A Comissão Mista de Orçamento confirmou para esta semana a votação do projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025 (PLN 26/24). Na quarta (19), às 14 horas, está marcada uma reunião com os líderes partidários do colegiado. Na quinta (20), às 10 horas, será feita a leitura do relatório e aberto prazo para apresentação de destaques ao texto. E na sexta (21), às 10 horas, o Orçamento será votado.
O presidente da Comissão de Orçamento, deputado Julio Arcoverde (PP-PI), explicou que a votação atrasou porque o Ministério do Planejamento enviou vários ofícios desde sexta-feira (14) sugerindo mudanças no projeto.
Essas alterações impactam o relatório final do senador Ângelo Coronel (PSD-BA) e precisam ser avaliadas pela Consultoria de Orçamento.
Atrasos para votação do Orçamento
A LOA deveria ter sido votada no fim do ano passado pelo Congresso, mas questões políticas provocaram atrasos, como a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de suspender a execução das emendas parlamentares ao Orçamento.
Na semana passada, o Congresso aprovou novas regras para apresentação e indicação dessas emendas. A Resolução 1/25 foi promulgada na sexta-feira (14) e deve destravar a votação do Orçamento.
Depois que for aprovado na comissão mista, o Orçamento de 2025 ainda precisa ser votado por deputados e senadores em sessão do Congresso Nacional.
As importações chinesas de milho alcançaram 1,8 milhão de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, volume 97,1% inferior ao registrado em igual intervalo de 2024, de acordo com dados divulgados hoje pelo Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês). O valor das importações do produto no bimestre foi de US$ 47,6 milhões.
Segundo a Gacc, os chineses importaram 1,1 milhão de toneladas de trigo no primeiro bimestre do ano, queda de 95,6% na comparação anual. No período, o valor das compras somou US$ 37,8 milhões.
Outros produtos importados pela China
As compras chinesas de soja do exterior totalizaram 13,61 milhões de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, alta de 4,4% ante igual período do ano passado. Em termos de valores, as importações de soja totalizaram US$ 6,3 bilhões nos dois primeiros meses deste ano.
De óleos vegetais, a China importou 900 mil toneladas nos dois primeiros meses de 2025, baixa de 25,7% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado. Em valores, as importações somaram US$ 1,093 bilhões.
A China importou 260 mil toneladas de algodão em janeiro e fevereiro, recuo de 58,7% ante igual período de 2024. O valor desembolsado no primeiro bimestre deste ano foi de US$ 493,3 milhões.
As compras chinesas de óleo de palma atingiram 210 milhões de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, volume 44,9% menor do que o importado um ano antes. O valor das compras somou US$ 228,9 milhões neste ano.
De lácteos, 480 mil toneladas foram importadas pela China no primeiro bimestre, 9,3% a mais do que em igual período do ano passado. Em termos de valores, a importação atingiu US$ 2,06 bilhões.
As importações chinesas de açúcar somaram 90 mil toneladas de janeiro a fevereiro, queda de 93,3% ante o registrado no ano anterior. O valor desembolsado pela China foi de US$ 45,5 milhões.
No primeiro bimestre, ainda, as compras da China de fertilizantes foram de 2,50 milhões de toneladas, baixa de 12,4% antes de janeiro e fevereiro de 2024, segundo a Gacc. O valor das importações foi de US$ 769,2 milhões.
As compras chinesas de carne bovina no mercado internacional totalizaram 470 mil toneladas em janeiro e fevereiro, baixa de 11,3% ante igual período do ano passado. Em termos de valores, as compras da China foram de US$ 2,42 bilhões.
Já de carne suína, os chineses importaram 180 mil toneladas no primeiro bimestre, aumento de 12,5% na comparação com 2024. As importações do produto no período somaram US$ 383,1 milhões.
A cultura do milho exige um controle rigoroso de pragas, doenças e plantas daninhas para garantir altas produtividades e evitar perdas . O uso de agroquímicos continua sendo uma ferramenta essencial nesse processo, mas sua aplicação precisa ser feita de maneira estratégica para maximizar a eficiência e reduzir impactos ambientais. Com novas tecnologias e boas práticas, os produtores podem equilibrar produtividade e sustentabilidade.
