quinta-feira, julho 30, 2026

Autor: Redação

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o que esperar do clima nesta semana


Retorno da chuva no Rio Grande do Sul, precipitações acima de 100 mm em duas regiões do país e frente fria para amenizar a alta dos termômetros.

Esses são alguns dos destaques do último balanço do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que contempla o período entre esta segunda-feira (10) e a próxima (17). Confira:

Sul

O tempo quente e seco continuará no Rio Grande do Sul até terça-feira (11), entretanto, a passagem de um sistema frontal a partir de quarta-feira (12) possibilitará o retorno das chuvas ao longo da semana, com acumulados acima de 50 mm. Por outro lado, as instabilidades no Paraná e Santa Cantarina se intensificarão também a partir de quarta-feira, com chuvas mais expressivas no leste desses estados e acumulados acima de 60 mm, podendo ultrapassar 100 mm (tons de vermelho a rosa no mapa abaixo) em algumas áreas.

Sudeste

A tendência é de tempo firme em grande parte de Minas Gerais e Espírito Santo, com possibilidade de pancadas de chuva no final da tarde, típicas de verão, devido à combinação de calor e umidade. Em São Paulo e áreas do Triângulo Mineiro, a previsão indica risco de chuva intensa no início dessa semana, com pancadas que podem ser localmente fortes. Os maiores acumulados estão previstos para a faixa leste paulista com volumes acima de 60 mm.

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Foto: Reprodução Inmet

Centro-Oeste

A combinação de calor e umidade favorecerá a persistência de áreas de instabilidade em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no oeste de Goiás, com acumulados acima de 40 mm. No oeste mato-grossense, as chuvas poderão ser mais volumosas ao longo da semana, ultrapassando 80 mm em algumas localidades. No centro-sul de Goiás, Mato Grosso e centro-norte de Mato Grosso do Sul, há condição de tempestade entre segunda e terça-feira (10 e 11). Por outro lado, a partir de quinta-feira (13), a tendência é que as chuvas diminuam no leste de Goiás.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) em sua posição mais ao sul favorecerá a chuva no norte da região, com precipitações acima de 80 mm para o norte do Maranhão, do Piauí e no litoral do Ceará. Na faixa leste da região, as precipitações ocorrem em pontos isolados na forma de pancadas de chuva, com acumulados inferiores a 20 mm, enquanto na parte central da Bahia, de Pernambuco e no sudeste do Piauí, a tendência é de tempo firme nos próximos dias.

Norte

As instabilidades associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 50 mm (tons de verde no mapa) em grande parte da região, com exceção de grande parte de Roraima, onde as chuvas serão mais escassas, com volumes inferiores a 20 mm. As chuvas podem superar 100 mm no Acre, em Rondônia, no leste do Amazonas e na faixa central e sudoeste do Pará. A ZCIT posicionada mais a sul provocará acumulados acima de 100 mm no nordeste do Pará e em áreas do leste do Amapá.

Temperaturas mínimas e máximas

Para os próximos dias, temperaturas máximas permanecem elevadas em grande parte do
Nordeste com valores entre 30°C e 36°C, podendo ultrapassar 38°C em algumas localidades do interior.

Na Região Norte, as máximas estarão entre 25°C e 28°C em grande parte da região, exceto em Roraima e oeste do Amazonas, onde ficarão acima de 30°C.

No Centro-Oeste, a semana inicia com temperaturas máximas mais amenas, variando entre 24°C e 28°C em grande parte da região. Contudo, no decorrer da semana, os termômetros devem se elevar, variando entre 28°C e 34°C, com maiores valores sobre o oeste de Mato Grosso do Sul.

Na Região Sudeste, os valores estarão entre 28°C e 34°C, enquanto na no Sul, a onda de calor atuará até terça-feira (11) e deixará as temperaturas elevadas no Rio Grande do Sul, com valores previstos entre 30°C e 38°C, podendo ultrapassar 40°C em algumas localidades.

Além disso, a partir de quarta-feira (12), a aproximação de uma frente fria trará declínio das máximas para o Sul do país. Por conta disso, as temperaturas devem oscilar entre 22°C e 32°C.



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Taxação dos EUA ao México pode beneficiar exportações do milho brasileiro



A decisão dos Estados Unidos de recuar na taxação ao México impulsionou as cotações do milho na Bolsa de Chicago, resultando em valorizações ao longo da semana. No entanto, o cenário de incerteza persiste.

