quarta-feira, abril 1, 2026

Autor: Redação

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Bolsa supera os 150 mil pontos em meio à cautela do mercado


No morning call desta terça-feira (4), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a cautela dos mercados internacionais persiste com Fed dividido e shutdown nos EUA. O dólar caiu 0,43% a R$ 5,35 e o Ibovespa superou 150 mil pontos pela primeira vez, com nove altas seguidas.

Commodities subiram com PMI positivo na China e decisão da Opep+. Hoje, destaque para PIM no Brasil, balança comercial dos EUA e falas do Fed.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Conab realiza leilão eletrônico para transporte de milho



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza, nesta terça-feira (4), um leilão eletrônico para contratar serviços de transporte de 16.001 toneladas de milho à granel vinculadas aos estoques públicos. O pregão será realizado a partir das 9h, pelo Sistema de Comercialização Eletrônico da Conab (Siscoe), com interligação das Bolsas de Cereais, de Mercadorias e/ou de Futuros.

A operação visa abastecer o Programa de Venda em Balcão (ProVB), que oferece milho a preços de atacado para pequenos criadores rurais. Segundo a Conab, o objetivo é facilitar o acesso ao cereal e apoiar a manutenção da atividade pecuária de menor escala.

Origem e destinos das cargas

As cargas estão localizadas nos municípios de Ipiranga do Norte e Sinop, em Mato Grosso, e Bom Jesus de Goiás. O transporte será destinado a 16 cidades em nove estados: Bernardino de Campos (SP), Rio Branco (AC), Icó (CE), Sousa (PB), Ouricuri (PE), Erechim (RS), Açu (RN), Oeiras (PI), Picos (PI), São Raimundo Nonato (PI), Campo Maior (PI), Teresina (PI), Floriano (PI), Parnaíba (PI), Cachoeiro do Itapemirim (ES) e Colatina (ES).

Requisitos para participação

Para participar do leilão, as transportadoras devem estar cadastradas no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican) e atender todas as exigências previstas no aviso específico, no Regulamento para Contratação de Transportes da Conab e no Regulamento de Licitações e Contratos da Companhia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita do pêssego avança no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (30), a colheita do pêssego segue em diferentes estágios no Rio Grande do Sul, variando conforme as regiões produtoras e as variedades cultivadas.

Na regional de Caxias do Sul, estão em colheita as variedades BRS Kampai, Charme, Chimarrita e PS 25399. Os frutos apresentam “calibre e coloração regulares, influenciados pela baixa insolação registrada no período”, informou a Emater/RS-Ascar. A maior parte da produção está sendo armazenada em packing houses e comercializada nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Estado e em mercados regionais. Pequenos volumes seguem para outros estados. O preço médio nas feiras do produtor varia entre R$ 7,00 e R$ 10,00/kg, sem registro expressivo de pragas ou doenças nos pomares.

Na regional de Passo Fundo, as variedades tardias estão em fase final de formação dos frutos, enquanto as precoces iniciam a maturação. Os produtores mantêm os tratamentos preventivos para garantir a sanidade das plantas e a qualidade da produção.

Em Pelotas, os frutos estão em desenvolvimento e os pomares apresentam boas condições sanitárias. Os agricultores seguem realizando tratamentos contra doenças, principalmente podridão-parda. Os preços definidos para a indústria de conservas ficaram abaixo do esperado: R$ 2,10/kg para o tipo I e R$ 1,85/kg para o tipo II.

Nas regionais de Bagé e Santa Maria, a colheita das variedades precoces teve início. Segundo o informativo, “a produtividade e a qualidade estão excelentes em função das condições meteorológicas durante o ciclo e dos tratamentos de inverno, aliados ao controle eficiente de mosca-das-frutas”.

Na região de Santa Rosa, as lavouras estão na fase de frutificação, e o raleio foi concluído. A colheita das variedades precoces, destinadas ao consumo in natura e à produção de doces e geleias, já começou, com preços entre R$ 4,00 e R$ 5,00/kg.

Em Soledade, as variedades precoces Marli e Premier estão em colheita. Há ocorrência de podridão-parda, exigindo manejo fitossanitário adicional. As variedades medianas e tardias seguem em formação de frutos, com raleio e poda verde realizados. Foram observados casos de broca-dos-ponteiros (Grapholita modesta), demandando controle em áreas com maior incidência.





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Frente fria muda o tempo e aumenta o risco de temporais em alguns estados



As condições do tempo variam bastante pelo país nesta terça-feira (4). Enquanto o Sul começa a registrar melhora no clima, com sol e temperaturas mais amenas, o Sudeste volta a ter instabilidades devido à formação de uma nova frente fria. No Centro-Oeste e Norte, as pancadas de chuva seguem frequentes, enquanto o Nordeste permanece sob domínio do calor e baixa umidade do ar.

