sexta-feira, julho 17, 2026

Autor: Redação

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Produtora rural de Mato Grosso mostra que inovação e sustentabilidade andam juntas


Trocar o setor automotivo pela vida no campo pode parecer um salto arriscado, mas para Elizane da Silva foi a decisão que virou de vez a chave em sua vida. Em um vídeo enviado à produção do programa Porteira Aberta Empreender, ela faz sua apresentação com entusiasmo e confiança.

“Olá, Porteira Aberta Empreender! Meu nome é Elizane, moro em Sorriso, Mato Grosso (MT). Sou produtora rural e gestora de uma pequena propriedade, onde cultivo hortifrúti. É um pouco desafiador [trabalhar no agro], mas para mim, um pouco menos, porque eu venho de um setor onde já era dominado pelo sexo masculino, o setor automotivo.”

E quando ela se refere à sua pequena propriedade, não significa pequena relevância, não. Seu cultivo é sustentável e inovador. E sua produção abastece mercados e escolas da região. No começo deste ano, ousou e plantou 20 mil pés de abacaxi, apostando no crescimento sustentável do cultivo.

“A gente também planta melão e, no período da safra colhemos cerca de 45 toneladas”, diz a produtora rural.

Além de abacaxi e melão, a empreendedora investe em outras culturas como  pimentões e tomates. 

“Temos uma parte na plantação de tomate, que é  semi-automatizada, evitando mão de obra e produzindo produtos de qualidade”, explica a empreendedora.

Mas quem pensa que ela apenas cultiva hortifruti, se engana. Elizane investiu ao longo desses anos em  conhecimento. Com o apoio do Sebrae, ela buscou capacitação para melhorar a gestão e adotar novas tecnologias.

“Eu fiz cursos de gestão financeira, administração e participei de viagens em missões técnicas pelo Sebrae/MT. O Sebrae sempre esteve presente na minha vida profissional desde a criação do projeto até a execução”, explica Silva.

Plantação de tomate em Sorriso Mato Grosso Plantação de tomate em Sorriso Mato Grosso
Plantação de tomate semi-automatizada da propriedade rural de Elizane da Silva em Sorriso (MT). Foto: Arquivo Pessoal

Um dos diferenciais do negócio dela é o compromisso com a sustentabilidade, em que utiliza a rotação de culturas para preservar a fertilidade do solo e minimizar impactos ambientais. No período chuvoso, por exemplo, planta braquiária para proteger e enriquecer a terra.

“A gente precisa devolver ao solo o que ele nos dá. Plantamos braquiária para nutrir a terra antes de iniciar um novo ciclo de cultivo”, conta Silva, se referindo à plantação de melão. 

Com essa bagagem de conhecimento no agronegócio, a cada novo ciclo de plantio, a produtora inova em processos mais eficientes, garantindo maior produtividade e menos desperdício. Uma parceria que vem dando certo: inovação e sustentabilidade no campo.

“Hoje, fico feliz em saber que tenho uma pequena propriedade que se tornou rentável e ecologicamente correta. Posso dizer, com toda alegria, que minha pequena propriedade é um exemplo de sustentabilidade”, celebra.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

O protagonismo feminino no agro

No mês da mulher, Elizane se orgulha de fazer parte da crescente participação feminina no agronegócio. Para ela, as mulheres têm talento para a gestão e trazem inovação para o setor.

“Me sinto muito feliz e honrada em fazer parte desse mundo do agronegócio, onde nós, como mulheres, podemos mostrar que não só os homens podem dominar este mercado”, ressalta Silva.

A produtora destaca que o setor agropecuário deve ser inovador, sustentável e, cada vez mais, liderado por mulheres.

“É gratificante saber que nós, mulheres, somos capazes de administrar qualquer setor. Temos muita visão e somos muito guerreiras”, finaliza.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você quer saber mais sobre a história de empreendedorismo da Elizane da Silva, assista ao Porteira Aberta Empreender. O programa já está disponível no YouTube. Acesse aqui.

Participe você também do programa! Envie suas dúvidas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Além disso, no programa Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você, micro e pequeno produtor rural, descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural.

Quer saber mais? Acompanhe também as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e aprenda a empreender de forma segura e responsável.



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AgroNewsPolítica & Agro

como identificar e controlar a doença?



