quarta-feira, abril 1, 2026

Autor: Redação

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Queda no preço do arroz força produtores a diminuir plantio



Custo de produção supera o valor de venda e desanima produtores gaúchos, que já semearam cerca de 40% da área prevista para a safra. Entidades alertam para risco de queda ainda maior no plantio.

Os baixos preços do arroz têm pressionado os produtores do Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país, a reduzir a área plantada na nova safra. De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), cerca de 40% da área já foi semeada, mas a projeção total é de 920 mil hectares, uma queda estimada em 5% em relação à safra anterior.

Em algumas regiões, porém, a retração pode ser ainda mais acentuada, chegando a 20%, segundo técnicos e lideranças do setor. Os motivos variam entre a baixa rentabilidade, o endividamento, as dificuldades de acesso a crédito e os altos custos de produção.

“Como sou arrendatário, é difícil reduzir área, porque depende de parceria com outras pessoas. Mas o cenário preocupa muito, principalmente pela falta de perspectiva e pelos preços internacionais baixos”, afirma o produtor Gilberto Raguzzoni.

Custo alto e preço baixo travam a rentabilidade

O preço da saca de arroz, atualmente em torno de R$ 58, está abaixo do preço mínimo de R$ 63 definido pelo governo federal. O custo médio de produção por saca, segundo os produtores, chega a R$ 90, o que significa prejuízo mesmo em safras produtivas.

“Hoje o produtor enfrenta muita dificuldade na implantação da lavoura por falta de recursos e preços muito baixos. A renda caiu pela metade em relação ao ano passado”, diz Edinho Fontoura, presidente da Associação de Agricultores de Dom Pedrito.

O estoque elevado de arroz no mercado interno e a dificuldade nas exportações também têm contribuído para a queda dos preços. Além disso, a entrada de cerca de 2 milhões de toneladas de arroz importado do Mercosul aumenta a pressão sobre o produto nacional.

Mesmo com as dificuldades, o plantio avança em ritmo acelerado para aproveitar as condições climáticas favoráveis. Alguns produtores, no entanto, estão optando por usar menos tecnologia nas lavouras, reduzindo investimentos em insumos e maquinário.

Expectativa é de nova redução

As entidades do setor orientam que o produtor ajuste a área ao cenário de mercado. A expectativa é de que o levantamento oficial da safra confirme uma redução mais expressiva da área plantada quando os dados forem consolidados pelo Irga.

“O momento é difícil e tudo indica que a área vai diminuir ainda mais. Só teremos a dimensão exata no fim da safra, com os levantamentos do instituto”, disse Alessandro da Cruz, coordenador regional do Irga.



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Especialista critica Plano Clima por responsabilizar o agro por emissões ilegais



O Plano Clima, tema central da COP30, tem gerado debates entre especialistas ao atribuir ao setor agropecuário as emissões provenientes do desmatamento ilegal.

De acordo com o pesquisador da FGV, Leonardo Munhoz, o plano considera as emissões brasileiras do desmatamento, mesmo as ilegais, como pertencentes ao setor do agro.

“Do ponto de vista regulatório, isso traz inseguranças, porque pressupõe que emissões de um crime ambiental, são de um setor econômico formal da economia brasileira e isso já começa a apresentar ruídos”, afirma.

Munhoz destaca ainda o papel do Código Florestal, a legislação que define as áreas de preservação em propriedades rurais, e que poderia ser usada como argumento de sustentabilidade nas negociações da COP30.

De acordo com Munhoz, o Brasil é o único país do mundo que possui uma lei que estabelece limites e restrições para áreas dentro das propriedades rurais. Quando respeitada, essa legislação obriga o agricultor a preservar o meio ambiente e reduzir as emissões de gases de efeito estufa de forma natural. Essa particularidade precisa ser valorizada nas discussões sobre políticas climáticas e compromissos internacionais do país.

O especialista alerta que o método atual de cálculo de emissões enfraquece o potencial do país em projetos de mercado voluntário de carbono, dificultando a certificação de áreas legais como elegíveis. “A COP abre portas para usar a agropecuária sustentável como solução de mitigação e adaptação climática, mas o Plano Clima pode limitar essa estratégia”, conclui.



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Encurtamento das escalas de abate mantém mercado do boi gordo aquecido



O mercado físico do boi gordo abriu a semana novamente em alta, com negócios acima da referência média. Os frigoríficos, em especial os de menor porte, ainda se depararam com encurtamento de suas escalas de abate.

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A demanda permanece aquecida, com exportações representativas em 2025, da mesma maneira que a demanda interna está no auge.

