quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Falta de mão de obra qualificada é entrave para crescimento das exportações de carnes


O Brasil vive um momento histórico nas exportações de proteína animal. Frango, suíno e bovino conquistam espaço nos mercados internacionais e a demanda externa tende a crescer ainda mais no curto prazo. O país tem clima, escala e genética para ser líder global, e está aproveitando a janela aberta pelo aumento da procura mundial por alimentos.

Mas há um obstáculo crescente: a falta de mão de obra. Em pleno recorde de exportações, a avicultura e a suinocultura mantêm milhares de vagas abertas que simplesmente não conseguem ser preenchidas. O desemprego caiu para o menor patamar da série histórica, e, somado ao acesso a benefícios sociais, muitos trabalhadores optam por não ingressar em empregos que exigem dedicação intensa e deslocamento até áreas rurais ou frigoríficos.

Esse cenário pressiona os custos das empresas, já que para atrair e reter pessoal é necessário oferecer salários mais competitivos, ampliar benefícios, investir em programas de qualificação e também promover melhorias no ambiente de trabalho e na infraestrutura de apoio ao trabalhador, fatores justos que elevam os custos de produção e reduzem margens, justamente em um setor que precisa competir com grandes players globais.

A situação se agrava porque a proteína animal brasileira já enfrenta gargalos logísticos e infraestrutura defasada. Ou seja, além do custo de produzir mais caro, o desafio de transportar com eficiência até os portos continua no centro da pauta.

O que pode ser feito?

  • O caminho passa por três frentes complementares:
  • Qualificação profissional — investir em cursos técnicos e treinamentos em parceria com escolas e universidades rurais.
  • Valorização do trabalhador — melhores salários, benefícios e planos de carreira que aumentem a atratividade e reduzam a rotatividade.
  • Automatização — adoção gradual de tecnologia, robótica e digitalização para diminuir a dependência de mão de obra manual.

No plano das políticas públicas, será inevitável discutir como conciliar programas sociais com estímulos para o trabalho formal no campo. O equilíbrio é delicado: não se trata de cortar benefícios, mas de criar incentivos para que o setor produtivo não perca competitividade.

O Brasil tem a chance de se consolidar como o maior fornecedor mundial de proteína animal. Mas, se não resolver a questão da mão de obra e da pressão de custos, essa oportunidade pode escapar. Continuar a produzir mais é importante, mas produzir de forma competitiva, sustentável e com respeito justo aos trabalhadores é o que vai garantir que o campo brasileiro continue alimentando o mundo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Deslocamento de frente fria provoca chuva forte e ventania; veja a previsão do tempo de hoje



Na medida em que a frente fria se desloca sobre a costa do sudeste brasileiro, uma nova massa de ar polar associada à uma área de alta pressão avança e mantém o tempo firme e as temperaturas baixas no Sul nesta terça-feira (23). Ainda nas primeiras horas da manhã, pontos das serras gaúcha e catarinense, além de parte da região central catarinense e do sul paranaense, podem contar com formação de geada.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Ao longo do dia, o sol aparece entre poucas nuvens no céu, mas a circulação de ar frio contribui para que as temperaturas permaneçam mais baixas e a sensação siga mais amena. Na parte da tarde, a maior parte do Paraná e algumas áreas do norte catarinense devem contar com alerta de baixa umidade do ar, com índices variando entre 21% e 30% – mesmo sem a presença de calor.

No Sudeste, o deslocamento da frente fria ainda promove a formação de grandes áreas de instabilidade sobre praticamente todos os estados da região. Ainda durante a madrugada e o início da manhã, o cenário é de atenção para chuva e ventos mais fortes entre o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro – com rajadas de vento variando entre 51 e 70 km/h. Durante o dia, o tempo segue bastante instável e o céu carregado entre o Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Espírito Santo, com condições para fortes pancadas de chuva no período da tarde, seguidas por raios e rajadas de vento.

Em São Paulo, a condição de chuva perde força, na medida em que a circulação de ventos associados à massa de ar polar começa a influenciar sobre a região. Na faixa leste paulista, dia de céu mais encoberto e com condições para chuva fraca esporádica no decorrer das horas.

Enquanto no Centro-Oeste, a presença do fluxo de umidade mantém as instabilidades sobre Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, com risco de fortes pancadas de chuva ao longo do dia. Não estão descartados eventuais temporais isolados na parte da tarde. Mesmo com o tempo bastante instável, as temperaturas seguem elevadas entre os três estados, com tempo bastante abafado marcando presença.

