segunda-feira, maio 18, 2026

Autor: Redação

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veja como os preços fecharam a semana



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com algumas tentativas de compra em patamares mais baixos, informa o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, os frigoríficos, em especial os de maior porte, tendem a sustentar essa estratégia por períodos mais extensos, considerando a incidência de animais confinados no mercado, contando com boa oferta também de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização dos confinamentos próprios.

“A expectativa é que isso possibilite a manutenção de escalas de abate confortáveis no restante do mês. Por outro lado, as exportações em alto nível ainda são uma variável relevante a ser considerada do lado da demanda, ajudando a enxugar a oferta”, ressaltou.

Preço médio da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 310,50 — ontem: R$ 312,25
  • Goiás: R$ 292,50 — R$ 293,93
  • Minas Gerais: R$ 299,41 — R$ 299,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 311,36 — R$ 312,84
  • Mato Grosso: R$ 315,61 — R$ 316,35

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com manutenção do padrão dos negócios. Segundo Iglesias, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo, os preços poderão ganhar sustentação a partir deste final de semana.

“Mas vale destacar que a população ainda prioriza o consumo de proteínas mais acessíveis, em especial carne de frango”, disse.

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 23 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 por quilo e a ponta de agulha segue a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,37%, sendo negociado a R$ 5,4241 para venda e a R$ 5,4221 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4025 e a máxima de R$ 5,4160. Na semana, a moeda acumulou baixa de 1,07%.



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Exportações do complexo carne brasileiro somam US$ 2,2 bilhões em junho



As exportações do complexo carne brasileiro renderam US$ 2,2 bilhões em junho, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A proteína bovina fresca, congelada ou refrigerada trouxe receita de US$ 1,313 bilhão, com média diária de US$ 65,678 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 241,098 mil toneladas, com média diária de 12,054 mil toneladas. Quanto ao preço médio da tonelada, ficou em US$ 5.448,30.

Em relação a junho de 2024, houve alta de 52,8% no valor médio diário, ganho de 25,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 22% no preço médio.

Carne suína

Os embarques de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 320,774 milhões no mês passado, com média diária de US$ 16,038 milhões.

A Secex informa que a quantidade total exportada pelo país no período chegou a 122,132 mil toneladas, com média diária de 6,106 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2,626.4.

Em relação a junho de 2024, houve alta de 44,9% no valor médio diário, avanço de 30,2% na quantidade média diária e alta de 11,3% no preço médio.

Proteína de aves

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 564,199 milhões no mês de junho, com média diária de US$ 28,210 milhões.

A quantidade total exportada pelo país chega a 313,808 mil toneladas, ou 15,690 mil toneladas por dia, na média. Quanto ao preço da tonelada, ficou apontado em US$ 1.797,9.

Em relação a junho de 2024, há recuo de 22,5% no valor médio diário, baixa de 23,1% na quantidade média diária e valorização de 0,7% no preço médio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agro dá lições ao e-commerce


O comércio eletrônico brasileiro segue em alta, com destaque para o desempenho das pequenas e médias empresas, que movimentaram R\$ 1,3 bilhão entre janeiro e março de 2025, segundo a Nuvemshop. No agronegócio, esse crescimento também se reflete com força, especialmente por meio de marketplaces que entendem as particularidades do setor e aplicam estratégias assertivas de vendas.

De acordo com Ivan Moreno, CEO da Orbia, maior plataforma digital integrada do agro na América Latina, o sucesso nesse mercado vem da união entre conhecimento do comportamento do cliente, acesso facilitado ao crédito e programas de fidelização. No campo, entender o calendário do produtor rural é essencial para alinhar campanhas promocionais aos períodos de maior demanda, como plantio e colheita.

Outro diferencial está no crédito. Soluções como a CPR Financeira (CPRF) viabilizam compras de insumos, enquanto no varejo tradicional, formatos como carnês digitais, BNPL e crédito rotativo ampliam o poder de consumo e a conversão. Já a fidelização, com recompensas, descontos progressivos e incentivos por engajamento, se mostra eficaz tanto no agro quanto em outros setores.