Apesar da alta nas cotações, houve redução na oferta por parte dos vendedores, que estão focados nas atividades de campo, como a colheita da safra de verão e a semeadura da segunda safra.

Quanto ao plantio no Brasil, pouco avançou na semana passada: a semeadura do milho segunda safra progrediu cerca de 4% da área em relação aos últimos dias de janeiro, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mato Grosso se destaca com um ritmo 80% inferior ao do ano passado.

Quanto aos preços, em Chicago, o milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,87 por bushel, com alta de 0,83%. No Brasil, na B3, o contrato do cereal para março de 2025 registrou alta significativa de 3,44%, finalizando a R$ 78,10 por saca. Assim, no mercado físico, os preços começaram a reagir.

Mercado do milho: o que esperar?

Análise da plataforma Grão Direto elenca três questões para ficar de olho nesta semana:

  • Relatório de oferta e demanda: semelhante ao cenário da soja, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve adotar uma abordagem mais conservadora para a oferta e demanda no país norte-americano. Na Argentina, o clima seco e quente pode prejudicar a produção. “No Brasil, o órgão tende a manter as projeções, apostando em um plantio da segunda safra dentro da normalidade, apesar do atraso. Quanto à demanda, a estimativa de 47 milhões de toneladas anuais também deve ser mantida”.
  • Condições Climáticas no Mar Negro: um novo surto de frio deve atingir a região do Mar Negro, com condições especialmente severas na Rússia entre 16 e 20 de fevereiro, representando riscos para as lavouras de trigo de inverno. As preocupações com as condições das safras na região, incluindo Rússia e Ucrânia – grandes fornecedores globais de trigo –, vem impulsionando as altas dos preços futuros do grão em Chicago. “A alta das cotações do trigo acaba servindo de suporte para as cotações do milho”, diz a análise da Grão Direto.
  • México, Estados Unidos e Brasil: o México, principal comprador de milho dos Estados Unidos, adquiriu 260 mil toneladas na semana encerrada em 30 de janeiro, mas as tarifas ameaçadas por Donald Trump poderiam elevar os custos de importação, reduzindo suas compras do cereal norte-americano. “O adiamento dessas tarifas por 30 dias trouxe um alívio temporário ao mercado, mas a incerteza persiste. Caso as tarifas sejam implementadas, o México pode buscar fornecedores alternativos, beneficiando países como o Brasil, que se torna mais competitivo nas exportações devido à valorização do dólar frente ao real”.

Diante desse cenário, as cotações do milho na B3 e no mercado físico podem continuar sendo impulsionadas para cima, apesar de uma possível correção das cotações.



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São Paulo passará a comprar café diretamente de cooperativas de agricultura familiar


O café produzido em São Paulo foi incluído no Programa Paulista de Aquisição de Alimentos de Interesse Social (PPAIS) por meio da Secretaria de Agricultura do estado na última semana.

Agora, o poder público estadual pode adquirir o café torrado e moído para abastecimento de suas secretarias e órgãos vinculados – como escolas e hospitais estaduais – diretamente de agricultores familiares por meio de suas cooperativas.

Compra de café

Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) - compra de caféPrograma Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) - compra de café
Foto: Gilberto Marques

Segundo dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, apenas em 2024, São Paulo comprou R$ 10 milhões do grão para suas unidades.

Agora, com a inclusão do café no PPAIS, as aquisições em 2025 devem ultrapassar o montante do ano anterior e ajudar pequenas lavouras que passam a contar com uma venda garantida com previsão de demanda.

“A inclusão do café nas compras públicas tem como objetivo fortalecer esse grão que faz parte da vida de todos os paulistas e garantir um mercado seguro às pequenas propriedades que se dedicam à cafeicultura”, comenta o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai.

Principal comprador

O Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social é uma ação do Governo do Estado de São Paulo que visa estimular a produção e garantir a comercialização dos produtos da agricultura familiar.

A iniciativa, que em 2024 comprou aproximadamente R$ 21 milhões de agricultores familiares paulistas, faz com que o estado se tornasse o principal adquirente dos produtos da agricultura familiar.



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Até quando o La Niña deve durar e quais impactos ele ainda pode causar no Brasil?



O planeta já está sob o efeito do La Niña, conforme anunciado pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA – Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) em janeiro deste ano.

O fenômeno climático caracteriza-se pelo resfriamento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Assim, cabem as perguntas: como ele impacta o Brasil e até quando deve durar?

A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Danielle Ferreira, explica que, em anos de La Niña, observa-se a redução das chuvas na Região Sul do Brasil, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de períodos longos sem precipitações.

