O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta quinta-feira (27) a abertura do mercado do Vietnã para miúdos de frangos, além da retomada das vendas de pés da ave. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a medida.
Com uma população de cerca de 100 milhões de habitantes, o país do Sudeste Asiático é um mercado relevante no comércio do continente para o comércio global de carne de frango.
Anualmente, o país importa cerca de 170 mil toneladas de carnes e produtos de frangos. O Brasil é, atualmente, o sétimo maior exportador do produto para a Ásia, com vendas de 11 mil toneladas em 2024.
“O Vietnã é um mercado de alto valor agregado para miúdos e pés, com grande demanda pelos produtos. A abertura, viabilizada por um forte trabalho do Ministério da Agricultura e Pecuária juntamente com o setor privado, deverá representar um importante incremento no resultado final das exportações brasileiras neste ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
A cidade de Luís Eduardo Magalhães(LEM), no Oeste da Bahia, será sede do único evento preparatório da COP30 realizado no interior do Brasil. Em entrevista exclusiva, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, deu detalhes sobre o evento que deve atrair os olhares do mundo para o Cerrado baiano.
O evento preparatório em LEM servirá como referência para as discussões que serão realizadas pela Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em novembro, em Belém (PA).
De acordo com a Aiba, os assuntos serão apresentados nos dias 15 e 16 de abril, no pré-evento, no Oeste baiano.
As tratativas com o Mapa iniciaram em dezembro, quando Moisés, era vice-presidente da entidade, até então, liderada pelo produtor rural, Odacil Ranzi.
Segundo Schmidt, a entidade se colocou à disposição do ministério para a discussão do evento, com o foco na discussão do papel da sustentabilidade no Cerrado baiano.
“Naquele momento nos colocamos à disposição, como uma região produtora importante no Brasil para estarmos discutindo. E entre as pautas relevantes que existiam aí, é a pauta do Cerrado. Então foi chancelado essa semana que estive em Brasília, junto com o ministro Fávaro, a única pré COP no interior do Brasil, em Luís Eduardo Magalhães, para falarmos especificamente da pauta Cerrado, produção com sustentabilidade, sustentabilidade ambiental, social e econômica que o Cerrado faz através desses investimentos, trazidos para essa região. Então é uma oportunidade enorme em estarmos discutindo isso e agora é um momento de organizar esse trabalho para que realmente ele venha a ser uma referência dentro da COP30”, disse Schmidt.
Temas
De acordo com a Aiba, serão discutidos cases e iniciativas que demonstram a sustentabilidade do agronegócio na região.
Entre os temas em destaque estarão a agricultura de baixo impacto ambiental, a otimização do uso da terra para produzir mais em menores áreas e a gestão eficiente dos recursos hídricos, incluindo o monitoramento do Aquífero Urucuia e a preservação das Áreas de Preservação Permanente.
Moisés Schmidt, presidente da Aiba | Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural BA
“Este momento é de nós mostrarmos o que fizemos aqui é através do agronegócio. Toda parte de sustentabilidade ambiental que nós fizemos com reservas, com APPs preservadas aqui na região e a potencialização das áreas irrigadas, dando mais sustentabilidade ao agronegócio, ou seja, no mesmo espaço de terra você consegue produzir de duas a três vezes mais. Isso é sustentabilidade e isso é produzir mais com muito menos áreas. Esse será o momento de falar de um agro com sustentabilidade”, finaliza.
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O mercado de soja experimentou um dia volátil, com quedas nos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Diversos fatores influenciaram o movimento das cotações, incluindo a progressão da colheita no Brasil, que aumentou a oferta da oleaginosa, e a ameaça das tarifas comerciais do governo Trump, que renovaram os receios sobre possíveis retaliações no setor agrícola.
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As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos ficaram abaixo do esperado na semana encerrada em 20 de fevereiro, com apenas 410.900 toneladas exportadas para a temporada 2024/25. Esse número ficou bem abaixo da estimativa do mercado, que esperava exportações entre 200 mil e 600 mil toneladas. Além disso, o avanço da colheita no Brasil também pressionou os preços, já que a colheita está favorável devido ao clima.
