sábado, agosto 1, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de erva-mate segue estável apesar do clima



A produção de erva-mate avança sem grandes intercorrências no Rio Grande do Sul


Foto: Divulgação

A produção de erva-mate no Rio Grande do Sul avança sem grandes intercorrências, conforme aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (30). O plantio, a colheita e a comercialização seguem ritmos distintos entre as regiões, com destaque para o crescimento das mudas, a industrialização e os preços pagos aos produtores.

Frederico Westphalen

O plantio de mudas de pequeno porte foi concluído, e as plantas estão em fase de monitoramento. Alguns produtores ainda realizam replantio tardio com mudas maiores. A produção de folhas está dentro do esperado, e a colheita ocorre de forma reduzida devido ao período de brotação. A exportação segue normal, sem impactos significativos.

Os preços na região são:

  • Erva-mate folha para chimarrão: R$ 24,00/arroba
  • Erva-mate para exportação e tererê: R$ 20,00/arroba
  • Mudas de erva-mate: R$ 1,80/unidade

Passo Fundo

Atualmente, ocorre a coleta de frutos para extração de sementes destinadas à safra 2025/2026. No campo, a escassez de chuvas impactou o desenvolvimento dos ervais, o que pode levar a uma redução da produtividade. A baixa umidade do solo já provocou o cancelamento de manejos essenciais, como adubação e poda.

Os preços na região são:

  • Erva-mate comum: R$ 17,50/arroba
  • Cultivar Cambona 4: R$ 18,50/arroba

Soledade

Apesar do período seco, a umidade do solo segue adequada para ervais já estabelecidos, mas os recém-implantados apresentam crescimento limitado devido à menor disponibilidade hídrica. Pragas como a ampola (Gyropsylla spegazziniana) exigem monitoramento constante para evitar prejuízos. Os preços variam entre R$ 18,00 e R$ 23,00/arroba nas localidades de Itapuca e Mato Leitão.





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Exportação de açúcar em 2024 foi recorde, mas 2025 não deve repetir o feito; entenda



O Brasil é o maior produtor e exportador de açúcar do mundo. Mesmo com os incêndios florestais que devastaram parte considerável dos canaviais no ano passado, 2024 registrou recordes de volume e receita do produto.

A tendência de alta vem desde 2022, quando o país embarcou 27,25 milhões de toneladas da commodity, atingindo uma receita de US$ 11,01 bilhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Já em 2023, houve acréscimo de 14,8% na quantidade vendida ao exterior e de 43% no faturamento, ou seja, 31,28 milhões de toneladas e US$ 15,75 bilhões.

Contudo, 2024 elevou ainda mais os patamares: o Brasil exportou 38,23 milhões de toneladas de açúcar, com receita de US$ 18,60 bilhões, aumentos de 22,2% e 18%, respectivamente, ante o ano retrasado.

De acordo com o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, a receita cambial em 2024 poderia ter sido melhor, mas houve recuo em dólar por tonelada, indo de US$ 500 em 2023 e cerca de US$ 490 no ano passado.

Segundo ele, o desempenho internacional brasileiro positivo se deve, também, aos problemas de safra de outro grande produtor e consumidor da commodity: a Índia.

Ferreira lembra que o país asiático ainda não se recuperou das seguidas quebras que sofreu, mas que dificilmente o Brasil conseguirá repetir ou superar os números de 2024.

“Em janeiro do ano passado, embarcamos 3,16 milhões de toneladas, já nos primeiros 20 dias úteis de janeiro de 2025, foram 1,7 milhão de toneladas exportadas. […] Para este ano, a expectativa é que o Brasil exporte entre 35 e 36 milhões de toneladas. É bastante difícil igualar a marca de 2024 por conta da oferta nacional”, conclui.



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Trump promete tarifaço a partir de hoje para México, Canadá e China



A partir deste sábado (1º), o governo dos EUA coloca em prática o plano de impor tarifas de 25% para produtos importados do México e do Canadá e de 10% para os da China, segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Ela disse que o presidente Donald Trump decidiu determinar a taxação porque os países “permitem que drogas ilegais entrem nos Estados Unidos”.

