A oferta de carne de frango seguiu restrita no início de 2025, sustentando os preços da ave mesmo em um período de demanda mais fraca, segundo análise do Itaú BBA. Esse cenário, aliado a custos de produção controlados, elevou o spread do frango abatido, garantindo um início de ano positivo para as processadoras.
Em São Paulo, o frango inteiro e congelado registrou alta de 1,7% em relação a dezembro de 2024, com média de R$ 8,40/kg, 15% acima de janeiro do ano passado. Apesar da valorização, a carne de frango segue competitiva frente à carcaça dianteira bovina, com a relação de preços alcançando 2,3 kg de frango por kg de dianteiro, contra 1,8 kg um ano antes.
No mercado externo, as exportações de carne in natura somaram 395 mil toneladas, praticamente estáveis frente a dezembro (-1,1%) e janeiro de 2024 (-0,3%). O preço médio do produto caiu 1,8% no mês, moderando o spread das vendas internacionais, que ainda se manteve em 104%, acima da média histórica de 78% e bem superior aos 58% de um ano atrás.
Já no mercado doméstico, o spread do frango abatido avançou devido à alta dos preços, superando o leve aumento nos custos de produção (0,8%). Enquanto isso, os preços do frango vivo seguiram em queda, contrariando a tendência do atacado. Com custos ainda favoráveis e preços firmes, o setor de processamento de frango manteve bons resultados no início de 2025.
“Já no mercado doméstico, o spread do frango abatido escalou um pouco mais, dada a elevação do preço, um pouco acima da variação positiva dos custos de produção (0,8%). Por outro lado, os preços do frango vivo continuaram em queda, apesar da direção contrária no atacado. Ou seja, os bons ventos de 2024, com custos contraídos e preços evoluindo, continuaram favorecendo as agroindústrias processadoras de frango no primeiro mês do ano”, comenta.
Os trabalhos se concentrarão em quatro áreas prioritárias das grandes Bacias Hidrográficas Taquari-Antas e Baixo Jacuí, incluindo a implantação de Unidades de Referência Tecnológica (UTRs) para demonstração de tecnologias adequadas para a recuperação do solo, contenção de erosão e restauração da vegetação em áreas consideradas sensíveis, bem como capacitação de técnicos e agricultores.
Em nota, a empresa disse já ter mobilizado mais de R$ 2,5 milhões em recursos próprios e arrecadações para apoiar os esforços de recuperação do Estado. A proposta é que as ações nas regiões prioritárias possam servir de modelo e base para o planejamento e replicação em outras áreas afetadas no estado.
Sinal de telefonia móvel 4G e internet de alta velocidade no campo podem ser viabilizados em assentamentos rurais e comunidades quilombolas e de povos tradicionais de diferentes regiões do país. É o que prevê acordo de cooperação técnica assinado nesta quarta-feira (19), em Brasília, entre os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), das Comunicações (MCom), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O evento marcou a 6ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).
O projeto de expansão da conectividade será financiado com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Pelo acordo, caberá ao MDA e ao Incra mapearem, em até 120 dias, as áreas de relevância da agricultura familiar que poderá ser contempladas com a medida.
Já a pasta das Comunicações e a Anatel vão atuar para ativar políticas de inclusão digital, promovendo ações de conectividade e acesso à rede de internet e telefonia móvel em áreas rurais, a partir da articulação com associações representativas e cooperativas que atendem a agricultura familiar, os assentados da reforma agrária, os quilombolas e a outros povos e comunidades tradicionais. O acordo prevê investimentos em infraestrutura e capacitação de agentes, inclusive agricultores, e de profissionais que atuam em escolas rurais.
De acordo com a justificativa do acordo de cooperação, a medida interministerial tem o objetivo de enfrentar o problema da desigualdade digital. “Tem-se que, por um lado, a expansão das telecomunicações nas áreas rurais tem sido mais lenta do que nas áreas urbanas, por outro, a capacidade de conexão oferecida às camadas mais pobres da população precisa ser melhorada”, diz o texto.