No entanto, não é somente no Sul brasileiro que o La Niña tem forte impacto. Na faixa norte das regiões Norte e Nordeste do Brasil ocorre o inverso: o excesso de chuva, o que vem acontecendo atualmente em grande parte dessas áreas, com constantes avisos laranja de perigo para chuvas intensas.

“As frentes frias passam mais rapidamente sobre a parte leste da Região Sul e acabam levando mais chuvas para a Região Sudeste, podendo chegar até parte do litoral nordestino. Esse comportamento típico nem sempre ocorre, pois é necessário considerar também outros fatores como a temperatura do Oceano Atlântico (Tropical e Sudeste da América do Sul), que também pode atenuar ou intensificar os impactos do fenômeno”, afirma a meteorologista.

Até quando o La Niña vai durar?

Para os próximos meses (primeiro trimestre de 2025), são esperadas temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro e chuvas mais concentradas nas Regiões Norte, Centro-Oeste e áreas do norte e oeste da Região Nordeste, conforme Danielle.

A forma como tem impactado as regiões brasileiros leva à resposta da segunda pergunta. A profissional do Inmet conta que os modelos climáticos da NOAA apontam que o La Niña tem 59% de probabilidade de persistir durante os meses de fevereiro, março e abril deste ano.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de feijão reage com boas vendas



O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta



O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta
O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta – Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE) relatou ontem um bom volume de vendas por parte de produtores e empacotadores, o que trouxe mais otimismo ao mercado. No Noroeste de Minas, os melhores lotes foram comercializados a R$ 225, dentro da margem de oscilação, com qualidade entre 8 e 8,5. O feijão-preto manteve estabilidade. 

Segundo o IBRAFE, o mercado de feijão tem momentos de alta e baixa, mas também períodos de estagnação, especialmente quando referências antigas, como as de São Paulo, deixam de refletir a realidade. Além disso, alertam para a influência de informações manipuladas em redes sociais.

O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta e incentiva críticas construtivas para aprimorar sua precisão. A entidade reforça que o uso de dados confiáveis evita distorções e especulações prejudiciais ao setor. Um dos maiores empacotadores do Brasil confirmou que as vendas de janeiro ficaram dentro do esperado para o período, indicando um mercado equilibrado, apesar dos desafios.

A entidade também ressaltou que a comercialização de feijão a preços entre R$ 180 e R$ 200 impõe cortes significativos nas margens, tornando a operação mais apertada para produtores e comerciantes. Isso reforça a necessidade de eficiência e estratégias para minimizar impactos financeiros no setor.

Por fim, o IBRAFE informou que buscará ampliar as exportações do feijão brasileiro, com um representante embarcando para a Índia na próxima semana para fomentar negociações. Durante esse período, os comentários da entidade poderão ser mais limitados.

 





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Exportação de carne de frango cresce 9,4% e atinge 443 mil t, recorde para o mês



O Brasil exportou 443 mil toneladas de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) em janeiro. O volume é recorde para o mês na série histórica. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e representam um aumento de 9,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando os embarques somaram 404,9 mil toneladas.

O faturamento também cresceu, para US$ 826,4 milhões, avanço de 20,9% na comparação anual, frente aos US$ 683,6 milhões registrados em janeiro de 2024. A China manteve a posição de principal destino da carne de frango brasileira, com 44,3 mil toneladas importadas no mês, aumento de 15% em relação a janeiro de 2024.

Os Emirados Árabes Unidos foram o segundo maior comprador, com 38,9 mil toneladas (volume estável), seguidos pela Arábia Saudita (31,8 mil toneladas, -9%), Japão (28,1 mil toneladas, -30%), África do Sul (27,5 mil toneladas, -14%), União Europeia (22 mil toneladas, +41%), Filipinas (20,4 mil toneladas, +39%), Coreia do Sul (14,6 mil toneladas, +14%), Iraque (14,6 mil toneladas, +4%) e Cingapura (14,1 mil toneladas, +20%).

“A China, as Filipinas e outros mercados têm mantido fluxo relevante positivo de importações do produto brasileiro, reforçando perspectivas positivas quanto ao comportamento destes mercados ao longo do ano. Para o próximo mês são esperados resultados positivos de outros mercados com avanços recentes, como é o caso do México, com a renovação do programa de segurança alimentar que influenciou positivamente a compra de produtos brasileiros”, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin, na nota.