O controle de pragas, como lagartas e percevejos, requer o uso de Inseticidas eficazes, especialmente nas fases iniciais da lavoura. O tratamento de sementes com defensivos específicos tem sido uma solução cada vez mais adotada para proteger o milho desde a germinação, reduzindo a necessidade de aplicações posteriores. Além disso, o uso de feromônios e armadilhas tem auxiliado no monitoramento das populações de insetos, permitindo um manejo mais preciso.
No caso do controle de doenças, fungicidas são fundamentais para evitar perdas causadas por patógenos que atacam folhas, colmos e espigas. A rotação de princípios ativos e a escolha de híbridos mais tolerantes têm sido estratégias recomendadas para minimizar o risco de resistência e prolongar a eficácia dos produtos disponíveis no mercado.
O combate às plantas daninhas também exige atenção, já que a matocompetição pode reduzir o desenvolvimento da cultura. Herbicidas seletivos, quando aplicados no momento correto, garantem um controle eficiente sem prejudicar o crescimento do milho. O uso de coberturas vegetais e o plantio direto também contribuem para reduzir a pressão das invasoras, diminuindo a dependência de defensivos.
Com a evolução das tecnologias agrícolas, o manejo de agroquímicos tem se tornado mais preciso e eficiente. Pulverizadores de última geração, drones e sistemas de aplicação localizada ajudam a reduzir desperdícios e minimizar impactos ambientais, tornando a produção de milho mais sustentável. Além disso, novas formulações menos agressivas ao meio ambiente estão sendo desenvolvidas para atender às demandas do setor.
A busca por um manejo integrado e equilibrado é essencial para garantir a produtividade do milho sem comprometer a qualidade do solo e dos recursos naturais. Com planejamento e adoção de boas práticas, os produtores podem alcançar melhores resultados, mantendo a competitividade da cultura e atendendo às exigências do mercado.
No acumulado de janeiro e fevereiro de 2025, as exportações do agro paulista totalizaram US$4,03 bilhões e as importações US$1,02 bilhão. Como resultado, o saldo da balança comercial apresentou um superávit de US$3,01 bilhões, representando uma queda de 25,7% em relação ao primeiro bimestre de 2024.
O resultado é fruto de uma queda brusca nas exportações de açúcar, principal produto da pauta paulista para o mercado internacional, que estava aquecido devido à maior disponibilidade do produto proveniente da Índia, Tailândia e União Europeia, associado ao período de entressafra brasileiro.
“Os produtores optaram por comercializar o açúcar no mercado interno, onde o preço está mais vantajoso com a desvalorização do dólar frente ao real no começo de 2025”, comenta José Alberto Ângelo, pesquisador científico do IEA-Apta.
Ranking do Agro
Apesar da queda registrada, os embarques paulistas garantiram mais uma vez o status de maior exportador brasileiro a São Paulo, com 18,1% de participação, seguido por Mato Grosso (15%), Minas Gerais (11,6%) e Paraná (11,5%).
“Os embarques registrados no início do ano deram uma enfraquecida diante da instabilidade do câmbio, mas o agro paulista manteve sua representatividade nos resultados nacionais. O setor de sucos e o complexo sucroalcooleiro respondem por mais de 50% do total exportado pelo Brasil. Esses números representam a força das agroindústrias paulistas na economia do estado e do país”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Segundo os dados do IEA-Apta, a participação do setor de sucos nos embarques totais foi de 88%, seguido pelos produtos alimentícios diversos (69,8%), produtos de origem vegetal (65,8%) e complexo sucroalcooleiro (55,2%).
