terça-feira, maio 19, 2026

Autor: Redação

News

Governo de SP anuncia novas regras para queima da palha da cana



O governo do estado de São Paulo anunciou novas regras para a queima da palha da cana-de-açúcar durante o período de estiagem, que vai até 30 de novembro. A atividade ficará proibida entre 6 horas e 20 horas em todo o estado e será completamente suspensa pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) sempre que a umidade relativa do ar estiver abaixo de 20%.

As medidas foram publicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e se aplicam inclusive às empresas que já possuem autorização vigente.

Mesmo fora do período seco, entre dezembro e junho, a resolução prevê restrições temporárias: se a umidade ficar entre 20% e 30% por dois dias seguidos, a queima será permitida apenas no período noturno.

A prática já caiu drasticamente no estado. Segundo a Cetesb, a área autorizada para queima na safra 2023/24 foi inferior a mil hectares, uma redução de mais de 99,9% em relação a 2010.

A meta é extinguir totalmente o uso do fogo até 2030, mesmo nas chamadas áreas de exceção – regiões íngremes ou pequenas propriedades onde a mecanização ainda é limitada.



Source link

News

riscos e prevenção para seu rebanho



A doença da vaca louca, conhecida tecnicamente como Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), é um problema sério que ataca o cérebro do gado e de outros ruminantes, como ovelhas e cabras. É uma doença fatal, sem tratamento, que causa problemas neurológicos graves nos animais.

O que causa a doença da vaca louca são os príons. Eles são proteínas com uma forma “errada” que, ao entrarem no corpo do animal, começam a estragar o cérebro de forma progressiva e sem volta. Diferente de vírus e bactérias, os príons não têm material genético.

Como o animal pode pegar a doença?

Geralmente, o contágio acontece de três formas:

  • Pelo alimento: É a maneira mais comum, quando o animal come algo contaminado com os príons.
  • Por genética: Transmissão de mãe para bezerro.
  • De forma espontânea: Quando a doença aparece sem uma causa clara.

Fique atento aos sintomas que o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) destaca: o animal pode começar a ter paralisia, mudar seu comportamento (ficar mais agressivo ou assustado), andar de forma estranha (cambaleando) e ter dificuldade para se levantar. Se notar algo parecido, procure um veterinário imediatamente.

LEIA MAIS: Banho de imersão contra o carrapato bovino: entenda como técnica funciona

Como evitar a contaminação: práticas seguras na fazenda

Para proteger seu rebanho e evitar a doença da vaca louca, o MAPA proíbe o uso de alguns produtos na alimentação dos bovinos. É fundamental seguir essas regras.

Nunca use na alimentação de bovinos:

  • Farinhas de origem animal: Isso inclui farinhas de carne e ossos, de vísceras, de sangue, de pena, entre outras.
  • Ração de animais monogástricos: São rações feitas para animais como porcos, galinhas, cães, gatos, cavalos, peixes e coelhos.
  • Restos e sujeiras de fábricas de ração de monogástricos: Aquela “varredura” que sobra da produção dessas rações.
  • Dejetos de porcos.
  • Cama de aviário: É o material que fica no chão dos galinheiros (também conhecido como cama de frango ou fundo de granja).
  • Esterco de galinhas poedeiras.

Outras dicas importantes do MAPA para evitar a contaminação cruzada:

  • Armazenamento: Evite guardar a ração de monogástricos no mesmo lugar da ração dos bovinos.
  • Embalagens: Não reutilize embalagens que tiveram rações diferentes.
  • Equipamentos: Não use o mesmo equipamento (como máquinas de transporte ou misturadores) para rações de bovinos e de outros animais.
  • Acesso: Nunca permita que o gado, as ovelhas ou as cabras tenham acesso ou comam a cama de frango.

Seguir essas práticas ajuda a garantir que os alimentos do seu rebanho estejam livres de contaminação.

Impactos da doença da vaca louca na pecuária brasileira

Desde 2013, o Brasil é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como um país com risco muito baixo para a doença da vaca louca. No entanto, os órgãos de fiscalização estão sempre alerta e trabalhando na prevenção. Um único caso da doença pode trazer grandes prejuízos para o setor. 