México, China e Canadá são responsáveis por mais de um terço dos bens e serviços importados ou comprados dos Estados Unidos. De acordo com especialistas, as novas taxas iniciarão uma guerra comercial em uma escala muito maior do que a vista no primeiro mandato de Trump, entre 2017 a 2021.

“A quantidade de fentanil que foi apreendida na fronteira sul nos últimos anos tem o potencial de matar dezenas de milhões de americanos”, disse Karoline, em entrevista coletiva ontem.

Para analistas, o tarifaço também é uma tentativa de pressionar ainda mais os maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos a aceitar deportados e a interromper o fluxo de migrantes.

Os governos dos três países atingidos pela medida prometeram reciprocidade, com novas tarifas para suco de laranja da Flórida, uísque do Tennessee e manteiga de amendoim do Kentucky. Nenhum deles, porém, divulgou quais serão as novas alíquotas.

Economistas afirmam que a medida aumentará imediatamente os custos para os importadores que trazem produtos para os EUA. No curto prazo, isso pode interromper as cadeias de suprimentos e levar à escassez de produtos, caso os empresários resolvam cessar suas operações com empresas americanas. Na sequência, dizem os especialistas, as empresas podem optar por repassar o custo para os consumidores, aumentando os preços e desacelerando a economia.

A estratégia de Trump de atingir outros países, sejam aliados ou não, com tarifas tem pouca relação com economia, dizem especialistas. “As esperanças de que as ameaças de tarifas de Trump fossem apenas fanfarronice e uma ferramenta de barganha agora estão desmoronando diante da dura realidade de sua determinação em implementar tais taxas como uma ferramenta para mudar as políticas de outros países a seu gosto”, disse Eswar Prasad, professor de política comercial na Universidade Cornell.

Além do protesto dos países taxados, Trump também é alvo de pressão interna. Montadoras de automóveis e companhias de energia vêm pressionando a Casa Branca para que não aplique as tarifas de forma indiscriminada. Assessores de Trump avaliam o melhor modelo para cumprir as ordens do presidente sem prejudicar a indústria local.



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solução passa por ajuste fiscal e infraestrutura



Diante de um cenário de pressão na inflação, o governo estuda alternativas para reduzir os preços dos alimentos e conter os impactos econômicos. Entre as principais propostas, estão a redução de tarifas de importação, investimentos em infraestrutura logística e um Plano Safra mais robusto. 

No entanto, especialistas alertam que soluções de curto prazo têm efeito limitado e que ajustes estruturais seriam necessários para um controle mais eficaz da inflação.

Redução de tarifas tem impacto limitado

Uma das medidas em discussão é a redução temporária das tarifas de importação para determinados produtos alimentícios, com o objetivo de aumentar a oferta e equilibrar os preços internos em relação ao mercado internacional. A hipótese foi levantada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Segundo Sérgio Vale, professor do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), porém, a eficácia dessa estratégia é questionável. “As tarifas de importação de alimentos já são relativamente baixas. A maior pressão sobre os preços está relacionada a fatores como oferta e condições climáticas”, avalia.

Além disso, ele destaca que o histórico de reduções tarifárias, como no caso do trigo, não teve impacto significativo sobre a inflação.

“O que realmente faria diferença seria um ajuste fiscal mais forte, o que permitiria uma taxa de câmbio menos pressionada e reduziria a inflação de maneira mais consistente”, completa.

Infraestrutura como solução de longo prazo

O governo também estuda medidas para melhorar a infraestrutura logística do país, incluindo a modernização de rodovias, portos e incentivos ao uso de ferrovias e hidrovias. Essas iniciativas têm como objetivo reduzir os custos de transporte, que impactam diretamente o preço final dos alimentos.

Na avaliação de Vale, a medida é positiva, mas os efeitos só serão percebidos a médio e longo prazo.

