domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Inscrições abertas para o 3° Congresso Paranaense de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono



Estão abertas as inscrições para o 3° Congresso Paranaense de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, que será realizado nos dias 23 e 24 de setembro, das 8h às 18h, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR).

O evento é promovido pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Embrapa e parceiros do setor agropecuário, como federações e associações de engenharia agronômica, além de consultorias ambientais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste link.

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Programação do congresso

A programação inclui palestras e painéis sobre as negociações internacionais da COP 30, o papel do carbono na produção agropecuária, o mercado de carbono, movimentações financeiras relacionadas à sustentabilidade e os desafios e oportunidades para os biocombustíveis.

Palestras e painéis

23/09 (terça-feira)
8h – 12h30 | Palestra de abertura e Painel: Conjuntura das negociações da COP

  • Gustavo Mozzer (Embrapa) – Negociações da COP 29 para o setor agrícola: avanços e necessidades
  • Rogério Mello (UPL) – O que esperar da COP 30 para o setor agrícola
  • Gustavo Spadotti (Embrapa) – Estratégias para mostrar a verdadeira imagem da agricultura sustentável brasileira

14h – 16h | Painel: Mercado de Carbono

  • Juca Sá (Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto) – Sistema Plantio Direto e o estoque de carbono do solo
  • Políticas públicas para sustentar o setor agropecuário

16h – 18h | Painel: Carbono na Produção Agropecuária

  • Henrique Debiasi (Embrapa) – Agricultura Baixo Carbono: técnicas de sequestro e redução de emissões
  • Emerson Nunes (Cocamar) – Pecuária Baixo Carbono: técnicas de sequestro e redução de emissões
  • Floresta – Técnicas de sequestro e redução de emissões em nível de fazenda

24/09 (quarta-feira)
8h – 10h | Painel: O Carbono no mercado financeiro

  • Charles Santos (CS Comercial) – Panorama do mercado financeiro internacional relativo a carbono
  • Leonardo Gava (CBI) – Panorama do mercado financeiro nacional relativo a carbono agrícola

10h – 12h | Painel: Movimentações financeiras baseadas em carbono

  • Odair Machado – Linhas de crédito e seguros agrícolas para produtores alinhados à sustentabilidade
  • Investimento em Fundos de Carbono

14h – 17h40 | Painel: Biocombustíveis na Agricultura de Baixa Emissão de Carbono

  • Priscila Sabaini (Embrapa) – Desafios e oportunidades dos biocombustíveis; RenovaBio como política brasileira de sucesso
  • José Luis Zotin (CENPES/Petrobras) – Perspectivas e mercado dos biocombustíveis



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Só falta você: faça parte da Abertura Nacional do Plantio da Soja!



Falta pouco para a Abertura Nacional do Plantio da Soja, evento que marca o início da safra de soja 2025/26. E você já sabe como fazer parte? As inscrições para participação presencial estão abertas e são gratuitas. O processo é bem simples: basta acessar o link, preencher os dados e garantir a vaga.

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Onde será?

A cerimônia será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), e também celebra o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil.

Parceria

Organizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o evento reunirá autoridades, produtores rurais e especialistas para debater temas como o mercado mundial da soja, condições climáticas e cenário geopolítico.

O evento

Além das discussões, os participantes poderão acompanhar máquinas agrícolas em operação no campo e participar de um almoço de confraternização.



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Trump recua e celulose brasileira fica isenta do tarifaço



O governo de Donald Trump retirou a celulose e derivados da lista de produtos sujeitos ao tarifaço. A medida inclui também a exclusão da tarifa recíproca de 10%, que estava em vigor desde abril deste ano. A informação foi confirmada pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que representa os fabricantes de celulose.

Em nota, o presidente da Ibá, Paulo Hartung, comemorou a decisão e reforçou as negociações do setor com os empresários norte-americanos. “Trata-se de uma decisão muito positiva, que se deu graças aos esforços de clientes que levaram ao país as peculiaridades de produtos e matérias-primas essenciais”, disse.

Hartung acrescentou que a medida reforça a importância da diplomacia e do diálogo. “É necessário que o governo se mantenha firme na busca de canais, assim como empresários devem manter o contato constante com seus clientes e fornecedores”.

O que diz a ordem executiva

A medida foi publicada no fim da semana passada e entrou em vigor na última segunda-feira (8). O decreto, assinado por Trump, confirma que a exclusão vale para três categorias específicas de celulose. Juntas, representam mais de 90% do volume exportado aos Estados Unidos, conforme dados da Ibá de 2024.

