terça-feira, maio 19, 2026

Autor: Redação

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setor vê avanços, mas cobra menos burocracia no crédito



O governo federal anunciou nesta segunda-feira (30) o Plano Safra 2025/26 da Agricultura Familiar, com R$ 89 bilhões destinados ao setor. Do total, R$ 78,2 bilhões serão alocados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de 3% em relação à safra passada. O pacote inclui ainda recursos para seguro agrícola, assistência técnica, compras públicas e garantia de preço mínimo.

As reações de lideranças do agro familiar foram de reconhecimento ao esforço do governo, mas também de cautela quanto à execução prática. João Prieto, coordenador do Ramo Agropecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), destacou que a entidade havia solicitado cerca de R$ 90 bilhões. “Há um esforço da equipe econômica e do MDA para ampliar os recursos. Mas é preciso analisar quanto desse valor estará destinado a linhas equalizadas ou controladas e qual será o custo final para a agricultura familiar”, disse.

Para Vânia Marques Pinto, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), houve avanços importantes no Pronaf e nas taxas de juros, principalmente para agroecologia e orgânicos. “Mesmo com a Selic em 15%, houve redução para 2% nesses casos, o que é muito satisfatório. O valor anunciado é significativo e viabiliza a safra, mas sempre precisamos de mais recursos para ampliar a produção”, afirmou.

Ela também apontou desafios como a burocracia para acesso ao crédito, a necessidade de mais assistência técnica e de maior orçamento para programas de compras públicas, como PAA e PNAE. “Sem isso, o produtor pode até produzir, mas não tem para quem vender”, ressaltou.

A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida comemorou a criação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), considerado um avanço para a transição agroecológica no Brasil. “É um sinal positivo para o mundo, principalmente com a COP30 se aproximando. Mostra que o Brasil quer enfrentar a crise climática e a dependência de agrotóxicos, investindo na saúde, no meio ambiente e na agricultura familiar”, avaliou Jakeline Pivato, secretária-executiva da campanha.

Para o setor de máquinas agrícolas, o Plano Safra também trouxe medidas positivas. Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), destacou a manutenção de juros baixos para aquisição de equipamentos.

“O juro de 5% para máquinas maiores e de 2,5% para investimentos de até R$ 100 mil é muito atrativo, principalmente em um cenário de Selic alta. Além disso, o limite para investimento subiu de R$ 50 mil para R$ 100 mil, ampliando a base de agricultores que podem financiar a mecanização” – Pedro Estevão, da Abimaq

No Paraná, Alexandre Leal dos Santos, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), avaliou o anúncio como positivo, especialmente pela redução de juros para máquinas e produtos da cesta básica. No entanto, ele reforçou a importância de garantir a liberação dos recursos ao longo de toda a safra. “Não adianta ter juros bons e condições favoráveis se o dinheiro acaba antes do fim do ciclo. Vamos continuar cobrando o governo para assegurar recursos suficientes”, disse.

Entre as novidades do Plano Safra estão linhas de crédito para adaptação às mudanças climáticas, microcrédito para quintais produtivos de mulheres rurais, investimentos em conectividade no campo e ampliação dos limites para habitação e regularização fundiária. Em 2025, o Pronaf completa 30 anos, tendo destinado quase R$ 780 bilhões em investimentos em mais de 42 milhões de contratos desde sua criação.




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Brasil acelera transição energética com ganhos econômicos e ambientais


Enquanto o mundo lida com as incertezas do Oriente Médio, crise do petróleo e a instabilidade nos preços do petróleo, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) anunciou, na última quarta-feira (25), o aumento dos níveis de mistura dos biocombustíveis ao petróleo no Brasil.

A partir de agosto teremos a ampliação da mistura do biodiesel, de 14% para 15%, e do etanol anidro à gasolina, de 27% para 30%. O aumento dos percentuais, aprovado na Lei do Combustível do Futuro, da qual fui relator na Câmara dos Deputados, é a forma mais custo-efetiva de descarbonizar a matriz brasileira de transporte.