O Itaú BBA destacou que as estimativas do USDA para a safra 2024/25 indicaram um aumento na produção global de laranjas, pressionando os preços do suco concentrado na bolsa de Nova York. No Brasil, a Fundecitrus revisou para cima sua projeção para o cinturão citrícola, contribuindo para a estabilidade dos preços da fruta no mercado interno. Segundo o Cepea, a laranja posta à indústria foi cotada a R$ 88,24/cx (+0,2%), enquanto a oferta foi beneficiada pelo bom desenvolvimento da quarta florada da safra.
O suco de laranja concentrado iniciou janeiro em alta, mas após a divulgação do USDA em 10 de janeiro, as cotações caíram. O mês terminou com o produto negociado a USDc 474,7/lb, queda de 4,1% frente a dezembro, e o movimento de baixa persistiu até 11 de fevereiro, com preço de USDc 390,45/lb. Já a Fundecitrus aumentou sua projeção de safra em 2,4%, para 228,52 milhões de caixas, impulsionada pelas chuvas bem distribuídas nos últimos meses, que favoreceram o tamanho dos frutos. Ainda assim, a produção é 26% menor que a safra anterior devido ao impacto do greening.
Nas exportações, o Brasil embarcou cerca de 519 mil toneladas de suco de laranja (equivalente FCOJ) entre junho de 2024 e janeiro de 2025, uma queda de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior, reflexo dos estoques limitados. No entanto, a receita aumentou 38%, atingindo US$ 2,3 bilhões, impulsionada pelos preços mais elevados do produto no mercado externo.
“De acordo com o USDA, a produção global de suco de laranja para 2024/25 está prevista para aumentar em 4%, alcançando 1,4 milhão de toneladas. Essa previsão está pautada no indicativo de uma maior produção no Brasil que terá mais laranjas para o processamento, e espera-se que o país aumente a produção de suco em 9%, para 1 MM t”, conclui.
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No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a queda do Ibovespa, que fechou em 127 mil pontos, pressionado pelo cenário externo.
A ata do Fed reforçou a necessidade de cautela nos cortes de juros, enquanto dados do Reino Unido aumentaram as preocupações com a inflação.
O dólar subiu para R$ 5,72, e os juros futuros abriram com expectativa de forte oferta de títulos pelo Tesouro.
Na China, novas medidas buscam estimular o consumo e o investimento estrangeiro.
Hoje, o mercado acompanha dados de auxílio-desemprego nos EUA e confiança do consumidor na Zona do Euro.
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Foto: Sheila Flores
De acordo com o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (13), a falta de chuvas regulares tem afetado a qualidade e o crescimento das pastagens no Rio Grande do Sul. Em regiões mais secas, especialmente no Oeste do estado, observa-se queda na qualidade forrageira, estresse hídrico e até senescência de plantas, prejudicando a alimentação dos rebanhos.
De acordo com o relatório, pastagens perenes e anuais cultivadas também enfrentam dificuldades de rebrote e queda expressiva na produção forrageira. Em locais onde a irrigação é possível, a técnica tem sido essencial, mas alguns reservatórios já operam em níveis críticos.
Nas áreas que receberam chuvas regulares, a recuperação das pastagens tem permitido a realização de manejos como adubação e roçadas. No entanto, a escassez de água aliada às altas temperaturas segue representando um desafio para a pecuária, tornando indispensável o uso de estratégias de suplementação alimentar para manter a nutrição do gado.
A previsão climática para as próximas semanas será determinante para a recuperação das áreas afetadas e a manutenção da produtividade do setor agropecuário.
