O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar negociações acima da referência média nesta sexta-feira (17).
Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento não conta com a agressividade de determinados momentos de 2024, mas, mesmo assim, o cenário traçado indica a continuidade deste movimento nos próximos dias.
“O grande ponto de atenção para este início de temporada está na dificuldade que as indústrias encontram na composição de suas escalas de abate, que hoje atendem entre cinco e seis dias úteis na média nacional”.
Segundo ele, em um ambiente pautado pelo forte ritmo de embarques, o mais provável é que os preços sigam em alta no curto prazo.
Preços médios da arroba do boi (a prazo)
São Paulo: R$ 333,50 (R$ 333,08 ontem)
Minas Gerais: R$ 322,94 (R$ R$ 319,71 na quinta)
Goiás: R$ 323,21 (R$ 323,04 anteriormente)
Mato Grosso do Sul: R$ 326,36 (R$ 325,57 ontem)
Mato Grosso: R$ 319,04 (R$ 317,70 a arroba na quinta)
Mercado atacadista
Foto: Wenderson Araujo/CNA
O atacado voltou a apresentar preços firmes durante o dia de hoje. Segundo Iglesias, é importante destacar que há menor espaço para reajustes no curto prazo, considerando o menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês.
“Vale destacar também que o perfil de consumo traçado para o período aponta para maior sustentação dos preços do dianteiro bovino, que reúne os cortes mais acessíveis da carne bovina”, indica.
O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 26,50. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 18,50, por quilo. Já o quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,50, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,16%, sendo negociado a R$ 6,0644 para venda e a R$ 6,0624 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0286 e a máxima de R$ 6,0901. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,63%.
O mercado brasileiro de soja apresentou negócios moderados nesta sexta-feira (17). A movimentação nos portos ganhou força, enquanto a transição entre safras gerou uma movimentação mista nos preços. A maior parte das ofertas no mercado spot envolve a entrega da nova safra em fevereiro, o que limita as oportunidades de negócios mais vantajosos no curto prazo.
Preços da soja
Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
Região das Missões (RS): preço subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00
Porto de Rio Grande (RS): preço subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
Cascavel (PR): preço subiu de R$ 123,00 para R$ 125,00
Porto de Paranaguá (PR): preço subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
Rondonópolis (MT): preço subiu de R$ 116,50 para R$ 118,00
Dourados (MS): preço caiu de R$ 120,00 para R$ 117,00
Rio Verde (GO): preço subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00
Chicago
Em relação aos mercados internacionais, os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços significativamente mais altos. A previsão de clima mais seco na próxima semana na Argentina contribuiu para a alta, ampliando a valorização semanal do contrato março/25 para 0,85%. A movimentação também foi influenciada pela expectativa do posicionamento de carteiras dos agentes, devido ao feriado nos Estados Unidos e o cenário político com a posse de Donald Trump.
Contratos futuros da soja
No mercado internacional, os contratos futuros da soja com entrega em março fecharam com alta de 15,00 centavos de dólar ou 1,47%, a US$ 10,34 por bushel. Já a posição de maio teve alta de 13,25 centavos, ou 1,28%, fechando a US$ 10,44 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição março do farelo teve alta de US$ 2,80 ou 0,95%, a US$ 297,20 por tonelada, enquanto o óleo teve alta de 0,66 centavo ou 1,46%, com o contrato de março fechando a 45,69 centavos de dólar.
Câmbio
Em relação ao câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,16%, negociado a R$ 6,0644 para venda e a R$ 6,0624 para compra. Na semana, a moeda teve uma desvalorização de 0,63%.
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Foto: Pixabay
Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado nessa segunda-feira (13), a comercialização da soja da safra 2023/24 em Mato Grosso atingiu 99,73% da produção em dezembro de 2024, representando um avanço de 0,50 ponto percentual em relação ao mês anterior. O índice é 1,72 ponto percentual superior ao registrado no mesmo período da safra passada e 0,78 ponto percentual acima da média histórica, reflexo da redução na oferta devido à quebra de produção nesta temporada.
