A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) fechou, nessa última quarta-feira (15), um alambique de cachaça no município de Capim Branco, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia Civil em Matozinhos e resultou na prisão em flagrante de três homens, de 41, 44 e 74 anos, além da apreensão de grande quantidade de bebida irregular e materiais de envase.
A investigação começou após denúncia anônima no Disque Denúncia Unificado (DDU) sobre a produção e envase de bebidas alcoólicas sem autorização sanitária.
As equipes da polícia encontraram uma estrutura improvisada usada para fabricar e armazenar cachaça, em condições precárias de higiene e sem qualquer licença.
Material apreendido
No local, a polícia apreendeu cerca de 500 litros de líquido semelhante à cachaça, 18 vasilhames de armazenamento, centenas de garrafas vazias, dois veículos, rótulos falsificados e diversos documentos. Todo o material foi recolhido pela Vigilância Sanitária Municipal para descarte adequado.
Segunda unidade de produção
Durante a ação, os agentes localizaram uma segunda unidade de produção na mesma rua, onde garrafas eram lavadas de forma irregular para reutilização. Uma mulher foi autuada por desobediência no momento da ação.
A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária Municipal e da perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais.
O atraso na regularização das chuvas em Mato Grosso tem sido motivo de alerta para a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja MT). Apesar do fim do vazio sanitário da soja no dia 6 de setembro, até a última atualização do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), menos de 25% da semeadura havia sido concluída.
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A associação avalia que a falta de precipitações contínuas limita o ritmo das operações em campo, aumenta o risco de falhas de estande e de replantio, além de pressionar a janela de plantio da segunda safra de milho.
Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o cenário tem sido desafiador nas diferentes regiões do estado. “O andamento do plantio chegou a 21%, mas muitas previsões de chuva não se confirmaram. Havia expectativa de aceleração após a segunda quinzena de setembro e, agora, na segunda quinzena de outubro, as chuvas ainda não se regularizaram”, explica.
Falta de chuvas: desafio para sojicultores
Mesmo com o plantio em andamento, algumas áreas passaram mais de 10 dias sem chuva, o que pode causar deficiência no estande das plantas, má distribuição do plantio ou necessidade de replantio, ainda sem possibilidade de mensuração. Tem sido um plantio desafiador este ano, porque, apesar do ritmo acelerado, as chuvas ainda precisam se regularizar para garantir maior segurança.
Beber alerta que a regularização das precipitações é decisiva para acelerar o plantio e garantir a janela segura da safra de milho, que vem ganhando espaço na produção mato-grossense. “Tivemos casos de lavouras semeadas que só receberam chuva alguns dias depois. Essas plantas tendem a perder porte, ficar mais baixas e, com falhas de estande, podem comprometer a produtividade e, consequentemente, a produção do estado, já que uma área já foi plantada”, diz.
Isso pode impactar o resultado final da safra. Além disso, muitos produtores não conseguiram acelerar o plantio para evitar atrasos na segunda safra, o que preocupa, já que o ideal é que, até 20 de outubro, todas as áreas destinadas ao milho estejam plantadas, garantindo uma janela segura de produção.
Lado financeiro
Além dos riscos agronômicos, a Aprosoja MT alerta para os impactos financeiros. A necessidade de replantio envolve custos elevados, e os produtores enfrentam o dilema entre garantir a janela da segunda safra ou correr o risco de perda de produtividade caso não replantem. Problemas como sementes com vigor insuficiente podem aumentar ainda mais as perdas, afetando diretamente a rentabilidade das propriedades.
O aparecimento de lesões cutâneas e manchas em bezerros é um forte indicativo da presença de enfermidades que podem comprometer severamente a saúde e o desenvolvimento do animal. A vigilância sanitária é essencial, pois essas doenças, quando não controladas, podem se espalhar rapidamente e gerar grandes prejuízos na fase de cria.
Segundo o professor de medicina veterinária Guilherme Vieira, as manchas e lesões em bezerros são frequentemente indicativas de duas doenças principais: a Dermatofilose ou a Papilomatose.