Por exemplo, países que registram casos de doença da vaca louca podem ter a venda de carne bovina proibida para outros mercados, gerando perdas enormes nas exportações. Além disso, o medo de consumir carne contaminada pode fazer com que a própria população brasileira compre menos carne, afetando diretamente os criadores. Lidar com um surto da doença, o abate de animais infectados e todas as medidas de controle custam muito caro tanto para o governo quanto para os pecuaristas. 

Por isso, seguir as orientações do MAPA para evitar a doença da vaca louca não é só uma questão econômica, mas também de saúde pública, já que a doença pode, em alguns casos, ser transmitida para humanos e ser fatal. Cuidar do seu rebanho é cuidar do futuro da sua produção e da saúde de todos.



Source link

News

mais 7 países retomam importação de frango brasileiro



Mais sete países importadores retomaram a compra do frango brasileiro, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em nota. Argentina, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Mauritânia e Uruguai comunicaram ao governo brasileiro o fim das restrições ao frango nacional.

Ao todo, após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o encerramento do caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) registrado em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, 23 países importadores já retomaram a compra do frango brasileiro.

As exportações foram retomadas sem qualquer tipo de embargo para Argélia, Argentina, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Em contrapartida, as exportações de carne de frango de todo o território brasileiro continuam suspensas para 10 destinos. Estão pausados temporariamente os embarques de produtos avícolas brasileiros para Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Peru, Timor-Leste e União Europeia.

A China, principal destino do frango nacional, solicitou por meio da Administração Geral de Alfândega da China (GACC) informações adicionais ao governo brasileiro para avaliar o pedido do Brasil de retirada dos embargos.

A lista de mercados para os quais ainda estão suspensas as exportações do frango brasileiro inclui as nações que suspenderam as importações de produtos avícolas do Brasil e para os quais o Brasil interrompeu a certificação das exportações conforme prevê o acordo sanitário estabelecido com cada país.

As suspensões temporárias e cautelares de compras de frango brasileiro de todo o território brasileiro, do estado do Rio Grande do Sul, do município de Montenegro ou do raio de 10 km de onde o foco foi detectado estão previstas no protocolo sanitário acordado com o Brasil e os países importadores.

Há ainda 18 mercados para os quais estão impedidas as exportações de frango proveniente do Rio Grande do Sul. É o caso da África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Belarus, Casaquistão, Coreia do Sul, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia.

Catar e Jordânia suspenderam as compras de carne de frango e derivados do município de Montenegro (RS), onde o foco da doença foi detectado, conforme prevê o protocolo acordado pelos países com o Brasil.

Já o Japão interrompeu a importação de frango dos municípios de Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO), onde foram notificados casos de gripe aviária em produção de subsistência.

Outros sete mercados limitaram a suspensão dos embarques para um raio de 10 quilômetros do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP): Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suriname e Uzbequistão.

A expectativa do governo é de que após o encerramento do foco da doença em plantel comercial e do reconhecimento da OMSA do Brasil como novamente livre de gripe aviária no plantel comercial, mais países importadores flexibilizem as restrições ao frango nacional.



Source link

News

Bebida de soja fortalece a nutrição e promove inclusão social



A bebida de soja tem se consolidado como um importante complemento nutricional para crianças, jovens e adultos atendidos pela Associação Espírita Lar Maria de Lourdes, em Campo Verde (MT). Rica em proteínas e, também, com baixo teor de gordura, contribui para a saúde, melhora o rendimento escolar e eleva a qualidade de vida das famílias atendidas.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

Esse resultado positivo é fruto do programa Agrosolidário, uma iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que apoia o Lar Maria de Lourdes desde 2019. Por meio desse programa, a bebida de soja é fornecida para complementar a alimentação diária, beneficiando tanto os atendidos na instituição quanto suas famílias, inclusive nos finais de semana.

Relatos

Mães e beneficiados relatam que o consumo regular da bebida tem promovido mais energia, disposição e bem-estar no cotidiano. Além de ser consumida pura, a bebida também é incorporada em diversas receitas culinárias, o que amplia a aceitação e a variedade alimentar entre os usuários.

Celma Ribeiro, de 71 anos, que participa das atividades do Lar desde 2012, conta que a bebida de soja passou a fazer parte da sua rotina de forma saborosa e nutritiva. “Eu nunca tinha tomado antes, mas experimentei com água fria, quente e até em bolo. Sinto que me dá mais disposição e animação”, compartilha. Já Elizabeth Bueno, responsável pela cozinha que atende mais de 200 crianças e adultos, utiliza a bebida em diferentes preparos. “Uso há dois anos e já provei todos os sabores. Recomendo a todos, porque sinto que melhora a memória e dá mais energia para o corpo”, afirma.