Exportações do agronegócio paulista
Os cinco principais grupos de produtos exportados pelo agronegócio paulista no primeiro bimestre de 2025 foram:
Complexo sucroalcooleiro: 27% de participação no agro paulista, US$1,09 bilhão, sendo que o açúcar representou 91,6% e o etanol, 8,4%
Grupo de sucos: 14,2% na fração, somando US$573,74 milhões, dos quais 98,6% correspondem ao suco de laranja
Setor de carnes: 14,1% de porção, na ordem US$567,76 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,1%
Produtos florestais: 12,3% de participação, US$494,75 milhões, com celulose representando 54,7% e papel 36,2%
Grupo de café: 7,4% na cota, registrando US$297,21 milhões, sendo 70,4% referentes ao café verde e 26,5% ao café solúvel.
Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 75% das exportações do agronegócio paulista. O complexo soja aparece na sétima posição, com vendas de US$175,91 milhões, sendo 24,1% referentes ao farelo de soja e 68,5% à soja em grão. A expectativa é de um aumento nas vendas desse grupo nos próximos meses, conforme avance a colheita no estado de São Paulo.
O prazo para as organizações familiares inscreverem propostas no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi prorrogado. Agricultores e agricultoras familiares terão até o próximo dia 31 para transmitir os projetos de Compra com Doação Simultânea (CDS) para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Essa prorrogação para o envio dos projetos visa ampliar as oportunidades das organizações da agricultura familiar para entrega da sua produção para atendimento da população em situação de insegurança alimentar e nutricional.
O anúncio foi realizado ontem (17) durante a realização do 3º Encontro Nacional do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Conab, da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas).
Aquisição e doação de alimentos
Os recursos para o PAA para a aquisição dos alimentos produzidos pela agricultura familiar serão repassados para a Companhia pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Já os critérios de pontuação para participar do PAA neste ano foram definidos pelo Grupo Gestor do Programa (GGPAA).
A Compra com Doação Simultânea tem como finalidade o apoio aos agricultores familiares, por meio de cooperativas e associações, a partir da compra de sua produção. Os alimentos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede socioassistencial e de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, como restaurantes populares e cozinhas solidárias.
Mantendo o compromisso do governo federal de incentivar o protagonismo das mulheres do campo, das águas e das florestas, as propostas para o PAA devem contar com no mínimo 50% de participação feminina. Inclusive, quanto maior for a participação das mulheres nas propostas, maior também será a pontuação a ser recebida.
Da mesma forma, os projetos que contarem com mais envolvimento da juventude rural serão priorizados, bem como serão prioritários os projetos agroecológicos e orgânicos, assim como as propostas com participação de indígenas, comunidades quilombolas e Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e de assentados/as da reforma agrária.
Como funciona?
As propostas de até R$ 500 mil também terão pontuação diferenciada, recebendo 2 pontos, de forma a incentivar que um maior número de produtores e produtoras familiares participem do Programa.
Cada organização fornecedora poderá acessar o limite de R$ 1,5 milhão por ano, sendo o limite por agricultor familiar é de R$ 15 mil. Em caso de dúvidas ou de necessidade de outras informações sobre a elaboração e a inscrição dos projetos, as cooperativas e associações podem procurar as superintendências regionais da Conab em cada estado.
Com o objetivo de discutir as principais necessidades e particularidades dos produtores em relação ao crédito rural, políticas de apoio à comercialização, mercado de capitais e instrumentos de gestão de risco, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está promovendo uma série de encontros regionais com produtores rurais, sindicatos e federações para levantar as propostas do setor para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) do ciclo 2025/2026.
Todas as sugestões serão consolidadas em um documento que será entregue ao Ministério da Agricultura e Pecuária e outras autoridades do governo federal como contribuição para a elaboração do PAP 2025/2026.
Datas e locais das reuniões do CNA
As reuniões são coordenadas pela Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA. O primeiro encontro foi realizado ontem (17), em Florianópolis (SC), e reuniu as demandas da região Sul. O próximo debate ocorre na quinta (20), no Rio de Janeiro (RJ), com produtores da região Sudeste.
