sexta-feira, maio 8, 2026

Autor: Redação

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Criminosos usaram nomes de produtores para roubar gado em leilões virtuais



A Polícia Civil desarticulou um grupo criminoso que fraudava leilões virtuais de gado no Rio Grande do Sul. Conforme as investigações, os criminosos usavam dados de pecuaristas para se cadastrar em plataformas de leilões online e arrematar animais, solicitando a liberação do transporte antes do pagamento.

A Operação Lance Falso foi conduzida nesta quarta-feira (27) pela 3ª Delegacia de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Camaquã, com apoio da Delegacia de Polícia de Passo Fundo.

Vítimas dos leilões

Um dos alvos foi um produtor rural da cidade de Marques de Souza, Rio Grande do Sul. Seus dados foram usados para arrematar 12 cabeças de gado em um leilão online realizado no município de Canguçu em 6 de março de 2025.

Embora as Guias de Trânsito Animal (GTAs) tenham sido emitidas, elas foram estornadas devido à insistência dos criminosos para a entrega dos animais antes da confirmação do pagamento.

O número de telefone cadastrado no leilão, vinculado a um catador de resíduos, não tinha relação com a compra. Os dados do mesmo pecuarista também foram usados para arrematar 84 bovinos em um certame de uma empresa de leilão online em 14 de fevereiro deste ano.  

Outra vítima foi um pecuarista de Alecrim, Rio Grande do Sul, que teve seus dados usados em fevereiro. Em um dos casos, um leiloeiro entregou 30 cabeças de gado, avaliadas em R$ 83,5 mil, a um suposto comprador que se passava por pecuarista e que usou um número de telefone com o DDD 54. A carga de gado vivo foi entregue no município de Soledade.

Busca e apreensão

Segundo a polícia, foram realizadas buscas nas cidades de Passo Fundo, Nicolau Vergueiro e Ibirapuitã, resultando na apreensão de provas e identificação de dois suspeitos. O inquérito segue em andamento.

A Polícia Civil trabalha com os crimes de falsidade ideológica, falsidade de documento particular, estelionato, furto mediante fraude e associação criminosa. As penas máximas para esses crimes, se somadas, podem chegar a mais de 25 anos.  

“A fiscalização e a rápida resposta das autoridades são cruciais para desarticular grupos criminosos e coibir esse tipo de crime, garantindo que os produtores possam operar de forma segura e que a cadeia produtiva da pecuária não seja afetada por fraudes”, destaca o Delegado Heleno dos Santos.  

*Sob supervisão de Victor Faverin



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reflexões e desafios para um futuro sustentável


Tenho por hábito, ao analisar um projeto de lei, iniciar pela leitura de sua justificação, que consiste nos motivos pelos quais o legislador considerou pertinente a propositura do projeto em questão.

A justificação, por vezes, vai muito além do porquê dos dispositivos propostos, revelando aspectos significativos dos momentos histórico e político contemporâneos ao projeto.

O licenciamento ambiental aprovado no Congresso Nacional em julho deste ano foi originalmente proposto em junho de 2004 pelo então deputado Luciano Zica, do Partido dos Trabalhadores, e outros 24 deputados. A exposição de motivos consignava que “tão grave quanto a falta de estrutura operacional pública para o setor de licenciamento ambiental é a notória insegurança jurídica em que vive o setor”.

Mais de 20 anos separam essa motivação dos autores da proposição da presente coluna, e os problemas e queixas, em geral, permanecem os mesmos: falta de recursos humanos, insegurança jurídica, excesso de burocracia e problemas de operacionalização.

O projeto foi sancionado, mas, dos 398 dispositivos, 63 foram vetados pelo presidente Lula, acompanhados de uma medida provisória (MP 1308/2025) e de outro projeto de lei, ou seja, dificilmente haverá pacificação quanto ao tema em um futuro breve, já que, mesmo após o trâmite legislativo e a sanção presidencial, é possível que o Poder Judiciário seja instado a se manifestar sobre determinados pontos.

Ao longo desses 20 anos, um marco importante para o Brasil e o controle do desmatamento foi a instituição do Código Florestal em 2012 (Lei nº 12.651/2012), que trouxe parâmetros claros para coibir o desmatamento ilegal e irrestrito, prevendo instrumentos que auxiliam e efetivam esse controle, quais sejam, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Contudo, já se passou mais de uma década desde esse marco, e menos de 5% dos CARs se encontram validados, o que obstaculiza a plena efetivação do que a lei propôs. Aqui, as duas matérias – licenciamento ambiental e Código Florestal – se encontram na falta de operacionalização dos instrumentos já existentes.