Fundado em 1992, o Lar Maria de Lourdes é uma entidade filantrópica que atua nas áreas de assistência social, educação e formação técnico-profissional. A instituição oferece aulas regulares do ensino fundamental, serviço de convivência no contraturno escolar, oficinas, reforço pedagógico e o Programa Jovem Aprendiz, que capacita adolescentes para o mercado de trabalho. Além disso, realiza trabalho assistencial por meio da doação de cestas básicas, verduras, frutas e roupas para cerca de 20 famílias em situação de vulnerabilidade social.

Para Dirceu Belarmino Pereira, presidente da associação, a parceria com o Agrosolidário tem sido fundamental para garantir uma alimentação equilibrada, refletindo diretamente no desempenho escolar e na qualidade de vida das famílias. “Antes dessa iniciativa, muitas famílias não tinham acesso a esse alimento essencial. O projeto oferece refeições que incluem proteínas indispensáveis para o desenvolvimento e o aprendizado das crianças”, destaca.



Source link

News

Reunião preparatória da COP 30 revela embates sobre clima, dinheiro e mercado global



As negociações climáticas da ONU esquentaram na última semana em Bonn, na Alemanha, durante a conferência preparatória para a COP 30, que será realizada em 2025, em Belém (PA). O encontro revelou impasses sobre financiamento climático, metas de adaptação e o papel de medidas comerciais ambientais no contexto global.

Financiamento climático: de US$ 100 bilhões para US$ 1,3 trilhão

O principal destaque da reunião foi a pressão por parte dos países em desenvolvimento para triplicar o valor do financiamento climático global, que hoje gira em torno dos US$ 100 bilhões anuais prometidos pelos países ricos.

A nova proposta visa elevar o valor para US$ 1,3 trilhão por ano — uma cifra ambiciosa, ainda em fase de negociação e sem garantias concretas de que será aprovada na COP 30.

“Mesmo com um valor maior em negociação, os aportes financeiros efetivos seguem muito abaixo do necessário,” analisa Leonardo Munhoz, especialista em direito ambiental.

Casos anteriores, como a COP 16 de Biodiversidade, mostram que metas financeiras ambiciosas nem sempre se concretizam. Lá, uma meta de US$ 200 bilhões por ano acabou sem definição clara e precisou ser retomada em uma nova rodada de negociações em Roma.


Metas de adaptação: indicadores ainda indefinidos

Outro tema sensível em Bonn foi a definição de indicadores para metas de adaptação climática. A dúvida é se esses dados serão vinculados ao Global Stocktake — o mecanismo que avalia o progresso das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas).

Cada país deverá apresentar seu Plano Nacional de Adaptação, mas ainda falta consenso sobre os critérios que serão adotados para medir os avanços de forma comparável.


Mercado global de carbono: entraves no Artigo 6.2

O mercado global de carbono, previsto no Artigo 6.2 do Acordo de Paris, continua em debate. Os países discutem como padronizar os chamados ITMOs (Internationally Transferred Mitigation Outcomes), que são os créditos de carbono negociados entre NDCs.

A falta de um “idioma comum” entre as partes dificulta a operacionalização desses mercados, fundamentais para que países possam compensar emissões com base em ações realizadas em outros territórios.


Comércio verde: CBAM pressiona agenda climática

Um ponto que ganhou destaque, mesmo fora da pauta oficial, foi o avanço de medidas comerciais de cunho ambiental, como o CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism) — a taxa de carbono de fronteira proposta pela União Europeia.

Houve tentativa de incluir o tema formalmente na agenda das Cúpulas do Clima, mas países desenvolvidos, liderados pela Europa, barraram a proposta, alegando que a questão deve ser tratada na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Mesmo assim, o fato de o tema ser discutido entre as partes indica que a intersecção entre comércio e clima será inevitável nos próximos anos.

“Mesmo fora da agenda oficial, o CBAM mostra que medidas comerciais ambientais já impactam diretamente as relações internacionais,” pontua Munhoz.