Por outro lado, o novo decreto não altera as taxas adicionais aplicadas contra papéis em geral e painéis de madeira. Neste sentido, as categorias seguem com sobretaxa de 50% e 40%, respectivamente. Segundo Hartung, essa questão específica segue sendo acompanhada pela entidade e por empresas associadas do setor.

Importância do mercado norte-americano

No ano passado, o Brasil exportou 18,57 milhões de toneladas de celulose. Os Estados Unidos foram o segundo maior destino, com 2,8 milhões de toneladas, principalmente de fibra curta à base de eucalipto — matéria-prima usada em papéis higiênicos e lenços, desenvolvida sob medida para atender à demanda local.

De acordo com o sistema ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações em 2024 renderam US$ 1,19 bilhão. Entretanto, com as sobretaxas em vigor, os embarques para o mercado norte-americano recuaram 15,2% em valor e 8,5% em volume entre janeiro e maio de 2025, segundo a Câmara de Comércio Brasil-EUA (Amcham Brasil).



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AgroNewsPolítica & Agro

Medida traz alívio ao campo, diz advogado



Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES


Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES
Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES – Foto: Pixabay

A Medida Provisória nº 1.314/2025 marca um avanço importante para o agronegócio brasileiro ao estabelecer novas condições para a liquidação e amortização de operações de crédito rural. Segundo análise do advogado Fábio Lamonica Pereira, especialista em Direito Bancário e do Agronegócio, a medida oferece alívio financeiro a produtores rurais e cooperativas afetados por eventos climáticos adversos.

Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES, com juros subsidiados, voltados a produtores que comprovem perdas em duas ou mais safras entre 2020 e 2025. As operações incluem custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs), inclusive renegociadas, desde que contratadas até junho de 2024. O Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda definirá prazos e encargos.

Outro aspecto é a autorização para que bancos utilizem recursos próprios, a taxas de mercado, em operações destinadas a quitar ou reduzir dívidas já existentes. O público-alvo são produtores que tiveram a capacidade de pagamento comprometida por prejuízos acumulados em safras anteriores.

Apesar dos benefícios, especialistas alertam que o uso dessas linhas, especialmente as não subsidiadas, exige cautela. A MP não substitui direitos já previstos em lei, como o alongamento de débitos no Manual de Crédito Rural, e deve ser avaliada de forma estratégica para garantir que a renegociação seja realmente vantajosa.

“É fundamental compreender que, embora a MP traga novas oportunidades de financiamento para o agro e renegociação de dívidas, ela não anula ou substitui o direito já previsto em lei e no Manual de Crédito Rural (MCR). Este amparo legal permite o alongamento de débitos nas mesmas condições contratuais originais, quando há comprovação de eventos adversos que impactaram a produção”, conclui.

 





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Grama estrela roxa irrigada: como a nutrição e o manejo garantem o lucro


Pecuaristas, o uso de irrigação para otimizar a produção de forragem tem se tornado uma estratégia cada vez mais comum. João Paulo, de Montes Claros, no estado de Minas Gerais, tem uma dúvida: vale a pena investir num piqueteamento de grama estrela africana roxa irrigada? Assista ao vídeo completo abaixo e confira a resposta detalhada.

Nesta quarta-feira (25), o engenheiro agrônomo Március Gracco, da Intensifique Consultoria Agropecuária, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que a grama estrela é, sim, uma excelente opção, mas o sucesso do investimento depende de um manejo adequado para desenvolver todo o seu potencial e transformá-lo em lucro.

O potencial da grama estrela: além da produtividade

Capim grama-estrela-africana. Foto: Divulgação

A grama estrela africana roxa, assim como outras forrageiras (zuri, mombaça), tem um grande potencial de produtividade. No entanto, o potencial não se desenvolve sozinho; ele precisa ser cultivado com as seguintes estratégias de manejo:

  • Nutrição: É fundamental suprir a demanda de nutrientes da planta, com a aplicação de cálcio, magnésio, nitrogênio e outros minerais, a partir de uma análise de solo detalhada.
  • Manejo: A colheita do pasto deve ser feita de acordo com a fisiologia da planta. Muitos produtores, por erros de manejo, perdem parte do potencial de produtividade.

Március Gracco conta que já viu áreas com potencial de produzir 30 a 35 toneladas de matéria seca por ano, mas que, por erros de manejo, não colheram nem 15, o que se traduz em perda de dinheiro e de produtividade.