“Investir em logística é essencial para reduzir custos, melhorar a competitividade do setor agropecuário e garantir um escoamento mais eficiente da produção. No entanto, os impactos dessas melhorias não serão imediatos”, diz o professor.

Outra frente de atuação do governo é o reforço ao Plano Safra em 2025. Nesta semana, o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, disse que a implementação de taxas de juros diferenciadas para o próximo plano agrícola estão sendo estudadas pela pasta. 

Apesar disso, o cenário de juros elevados no Brasil pode dificultar o acesso ao crédito para os produtores. “A Selic provavelmente estará em um patamar elevado no momento do lançamento do novo Plano Safra, o que pode tornar o financiamento da produção mais caro”, alerta. 

Para o economista, um ajuste fiscal consistente seria necessário para viabilizar taxas de juros menores e garantir um ambiente mais favorável para os produtores.

Perspectivas para o controle da inflação

Para além do que está sendo discutido pelo governo, a inflação dos alimentos também é impactada por fatores como variações cambiais e condições climáticas. De acordo com especialistas, essas questões estão fora do controle direto do governo, tornando essencial um planejamento econômico mais sólido.

“O melhor caminho para controlar a inflação de alimentos é garantir um cenário econômico mais estável, com equilíbrio fiscal e previsibilidade nas políticas econômicas”, afirma. O economista ressalta ainda que sem essas medidas, o risco é que o Brasil continue enfrentando juros elevados, crescimento econômico fraco e inflação persistente nos próximos anos.



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SP encaminha PL para fiscalização de produtos vegetais



Regularização de produtores vegetais avança em São Paulo




Foto: Divulgação

O Governo do Estado de São Paulo encaminhou, nesta quarta-feira (29), à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o Projeto de Lei que institui o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISP-POV). A medida visa regulamentar a fiscalização sanitária e industrial de produtos de origem vegetal, bem como de itens provenientes da algicultura e fungicultura.

De acordo com o informado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a proposta, sob responsabilidade do Centro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (CIPOV), da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), estabelece diretrizes para garantir a segurança alimentar e ampliar a formalização de produtores. O serviço permitirá que empreendedores do setor regularizem seus negócios, aumentando renda e oportunidades de mercado.

O SISP-POV atuará na inspeção e auditoria dos processos produtivos, identificando irregularidades que possam comprometer a qualidade dos alimentos. A medida reforça o compromisso com a segurança alimentar e a saúde pública, garantindo produtos seguros, saudáveis e acessíveis à população paulista.

O projeto será analisado e votado na Alesp nos próximos dias. Se aprovado, seguirá para sanção do governador. Com a regulamentação, estabelecimentos que processam produtos de origem vegetal deverão estar registrados no SISP-POV para operar, exceto os que já possuem cadastro no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISBI-POV) ou no serviço de inspeção federal.

A iniciativa representa um avanço na regulamentação do setor agropecuário em São Paulo, ampliando o controle sobre a qualidade e segurança dos alimentos oferecidos à população.





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veja a previsão do tempo para fevereiro em todas as regiões


O mês de fevereiro manterá o padrão climático observado em janeiro, com chuvas frequentes em grande parte do Brasil e calor intenso em algumas áreas. De acordo com a Climatempo, a atuação do fenômeno La Niña continuará facilitando a passagem de frentes frias do Sul para o Sudeste e estimulando a formação de corredores de umidade e Zonas de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), principalmente no Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

Além disso, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) ficará mais ativa, favorecendo chuvas no extremo norte do país e no litoral do Maranhão ao Rio Grande do Norte.

Fonte: Climatempo

Chuvas e temperaturas em fevereiro

A Climatempo lembra que fevereiro é historicamente um mês chuvoso no Brasil, com alta frequência de temporais devido ao excesso de calor e umidade. No centro-leste do Nordeste, porém, o período ainda é marcado por menor volume de precipitações.

Quanto às temperaturas, a nebulosidade e a chuva constante impedirão a formação de ondas de calor na maior parte do país.