O especialista alerta que, embora o diagnóstico exato exija a avaliação in loco, ambas são altamente contagiosas. Portanto, a primeira e mais urgente medida para qualquer criador é o isolamento imediato do animal doente para evitar a transmissão ao restante do rebanho.
Confira:
Identificação das lesões e o risco de contágio no pasto
A correta identificação visual das lesões ajuda o produtor a se antecipar ao problema, mas o tratamento deve ser sempre prescrito por um veterinário:
Dermatofilose: é uma dermatomicose (doença de origem fúngica) que se manifesta com manchas circulares, crostas e caspas. O animal infectado se coça bastante, e as lesões costumam atingir, predominantemente, o pescoço, os ombros e as paletas.
Papilomatose: é uma doença de origem viral e oportunista, que geralmente ataca animais com o sistema imunológico debilitado (imunodeprimidos). Sua principal característica é a presença de verrugas em vários locais do corpo, como cabeça, paletas e patas.
O contágio dessas doenças de pele é facilitado pelo contato direto entre os bezerros e, principalmente, pelo compartilhamento de infraestrutura. Cochos, bebedouros e cercas funcionam como vetores que facilitam a rápida disseminação dos microrganismos ou vírus no pasto.
Tratamento, mineralização e o foco na imunidade
Para um tratamento eficaz e seguro, a recomendação primordial é acionar um veterinário da região o mais rápido possível. O profissional é quem fará o diagnóstico preciso e prescreverá a medicação correta para a lesão cutânea específica.
Além do tratamento direto da enfermidade, a prevenção e o fortalecimento do sistema imunológico do animal são cruciais para a sanidade de longo prazo. Estudos recentes comprovam que uma boa mineralização e o uso frequente de suplementos vitamínicos, minerais e aminoácidos injetáveis aumentam significativamente a imunidade dos bezerros.
Essa estratégia não apenas restringe o aparecimento dessas doenças de pele, como também aumenta a resistência geral do rebanho, complementando a base de uma alimentação correta e o fornecimento de água de boa qualidade. Investir na imunidade é a chave para proteger a cria e assegurar o desenvolvimento saudável dos animais.
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Foto: Canva
De acordo com dados do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento, a produção nacional de trigo está estimada em 7,698 milhões de toneladas. O volume é menor que o registrado na safra anterior, reflexo de uma retração de 19,9% na área cultivada, motivada por condições menos favoráveis no momento da decisão de plantio.
Apesar da redução anual, o levantamento aponta um leve avanço de 2,1% em relação à estimativa anterior. Segundo a Conab, esse crescimento decorre “do aumento de produtividade em Santa Catarina e Paraná, resultado de condições climáticas mais favoráveis até o momento”.
No Rio Grande do Sul, principal produtor de trigo do país, as lavouras estão no início da fase de maturação, com a maior parte das áreas ainda entre floração e enchimento de grãos. Já no Paraná, a colheita avança e se aproxima da metade da área cultivada.
Em Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, a colheita foi concluída. A Conab seguirá monitorando o desenvolvimento das lavouras até o encerramento da safra 2025 de trigo.
O Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta quarta-feira (16), destaca a importância da produção sustentável e da segurança alimentar. Criada em referência à fundação da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), a data completa 80 anos em 2025 com o tema “De mãos dadas por uma alimentação melhor e um futuro melhor”.
O objetivo é estimular a cooperação entre governos, produtores e empresas para erradicar a fome e garantir acesso a alimentos saudáveis. Mesmo com avanços, milhões de brasileiros ainda enfrentam insegurança alimentar, reforçando a urgência do tema no país.
Sendo assim, neste Dia Mundial da Alimentação, o setor agropecuário é lembrado como parte essencial da resposta para alimentar o mundo sem esgotar os recursos naturais.
Sistemas alimentares no centro da agenda climática
A agricultura responde por cerca de 10% do PIB global e um terço dos empregos no mundo. Ao mesmo tempo, é responsável por parte significativa das emissões de gases de efeito estufa e do consumo de água. Essa combinação de abundância e escassez coloca os sistemas alimentares como parte do problema e, ao mesmo tempo, da solução climática.