Apesar de originalmente programada para março deste ano, a implementação foi temporariamente suspensa em fevereiro devido a preocupações com adulterações de combustíveis. Desde então, houve progressos significativos: o Ministério de Minas e Energia articulou ações com a Polícia Federal para combater fraudes, o setor privado doou equipamentos à ANP para reforçar a fiscalização, e o Congresso aprovou medidas para endurecer punições.

Esses avanços destravaram o caminho para o B15, enquanto a safra recorde de soja de 2025 – estimada em 170 milhões de toneladas – assegura matéria-prima suficiente sem pressionar os preços do grão.

No caso do etanol, os três pontos percentuais representam um aumento da demanda de 1,5 bilhão de litros por ano, o que tornará o Brasil livre da importação de 760 milhões de litros de gasolina.

Além disso, o novo percentual poderá reduzir em até R$ 0,13 o preço do combustível para o consumidor final, bem como reduzir em 1,7 milhão de toneladas a emissão de gases de efeito estufa (GGE’s) – o mesmo que retirar 720 mil veículos das ruas.

Segundo o Ranking de Veículos em Emissões de CO2 por km rodado, um carro movido à gasolina emite, em média, 148 gramas de dióxido de carbono (CO2) por quilômetro rodado, frente a 83 g CO2 por quilômetro rodado, quando se utiliza a mistura com 27% de álcool anidro.

Sancionada em novembro de 2024, a Lei do Combustível do Futuro consolidou o marco regulatório que possibilita a atração de mais de R$ 200 bilhões em investimentos. O modelo brasileiro – que não exige adaptações em motores – destaca-se globalmente pela integração entre agroindústria e energia limpa.

Os Mandatos de Teor de Biocombustíveis são uma política assertiva. Ao invés de conceder subsídios, estimula a produção por meio da garantia de uma demanda firme. Assim, conseguimos desenvolver um dos programas mais eficientes do mundo para substituir os combustíveis fósseis, sem alterações substancias nos motores e com redução substancialmente na emissão de GEE’s.

O setor produtivo está mobilizado por esta pauta que agrega valor, gera renda e coloca o Brasil como protagonista da economia de baixo xarbono.

*Arnaldo Jardim é deputado federal, foi relator da Lei do Combustível do Futuro e é presidente da Comissão Especial de Transição Energética e Produção de Hidrogênio e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Desemprego recua no Brasil e pequenos negócios lideram geração de empregos



A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,2% no trimestre encerrado em maio, segundo a PNAD Contínua Mensal, do IBGE. O índice representa uma queda de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 0,9 p.p. na comparação anual.

Grande parte dessa evolução se deve aos pequenos negócios. Microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) foram responsáveis por cerca de 60% das contratações formais registradas até abril, conforme análise do Sebrae com base nos dados do Caged. Entre janeiro e abril, o setor contratou mais de 546 mil trabalhadores.

“Os pequenos negócios são o motor do desenvolvimento nacional. Garantem renda e dignidade para a população”, afirma Décio Lima, presidente do Sebrae.

Décio ainda destaca a resiliência dos empreendedores: “São homens e mulheres que produzem com criatividade, constroem seu próprio negócio e impulsionam a economia do país”.

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O ritmo de abertura de novos negócios também impressiona. De janeiro a maio, o Brasil registrou 2,21 milhões de novos pequenos negócios, segundo dados da Receita Federal cruzados pelo Sebrae. Esse volume representa 97% de todas as empresas abertas no período e é 24,9% maior do que no mesmo intervalo de 2024. Somente em maio, foram mais de 409 mil novos empreendimentos.



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Clima muda o ‘jogo’: Sul se recupera das chuvas e outras regiões chegam a 38 °C



Os produtores de soja do Rio Grande do Sul finalmente terão alívio. A previsão indica tempo firme nos próximos dias, condição essencial para a recuperação das lavouras afetadas pelas chuvas do final de maio e início de junho. A melhora no clima é consequência da frente fria que já se afastou para o oceano, abrindo caminho para uma sequência de dias secos e estáveis na região.

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Além do Sul, o tempo firme também predomina no Centro-Sul do país, o que favorece o andamento das atividades no campo, especialmente nas lavouras de milho segunda safra, algodão e café. A expectativa é de que não haja atrasos nos trabalhos nos próximos cinco dias, com exceção do Espírito Santo e Rio de Janeiro, onde chuvas pontuais podem dificultar temporariamente as operações agrícolas.