Para que o investimento na irrigação da grama estrela africana roxa valha a pena, é preciso colher o pasto com maestria e transformá-lo em arroba. O produtor precisa de uma gestão de precisão para garantir que o pasto seja consumido no ponto ideal de crescimento, que é o ponto de maturidade fisiológica.

O especialista ressalta que não basta a planta ter um potencial; é preciso desenvolvê-lo com fertilidade e manejo de colheita.

Com um manejo de alta precisão, a produtividade pode ser aumentada, o que se traduz em mais arrobas por hectare e, consequentemente, em maior lucro.

A grama estrela é uma excelente opção para quem busca produzir mais arrobas por hectare com irrigação, mas o retorno financeiro dependerá do planejamento e da execução no dia a dia.



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Soja faz cidade ter maior PIB agrícola do país; saiba qual é



A paisagem do município de Sorriso, no norte do Mato Grosso, é marcada por imensas áreas de plantação, campos de pastagem e poucas edificações, características que fazem a cidade de quase 125 mil habitantes ser considerada a capital nacional do agronegócio.

Em 2024, o município liderou o ranking de valor de produção agrícola no país, alcançando R$ 7,2 bilhões, empurrado principalmente pelo cultivo da soja. A oleaginosa rendeu uma colheita de 2,08 milhões de toneladas e representa quase metade do valor total de produção agrícola de Sorriso: R$ 3,3 bilhões.

Sorriso é líder também em valor de produção de milho (R$ 2,4 bilhões), além de ocupar a quarta posição para o feijão (R$ 195,7 milhões) e a sexta para o algodão (R$ 1,3 bilhão).

Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostrou que, no ano passado, o valor da produção agrícola do país ficou em R$ 783,2 bilhões.

Apesar da força da soja em Sorriso, a cidade não é a maior produtora do grão no país. O título pertence a São Desidério, no oeste da Bahia, que produziu 2,09 milhões de toneladas do grão, com valor alcançando R$ 3,7 bilhões.

O Brasil é o maior produtor de soja do mundo, com 144,5 milhões de toneladas em 2024. Dos dez municípios que lideram o ranking de valor de produção agrícola, oito têm a soja como principal produto cultivado. As exceções são os mato-grossenses Sapezal e Campo Novo do Parecis, impulsionadas pelo algodão.

Confira as dez cidades com maior valor de produção agrícola:

  • Sorriso (MT) – R$ 7,2 bilhões (Soja)
  • São Desidério (BA) – R$ 6,6 bilhões (Soja)
  • Sapezal (MT) – R$ 5,9 bilhões (Algodão herbáceo)
  • Campo Novo dos Parecis (MT)- R$ 5,2 bilhões (Algodão herbáceo)
  • Cristalina (GO) – R$ 5,1 bilhões (Soja)
  • Formosa do Rio Preto (BA) – R$ 4,2 bilhões (Soja)
  • Rio Verde (GO) – R$ 4,9 bilhões (Soja)
  • Nova Ubiratã (MT) – R$ 4,6 bilhões (Soja)
  • Diamantino – R$ 4 bilhões (Soja)
  • Nova Mutum (MT) – R$ 4 bilhões (Soja)

A presença de seis cidades do Mato Grosso na lista retrata o poderio do estado como principal celeiro do país. Confira a participação dos cinco estados com as maiores fatias do valor total da produção agrícola nacional:

Mato Grosso: 15,4%
São Paulo: 15,1%
Minas Gerais: 11,1%
Rio Grande do Sul: 9,7%
Paraná: 9,2%

Um destaque informado pela pesquisa é que, de 2023 para 2024, se estreitou a diferença entre Mato Grosso e São Paulo. Em 2023, Mato Grosso respondia por 18,8% do valor da produção agrícola nacional; e São Paulo, 13,8%. No intervalo de um ano, a diferença de 5 pontos percentuais (p.p.) virou 0,3 p.p.

O IBGE explica que Mato Grosso sofreu queda na produção e da cotação da soja e do milho. Já São Paulo foi impulsionado pelo aumento no valor de produção da laranja, produto do qual é líder na produção nacional, e no valor do café arábica, destacando-se como o segundo maior produtor nacional. O líder na produção cafeeira é Minas Gerais.

O Paraná caiu da terceira para a quinta posição por causa de problemas na safra de verão, comprometida por problemas climáticos.



