sexta-feira, julho 17, 2026

Autor: Redação

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Banco reforça parceria com o agronegócio na Expodireto 2025



A demanda por crédito para irrigação cresceu



A demanda por crédito para irrigação cresceu
A demanda por crédito para irrigação cresceu – Foto: Canva

Entre 10 e 14 de março, o Banrisul marcou presença na 25ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, com mais de 60 especialistas e um portfólio completo para os produtores rurais. O banco encerrou o evento reafirmando sua conexão com o setor agropecuário e ampliando relacionamentos.  

O presidente do Banrisul, Fernando Lemos, destacou que a feira atendeu às expectativas do banco em negócios e proximidade com os clientes. Já o diretor de Desenvolvimento, Fernando Postal, ressaltou a participação contínua da instituição no evento, reforçando seu papel como parceiro do agronegócio.  

“A feira é um importante termômetro para entendermos as necessidades do produtor rural e oferecermos soluções financeiras que impulsionem a produtividade gaúcha e a eficiência do agronegócio”, destacou Lemos.

A demanda por crédito para irrigação cresceu, refletindo a busca dos produtores por segurança hídrica. Segundo Postal, o Banrisul apoia projetos voltados à resiliência climática. O superintendente de Agronegócios, Robson Oliveira Santos, também apontou a procura por inovação como um dos destaques da edição.  

“Estamos oferecendo suporte para que o agronegócio gaúcho aplique cada vez mais tecnologias de ponta, ampliando o crescimento sustentável do campo e das cadeias produtivas”, reiterou Santos.

Além disso, o banco esteve presente no pavilhão da Agricultura Familiar com as máquinas Vero, oferecidas gratuitamente aos expositores. A Expodireto 2025 consolidou-se como um dos maiores eventos de agricultura de precisão do país, reunindo milhares de participantes e delegações internacionais.

 





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projeto que isenta quem ganha até R$ 5 mil será assinado nesta 3ª



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar, nesta terça-feira (18), o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem recebe até R$ 5 mil por mês, confirmou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

A assinatura será em evento marcado para as 11h30 no Palácio do Planalto, informou a Secom.

Participam do evento os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

Depois da solenidade, haverá uma entrevista coletiva técnica para detalhar a proposta.

Nesta segunda-feira (17), Haddad explicou que o governo fez um recálculo e passou a estimar que a renúncia com a ampliação da isenção do Imposto de Renda custará cerca de R$ 27 bilhões, um impacto menor do que os R$ 35 bilhões inicialmente estimados.



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veja como abriram as cotações na semana



O mercado físico do boi gordo abriu a semana com preços acomodados. Os frigoríficos ainda encontram dificuldades no posicionamento de suas escalas de abate, o que sugere por tentativas de compra em patamares mais altos.

De acordo com a Safras & Mercado, a oferta de fêmeas aparenta ter diminuído em diferentes regiões do país, o que ajuda a entender o motivo de uma maior sustentação dentro do mercado brasileiro.

As exportações permanecem em ótimo nível: o Brasil ainda é disparadamente a melhor alternativa global para o fornecimento de carne bovina, ganhando em competitividade na comparação com seus principais concorrentes.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: a referência média ficou em R$ 311,83, na modalidade à prazo, contra R$ 311,33 anteriormente.
  • Goiás: indicação média de R$ 297,14, no comparativo com R$ 295,54 da última cotação.
  • Minas Gerais: a arroba teve preço médio de R$ 285, estável.
  • Mato Grosso do Sul: arroba indicada em R$ 294,89, contra R$ 294,77 da útlima sexta (14)
  • Mato Grosso: a arroba ficou indicada em R$ 299,39, estável.

Atacado

O mercado atacadista apresentou preços firmes no decorrer desta segunda-feira (17). O ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes no curto prazo, considerando que o escoamento da carne costuma ser mais lento durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

  • Quarto traseiro ainda cotado a R$ 25 por quilo.
  • Quarto dianteiro precificado a R$ 18,50 o quilo.
  • Ponta de agulha segue no patamar de R$ 17 por quilo.



