Na última semana, os preços do tomate salada 3A caíram. É isso que apontam os levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea.
No atacado de São Paulo, a média foi de R$ 102/caixa, queda de 17,4% em relação à do período anterior. No do Rio de Janeiro, Campinas (SP) e Belo Horizonte, os recuos foram de 25,8%, 17,7% e 11,5%, respectivamente, para R$ 105/cx, R$ 108/cx e R$ 102/cx.
Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, a pressão vem do aumento da oferta. As temperaturas um pouco mais altas nas regiões produtoras favoreceram a maturação do tomate, garantindo aos atacados uma maior disponibilidade de frutos de qualidade, com mais tomates “coloridos”.
Além disso, como o ciclo das plantas avança, naturalmente os frutos se formam, mesmo que as condições de temperatura não sejam ideais.
Ainda conforme levantamentos do Hortifrúti/Cepea, a região de Mogi Guaçu (SP) intensifica a oferta aos atacados neste mês (mais tardiamente), já que houve atraso em junho, em função do frio que retardou a maturação.
Araguari (MG) está em plena colheita da safra de inverno e distribui sua produção aos principais atacados. A região de Linhares (ES), que iniciou a safra no mês passado, já está intensificando a colheita.
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Os derivados da oleaginosa também acompanharam o movimento negativo – Foto: USDA
Nesta segunda-feira (07), os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia em forte baixa, pressionados por fatores políticos e cambiais. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de agosto, referência para a safra brasileira, recuou -1,81%, ou -24,00 cents por bushel, fechando a US$ 10,31. Já o vencimento de setembro caiu -2,67% (-27,75 cents/bushel), cotado a US$ 10,13.
Os derivados da oleaginosa também acompanharam o movimento negativo. O farelo de soja para agosto recuou -1,87%, cotado a US$ 272,20 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja fechou em baixa de -1,12%, a US$ 53,94 por libra-peso. A desvalorização generalizada foi motivada por decepções no discurso de Donald Trump, que, em evento em Iowa, não apresentou novas medidas de estímulo ao comércio internacional.
A ausência de anúncios sobre compras chinesas ou acordos bilaterais frustrou as expectativas dos investidores e levou fundos a realizarem lucros, acelerando as quedas. Além disso, a desvalorização do real frente ao dólar contribuiu para um aumento na oferta da soja brasileira, com produtores aproveitando o câmbio para escoar estoques e abrir espaço nos armazéns para a colheita do milho safrinha.
Apesar das expectativas de crescimento de 10% nas exportações da oleaginosa em 2025, as vendas para a China — principal compradora global — caíram mais de 40% recentemente. Esse cenário reforça preocupações quanto à demanda externa. Segundo o USDA, os embarques semanais somaram 389 mil toneladas, dentro do esperado, mas insuficientes para conter o pessimismo do mercado.
A ExpoAlmas, maior feira agropecuária da região Sudeste do Tocantins (TO), movimentará o município de Almas entre 10 e 12 de julho. Durante a feira, o Sebrae/TO oferecerá orientação, informação e acesso a serviços essenciais para pequenos negócios. Além disso, a instituição participará da programação técnica.
Produtores rurais, empresários, instituições financeiras e entidades do agro vão se reunir em um ambiente estratégico de geração de oportunidades. Com programação técnica diversificada, a feira também aposta em conteúdo de peso para fomentar o conhecimento e ampliar as competências dos produtores e empreendedores da região, além de contar com shows e rodeios.
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Destaques da ExpoAlmas
Um dos destaques da programação é a palestra do ex-ministro Aldo Rebelo, marcada para o dia 11 de julho, às 17h. Com o tema: ‘O Brasil na geopolítica ambiental’.
Já no dia 12 de julho, às 9h, a especialista Ceci Mota abordará o tema ‘Autoconfiança e resiliência para crescer’.
Segundo Rogério Ramos, diretor técnico do Sebrae/TO, as ações na feira estão alinhadas com a missão de impulsionar os pequenos negócios e promover desenvolvimento sustentável.
“Atuamos diretamente para impulsionar os pequenos negócios. A feira vai além de entretenimento com shows e rodeios, ela se consolida como um ambiente estratégico de geração de oportunidades, valorização do agronegócio e estímulo ao empreendedorismo que movimenta a economia do Tocantins”, afirma Ramos.
As exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,428 bilhão em junho de 2025, um aumento de 50% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O volume exportado no mês alcançou 271,2 mil toneladas, crescimento de 23,3%.