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Sul

A região Sul tem uma melhora nas condições do tempo. A chuva fica restrita a áreas do litoral e leste dos estados, além do extremo noroeste do Paraná, onde pode ocorrer pancada isolada. No restante da região, o tempo firme predomina. As temperaturas ficam mais amenas no leste e no litoral, mas sobem nas demais áreas, principalmente no norte do Paraná e no oeste dos estados, onde o calor ganha força.

Sudeste

As instabilidades diminuem em São Paulo, mas ainda se concentram nas regiões norte, leste e no litoral do estado. Uma nova frente fria, de fraca intensidade, se forma entre São Paulo e Minas Gerais, mantendo o tempo nublado e provocando pancadas de chuva.

Em Minas, a instabilidade se espalha pelo interior, Zona da Mata e sul do estado, com risco de temporais. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, as pancadas de chuva continuam, com possibilidade de tempestades isoladas no norte do RJ e sul do ES.

Centro-Oeste

As chuvas diminuem em Mato Grosso do Sul e ficam restritas ao norte, leste e sul do estado. Já em Mato Grosso e Goiás, o tempo segue instável, com pancadas provocadas pelo fluxo de umidade. No sul de Goiás e no Distrito Federal, há risco de chuva moderada a forte em alguns momentos do dia.

Nordeste

As instabilidades perdem força no Maranhão e no Piauí, mas ainda há pancadas no oeste da Bahia. No restante da região, o tempo firme predomina, com sol forte e calor intenso. A umidade do ar segue baixa, especialmente no interior, podendo ficar abaixo dos 30%, em alguns pontos, até dos 20%. Em Teresina, a temperatura máxima pode chegar a 37°C.

Norte

No Norte do país, as pancadas de chuva continuam em boa parte da região, com destaque para Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, onde os volumes podem ser moderados a fortes. No Pará, as chuvas se concentram no sul e oeste, além do sudoeste do Tocantins. Nas demais áreas, o tempo firme predomina.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços dos derivados do leite recuam 4,53% em Goiás



Preços do leite e derivados recuam em outubro



Foto: Pixabay

A Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou na sexta-feira (31) o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano, elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás. Segundo o documento, a edição de outubro de 2025 indica um comportamento uniforme entre os produtos da cesta de derivados, com redução nos preços médios de todos os itens monitorados.

De acordo com o boletim, o leite condensado apresentou a menor variação negativa, com queda de 2,61%. Já o creme a granel registrou a maior desvalorização do período, com recuo de 6,94%. Também tiveram retração o queijo muçarela (-4,23%), o leite em pó integral (-4,42%) e o leite UHT integral (-5,81%).

A Seapa informou que, considerando o peso específico de cada produto na composição da cesta, a variação geral foi de -4,53% em relação ao mês anterior.





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Morango brasileiro da Embrapa dobra produção e reduz dependência de mudas importadas


A produção brasileira de morangos vive um novo capítulo com a expansão da cultivar BRS DC25 Fênix, desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado. Em apenas dois anos, o número de viveiristas licenciados para multiplicar a variedade dobrou, passando de 18 em 2023 para 36 em 2025. A produção de mudas saltou de 2,5 milhões para mais de 5 milhões de unidades e deve ultrapassar 10 milhões em 2026.

O avanço representa um passo importante rumo à redução da dependência de mudas importadas, que ainda respondem por cerca de 98% da produção nacional, vindas de países como Chile, Argentina e Espanha. O custo das mudas estrangeiras, cotado em dólar, varia entre R$ 2,30 e R$ 3,60, o que encarece a cadeia produtiva.

Segundo o pesquisador Sandro Bonow, da Embrapa, o sucesso da Fênix está ligado à falta de cultivares nacionais adaptadas ao clima e à logística do país. “A Embrapa veio contribuir para mudar esse cenário, oferecendo uma cultivar de qualidade, com preço acessível e disponível no momento ideal de plantio para cada região”, afirma.

Produtividade e sabor que conquistam o mercado

A cultivar Fênix foi desenvolvida para unir produtividade, precocidade e qualidade sensorial. Os frutos se destacam pelo tamanho, teor de açúcar, acidez equilibrada, aroma e cor intensa, características que agradam tanto produtores quanto consumidores.

Nos testes de campo, a produtividade variou entre 900 gramas por planta em sistema semi-hidropônico e 1,6 kg por planta em cultivo a campo sob túnel baixo. O plantio ocorre entre março e abril, com colheita antecipada já entre maio e junho, o que amplia a janela de comercialização.