A experiência digital do agronegócio revela que a soma entre timing comercial, crédito inteligente e fidelização pode gerar resultados robustos no e-commerce. Para empresas de outros segmentos, adaptar essas estratégias às suas realidades pode ser o diferencial para crescer no mercado online.

“Com essas estratégias, sabemos, sem sombra de dúvidas, que o sucesso do agro no digital não vem de uma única estratégia, mas da combinação de entendimento do cliente, facilidade de pagamento e fidelização inteligente. Para o segundo semestre, empresas de outros setores podem se inspirar nesse modelo, adaptando ações às particularidades de seu público, para que o e-commerce brasileiro siga em crescimento. Quem souber integrar timing, crédito e fidelização estará à frente na corrida pelas vendas online. O campo já mostrou que funciona. Agora, é levar essas lições para outras áreas”, conclui.

 





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Coalizão Brasil celebra 10 anos e reforça papel do agro na COP 30


A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura completou 10 anos com um evento em São Paulo nesta quinta-feira (3), reunindo nomes de peso do setor produtivo, financeiro, da pesquisa e da sociedade civil. A plenária marcou o início da agenda de 2025 em um ano simbólico: o da COP 30, que será realizada em Belém (PA), no segundo semestre.

A rede, formada por mais de 400 organizações, atua com foco na proteção de florestas, no fortalecimento da agricultura de baixo carbono e na geração de renda sustentável no campo. Desde sua criação, promoveu cerca de 900 reuniões em diferentes forças-tarefa temáticas, buscando consensos e propostas viáveis para alinhar produção e conservação ambiental.


Implementar é mais urgente que debater

Durante o evento, o tom foi de urgência. Para os participantes, o desafio agora é sair da fase de discursos e entrar na de execução. Muitas soluções já estão mapeadas — o foco deve ser sua aplicação em larga escala.

“A gente já passou da fase de prova de conceito. Agora é hora de escalar e democratizar essas soluções. O setor privado não caminha sozinho”, afirmou Liege Correia, diretora de sustentabilidade da JBS, uma das empresas integrantes da coalizão.

A executiva alertou que a base produtiva do Brasil, formada por pequenos e médios produtores, não pode ser deixada para trás. Segundo ela, incluir todos na jornada da transição verde é fundamental para que o setor alcance escala e impacto real.


Produção e preservação: ainda há polarização

Para Marcelo Brito, secretário executivo do Consórcio Amazônia Legal e enviado especial da COP 30, o agroambiental ainda é visto de forma polarizada, dificultando avanços estruturais.

“A Coalizão existe porque ainda há quem veja produção e preservação como opostos. Mas o Brasil já avançou em descarbonização, agricultura de baixo carbono e financiamento verde. O caminho está dado, precisamos seguir”, destacou Brito.


Clima extremo já impacta produtividade

Outro ponto de destaque foi a crise climática no campo, que deixou de ser um alerta futuro e se tornou realidade. André Guimarães, diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), trouxe dados alarmantes:

  • Em regiões do Xingu, no norte do Cerrado, a temperatura média já subiu 4 °C nos últimos 15 anos.
  • A produtividade da soja cai cerca de 6% a cada grau de aumento.
  • O milho sofre ainda mais, com 8% de perda de produtividade por grau.

Essas informações, baseadas em estudos do próprio IPAM, mostram como a ação climática é também uma pauta econômica e produtiva.


O agro como parte da solução

Com a COP 30 no horizonte, o Brasil se posiciona como uma potência agrícola com responsabilidade ambiental. A Coalizão Brasil quer mostrar ao mundo que é possível conciliar produção eficiente com metas climáticas ambiciosas.

A expectativa é que os resultados dos últimos 10 anos da rede sejam convertidos em propostas práticas e políticas públicas durante a conferência. O setor agropecuário, tradicionalmente apontado como parte do problema, tem agora a chance de liderar a solução.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Após USDA, mercado volta a olhar o clima e milho abre a 3ªfeira recuando em…


Logotipo Notícias Agrícolas

A terça-feira (01) começa com os preços futuros do milho registrando perdas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 61,75 e R$ 71,19 por volta das 10h14 (horário de Brasília). 