A brusone segue preocupando produtores em todo Brasil




Foto: Divulgação

A brusone, principal doença da cultura do arroz, segue preocupando produtores em todo o Brasil. Causada pelo fungo Magnaporthe oryzae, a doença pode levar a perdas de até 100% na produção, comprometendo tanto a qualidade quanto a quantidade dos grãos.

A infecção pode ocorrer desde o início do desenvolvimento da planta até a fase de maturação, afetando folhas, colmos, panículas e grãos. Os primeiros sinais incluem pequenas manchas marrons nas folhas, que evoluem para lesões maiores com centro acinzentado e bordas escuras. Em casos mais severos, o fungo compromete os colmos e pode causar a quebra das panículas, fenômeno conhecido como “pescoço quebrado”.

A disseminação do fungo ocorre pelo vento, e condições de alta umidade e temperaturas entre 20°C e 25°C favorecem seu desenvolvimento. O patógeno também pode sobreviver em restos culturais e sementes contaminadas, aumentando o risco de infecção em novas safras.

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Manejo e controle

Para evitar prejuízos, especialistas recomendam o manejo integrado da brusone. O uso de variedades resistentes, a manutenção de lâmina d’água no cultivo irrigado e o plantio de sementes certificadas são algumas das estratégias indicadas. Além disso, a adubação nitrogenada precisa ser equilibrada, pois o excesso ou a deficiência do nutriente pode tornar as plantas mais vulneráveis.

O controle químico com fungicidas também é uma alternativa, especialmente para cultivares suscetíveis. O monitoramento constante das lavouras é essencial para identificar a doença precocemente e garantir a aplicação eficiente dos produtos. Diante da gravidade da brusone, produtores devem estar atentos aos primeiros sintomas e buscar orientação técnica para minimizar impactos e garantir a produtividade da safra.





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China impulsiona commodities e Ibovespa sobe; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o otimismo no mercado brasileiro após dados positivos da indústria e do varejo. O Ibovespa fechou em alta de 1,46%, impulsionado pela valorização das commodities.

No exterior, a queda do dólar e preocupações com a política tarifária de Trump pressionam os juros.

No Brasil, o IBC-Br superou expectativas, reforçando a necessidade de juros altos. Expectativa para a Super Quarta e anúncios do governo seguem no radar.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Uso de silício no solo pode melhorar resistência das plantas?



Fertilizante derivado do aço reduz emissões e fortalece cultivos




Foto: Canva

As mudanças climáticas impõem desafios ao setor agrícola, exigindo práticas que garantam maior eficiência na produção e sustentabilidade no uso dos recursos naturais. Entre as estratégias adotadas, a construção do perfil de solo tem se mostrado fundamental para corrigir deficiências, restaurar a atividade biológica e fornecer nutrientes essenciais às culturas.

O engenheiro agrônomo da Agronelli, Maurício Komori, explica que o AgroSilício atua diretamente no solo e na planta, fornecendo cálcio, magnésio e silício. “O silício, em particular, forma uma camada de sílica sob a cutícula das plantas, funcionando como uma barreira física que aumenta a resistência contra pragas e doenças. Além disso, melhora a absorção de nutrientes, fortalece a tolerância a fatores de estresse ambiental, como temperaturas extremas e falta de água, e também corrige a acidez do solo”, afirma.

Produzido a partir do beneficiamento de um subproduto da produção de aço, o produto é processado com silicato de cálcio e magnésio. Seu desenvolvimento ocorre em temperaturas elevadas, garantindo maior reatividade e solubilidade dos nutrientes. O fertilizante tem impacto que vai além da nutrição do solo e das plantas. “Ele não apenas melhora a estrutura do solo e reforça a resistência das plantas a condições climáticas adversas, mas também é um exemplo de sustentabilidade, pois reduz a pegada de carbono, visto que não libera CO2 na sua incorporação ao solo”, afirma Komori.

Komori destaca ainda que o uso do fertilizante elimina a necessidade de explorar novas jazidas naturais para obtenção de nutrientes e evita a emissão de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa. Enquanto o calcário agrícola libera 440 kg de CO2 a cada 1.000 kg aplicados, o produto mantém carbono neutro.