Source link

AgroNewsPolítica & Agro

lavouras de arroz recebem alívio com chuvas


De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a monção do sudoeste avançou por quase todo o Sul da Ásia, provocando chuvas intensas em grande parte da região. As precipitações variaram de forma, atingindo até 400 milímetros em algumas localidades. Segundo o USDA, essas chuvas beneficiaram as principais áreas produtoras de arroz, que registraram entre 25 e 200 milímetros, embora regiões do sudeste da Índia tenham permanecido mais secas.

As temperaturas na maior parte do Sul da Ásia foram ligeiramente inferiores às das semanas anteriores, situando-se entre 30°C e 35°C, em razão da cobertura pluviométrica generalizada. No Paquistão, a monção trouxe chuvas moderadas a intensas, com volumes entre 10 e 100 milímetros, enquanto as temperaturas permaneceram normais a ligeiramente acima da média.

No Leste Asiático, as chuvas continuaram no sul da China, estendendo-se pelo Mar da China Oriental até o Japão. As precipitações, que oscilaram entre 25 e 200 milímetros, favoreceram as lavouras ao sul do rio Yangtzé. Algumas áreas, no entanto, registraram até 300 milímetros de chuva, com possibilidade de inundações. A Planície do Norte da China recebeu apenas chuvas esparsas, com volumes entre 10 e 50 milímetros, o que não foi suficiente para amenizar o calor persistente, com temperaturas entre 30°C e 35°C. A região nordeste da China também teve escassez de chuva e temperaturas até 6°C acima da média. Já na Península Coreana, as chuvas variaram entre 10 e 80 milímetros, com máximas ao redor de 30°C.

No Sudeste Asiático, as chuvas se concentraram nas áreas do norte, com volumes entre 25 e 100 milímetros, chegando a 300 milímetros em determinadas localidades. Regiões como o nordeste da Tailândia e o norte das Filipinas, produtoras de arroz irrigado pela chuva, foram beneficiadas. Entretanto, outras áreas da região registraram menos de 25 milímetros, o que pode comprometer o desenvolvimento de culturas como o arroz. As temperaturas mantiveram-se próximas da média, com máximas entre 30°C e 35°C e mínimas entre 25°C e 35°C.





Source link

News

preços caem com avanço na produção de frutas precoces



Os preços da maioria das variedades citrícolas acompanhadas pelo Centro de Pesquisas caíram em junho. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

No caso das laranjas, a pressão veio do aumento na oferta de frutas precoces, conforme explicam pesquisadores. Além disso, a concorrência com outras frutas, como a banana, reforçou o movimento de baixa nos valores. 

No acumulado de junho, o preço da laranja pera na árvore recuou 20,2%, fechando a R$ 63,61/cx de 40,8 kg no dia 30. Vale lembrar que a safra 2025/26 de laranja praticamente já começou com a produção das precoces.

Para a tangerina poncã, o levantamento do Cepea aponta desvalorização de 18%, passando para R$ 57,62/cx de 27,2 kg no encerramento de junho. A queda foi influenciada pelo maior ritmo da colheita e pela oferta limitada de frutas de maior qualidade em boa parte do mês.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

FAO registra alta nos alimentos em junho; carne bovina bate recorde



O Índice de Preços de Alimentos da FAO atingiu média de 128 pontos em junho de 2025. O resultado representa alta de 0,7 ponto (0,5%) frente a maio, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Apesar da queda nos preços de cereais e açúcar, os aumentos nos índices de carnes, óleos vegetais e laticínios compensaram as perdas. Em relação a junho de 2024, o índice global ficou 5,8% acima, mas permanece 20,1% abaixo do pico registrado em março de 2022.

Cereais recuam com pressão da safra sul-americana

Os preços dos cereais caíram 1,5% em junho, atingindo média de 107,4 pontos. O milho recuou pelo segundo mês seguido, devido à maior oferta vinda do Brasil e da Argentina, que elevou a concorrência no mercado internacional.

Os preços de sorgo e cevada também caíram. Já o trigo teve leve alta, reflexo de preocupações climáticas em importantes regiões produtoras como Rússia, União Europeia e Estados Unidos. O arroz Indica caiu 0,8%, com menor demanda global.

Óleos vegetais avançam 2,3% com demanda firme

O índice de óleos vegetais subiu para 155,7 pontos, alta de 2,3% no mês e 18,2% em um ano. O destaque foi o óleo de palma, que subiu quase 5% em junho, apoiado pela forte demanda global e preços competitivos.