Mês de julho

A partir do período entre 11 e 15 de julho, há previsão de retorno das chuvas para o Rio Grande do Sul, mas em volumes que não devem atrapalhar o escoamento da produção nem gerar novos transtornos.

No entanto, o cenário é de atenção para outras regiões. Com a ausência de chuvas no Matopiba, Mato Grosso, sul do Pará e Rondônia, os termômetros devem disparar, alcançando máximas entre 35°C e 38°C. Isso aumenta o risco de focos de incêndio, especialmente em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Matopiba.

É fundamental que os produtores redobrem os cuidados com o manejo do fogo e mantenham a hidratação adequada durante as atividades no campo, que devem continuar em ritmo acelerado por causa do tempo seco.



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Brasil deveria seguir modelo de EUA e Espanha antes de liberar crédito rural, diz FGV Agro



A frequência e severidade dos problemas climáticos precisam ser consideradas em cada Plano Safra, iniciativa tomada por países desenvolvidos que possuem agricultura moderna e fornecem crédito à atividade. Essa é a constatação do coordenador do Observatório de Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola.

“No Brasil, parece que estamos invertendo essa prioridade, ou seja, se dá crédito com cifras bilionárias aos produtores sem ter o gerenciamento desse risco climático. Precisamos remodelar a política agrícola brasileira para, primeiramente, proporcionar acesso do produtor ao seguro para só então disponibilizar o crédito”, considera.

Segundo ele, é desta forma que funciona em países onde o produtor tem previsibilidade financeira de sua atividade, como nos Estados Unidos e na Espanha, por exemplo.

“Todo ano estamos discutindo renegociação de dívidas, recuperação judicial, perda de patrimônio dos produtores. Me parece um paradoxo o governo falar em desenvolvimento do seguro da agricultura brasileira quando não possui uma visão plurianal.”



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AgroNewsPolítica & Agro

“Aproveite o atual lucro da soja”, diz consultoria



A valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade



A valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade das exportações
A valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade das exportações – Foto: Divulgação

Produtores de soja devem aproveitar o atual lucro médio de 31,27% para garantir ao menos a cobertura dos custos de produção. Essa é a principal recomendação da TF Agroeconômica, que alerta para a importância de realizar vendas parciais, mesmo diante de incertezas externas como guerras ou tarifas, mantendo o restante da produção para possíveis altas futuras do mercado.

Segundo análise da TF, a valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade das exportações brasileiras, desestimulando as vendas internas — o que foi altista para Chicago (CBOT), mas baixista para os preços no Brasil. Outro fator de alta foi a elevação das tarifas de exportação pela Argentina a partir de 1º de julho, o que pode desacelerar o ritmo de comercialização do país vizinho. Além disso, novas vendas para o México, como a de 119,7 mil toneladas confirmadas pelo USDA para 2025/26, também reforçam o viés altista.

Do lado negativo, o mercado ainda sente a ausência de novos acordos comerciais com a China, o que limita as compras de soja norte-americana. Condições climáticas favoráveis nos EUA e no Centro-Oeste brasileiro também pesam contra os preços, assim como o aumento da área plantada nos Estados Unidos. Internamente, a queda nos preços de carnes e etanol, principais consumidores de farelo, derrubou o preço do subproduto (-21,67%) e refletiu na soja (-3,24%).

Na análise técnica, a opção de venda (put) de setembro a US\$ 9,60 foi a mais negociada, enquanto o maior interesse está nas calls de novembro a US\$ 12,00. Já os fundos reduziram sua posição comprada líquida em soja para 23.448 contratos, enquanto no farelo atingiram recorde de 110.080 contratos comprados líquidos.

