agradecimento ao Inmet. Quando chove e o material está armazenado, é como se a chuva lavasse e tirasse toda a sacarose da cana. A redução de sacarose já acontece ali. O correto seria armazenar em local fechado, um galpão, mas é tanto volume de material que seria quase impossível controlar as condições desse armazém. Então, quando vai chover, as usinas correm para colher a cana, para ter material suficiente para não parar durante o período de chuva. Só que o material fica lá esperando e perde massa e sacarose. Talvez as usinas devessem aproveitar essa chuva justamente para parar e fazer manutenção dos equipamentos.”

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Demanda chinesa e desempenho das lavouras de soja dos EUA ditarão os preços da commodity



A semana foi de recuperação nos preços da soja tanto no mecado interno como na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Mesmo com dólar na casa de R$ 5,40 e com prêmios firmes mas buscando ajustes, a comercialização ganhou ritmo nas principais praças do país.

O motivo para a mudança de cenário, sendo que o mercado vinha arrastado, foi o relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na última terça-feira (12).

Supreendendo o mercado, o órgão norte-americano indicou estoques e safra do país abaixo do esperado, em 4,292 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 116,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,6 bushels por acre.

No relatório anterior, os números eram de 4,335 bilhões (117,98 milhões de toneladas) e 52,5 bushels, respectivamente. Enquanto isso, o mercado esperava uma produção de 4,371 bilhões ou 118,96 milhões de toneladas.

Já os estoques finais estão projetados em 290 milhões de bushels ou 7,89 milhões de toneladas, contra 310 milhões do relório anterior – 8,44 milhões.

O mercado apostava em carryover de 359 milhões de bushels ou 9,75 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,540 bilhões de bushels e exportações de 1,705 bilhão. Em julho, os números eram de 2,540 bilhões e 1,745 bilhão.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2025/26 de 426,39 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 423,97 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 124,9 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 127,9 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 125,2 milhões de toneladas, contra expectativa de 125 milhões de toneladas.

Mercado da soja

Como consequência, os contratos com vencimento em novembro subiram para US$ 10,29 por bushel na manhã da última sexta (15), acumulando uma valorização semanal de 4,2%.

As cotações domésticas acompanharam a sinalização de Chicago. No interior do Rio Grande do Sul, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 134,00 em Passo Fundo.

Em Cascavel (PR), o preço subiu para R$ 135,00, enquanto em Rondonópolis (MT) foi de R$ 120,00 para R$ 125,00. No Porto de Paranaguá, a saca avançou de R$ 136,00 para R$ 140,00.

Pontos de atenção

Para a próxima semana, dois pontos merecem a atenção. O comportamento da demanda chinesa, após os recentes avanços nas negociações comerciais entre Pequim e Washington.

O fato chegou a impulsionar Chicago no início da semana, mas ainda há muito ceticismo em torno da recuperação da demanda chinesa no curto prazo, apesar do pedido do presidente americano Donald Trump que que o país asiático quadriplicasse a compra da oleaginosa dos Estados Unidos.

O clima nos Estados Unidos também merece foco especial, principalmente neste momento em que as lavouras estão em fase crítica para definição do potencial produtivo. Durante a próxima semana, será realizada a tradicional crop tour da Pro Farmer. As sinalizações vindas das visitas às lavouras podem corroborar ou não a revisão para baixo indicada pelo USDA.

Números Conab para a soja

A produção brasileira de soja deverá totalizar 169,657 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com aumento de 14,8% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 147,74 milhões de toneladas.

A projeção faz parte do 11º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em julho, a Conab trabalhava com estimativa de safra de 169,4 milhões de toneladas.



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