“Sem transformar a forma como produzimos, será impossível cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 1,5ºC”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS.
Além disso, ele ressalta que a COP30, marcada para 2025 em Belém (PA), será uma oportunidade histórica. “Pela primeira vez, uma grande economia agrícola sediará uma conferência do clima, dando voz a agricultores e pecuaristas nas negociações internacionais”, acrescenta.
Práticas sustentáveis mostram resultados no campo
No Brasil, sistemas integrados de lavoura, pecuária e floresta ocupam 17 milhões de hectares, permitindo até três safras anuais e recuperação de solos degradados. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da consultoria OCBio revelou que quase um terço das fazendas analisadas removeu mais carbono do que emitiu.
“O desafio agora é ampliar essas soluções, garantindo que pequenos produtores tenham acesso a tecnologia e crédito, e que práticas sustentáveis sejam recompensadas”, afirma Tomazoni.
Segundo o executivo, iniciativas de assistência técnica, como os Escritórios Verdes, já atenderam mais de 20 mil propriedades desde 2021, promovendo produtividade e adequação ambiental.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, afirmou que os Estados Unidos continuam dependentes da carne bovina brasileira e devem retomar o ritmo de importações assim que as tarifas adicionais impostas ao produto forem revistas.
Ele participou do 2º Seminário Lide Agronegócio, em São Paulo, e avaliou que o tarifaço de 50% reduziu a competitividade do Brasil, mas não eliminou a demanda norte-americana.
Perosa destacou que o Brasil exporta cortes específicos de carne para diferentes mercados e se consolidou como fornecedor estratégico. “Para a Itália vai o corte usado na bresaola, para a China o dianteiro e para os Estados Unidos o recorte do dianteiro utilizado em hambúrgueres”, afirmou.
Segundo ele, a carne brasileira, mais magra e limpa, é essencial para o blend industrial norte-americano, que mistura carne local mais gordurosa à brasileira para atender ao padrão de consumo interno.
Os Estados Unidos atravessam o menor ciclo pecuário em 75 anos, com cerca de 80 milhões de cabeças de gado ante 100 milhões em períodos normais. “Eles recorreram ao Brasil porque não há outro país com volume e regularidade para suprir essa necessidade”, disse Perosa.
Até julho, o Brasil havia exportado 200 mil toneladas de carne bovina aos Estados Unidos, o mesmo volume de todo o ano de 2024. A expectativa do setor era dobrar esse número até dezembro, mas a tarifa total de 76% tornou inviável parte dos embarques. “Mesmo assim, seguimos com alguns cortes competitivos e mandamos cerca de 10 mil toneladas no último mês”, afirmou.
Perosa destacou que a indústria brasileira redirecionou rapidamente os embarques para a Ásia e o Oriente Médio, mas perdeu um mercado altamente rentável. “O mesmo corte que vendemos à China por 5,7 mil dólares a tonelada era negociado a 7,5 mil dólares nos Estados Unidos”, comparou.
O executivo disse, ainda, que a Abiec mantém diálogo com autoridades e parlamentares norte-americanos e espera uma solução em breve. “Há espaço para entendimento entre os governos e acreditamos na retomada gradual do fluxo comercial quando as tarifas forem revistas”, afirmou.
Com a colheita finalizada, a safra de soja 2025 em Goiás registrou produção recorde de 20,1 milhões de toneladas, crescimento de 18,6% em relação ao ano anterior. Um dos fatores responsáveis pelo resultado foi a ampliação de 2,3% na área plantada, que proporcionou elevação de 16% na produtividade, passando de 3.424 kg/ha para 3.971 kg/ha.
Os dados, divulgados pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que o estado se mantém entre os três maiores produtores de grãos do país.