O vencimento julho/25 era cotado a R$ 63,15 com desvalorização de 0,55%, o setembro/25 valia R$ 61,75 com perda de 0,36%, o novembro/25 era negociado por R$ 66,20 com baixa de 0,21% e o janeiro/26 tinha valor de R$ 71,19 com queda de 0,31%. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a terça-feira também começou com movimentações negativas para os preços internacionais do milho futuro, que registravam recuos por volta das 10h06 (horário de Brasília). 

O vencimento julho/25 era cotado a US$ 4,15 com perda de 5 pontos, o setembro/25 valia US$ 4,02 com baixa de 6,75 pontos, o dezembro/25 era negociado por US$ 4,18 com desvalorização de 7,5 pontos e o março/26 tinha valor de US$ 4,34 com queda de 6,75 pontos. 

Segundo informações do site internacional Farm Futures, com um relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sem grandes novidades, o mercado volta a acompanhar as condições de clima para as lavouras dos EUA. 

“Os números de área cultivada e estoques trimestrais de grãos do USDA se aproximaram das expectativas para milho e soja, rapidamente redirecionando o foco do mercado para o clima do Centro-Oeste e para o que tem sido visto como condições de cultivo amplamente favoráveis à cultura”. 

O que pode entrar em campo para mudar a dinâmica nos próximos dias são potenciais acordos comerciais com os Estados Unidos e anúncios de políticas para biocombustíveis. 

“Qualquer um desses acontecimentos pode gerar um rali de cobertura de posições vendidas, o que pode oferecer oportunidades para os produtores comercializarem bushels não vendidos da safra antiga ou recuperarem as vendas da safra nova”, disse McCormick, do AgMarket.Net. 





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Abertura da AgroFormosa reforça papel do evento no desenvolvimento regional


Começou oficialmente na noite desta quinta-feira (3) a terceira edição da AgroFormosa. A cerimônia de abertura da feira agropecuária reuniu produtores rurais, autoridades, empresários, parceiros e visitantes no Parque Major Leopoldo, em Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia.

A abertura também foi marcada pela inauguração do Tatersal José Raimundo Pereira Batista, espaço que simboliza o crescimento da pecuária e o compromisso do município com o fortalecimento da agropecuária regional.

Durante a solenidade, foram destacados os avanços que transformaram a feira na maior vitrine agropecuária da história da cidade.

Ao dar as boas-vindas ao público, o presidente da AgroFormosa e da Associação de Criadores de Formosa do Rio Preto (Acrifor), Sabino Gomes Filho, lembrou que tudo começou em 2023, com um sonho que parecia distante.

Abertura agroformosa 2025, Sabino
Presidente da AgroFormosa e da Acrifor, Sabino Gomes Filho | Foto: Divulgação/Ascom AgroFormosa

“Hoje, esse trabalho que plantamos com tanto cuidado já está alimentando gerações. A AgroFormosa é fruto de união, coragem e da certeza de que, quando Formosa decide caminhar junto, ela se torna imbatível”, afirmou.

Sabino também destacou que a edição de 2025 chega maior e mais estruturada, com dois leilões, dezenas de expositores e uma programação pensada para valorizar toda a cadeia produtiva.

O prefeito de Formosa do Rio Preto, Neo Araújo, ressaltou que a feira simboliza muito mais que negócios: representa oportunidade, transformação social e geração de renda.

“Este evento movimenta a nossa cidade. Tudo isso gera uma economia extra para o município, fortalecendo cada vez mais o nosso comércio — dos donos de pousadas, hotéis, restaurantes e lanchonetes. É a AgroFormosa gerando riqueza para o município de Formosa do Rio Preto”, disse o gestor municipal.

abertura agroformosa 2025, formosa do rio preto, oeste da bahia
Foto: Divulgação

Ao longo dos próximos dias, a AgroFormosa terá uma programação intensa, com palestras, oficinas, rodas de conversa e espaços de negócios.