O ambiente de negócios sugere a continuidade do movimento de alta no curto prazo, apontou o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Confira as cotações do boi gordo:

  • Em São Paulo (SP), a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 323,83 (a prazo)
  • Em Goiás (GO), a indicação média foi de R$ 314,64 para a arroba do boi gordo
  • Em Minas Gerais (MG), a arroba teve preço médio de R$ 309,41
  • Em Mato Grosso do Sul (MS), a arroba foi indicada em R$ 331,02
  • Em Mato Grosso (MT), a arroba ficou indicada em R$ 305,07

Atacado

O mercado atacadista abriu a semana apresentando firmeza em seus preços. Prevalece a perspectiva de alta no curto prazo, considerando o auge do consumo no mercado doméstico durante o último bimestre, com a incidência do décimo terceiro salário, a criação de postos temporários de emprego e as confraternizações de final de ano proporcionando esse ambiente favorável, apontou Iglesias.

  • Quarto dianteiro segue no patamar de R$ 18,50 por quilo
  • Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 17,50 por quilo
  • Quarto traseiro ainda é cotado a R$ 25,00, por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,42%, sendo negociado a R$ 5,3574 para venda e a R$ 5,3554 para compra.

Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3450 e a máxima de R$ 5,3830.



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Percentual de reserva legal em fazendas antigas gera dúvidas no setor; especialista responde



A determinação do percentual correto de Reserva Legal (RL) para fazendas antigas é uma dúvida jurídica crucial para o agronegócio brasileiro.

Ao Giro do Boi, o advogado e professor de direito ambiental Pedro Puttini Mendes, a regra atual nem sempre se aplica automaticamente aos imóveis mais antigos.

O Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) reconhece o chamado direito ambiental adquirido para áreas consolidadas, permitindo que o produtor não seja obrigado a recompor a vegetação até os percentuais exigidos atualmente.

A regra geral estipula: 80% da área em floresta na Amazônia Legal; 35% no Cerrado dentro da Amazônia Legal; e 20% nas demais regiões.

Confira:

Direitos adquiridos e comprovação documental

Conforme o Artigo 68 do Código Florestal, proprietários que já utilizavam o solo de forma regular e com desmatamento autorizado antes de 2012 podem manter o percentual daquele período, mesmo que seja inferior ao exigido atualmente. O único caminho para aplicar percentuais inferiores é comprovar documentalmente o uso consolidado da propriedade nas legislações anteriores.

Infelizmente, muitos produtores recebem determinações de recomposição indevida, pois o sistema do Cadastro Ambiental Rural (CAR) aplica a regra geral de 80% sem considerar esse direito. Os documentos essenciais para essa comprovação são fundamentais.

Estratégia de proteção jurídica

Buscar a comprovação do uso consolidado é uma estratégia crucial de proteção jurídica e valorização do patrimônio rural. Ao garantir o percentual correto de Reserva Legal, o produtor obtém vantagens significativas.

O processo exige cautela e suporte técnico-jurídico, especialmente para propriedades na Amazônia Legal, onde é imprescindível revisar todo o histórico documental e legal.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Maior movimento nos portos eleva preços de soja nesta segunda-feira



O início desta semana registrou maior movimentação nas negociações de soja nos portos brasileiros. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os volumes de negócios aumentaram, principalmente em Paranaguá, onde as ofertas se mostraram mais atrativas.

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A Bolsa de Chicago (CBOT) registrou forte alta nos contratos futuros da soja, impulsionada pela expectativa de que a China retome compras em grande escala da safra norte-americana, após o acordo comercial fechado entre os dois países.

Plantio de soja no Brasil

Segundo a consultoria, o plantio da safra 2025/26 no Brasil atingiu 46,2% da área prevista até 31 de outubro, contra 34,1% na semana anterior e 52,9% no mesmo período do ano passado. A média histórica para o período é de 55%.

As inspeções de exportação de soja nos Estados Unidos totalizaram 965.063 toneladas na semana encerrada em 30 de outubro, abaixo das 1.160.567 toneladas da semana anterior e de 2.313.027 toneladas no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano-safra, as inspeções somam 7.780.444 toneladas, contra 12.957.026 toneladas do ano-safra anterior.

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,42%, cotado a R$ 5,3574 para venda e R$ 5,3554 para compra, oscilando durante o dia entre R$ 5,338 e R$ 5,366.

Cotações

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,50 para R$ 127,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 125,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00

Contratos futuros de soja

Nos subprodutos, o farelo de soja para dezembro fechou em US$ 320,80 por tonelada, com baixa de 0,8 dólar ou 0,24%, enquanto o óleo de soja para dezembro avançou 1,16 centavo ou 2,38%, cotado a 49,84 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,42%, sendo negociado a R$ 5,3574 para venda e a R$ 5,3554 para compra.

Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3450 e a máxima de R$ 5,3830.