Entre os Estados exportadores, o Paraná liderou os embarques, com 180,7 mil toneladas (+8,9%), seguido por Santa Catarina, com 94,2 mil toneladas (+3,9%), Rio Grande do Sul, com 58,2 mil toneladas (+7,2%), São Paulo, com 26,1 mil toneladas (+11,2%) e Goiás, com 23,4 mil toneladas (+21,1%).



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Haddad diz que governo vai esperar decisão concreta sobre taxação do aço para se manifestar



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, evitou comentar o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que irá impor tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio, o que afetaria o Brasil. Questionado pela imprensa sobre quais ações o Executivo brasileiro adotaria em resposta, Haddad respondeu que o governo tomou a decisão de só se manifestar “oportunamente”, com base em decisões concretas, e não em anúncios que, na avaliação do ministro, podem ser mal interpretados ou revistos.

“Então o governo vai aguardar decisão oficialmente antes de qualquer manifestação”, disse o ministro da Fazenda a jornalistas.

Perguntado então se não haveria nada previsto sobre a taxação de big techs norte-americanas, Haddad voltou a dizer que vai aguardar a orientação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, depois de as medidas dos EUA serem efetivamente implementadas.



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Pequenos produtores rurais ampliam negócios com exportação


Pequenos produtores rurais podem e devem exportar os seus produtos. Essa é uma realidade possível com a ajuda do Sebrae, que viabiliza e capacita, e de Trading Companies (Empresas Comerciais Exportadoras), que atuam como intermediárias para a exportação. 

Em 2024, as exportações do agronegócio brasileiro registraram o total de US$ 164,4 bilhões. Os dados são do  levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Secretaria de Comércio Exterior (Siscomex).

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apesar do montante ter diminuído 1,3% em relação à 2023, este é o segundo maior valor da série histórica registrada pela pasta.

Números que podem ser dilatados com o interesse de pequenos empreendedores rurais em acessar o mercado internacional.

A equipe do Porteira Aberta Empreender conversou com Márcio de Carvalho, consultor de Comércio Exterior do Sebrae-SP, para entender como micro e pequenos produtores rurais podem romper fronteiras para exportar seus produtos. 

Homem com o microfone na mãoHomem com o microfone na mão
Márcio de Carvalho, consultor de comércio exterior do Sebrae-SP. Foto: divulgação Sebrae/SP

Entre as principais dicas estão: 

  •  Buscar a capacitação adequada para se certificar dos requisitos necessários para iniciar a preparação para a exportação;
  • Mapear as oportunidades para seus produtos com base em critérios objetivos como entender quais países têm maior volume de oferta; 
  • Investir na adequação de produto e buscar certificações internacionais;
  • Participar de feiras e eventos internacionais de promoção comercial.

Qualificação 

No Sebrae há cursos online e gratuitos, em formato EAD, com propostas iniciais sobre o assunto. Além disso, auxilia na preparação para a exportação de produtos rurais desde a viabilização de ferramentas e programas que irão melhorar a produtividade até a  busca de novos mercados. 

“Por exemplo, o Sebrae já auxiliou, nos últimos anos, produtores do Vale do Ribeira e da Baixada Santista a exportarem suas produções de bananas desidratadas. Esses clientes passaram por capacitações especializadas”, conta Carvalho. 

O especialista ainda informa que essa iniciativa faz parte do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex), fruto de parceria entre o Sebrae e a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). 

O Peiex é curso gratuito e capacita empresas brasileiras a iniciarem suas exportações de forma segura e planejada. Todos os setores, incluindo o agronegócio, a indústria de transformação e serviços podem participar. 

Além do diagnóstico empresarial e treinamento em comércio exterior, o programa também oferece planos personalizados para acessar mercados internacionais, incluindo oportunidades no e-commerce.

“Produtos provenientes do campo possuem grandes oportunidades e demandas externas, mas que devem ser acompanhadas pela observância de requisitos técnicos e atendimento de certificações que devem ser direcionados”, finaliza o consultor de comércio exterior do Sebrae-SP.

Fairtrade

Pequenos produtores de limão Taiti, no Jaíba,  norte de Minas Gerais, aderiram ao modelo de comercialização internacional com garantia de preço justo. Conhecida como Fairtrade (preço justo, em português), a certificação conquistada pelos produtores, com a ajuda do Sebrae, abriu portas para países da Europa e Emirados Árabes.

A operação já existe há oito anos e, de 2017 até o terceiro trimestre de 2024, o volume da exportação da fruta cresceu em 400%, passando de 192 toneladas para 820. 