“O fato de ser uma cultivar precoce permite ao produtor colher antes do pico da safra e aproveitar melhores preços”, ressalta o pesquisador Luís Eduardo Antunes. Ele destaca ainda que a Fênix é resistente e se adapta bem a variações climáticas, fator essencial diante das oscilações registradas nas últimas safras.

Foto: Marcos Albertini/Embrapa

Expansão e reconhecimento

Apresentada ao público durante a Expointer de 2023, a Fênix rapidamente conquistou espaço nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Em 2025, a cultivar foi recomendada também para Brazlândia (DF), principal polo de morango do Centro-Oeste.

A projeção é que a produção de mudas alcance 10 milhões em 2026, impulsionada pelo interesse de novos produtores e pela expansão de viveiros licenciados. “O Brasil tem potencial para produzir até 350 milhões de mudas por ano. A Fênix ainda representa uma pequena fatia, mas o crescimento é rápido e promissor”, afirma Antunes.

O sucesso da cultivar também chama atenção no exterior. Empresas europeias já manifestaram interesse em representar a genética brasileira em países mediterrâneos, onde as mudanças climáticas afetam a produção tradicional de morangos.

Depoimentos do campo: confiança e resultados

Para o casal Darceli e Ilóivia Chassot, de Cerro Largo (RS), a Fênix superou expectativas. “Ela se desenvolveu bem, com 100% de pegamento das mudas, florescimento rápido e frutas grandes e saborosas. Mesmo com variações de temperatura, manteve a qualidade e a firmeza”, relatam.

Em Atibaia (SP), um dos polos mais tradicionais da cultura, a cultivar já é motivo de orgulho. O produtor José Roque Doratioto, do Sítio Serrano, destaca o sabor intenso e alta durabilidade dos frutos. O município firmou parceria com a Embrapa e, em 2025, distribuiu 400 mil mudas de Fênix a produtores locais por meio do viveiro municipal.

“A Fênix virou praticamente um patrimônio de Atibaia”, celebra o engenheiro agrônomo Marco Albertini. Segundo ele, a demanda é crescente e muitos produtores já reservam mudas para 2026.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil lidera exportações de carne bovina em setembro



O país mantém uma tarifa total de 76,4% sobre o produto


O país mantém uma tarifa total de 76,4% sobre o produto
O país mantém uma tarifa total de 76,4% sobre o produto – Foto: Pixabay

O Brasil consolidou sua posição como maior exportador mundial de carne bovina ao fechar setembro de 2025 com 314,7 mil toneladas de carne in natura embarcadas, um aumento de 25,1% em relação a agosto, segundo dados da Secex. O preço médio por tonelada alcançou cerca de US$ 5.600 no acumulado do ano. O avanço é resultado da estabilidade do mercado interno e da ampliação de destinos comerciais, incluindo novos acordos com países vizinhos como o Paraguai.

O país mantém uma tarifa total de 76,4% sobre o produto, somando a nova sobretaxa de 50% às tarifas já existentes de 26,4% nas relações comerciais com os Estados Unidos. Para Luiz Almeida, diretor de Agronegócio da EEmovel Agro, o desempenho reforça a força da pecuária nacional e o protagonismo de Mato Grosso nesse cenário. O estado lidera a produção e exportação de carne bovina, com um rebanho de 32,8 milhões de cabeças, segundo o IBGE, superando amplamente São Paulo, Maranhão e Paraná.

O avanço das exportações reflete também a crescente competitividade do Brasil no comércio internacional. Além da força de Mato Grosso, o consolidado de cinco estados emergentes na pecuária reforça a diversificação da produção e a resiliência do setor. A combinação de gestão eficiente, tecnologia e investimentos estruturais tem sido determinante para manter o país em destaque entre os maiores fornecedores globais.

“O Mato Grosso lidera o ranking nacional de produção e exportação de carne bovina, e a consolidação do estado nesse mercado mostra como investimento em gestão, tecnologia e estrutura produtiva faz diferença para o setor”, afirma.

 





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Colheita de citros avança com preços estáveis


O Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar indica avanço na colheita de citros em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com destaque para o encerramento da safra de laranja tipo umbigo em Cotiporã e a conclusão da colheita de bergamota Montenegrina em grande parte do Estado.

Em Cotiporã, as laranjas estão sendo mantidas em câmaras frias à espera de melhores cotações. Segundo o boletim, “os preços permanecem em R$ 0,60 por quilo para a indústria e R$ 1,20 por quilo para mesa”. A Montenegrina está cotada a R$ 40,00 por caixa de 22 quilos. Em Caxias do Sul, a colheita de bergamota e laranja continua com alta oferta. O preço da bergamota Montenegrina recuou de R$ 3,17 para R$ 2,88 por quilo, e parte da produção de laranja tem sido direcionada à indústria de sucos devido à dificuldade de comercialização.