Em termos de preços, houve uma retração de 3,12% no comparativo mensal, com a saca sendo negociada, em média, a R$ 134,98.
Para a safra 2024/25, as vendas alcançaram 45,20% da produção estimada até dezembro, apresentando um crescimento de 4,11 pontos percentuais em relação a novembro. As boas condições das lavouras motivaram os produtores a negociarem volumes maiores.
Por outro lado, o mercado enfrentou desafios de preços, influenciados pela queda na cotação da soja no CME Group, pela pressão sobre o prêmio portuário e pela valorização do dólar, que, apesar de alta, não foi suficiente para sustentar os valores da commodity. O preço médio da saca da soja foi negociado a R$ 111,23, uma queda de 0,40% em relação ao mês anterior, conforme dados divulgados.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu, nesta sexta-feira (17), cinco alertas para moradores e pessoas que estejam de passagem por diferentes regiões do estado. Os avisos abrangem várias cidades onde há previsão de chuvas e ventos fortes acompanhados por descargas elétricas e possibilidade de queda de granizo ainda hoje.
A advertência vale para a região metropolitana de Porto Alegre, além de uma extensa área da Serra Geral, Vales, Costa Doce, litoral norte e extremo sul gaúcho. A recomendação é que a população esteja atenta aos informes dos órgãos oficiais municipais, conheça os planos de contingência locais para saber identificar os riscos e como agir em caso de necessidade. Caso sejam surpreendidas por condições adversas severas, as pessoas devem buscar abrigo imediatamente.
Segundo a Defesa Civil estadual, o temporal que atingiu a cidade de Campo Bom, no Vale do Rio dos Sinos, a cerca de 50 quilômetros de Porto Alegre, destelhou parcialmente ao menos 28 imóveis. Outras cinco casas foram destelhadas em Caxias do Sul. Também foram registrados danos em Novo Hamburgo e em Piratini.
Na capital, Porto Alegre, a Defesa Civil municipal emitiu alerta preventivo diante da possibilidade de tempestades com fortes rajadas de vento ocorrerem até as 18 horas de hoje. Ontem (16), uma chuva intensa causou alagamentos em diferentes pontos da cidade, interrompendo o tráfego de veículos. Moradores de alguns bairros registraram a queda de granizo e órgãos municipais foram acionados para remover árvores e galhos que caíram com a força dos ventos. Ao menos um imóvel foi parcialmente destelhado, e uma pessoa foi ferida pela queda de um painel.
A Defesa Civil recomenda que a população evite áreas alagadas e esteja atenta à possibilidade de quedas de galhos de árvores e outras eventuais consequências das chuvas e ventos fortes. O órgão também orienta as pessoas a, em caso de tempestade, buscar abrigo em locais seguros, mantendo distância de postes, árvores e estruturas que possam ser derrubadas pelas rajadas de vento.
O cenário climático para as lavouras de soja no Brasil é de esperança para algumas regiões, mas ainda apresenta dificuldades em outras. Mato Grosso do Sul, por exemplo, já recebeu algumas chuvas, mas o solo ainda precisa de mais umidade. De acordo com a previsão do tempo, no interior de São Paulo, há mudanças no cenário, com chuvas que trazem alívio para os paulistas, mas que ainda precisam ser mais intensas.
O Rio Grande do Sul e o Paraná seguem com uma situação delicada e também necessitam de mais precipitações nos próximos dias. O fim de semana promete mudanças, com chuvas previstas para o Mato Grosso do Sul, especialmente em sua porção sul, com volumes de até 50 mm em cinco dias, o que ajuda os produtores da região.