No Mato Grosso do Sul, o tempo volta a firmar, na medida em que o ar seco ganha força durante o dia. Boa parte do estado segue com alerta de baixa umidade do ar no período da tarde, com índices variando entre 21% e 30%. Devido à influência da massa de ar polar, as temperaturas seguem mais amenas no decorrer das horas.

Já no Nordeste, a circulação de ventos marítimos segue favorecendo a formação de instabilidades sobre a costa leste, mas as pancadas seguem adotando caráter irregular. Entre Maceió e Recife, a chuva pode variar entre fraca e moderada intensidade. Por outro lado, o interior nordestino segue predominantemente seco e quente, com temperaturas elevadas e alerta para baixa umidade do ar no período da tarde. Além do calor e tempo seco, os ventos continuam soprando com intensidade moderada em boa parte da região, e as rajadas variam entre 40 e 50 km/h – mesmo sem a ocorrência de chuva.

E no Norte, calor e umidade presentes na atmosfera continuam estimulando a formação de grandes áreas de instabilidade sobre boa parte dos estados. Atenção maior entre o oeste do Amazonas e o Acre, onde há risco de temporais isolados durante o dia. Pode chover forte em outras áreas do estado amazonense, além de pontos da metade sul do Pará e no Tocantins. O estado de Roraima também pode contar com pancadas de chuva mais expressivas no decorrer das horas. Já o Amapá segue com predomínio de tempo firme e calor.



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Colheita de inverno destaca vinhos finos e enoturismo em Pedra Azul


Quase dez anos atrás, com a fundação do Quinta dos Maracás Restaurante, nasceu uma proposta que uniu gastronomia e paisagem nas montanhas capixabas. A ideia, trazida por Cida Gomes, era simples e direta: “trazer a experiência da gastronomia aqui das montanhas, que é a filosofia da casa, do campo à mesa, para as pessoas que já estavam conhecendo os encantos de Pedra Azul.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Logo depois dessa iniciativa, a paixão pelo vinho surgiu naturalmente. Assim, Gustavo Gomes, sommelier e responsável pela produção, descobriu na colheita de inverno uma oportunidade concreta para criar rótulos de excelência. Essa técnica, desenvolvida pela EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) e, posteriormente, difundida com apoio do Sebrae e do Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural), consiste em realizar uma dupla poda. Ou seja, retira-se os cachos no verão para, então, conduzir a produção ao inverno, período que é mais seco e frio.

“É essa época da colheita, um clima praticamente europeu, em que a gente tem essa amplitude térmica que cria engrossamento de casca, quer dizer, mais taninos, mais acidez, o potencial de guarda para o vinho”, explica Gustavo.

Dessa forma, variedades como Syrah, Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc, Malbec e Chenin Blanc estão mostrando ótimo desempenho.

Parreiral Pedra Azul/ES

Por enquanto, a produção ainda é boutique, o que torna a experiência mais exclusiva: os vinhos podem ser degustados apenas no restaurante e no Wine Bar local. “Por enquanto, é o vinho que só tem na vinícola, ou só tem no vinhedo, só tem aqui no Quintas do Manacá. O giro que eu tenho de 1.500 garrafas, os próprios turistas já consomem.”

Apoio Sebrae

Além de apoiar a capacitação técnica, o Sebrae também contribui para a troca de experiências entre produtores. Assim, para Gustavo, esse movimento fortalece o potencial turístico da região: “Acreditar que é possível fazer um vinho fino, de qualidade, é uma coisa que ainda estava meio distante, e o Sebrae está chegando exatamente para criar esse link.”



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Captação de leite no Brasil sobe 9,3% no 2º trimestre


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a captação formal de leite no Brasil atingiu aproximadamente 6,5 bilhões de litros no segundo trimestre de 2025, segundo estimativas preliminares do IBGE. O volume representa crescimento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2024. “Mesmo sendo tradicionalmente um trimestre de entressafra, houve aumento de 0,1% frente ao primeiro trimestre, resultado inédito na série histórica”, aponta o boletim.

No 386º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT), o preço médio dos produtos lácteos negociados foi de US$ 4.291 por tonelada, refletindo estabilidade no mercado em termos de preços e volumes. O leite em pó integral, principal item comercializado e referência para preços no GDT, registrou leve alta de 0,3%, sendo o único produto entre os negociados a apresentar variação positiva.