No entanto, as perdas foram limitadas por uma projeção de menor área a ser plantada com soja nos Estados Unidos em 2025, que deverá ocupar 84 milhões de acres, o que representa uma redução em relação aos 87,1 milhões de acres do ano passado. Esse dado foi discutido no Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos EUA.
Contratos futuros da soja
Os contratos futuros de soja com vencimento em março fecharam a US$ 10,22 3/4 por bushel, uma queda de 1,75 centavos, ou 0,17%. O contrato de maio caiu para US$ 10,37 1/4, uma perda de 4 centavos, ou 0,38%. O farelo de soja também registrou uma queda de 0,85%, enquanto o óleo de soja teve uma diminuição de 0,48%.
Ministro Gilmar Mendes pretende apresentar anteprojeto de lei com as mudanças na lei ao plenário do Supremo
Nesta segunda-feira (17), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o debate do texto proposto pelo ministro Gilmar Mendes para eventuais alterações na Lei do Marco Temporal, que trata da demarcação de terras indígenas. Para o Sistema FAEP, o texto-base da Lei do Marco Temporal precisa ser utilizado como referência para a formulação da futura proposta de Mendes, que pretende apresentar um anteprojeto de lei ao plenário do Supremo.
“Nossos produtores rurais estão vivendo na total insegurança jurídica pelo fato de que a lei que já existe, foi votada no Congresso, aprovada por ampla maioria, não está sendo cumprida. Qualquer texto que seja formulado para futura votação precisa ter o Marco Temporal como base, pois é a certeza de que o direito dos agricultores e pecuaristas, que estão na terra produzindo alimentos há décadas, sejam cumpridos”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
A ideia do ministro Gilmar Mendes é apresentar ao plenário do STF um anteprojeto de lei com as mudanças aprovadas na comissão. Se homologado pelo plenário, o texto vai à votação pelo Congresso.
Há décadas, o Sistema FAEP pede o cumprimento do Marco Temporal, que ratifica que as demarcações de terras indígenas devem ser limitadas à data da promulgação da Constituição Federal (5 de outubro de 1988), para que os produtores rurais tenham segurança jurídica. No final de 2023, foi publicada a Lei 14.701, que ratifica o Marco Temporal.
“Essa discussão já ocorre há muito tempo. Precisamos chegar a uma solução, mas que essa considere os diretos dos produtores rurais, que apenas querem continuar trabalhando e produzindo alimentos”, destaca Meneguette.
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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou em 225 milhões de acres (91,05 milhões de hectares) a área plantada com grãos na safra 2025/26 nos EUA. O resultado foi divulgado durante o 101° Fórum Anual de Perspectivas do USDA.
O número ficou acima do esperado para a temporada anterior, de 223,7 milhões de acres (90,53 milhões de hectares).
Para a soja, a área destinada ao plantio deve ser de 84 milhões de acres (33,99 milhões de hectares) em 2025/26, 3,1% abaixo do projetado para 2024/25. O milho, por sua vez, deve alcançar uma área de 94 milhões de acres (38,03 milhões de hectares), o que representaria um avanço de 3,75% em comparação com 2024/25.
Já o trigo pode chegar a 47 milhões de acres (19,02 milhões de hectares), área 1,95% maior que 2024/25.
Preços para Safra 2025/26 nos EUA
Estimativas do USDA apontam que a soja deverá ter o valor de US$10,10 o bushel, já o milho deve alcançar os US$ 4 por bushel.
O evento vai até esta sexta-feira (28) e, além de destacar as projeções para as áreas de soja e milho nos EUA, e esboçar um panorama de exportações em meio às incertezas sobre tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, também contará com diversos painéis durante a programação.
O diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, acompanha o evento, que ocorre no estado da Virgínia, e trouxe informações do fórum durante a edição desta quinta-feira (27) no telejornal Mercado & Companhia.
Segundo análise do Rabobank, fatores externos continuam influenciando os mercados. O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que seu governo avalie tarifas recíprocas contra parceiros comerciais nas próximas semanas, em uma tentativa de reequilibrar relações comerciais.
Além disso, o presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou o tom hawkish da ata do banco central, indicando que não há pressa para reduzir os juros, diante de uma economia ainda aquecida. O núcleo do CPI dos EUA avançou 0,4% m/m, acima da expectativa de 0,3%, fortalecendo a percepção de manutenção da política monetária restritiva.
No Brasil, o presidente do Banco Central destacou que os juros estão em nível restritivo, enquanto os últimos indicadores mostram desaceleração econômica. O IBC-Br de dezembro caiu 0,7% m/m, pior que a projeção do mercado de -0,4%. No acumulado de 2024, o crescimento foi de 3,8%, superior ao avanço de 2,7% em 2023. O setor de serviços caiu 0,5% m/m, mas encerrou o ano com alta de 3,1%, com destaque negativo para o segmento de transportes, impactado pela menor safra de grãos. Já o varejo ampliado retraiu 1,1% m/m em dezembro, mas cresceu 4,1% no ano.
O dólar fechou a semana anterior em R$ 5,7306, com uma desvalorização semanal de 0,6% do real, a segunda pior entre 24 moedas emergentes. O Rabobank avalia que as tarifas anunciadas por Trump podem ser parte de uma estratégia de negociação, mas o cenário global incerto e a política monetária dos EUA manterão o real sob pressão. Para 2025, a projeção é que o dólar termine o ano a R$ 5,94.
A próxima semana será movimentada, com a divulgação do IPCA-15, esperado em 1,33% m/m (5,07% a/a), além dos dados fiscais do Governo Central e do mercado de trabalho. No cenário externo, destaque para os indicadores de atividade no Chile e a inflação do Peru.
No Leste baiano, o aumento da produtividade de citros e milho na região conhecida como Sealba, será um dos destaques no evento que ressaltará a variedade de regiões promissoras em atividades agrícolas na Bahia.
Essas culturas serão o destaque na quarta edição da Sealba + Milho + Citros, evento realizado pelos produtores rurais de Inhambupe(BA), que vai demonstrar os resultados do uso de novas tecnologias no campo.
O encontro acontece nos dias 13 e 14 de março e está sendo aguardado pelos produtores e demais elos da cadeia produtiva baiana que irão conhecer mais de perto produtos utilizados com sucesso nas propriedades rurais do estado, a exemplo do remineralizador de solo.
O insumo natural tem sido utilizado em mais de 12 estados brasileiros e cerca de 33 áreas no país. A Sealba abrange parte do território de três estados do Nordeste (Sergipe, Alagoas e Bahia) e possui grande potencial para a produção agropecuária.
De acordo com a Embrapa, essa região, que possui área superior a 5 milhões de hectares, apresenta condições de solo e clima propícias à produção vegetal e animal.
Ainda de acordo com a instituição, é formada por 171 municípios, sendo 69 municípios localizados em Sergipe, 74 em Alagoas e 28 no nordeste da Bahia.
“Estamos ganhando espaço principalmente no oeste baiano, onde a agricultura em larga escala é amplamente beneficiada pelo uso do remineralizador. Mas ele se mostra também uma excelente alternativa para todas as outras culturas, como a cana-de-açúcar, café, milho e citros em geral”, afirma o gestor comercial, Stéfano Lima.
Stefano, representa uma empresa responsável pela produção do primeiro remineralizador feito no Norte e Nordeste brasileiro.
O produto é um fertilizante natural que age diretamente no solo, regenerando suas propriedades físico-químicas e ampliando sua capacidade biológica, resultando em crescimento da produtividade e qualidade da planta.