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previsão do tempo mostra chuva intensa e calor



A terça-feira (18) será marcada por instabilidades, com chuva forte em áreas do país. O calor e a umidade favorecem a formação de pancadas de chuva intensas à tarde e à noite, acompanhadas de raios e ventania.

No Nordeste, a influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a chuva sobre a costa norte, enquanto o tempo segue mais seco no interior.

Sul

A circulação marítima deve continuar estimulando a ocorrência de chuvisco ou chuva fraca no leste e norte do Rio Grande do Sul.

Em Santa Catarina e no Paraná, o fluxo de umidade e de calor – com reforço associado à circulação de ventos em níveis mais elevados – deve manter a condição de tempo instável, com as pancadas se concentrando entre a tarde e a noite.

Sudeste

A combinação entre calor e umidade presentes na atmosfera local deve seguir realizando a formação de instabilidades em São Paulo, centro-sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Ao longo do dia, o sol aparece nessas áreas entre nuvens e as pancadas vêm na parte da tarde, com potencial para chuva forte, com raios e ventania.

Há condição para pancadas isoladas também no Espírito Santo.

Centro-Oeste

A combinação entre calor e umidade presentes na atmosfera deve manter as instabilidades atuando em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Ao longo do dia, o sol ainda deve aparecer entre nuvens e a temperatura aumenta. A partir da tarde, as pancadas de chuva ganham força e vêm com raios e ventos.

No Distrito Federal, o predomínio é de tempo mais aberto.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve continuar estimulando a ocorrência de chuva sobre parte da costa norte da região.

O destaque fica para a chuva que se prolonga no Maranhão e no Piauí.

Na costa leste, a entrada de umidade marítima pode favorecer a ocorrência de pancadas no litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte.

Norte

Calor, umidade e a atuação de algumas perturbações em níveis mais elevados da atmosfera vão manter a chuva se espalhando por todos os estados da região.

Destaque para a chuva forte que segue caindo no Amazonas, Acre, Pará e Roraima.



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Nesta terça (18), áreas do Porto de Santos terão desligamento de energia


Corte de energia se deve a obras na rede de gás encanado

Nesta terça-feira (18/02), a partir das 8h da manhã, algumas áreas do Porto de Santos (margem direita, entre Saboó e Outeirinhos, próximo ao terminal de cruzeiros) terão corte de energia elétrica. O desligamento da rede de média tensão será feito para garantir segurança da realização de serviços em redes de infraestrutura referentes à canalização de gás. O desligamento está previsto para ser mantido até às 17h.

Atenção especial ao não funcionamento dos sistemas de semáforos da Avenida Augusto Barata. Solicita-se aos motoristas que evitem esta via.

Importante salientar que o fornecimento de energia poderá ser reestabelecido antes do horário previsto, sem prévio aviso. Por isso, a Autoridade Portuária de Santos (APS) orienta que não sejam efetuados serviços nas proximidades da rede (a menos que haja desligamento de acordo normas de segurança).

A programação poderá ser cancelada ou alterada em caso de mau tempo ou necessidade urgente de atendimento técnico pelas equipes.

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Fonte:

Autoridade Portuária/Porto de San





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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores rurais devem declarar IR? Especialista explica as regras


Os produtores rurais precisam ficar atentos ao prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda de 2025. Segundo o Diretor Executivo da NTW Contabilidade Bituruna, Rudinei Agustini, é fundamental conhecer as regras para evitar penalidades.

“Produtores que tiveram receita bruta acima de R$ 169.440,00 em 2024 devem declarar. Além disso, quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 33.888,00 ou possuía bens acima de R$ 800.000,00 em 31 de dezembro de 2024 também precisa fazer a declaração”, explica Agustini.

O especialista reforça que despesas relacionadas à atividade rural podem ser deduzidas, desde que devidamente comprovadas. “Organizar a documentação ao longo do ano facilita a prestação de contas e evita complicações”, orienta.

O prazo para envio das declarações começa em 17 de março e vai até 30 de maio de 2025. Não declarar pode acarretar multas a partir de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Além disso, o CPF do produtor pode ser bloqueado, dificultando financiamentos, venda de bens e acesso a créditos rurais. “Para evitar problemas, o ideal é contar com o apoio de um contador. Qualquer dúvida, o site da Receita Federal disponibiliza informações detalhadas”, conclui Rudinei Agustini.