 





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La Niña: o fenômeno que traz seca para o Sul e chuva para o Norte



O granizo pode atingir o tamanho de uma bola de tênis — e causar prejuízos milionários no campo

Você já viu uma pedra de gelo maior que uma bola de tênis cair do céu? Pode parecer exagero, mas o fenômeno é real — e perigoso. Em tempestades severas, tem no mínimo o diâmetro de uma polegada, ou seja 2.5cm , que podem passar dos 20 cm de diâmetro dependendo da intensidade da tempestade, […]



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A temperatura mais alta já registrada na Terra foi de 56,7 °C



Você já imaginou conviver com quase 57 °C à sombra? Pois essa foi a temperatura mais alta já registrada na superfície da Terra, oficialmente reconhecida pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). O recorde aconteceu no Vale da Morte (Death Valley), mais especificamente em Furnace Creek, Califórnia (EUA), em 10 de julho de 1913. O valor exato: 56,7 °C.

Esse registro extremo segue sendo estudado por meteorologistas, climatologistas e especialistas em mudanças climáticas, justamente por representar um dos limites naturais do planeta quando se trata de calor intenso.

Por que o Vale da Morte é tão quente?

O Vale da Morte está situado a 86 metros abaixo do nível do mar, em uma região cercada por montanhas, o que cria um verdadeiro “caldeirão” climático. O ar quente e seco que entra na área fica preso, sem ventilação adequada para circular e dissipar o calor. Além disso, o solo desértico reflete a radiação solar com intensidade, mantendo o calor próximo à superfície.

Durante o verão, as temperaturas por lá frequentemente ultrapassam os 50 °C, tornando o local um dos ambientes mais inóspitos do planeta. Mesmo com sombra e hidratação, a exposição prolongada pode causar exaustão térmica em poucos minutos.

Como o calor extremo afeta o campo?

As altas temperaturas impactam diretamente o setor agropecuário. Quando a temperatura ultrapassa os 35 °C de forma persistente, diversos problemas podem surgir:

  • Tombamento de lavouras
  • Estresse térmico em animais, afetando diretamente a produção de leite, ovos e carne.
  • Aceleração da evaporação e do consumo de água no solo, exigindo maior eficiência na irrigação.
  • Risco aumentado de incêndios florestais e em áreas de pastagem seca.

O papel da previsão do tempo

Saber com antecedência sobre ondas de calor é uma das principais formas de prevenir prejuízos no campo. Com informações meteorológicas confiáveis, o produtor pode antecipar ações como:

  • Reprogramar irrigação e colheita;
  • Ajustar o manejo do gado para horários mais amenos;
  • Reforçar a proteção de estufas ou sombrites;
  • Reduzir o estresse hídrico com práticas conservacionistas.

É por isso que o Canal Rural, junto com o meteorologista Arthur Muller, tem investido em conteúdo exclusivo sobre clima aplicado ao agronegócio com a criação do E-book Clima Campo, onde o produtor rural encontra informações para se preparar sobre o clima. Garanta o seu



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Touro ideal para vacada Tabanel: veja as raças mais indicadas


A dúvida do pecuarista Ivan Barsi, de Conchas (SP), é compartilhada por muitos criadores: qual o melhor touro para cobrir vacas Tabanel, resultado do cruzamento entre Tabapuã e Nelore? Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações na íntegra.

A resposta foi dada por Alexandre Zadra, referência nacional em cruzamento industrial e autor do blog Crossbreeding, durante o quadro Giro do Boi Responde.

Zadra começou elogiando a base genética da vacada Tabanel, destacando o bom couro e habilidade materna do Tabapuã, aliados ao rendimento de carcaça do Nelore.

Novilhas Tabanel. Foto: Divulgação/crossbreeding.comNovilhas Tabanel. Foto: Divulgação/crossbreeding.com
Novilhas Tabanel. Foto: Divulgação/crossbreeding.com

“É uma vacada espetacular para qualquer tipo de cruzamento”, garantiu o especialista.

Brangus, Santa Gertrudis ou Nelore? Depende do objetivo

Para sistemas de monta natural, a escolha do touro deve levar em conta o porte dos animais desejado e o sistema de produção. Zadra apresentou as seguintes recomendações:

  • Brangus ou Braford: ideais para quem busca precocidade, bom acabamento de carcaça e animais de porte moderado.
  • Santa Gertrudis ou Canchim: indicados para produção de bois maiores, com maior rendimento de carcaça, embora mais tardios ao abate.