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Exportação do agronegócio em fevereiro recuou 2,5% ante 2024, a US$ 11,24 bi



As exportações do agronegócio brasileiro em fevereiro somaram US$ 11,24 bilhões, 2,5% menos que em igual mês do ano anterior, segundo o Ministério da Agricultura.

“Apesar da redução das exportações de alguns produtos tradicionais da pauta exportadora, como o complexo soja, o agronegócio brasileiro demonstrou sua capacidade de diversificação ao ampliar a presença de alguns produtos nos mercados internacionais”, disse a pasta em nota, citando as exportações de produtos como óleos essenciais de laranja, que somaram US$ 37,1 milhões (+14,9%), com crescimento em mercados como União Europeia e China.

“Outro exemplo é a pimenta piper seca, com exportações de US$ 49,2 milhões (146,6%). Além disso, as sementes oleaginosas, especialmente o gergelim, tiveram um desempenho expressivo, registrando US$ 33,7 milhões (213,8%) em exportações e abrindo novas possibilidades comerciais em mercados da Ásia e do Oriente Médio.”

O volume exportado de grãos e farelo de soja foi de 8,9 milhões de toneladas, estável ante fevereiro de 2024.

Em fevereiro de 2025, os principais setores exportadores do agronegócio foram:

  • complexo soja (29,2% do valor exportado);
  • carnes (19,7% do valor exportado);
  • produtos florestais (11,4% do valor exportado);
  • café (9,9% do valor exportado);
  • complexo sucroalcooleiro (7,8%); e
  • cereais, farinhas e preparações (5,0%).

“A soma da participação relativa destes seis setores foi de 83,1%, 1,9 ponto percentual inferior à participação dos mesmos setores em fevereiro de 2024.”

O volume exportado de produtos do agronegócio caiu 5,4%, puxado por açúcar (-39,3%), madeiras e suas obras (-27,0%), sucos (-24,2%), café verde (-20,5%). As importações de produtos agropecuários subiram de US$ 1,44 bilhão em fevereiro de 2024 para US$ 1,67 bilhão em fevereiro de 2025 (+16,0%).



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Soja tem preços estáveis a mais baixos no Brasil; saiba as cotações



O mercado brasileiro de soja teve preços de estáveis a mais baixos no Brasil nesta segunda-feira (17). Os prêmios seguem firmes, mesmo em plena colheita. A queda do dólar foi o que pressionou a retração doméstica. Poucos negócios foram registrados, com os produtores esperando por melhores oportunidades.

Preços da soja no país

  • Em Passo Fundo (RS), o preço permaneceu em R$ 129,00
  • Em Santa Rosa (RS), o preço seguiu em R$ 130,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), o preço ficou estável em R$ 135,00
  • Em Cascavel (PR), o preço recuou de R$ 129,00 para R$ 127,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço se manteve em R$ 135,00
  • Em Rondonópolis (MT), o valor caiu de R$ 117,00 para R$ 116,00
  • Em Dourados (MS), o preço baixou de R$ 117,00 para R$ 116,00
  • Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 111,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira mistos, perto da estabilidade. As primeiras posições registraram leve baixa e as demais subiram moderadamente.

A boa alta do trigo e do óleo ajudaram a sustentar os preços. Mas o movimento foi limitado pela ampla oferta da oleaginosa, devido ao avanço da colheita de uma safra recorde no Brasil. As preocupações com a política tarifária de Trump, com a guerra comercial escalando com a China, e o esmagamento abaixo do esperado nos Estados Unidos completaram o cenário de pressão.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 177,87 milhões de bushels em fevereiro, ante 200,383 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 185,229 milhões. Em fevereiro de 2023, foram 186,194 milhões de bushels.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 646.667 toneladas na semana encerrada no dia 13 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 853.645 toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 0,50 centavos de dólar ou 0,04% a US$ 10,15 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,29 1/4 por bushel, perda de 0,75 centavos ou 0,07%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,60 ou 0,52% a US$ 304,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,10 centavos de dólar, com alta de 0,51 centavo ou 1,22%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,01%, negociado a R$ 5,6854 para venda e a R$ 5,6834 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6654 e a máxima de R$ 5,7409.