Já as propostas da região Centro-Oeste serão levantadas na sexta (21), em Cuiabá (MT), da região Norte no dia 28 de março, em Belém (PA), e da região Nordeste no dia 2 de abril, em Irecê (BA). O local e data do encontro com os produtores do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) ainda serão divulgados pelo CNA.
Trocar o setor automotivo pela vida no campo pode parecer um salto arriscado, mas para Elizane da Silva foi a decisão que virou de vez a chave em sua vida. Em um vídeo enviado à produção do programa Porteira Aberta Empreender, ela faz sua apresentação com entusiasmo e confiança.
“Olá, Porteira Aberta Empreender! Meu nome é Elizane, moro em Sorriso, Mato Grosso (MT). Sou produtora rural e gestora de uma pequena propriedade, onde cultivo hortifrúti. É um pouco desafiador [trabalhar no agro], mas para mim, um pouco menos, porque eu venho de um setor onde já era dominado pelo sexo masculino, o setor automotivo.”
E quando ela se refere à sua pequena propriedade, não significa pequena relevância, não. Seu cultivo é sustentável e inovador. E sua produção abastece mercados e escolas da região. No começo deste ano, ousou e plantou 20 mil pés de abacaxi, apostando no crescimento sustentável do cultivo.
“A gente também planta melão e, no período da safra colhemos cerca de 45 toneladas”, diz a produtora rural.
Além de abacaxi e melão, a empreendedora investe em outras culturas como pimentões e tomates.
“Temos uma parte na plantação de tomate, que é semi-automatizada, evitando mão de obra e produzindo produtos de qualidade”, explica a empreendedora.
Mas quem pensa que ela apenas cultiva hortifruti, se engana. Elizane investiu ao longo desses anos em conhecimento. Com o apoio do Sebrae, ela buscou capacitação para melhorar a gestão e adotar novas tecnologias.
“Eu fiz cursos de gestão financeira, administração e participei de viagens em missões técnicas pelo Sebrae/MT. O Sebrae sempre esteve presente na minha vida profissional desde a criação do projeto até a execução”, explica Silva.
Plantação de tomate semi-automatizada da propriedade rural de Elizane da Silva em Sorriso (MT). Foto: Arquivo Pessoal
Um dos diferenciais do negócio dela é o compromisso com a sustentabilidade, em que utiliza a rotação de culturas para preservar a fertilidade do solo e minimizar impactos ambientais. No período chuvoso, por exemplo, planta braquiária para proteger e enriquecer a terra.
“A gente precisa devolver ao solo o que ele nos dá. Plantamos braquiária para nutrir a terra antes de iniciar um novo ciclo de cultivo”, conta Silva, se referindo à plantação de melão.
Com essa bagagem de conhecimento no agronegócio, a cada novo ciclo de plantio, a produtora inova em processos mais eficientes, garantindo maior produtividade e menos desperdício. Uma parceria que vem dando certo: inovação e sustentabilidade no campo.
“Hoje, fico feliz em saber que tenho uma pequena propriedade que se tornou rentável e ecologicamente correta. Posso dizer, com toda alegria, que minha pequena propriedade é um exemplo de sustentabilidade”, celebra.
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O protagonismo feminino no agro
No mês da mulher, Elizane se orgulha de fazer parte da crescente participação feminina no agronegócio. Para ela, as mulheres têm talento para a gestão e trazem inovação para o setor.
“Me sinto muito feliz e honrada em fazer parte desse mundo do agronegócio, onde nós, como mulheres, podemos mostrar que não só os homens podem dominar este mercado”, ressalta Silva.
A produtora destaca que o setor agropecuário deve ser inovador, sustentável e, cada vez mais, liderado por mulheres.
“É gratificante saber que nós, mulheres, somos capazes de administrar qualquer setor. Temos muita visão e somos muito guerreiras”, finaliza.
Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo
Se você quer saber mais sobre a história de empreendedorismo da Elizane da Silva, assista ao Porteira Aberta Empreender. O programa já está disponível no YouTube. Acesse aqui.
Além disso, no programa Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você, micro e pequeno produtor rural, descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural.