MAIS

A declaração pré-preenchida começará a ser implementada na segunda-feira, dia 17, com informações sobre rendimentos e pagamentos, e será totalmente concluída no dia 1º de abril. As restituições serão liberadas a partir de 30 de maio, seguindo um cronograma com cinco lotes, sendo o último creditado em 30 de setembro. Todas as regras estão presentes na Instrução Normativa RFB nº 2.255/2025, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 13/3.

A declaração poderá ser feita por meio do tradicional Programa Gerador da Declaração (PGD) para computador, disponível no site da Receita Federal, ou pelo sistema “Meu Imposto de Renda”, nova solução online para celulares e tablets, com acesso a partir do dia 1º de abril próximo. O acesso ao Meu Imposto de Renda exigirá autenticação via Plataforma GOV.BR (níveis ouro ou prata), com acesso por meio da página RFB, e-CAC, qualquer navegador ou aplicativo da Receita Federal.





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AgroNewsPolítica & Agro

Linha de crédito incentiva irrigação e energia renovável



SP investe em irrigação para enfrentar mudanças climáticas




Foto: Seane Lennon

Neste 16 de março, Dia Nacional sobre a Conscientização das Mudanças Climáticas, data para refletir sobre os impactos das alterações do clima na produção de alimentos. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo promove iniciativas para mitigar esses efeitos e garantir produtividade sustentável.

O Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, desenvolve pesquisas para identificar plantas forrageiras mais adaptadas às mudanças climáticas. O objetivo é aumentar a eficiência no uso de nutrientes e reduzir impactos ambientais.

Para enfrentar a estiagem e otimizar o uso da água, o estado disponibilizou uma linha de crédito de R$ 200 milhões por meio do Programa Irriga + SP, parceria entre a Secretaria de Agricultura e a Desenvolve SP. Os recursos são voltados para projetos de irrigação, energia fotovoltaica e agricultura de precisão, visando garantir a produção de alimentos e o desenvolvimento regional em um cenário de eventos climáticos extremos.

A linha de crédito faz parte do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) e busca dobrar as áreas irrigadas no estado em quatro anos, com a meta de alcançar 15% até 2030. Atualmente, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), as áreas irrigadas são responsáveis por mais de 40% da produção mundial de alimentos. O Atlas da Irrigação, da Agência Nacional de Águas (ANA), projeta a incorporação de 4,2 milhões de hectares de áreas irrigadas até 2040 no Brasil.

Diante das mudanças climáticas, o setor agrícola segue adotando estratégias para garantir a produção e minimizar os impactos ambientais, fortalecendo a resiliência da agricultura paulista.





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Com imagens de satélite e IA, tecnologia mapeia viveiros escavados e fortalece aquicultura


A Embrapa, em parceria com instituições de pesquisa e inovação, desenvolveu uma nova metodologia para mapear automaticamente viveiros escavados, o principal sistema de produção de peixes no Brasil.

O método, aplicado inicialmente no Paraná, utiliza imagens de satélite de alta resolução e inteligência artificial para identificar viveiros com 90% de precisão. Os resultados do estudo foram recentemente publicados na revista internacional Aplicações de Sensoriamento Remoto: Sociedade e Meio Ambiente.

A inovação combina imagens do programa Iniciativa Internacional da Noruega para o Clima e Florestas (NICFI) com algoritmos de aprendizado de máquina, como o Random Forest, para classificar as áreas de piscicultura. De acordo com a geógrafa Marta Ummus, da Embrapa Pesca e Aquicultura, a tecnologia reduz em 90% o tempo e o esforço necessários para mapear os viveiros.

“Não substituímos o trabalho humano, mas conseguimos torná-lo muito mais ágil e preciso”, afirma a pesquisadora.

Aquicultura no Paraná: dados inéditos sobre produção

O levantamento identificou 42.369 tanques aquícolas distribuídos em 13.514 empreendimentos, totalizando 11.515 hectares de lâmina d’água. Cerca de 40% dessa estrutura concentra-se na Região Metropolitana de Curitiba e no oeste do estado.