O desempenho de junho reforça a tendência positiva do setor, que vem registrando crescimento contínuo desde o início do ano. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).
O produto in natura respondeu por 91,9% do valor exportado em junho, totalizando US$ 1,31 bilhão e 241 mil toneladas. As carnes industrializadas representaram 4,7% (US$ 67,8 milhões), seguidas por miúdos (2,4%), tripas (0,5%), gorduras (0,3%) e carnes salgadas (0,1%).
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Principal mercado
A China se manteve como principal destino da carne bovina brasileira, responsável por 52% da receita do mês (US$ 743,5 milhões) e 50,1% do volume (136 mil toneladas). O país aumentou suas compras em 84,4% em valor e 47,9% em volume em relação a junho de 2024. Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 18,2 mil toneladas exportadas em junho e receita de US$ 123,6 milhões. O México veio em seguida, com 16,4 mil toneladas, alta de 341,2% frente ao mesmo mês de 2024, e US$ 89,8 milhões em faturamento. A União Europeia importou 8,7 mil toneladas, crescimento de 37,3%, somando US$ 73,5 milhões. O Chile gerou US$ 52,1 milhões, com embarques de 9,3 mil toneladas de carne bovina brasileira.
No acumulado do primeiro semestre de 2025, as exportações brasileiras totalizaram US$ 7,23 bilhões, crescimento de 27,1% em relação ao mesmo período de 2024 (US$ 5,68 bi). Foram embarcadas 1,47 milhão de toneladas nos seis primeiros meses do ano, alta de 13,4%. A média mensal de embarques no semestre é de aproximadamente 245 mil toneladas.
Entre os principais mercados no semestre, a China liderou com 641,1 mil toneladas e US$ 3,22 bilhões em compras, um aumento de 28,2% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 181,5 mil toneladas e US$ 1,04 bilhão, alta de 102%. O Chile importou 58,9 mil toneladas, com receita de US$ 315,5 milhões (+37,4%). O México comprou 52 mil toneladas, totalizando US$ 276,3 milhões, crescimento expressivo de 235,7%.
Em termos de desempenho mensal, junho foi o melhor mês do ano até agora em valor absoluto, superando os embarques de maio
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário reflete a baixa oferta doméstica e preocupações quanto à possível redução na área com cereal na atual temporada.
Em junho, chegaram ao Brasil 487,04 mil toneladas de trigo. Desse montante, 94,1% tiveram como origem a Argentina, somando 458,18 mil toneladas. O restante do volume, apenas 5,9%, vieram do Paraguai somando 28,85 mil toneladas, conforme dados da Secex analisados pelo Centro de Pesquisas.
O volume importado no primeiro semestre de 2025 somou 3,58 milhões de toneladas, 6,3% acima do adquirido no mesmo período de 2024.
Quanto aos preços domésticos, levantamento do Cepea mostra que o movimento continua de queda, influenciado pela pressão cambial e pela retração de agentes do mercado.
Os preços médios do açúcar cristal no mercado spot de São Paulo vêm operando na casa dos R$ 116/saca de 50 kg neste início de julho. Isso de acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o centro de pesquisas, representantes de vendas das usinas se mostram mais firmes em relação aos valores, mesmo com fundamentos baixistas, entre eles, as previsões de excedente mundial de açúcar para a atual e próxima safras.
As recentes quedas do cristal no mercado doméstico acenderam um sinal de alerta quanto ao custo de produção. Somente em junho, o Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa de 130-180, acumulou expressivo recuo de 12,71%.
Foram quase 20 milhões de litros a menos deste combustível frente ao período anterior, ou redução de 40,4%. Segundo o instituto, os demandantes já estão abastecidos com compras realizadas em semanas anteriores, assim se mantiveram afastados do mercado spot paulista.
Agentes de usinas, por sua vez, seguiram firmes nos valores pedidos na maior parte dos casos, por conta dos estoques reduzidos de combustível neste atual momento da safra.
Quanto aos preços, oscilaram pouco, conforme levantamentos do Cepea. De 30 de junho a 4 de julho, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,6055/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O valor representa queda de 0,17% frente ao do período anterior.
Por outro lado, para o anidro, o Indicador Cepea/Esalq apresentou ligeiro avanço, operando a R$ 2,9996/litro valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). O valor representa uma alta de 0,11% em igual comparativo.
Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado mantém o viés negativo observado no pregão anterior, pressionado pelas dúvidas em relação à política tarifária de Donald Trump. A previsão de clima favorável no país e a continuidade da boa qualidade das lavouras por mais uma semana também reforçam o movimento de queda nas cotações.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 6 de julho, 66% estavam entre boas e excelentes condições, 27% em situação regular e 7% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 66%, 27% e 7%, respectivamente.
Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,18 1/2 por bushel, baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,22%, em relação ao fechamento anterior. Na segunda-feira (07), a soja fechou com preços em baixa. A previsão de clima favorável nos Estados Unidos, as incertezas em torno das tarifas norte-americanas e a alta do dólar frente a outras
moedas pressionaram as cotações.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 24,00 centavos de dólar ou 2,27% a US$ 10,31 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,20 3/4 por bushel, perda de 28,50 centavos ou 2,71%.
Geadas registradas na semana passada queimaram lavouras de milho, sorgo, cana-de-açúcar e outras em algumas áreas entre o norte e o noroeste do Paraná e o sul de São Paulo, segundo o alerta agroclimático da Rural Clima.
O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos ressalta que houve registro de quebras nas lavouras entre Maringá, Campo Mourão e Londrina, embora localizadas, segundo relatos de fontes locais. As geadas atingiram também algumas áreas de trigo. No caso do milho, por estarem mais avançadas, é possível que ainda seja possível colher algumas áreas atingidas pelas geadas. Levantamentos indicam que as perdas em áreas de milho podem ter chegado a 15% nessas regiões.
Tempo aberto deve seguir predominando no Brasil
Santos comenta que, por conta da atuação de uma massa de ar polar, o tempo aberto deve
predominar no Brasil até o dia 17, quando há algum risco de precipitações. Mas será apenas no dia 20 que uma frente fria deve entrar no sul do Brasil, interrompendo a continuidade do tempo seco, disse.
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No Nordeste, as baixas temperaturas, com mínimas em torno de 15 graus, deverão seguir nos
próximos dias, com uma grande amplitude térmica. O frio será menos intenso nas próximas semanas, com o risco de geadas ficando restritas ao sul do Rio Grande do Sul, Argentina e Uruguai.
O agrometeorologista informa que nos dias 22 a 23 as chuvas devem retornar com mais ênfase ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina, embora no Paraná deva haver poucas chuvas. Somente na primeira semana de agosto é que as chuvas devem voltar a ocorrer no Paraná, pontua.
Na segunda semana de agosto em diante, bons volumes de chuvas estão previstos nas regiões Sul e Sudeste e em parte do Centro-Oeste, até mesmo em Brasília. De modo geral, o mês de agosto será mais úmido e em setembro deve chover melhor também, comenta.
Estados Unidos
Santos disse que após as enchentes, muitas chuvas ainda estão previstas para o Sul dos Estados Unidos nos próximas dias. No Meio-Oeste dos Estados Unidos, as chuvas deverão seguir favorecendo as lavouras. De modo geral, o clima seguirá favorável no país ao longo dos próximos 45 dias. Pode haver um tempo um pouco mais seco entre o final de julho e o começo de agosto, o que pode trazer alguma volatilidade aos mercados, mas sem riscos para as lavouras, finaliza.
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Na pecuária de corte, compreender e aplicar corretamente as fases de cria, recria e engorda é fundamental para alcançar bons resultados econômicos e operacionais. Cada etapa possui funções específicas dentro do sistema produtivo, exigindo planejamento, decisões estratégicas e manejo adequado. Quando bem conduzidas, essas fases garantem animais mais produtivos, reduzindo custos e elevando a qualidade da carne produzida.
A base do sistema: cria, recria e engorda
A primeira fase, a cria, vai do nascimento até o desmame e concentra-se no manejo das matrizes e na saúde dos bezerros. É nesse momento que se define a base genética e sanitária do rebanho. A recria, por sua vez, compreende o período entre o desmame e o início da terminação. Nessa etapa, o foco recai sobre o desenvolvimento corporal, a qualidade das pastagens e a suplementação adequada, com atenção especial ao ganho médio diário.
Por fim, a engorda ou fase de terminação prepara o animal para o abate, buscando um bom acabamento de carcaça, seja por meio de pastagens de inverno ou em sistemas de confinamento, conforme a estratégia do lote.
Foto: Divulgação l Vinícius Campos
Estratégia e eficiência no campo
Segundo Juca Quintana, zootecnista e gerente de pecuária do Grupo Ceolin, um dos maiores do Sul do país, as fases de cria, recria e engorda precisam estar alinhadas a metas claras e acompanhamento de indicadores. Para ele, é impossível alcançar bons resultados sem planejamento. “Se você não definir onde quer chegar, não vai chegar a lugar nenhum. Tem que elaborar planos de acordo com a realidade da região”, afirma.
