segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Diferença entre preços do branco e vermelho é a menor desde nov/24



Preços dos ovos brancos e vermelhos caem e diferença atinge menor nível desde 2024


Foto: Pixabay

A diferença entre os preços dos ovos tipos extra brancos e vermelhos, ambos comercializados em Santa Maria de Jetibá (ES), recuou em setembro, sendo a menor desde novembro/24, apontam dados do Cepea. Vale lembrar que esse cenário é visto após os preços das duas variedades de ovos ter alcançado, em março deste ano, uma diferença recorde, considerando-se toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2019 nesta praça.

Desde então, a diferença entre os valores das duas variedades tem recuado de forma contínua. Segundo pesquisadores do Cepea, o estreitamento gradual entre as duas variedades de ovos reflete o aumento da oferta no mercado doméstico ao longo dos últimos meses, que pressionou as cotações da proteína. 

Dados do Cepea mostram que, entre julho e setembro, o preço dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) em Santa Maria de Jetibá, caiu 14% em relação ao trimestre anterior, em termos reais (dados deflacionados pelo IGD-DI de agosto/25), enquanto que, para os ovos vermelhos, a retração na média trimestral foi ainda mais intensa, de 18% (também em termos reais). 





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Brasil aguarda retorno das exportações de frango para China



Setor de frango espera fim do embargo chinês após inspeção de autoridades


Foto: Divulgação

A China ainda não retomou as compras de carne de frango brasileira – as aquisições estão suspensas desde meados de maio, quando foi registrado um caso de gripe aviária em uma granja comercial do RS –, mas o setor avícola nacional está otimista e à espera de boas notícias nas próximas semanas, apontam pesquisadores do Cepea. Vale lembrar que representantes chineses estiveram no Brasil na segunda quinzena de setembro avaliando a forma que o País administrou a ocorrência do caso da gripe aviária. 

Dados da Secex mostram que, de janeiro a maio, a média mensal de exportação de carne à China era de 45,65 mil de toneladas, quantidade que representava, em média, 10% do total escoado pelo Brasil. Já em junho, julho e agosto, a média de escoamento ao país asiático caiu para 191 toneladas, passando a representar apenas 0,05% dos embarques nacionais nesse período. 

Pesquisadores do Cepea indicam que, caso a China – único país que mantém o embargo sobre a proteína brasileira – retome as compras por aqui, o Brasil está preparado para ofertar carne de frango o suficiente para atender ao país asiático sem comprometer a disponibilidade doméstica e nem impulsionar os valores internos da proteína. 





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Safra de grãos na Argentina mostra bons indicadores


A área projetada para o girassol na Argentina atingiu 2,7 milhões de hectares, impulsionada por uma maior intenção de semeadura no sul agrícola do país. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), 32,4% dessa área já foi implantada, registrando avanço intersemanal de 1,4 ponto percentual e mantendo adiantamento em relação à média dos últimos cinco ciclos e ao ciclo anterior, de 12,3 e 22,1 pontos percentuais, respectivamente. As últimas precipitações favoreceram principalmente o oeste agrícola, incluindo San Luis, centro e sul de Córdoba, além do norte e leste de La Pampa, enquanto regiões do centro-oeste de Buenos Aires e sul de Santa Fé enfrentam excesso hídrico, o que poderá atrasar o início das atividades.

Na cultura do milho, o plantio avançou 7,4 pontos percentuais na última semana, atingindo 19,8% das 7,8 milhões de hectares estimadas para a safra. A boa umidade do solo tem permitido cumprir o cronograma de semeadura antecipada, refletindo avanço interanual de 7 pontos percentuais. No entanto, em áreas do oeste, centro e nordeste de Buenos Aires, a falta de condições de piso e estradas em mau estado tem retardado o ritmo de plantio, enquanto regiões como o centro de Santa Fé e Entre Ríos observam boa resposta à fertilização em lotes já entre V2 e V4.

O trigo também se beneficia das recentes chuvas, com impacto positivo sobre a lavoura. Embora não haja áreas sob condições de restrição hídrica, a umidade é considerada oportuna, especialmente com o aumento das temperaturas, e cerca de 80% do cereal já se encontra em estádio de encanação ou além. As aplicações de defensivos continuam para controle de doenças fúngicas e pragas, enquanto os rendimentos estimados seguem aumentando, aproximando-se dos máximos históricos. Colaboradores do NOA já relatam os primeiros lotes colhidos, com produtividade em torno de 10 qq/ha, alinhada às projeções atuais.