Para a Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), alguns pontos vetados do licenciamento são inegociáveis, entre eles a falta de autonomia de estados e municípios em matéria ambiental e a necessidade de CAR validado para licenças simplificadas. Esses pontos tendem a ser revertidos no Congresso Nacional, com a consequente derrubada dos vetos.

Contudo, apesar dos entraves legislativos e burocráticos, a exigência cada vez maior do mercado importador de produtos brasileiros por padrões mínimos de sustentabilidade – não apenas ambiental, mas também social – fez com que os produtores brasileiros se adequassem. O consumidor está cada vez mais interessado na origem do que consome. O Brasil vem acompanhando essa tendência e o agronegócio brasileiro cresce em produção, especialmente em produção sustentável.

A tecnologia tem se tornado uma importante aliada nesse processo, em especial a biotecnologia. Na década de 1970, a média de produção de soja era de 20 sacas por hectare. Hoje, a média nacional é de 70 sacas por hectare. Alguns produtores já batem recordes de produtividade, atingindo mais de 100 sacas por hectare. Na luta contra o desmatamento, a tecnologia permite uma maior produção em uma menor quantidade de terra. Isso representa, na ponta, segurança alimentar.

Essa importante aliada poderia avançar muito mais, e aqui voltamos a citar o instrumento do CAR. O Cadastro Ambiental Rural validado garantiria que áreas não fossem sobrepostas, trazendo segurança para concessão de crédito, regularização fundiária e, sobretudo, rastreabilidade e conformidade ambiental.

Tudo isso demonstra que, mais do que a norma em si, é imperiosa sua regulamentação, efetiva implementação e eficácia. Em um cenário onde urge a responsabilidade ambiental e social, talvez produtores e sociedade não tenham mais duas décadas para as respostas e segurança que precisam.

Karina Tiezzi - BMJ Consultores

*Karina Tiezzi é gerente de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e consultora em Relações Governamentais. Atuou como assessora legislativa na Câmara dos Deputados, participou da tramitação de proposições de destaque para o setor do Agronegócio, como a chamada MP do Agro (Lei 13.986/2020) e a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 3729/2004).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Planejamento na fazenda: a gestão à vista que otimiza o trabalho e aumenta o lucro


Pecuaristas, a diferença entre uma fazenda lucrativa e uma que não é pode estar na execução do trabalho. O sucesso não depende apenas de um bom planejamento, mas de como ele é colocado em prática no dia a dia. Assista ao vídeo abaixo e confira as dicas para um negócio próspero com o gado.

As operações da fazenda precisam estar alinhadas, e um atraso em tarefas como roçar, adubar ou vermifugar pode resultar em prejuízos difíceis de mensurar.

Nesta quarta-feira (27), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Uniube, apresentou no quadro “Dicas do Scoton” do Giro do Boi uma ferramenta simples para garantir que a sua fazenda produza mais e com mais eficiência.

O abismo entre o plano e o campo

Nelore vacada vacas pecuarista boi
Foto: Pixabay

Maurício Scoton alerta para o “abismo operacional” que existe em muitas fazendas, especialmente nas de pequeno e médio porte, que não têm uma estrutura de gerência.

O planejamento de um dia ou de uma semana de trabalho nem sempre é executado de forma eficiente, e o resultado é a perda de produtividade.

O prejuízo pode vir de várias frentes:

  • Manejo de pastagem: Atrasar uma roçada ou uma adubação no momento correto pode comprometer a produção de forragem e o valor nutricional do pasto.
  • Manejo sanitário: Vermifugar o gado no tempo não adequado, por exemplo, pode não ter a eficácia desejada e resultar em prejuízos na saúde do rebanho.
  • Operacional: Problemas na fabricação e no fornecimento da dieta, que podem impactar a curva de consumo e o ganho de peso, resultando em um ciclo de engorda mais longo e caro.

A solução para esse problema, segundo Scoton, é criar uma cultura de disciplina e garantir que a equipe saiba exatamente o que precisa ser feito.