Na região Sudeste, a chuva segue intensa em São Paulo, enquanto Minas Gerais recebe uma trégua, o que favorece os trabalhos agrícolas no estado. Já no Sul, a formação de um ciclone extratropical entre domingo e segunda-feira traz chuvas significativas para Santa Catarina e o Paraná, ajudando a aliviar o déficit hídrico nas lavouras de soja.
No Matopiba, a previsão de chuvas se concentra no Maranhão e no Piauí, com algumas dificuldades para os produtores no campo, mas a Bahia deve ter um impacto menor, com volumes de 50 mm em cinco dias. No Norte, Rondônia e Santarém podem enfrentar chuvas fortes, com volumes superiores a 50 mm, e até 150 mm em algumas áreas, o que pode prejudicar os trabalhos no campo.
Os Estados Unidos acabaram de anunciar que passarão a permitir a entrada de feno (Alfalfa Hay e Timothy Hay), erva-mate e flor seca de cravo-da-índia brasileiros sem a exigência de certificação fitossanitária.
De acordo com nota do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a decisão das autoridades norte-americanas reflete a elevada credibilidade internacional do sistema de controle sanitário e fitossanitário do Brasil.
Em 2024, o Brasil consolidou sua posição como um dos principais exportadores de produtos agropecuários para o páis da América do Norte, com destaque para carne bovina, café e suco de laranja.
“A abertura do mercado norte-americano para os novos produtos poderá impulsionar as exportações brasileiras nos setores beneficiados”, diz a pasta.
No caso da erva-mate, planta de consumo tradicional no Brasil, o país produziu 736.893 toneladas em 2023 em uma área de 82,1 mil hectares, sendo o Paraná o estado que mais cultiva a planta, conforme o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o atual anúncio dos Estados Unidos, o agronegócio brasileiro alcança sete novas aberturas de mercado em 2025, totalizando 307 novas oportunidades de negócio em 64 destinos desde o início de 2023.
A ONG internacional Sinergia Animal publicou, nesta sexta-feira (16), a terceira edição do relatório “Porcos em Foco: Monitor da Indústria Suína Brasileira”.
A publicação traz análise das 16 maiores produtoras e processadoras de carne suína do Brasil e elenca, em ranking, as suas políticas de bem-estar animal, indo da categoria A (melhor posicionamento) à F (pior classificação).
O intuito é avaliar o progresso do setor para acabar com práticas que causam sofrimento animal. De acordo com o documento, as empresas analisadas representam cerca de 70% da produção nacional da proteína derivada dos suínos.
Uma das novidades da terceira edição do relatório é ampliação da cadeia produtiva, uma vez que oito companhias foram avaliadas pela primeira vez, como Marfrig, Minerva, Nutribras e Ecofrigo.
Ranking das empresas
O Brasil é, atualmente, o 4º maior produtor e exportador de carne suína do mundo, de acordo com o documento Production Pork de 2023, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Entre as empresas responsáveis por esse feito, a JBS, a Pamplona e a BRF seguem liderando o ranking das que mantém as melhores práticas de bem-estar animal. Cada uma delas somou 15 pontos e mantiveram-se na categoria B, a exemplo do que mostrou o relatório de 2023 da Sinergia Animal.
Já a Aurora foi a única que retrocedeu, caindo da categoria D para a E. Na contramão de seus concorrentes, a empresa ainda não sinalizou a intenção de banir corte de orelhas e nem de adotar o sistema “cobre e solta” para novas unidades, ambas práticas já adotadas por JBS e BRF.
Entre os principais avanços, o relatório destaca a Frimesa como a que apresentou mais políticas de bem-estar animal em 2024, subindo da categoria F para a C no ranking após comprometer-se a banir procedimentos dolorosos em leitões, como corte e desbaste de dentes, corte de orelhas e castração cirúrgica.