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Biológico eficaz depende do preparo correto da calda



A compatibilidade entre adjuvantes e microrganismos define o sucesso


A compatibilidade entre adjuvantes e microrganismos define o sucesso
A compatibilidade entre adjuvantes e microrganismos define o sucesso – Foto: Divulgação

O avanço do mercado de biológicos no Brasil é notável. Segundo a CropLife, o setor cresce 21% ao ano, quatro vezes mais que a média global, e movimentou cerca de R$ 5 bilhões na safra 2023/24. Esse ritmo reforça a necessidade de atenção a um ponto decisivo: o preparo da calda de aplicação, essencial para garantir a sobrevivência e o desempenho das unidades formadoras de colônia (UFC).

De acordo com Renato Menezes, gerente técnico da Agroallianz, a correta integração das cepas microbianas à calda influencia diretamente sua longevidade e eficiência após a pulverização. Já Daniel Petreli, da DVA Agro, destaca que o uso de adjuvantes compatíveis é crucial, pois além de melhorar a pulverização, preservam a viabilidade dos microrganismos e mantêm a umidade nas áreas tratadas.

“A adição de cepas de microorganismos a calda de aplicação e o entendimento de todas as interações com os demais componentes ali presentes, faz toda diferença quanto a sobrevivência e longevidade dos microrganismo, consequentemente na sua performance após aplicação” relata.

Petreli alerta, no entanto, para a necessidade de soluções específicas, como tamponantes e bioestabilizadores, devidamente testadas e certificadas por instituições como o Instituto Biológico de Campinas e a Unesp. A compatibilidade entre adjuvantes e microrganismos define o sucesso do controle biológico — e, por isso, exige pesquisa constante e responsabilidade técnica das empresas do setor. “Ou seja, é possível dizer que nossos produtos são validados em instituição de pesquisa renomada quanto a sua compatibilidade com este microrganismo”, destaca Petreli.

 





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Indicador do Boi Gordo Datagro começa a semana com leve queda



O Indicador do Boi Gordo Datagro começa a semana em leve queda. Cinco das nove principais praças do país apresentaram nesta segunda-feira (3) variação negativa no preço médio da arroba.

Bahia registrou a maior queda do dia, atingindo R$ 305,59 por arroba, o que representa uma variação de -1,01%. Já Tocantins teve a maior variação positiva do dia, chegando a R$ 304,46, o que representa um alta de 0,62%.

Assim como nos últimos dias, Mato Grosso do Sul continua com a maior cotação, chegando a R$ 320,52 por arroba. Logo em seguida vem São Paulo, onde o valor atinge R$ 319,26.

Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:

São Paulo: R$ 319,26

Goiás: R$ 307,88

Minas Gerais: R$ 305,89

Mato Grosso: R$ 304,71

Mato Grosso do Sul: R$ 320,52

Pará: R$ 302,00

Rondônia: R$ 288,26

Tocantins: R$ 304,46

Bahia: de 305,59

O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.



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PepsiCo lança programa de incentivo à agricultura regenerativa no Cerrado; saiba mais



A PepsiCo, em parceria com a Griffith Foods, fornecedora de ingredientes para a indústria alimentícia e a Milhão Ingredients, provedora de milho para a companhia no Brasil, anunciou nesta segunda-feira (3) uma iniciativa voltada para acelerar a transição dos produtores de Goiás, no Cerrado brasileiro, para práticas de agricultura regenerativa.

O projeto combina financiamento e assistência técnica para promover a restauração do solo e a redução das emissões de gases de efeito estufa. Estão incluídas práticas como cultivo de cobertura, compostagem e uso de insumos biológicos para regenerar a saúde do solo, fortalecer a resiliência climática e reduzir a dependência de insumos sintéticos.

A ação ocorre em uma das regiões agrícolas mais produtivas do país, responsável por cerca de 60% da produção de soja e milho. Segundo as empresas, o objetivo é restaurar ecossistemas, melhorar a rentabilidade e aumentar a resiliência climática das propriedades rurais.

“Na Griffith Foods, vemos essa parceria como parte de nossa jornada para nutrir o mundo e transformar o sistema alimentar”, afirmou Nicholas Costa, diretor regional de Sustentabilidade para a América Central e do Sul da Griffith Foods, em comunicado à imprensa.

Modelo de pagamento por práticas e resultados

O projeto introduz um sistema de “pagamento por práticas” e “pagamento por resultados”, que recompensa tanto a adoção de técnicas regenerativas quanto a comprovação da redução de emissões.

“Este programa aborda a maior barreira para a agricultura regenerativa: o risco financeiro que os agricultores enfrentam ao fazer a transição para novas práticas”, disse Thais Souza, gerente global de Compras ESG da PepsiCo Brasil, também em comunicado.