Em Goiás, a estimativa para o Valor Bruto da Produção (VBP) do leite é de alcançar R$ 5,89 bilhões em 2025, crescimento de 6,7% frente ao ano anterior, quando somou R$ 5,52 bilhões. “Apesar da evolução em termos absolutos, a participação relativa do leite no VBP agropecuário estadual caiu de 5,2% em 2024 para 4,9% em 2025”, informa o documento. Segundo o boletim, essa redução não se deve à retração da atividade, mas ao avanço do VBP total do estado, que subiu de R$ 105,9 bilhões em 2024 para R$ 120,1 bilhões em 2025, expansão de 13,4%. Dessa forma, a menor representatividade do leite decorre do crescimento mais acelerado de outros segmentos do agronegócio goiano.

No mercado externo, as exportações de lácteos produzidos em Goiás em julho apresentaram retração em relação ao mês anterior devido à ausência de embarques para o Chile, segundo principal destino das vendas. “Nesse período, apenas os Estados Unidos importaram produtos lácteos goianos, com volume de 62,0 toneladas”, diz o boletim. Apesar da queda pontual, o desempenho acumulado de janeiro a julho de 2025 segue positivo, com avanço de 27,2% em volume exportado quando comparado a 2024, totalizando 411,0 toneladas exportadas.





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Ruídos políticos e sanções dos Estados Unidos movimentam o mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que posturas divergentes no Fed após corte de juros aumentaram a volatilidade dos mercados e pressionaram Treasuries. Bolsas de NY sustentaram máximas lideradas por tecnologia, enquanto o dólar enfraqueceu globalmente.

No Brasil, ruídos políticos e sanções dos EUA elevaram cautela, mas a Bolsa fechou acima de 145 mil pontos e o dólar a R$ 5,33. Hoje, destaque para ata do Copom, PMIs na Europa e nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Brasil mantém superávit apesar da guerra tarifária



“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio”


“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio"
“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio” – Foto: Pixabay

O Brasil registrou superávit comercial no acumulado de 2025, mesmo em meio à intensificação da guerra tarifária entre Estados Unidos e China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No primeiro semestre, o saldo positivo foi impulsionado pelo agronegócio e pela indústria, em um cenário no qual as tarifas entre as duas maiores economias do mundo já ultrapassam 100% em alguns setores.

Entre os mecanismos que preservam margens de competitividade, o destaque é o regime de Drawback, capaz de reduzir em até 18% o custo final de mercadorias exportadas, de acordo com o MDIC. Em 2023, esse instrumento respondeu por US$ 75,3 bilhões em vendas externas, cerca de 25% do total exportado pelo país. A combinação de diversificação geográfica das exportações e utilização de regimes especiais tem sustentado o desempenho brasileiro, com adaptação de portfólio, eficiência tributária e logística como diferenciais.

Os principais destinos alternativos às vendas para EUA e China têm sido a União Europeia e o Sudeste Asiático. Países como Vietnã, Indonésia e Índia ampliaram a demanda por alimentos, químicos e manufaturados, enquanto a Europa tem absorvido produtos de maior valor agregado, como autopeças e bebidas. Apesar desse avanço, o ambiente segue desafiador, já que novas medidas protecionistas norte-americanas elevaram tarifas sobre aço, carnes e suco de laranja, exigindo readequações de contratos e estratégias comerciais.

“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio e da indústria brasileira, mas também escancara os riscos de depender de poucos mercados. A guerra tarifária entre EUA e China reforça que diversificação não é opção, é necessidade. Regimes como o Drawback, aliados à digitalização e à gestão cambial, são ferramentas decisivas para manter a competitividade. As empresas que estruturarem suas operações com governança e visão estratégica conseguirão não apenas atravessar este cenário, mas conquistar espaço nas rotas globais”, afirma Thiago Oliveira, CEO da Saygo.

 





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Abate de frangos cresce 1,9% no 1º semestre de 2025


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (18), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o abate de frangos no país atingiu 3,286 bilhões de cabeças no primeiro semestre de 2025, representando um crescimento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram abatidas 3,224 bilhões de cabeças. De acordo com dados divulgados em 10 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidas 62,267 milhões de cabeças a mais no período. “Ocorreram aumentos nos abates em estados como Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia, e quedas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso”, destaca o boletim.

O Paraná, que liderou o abate de frangos com 34,4% da participação nacional, obteve crescimento de 0,3% no número de aves abatidas no primeiro semestre de 2025. Em seguida aparecem Santa Catarina, com 13,8%, Rio Grande do Sul, com 11,4%, e São Paulo, com 11,1%. Em números absolutos de cabeças abatidas, os cinco principais estados criadores de frangos de corte são Paraná (1.132 bilhões), Santa Catarina (453.833 milhões), Rio Grande do Sul (375.939 milhões), São Paulo (365.648 milhões) e Goiás (257.600 milhões).