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exportações do Brasil caem 6% em volume, mas receita cresce 12,6%



As exportações brasileiras de carne bovina, somadas in natura e processadas, registraram queda de 6% no volume embarcado em fevereiro de 2025, para 217,1 mil toneladas, ante 230,5 mil toneladas no mesmo mês de 2024.

Apesar da retração nos volumes, a receita apresentou alta de 12,6%, passando de US$ 922,1 milhões para US$ 1,038 bilhão, segundo levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O preço médio da carne bovina exportada aumentou significativamente, saindo de US$ 4.000 por tonelada em fevereiro de 2024 para US$ 4.782 por tonelada neste ano.

Carne bovina no bimestre

No acumulado do primeiro bimestre de 2025, as exportações somaram 456,1 mil toneladas, uma queda de 2% em relação ao igual período de 2024. A receita, contudo, subiu 12%, alcançando US$ 2,066 bilhões.

O preço médio do bimestre também teve alta, passando de US$ 3.977 por tonelada em 2024 para US$ 4.529 por tonelada em 2025.

A China, principal destino da carne bovina brasileira, reduziu suas importações em volume no primeiro bimestre, comprando 183,8 mil toneladas, uma queda de 5,3% em relação ao igual período de 2024. No entanto, a receita obtida com as exportações para o país asiático cresceu 4,5%, alcançando US$ 895,9 milhões.

O preço médio pago pela China subiu de US$ 4.417 por tonelada para US$ 4.874 por tonelada. Os Estados Unidos, segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, reduziram suas compras em 12,1%, passando de 89 mil toneladas nos dois primeiros meses de 2024 para 78,2 mil toneladas em 2025.

Apesar da queda em volume, a receita das exportações para o país norte-americano cresceu 10,9%, chegando a US$ 286,3 milhões, impulsionada pelo aumento do preço médio de US$ 2.901 para US$ 3.360 por tonelada.

O Chile, terceiro maior comprador da carne bovina brasileira, ampliou suas aquisições, de 11,9 mil toneladas em 2024 para 19,2 mil toneladas em 2025, crescimento de 61,7%. A receita obtida com as exportações ao país sul-americano quase dobrou, atingindo US$ 105 milhões, alta de 92,5%.

Outro destaque foi a Argélia, que subiu para a quarta posição entre os principais importadores de carne bovina brasileira. O país elevou suas importações de 5,3 mil toneladas em 2024 para 15,9 mil toneladas em 2025, salto de 199%. A receita também teve aumento expressivo, de 254%, chegando a US$ 85,4 milhões.

No total, 89 países aumentaram suas compras de carne bovina do Brasil no primeiro bimestre de 2025, enquanto 51 reduziram suas importações, de acordo com a Abrafrigo.



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J&F e BNDES fecham acordo para dupla listagem da JBS



A JBS divulgou nesta segunda-feira (17) ter sido informada de que a J&F Investimentos, sua acionista controladora, e a BNDESPar firmaram acordo no âmbito da dupla listagem das ações da companhia no Brasil e nos Estados Unidos.

A BNDESPar, braço de participações societárias do BNDES, possui 20,8% do capital da JBS. Pelo instrumento assinado, a BNDESPar pode receber uma remuneração eventual limitada a R$ 500 milhões na hipótese de uma valorização das ações da JBS abaixo de patamar estabelecido entre as partes.