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Safra recorde de soja deve superar 165 milhões de toneladas em 2025, aponta IBGE



A produção brasileira de soja em grão deve atingir 165,9 milhões de toneladas em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa um crescimento de 14,5% em relação a 2024 e estabelece um novo recorde na série histórica.

Mesmo com os preços internacionais abaixo do esperado nos últimos dois anos, a oleaginosa segue em ritmo de expansão. A área cultivada deve alcançar 47,7 milhões de hectares, avanço de 2,9% sobre 2024, enquanto o rendimento médio cresce 10,5%, chegando a 3.480 kg/ha, cerca de 58 sacas por hectare.

Com esse resultado, a soja responde por mais da metade da produção total de grãos do país em 2025.

Milho também bate recorde histórico

O milho em grão deve alcançar 138 milhões de toneladas, maior volume já registrado pelo IBGE. O crescimento é de 20,3% frente a 2024, quando a safra foi impactada por problemas climáticos.

Na 1ª safra, a estimativa é de 26 milhões de toneladas, alta de 13,7% em relação a 2024, mesmo com redução de área (-5,4%), compensada pelo salto de 20,2% na produtividade.

A 2ª safra, responsável pela maior parte do volume, deve atingir 112 milhões de toneladas, um recorde, com alta de 22% sobre 2024, sustentada pelo aumento de 6,2% na área plantada e de 14,9% no rendimento médio, especialmente no Centro-Oeste, onde as chuvas foram mais favoráveis.

Sorgo avança com maior produtividade

Outro destaque é o sorgo, cuja produção está estimada em 5 milhões de toneladas, avanço de 24,7% em relação a 2024. O crescimento foi impulsionado pelo aumento de área (+11,2%) e pelo rendimento médio (+12,1%), que chegou a 3.359 kg/ha.

Recuperação após perdas em 2024

O bom desempenho geral da safra de 2025 reflete a recuperação climática, após um 2024 marcado por seca e calor em diversas regiões produtoras. O clima mais chuvoso favoreceu lavouras de soja e milho, garantindo números históricos e reforçando o protagonismo do Brasil no mercado global de grãos.



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AgroNewsPolítica & Agro

As fronteiras do milho estão se expandindo


A produção de etanol de milho no Brasil vive uma fase de crescimento acelerado. Entre 2017 e 2022, o volume saltou de 520 milhões para 4,5 bilhões de litros, avanço de 800% em apenas cinco anos. Projeções apontam que, até 2030, esse biocombustível poderá responder por 40% da produção nacional, com cerca de 10 bilhões de litros anuais.

Esse desempenho está diretamente ligado ao avanço do melhoramento genético do cereal. Híbridos mais produtivos, estáveis e adaptados a diferentes ambientes têm permitido ampliar a área de cultivo, especialmente no Cerrado. O Mato Grosso é o destaque da expansão: de apenas 0,23 milhão de toneladas moídas na safra 2014/15, o estado deve atingir 12,5 milhões de toneladas em 2024/25, consolidando-se como polo da indústria.

“O produtor que mira esse mercado prioriza híbridos que entregam estabilidade de produção, alto teto produtivo, precocidade e bom desempenho em diferentes ambientes. Isso garante o volume necessário para a indústria sem comprometer a rentabilidade”, afirma Francisco Soares, presidente da Tropical Melhoramento & Genética (TMG).

Além de maior competitividade, o etanol de milho oferece ganhos ambientais e econômicos. O combustível pode reduzir em até 70% as emissões de gases de efeito estufa em relação à gasolina, além de gerar coprodutos como o DDG, insumo para a pecuária que já começou a ser exportado para a China, e o óleo de milho, ampliando a rentabilidade da cadeia.

Segundo dados do Statista, o Brasil já ocupa a segunda posição mundial na produção de etanol, com 33,2 bilhões de litros em 2024, atrás apenas dos Estados Unidos, que produziram 61 bilhões. O setor se consolida como estratégico para a matriz energética nacional, unindo inovação tecnológica, sustentabilidade e fortalecimento econômico das regiões produtoras.

“O mercado de etanol de milho no Brasil vive um momento de rápida expansão, impulsionado tanto pela demanda crescente por fontes renováveis de energia quanto pelos avanços tecnológicos na produção agrícola. O melhoramento genético tem sido fundamental para ampliar as fronteiras do cultivo, garantindo maior produtividade e sustentabilidade. Esse biocombustível ganha espaço estratégico na matriz energética nacional, contribuindo para a diversificação e segurança do setor e contribuindo sobremaneira para a industrialização em estados produtores, como exemplo o MT”, completa Soares.