No acumulado de janeiro a junho de 2025, o volume de carne de frango produzido no Brasil atingiu 7,045 milhões de toneladas, 2,9% acima do registrado em igual período de 2024, quando foram produzidos 6,847 milhões de toneladas. O desempenho dos cinco principais estados criadores e produtores de carne de frango foi o seguinte em 2025: Paraná (2.480 milhões de toneladas), Santa Catarina (943.686 toneladas), Rio Grande do Sul (682.364 toneladas), São Paulo (824.159 toneladas) e Goiás (575.470 toneladas).

O Paraná teve 34,4% do abate nacional de frangos em número de cabeças e com 35,2% no volume de carne produzida, registrando crescimento de 1,5% no volume produzido no primeiro semestre de 2025 sobre o ano de 2024, quando a produção foi de 2,443 milhões de toneladas. Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram crescimento de 4,4% e 6,5%, respectivamente, no volume de carne de frango produzido em relação ao mesmo período de 2024.

Nos três principais estados criadores de frangos de corte, que participaram com 58,3% do total nacional, o desempenho em termos de quantidade de carne produzida foi o seguinte: Paraná (+36.722 toneladas), Santa Catarina (+39.464 toneladas) e Rio Grande do Sul (+40.949 toneladas). “Essa pesquisa fornece informações sobre o total de cabeças abatidas e o peso total das carcaças para as espécies de bovinos, suínos e frangos, tendo como unidade de coleta o estabelecimento que efetua o abate sob fiscalização sanitária federal, estadual ou municipal”, informa o boletim.

A periodicidade da pesquisa é trimestral e, para cada trimestre do ano civil, os dados são discriminados mês a mês. Da Pesquisa Abate Trimestral de Frangos de Corte, no segundo trimestre de 2025, participaram 297 informantes no Brasil e 45 no Paraná.





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Goiás sobe no ranking de exportação de óleo de milho


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, em agosto as cotações do milho mantiveram tendência de queda, mas atingiram patamares acima dos verificados nos dois últimos anos para o mesmo período. A média mensal foi de R$ 63,87 por saca. “Esse cenário está ligado à ampla oferta mundial do cereal, associada à colheita da segunda safra no Brasil”, informou a pasta.

Segundo a Conab, até 30 de agosto já haviam sido colhidos 97,0% do total cultivado no país e 98,0% em Goiás. O USDA estimou, em seu relatório mensal, produção global recorde de 1,288 bilhão de toneladas, na qual o Brasil responde por 10,2%. Esses fatores, segundo o boletim, contribuíram para pressionar os preços do grão.

A Conab informou que a produção brasileira e goiana 2024/25 deve superar a temporada recorde de 2022/23. “Esse desempenho permitirá aumento nos estoques brasileiros do cereal, projetados em 10,2 milhões de toneladas, frente aos 7,2 milhões registrados na safra 2022/23”, destacou a Companhia. Quanto à destinação do milho na safra 2024/25, é estimada a produção de 800,4 milhões de litros de etanol por Goiás e 7,8 bilhões de litros no país, crescimento de 19,2% e 32,4%, respectivamente.

No cenário internacional, as exportações de milho também englobam derivados que agregam valor, como amido de milho, farinha de milho, milho doce preparado e óleo de milho. Em Goiás, destaca-se o óleo de milho, cujo volume exportado entre janeiro e julho foi vinte vezes maior em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 7,4 mil toneladas. No ranking das exportações estaduais do derivado, Goiás passou do sexto lugar em 2024 para o quarto lugar em 2025.





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Produção de ovos cresce 9,1% no Brasil


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (18), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao divulgar em 10 de setembro os resultados da Pesquisa Trimestral de Produção de Ovos (POG), informou que a produção total de ovos para consumo — “in natura”, industrializados ou projetados à origem — atingiu 2.028 bilhões de dezenas no primeiro semestre de 2025. “Esse resultado representa um crescimento de 9,1% em relação ao período do ano anterior, quando o volume produzido foi de 1.858 bilhões de dúzias”, detalhou o IBGE. O volume, equivalente a 24.336 bilhões de unidades, significou acréscimo de 2.040 bilhões de ovos frente à produção em 2024.

Durante o primeiro semestre de 2025, o Paraná ocupou a sétima posição no ranking nacional de produção de ovos para consumo, com 102,102 milhões de dúzias (5% do total), um volume 2,8% maior que no ano anterior, quando foram produzidos 99,337 milhões de dúzias. O estado é precedido por São Paulo, com 560,976 milhões de dúzias (27,7%), Minas Gerais (216,212 milhões de dúzias / 10,7%) e Espírito Santo (194,294 milhões de dúzias / 9,7%). Pernambuco aparece com 169,626 milhões de dúzias, Mato Grosso com 128,082 milhões de dúzias e o Rio Grande do Sul com 114,932 milhões de dúzias.