Quanto à cevada, após as chuvas, 88% da área cultivada apresenta condição hídrica adequada ou ótima, e quase 90% das lavouras mantêm estado de cultivo bom ou excelente, em linha com relatórios anteriores. Atualmente, 13% dos lotes iniciaram a espigação e 1% a floração, principalmente nos núcleos norte e sul. No sul de Buenos Aires, a elevada umidade favoreceu a ocorrência de doenças como a “mancha em rede”, intensificando as aplicações de fungicidas. Apesar disso, com 60% das áreas em encanação, 75% dos lotes nos principais núcleos cebadeiros do sul mantêm condição boa ou excelente, sustentada por níveis ótimos de umidade do solo.

 





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Federarroz orienta produtores a repensar área de plantio


A redução da área plantada surge como a principal alternativa para o arroz irrigado enfrentar a próxima safra, segundo informações divulgadas pela Federarroz. O alerta foi reforçado em palestra online nesta quinta-feira (2/10), conduzida pelo presidente da entidade, Denis Nunes, com análise do economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz.

O cenário global do arroz é de alerta, com forte pressão da Índia no mercado internacional, estoques elevados e instabilidades econômicas. Durante a palestra “Contexto da Safra de arroz 2025/2026”, Denis Nunes destacou os principais desafios que impactam o setor: variação cambial, juros elevados, instabilidade nos EUA e o crescimento da produção em países asiáticos e norte-americanos.

Segundo a Federarroz, para mitigar os impactos, os produtores devem considerar alternativas como diversificação com pecuária e outras culturas, renegociação de arrendamentos, fortalecimento de associações e aumento das exportações. A principal recomendação prática, no entanto, é a redução da área plantada, ajustada à realidade de cada propriedade, para equilibrar os estoques e evitar queda nos preços internos.

“O choque de realidade é necessário para que tomemos atitudes. São medidas dolorosas, mas que podem evitar o pior cenário”, afirmou Denis Nunes.

Antonio da Luz, economista-chefe da Farsul, foi enfático: “Estamos nos aproximando de um iceberg. Precisamos manobrar agora para evitar a colisão”. Para ele, a recomendação da Conab de ampliar a área semeada é “irresponsável”, considerando os altos estoques e a baixa demanda. “Se isso ocorrer, o preço ao produtor vai desabar”, advertiu.

Entre os fatores que acentuam a preocupação estão a queda de renda da população, o crédito mais restrito e a dificuldade de inserção competitiva do arroz brasileiro no mercado internacional frente a países como Índia, China e Estados Unidos. “Todos os indicadores nos levam à redução da área plantada como única alternativa para ajustar oferta e demanda”, concluiu Da Luz.

Além das ações no campo, a Federarroz também propõe mobilização política. Entre as demandas ao governo federal estão o reforço na fiscalização de importações com riscos fitossanitários, subvenções para comercialização e aumento do preço mínimo do arroz. Já ao governo estadual, a entidade pede o uso da taxa CDO para auxiliar produtores afetados por enchentes, equiparação do ICMS com outros estados e incentivo ao consumo interno do grão.

 





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A um ano das eleições, agro cobra políticas agrícolas de Estado, não de governo



A um ano do primeiro turno das eleições de 2026 que definirão presidente, governadores, deputados estaduais, federais e distritais e senadores, entidades do agro já apontam o que esperam dos representantes do Executivo e Legislativos, sejam novos ou reeleitos.

Um dos estados que mais tem pleiteado políticas públicas depois de enchente e secas severas em safras seguidas é o Rio Grande do Sul. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, espera que os futuros gestores se atentem mais à agricultura e pecuária do país, em especial à gaúcha.

“Nós queríamos ter um governo que olhasse a agricultura não com pacotes agrícolas, mas que olhasse com uma política agrícola a longo prazo, que pensasse a agricultura e pecuária para 10 anos, que nós tivéssemos políticas que não fossem anuais, mas que ultrapassasse os governos, que fosse uma política de Estado, uma política que olhasse a longo prazo”, detalha.

Segundo ele, os novos eleitos precisam olhar a questão do crédito rural, dos juros compatíveis à renda do agricultor e, também, os custos de produção.

Já o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Maurício Buffon, quer que o próximo governo enxergue o agronegócio como parceiro. “Sem o agronegócio como um todo, quando falamos em agricultura e pecuária, é o motor da economia do país. Se hoje existe no Brasil um superávit, se existe uma balança comercial positiva, ela passa pelo agronegócio brasileiro, por todas as culturas, não apenas a soja”, destaca.



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Ministério da Saúde confirma 113 registros de intoxicação por metanol



Até às 16h desta sexta-feira (3), 113 casos de intoxicação por metanol após a ingestão de bebida alcoólica haviam sido registrados em todo o país, informou o Ministério da Saúde.

A pasta começou a divulgar um boletim diário dos casos, com base nos dados enviados pelos estados. Ao todo, são 11 casos confirmados e 102 em investigação. Na divisão por estados, São Paulo lidera com 101 registros (11 confirmados e 90 em investigação).