Os preços do óleo de soja também avançaram, puxados pela expectativa de maior demanda para biocombustíveis após medidas de incentivo no Brasil e EUA. Óleo de canola subiu por oferta restrita, enquanto o óleo de girassol caiu devido à perspectiva de aumento de produção no Mar Negro.

Carne bovina alcança recorde histórico

O índice de carnes cresceu 2,1% em junho, atingindo 126 pontos, o maior nível já registrado. A carne bovina teve alta expressiva pela oferta limitada do Brasil e alta demanda dos EUA, pressionando exportadores australianos.

Os preços da carne suína subiram com demanda firme, enquanto a carne ovina teve o terceiro aumento mensal seguido. Em contrapartida, a carne de aves recuou pela ampla oferta no Brasil após restrições impostas devido à gripe aviária, mas a retomada parcial das exportações no fim do mês deve reequilibrar o mercado.

Laticínios sobem 0,5%, com manteiga em recorde

Os laticínios avançaram para média de 154,4 pontos, alta de 0,5% no mês e 20,7% em um ano. A manteiga teve a maior elevação, subindo 2,8% para um novo recorde de 225 pontos, impulsionada pela oferta restrita na Oceania e Europa e pela demanda asiática aquecida.

Açúcar tem queda pelo quarto mês seguido

O índice do açúcar caiu 5,2%, chegando a 103,7 pontos, menor nível desde abril de 2021. A queda refletiu o aumento da produção no Brasil, favorecida pelo clima seco que acelerou colheita e moagem, além do maior uso de cana para açúcar.

Na Índia e Tailândia, as chuvas de monções acima da média melhoraram as perspectivas da próxima safra, pressionando ainda mais os preços globais dos alimentos.



Source link

News

mesmo com recuo de preços, poder de compra do avicultor avança



O poder de compra do avicultor paulista avançou frente aos principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, em junho. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Segundo o instituto, apesar da queda nos preços dos ovos, as cotações do cereal e do derivado da oleaginosa recuaram com mais intensidade no mês. Favorecendo, assim, o avicultor de postura na relação com os insumos. 

Na região produtora de Bastos (SP), a média do ovo branco tipo extra, a retirar (FOB) na granja, foi de R$ 164,43/caixa com 30 dúzias em junho. O valor representa uma queda de 1,5% frente à de maio. 

Para o produto vermelho negociado na mesma praça, a variação foi negativa em 1,6%, para média de R$ 184,84/cx. Em igual comparativo, o milho se desvalorizou 7% e o farelo de soja, 4,9%, para R$ 68,15/saca de 60 kg e R$ 1.705,25/tonelada, respectivamente, na região de Campinas (SP), segundo levantamento da Equipe Grãos/Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

Mercado do boi gordo encerra semana com preços estáveis



No mercado de boi gordo, a última quinta-feira (3) teve jeito de sexta, na avaliação do boletim “Bom dia do Boi Cepea”: com as escalas já bem adiantadas, boa parte dos compradores já havia saído dos negócios, como normalmente ocorre no último dia útil da semana.

De acordo com os analistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que preparam o boletim, entre os agentes ativos, alguns ofertaram R$ 5 a menos por arroba, mas não encontraram muitos pecuaristas dispostos a negociar. A maior parte dos negócios foi fechada nos mesmos preços da quarta-feira (2), mostrando estabilidade.

Em geral, as escalas de abate estão entre 10 e 20 dias, com alguns casos ainda em 7 ou 8 dias.

O indicador do boi Cepea/Esalq, mostrou uma queda de 0,8% no preço em relação ao fechamento do dia anterior, atingindo R$ 310,40 pela arroba no preço à vista no estado de São Paulo. A variação dentro do mês é de -2,21%.

Já o preço do boi magro tem caído um pouco, tanto por reflexo da arroba do boi quanto pela qualidade dos animais. A média levantada pelo Cepea é de R$ 4.033,78 por cabeça.

Carne

A carne teve recuos um pouco maiores, para todos os cortes. A carcaça casada teve média de R$ 21,72/kg à vista. Bezerros e bezerras têm sido bem negociados nos leilões, a preços firmes. O levantamento do centro de estudos aponta para um R$ 2.903,05 por cabeça em Mato Grosso do Sul.



Source link