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Soja e outras culturas
O destaque da soja na agricultura goiana é reforçado pelo avanço tecnológico e pelo desempenho dos produtores rurais. Além da oleaginosa, outras culturas também devem apresentar crescimento em 2025. O feijão (3ª safra) deve registrar aumento de 14,7% na produção, o milho (2ª safra) tem previsão de alta de 23,6%, e o trigo pode crescer 33,6%, com rendimento médio 25,7% superior ao do ciclo anterior.
Protagonismo do sorgo
O sorgo segue como uma das principais culturas do estado e Goiás continua sendo o maior produtor nacional do grão. Com isso, o IBGE projeta mais uma safra recorde, com alta estimada de 20,0% na produção, podendo chegar a 1,8 milhão de toneladas. A expansão de 11,3% na área plantada deve gerar aumento de 7,9% no rendimento anual.
Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, os números são resultados da força do agronegócio goiano. “O impacto positivo de políticas públicas voltadas à inovação, à assistência técnica e à ampliação do acesso a crédito como o FCO Rural, que de 2019 até agora aprovou mais R$4,4 bilhões nas culturas destacadas no levantamento do IBGE”, destacou.
Rezende complementa: ”E muito além disso, Goiás tem produtores comprometidos e estrutura de apoio que contribui para o crescimento de toda a cadeia produtiva”, detalhou.
Cana-de-açúcar
Além dos grãos, a estimativa para a cana-de-açúcar também é promissora, podendo atingir 85,5 milhões de toneladas, avanço de 7,5% sobre 2024, com aumento de 15,6% na área plantada.
Nesta quinta-feira (16), um incêndio de grandes proporções atingiu fardos de algodão de uma algodoeira, localizada no Setor Industrial de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.
Imagens obtidas pelo Canal Rural Bahia, mostram a dimensão do fogo nos fardos que estavam armazenados numa área aberta e pessoas tentando apagar as chamas.Também é possível observar que o fogo atingiu uma grande quantidade do material.
A informação foi confirmada pela Secretaria de Meio Ambiente do município, que enviou caminhões-pipa para ajudar no combate.
Além disso, ainda segundo a pasta, o Corpo de Bombeiros Militar (2ª CIA/17º BBM) e equipes do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) também estão no local prestando apoio.
Até a publicação desta reportagem, as equipes ainda tentavam apagar o fogo. Não foi informado se há feridos e o que teria provocado o incêndio.
Nossa equipe também tentou entrar em contato com a empresa citada como responsável pela algodoeira, mas não obtivemos resposta.
Recorrência
Em aproximadamente 6 meses, este é o terceiro caso de incêndio em algodeiras da região Oeste da Bahia.
Com altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, a região enfrenta um longo período de estiagem. A previsão é que o período de chuvas comece nos próximos dias.
O estado da Bahia está na fase final da colheita da fibra e de acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), deve alcançar em torno de 816,3 mil toneladas, um incremento de 3,6% em relação ao anteriormente divulgado.
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Na última segunda-feira (13), morreu de parada respiratória Claviana Nunes da Silva, em Patrocínio, Minas Gerais, após ter comido a folha de uma planta conhecida como “falsa couve”. Além da mulher, mais três familiares seguem internados em estado grave pelo mesmo motivo.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, ela e os parentes haviam se mudado recentemente para uma chácara no município, onde, no quintal, colheram a nicotiana glauca, também chamada de charuteira ou fumo bravo.
Pertencente à família do tabaco, além da nicotina, a planta possui em sua composição anabacina, toxina que bloqueia a transmissão nervosa nos músculos, causando paralisia e insuficiência respiratória.
“A falsa couve é uma planta que parece muito com a couve que a gente conhece, mas é importante falar que ela não é vendida na feira e nem no mercado. Ela nasce sozinha em beira de estrada, terrenos e quintais”, detalha o especialista em clínica médica Vítor Roque Dini.