A gestão à vista: um quadro para o operacional

Peão manejando o gado em área de curral na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Peão manejando o gado em área de curral na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi

Para alinhar o planejamento x prática em fazendas de estrutura simples, Maurício Scoton sugere uma ferramenta eficaz e de baixo custo: um quadro de gestão à vista.

No exemplo da Agropecuária Furna Rica, em Prata, no estado de Minas Gerais, com apenas dois funcionários, o quadro é um lembrete visual das tarefas diárias e semanais.

  • Programação realista: As tarefas são dimensionadas de acordo com a capacidade de execução da equipe, evitando a sobrecarga e garantindo o cumprimento dos prazos.
  • Informação à vista: O quadro fica em um local de fácil acesso para que os funcionários possam ver a programação do dia, da semana e o que já foi realizado, promovendo a transparência.
  • Cultura de disciplina: Essa ferramenta cria uma cultura de disciplina e um senso de responsabilidade na equipe, que se sente parte do processo.

O quadro de gestão à vista não é engessado e permite ajustes. O importante é que os funcionários saibam o rumo que a fazenda está tomando e o que precisam fazer.

Essa prática, com treinamento e acompanhamento, traz uma diferença enorme no resultado, que se reflete no ganho de peso dos animais e no custo da arroba produzida.



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Produção de açúcar bate recorde em julho



O etanol apresentou valorização mesmo em plena safra



O etanol apresentou valorização mesmo em plena safra
O etanol apresentou valorização mesmo em plena safra – Foto: Pixabay

O Rabobank divulgou sua atualização mensal sobre o mercado de cana-de-açúcar, em estudo conduzido por Andy Duff, analista setorial da commodity. Segundo o banco, até o final de julho a moagem no Centro-Sul na safra 2025/26 alcançou 306 milhões de toneladas, o que indica que mais da metade da colheita já foi realizada. As estimativas atuais apontam para um volume final abaixo de 600 milhões de toneladas, reforçando a percepção de uma safra menor do que a anterior.

Os números também mostram um nível relativamente baixo de ATR por tonelada de cana, com a média acumulada até julho 4,6% inferior ao valor registrado no mesmo período de 2024. Outro dado relevante é o recorde na destinação da cana para a produção de açúcar, que ultrapassou 54% na segunda metade de julho. Esse movimento reflete o esforço de usinas que investiram nos últimos anos em ampliar a capacidade de cristalização, aproveitando as condições mais favoráveis do mercado internacional.

Enquanto os preços do açúcar no mercado físico vêm se mantendo estáveis, o etanol apresentou valorização mesmo em plena safra. De acordo com o Rabobank, esse cenário está ligado à elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que subiu de 27% para 30% a partir de 1º de agosto, além das perspectivas de menor oferta no ciclo atual. Com a moagem total projetada abaixo de 600 milhões de toneladas e maior direcionamento da cana para o açúcar, a produção de etanol deve alcançar apenas 3,5 bilhões de litros em 2025/26, cerca de 4 bilhões a menos que no ciclo 2024/25.

O ponto de maior incerteza agora está na gasolina. Caso os preços internacionais de energia sigam em queda e o câmbio permaneça estável ou até se valorize frente ao dólar, pode haver espaço para novas reduções no preço doméstico do combustível, o que impactaria diretamente a competitividade do etanol no mercado interno.

 





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Cooperativa anuncia investimento de R$ 3 bilhões em Porto de Itapoá



A Coamo, maior cooperativa agrícola da América Latina, confirmou que vai investir R$ 3 bilhões na construção de um terminal portuário em Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina.

O anúncio foi feito em reunião entre executivos da cooperativa e o governador do estado, Jorginho Mello (PL), realizada no início desta semana. A operação está prevista para começar em 2030, confirmou em nota a cooperativa de Campo Mourão, no norte do Paraná.

O projeto ocupará 43 hectares e contará com três berços de atracação, com capacidade estimada em 11 milhões de toneladas por ano.

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Segundo o governo catarinense, o terminal vai movimentar granéis agrícolas, combustíveis líquidos, fertilizantes e gás liquefeito de petróleo (GLP). A estimativa é de 2 mil vagas de trabalho durante a fase de obras e mil postos permanentes após o início da operação.