No entanto, há previsão de temperaturas acima da média e ondas de calor no Rio Grande do Sul; na fronteira do Brasil com o Paraguai, entre o Pantanal de Mato Grosso do Sul e o oeste do Paraná e de Santa Catarina; e no litoral do Sudeste.

Fonte: Climatempo

Previsão do tempo por região

Sul

  • O Rio Grande do Sul seguirá com baixa frequência de chuvas, concentradas principalmente no norte do estado.
  • Santa Catarina e Paraná terão volumes de chuva acima da média em algumas áreas do interior.
  • Após a passagem de frentes frias, há previsão de circulação marítima intensa, o que pode resultar em episódios de chuva forte no litoral catarinense e paranaense.

Sudeste

  • A região continuará recebendo grandes volumes de chuva ao longo de fevereiro, principalmente devido à atuação da ZCAS.
  • A chuva mais intensa ocorrerá entre São Paulo, centro-oeste e sul de Minas Gerais e centro-sul do Rio de Janeiro.
  • Regiões como Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e noroeste de Minas Gerais terão períodos de calor intenso e baixa precipitação no início do mês, mas podem registrar chuvas significativas ao longo das semanas.
  • As regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo permanecerão sob alerta de tempestades.
  • Áreas serranas do Sudeste, como Serra da Mantiqueira e Serra do Mar, terão risco elevado de deslizamentos.

Centro-Oeste

  • O Centro-Oeste continuará com pancadas de chuva frequentes, principalmente no centro-sul de Goiás e no norte e centro-leste de Mato Grosso.
  • Mato Grosso do Sul terá maior volume de chuvas no leste e nordeste do estado.
  • O Pantanal e o sul de Mato Grosso do Sul devem registrar menos chuva que a média histórica, com temperaturas acima do normal.
  • O Distrito Federal e o leste e norte de Goiás terão chuvas mais irregulares, sem influência marcante dos corredores de umidade.

Norte

  • A maior parte da região terá chuvas regulares ao longo do mês.
  • Amazonas, Roraima, oeste e sul do Pará e parte do Amapá terão precipitações intensificadas por corredores de umidade e episódios de ZCAS.
  • A ZCIT contribuirá para volumes elevados de chuva no Amapá e no norte do Pará.
  • No Tocantins, as pancadas de chuva continuarão, mas sem expectativa de volumes acima da média.

Nordeste

  • A atenção estará voltada para o norte da região, onde a ZCIT intensificará as chuvas no Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.
  • O litoral leste nordestino terá chuvas regulares, porém com volumes reduzidos.
  • O oceano Atlântico aquecido pode favorecer episódios de chuva forte em todas as capitais, de Natal a Salvador.

A previsão indica que fevereiro manterá o padrão de chuvas intensas, com potencial para transtornos em áreas já saturadas, além de temperaturas elevadas em pontos isolados do país.



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Preço de combustíveis sobe a partir deste sábado


A partir deste sábado (1º), abastecer o veículo ficará mais caro. O reajuste do preço do diesel pela Petrobras e o aumento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), arrecadado pelos estados, sobre a gasolina, o etanol, o diesel e o biodiesel, são os responsáveis pela alta.

No caso do diesel, a Petrobras elevou o preço nas refinarias em R$ 0,22 por litro (+6,2%), para reduzir a defasagem de 17% em relação aos preços internacionais. Além disso, a alíquota de ICMS subirá R$ 0,06, de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro.

Em relação à gasolina e ao etanol, a Petrobras não alterou o preço nas refinarias, que está com defasagem em torno de 7% em relação aos preços internacionais. No entanto, a alíquota de ICMS subiu R$ 0,10, de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro.

Reajuste do ICMS sobre combustíveis

O reajuste do ICMS sobre os combustíveis em todo o Brasil foi determinado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne os secretários de Fazenda dos estados. Pelo modelo em vigor desde o ano passado, as alíquotas de ICMS dos combustíveis passam a ser reajustas anualmente, com base nos preços médios pesquisados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) entre fevereiro e setembro do ano anterior.