Quer saber mais? Acompanhe também as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e aprenda a empreender de forma segura e responsável.
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Foto: Divulgação
A brusone, principal doença da cultura do arroz, segue preocupando produtores em todo o Brasil. Causada pelo fungo Magnaporthe oryzae, a doença pode levar a perdas de até 100% na produção, comprometendo tanto a qualidade quanto a quantidade dos grãos.
A infecção pode ocorrer desde o início do desenvolvimento da planta até a fase de maturação, afetando folhas, colmos, panículas e grãos. Os primeiros sinais incluem pequenas manchas marrons nas folhas, que evoluem para lesões maiores com centro acinzentado e bordas escuras. Em casos mais severos, o fungo compromete os colmos e pode causar a quebra das panículas, fenômeno conhecido como “pescoço quebrado”.
A disseminação do fungo ocorre pelo vento, e condições de alta umidade e temperaturas entre 20°C e 25°C favorecem seu desenvolvimento. O patógeno também pode sobreviver em restos culturais e sementes contaminadas, aumentando o risco de infecção em novas safras.
Para evitar prejuízos, especialistas recomendam o manejo integrado da brusone. O uso de variedades resistentes, a manutenção de lâmina d’água no cultivo irrigado e o plantio de sementes certificadas são algumas das estratégias indicadas. Além disso, a adubação nitrogenada precisa ser equilibrada, pois o excesso ou a deficiência do nutriente pode tornar as plantas mais vulneráveis.
O controle químico com fungicidas também é uma alternativa, especialmente para cultivares suscetíveis. O monitoramento constante das lavouras é essencial para identificar a doença precocemente e garantir a aplicação eficiente dos produtos. Diante da gravidade da brusone, produtores devem estar atentos aos primeiros sintomas e buscar orientação técnica para minimizar impactos e garantir a produtividade da safra.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o otimismo no mercado brasileiro após dados positivos da indústria e do varejo. O Ibovespa fechou em alta de 1,46%, impulsionado pela valorização das commodities.
No exterior, a queda do dólar e preocupações com a política tarifária de Trump pressionam os juros.
No Brasil, o IBC-Br superou expectativas, reforçando a necessidade de juros altos. Expectativa para a Super Quarta e anúncios do governo seguem no radar.
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Foto: Canva
As mudanças climáticas impõem desafios ao setor agrícola, exigindo práticas que garantam maior eficiência na produção e sustentabilidade no uso dos recursos naturais. Entre as estratégias adotadas, a construção do perfil de solo tem se mostrado fundamental para corrigir deficiências, restaurar a atividade biológica e fornecer nutrientes essenciais às culturas.
O engenheiro agrônomo da Agronelli, Maurício Komori, explica que o AgroSilício atua diretamente no solo e na planta, fornecendo cálcio, magnésio e silício. “O silício, em particular, forma uma camada de sílica sob a cutícula das plantas, funcionando como uma barreira física que aumenta a resistência contra pragas e doenças. Além disso, melhora a absorção de nutrientes, fortalece a tolerância a fatores de estresse ambiental, como temperaturas extremas e falta de água, e também corrige a acidez do solo”, afirma.
Produzido a partir do beneficiamento de um subproduto da produção de aço, o produto é processado com silicato de cálcio e magnésio. Seu desenvolvimento ocorre em temperaturas elevadas, garantindo maior reatividade e solubilidade dos nutrientes. O fertilizante tem impacto que vai além da nutrição do solo e das plantas. “Ele não apenas melhora a estrutura do solo e reforça a resistência das plantas a condições climáticas adversas, mas também é um exemplo de sustentabilidade, pois reduz a pegada de carbono, visto que não libera CO2 na sua incorporação ao solo”, afirma Komori.
Komori destaca ainda que o uso do fertilizante elimina a necessidade de explorar novas jazidas naturais para obtenção de nutrientes e evita a emissão de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa. Enquanto o calcário agrícola libera 440 kg de CO2 a cada 1.000 kg aplicados, o produto mantém carbono neutro.