Cooperativa já tem outros terminais

A Coamo já possui dois terminais no complexo portuário de Paranaguá (PR), que respondem por quase 5 milhões de toneladas embarcadas anualmente, mas enfrenta gargalos logísticos para o escoamento da produção de soja, milho e trigo de seus 32 mil cooperados. Em 2024, a cooperativa registrou faturamento de R$ 28,8 bilhões.

O governador de Santa Catarina destacou, em nota, o impacto do novo empreendimento. “É um grande investimento, uma transformação somando com a Baía da Babitonga que nós vamos dragar lá em São Francisco. Isso é um corredor de importação e principalmente de exportação. É uma conquista maiúscula de Santa Catarina”, disse.

Em comunicado, o presidente-executivo da Coamo, Airton Galinari, reforçou a necessidade de expansão. “Esse é um sonho dos nossos produtores. Nós já temos dois terminais em Paranaguá, onde escoamos quase 5 milhões de toneladas por ano. Sentimos a necessidade dessa expansão porque tem negócios que realmente a gente não consegue fazer”, afirmou.



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Mais de 1,6 mil litros de bebidas irregulares são apreendidas em destilaria no Paraná



Mais de 1,6 mil litros de bebidas alcoólicas produzidas de forma irregular em uma destilaria em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Paraná, foram apreendidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última segunda-feira (25).

A fiscalização teve como foco a verificação da conformidade de produtos registrados, da rotulagem e da utilização de ingredientes.

Entre as irregularidades encontradas na operação, conduzida pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR), estão a fabricação e a comercialização sem registro válido no Mapa, utilização de registros cancelados, alterações não autorizadas na fórmula e uso de ingredientes proibidos, como conservantes e aromatizantes artificiais.

De acordo com nota do Mapa, também foram identificados rótulos com informações falsas ou enganosas, adulteração de produtos com divergência entre o declarado e o efetivamente utilizado, além da ausência de ingredientes obrigatórios em itens classificados como preparado líquido para bebida alcoólica mista.

Assim, ao todo, foram apreendidos 1.597 litros de coquetéis, 67,5 litros de matéria-prima não autorizada e quatro caixas de rótulos diversos. Todos os itens permaneceram sob a guarda do representante legal da empresa, conforme a legislação vigente.

A operação contou com apoio da Polícia Civil, do Procon/PR e da Receita Estadual e trata-se de um desdobramento da ação realizada pela Polícia Civil do Paraná, que na última quinta-feira (21) havia descoberto uma fábrica clandestina de falsificação de bebidas alcoólicas na capital do estado. As apurações apontaram ligação entre o proprietário da distribuidora investigada e a destilaria fiscalizada em Pinhais.

A fiscalização foi embasada na Lei nº 8.918/1994, que dispõe sobre padronização, classificação, registro, inspeção e fiscalização de bebidas, e no Decreto nº 6.871/2009, que regulamenta a matéria.

O descumprimento dessas normas pode resultar em multas, interdição do estabelecimento e outras sanções administrativas e penais.

“Nosso objetivo não é apenas coibir práticas irregulares, mas garantir que o consumidor tenha acesso a bebidas seguras, produzidas dentro dos padrões exigidos por lei. Esse tipo de ação dá um recado claro ao setor: quem descumprir as normas será responsabilizado. Agora seguimos acompanhando o caso para que a empresa se adeque integralmente às exigências legais”, afirmou o chefe do Sipov/PR, Fernando Mendes.



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Presidente da Aprosoja MS convida produtores para a Abertura Nacional do Plantio da Soja!



O evento que marca a abertura da safra 2025/26 de soja já está com as inscrições abertas para participação presencial. A Abertura Nacional do Plantio da Soja será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), diretamente da Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). A cerimônia, que também será transmitida ao vivo pelo Canal Rural, dará início à 14ª temporada do Projeto Soja Brasil. Clique aqui para fazer a inscrição.

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Presidente da Aprosoja MS faz o convite

O presidente da Aprosoja MS, Jorge Michelc, reforça o convite: “Tenho o prazer de convidar os produtores rurais de Mato Grosso do Sul e de todo o Brasil para a abertura do plantio da safra de soja 2025/26. Este evento é uma oportunidade única de nos reunirmos, trocar experiências, ampliar conhecimento técnico e fortalecer o nosso setor agrícola.”

”Contamos com a presença de todos os produtores envolvidos do meio rural. Venham fazer parte dessa celebração do nosso potencial agrícola e juntos vamos cultivar um futuro de prosperidade”, completa.