Entre os destaques estão os dois leilões que movimentarão a pecuária regional: nesta sexta-feira (4), ocorre o leilão de gado leiteiro, e no sábado (5), será realizado o leilão de gado Nelore P.O., consolidando a feira como referência na valorização genética e na promoção de novos investimentos no setor.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Abertura da AgroFormosa reforça papel do evento no desenvolvimento regional


Começou oficialmente na noite desta quinta-feira (3) a terceira edição da AgroFormosa. A cerimônia de abertura da feira agropecuária reuniu produtores rurais, autoridades, empresários, parceiros e visitantes no Parque Major Leopoldo, em Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia.

A abertura também foi marcada pela inauguração do Tatersal José Raimundo Pereira Batista, espaço que simboliza o crescimento da pecuária e o compromisso do município com o fortalecimento da agropecuária regional.

Durante a solenidade, foram destacados os avanços que transformaram a feira na maior vitrine agropecuária da história da cidade.

Ao dar as boas-vindas ao público, o presidente da AgroFormosa e da Associação de Criadores de Formosa do Rio Preto (Acrifor), Sabino Gomes Filho, lembrou que tudo começou em 2023, com um sonho que parecia distante.

Abertura agroformosa 2025, Sabino
Presidente da AgroFormosa e da Acrifor, Sabino Gomes Filho | Foto: Divulgação/Ascom AgroFormosa

“Hoje, esse trabalho que plantamos com tanto cuidado já está alimentando gerações. A AgroFormosa é fruto de união, coragem e da certeza de que, quando Formosa decide caminhar junto, ela se torna imbatível”, afirmou.

Sabino também destacou que a edição de 2025 chega maior e mais estruturada, com dois leilões, dezenas de expositores e uma programação pensada para valorizar toda a cadeia produtiva.

O prefeito de Formosa do Rio Preto, Neo Araújo, ressaltou que a feira simboliza muito mais que negócios: representa oportunidade, transformação social e geração de renda.

“Este evento movimenta a nossa cidade. Tudo isso gera uma economia extra para o município, fortalecendo cada vez mais o nosso comércio — dos donos de pousadas, hotéis, restaurantes e lanchonetes. É a AgroFormosa gerando riqueza para o município de Formosa do Rio Preto”, disse o gestor municipal.

abertura agroformosa 2025, formosa do rio preto, oeste da bahia
Foto: Divulgação

Ao longo dos próximos dias, a AgroFormosa terá uma programação intensa, com palestras, oficinas, rodas de conversa e espaços de negócios.

Entre os destaques estão os dois leilões que movimentarão a pecuária regional: nesta sexta-feira (4), ocorre o leilão de gado leiteiro, e no sábado (5), será realizado o leilão de gado Nelore P.O., consolidando a feira como referência na valorização genética e na promoção de novos investimentos no setor.


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Custeio de 3% para genética leiteira do Plano Safra agrada, mas entraves preocupam



O Plano Safra 25/26 da Agricultura Familiar passa a incluir uma linha de crédito do Pronaf para a transferência de embriões. Com isso, a ideia é melhorar a genética dos rebanhos leiteiros nas pequenas propriedades do país.

O produtor poderá acessar o custeio de sua produção com juros de 3% ao ano, medida importante, também, para a segurança alimentar do país. Isso porque, de acordo com a Embrapa Gado de Leite, a cada três litros de leite produzidos, dois são originários de propriedades da agricultura familiar. E esse é, exatamente, o perfil do pecuarista do Rio Grande do Sul.

Para a Associação de Criadores de Gado Holandês (Gadolando), o recurso é bem-vindo, mas o produtor precisa de menos burocracia para acessar o crédito diante do endividamento por conta de perdas de safra causadas por adversidades climáticas em cinco anos seguidos.

“Se vê coisa positiva quando tentam ajudar, mas nós queremos saber o que realmente é efetivado. O que está acontecendo com nosso produtor hoje é que ele está negociando com instituições financeiras. O que a gente quer saber é o que vai se efetivar da porteira para dentro, [o que será] desburocratizado, com esses juros bons anunciados pelo governo”, ressalta o presidente da entidade Marcos Tang.