Extraído na mina da empresa em Salvador, o remineralizador é produzido a partir da rocha granulito e promove diversos benefícios nas áreas em que é aplicado, a exemplo do aumento da resistência das plantas ao estresse hídrico e proteção contra fatores bióticos e abióticos.
A tecnologia chega para ampliar ainda mais a citricultura baiana. O estado já ocupa a quarta posição no ranking de maiores produtores de laranja do Brasil.
Entre 2021 e 2023, a produção de laranja saltou de 594 mil toneladas para 610 mil toneladas. No cultivo do limão, o aumento também foi considerável. Em 2021, foram 72 mil toneladas, enquanto em 2023, foram colhidas na Bahia 80 mil toneladas, de acordo com dados do IBGE.
O gestor afirma que a receptividade do produto nas áreas de milho, outra cultura de destaque no evento, tem sido mais do que satisfatória.
“Os produtores têm observado maior uniformidade das espigas, melhor desenvolvimento do tamanho, aumento de peso e maior sanidades dos grãos após o uso do remineralizador”, conta Stéfano Lima. A produção de milho na Bahia alcançou mais de 1,7 milhão de toneladas em 2024.
O evento será realizado no Parque e Haras Limoeiro, BR-110, em Inhambupe – BA.
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A estrutura tem investimento estimado em R$ 6 bilhões, divididos entre governo do estado, governo federal – por meio do Ministério de Portos e Aeroportos – e a iniciativa privada, que será responsável pela construção, operação e manutenção do túnel.
Incluído no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e qualificado no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP), o túnel será a maior obra do programa federal e deve trazer mais agilidade e segurança no deslocamento entre os dois municípios. A construção será executada por meio de parceria público-privada (PPP).
O leilão está previsto para ocorrer em 1º de agosto deste ano e o empreendimento deve gerar 9.000 empregos diretos e indiretos.
O projeto é uma demanda centenária da população da Baixada Santista e vai reduzir o tempo de deslocamento entre as duas áreas urbanas e, consequentemente, vai melhorar o fluxo de caminhões no maior complexo portuário da América Latina, ampliando as possibilidades de desenvolvimento e expansão do Porto de Santos.
Atualmente, a travessia é feita por balsas – para veículos menores e ciclistas -, catraias (para pedestres e ciclistas) ou por cerca de 40 km pela rodovia Cônego Domênico Rangoni, destinada a carros, motos e caminhões.
A construção do túnel não limita o desenvolvimento e a expansão do cais santista.
Imagem ilustrativa do projeto do túnel que ligará Santos e Guarujá Foto: Agência de Notícias do Governo de São Paulo
Estrutura do Túnel Santos-Guarujá
Além da passagem de veículos, o túnel contará com uma área de circulação para ciclistas e pedestres instalada entre as seis vias de pista – três faixas por sentido, sendo uma delas adaptável ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
A estrutura será composta por seis módulos de concreto pré-moldados que serão construídos em uma doca seca. Em seguida, os módulos serão “mergulhados” na água para o teste de vedação e impermeabilidade. Depois de prontas, as partes serão transportadas por flutuação até o local onde o túnel será instalado no fundo do leito oceânico, conforme o vídeo a seguir:
Etapas da execução do Túnel Santos-Guarujá
A primeira etapa é a preparação do fundo do canal onde o túnel será instalado. Uma trincheira é cavada no local para abrigar os módulos que formarão a estrutura. Também serão instaladas placas de concreto na vala para suportar os elementos de túnel.
Construção
Os elementos de túnel são peças de concreto construídas em uma doca seca, de preferência próxima ao local onde ficará o túnel. Os elementos contam com piscinas provisórias no seu interior. Os reservatórios fazem com que a estrutura não afunde na água em um primeiro momento.
Transporte
Quando as peças ficam prontas, elas passam por testes de vedação e impermeabilidade. Na sequência, a doca seca é inundada. Por conta das piscinas provisórias, os elementos flutuam para, desta forma, serem transportados por rebocadores para o local onde o túnel vai ficar.