A Abertura Nacional do Plantio da Soja

Promovida pelo Canal Rural, Aprosoja Brasil e Aprosoja Mato Grosso do Sul, a abertura reunirá autoridades, produtores e especialistas para debater temas de impacto no agronegócio, como os desafios do mercado mundial, as condições climáticas para a safra e o cenário geopolítico.

Além das discussões, os participantes poderão acompanhar máquinas em ação no campo e participar de um almoço especial de confraternização. A inscrição é gratuita e já está disponível para quem deseja fazer parte deste momento histórico para a soja brasileira. Não fique de fora!



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Revisão de tabela do IR movimentará a economia do país, diz ministro



A ampliação do número de contribuintes isentos de pagar imposto de renda (IR) resultará em mais consumo e comércio, beneficiando a economia do país como um todo, considera o ministro da Casa Civil, Rui Costa, nesta quarta-feira (27).

A expectativa do governo é que, quando entrar em vigor, a medida beneficie mais de 20 milhões de pessoas.

Segundo Costa, além de serem compensados pelas alíquotas a serem cobradas de milionários, os valores que deixarão de ser recolhidos terão como destino carrinho de supermercados, feiras livres, alimentos, roupas para filhos, remédio, entre vários outros produtos, ajudando a movimentar ainda mais a economia do país.

“Ele [o cidadão] vai levar um produto a mais para casa, para melhorar a alimentação de sua família e, eventualmente, ir numa praia e fazer um lazer com o filho. Estamos falando do limite da vida digna de uma pessoa”, disse o ministro.

O governo federal enviou, ao Congresso Nacional, uma proposta que amplia para R$ 5 mil a faixa de isenção total do Imposto de Renda (IR), um compromisso de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, estão isentos do IR aqueles que têm renda mensal de até R$ 2.824. Segundo a Casa Civil, a proposta apresentada praticamente dobra essa faixa mínima. Além disso, o texto prevê desconto parcial para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil.

O projeto de lei prevê também uma tributação mínima para altas rendas, que atingirá 141,4 mil contribuintes (0,13% do total). A compensação virá com uma taxa de até 10% para pessoas com alta renda (a partir de R$ 600 mil por ano) que atualmente não contribuem com o IR.



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Abertura Nacional da Colheita do Trigo será lançada na Expointer 2025



O Canal Rural e a Cooperativa Cotricampo aproveitam o palco da Expointer para apresentar o projeto da Abertura Nacional da Colheita do Trigo 2025. A iniciativa será detalhada em uma agenda na Casa Canal Rural no Parque Assis Brasil, em Esteio, no Rio Grande do Sul com a presença de autoridades, lideranças do segmento, empresas e representantes dos diversos elos da cadeia produtiva do agronegócio.

Em parceria inédita, Canal Rural e Cotricampo, com sede em Campo Novo (RS), celebram uma aliança estratégica na promoção de uma agenda positiva, capaz de mobilizar e pautar políticas públicas que estimulem o setor da triticultura. Gelson Bridi, presidente da cooperativa, fala da importância de se estabelecer palcos permanentes para discussão da cultura “que possam levar o país à autossuficiência ou reduzir a dependência do trigo importado.” De acordo com o dirigente, um assunto de interesse de produtor, da indústria e do consumidor.

O trigo é uma das poucas, ou talvez a única cadeia produtiva, dieta básica da população mundial, na qual o Brasil não é autossuficiente. A iniciativa é uma forma de jogar luz sobre esse tema, tão sensível ao agronegócio brasileiro, lembra Giovani Ferreira, do Canal Rural. Ele destaca que esse é um tema que já demorou para ser enfrentado. “Estamos falando de segurança e abastecimento alimentar, de um país que se apresenta como o celeiro do mundo, mas ainda importa quase a metade do trigo que consome.”

A produção estimada para o cereal no ciclo atual é de 7,8 milhões de toneladas. O recorde foi de 10,5 milhões de toneladas na temporada 2021/22, conforme dados da Companha Nacional de Abastecimento (Conab). O Rio Grande do Sul concentra quase metade da produção. Juntos, os três estados do Sul (RS, SC e PR) respondem por 85% da produção nacional. O consumo anual no país gira entre 12 e 13 milhões de toneladas.