“Ao fornecer incentivos econômicos diretos, estamos possibilitando mudanças de comportamento que melhoram a saúde do solo, reduzem as emissões de gases de efeito estufa e aumentam a resiliência climática”, completou.

Ainda de acordo com Costa, o projeto integra as Aspirações 2030 da Griffith Foods, plano global estruturado em três eixos: redes sustentáveis de alimentos, portfólio nutritivo e sustentável e criação de novos mercados para comunidades com menor acesso.

A Griffith Foods mantém atualmente cerca de 12 mil hectares em transição para práticas regenerativas em projetos no Canadá, Colômbia, Reino Unido e Tailândia.



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Atacadão inicia venda do 1º lote de carne bovina rastreada da JBS produzido no Pará



A pecuária do Pará entra em uma nova fase com o início da comercialização da primeira carne bovina rastreada do estado, fruto do Programa Pecuária Sustentável do Pará. O Grupo Carrefour Brasil, em parceria com o governo do Pará, a The Nature Conservancy (TNC), a JBS e outros frigoríficos, lança a iniciativa nesta segunda-feira (3), com a entrega de 12 toneladas de carne nas lojas Atacadão Icoaraci e Portal da Amazônia, em Belém.

O projeto é o primeiro do país a disponibilizar carne de animais identificados individualmente com brincos eletrônicos, conhecidos como “brincados”. A tecnologia garante o rastreio completo da origem do gado, desde as fazendas até o ponto de venda, reforçando o compromisso com a transparência e a sustentabilidade.

Transparência e responsabilidade ambiental

De acordo com Nelcina Tropardi, vice-presidente de Assuntos Corporativos, ESG e Jurídico do Grupo Carrefour Brasil, a rastreabilidade individual é uma inovação que amplia a confiança na cadeia produtiva.

“A rastreabilidade individual permite análises mais precisas, incluindo fornecedores indiretos, e aproxima o consumidor da origem do produto. É uma forma de valorizar o produtor e proteger a floresta”, afirma.

O Carrefour já aplicava rastreabilidade por lote, mas agora avança com o monitoramento individual de cada animal. A meta é rastrear 100% do rebanho paraense até 2027, assegurando carne livre de desmatamento e com padrão de qualidade certificado.

Parceria público-privada e impacto regional

A política de rastreabilidade do Pará é resultado de uma construção conjunta entre governo, empresas e organizações civis. O sistema utiliza brincos eletrônicos conectados ao Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará (SRBIPA), que permite monitorar cada animal durante todo o ciclo produtivo.

O Grupo Carrefour Brasil é parceiro estratégico e investidor do programa, com aporte de R$ 10 milhões em três eixos prioritários:

  • Rastreabilidade individual: apoio à compra e aplicação de brincos eletrônicos;
  • Assistência técnica e regularização ambiental: suporte gratuito a pequenos e médios produtores;
  • Engajamento da cadeia produtiva: incentivo para que outros varejistas e frigoríficos adotem o modelo.

Esse investimento integra o Fundo de Florestas do Grupo Carrefour Brasil, que prevê R$ 50 milhões para ações de conservação da biodiversidade e enfrentamento do desmatamento.

Setor privado unido pela sustentabilidade

Para Marco Oliveira, CEO do Atacadão, a iniciativa reforça o papel do varejo na promoção de práticas sustentáveis.

“O Pará prova que é possível produzir com qualidade e responsabilidade. O varejo pode ser um importante agente de transformação, conectando sustentabilidade e consumo consciente”, afirma.

O presidente da Friboi, Renato Costa, destaca que a iniciativa fortalece toda a cadeia da pecuária.

“Ao apoiar os produtores na adoção das melhores práticas, reforçamos o compromisso com uma produção mais sustentável e transparente”, conta.

Carlos Mafra Júnior, CFO da AgroCumaru, empresa do Grupo Mafra responsável pelo fornecimento dos bois identificados, acredita que o avanço traz novas oportunidades.

“A rastreabilidade chegou para ficar. Produzir com transparência e qualidade é o caminho para gerar valor e reconhecimento ao produtor”, avalia.

Rumo a um novo modelo de produção

Segundo José Otávio Passos, diretor de Amazônia da TNC, o programa consolida uma transformação na pecuária regional.

“O Pará está mostrando que é possível crescer reduzindo o desmatamento e valorizando quem faz o certo. Essa iniciativa inspira o país e abre espaço para uma produção mais justa e sustentável”, afirma.

A expectativa é que, até 2027, a carne rastreada do Pará chegue também a outros estados, como São Paulo, ampliando o alcance da pecuária de baixo impacto ambiental e de alta confiabilidade.

O Programa Pecuária Sustentável do Pará se firma, assim, como um modelo de produção responsável, que une tecnologia, transparência e inclusão produtiva, fortalecendo a economia local e a conservação da Amazônia.



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