Segundo o levantamento, todos os sete principais estados produtores de ovos para consumo cresceram no primeiro semestre em comparação com igual período de 2024: São Paulo registrou alta de 5,3%, Minas Gerais de 11,5%, Espírito Santo de 7,5%, Pernambuco de 16,4%, Mato Grosso de 7,8%, Rio Grande do Sul de 11% e Paraná de 2,8%.

O IBGE ressaltou que a produção de ovos elevados abrange granjas com mais de 10 mil aves poedeiras, não se limitando apenas aos ovos destinados ao consumo humano, que representam 82,9%, mas incluindo também ovos para incubação (17,1%), usados ??na produção de pintos de corte ou de postura comercial. Participaram da Pesquisa de Produção de Ovos de Galinha (consumo), no segundo trimestre de 2025, 1.141 informantes no Brasil e 150 no Paraná. No mesmo período de 2024 foram registrados 1.103 informantes no Brasil e 150 no Paraná.

O plantel de galinhas poedeiras situa-se no seguinte patamar (milhões de cabeças): no segundo trimestre de 2025, Brasil com 169,853 milhões e Paraná com 8,483 milhões; e no segundo trimestre de 2023, Brasil com 144,723 milhões e Paraná com 7,919 milhões. O IBGE destacou que seu levantamento não abrange estabelecimentos produtores com menos de 10 mil poedeiras. “Como esses se multiplicam aos milhares por todo o Brasil, a produção eficaz de ovos de consumo é maior do que a apontada”, afirmou o Instituto.

Segundo a Associação Brasileira de Produção Animal (ABPA), em 2024 a produção brasileira de ovos foi de 57,6 bilhões de unidades, com exportação de 18,61 mil toneladas e consumo per capita de 269 ovos. Ainda segundo o POG/IBGE, a produção total de ovos para consumo atingiu 3.836 bilhões de dúzias em 2024 (46.032 bilhões de unidades).

No segmento de ovos para incubação, de janeiro a junho de 2025, o país produziu 418,770 milhões de dúzias (equivalente a 5,025 bilhões de unidades), 0,2% a mais que no mesmo período de 2024, quando foram 415,462 milhões de dúzias (4,986 bilhões de unidades). O Paraná liderou nessa categoria, com 129,177 milhões de dúzias (30,8% do total nacional), seguido por São Paulo com 61,395 milhões de dúzias, Santa Catarina com 55,471 milhões, Goiás com 54,994 milhões e Rio Grande do Sul com 44,518 milhões de dúzias.





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México e EUA ampliam compras de carne bovina goiana


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, após o pico registrado em novembro de 2024, de R$ 338,76 por arroba, as cotações do boi gordo mantiveram-se em níveis elevados quando comparadas aos dois últimos anos, oscilando entre queda e recuperação de preços ao longo do primeiro semestre de 2025.

“Em agosto, a média mensal alcançou R$ 307,25 por arroba, um acréscimo de 2,4% em relação ao mês anterior”, informou o boletim. O setor, segundo a publicação, sustenta os preços pela combinação de exportações aquecidas, escalas de abate curtas e oferta restrita de animais prontos para o abate.

Paralelamente, desde outubro de 2024, o preço do bezerro vem apresentando trajetória de alta. Em maio de 2025, o Indicador Cepea/Esalq (MS) registrou a máxima mensal de R$ 2.921,02 por cabeça. “Em agosto, as cotações do bezerro atingiram o menor valor dos últimos três meses, negociado a R$ 2.854,04 por cabeça”, aponta o levantamento. Para o boletim, no momento atual, é necessária uma gestão estratégica de custos e atenção às oportunidades de aquisição de animais de reposição.

No panorama internacional, mesmo diante de incertezas geopolíticas, as exportações de carne bovina alcançaram em julho um recorde para o mês, tanto para o Brasil quanto para Goiás, consolidando o estado como terceiro maior exportador de carne bovina. No contexto estadual, em julho, houve uma diminuição de 33,9% no volume de carne bovina adquirida pela China em relação ao mesmo período do ano anterior, correspondente a 5,4 mil toneladas. “Apesar de ser o principal destino da proteína goiana, esse recuo não gerou prejuízos relevantes para o setor”, destaca o boletim, indicando que a queda foi compensada pelo crescimento das aquisições realizadas no mesmo mês por México, Estados Unidos, Rússia e Itália.





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