A Região Sul do país tem alerta de temporais para as três capitais, condição que praticamente se repete no Norte. Na Região Metropolitana de São Paulo, risco de alagamentos. Centro-Oeste sem folga para o calorão e os termômetros explodindo no Nordeste. Confira:
Sul
A formação de um sistema de baixa pressão na altura do litoral de Santa Catarina vai favorecer o aumento das instabilidades nos três estados da Região Sul nesta quinta-feira. A chuva acontece desde a madrugada em pontos do norte gaúcho, interior de Santa Catarina e no litoral do Paraná. Ao longo das horas, a chuva vai ganhando intensidade, principalmente à tarde, por conta do calorão. Tem alerta para temporais em Porto Alegre, Florianópolis e em Curitiba, ou seja, nas três capitais. Apesar da chuva, o sol ainda aparece em alguns momentos e as temperaturas são altas, com sensação de tempo abafado.
Sudeste
A presença do sistema de alta pressão sobre grande parte dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro afasta as nuvens carregadas, o que mantém o dia bem ensolarado, seco e com temperaturas altas. Não há previsão de chuva em grande parte da Região Sudeste. No interior de São Paulo e na região metropolitana do estado, as pancadas acontecem bem típicas da estação à tarde, sem previsão de altos volumes, mas podem vir com forte intensidade e causar alguns pontos de alagamentos.
Centro-Oeste
As instabilidades continuam concentradas sobre o interior de Mato Grosso do Sul e no norte de Mato Grosso por conta da circulação de ventos, calor e umidade. Tem previsão de pancadas pontualmente fortes em Campo Grande, enquanto em Cuiabá e em Goiânia a chuva é mais passageira e o sol aparece em mais momentos do dia. Em Brasília, quinta-feira ensolarada e sem chuva. O destaque continua sendo as altas temperaturas.
Nordeste
A chuva se espalha mais nesta quinta-feira em áreas do interior do Piauí, de Pernambuco, do Ceará e na Paraíba. É uma chuva associada ao calor e à alta umidade, com previsão de volumes mais expressivos no Maranhão e no litoral do Ceará. Entre as capitais Natal e Salvador, o dia continua bem ensolarado, abafado e com chuva mais rápida e passageira. No interior da Bahia, tempo ensolarado, com as máximas se aproximando dos 40°C e nada de chuva.
Norte
Chove sobre todos os estados da Região Norte nesta quinta-feira. As instabilidades são associadas ainda ao calor e à umidade, e as pancadas acontecem a qualquer hora do dia. Tem previsão de altos volumes de chuva no Acre, em Rondônia e no interior do Amazonas. As capitais Manaus, Porto Velho e Rio Branco seguem na rota dos temporais. No norte do Pará e no Amapá, o tempo é um pouco mais carregado e também com chuva em vários momentos do dia. Tem risco para alagamentos e também subida rápida nos níveis dos rios. No Tocantins, a chuva se concentra sobre a metade norte do estado, enquanto nas áreas de divisa com Goiás e Bahia, o tempo continua ensolarado.
Os Correios assinaram, nesta quarta-feira (19), um acordo de cooperação técnica com o Ministério das Comunicações (MCom) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
Objetivo é o de promover a produção de produtos da sociobiodiversidade e da agricultura familiar consumidos para fins alimentício, cosmético e farmacêutico.
A formalização aconteceu durante a 6ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), em Brasília, com a presença de Fabiano Silva dos Santos, presidente dos Correios, e dos ministros Juscelino Filho (MCom) e Paulo Teixeira (MDA), além de outras autoridades.
Logística e inclusão digital
A parceria visa fortalecer a inclusão digital e social de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas e comunidades tradicionais.
“Os Correios estão presentes em todos os municípios e podem contribuir significativamente com a agricultura familiar. Queremos disponibilizar soluções logísticas eficazes e, futuramente, criar uma vitrine virtual no nosso marketplace para impulsionar a comercialização desses produtos”, destacou Fabiano Silva dos Santos, presidente da estatal.
O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, ressaltou a importância da conectividade no campo. “A inclusão digital é um direito de todos. Esse acordo permitirá ampliar o acesso à tecnologia e melhorar a vida de quem produz no campo.”
Já o ministro do MDA, Paulo Teixeira, destacou o impacto social da iniciativa: “Facilitar o acesso digital nas zonas rurais é essencial para manter as famílias no campo e fortalecer suas atividades produtivas.”