Com a dupla listagem, as ações da JBS serão negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos, e Brasil, Bolsa, Balcão (B3), no Brasil. A proposta fortalecerá a governança da companhia e tem potencial de destravar o valor da ação e de atrair uma base mais ampla de investidores, com maior capacidade de investimento.

A BNDESPar também comunicou à JBS que, em decorrência do acordo, se absterá de votar na assembleia que vai deliberar sobre a dupla listagem da JBS, deixando assim aos demais acionistas minoritários a decisão. Segundo fontes, essa abstenção aproxima a JBS da dupla listagem.

Com mais de 250 fábricas, a JBS produz em 17 países, possui mais de 300 mil clientes e seus produtos chegam a mais de 180 países. Nascida no Brasil há 71 anos, a JBS emprega hoje 280 mil pessoas.



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exportações do Brasil caem 6% em volume, mas receita cresce 12,6%



As exportações brasileiras de carne bovina, somadas in natura e processadas, registraram queda de 6% no volume embarcado em fevereiro de 2025, para 217,1 mil toneladas, ante 230,5 mil toneladas no mesmo mês de 2024.

Apesar da retração nos volumes, a receita apresentou alta de 12,6%, passando de US$ 922,1 milhões para US$ 1,038 bilhão, segundo levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O preço médio da carne bovina exportada aumentou significativamente, saindo de US$ 4.000 por tonelada em fevereiro de 2024 para US$ 4.782 por tonelada neste ano.

Carne bovina no bimestre

No acumulado do primeiro bimestre de 2025, as exportações somaram 456,1 mil toneladas, uma queda de 2% em relação ao igual período de 2024. A receita, contudo, subiu 12%, alcançando US$ 2,066 bilhões.

O preço médio do bimestre também teve alta, passando de US$ 3.977 por tonelada em 2024 para US$ 4.529 por tonelada em 2025.

A China, principal destino da carne bovina brasileira, reduziu suas importações em volume no primeiro bimestre, comprando 183,8 mil toneladas, uma queda de 5,3% em relação ao igual período de 2024. No entanto, a receita obtida com as exportações para o país asiático cresceu 4,5%, alcançando US$ 895,9 milhões.

O preço médio pago pela China subiu de US$ 4.417 por tonelada para US$ 4.874 por tonelada. Os Estados Unidos, segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, reduziram suas compras em 12,1%, passando de 89 mil toneladas nos dois primeiros meses de 2024 para 78,2 mil toneladas em 2025.

Apesar da queda em volume, a receita das exportações para o país norte-americano cresceu 10,9%, chegando a US$ 286,3 milhões, impulsionada pelo aumento do preço médio de US$ 2.901 para US$ 3.360 por tonelada.

O Chile, terceiro maior comprador da carne bovina brasileira, ampliou suas aquisições, de 11,9 mil toneladas em 2024 para 19,2 mil toneladas em 2025, crescimento de 61,7%. A receita obtida com as exportações ao país sul-americano quase dobrou, atingindo US$ 105 milhões, alta de 92,5%.

Outro destaque foi a Argélia, que subiu para a quarta posição entre os principais importadores de carne bovina brasileira. O país elevou suas importações de 5,3 mil toneladas em 2024 para 15,9 mil toneladas em 2025, salto de 199%. A receita também teve aumento expressivo, de 254%, chegando a US$ 85,4 milhões.

No total, 89 países aumentaram suas compras de carne bovina do Brasil no primeiro bimestre de 2025, enquanto 51 reduziram suas importações, de acordo com a Abrafrigo.



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Preços das carnes, arroz e feijão já caíram, diz ministro



O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, disse que o governo tem acompanhado de perto o preço dos alimentos e que já foi notada uma queda para as carnes e arroz. Após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Teixeira disse que é uma obsessão do governo fazer com que os alimentos caibam na renda dos trabalhadores.