A diretora da Sinergia Animal no Brasil, Cristina Diniz, ressalta que nenhuma das empresas avaliadas atingiram pontos o suficiente para conseguir se enquadrar na categoria A. No entanto, para ela, a indústria suína brasileira ainda tem a oportunidade de liderar pelo exemplo, adotando práticas alinhadas às expectativas globais de bem-estar animal.
Sofrimento animal e riscos à saúde pública
A avaliação mostra que o corte de caudas e o uso indiscriminado de antimicrobianos também permanecem práticas comuns. Para a Sinergia Animal, ambos são exemplos de soluções paliativas que ignoram problemas estruturais, como o estresse causado pelo confinamento em alta densidade.
“Até 75% dos antibióticos vendidos globalmente são utilizados na pecuária, e no Brasil, o consumo é alarmante: a média de 358 mg/kg de suíno produzido é o dobro da média mundial”, ressalta o relatório.
O uso de antibióticos em animais saudáveis está diretamente ligada ao aumento da resistência antimicrobiana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“O setor precisa reconhecer que a resistência antimicrobiana não é apenas uma questão técnica, mas uma crise ética e de saúde pública. Políticas que restrinjam o uso de antibióticos a casos de real necessidade são um passo imprescindível para proteger não apenas os animais, mas também a sociedade”, afirma Cristina.
Para a diretora da ONG, a suinocultura brasileira precisa se mirar em exemplos internacionais, como Reino Unido e Noruega, por exemplo, países que já proibiram completamente o uso de gaiolas de gestação.
A prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, está disponibilizando gratuitamente no Viveiro Municipal, mudas de espécies nativas do Cerrado brasileiro para a população residente no município.
Entre as espécies nativas disponíveis estão as aroeiras, ipês amarelos, sibipirunas, ingás, flamboyants, jacarandás dentre outras variedades, que são encontradas no equipamento público.
De acordo com a administração municipal, cada pessoa pode escolher até três mudas, e no momento da retirada será necessário o preenchimento de um formulário, apresentar um documento de identificação e comprovante de residência de onde será realizado o plantio.
Foto: Divulgação/ Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães
O projeto que incentiva arborização da cidade é viabilizado pela Secretaria de Sustentabilidade. A retirada das mudas acontece no Viveiro Municipal, localizado na Rua Teixeira de Freitas, n°1048, no bairro Santa Cruz.
A prefeitura informou que o atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h.
Importância da arborização
De acordo com estudo publicado em 2021 por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, em que abordam a influência das árvores na qualidade de vida da população urbana, o plantio de espécies nativas são mais interessantes, pois atraem a fauna a elas associadas, tornando o ambiente mais agradável.
Os cientistas avaliaram a arborização urbana em Mogi Guaçu, SP, de acordo com o poder aquisitivo em cinco bairros, em 15 quarteirões por bairro, totalizando 1.299 árvores.
Segundo o artigo dos pesquisadores, Laerte Scanavaca Júnior e Rony Corrêa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), publicado no Brazilian Journal of Agriculture, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma área de vegetação mínima de 12 m² por habitante para uma boa qualidade de vida.
No entanto, poucos municípios brasileiros alcançam esse índice, embora a legislação obrigue os com mais de 20 mil habitantes a terem um Plano Diretor de Florestas Urbanas.
O pesquisador, Laerte Scanavaca Júnior, alerta que árvores requerem manutenção e poda adequada.
Além disso, à época, todos os estudos mostraram que os benefícios superavam os custos à taxa de 1,52 a 6,13 por dólar investido.
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Foto: Canva
Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado nessa segunda-feira (13), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de milho em 2024 registraram queda de 29,84% em relação ao ano anterior, totalizando 39,75 milhões de toneladas exportadas. Apesar da retração, o volume é o quarto maior da série histórica.
Mato Grosso, principal estado produtor, respondeu por 68% das exportações nacionais, com 27,03 milhões de toneladas enviadas ao exterior, uma redução de 8,47% em comparação a 2023. O estado manteve sua liderança, tendo como principais destinos o Egito, Vietnã e Irã, que juntos representaram 9,79 milhões de toneladas do total exportado.