Segundo ele, por ser venenosa, a nicotiana glauca já causou graves problemas de intoxicação no Brasil, visto que muitos a confundem com a couve ou a usam para fazer chá. Conforme Dini, após o consumo, os sintomas aparecem rápido e incluem:
Enjoo e vômito;
Dor abdominal;
Tremores;
Aceleração do coração;
Confusão mental
“Nos casos mais graves, a pessoa pode ter fraqueza, paralisia, acidose e até parada respiratória. Tanto que tem pacientes entubados na UTI [Unidade de Terapia Intensiva] por conta disso”, dstaca.
Como diferenciar
Para não confundir a falsa couve com a verdadeira, é preciso uma análise visual: as folhas da nicotiana glauca são menores, mais estreitas e alongadas, além da cor ser de um verde mais acizentado.
Já a couve verdadeira tem folhas maiores, largas e de um verde mais vivo e intenso. Outro ponto importante é a textura. As folhas da couve comestível são mais grossas e firmes, com nervuras bem marcadas e superfície mais áspera. Enquanto isso, as da falsa couve são mais finas, lisas e com nervuras menos evidentes.
Estudos mostram que apenas 30 mg de anabacina já são suficientes para matar uma pessoa adulta, ou seja, poucas folhas já podem conter uma dose perigosa. Ao contrário do que se possa imaginar, o cozimento não destrói a toxina, pelo contrário, o calor pode romper as células da planta e liberar ainda mais o veneno, facilitando a absorção pelo corpo.
“Não existe um antídoto para esse veneno. O tratamento vai ser feito no hospital com suporte para respiração, monitorização do paciente e manejo clínico mesmo. Tem gente que pode até precisar fazer hemodiálise por conta disso”, conta o especialista em clínica médica.
Dini alerta que pessoas que consomem plantas selvagens e demonstram os primeiros sintomas de mal-estar precisam procurar imediatamente o hospital. “E o recado é claro: não use nem consuma nenhuma planta que você não conheça bem. A falsa couve pode parecer inofensiva, mas pode ser perigosa e até fatal”, finaliza.
O abate de bovinos segue aquecido no Brasil e deve ultrapassar 40 milhões de cabeças em 2025. No ano passado, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o total foi de 39,7 milhões de cabeças, o maior resultado na série histórica. Em meio a esse cenário, o país também vive um momento positivo nas exportações de carne bovina.
Segundo Fernando Iglesias, coordenador de mercados da consultoria Safras & Mercado, o desempenho expressivo dos embarques contribui para a perspectiva de alta nos preços do boi gordo no último bimestre. “Isso é resultado do bom desempenho das exportações e do aquecimento do mercado interno, abrindo um leque maior de possibilidades em relação a reajustes”, diz.
No entanto, o analista pondera que apesar dos preços elevados, o aumento da oferta vai limitar valorizações mais contundentes. “Devemos ver valores mais altos, sim, mas sem explosão. Nada muito além do que já observamos hoje”, complementa.
Dependência chinesa: vantagem ou risco?
As exportações para a China continuam fortes em outubro, com o país asiático na liderança das compras da carne bovina brasileira. Se por um lado esse mercado tem sido um fator de sustentação nos preços, por outro, abre espaço para preocupações caso os chineses diminuam o ritmo.
Nesse sentido, o especialista lembra que a China investiga os impactos da importação de carne na produção local. “Essa apuração se arrasta desde o fim do ano passado, e o governo chinês deve divulgar o resultado em novembro”, explica. Segundo ele, o país pode impor cotas de importação ou aumentar tarifas contra a carne brasileira e outros grandes fornecedores.
Porém, essa não seria a primeira vez na história recente em que os chineses interrompem o fluxo de compras do Brasil. “Em 2023, após um caso suspeito de mal da vaca louca, houve queda de cerca de 30% nos abates”, afirma Iglesias.
Oferta maior e preços altos: o que fazer?
Na avaliação do analista, 2025 traz lições importantes para o pecuarista brasileiro. De acordo com ele, a principal delas é a necessidade de adotar ferramentas modernas de gestão de risco e de preço.
“Operações de hedge, por exemplo, são essenciais para garantir rentabilidade mesmo em anos desafiadores, com muita oferta. São instrumentos imprescindíveis para manter margens positivas e prosperar em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo”, completa.