Posicionamento
Os elementos são fixados em pontes flutuantes e posicionados por sistemas eletrônicos no ponto exato onde devem ser imersos.
Imersão
A água presente nas piscinas provisórias do interior dos módulos é bombeada, fazendo submergir lentamente os elementos do túnel. Esse processo é monitorado por sensores.
Ligação dos elementos
Por meio de guinchos hidráulicos, os elementos são aproximados, até o contato entre eles.
Acoplagem
A união final dos módulos de túnel contíguos é feita pela diferença de pressão atmosférica no interior do elemento já posicionado e a pressão que a água exerce no novo elemento.
Nivelamento
Em uma das extremidades do elemento, são ancorados macacos hidráulicos, que movimentam pinos de aço para nivelar o módulo. Os pinos são soldados e os macacos hidráulicos, retirados. Em seguida, é injetada areia na base, formando uma “cama” para assentar o elemento de túnel.
Proteção
Por fim, uma camada de pedras é utilizada para recobrir e proteger o túnel contra impactos de embarcações e o enganchamento de âncoras soltas.
Após a construção do Túnel Santos-Guarujá
A concessionária será responsável pela elaboração do projeto executivo e execução das obras de implantação do túnel e dos acessos viários e pelas atividades de manutenção, conservação e operação da infraestrutura pelo prazo de 30 anos, sendo remunerada por tarifa a ser cobrada dos usuários e, a depender dos resultados dos estudos de viabilidade, de contraprestação pública, durante a fase de operação.
A obra do túnel promete solucionar um dos maiores gargalos logísticos do país.
A situação das lavouras de soja na área de Bagé e outros municípios do Rio Grande do Sul têm gerado preocupação devido aos efeitos da estiagem. Na região de Fronteira Oeste, especialmente em municípios como Manoel Viana e Maçambará, a situação é ainda mais crítica. As lavouras de soja têm sofrido perdas severas devido à seca, com alguns produtores registrando perdas de até 50% na produção.
De acordo com Edison Dornelles, assistente técnico da Emater/RS, as lavouras mais precoces foram as mais afetadas pela seca, enquanto as variedades mais tardias sofreram menos danos.
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Segundo a Safras & Mercado, região da Campanha, o impacto da estiagem é notável, embora menos grave do que na Fronteira Oeste. Municípios como São Gabriel, que possuem uma grande área dedicada ao cultivo de soja, têm registrado perdas consideráveis. Até o momento, a colheita na região foi insignificante, e a área semeada na localidade soma 1,121 milhão de hectares.
Em Dom Pedrito, outro importante município produtor da região, a situação tem mostrado sinais de recuperação nas últimas semanas, com chuvas regulares que têm ajudado a estabilizar a produção e minimizar os impactos da estiagem. A recuperação nas lavouras é visível, com cerca de 34% da área semeada já na fase de enchimento de grãos, 42% em floração e o restante da soja avançando para a maturação. Esse cenário mais favorável tem trazido um alívio para os produtores, que estavam enfrentando sérias dificuldades devido à seca prolongada.
A quinta onda de calor de 2025 começa a se estabelecer no Brasil a partir desta sexta-feira (28) e deve se estender até, pelo menos, 6 de março.
A novidade é que os meteorologistas da Climatempo atualizaram a área de atuação do fenômeno, estendendo-o para o sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul na área em vermelho (temperaturas de 5°C a 7° acima da média climatológica para o período).
Na atualização, conforme o mapa abaixo, os termômetros estarão mais elevados em áreas dos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Foto: Climatempo
A previsão é que a onda de calor intensifique a circulação do ar de cima para baixo, inibindo a formação de nuvens e favorecendo o aumento das temperaturas de maneira mais expressiva ao longo dos próximos dias.
Já as áreas em laranja do mapa, abrangendo partes de partes de Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Tocantins, Pernambuco e Ceará terão temperaturas entre 3°C e 5°C acima da média histórica de março.