“Estamos acompanhando os preços. O que estamos sentindo é que essa semana os preços da carne estão caindo, ainda estão altos, mas estão caindo. E também o preço do arroz, está entrando uma nova safra de arroz. Os preços do feijão também estão caindo. E ainda há uma resistência ali no preço dos ovos, mas que vamos aprofundar esse estudo essa semana sobre as medidas a serem adotadas”, disse o ministro.

Ele sinalizou que podem ser realizadas duas reuniões sobre o tema alimentos nesta semana.

Teixeira também repetiu que já foram tomadas muitas medidas para conter a alta nos preços, por diversas pastas, e que toda semana serão avaliadas a necessidade de reforço ou não nessas ações.

Em relação ao encontro com Haddad, Teixeira explicou que veio conversar com o ministro da Fazenda para insistir no aumento de recursos no orçamento para obtenção de terras para a reforma agrária.



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SLC Agrícola investe R$ 913 milhões na compra de terras



A SLC Agrícola anunciou, na sexta-feira (14), após o fechamento do mercado financeiro, a aquisição de 47.822 hectares de terras na Bahia e em Minas Gerais por R$ 913 milhões. A compra ocorre um dia após a teleconferência de resultados, na qual o diretor financeiro, Ivo Brum, afirmou que a companhia mantém alavancagem sob controle e vê espaço para continuar crescendo caso surjam oportunidades estratégicas.

Em São Desidério (BA), a empresa adquiriu 39.987 hectares da Fazenda Paladino, atualmente arrendados pela SLC-MIT, subsidiária da companhia. O valor da transação foi de R$ 723 milhões, correspondendo a R$ 32.876 por hectare agricultável. O pagamento será dividido em duas parcelas de R$ 361,5 milhões, sem correção monetária, com a segunda prevista para março de 2026.

Na Fazenda Pamplona, em Unaí (MG), foram adquiridos 7.835 hectares por R$ 190 milhões, ao preço de R$ 36.176 por hectare agricultável. Desse total, apenas 502 hectares não eram previamente operados pela companhia através de arrendamento. A compra inclui também infraestrutura como silos, alojamentos, sede administrativa e armazéns, além de 647,6 hectares de área irrigada.

A aquisição se insere na estratégia de crescimento da SLC, que já havia expandido sua área plantada em 60 mil hectares para a safra 2024/25, chegando a 731 mil hectares, e recentemente adquiriu a Sierentz Agro Brasil por US$ 135 milhões.

“Nossa dívida está em um nível confortável, bem inferior aos R$ 11 bilhões que possuímos em terras, um ativo que sempre nos suporta, se necessário”, disse Brum na teleconferência. A empresa fechou 2024 com dívida líquida de R$ 3,648 bilhões e uma relação dívida líquida/Ebitda de 1,8 vez, abaixo do limite de duas vezes recomendado pelo conselho.

O movimento ocorre após a companhia registrar uma queda de 48,6% no lucro líquido em 2024, totalizando R$ 481,723 milhões, impactado principalmente pela redução de 17% na produtividade da soja devido a problemas climáticos.

Apesar disso, o CEO Aurélio Pavinato afirmou em entrevista recente que a produtividade da soja atual está sendo “a melhor da história”, o que deve contribuir para melhores resultados em 2025.

A empresa também tem avançado em sua estratégia de diversificação, com crescimento de 39% nas vendas de sementes para terceiros em 2024.

O segmento registrou um Ebitda de R$ 106,2 milhões no ano passado, com margem de 14,4% e lucro líquido de R$ 54 milhões.

Adicionalmente, a SLC Agrícola informou durante a teleconferência que está com seu planejamento de compra de insumos para a safra 2025/26 mais adiantado do que no mesmo período do ano passado, já tendo adquirido potássio, fósforo e sulfato de amônio, faltando apenas a ureia. Essa antecipação deve contribuir para uma redução nos custos de produção.



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