A Associação também entende que será fundamental uma assistência técnica para ajudar o produtor no desenvolvimento do projeto, além da seleção dos animais mais eficientes e a condução correta de nutrição, gestão e manejo.

“Vale a pena multiplicar animais que tenham registro genealógico, controle leiteiro oficial, analise morfológica e genes superiores a seus pares porque, do contrário, é um dinheiro mal empregado. Se vamos empregar dinheiro nisso, então tem que ser algo muito bem estudado […]”, completa Tang.

Abandono da atividade leiteira

O Rio Grande do Sul caiu de terceiro para quarto maior produtor nacional de leite. Nos últimos oito anos, estima-se que cerca de 50 mil produtores tenham abandonado a atividade no estado. Após as enchentes, espera-se que esse número aumente, visto que muitas propriedades foram destruídas e não voltaram a produzir.

A Associação de Pequenas e Médias Indústrias de Leite (Apil), que engloba 45 estabelecimentos de produção de derivados, entregou um documento ao governador do estado, Eduardo leite, pedindo medidas urgentes, já que essas indústrias estão operando com 36% de ociosidade.

As solicitações da entidade são as seguintes:

  • A criação de um Programa de Incentivo à Produção Leiteira, com crédito acessível e juros compatíveis com a realidade do produtor rural;
  • A constituição de um Fundo Permanente de Desenvolvimento do Produtor de Leite, que possa subsidiar financiamentos voltados à modernização das propriedades, aquisição de tecnologias e mecanização das atividades;
  • A destinação de parte dos recursos atualmente alocados em programas como o de Recuperação de Solos para o incentivo direto à produção leiteira, por meio de investimentos mais eficazes e produtivos.

“Temos um número de que a cada R$ 1 investido na produção de leite, retorna para a economia R$ 3,40, ou seja, 340%. A gente tentou mostrar para o governo do estado a importância de se investir nesse setor. E as políticas devem ser de estado e não de governo, perenes, que venham gradativamente incentivando o produtor de leite, porque ele é a fonte da matéria-prima que a gente precisa”, diz o presidente da Apil, Humberto Brustolin.



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Frente fria avança pelo país no fim de semana; veja a previsão da Climatempo



O fim de semana será marcado por chuva intensa no litoral do Nordeste e temperaturas em elevação no Sul e Sudeste do Brasil, segundo a Climatempo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

No sábado (5), a combinação de infiltração marítima e circulação de ventos em baixos níveis da atmosfera deve provocar chuvas expressivas do litoral da Bahia até Sergipe, incluindo Salvador, onde os acumulados podem ser significativos.

No Espírito Santo, a chuva ainda ocorre a qualquer hora, mas começa a enfraquecer no Rio de Janeiro e no litoral paulista, onde o tempo firme volta a predominar. Já no Norte do país, há previsão de temporais em áreas do Amazonas, Roraima, noroeste do Pará e Amapá.

Grande parte do Brasil terá tempo firme e sem chuva no sábado. Com o afastamento da massa de ar polar para o oceano, o frio perde força no Centro-Sul, e as temperaturas começam a subir.

Ainda assim, há possibilidade de geada isolada no início da manhã em pontos da serra gaúcha e catarinense, além da Mantiqueira e do Vale do Paraíba, entre São Paulo e Minas Gerais.

Uma frente fria passa pela costa do Sul, mas provoca apenas aumento de nebulosidade no leste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sem chuvas significativas.

Domingo com mais chuva no Nordeste e temperaturas em alta no Centro-Oeste

No domingo (6), a frente fria avança pela costa da Região Sudeste, aumentando a nebulosidade no leste de São Paulo e provocando pancadas de chuva no litoral paulista e no litoral sul fluminense.

No Nordeste, a chuva continua intensa entre o litoral norte da Bahia e Sergipe, além de volumes moderados a fortes do litoral de Pernambuco até o Rio Grande do Norte. No interior da região, o tempo permanece seco e quente, com baixa umidade relativa do ar nos períodos mais quentes do dia.