Também há casos suspeitos nos seguintes estados:

  • 6 em Pernambuco;
  • 2 na Bahia;
  • 2 no Distrito Federal;
  • 1 no Paraná;
  • 1 em Mato Grosso do Sul.

Do total de casos notificados, 12 resultaram em morte, das quais uma está confirmada no estado de São Paulo e 11 estão sendo investigadas. Os óbitos investigados estão divididos pelos seguintes estados:

  • 8 em São Paulo;
  • 1 em Pernambuco;
  • 1 na Bahia;
  • 1 em Mato Grosso do Sul.

Informadas pelos Centros de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs) estaduais, as notificações de intoxicação por metanol foram repassadas ao Cievs nacional, que consolida os dados.

Para reduzir o impacto das intoxicações provocadas pelo metanol em bebidas alcoólicas adulteradas, o Ministério da Saúde em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) comprou 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico, antídoto para esse tipo de intoxicação.

A pasta está comprando mais 150 mil ampolas (5 mil tratamentos), para garantir o estoque do Sistema Único de Saúde.

O Ministério da Saúde também pediu que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faça um chamamento internacional das 10 maiores agências reguladoras nos seguintes países: Argentina, México, Comunidade Europeia, Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, China, Suíça e Austrália.

A pasta também enviou ofício para empresas e instituições da Índia, Estados Unidos e Portugal em que pede doação e cotação de compra para outro antídoto, o fomepizol. Atualmente, poucos países têm o produto em estoque.

O ministério também oficializou pedido à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para a doação imediata de 100 tratamentos de fomepizol e manifestou intenção de adquirir outras 1 mil do medicamento por meio da linha de crédito do Fundo Estratégico da Opas, ampliando o estoque nacional.

Orientações aos municípios

Na quarta (1), o Ministério da Saúde orientou que os estados e os municípios notifiquem imediatamente todas as suspeitas de intoxicação por metanol. A medida pretende fortalecer a vigilância epidemiológica e garantir uma resposta rápida e eficaz aos casos suspeitos.

No mesmo dia, foi instalada uma sala de situação para monitorar os casos. De caráter extraordinário, essa estrutura permanecerá ativa enquanto houver risco sanitário e necessidade de monitoramento e resposta nacional.



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China não está abastecida e precisa da soja dos EUA, diz chefe do USDA



A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, afirmou na quinta-feira (2) que a China “não está com os armazéns cheios” e precisa voltar a comprar soja norte-americana.

Em entrevista à Fox Business, ela disse que o presidente Donald Trump pretende cobrar o tema do presidente chinês Xi Jinping no fim de outubro, em reunião prevista à margem da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em Seul. “É hora de a China parar de jogar jogos. Eles precisam do nosso produto”, declarou.

A fala de Rollins ocorre em meio à ausência prolongada da China nas compras de soja dos Estados Unidos. Ontem, mais cedo, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à CNBC que o governo anunciará na próxima terça-feira (7,) “apoio substancial” aos produtores afetados. Segundo Bessent, na sua avaliação, a maior parte do eleitorado rural apoiou Trump, e os recursos para o programa podem vir de receitas tarifárias.

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Trump voltou ao tema em publicação na rede Truth Social, afirmando que os agricultores estão sendo prejudicados porque a China deixou de comprar soja “por razões de negociação”. “Vou me reunir com o presidente Xi da China em quatro semanas, e a soja será um tópico importante de discussão”, escreveu.

Rollins disse que esteve na quarta-feira no Salão Oval com Trump para discutir a situação dos produtores de soja, além de sorgo, algodão, milho e trigo. Segundo ela, a China não cumpriu integralmente o acordo comercial firmado em 2019.

“Infelizmente, os chineses não mantiveram a parte deles do acordo. Isso aconteceu sob o presidente Biden, que se recusou a cobrar qualquer responsabilidade e, como resultado, abandonou nossa comunidade agrícola”, afirmou.

A secretária acrescentou que os Estados Unidos já fecharam mais de uma dúzia de acordos para abrir novos mercados agrícolas, citando Indonésia, Japão, Taiwan, Reino Unido, União Europeia e Austrália. “A solução de longo prazo é não depender exclusivamente de alguns países”, disse Rollins.

No mercado, a AgResource avaliou que os sinais políticos deram fôlego, ontem, aos preços futuros na Bolsa de Chicago (CBOT), mas não alteram o quadro de curto prazo sem compras efetivas da China. Para o analista-chefe Ben Buckner, outubro já está perdido como mês de vendas e a janela para exportações americanas tende a se fechar no fim de janeiro.



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PIB paulista registra crescimento de 2,2% e setor de serviços lidera alta



O Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo cresceu 2,2% nos últimos 12 meses em comparação ao período anterior, segundo dados da Fundação Seade. O avanço da economia estadual foi impulsionado pelo setor de Serviços, que registrou expansão de 3,4% entre agosto de 2024 e julho de 2025.