Ações previstas no acordo
O compromisso entre os Correios e os ministérios prevê diversas iniciativas, incluindo:
Desenvolvimento de soluções logísticas para facilitar a comercialização da produção rural
Promoção da excelência e inovação na distribuição de produtos da agricultura familiar
Viabilização do transporte eficiente para aumentar a competitividade do setor
Ampliação da conectividade digital nas zonas rurais.
Em dezembro de 2023, os Correios estabeleceram uma parceria estratégica para impulsionar a agricultura familiar na Bahia. Em colaboração com a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) e o Governo do Estado da Bahia, a estatal passou a operar a logística de envio de produtos para todo o Brasil. Assim, os envios são realizados de duas formas:
Correios Log+: Os produtos são armazenados no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Salvador (CTCE Salvador), onde são separados, embalados e entregues ao consumidor final.
Envio direto pelos produtores: Agricultores podem despachar seus produtos diretamente nas agências dos Correios, facilitando a comercialização no interior do estado.
De acordo com o Governo do Estado, a parceria simplifica o acesso dos pequenos produtores ao mercado nacional, reduz custos logísticos, agiliza entregas e melhora a competitividade dos produtos. “Além disso, contribui para a sustentabilidade econômica das comunidades rurais, permitindo que os agricultores familiares aumentem sua margem de lucro e ampliem suas vendas”, diz o comunicado estadual baiano.
“Essa iniciativa reforça o compromisso dos Correios com o desenvolvimento rural, consolidando sua atuação como um elo estratégico entre produtores e consumidores de todo o país”, diz a estatal, em nota.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) adiou para 4 de setembro de 2025 o prazo para que as granjas produtoras de ovos identifiquem individualmente os produtos vendidos a granel. Anteriormente, conforme a antiga Portaria SDA/Mapa n° 1.179, a obrigatoriedade entraria em vigor em 4 de março.
A alteração do prazo foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (19). O regulamento estabelece os requisitos de instalação, equipamentos e procedimentos para o funcionamento de granjas avícolas e unidades de beneficiamento de ovos e derivados.
A Portaria determina que a tinta utilizada na marcação da casca dos ovos deve ser específica para alimentos, atóxica e segura para consumo. Contudo, a identificação individual não será exigida para ovos comercializados em embalagens rotuladas.
Além disso, a nova portaria do Mapa define a nomenclatura dos ovos in natura e dos produtos de ovos não submetidos a tratamento térmico. A classificação considera categorias A e B, além de produtos como ovos líquidos, resfriados e congelados, gema e clara processadas.
O Mapa reforça que a produção de ovos no país vem em crescente e lembra que o Brasil é um dos únicos países do mundo livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em granjas comerciais, sendo o maior exportador de frango do mundo e um grande produtor de ovos.
De acordo com a pasta, a produção de ovos no Brasil atingiu um marco histórico em 2024, com uma estimativa de 57,6 bilhões de unidades, representando um crescimento de 9,8% em relação a 2023.
Transparência ao consumidor
Foto: Divulgação Anffa Sindical
A medida do Mapa tem como objetivo aumentar a segurança e transparência para o consumidor e prevenir fraudes, protegendo também os produtores.
Para o ministro Carlos Fávaro, o aperfeiçoamento das legislações do setor impulsionam o crescimento do mercado interno e da participação do Brasil no contexto internacional.
“O Brasil só é o que é na produção de ovos, de frangos e de alimentos porque tem uma grande sanidade. O aperfeiçoamento das legislações tem que ser constante e precisa evoluir com a regra sempre muito alta nesse sentido. Tanto que esta portaria foi construída junto com o setor, aqui no Ministério da Agricultura e Pecuária, para fazer a nova classificação de ovos, tão desejada pelo setor, até para agregar valor e ganhar competitividade”, comentou.
A Universidade de São Paulo (USP) desenvolve testes da primeira estação experimental do mundo dedicada à produção de hidrogênio renovável a partir do etanol.