Quanto ao uso de touros Nelore, Zadra explicou que a heterose — ou vigor híbrido — é baixa, já que o Nelore já está presente na vacada Tabanel. Isso limita os ganhos de produtividade no cruzamento.

Taurinos adaptados garantem heterose máxima

Touro reprodutor da raça Caracu. Foto: Divulgação/ABC CaracuTouro reprodutor da raça Caracu. Foto: Divulgação/ABC Caracu
Touro reprodutor da raça Caracu. Foto: Divulgação/ABC Caracu

Entre as melhores alternativas para monta natural, Zadra destacou os taurinos adaptados, que combinam rusticidade, bom desempenho a campo e alta heterose:

  • Caracu: ideal para quem busca animais de maior porte.
  • Bonsmara: entrega produtos de porte médio, com excelente desempenho.
  • Senepol: indicado para sistemas que priorizam precocidade e menor porte.

“Com qualquer um desses, o pecuarista garante heterose máxima e animais bem adaptados ao calor tropical”, afirmou o especialista.

Inseminação: Angus, Hereford e Charolês são destaques

Se a opção for inseminação artificial, Zadra é direto: Angus e Hereford são as melhores escolhas para quem busca carne macia e bem acabada, especialmente em cruzamentos com zebuínos. Essas raças têm grande oferta de touros com DEPs positivas para gordura e marmoreio, atributos valorizados pelo mercado de carne gourmet.

Já para quem deseja animais maiores e com alto ganho de peso, especialmente em confinamento ou TIP, o especialista sugere:

  • Charolês americano mocho
  • Black Simental

Ambas entregam carcaças volumosas, mas exigem seleção de touros com boa DEP de gordura para evitar carnes muito magras.



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Relâmpagos atingem a Terra cerca de 100 vezes por segundo — e o Brasil lidera o ranking mundial



Você sabia que, a cada segundo, cerca de 100 relâmpagos atingem a superfície da Terra? Isso mesmo: são mais de 8 milhões de raios por dia ocorrendo em todo o planeta. O dado impressiona e reforça a importância de compreender melhor esse fenômeno natural, que além de fascinante, pode trazer riscos sérios à população, à infraestrutura e, claro, à produção agropecuária.

De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat/Inpe), o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de incidência de raios em todo o planeta. Em média, são registradas mais de 77 milhões de descargas elétricas por ano no país. As regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste concentram os maiores volumes, especialmente durante o verão, quando as tempestades são mais frequentes.

Impactos diretos no campo

No meio rural, os raios podem causar uma série de prejuízos:

  • Morte de animais em campo aberto, como gado e cavalos;
  • Queima de equipamentos elétricos, como bombas d’água, painéis solares e sistemas de irrigação;
  • Incêndios em pastagens e áreas de vegetação seca, causados por descargas que atingem o solo;
  • Riscos à vida humana, especialmente para trabalhadores rurais em áreas expostas durante tempestades.

Como se proteger?

A orientação principal é interromper qualquer atividade em campo aberto durante tempestades. Além disso, é essencial:

  • Instalar para-raios e sistemas de proteção elétrica em áreas produtivas;
  • Evitar o uso de equipamentos elétricos durante descargas próximas;
  • Reforçar a educação sobre segurança para funcionários e comunidades rurais.

Curiosidades sobre os raios

  • Um raio pode atingir temperaturas superiores a 30 mil °C, ou seja, mais quente que a superfície do Sol.
  • A descarga elétrica pode percorrer até 5 km na horizontal e atingir locais longe da tempestade principal.

Relâmpagos não caem “do nada”: eles são precedidos por cargas elétricas acumuladas entre nuvens ou entre a nuvem e o solo.

Clima e prevenção no agronegócio

Com a frequência crescente de eventos extremos, como chuvas intensas e ondas de calor, monitorar o clima se torna essencial para o produtor rural. A previsão meteorológica e o uso de tecnologias de alerta precoce ajudam a evitar perdas e garantem mais segurança no campo.

Pensando nisso, o Canal Rural, junto com o Meteorologista Arthur Muller, desenvolveram o E-book Clima Campo. Esse E-book tem o objetivo de prevenir o produtor rural sobre os fenômenos meteorológicos, garanta o seu.



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