Foto: Divulgação l Grupo Ceolin
No modelo adotado pelo grupo, localizado em Uruguaiana (RS), as fêmeas passam por um processo de seleção para reposição do rebanho, enquanto os machos seguem para a invernada. Todos os bezerros são terminados dentro do próprio sistema, utilizando pastagens de verão e, posteriormente, pastagens de inverno ou confinamento.
Na recria, a eficiência está diretamente ligada ao desempenho dos animais. Para atingir a meta de peso com um ano de idade, é necessário investir na qualidade das forragens, no tipo de suplemento utilizado e no ajuste da carga animal por hectare. Quintana destaca que quem não dispõe de pasto suficiente precisa considerar alternativas, como o campo diferido ou o confinamento. Além disso, o produtor deve decidir se a prioridade será o ganho individual por animal ou o ganho por área, dependendo do objetivo econômico. A sanidade também é um ponto crítico nessa fase. Doenças como a verminose causam perdas silenciosas quando o manejo sanitário não está em dia, comprometendo o desempenho do lote.
Terminação: impacto direto na carcaça
Na fase de engorda, parte dos animais do Grupo Ceolin retorna aos campos de inverno entre os 18 e 20 meses, enquanto outros são levados ao confinamento para obter um acabamento mais uniforme antes do abate. Segundo Quintana, essa decisão depende das características do lote e da estratégia de comercialização. Ele explica que no Sul do país é comum que as três fases da pecuária sejam conduzidas por propriedades diferentes, sendo que apenas entre 20% e 25% das fazendas fazem o ciclo completo. De forma geral, a cria ocorre em áreas mais marginais, e a recria e a terminação ficam com produtores com mais estrutura, acesso a grãos e logística de venda.
Foto: Divulgação l Grupo Ceolin
Falhas no manejo que comprometem a terminação
Para o zootecnista Vinícius Campos, que atua com consultoria em abates na região Nordeste, o impacto da recria na terminação é direto. Ele observa que falhas no manejo da fase intermediária resultam em animais menos estruturados e com desempenho inferior no frigorífico. Quando a recria é bem conduzida, o animal chega mais cedo ao ponto ideal de abate, com menor necessidade de tempo no confinamento e maior valorização da carcaça. “Se o animal tem baixo ganho de peso, adoece com frequência ou se desenvolve lentamente, isso já indica que as fases anteriores foram mal conduzidas”, afirma.
Foto: Divulgação l Scot Consultoria
Gestão estratégica e visão de futuro
Mais do que técnica, a pecuária moderna exige uma gestão profissional das fases de cria, recria e engorda. Para Quintana, uma equipe engajada e comprometida com os objetivos da empresa é essencial para alcançar bons resultados. Ter as pessoas certas nas funções certas contribui diretamente para a eficiência das operações. O mesmo vale para a gestão financeira, que precisa estar alinhada ao mercado. O produtor deve saber planejar seus investimentos, evitar decisões por impulso e aproveitar as oportunidades comerciais com inteligência. “A gestão é o que permite agir com estratégia, seja na compra de insumos ou na venda de animais. É isso que garante a rentabilidade e a sustentabilidade do sistema”, pontua o especialista.
Nas propriedades que terceirizam parte do ciclo, especialmente a recria e a terminação, o cuidado com o padrão genético e o manejo precisa ser ainda mais rigoroso. Campos alerta que, mesmo quando o trabalho é compartilhado, a responsabilidade sobre o resultado final continua sendo do produtor. Garantir animais de raças com aptidão para produção de carne, oferecer nutrição adequada e manter o controle sanitário são pontos decisivos para o sucesso do sistema.
Foto: Divulgação l Scot Consultoria
A experiência no campo faz toda a diferença
A experiência de campo mostra que a eficiência da pecuária de corte está diretamente ligada à forma como cada fase do ciclo produtivo é conduzida. Desde a cria até a engorda, cada decisão tomada interfere no desempenho do animal e na rentabilidade final da propriedade. Investimentos em nutrição, sanidade, planejamento financeiro e qualificação da equipe são indispensáveis para uma pecuária mais produtiva, sustentável e competitiva.
Como resume Vinícius Campos, “a pecuária hoje não oferece grandes margens de lucro. Por isso, cada decisão dentro da propriedade precisa ser pensada com critério, desde o nascimento do bezerro até a venda da carcaça”.