O projeto, conduzido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da instituição, tem o objetivo de buscar soluções energéticas limpas e colaborar na transição para uma economia de baixo carbono.
Com um investimento de R$ 50 milhões, a estação está localizada na Cidade Universitária, em São Paulo, para demonstrar a viabilidade do etanol como vetor para a produção de hidrogênio sustentável, aproveitando a infraestrutura já existente no país.
Capacidade da planta
A planta-piloto tem capacidade para produzir 100 quilos de hidrogênio por dia, volume que será utilizado para abastecer três ônibus e dois veículos leves, entre outros. O combustível será testado em coletivos de transporte público da própria USP e nos veículos Toyota Mirai e Hyundai Nexo, ambos movidos a hidrogênio.
Nesta fase, serão avaliados a taxa de conversão de etanol em hidrogênio e os índices de consumo e rendimento do combustível nos veículos.
“Estamos promovendo uma revolução na matriz energética ao demonstrar que é possível produzir hidrogênio sustentável a partir do etanol, com grande eficiência logística”, destaca Julio Meneghini, diretor científico do RCGI.
Segundo ele, ao considerar a estrutura já consolidada para o etanol, o Brasil tem condições únicas para esse desenvolvimento.
“Isso abre possibilidades para a descarbonização da indústria em setores com alto nível de emissões, como a siderúrgica e a cimenteira, além dos setores químico e petroquímico, na produção de fertilizantes e no transporte de carga e passageiros em larga escala.”
Produção de hidrogênio
A produção de hidrogênio da planta-piloto ocorre por meio da reforma a vapor do etanol, um processo químico no qual o etanol reage com água sob altas temperaturas, resultando na liberação de hidrogênio.
De acordo com Meneghini, esse método se destaca por sua eficiência e pela possibilidade de reduzir emissões de carbono, uma vez que o CO2 liberado no processo é biogênico, ou seja, pode ser compensado no ciclo do cultivo da cana-de-açúcar.
Mobilidade sustentável
Foto: Pixabay
Fabricantes de aviões e montadoras de caminhões e ônibus podem se beneficiar diretamente da estação experimental, uma vez que terão acesso a uma fonte importante e sustentável de hidrogênio para o desenvolvimento de tecnologias baseadas em células a combustível.
“O fomento dessa tecnologia pode trazer benefícios enormes para a indústria brasileira. A disponibilidade de hidrogênio em grande escala é fundamental para permitir avanços em diversas frentes, desde a mobilidade até a produção de fertilizantes sustentáveis”, destaca Meneghini.
De acordo com o diretor científico, a partir dos resultados deste projeto de Pesquisa e Desenvolvimento, espera-se obter dados que possam orientar estudos futuros sobre sua aplicação em maior escala.
“Nosso objetivo é demonstrar o potencial dessa solução e gerar conhecimento técnico-científico sobre sua viabilidade, aproveitando a infraestrutura do etanol para viabilizar a produção e distribuição do hidrogênio renovável.”
Líder na produção de energia limpa
O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, também celebrou o desenvolvimento de testes e ressaltou a relevância do projeto: “O papel das universidades é desenvolver tecnologias que ainda não existem para permitir que o Brasil faça uma transição energética e, com isso, possa se posicionar como um país de primeiro mundo. Se conseguirmos oferecer uma energia mais barata e com menor pegada de carbono, certamente seremos lideranças mundiais […].”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou a importância da iniciativa para a economia do estado e seu potencial de expansão.
“O Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa da Universidade de São Paulo representa uma das forças que permitem que nosso estado lidere a transição energética no Brasil: a pesquisa científica. Além disso, temos disponibilidade hídrica, a maior e melhor infraestrutura do país e mão de obra qualificada, que nos credenciam a sermos parceiros na produção de energia limpa e renovável para outros estados e também no exterior […].”
Para Meneghini, a tecnologia contribuirá para consolidar o país como um dos líderes mundiais na produção de energia limpa, reduzindo dependência de combustíveis fósseis e impulsionando diversos setores econômicos de maneira sustentável.