Na região de Lajeado, os pomares apresentam boa sanidade, com tratamentos fitossanitários voltados ao controle de pinta-preta e poda das variedades Pareci, Montenegrina e Murcott. A Emater/RS-Ascar registrou relatos pontuais de mosca-branca (Aleurothrixus floccosus), associada à ocorrência de fumagina em áreas sem controle preventivo. Os citricultores relataram produtividade elevada e qualidade satisfatória, embora com preços médios inferiores aos da safra anterior.

Em Montenegro, a caixa de 25 quilos de bergamota sem haste é vendida a R$ 110,00 para outros estados e R$ 100,00 no mercado interno. Já a caixa da Montenegrina é comercializada entre R$ 50,00 e R$ 65,00, conforme o município. A laranja Valência segue com comercialização lenta, variando de R$ 11,00 a R$ 15,00 por caixa de 25 quilos para a indústria e de R$ 25,00 a R$ 35,00 para o consumo in natura.

O boletim destaca ainda a aprovação de legislação específica em Arvorezinha para o combate ao greening (Candidatus liberibacter), que regulamenta a venda de mudas de citros e murta, espécie hospedeira do vetor da doença. Em Erechim, a colheita foi interrompida devido à floração, “considerada uma das melhores dos últimos anos”, segundo a Emater/RS-Ascar. Os preços da laranja variam de R$ 650,00 a R$ 800,00 por tonelada, dependendo do destino.

Em Frederico Westphalen, os pomares estão em fase de fixação de frutos, com produtividade esperada de 40 toneladas por hectare para laranja, 20 t/ha para bergamota e 28 t/ha para lima ácida Tahiti. Em Passo Fundo, o preço pago ao produtor de laranja varia de R$ 0,80 a R$ 0,90 por quilo. Nas regiões de Santa Rosa e Soledade, a colheita foi concluída, com registros pontuais de pragas e o início do pegamento de frutos para a próxima safra.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produtividade da cevada se mantém dentro do previsto


O Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar indica que as lavouras de cevada do Rio Grande do Sul apresentam bom desempenho na reta final do ciclo, com produtividade e qualidade dentro das expectativas iniciais.

De acordo com o boletim, “a maior parte das áreas está em maturação fisiológica”, e o tempo seco das últimas semanas favoreceu a redução da umidade dos grãos e o avanço da colheita, principalmente nas lavouras de semeadura precoce. As produtividades médias variam entre 3.400 e 4.000 quilos por hectare, com bom padrão de qualidade industrial.

O documento destaca que as condições climáticas recentes e o estado fitossanitário das lavouras “indicam perspectiva de safra satisfatória tanto em produtividade quanto em qualidade para malte”. Segundo a Emater/RS-Ascar, os grãos apresentam “tamanho e germinação adequados e poucos defeitos de origem microbiana (DOM)”. Embora o teor de proteína esteja abaixo do ideal, a situação é considerada compatível com o cenário de elevadas produtividades.

A instituição alerta, no entanto, que a continuidade do quadro favorável depende do tempo seco, já que “apenas pequena parcela da área cultivada foi colhida e a maior parte das lavouras encontra-se madura, a campo, suscetível a intempéries”.

Nas áreas destinadas ao consumo animal, a colheita está mais avançada e apresenta rendimento médio semelhante ao das lavouras voltadas à produção de cevada cervejeira, resultado descrito como atípico, uma vez que esses cultivos geralmente diferem em manejo e potencial genético. A Emater/RS-Ascar estima 31.613 hectares cultivados e produtividade média de 3.458 quilos por hectare no Estado.

Na região de Erechim, 10% das áreas já foram colhidas, e as lavouras mantêm bom estado sanitário e fisiológico. A produtividade média observada é de cerca de 3.900 quilos por hectare, com uniformidade dos grãos. Em Ijuí, a colheita avançou para 62% da área cultivada, principalmente nas lavouras destinadas ao consumo animal, enquanto o restante encontra-se em maturação. As produtividades médias giram em torno de 3.000 quilos por hectare.

Na região de Soledade, as lavouras seguem em bom desenvolvimento. Segundo o informativo, “50% estão em maturação fisiológica, 35% em enchimento de grãos, 13% maduras e 2% em colheita”. As condições climáticas recentes favoreceram a maturação uniforme e a qualidade dos grãos, com produtividades esperadas entre 3.600 e 4.000 quilos por hectare. A Emater/RS-Ascar também ressalta boa perspectiva de atendimento aos padrões da indústria de malte, especialmente nas áreas cultivadas com variedades de maior potencial qualitativo.





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