O Centro-Oeste terá sol entre nuvens e temperaturas em elevação, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Já no Sul, o litoral do Paraná terá dia mais nublado e com chuva, enquanto o restante dos estados permanece com tempo firme e temperaturas mais baixas devido à entrada de uma nova massa de ar frio. O amanhecer deve ser gelado, com possibilidade de geada em áreas de serra e planalto gaúcho e catarinense.



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Por que sua cerca elétrica falha? O problema pode estar no equipamento


Você já se perguntou por que a sua cerca elétrica não segura o gado, mesmo com todos os fios no lugar? Assista ao vídeo e desvende os mistérios da cerca elétrica!

A resposta pode estar na escolha errada dos equipamentos ou na instalação inadequada do sistema. Segundo o médico-veterinário Ernesto Coser, um dos maiores especialistas no assunto, esse é um erro comum — e evitável.

No último episódio da série Mitos & Verdades: Cerca Elétrica, exibido no programa Giro do Boi nesta sexta-feira, 4 de julho, Coser alertou: não existe animal que não respeite um bom choque.

Se o gado está ultrapassando os fios, é porque há falhas técnicas comprometendo o desempenho da tecnologia.

Os três pilares da cerca elétrica eficiente

Infográfio sobre os pilares da cerca elétrica. Foto: Acervo/Ernesto CoserInfográfio sobre os pilares da cerca elétrica. Foto: Acervo/Ernesto Coser
Infográfio sobre os pilares da cerca elétrica. Foto: Acervo/Ernesto Coser

Para garantir o funcionamento ideal da cerca elétrica, três aspectos são indispensáveis:

  • Voltagem mínima de 4.000 Volts: abaixo disso, o choque não é eficaz; acima de 12.000 Volts, torna-se perigoso e até ilegal.
  • Fio de retorno: essencial para fechar o circuito elétrico, principalmente em solos secos ou arenosos, onde o retorno pelo solo é ineficiente.
  • Bom aterramento: hastes de aço galvanizado bem instaladas e profundas o suficiente para alcançar umidade do solo são fundamentais.

Problemas frequentes e soluções práticas

Infográfio sobre o aterramento da cerca elétrica. Foto: Acervo/Ernesto CoserInfográfio sobre o aterramento da cerca elétrica. Foto: Acervo/Ernesto Coser
Infográfio sobre o aterramento da cerca elétrica. Foto: Acervo/Ernesto Coser

Mesmo com a voltagem certa, o sistema pode falhar. Em épocas de seca prolongada, a falta de umidade no solo compromete o retorno da corrente elétrica.

Nesses casos, a recomendação é aumentar a profundidade dos aterramentos auxiliares, para garantir contato com camadas úmidas do solo e restabelecer a eficácia do sistema.

Outro erro comum é a mistura de metais no aterramento, o que causa corrosão e reduz a vida útil dos componentes. Ernesto Coser reforça que é uma questão de física e bom senso: se o animal não leva choque, ele não respeita a cerca.

Impacto direto no manejo das pastagens

Detalhe de instalação da cerca elétrica na fazenda. Foto: Divulgação/Ernesto CoserDetalhe de instalação da cerca elétrica na fazenda. Foto: Divulgação/Ernesto Coser
Detalhe de instalação da cerca elétrica na fazenda. Foto: Divulgação/Ernesto Coser

Muito além da contenção, a cerca elétrica é uma ferramenta estratégica no manejo de pastagens. Seu uso correto permite o pastejo rotacionado e evita o subaproveitamento ou a degradação das áreas de pasto.

Profissionais que dominam a cerca elétrica e conhecem solo, planta e comportamento animal se destacam no mercado. Eles conseguem propor soluções mais baratas, eficientes e produtivas para a fazenda.

Quem controla o gado é você – e não o contrário

Se na sua propriedade o pasto está “rapado” ou “passado”, é sinal de que o gado está mandando no sistema.

Com uma cerca elétrica bem montada, você retoma o controle do manejo, protege sua pastagem e aumenta a rentabilidade da produção.

Portanto, investir em equipamentos de qualidade e entender os princípios básicos da eletrificação rural é o primeiro passo para colher mais resultado com menos desperdício. A cerca elétrica certa é sua aliada na produtividade.



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