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Quer saber mais sobre exportação e suas modalidades, como a Fairtrade? 

Então assista ao Porteira Aberta Empreender no dia 13/02, quinta-feira, às 17h45. Você também pode conferir na playlist do programa, no YouTube.

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Confira onde assistir ao programa

No dia 13 de fevereiro, assista ao Porteira Aberta Empreender em um destes canais:

Arte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta EmpreenderArte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta Empreender
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender, às quintas-feiras, às 17h45, e aos domingos, às 7h30.

Acesse aqui e confira outros temas abordados como Acesso ao Crédito e Indicação Geográfica. 



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mercado financeiro projeta inflação em 5,58%; PIB fica em 2,03



O mercado financeiro aumentou a projeção da inflação e do crescimento da economia para este ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC), a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5,58%, ante os 5,51% da semana passada.

O boletim também trouxe nova redução na projeção do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país, para 2025. Agora, os agentes do mercado financeiro projetam um crescimento de 2,03% para 2025, ante os 2,04% da semana anterior.

A pesquisa Focus é realizada com economistas do mercado financeiro e é divulgada semanalmente pelo BC. Para 2026, o boletim mostra uma projeção de crescimento do PIB de 1,7%. Já para 2027, a projeção é que o PIB fique em 1,96% e que, em 2028, a projeção de expansão da economia seja de 2%.

Em relação à inflação, o Focus, projeta um índice de 4,3% para 2026, ante os 4,28, da semana passada. Para 2027, o mercado financeiro tem a projeção de um IPCA de 3,9% e, de 3,78% em 2028.

No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%, acima do teto da meta, que era de 4,5%.

Taxa de juros

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada, de 15%, para 2025, a mesma das últimas quatro semanas. Para 2026, a projeção do mercado financeiro é que a Selic fique em 12,5%, também a mesma projetada na semana passada. Para 2027 e 2028, as projeções são de que a taxa fique em 10,5% e 10%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

No final de janeiro, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com a justificativa de que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta.

O Copom destacou que os preços dos alimentos se elevaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da elevação de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.

Com relação aos bens industrializados, o comitê apontou que movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos mes, o que tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política econômica contracionista.

Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação à meta para 2025, de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5% pode demandar aumento de 1 ponto percentual na Selic na próxima reunião do comitê nos dias 18 e 19 de março.

Câmbio

Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 6,00 para 2025. Nesta segunda-feira a cotação da moeda está em R$ 5,75. No fim de 2026, a previsão é que a moeda norte-americana também fique em R$ 6,00. Para 2027, o câmbio também deve ficar, segundo o Focus, em R$5,93 e para 2028, a projeção é de R$ 5,99.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia otimiza plantio de algodão



Produtores podem estruturar um planejamento estratégico detalhado



Produtores podem estruturar um planejamento estratégico detalhado
Produtores podem estruturar um planejamento estratégico detalhado – Foto: Canva

O sucesso na produção de algodão depende de um planejamento eficiente, que abranja todas as etapas da cadeia produtiva. Do plantio da semente ao beneficiamento da pluma, cada fase exige controle rigoroso para garantir alta produtividade e qualidade final.

A empresa Flux Agro divulgou na rede social LinkedIn informações sobre o uso de tecnologia para otimizar o plantio de algodão no Mato Grosso. A solução apresentada é o Módulo Algodão do Software Agrotis, que permite planejar e gerenciar toda a cadeia produtiva, desde o plantio da semente até o beneficiamento da pluma, garantindo mais eficiência e rastreabilidade no processo.

Com essa ferramenta, segundo a empresa desenvolvedora, os produtores podem estruturar um planejamento estratégico detalhado, monitorar o desenvolvimento da lavoura em tempo real e gerenciar insumos com precisão. Além disso, a tecnologia assegura rastreabilidade completa das operações, proporcionando mais controle e transparência em cada etapa da produção.

Outro diferencial do Módulo Algodão é a possibilidade de planejar a colheita no momento ideal e integrar a logística para otimizar o beneficiamento da pluma, fazendo com que tudo seja mais otimizado. Esse acompanhamento minucioso contribui para um melhor aproveitamento da safra e maior competitividade no mercado.

“É época de plantio de algodão no Mato Grosso! E para você que quer garantir uma safra de sucesso, temos uma solução completa: o Módulo Algodão do Software Agrotis. Do plantio à pluma perfeita, conte conosco para elevar sua produção de algodão a um novo patamar”, escreveu.

 





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