O cenário de redução é atribuído à menor oferta do grão na safra 2023/24, especialmente no segundo semestre de 2024. A tendência sazonal também deve impactar o desempenho do milho no início de 2025, com volumes de exportação menores no primeiro semestre em relação ao segundo, o que pode resultar em uma redução ainda mais expressiva dos envios da safra vigente.
A Plataforma Agro Brasil + Sustentável, apresentada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), foi bem recebida pelos produtores baianos representados pelas associações Baiana do Produtores de Algodão (Abapa) e Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
A iniciativa que promete promover mudanças no cenário agropecuário ao unir tecnologia, inovação e práticas socioambientais, foi lançada em dezembro de 2024 pelo Mapa.
De acordo com o ministério, a plataforma, de acesso gratuito por meio do login Gov.br, integra dados oficiais do governo e informações fornecidas pelo mercado, como certificações emitidas por instituições de avaliação de conformidade.
Site na internet da plataforma lançada pelo Mapa e Serpro | Imagem: Reprodução/Internet
Essa solução auxilia produtores a atenderem às exigências socioambientais do mercado interno e externo.
Além disso, a tecnologia estreia com serviços de verificação socioambiental da propriedade e a habilitação para o Plano Safra.
Relevância
Em nota divulgada pelas entidades, juntos os associados da Aiba e Abapa respondem por 95% da produção agrícola em 2,8 milhões de hectares plantados no Oeste da Bahia com destaque para culturas como soja, algodão, milho e café.
Na última safra, a produção de soja atingiu um recorde de 7,477 milhões de toneladas, um crescimento de 7,7% em relação ao ciclo anterior.
Já a produção da pluma totalizou 691,4 mil toneladas, consolidando a Bahia como o segundo estado produtor de algodão no Brasil.
Para Moisés Schmidt, presidente da Aiba, que representou os agricultores da Bahia e do Brasil no evento de lançamento, a plataforma é uma oportunidade de fortalecer a sustentabilidade na região.
“A Agro Brasil Mais Sustentável é muito mais que uma ferramenta. É um compromisso de produtores e empresas com um futuro onde desenvolvimento e natureza caminhem juntos. Essa iniciativa atende às demandas do mercado global, e também reforça a nossa responsabilidade em promover práticas equilibradas e duradouras na Bahia e em todo o Brasil”, destacou Schmidt.
Entre os benefícios concretos, a plataforma oferece a possibilidade de verificar a conformidade socioambiental das propriedades, além de facilitar o acesso a financiamentos com condições mais atrativas, como descontos de até 0,5% em juros.
No caso dos produtores de algodão, durante o 14º Congresso Brasileiro do Algodão, em Fortaleza (CE), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou um termo de reconhecimento ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e ao programa Algodão Brasileiro Responsável para Unidades de Beneficiamento (ABR-UBA). Dessa forma, os produtores, cujas propriedades tenham a certificação ABR, terão acesso aos descontos.
“A assinatura do ministro ao termo significa o reconhecimento oficial do governo sobre o protocolo construído pela Abrapa e associações estaduais, desde 2010. Essa plataforma será um divisor de águas para os nossos produtores e vai ao encontro das boas práticas exigidas na certificação ABR. Com ela, podemos consolidar, não somente a cotonicultura, mas toda a agricultura da região como referência em produção sustentável”, reforçou a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.
Impacto da plataforma
O impacto da plataforma vai além dos resultados econômicos. Segundo especialistas, ela integra a gestão eficiente de recursos naturais com a preservação ambiental, promovendo o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade.
Para o agronegócio baiano, isso representa a oportunidade de fortalecer ainda mais seu protagonismo no setor, elevando a competitividade e consolidando o estado como exemplo de práticas responsáveis no Brasil e no mundo, destacaram em nota as associações.
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