 





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Produção de café em 2025 deve recuar 7% em relação a 2024, diz IBGE



A safra brasileira de café em grão para 2025 foi estimada em 56,8 milhões de sacas de 60 kg (3,4 milhões de toneladas), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa uma redução de 7% em relação às 61,1 milhões de sacas colhidas em 2024.

O recuo está ligado principalmente ao café arábica, que sofre os efeitos da bienalidade negativa e de problemas climáticos registrados no segundo semestre de 2024, como excesso de calor e falta de chuvas.

Arábica em queda

A produção de café arábica em 2025 foi estimada em 37 milhões de sacas (2,2 milhões de toneladas), uma queda de 12,5% em comparação às 42,3 milhões de sacas colhidas em 2024.

O declínio é puxado por Minas Gerais, responsável por quase 70% da safra nacional da variedade, cuja produção deve cair para 25,7 milhões de sacas (-7,5% frente ao ano anterior). De acordo com o IBGE, o rendimento médio caiu 2,5%, o que significa que os grãos estão menos cheios, exigindo mais unidades para compor cada saca de 60 kg.

Conilon em alta histórica

Na contramão, o café canephora (conilon) deve atingir 19,8 milhões de sacas (1,2 milhão de toneladas) em 2025, o que representa alta de 15,8% sobre as 17,1 milhões de sacas de 2024, o maior volume da série histórica do IBGE.

O avanço é resultado de investimentos em tecnologia, adubação e manejo, além de condições climáticas favoráveis. O destaque é o Espírito Santo, que deve colher 13,5 milhões de sacas, um salto de 20,8% em relação a 2024, consolidando-se como maior produtor nacional de conilon, com 68,2% da safra da espécie.

Na Bahia, a colheita deve crescer 18%, chegando a 2,9 milhões de sacas, enquanto Rondônia deve cair para 2,7 milhões de sacas, recuo de 5,5% em relação ao ano passado.



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Safra de grãos de 2025 deve bater recorde com 341,2 milhões de toneladas, diz IBGE



A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve alcançar 341,2 milhões de toneladas, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume é 16,6% superior ao registrado em 2024, com acréscimo de 48,5 milhões de toneladas, e representa leve avanço de 0,2% em relação à projeção de julho.

A área a ser colhida também deve crescer, chegando a 81,3 milhões de hectares, aumento de 2,8% na comparação anual e 0,1% frente ao mês anterior.
Soja, milho e arroz puxam resultados

Responsáveis por 92,6% da produção nacional, soja, milho e arroz são os principais motores do crescimento. A produção estimada da soja é de 165,9 milhões de toneladas, enquanto o milho deve atingir 138 milhões de toneladas (26 milhões da 1ª safra e 112 milhões da 2ª safra). Já o arroz (em casca) deve alcançar 12,4 milhões de toneladas. Outros destaques são o trigo, com 7,7 milhões de toneladas, o algodão herbáceo (em caroço), com 9,5 milhões, e o sorgo, com 5 milhões de toneladas*.

Variações por culturas

Em relação a 2024, a produção cresceu para:

  • Arroz em casca: +17,2%
  • Soja: +14,5%
  • Milho: +20,3% (1ª safra +13,7% e 2ª safra +22%)
  • Algodão herbáceo: +6,6%
  • Sorgo: +24,7%
  • Trigo: +2,6%
  • O feijão foi o único produto a registrar queda, de 0,5%.

Desempenho regional

Todas as grandes regiões devem ter aumento na safra de 2025 em relação ao ano anterior:

  • Centro-Oeste: +21,3%
  • Sul: +9,4%
  • Sudeste: +16,6%
  • Nordeste: +8,6%
  • Norte: +21%

O Centro-Oeste segue como principal polo agrícola, concentrando 51,4% da produção nacional (175,4 milhões de toneladas). O Sul responde por 25,1%, seguido pelo Sudeste (8,8%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,5%).

Entre os estados, Mato Grosso lidera com 32,4% da produção, seguido por Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,5%), Mato Grosso do Sul (7,4%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, eles somam 79,6% da safra nacional.

Ajustes em relação a julho

Na comparação com a estimativa anterior, houve aumentos para soja (+355,9 mil t), milho 2ª safra (+544,1 mil t), trigo (+27,7 mil t), sorgo (+42,4 mil t) e cevada (+8,1 mil t). Por outro lado, caíram as previsões para o feijão 1ª e 2ª safra e para o milho 1ª safra.



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