No caso do gás de cozinha, as alíquotas cairão R$ 0,02, de R$ 1,41 para R$ 1,39 por quilo. Segundo o Confaz, a queda ocorre porque o botijão ficou mais barato no ano passado, o que se refletiu em ICMS mais baixo.

As alíquotas de ICMS passaram para os seguintes valores:

O impacto no preço final depende do mercado. Isso porque os preços da Petrobras são fixados nas refinarias, cabendo às distribuidoras, aos postos de combustíveis e aos comerciantes, no caso do gás de cozinha, estabelecer o preço final. Geralmente, os aumentos de tributos e de preços nas refinarias são repassados aos consumidores.

Desde 2022, as alíquotas do ICMS sobre os combustíveis são estabelecidas em valores fixos por litro (ou por quilo, no caso do gás de cozinha). Antes disso, as alíquotas estaduais obedeciam a um percentual do preço final definido por cada Unidade da Federação.

Querosene de aviação

Outro combustível que ficará mais caro em fevereiro é o querosene de aviação. A Petrobras anunciou a elevação do preço em 8%, equivalente a R$ 0,31 por litro nas refinarias. Diferentemente dos demais combustíveis, o preço do querosene de aviação é definido a cada mês, por estar atrelado ao dólar e à cotação internacional do petróleo.

Com o reajuste em fevereiro, o querosene de aviação acumula alta de R$ 0,56 por litro em 2025 (+15,6%). Segundo a Petrobras, desde dezembro de 2022, o preço do querosene caiu R$ 0,93 por litro (-18,3%).



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Santa Catarina avança na colheita do milho para silagem



Milho para silagem tem boa produtividade em Santa Catarina




Foto: Divulgação

De acordo com os dados da edição de janeiro do Boletim Agropecuário produzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, a colheita do milho destinado à produção de silagem segue em ritmo acelerado em Santa Catarina, especialmente nas microrregiões de São Miguel do Oeste, Chapecó e Concórdia. Essas áreas, fortemente ligadas à pecuária leiteira, representam mais de 50% da produção estadual do insumo, essencial para a alimentação animal em períodos de escassez de pastagem.

Até 15 de janeiro de 2025, mais de 70% das lavouras estavam em fase de maturação, com colheitas registrando produtividade acima de 65 toneladas por hectare e excelente qualidade. O desenvolvimento da cultura foi favorecido pelas chuvas regulares até dezembro de 2024.

Entretanto, produtores demonstram preocupação com a safrinha de milho e soja, pois a previsão indica baixo volume de chuvas até o fim de janeiro, o que pode comprometer o potencial produtivo da segunda safra.

A silagem é um alimento volumoso fundamental para suplementar a alimentação do rebanho no inverno, quando a oferta de forragem diminui. Nos sistemas intensivos de produção, como o confinamento total ou parcial, ela é usada durante todo o ano como fonte principal de nutrição para os animais.

A Epagri/Cepa acompanha a produção de silagem no estado há mais de 10 anos, monitorando área plantada, produtividade e qualidade do alimento. O desempenho positivo da atual safra reforça a importância da cultura para a sustentabilidade da pecuária catarinense.





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Senado e Câmara elegem novos presidentes neste sábado


O Congresso Nacional terá um dia movimentado neste sábado (1º), quando serão escolhidos aqueles que comandarão Câmara dos Deputados e Senado Federal nos próximos dois anos. Será também definida a composição das mesas diretoras das duas Casas Legislativa.

A previsão é de que, no Senado, a eleição comece às 10h e, na Câmara, às 16h. O mandato dos eleitos valerá para o biênio 2025-2026. Além de elegerem seu presidente, os senadores escolherão dois vice-presidentes e oito secretários (quatro titulares e quatro suplentes).

O primeiro passo para a escolha do presidente do Senado será dado em reunião preparatória na qual os pretendentes ao cargo formalizam, por escrito, a candidatura na Secretaria-Geral da Mesa.

Na sequência, o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), comunica as candidaturas formalizadas ao plenário. Então, em ordem alfabética, os candidatos discursam e apresentam suas propostas.