No comparativo mensal, o PIB de São Paulo avançou 0,8% entre junho e julho de 2025, considerando os ajustes sazonais. O crescimento foi puxado pelo setor de serviços, que subiu 0,9%, e pela indústria, que registrou alta de 2,1%.

Já no acumulado de 2025, houve expansão de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para a agropecuária (2,3%) e, novamente, o setor terciário (3,1%).

A economia do estado também registrou crescimento na comparação com julho de 2024, com avanço de 1,9% em julho de 2025. Neste período, houve variação positiva no setor de serviços (3,2%) e na indústria (0,4%).



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Dólar tende a ficar mais para R$ 5 do que R$ 5,50 nos próximos meses, diz economista



O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, disse nesta sexta-feira (3), que a cotação do dólar deve ficar mais próxima de R$ 5 do que de R$ 5,50 nos próximos meses. Esse panorama, disse ele, deve refletir a continuidade da fraqueza global da moeda norte-americana.

“Continuo achando mais fácil o dólar estar perto de R$ 5, ou até um pouquinho abaixo de R$ 5, nos próximos seis ou nove meses, do que estar em R$ 5,50”, disse Honorato, ao participar de evento da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo.

Segundo ele, cerca de 70% do movimento de valorização do real desde a virada do ano reflete justamente esse momento de maior fraqueza do dólar.

“Apesar da piora do déficit externo, o real está super bem comportado. Se o real fosse seguir de perto o que está acontecendo com o dólar no mundo, era para o dólar estar em R$ 4,60. Se o real estivesse acompanhando de perto uma cesta de países emergentes que têm características semelhantes às do Brasil, era para o dólar estar em R$ 4,90”, detalhou ele durante a sua apresentação.

Moeda única do Brics

Honorato também avaliou que uma possível moeda única do Brics, o grupo de economias emergentes fundado por Brasil, Rússia, Índia e China, é ideia “muito ruim” e da qual o Brasil deveria “fugir”.

“Eu absolutamente acho muito, muito ruim a ideia da moeda dos Brics. Acho que o Brasil deveria fugir dessa ideia como o diabo foge da cruz”, disse Honorato, após comentar que a tensão e a volatilidade trazida pelo governo Donald Trump nos Estados Unidos faz os países da América Latina “caírem no colo” da China.

Quando a discussão sobre a “moeda do Brics” ganhou maior repercussão e gerou críticas públicas de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a ideia não é criar uma moeda nova, e sim estimular o uso das moedas dos países do Brics para negócios com outros integrantes do grupo.

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“À medida que você é atacado, ou desafiado por um país como os Estados Unidos, isso empurra a América Latina no colo da Ásia, ou da China, e isso está empurrando também a Europa no colo da Ásia”, disse o economista-chefe do Bradesco.

Tensão ‘sem precedentes’

Segundo Honorato, a tensão causada pelo segundo governo Trump nos EUA é algo “sem precedentes”.

Ele citou, por exemplo, que o nível de tarifas imposto pelo governo Trump atualmente é o maior desde o período entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.

Economia longe do alvo de 3% de inflação

Para o economista-chefe do Bradesco, a desaceleração da atividade doméstica e um câmbio comportado devem ser “a senha” para que ocorra o início de ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic.

Segundo ele, é “praticamente impossível” o Brasil ter uma inflação cravada na atual meta, de 3,0%.

“Eu acho impossível ou muito improvável, que a inflação chegue aos 3% por uma razão muito simples: temos um governo que gasta bastante, que gosta de dar estímulo para a demanda. Está descoordenada a política fiscal e monetária”, avaliou o economista, ressaltando, contudo, que ele ainda crê em “alguma melhora” da inflação, ainda que não o suficiente para cravar a meta do Banco Central.

Honorato destacou que, caso a autoridade monetária fosse “muito rigorosa” com o compromisso por uma inflação de 3,0%, não haveria sequer chance de o juro começar a cair no ano que vem. “É razoável, a gente ter 15% de Selic o ano que vem inteiro, para ter uma inflação que vai ser de 3,5%, 3,6%% Não sei, é coisa que a sociedade também tem que discutir”, questionou.

Honorato ainda disse que “obviamente é preferível” ter uma inflação de 3%, mas que, dado o arranjo macroeconômico do Brasil, o país ainda não estava preparado para isso, sobretudo por conta da questão fiscal (o governo gasta mais do que arrecada, e a dívida é crescente).

“Dado que a escolha foi feita de 3%, também não acho que seja prudente agora voltar atrás e ter meta de inflação de 4%, vai dar uma confusão danada nos mercados”, disse ele, acrescentando que o caminho é manter a meta em 3% e usá-la “com inteligência”. “Vamos convergindo num prazo depois que o ajuste fiscal for feito, num caminho intermediário.”



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