Lançamento:

Data: 1º/set 2025.

Hora: 18h30.

Local: Casa Canal Rural no Parque Assis Brasil – Em frente a Pista de Julgamentos de Equinos 19. Acesso mais próximo Portão P4.

Serviço: A Abertura Nacional da Colheita do Trigo 2025 será dia 09/outubro, em Campo Novo, Noroeste do Rio Grande do Sul, no Campo Experimental da Cotricampo, com transmissão ao VIVO e em rede nacional pela TV e Youtube do Canal Rural.



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Pará é o maior exportador do Brasil de gado bovino em pé



O Pará é o maior exportador do Brasil de bovinos em pé, conforme dados levantados pelo Núcleo de Planejamento e Estatísticas (Nuplan). Nos sete primeiros meses deste ano o estado exportou cerca de 370 mil cabeças de gado.

O principal destino foi o Egito (36,2%), seguido de Marrocos (13,4%) e da Argélia (1,3%) – todos situados no continente africano.

Conforme a coordenadora do Nuplan da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap), Maria de Lourdes Minssen, esse desempenho reafirma a importância da pecuária estadual no comércio internacional de animais vivos.

Somente em julho, o estado registrou um volume exportado de 56,39 mil cabeças, representando um avanço de 40,6% em relação ao mesmo período de 2024, quando haviam sido embarcadas 40,10 mil cabeças.  

Segundo Maria de Lourdes, a maior parte da produção paraense de gado vivo foi direcionada aos mercados africanos e asiáticos, mas com sinais crescentes de diversificação para novos destinos.

“O Egito foi o principal comprador em número de cabeças até julho deste ano, com 134,20 mil animais, mas apresentou o menor peso médio (313,68 kg), sinalizando uma preferência por bovinos mais leves”, detalha a coordenadora. 

Situação semelhante ocorreu com a Arábia Saudita (16,96 mil cabeças/ 319,37 kg) e a Turquia (23,68 mil cabeças/ 364,47 kg), que também demandaram lotes de menor porte.

De acordo com a profissional, em contrapartida, os mercados do Marrocos (49,73 mil cabeças / 540,12 kg) e da Argélia (4,78 mil cabeças / 554,09 kg) destacaram-se pela importação de bovinos mais pesados, com peso médio acima de 540 kg, evidenciando preferência por animais prontos para o abate ou de ciclo mais curto de engorda.

Em termos de valor, as exportações paraenses atingiram US$ 343,87 milhões, o que corresponde a um crescimento de 69,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Avanço em relação a 2024

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Pará exportou o equivalente a 64,7% do total brasileiro, conforme repassou o estatístico João Ulisses Silva, responsável pela execução do levantamento divulgado pela Sedap.

Esse volume representa um avanço de 55,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando haviam sido embarcadas 238,58 mil cabeças. 

As exportações de bovinos em pé, nesse período, concentraram-se fortemente nos mercados da África e da Ásia, com participação da América do Sul. “Esse padrão confirma o protagonismo internacional da pecuária paraense e sua capacidade de atender diferentes perfis de demanda”, comenta Silva. 

Na América do Sul, a Venezuela registrou 0,49% (1,80 mil cabeças) das exportações, participação ainda pequena, mas que indica oportunidades de expansão regional, complementando os fluxos já consolidados com África e Ásia.

“Esses resultados consolidam o Pará como líder absoluto na exportação de gado vivo no Brasil, reforçando sua relevância na geração de divisas, na movimentação da cadeia pecuária e na consolidação do estado como ‘player’ estratégico no mercado internacional”, avalia Silva. 

Principais destinos

Entre janeiro e julho de 2025, os principais destinos de gado paraense foram:

  • África: Egito (36,2%), Marrocos (13,4%) e Argélia (1,3%).
  • Ásia: Iraque (20,8%), Líbano (14,0%), Turquia (6,4%), Arábia Saudita (4,6%) e Jordânia (2,9%).
  • América do Sul: Venezuela (0,5%).

Perfil do gado exportado

  • Peso médio geral: 402,9 kg.
  • Mais leves: Egito, Turquia e Arábia Saudita (<365 kg).
  • Intermediários: Iraque, Jordânia e Venezuela (~380–440 kg).
  • Mais pesados: Líbano, Marrocos e Argélia (>500 kg).



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