Municípios como Nova Aurora, Palotina, Toledo e Assis Chateaubriand despontam como polos produtivos, beneficiados por infraestrutura consolidada e cooperativas agroindustriais.

O estudo revelou ainda que mais da metade dos empreendimentos aquícolas do Paraná está na mesorregião oeste. Junto à mesorregião sudoeste, elas somam 65% da atividade de piscicultura em viveiros escavados do estado, reforçando a liderança do Paraná na produção nacional de peixes de cultivo.

Expansão da tecnologia para outros estados

Com os resultados promissores no Paraná, os pesquisadores já iniciaram a aplicação da metodologia em Rondônia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Tocantins.

“Nosso objetivo é expandir esse mapeamento para outras regiões, firmando parcerias com instituições estaduais para refinar os dados e ampliar a adoção da tecnologia”, afirma Ummus.

Segundo os especialistas, o mapeamento automático oferece dados mais atualizados e assertivos para a gestão pública e privada da aquicultura. “A tecnologia permite aos produtores entenderem melhor o cenário da piscicultura em sua região e auxilia gestores na tomada de decisões para investimentos e gestão dos recursos hídricos”, destaca Bruno Silva, pesquisador do Biopark Educação.

O projeto é fruto de uma parceria entre a Embrapa, o Biopark e o Biopark Educação, com apoio da Fundação Araucária e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Com a recente renovação do projeto, novas perspectivas para aprimoramento e expansão foram abertas.

A geração e a disponibilização de dados para governos e outras instituições públicas e para empresas do setor privado estão entre os maiores benefícios do trabalho, que pode ser consultado no Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura (CIAqui).

Paraná mantém liderança na produção de peixes

De acordo com a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), o Paraná lidera a produção nacional, respondendo por 22,5% do total do país em 2023, com 194,1 mil toneladas de peixes cultivados. No caso da tilápia, a espécie mais criada e exportada pelo Brasil, o estado é responsável por mais de um terço da produção nacional.

Além das cidades do oeste paranaense já reconhecidas pelo alto volume de produção, destacam-se municípios como Maripá, Terra Roxa, Nova Santa Rosa, Cafelândia, Marechal Cândido Rondon e Tupãssi, que juntos movimentaram quase R$ 1 bilhão em receita em 2022.

Com a aplicação da nova metodologia de mapeamento e a expansão para outras regiões do país, a expectativa é que a piscicultura brasileira se torne ainda mais eficiente e competitiva no cenário global.



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AgroNewsPolítica & Agro

Santa Catarina ajusta área plantada para soja



Produtores adotam controle preventivo em Santa Catarina




Foto: Pixabay

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que a colheita da soja já começou no Planalto Norte de Santa Catarina. Segundo o relatório, 72% das lavouras nas regiões dos planaltos Norte e Sul estão na fase de enchimento de grãos, enquanto 20% já atingiram a maturação. A expectativa média de produtividade é de 3.710 kg por hectare.

De acordo com a Conab, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da cultura da soja, principalmente pela regularidade das chuvas ao longo do ciclo. “A umidade adequada contribuiu para o crescimento das plantas e a formação de vagens e grãos”, aponta o levantamento. No entanto, no Planalto Sul, onde o plantio ocorre mais tarde, a falta de chuva e as altas temperaturas reduziram o potencial produtivo em algumas áreas.

No Meio-Oeste, a colheita teve início em fevereiro e atingiu cerca de 10% da área plantada. A produtividade das primeiras lavouras colhidas variou entre 3.000 e 4.800 kg/ha, com média estimada em 3.600 kg/ha. “A sanidade das lavouras é considerada satisfatória, e os produtores vêm adotando métodos preventivos para controlar doenças e pragas”, informa o relatório. Nos últimos dias, o retorno das chuvas melhorou as condições das lavouras, mas algumas áreas mais tardias podem ter sido afetadas pelo período anterior de estiagem.

A Conab também ajustou os dados sobre a área plantada de soja no estado. O levantamento indica que alguns produtores optaram por semear o grão mais tardiamente, priorizando a safrinha devido à maior estabilidade de preço e comercialização em comparação ao feijão. “Esse ajuste ocorre somente agora, pois os produtores fizeram o plantio no final da janela ideal, e as informações não haviam sido atualizadas desde o levantamento anterior, em janeiro”, explica a companhia.





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