De acordo com as regras da Casa, podem ocorrer renúncias de candidatos durante o período estipulado para os discursos. Apenas os candidatos à presidência do Senado discursam.

Terminados os discursos, inicia-se a votação, que é secreta, em cabines e em cédulas contendo os nomes dos candidatos, além de rubricas dos atuais presidente e vice-presidente do Senado. O voto, então, é depositado em uma urna instalada na Mesa e, por fim, o parlamentar assina a lista de votação.

Caberá ao atual presidente e auxiliares fazer a apuração, iniciada com a confirmação do número de cédulas, para, então, fazer a contagem de votos para cada candidato. Terminada a contagem, os votos serão triturados. Vence o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos.

Candidatos

Até o fechamento desta reportagem, quatro senadores estavam na corrida para ocupar a presidência da Casa no biênio 2025-2026: Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Marcos Pontes (PL-SP), Marcos do Val (Podemos-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE).

O novo presidente tomará posse logo após o anúncio de sua vitória, finalizando a primeira reunião preparatória e dando início à convocação da segunda reunião, prevista para as 11h. Nesta reunião, serão formalizados, apresentados e escolhidos, também em votação secreta, os demais integrantes da mesa (dois vice-presidentes, quatro secretários titulares e quatro secretários suplentes).

No caso de cargos em que haja apenas um candidato inscrito, a votação será por meio eletrônico.

Para a eleição dos integrantes da mesa, é exigida maioria de votos e presença da maioria dos senadores. “Deve ser assegurada, tanto quanto possível, a participação proporcional das representações partidárias ou dos blocos parlamentares com atuação na Casa”, informa o Senado.

Câmara

A um dia da eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, três candidatos tinham oficializado a intenção de disputar a presidência da Casa: Hugo Motta (Republicanos-PB), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

O prazo para formalização das candidaturas termina às 13h30 deste sábado. Para a formalização dos blocos parlamentares, o prazo vai até as 9h do mesmo dia. Duas horas depois, às 11h, está prevista uma reunião de líderes, para a escolha dos membros da Mesa Diretora.

A inauguração da nova sessão legislativa será em sessão conjunta do Congresso Nacional, prevista para as 15h. Já a primeira sessão preparatória, em que se elegerá o novo presidente, será no plenário e deve começar às 16h.

Assim como no Senado, na Câmara, o vencedor precisará obter maioria absoluta dos votos (257) para ser eleito em primeiro turno. Caso haja necessidade de segundo turno, bastará que o candidato seja o mais votado para, enfim, definir quem ocupará a cadeira da presidência pelos próximos dois anos.

Os partidos poderão formar blocos, caso pretendam aumentar sua representatividade e participação na distribuição das presidências de comissões e da Mesa Diretora. O mandato terá duração de quatro anos para as comissões e de dois anos para a Mesa Diretora.



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Calor e seca impactam produção de brássicas



A seca comprometeu especialmente as mudas recém-transplantadas




Foto: Pixabay

A produção de brássicas – como couve-flor, repolho verde, repolho roxo e brócolis – está sendo afetada pela falta de chuvas e pelo calor excessivo nas últimas semanas na região de Linha Nova, Lajeado (RS). De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (30), o clima adverso reduziu o tamanho e a qualidade dos produtos, além de aumentar a incidência de pragas como pulgões e lagartas, ameaçando ainda mais a produtividade.

A seca comprometeu especialmente as mudas recém-transplantadas, com muitos agricultores relatando perdas significativas. Para amenizar os impactos, especialistas recomendam a irrigação localizada e o manejo adequado do solo para reter a umidade. No entanto, a regularização das chuvas nas próximas semanas será essencial para a recuperação das lavouras.

Apesar das dificuldades no campo, o abastecimento de brássicas na Ceasa segue relativamente estável. No entanto, há relatos de redução nos preços e no volume comercializado de alguns produtos, refletindo os desafios enfrentados pelos produtores. A expectativa do setor é de que as condições climáticas melhorem nas próximas semanas para evitar novas perdas e garantir a retomada da produtividade.





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