quinta-feira, julho 16, 2026

Autor: Redação

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Principal região brasileira de café deve diminuir a produção em 2025



A produção total de café do Brasil em 2025 deverá ter uma queda de 4,4% na colheita total, atingindo um volume físico equivalente a 51,81 milhões de sacas de 60 quilos, segundo dados da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). O café está sendo cultivado numa área de 1,85 milhões de hectares, o que permitirá obter produtividade média de 28,0 sacas por hectare em nível nacional.

Conforme análise do Observatório do Café ( órgão da Embrapa Café), tais indicadores da
produção do setor cafeeiro, caso sejam comparados com o desempenho efetivo da safra colhida em 2024, demonstram que deverá ocorrer um decréscimo na produção.

De acordo com o Observatório, foram 54,21 milhões de sacas na safra passada, e haverá uma ligeira queda na produtividade, menos de 3%, haja vista que a registrada anteriormente foi cultivada numa área de 1,88 milhão de hectares com produtividade média nacional de 28,8 sacas/ha.

A pesquisa também mostra a comparação da produção do café nas cinco regiões geográficas do país, destacando indicadores da estimativa da safra de 2025 com a que foi efetivamente colhida em 2024 em cada região, com destaque para área ocupada em produção, safra e produtividade por hectare.

Região Sudeste

A maior região produtora de café do País teve sua safra estimada para o ano-cafeeiro de 2025 calculada em 44,93 milhões de sacas, volume físico que equivale a 86,7% da produção nacional. A safra está sendo produzida numa área de 1,66 milhão de hectares, correspondente a 89,8% da área total da cafeicultura nacional

O levantamento aponta para uma produtividade média de 27,0 sacas por hectare. Contudo, tais indicadores representarão decréscimos de 1,7% em relação à área passada, que totalizou 1,69 milhões de hectares, e também redução de 4,3% na produtividade obtida anteriormente, que foi de 28,2 sacas/ha.

Região Nordeste

A produção de café está estimada em 3,41 milhões de sacas , equivalente a 6,6% da safra nacional. A área cultivada é de 101,24 mil hectares, e representa cerca de 5,5% da área cafeeira nacional, gerando uma produtividade de 33,7 sacas/ha.

O apontamento mostra que a área representará um pequeno decréscimo (menor que 1%) em relação aos 101,37 mil hectares da safra anterior, a despeito de registrar um acréscimo de 11,4% na produtividade de 2025, pois a anterior foi de 30,3 sacas/ha.

Região Norte

Com a safra estimada em 2,24 milhões de sacas, a performance equivale a 4,4% da produção nacional. O café está sendo cultivado numa área de 41,44 mil hectares, correspondente a 2,32% da área brasileira produtora do grão, representando um ligeiro acréscimo de 2,8% em relação aos 40,33 mil hectares utilizados em 2024.

A produtividade média deverá ser de 54,3 sacas/ha, performance 3,6% maior que a anterior, que foi de 52,4 sacas/ha.

Região Sul

Quarta colocada no ranking, a região teve sua safra de café estimada para 2025 em um volume físico equivalente a 675,3 mil sacas (1,4% da produção nacional), volume igual ao que foi efetivamente colhido em 2024, na mesma área de produção, de 25,28 mil hectares, com a produtividade média de 26,7 sacas/ha.

Região Centro-Oeste

A produção estimada é de 463,1 mil sacas de 60kg, numa área de cultivo de 17,39 mil hectares, representando menos de 1% da safra nacional. Caso a estimativa se confirme, haverá um decréscimo de 11,6% em relação à de 2024, que foi de 524 mil sacas.

O estudo destaca que, “como a produtividade da safra passada foi de 29,8 sacas/ha, e que a atual foi estimada em 26,6 sacas/ha, tal performance implicará redução de 10,7% na produtividade média a ser obtida no Centro-Oeste.”

Os dados constam do Sumário Executivo do Café Março 2025, documento que é elaborado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola SPA, do Ministério da Agricultura e Pecuária MAPA, e está disponível no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.



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alta produtividade e queda nos preços


A safra 2024/25 de arroz avança no Sul do Brasil, com 40% da colheita já realizada no Rio Grande do Sul e até 60% no Mercosul, segundo Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações. A produtividade tem superado expectativas, mas os preços seguem pressionados, retornando a níveis de cinco anos atrás.  

Apesar do volume colhido, a abundante oferta e a retomada da capacidade ociosa da indústria mantêm as cotações estáveis em termos reais. Ajustado pela Selic acumulada, o valor de março de 2020 (R$ 49,53) corresponderia a R$ 75,57 hoje, enquanto o preço atual, segundo o CEPEA (21/03/2025), é de R$ 79,15. No entanto, os custos de produção dispararam desde a pandemia, reduzindo a rentabilidade dos produtores.  

“Mas, ao contrário do que se esperaria de uma safra bem-sucedida, o que vemos é um mercado pressionado. As cotações recuaram aos patamares de cinco anos atrás, refletindo uma oferta abundante, a retomada das capacidades ociosas da indústria e uma atuação mais tímida das tradings”, comenta.

Outro fator preocupante é o aumento das exportações de arroz em casca, reduzindo o valor agregado da cadeia produtiva no Brasil. A indústria perde competitividade, e o mercado externo se torna essencial para sustentar os preços. Sem essa demanda, produtores e indústrias enfrentam maior pressão, e o varejo amplia seu poder de barganha.  

“Com o mercado interno e até o regional (Mercosul) altamente sensíveis à sobreoferta, o que garante sustentação de preços é o mercado externo. Sem ele, a pressão sobre produtores e indústrias se intensifica, e o varejo, ciente disso, amplia seu poder de barganha. Temos colheita cheia, sim. Mas também temos margens apertadas, estruturas pressionadas e preços que ignoram o salto dos custos”, conclui.

 





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Duas frentes frias vão trazer primeiro pico de frio do ano; veja quando e onde



Entre o fim de março e o começo de abril, duas frentes frias pelo país vão mexer com o tempo e devem trazer o primeiro pico de frio do ano.

De acordo com a Climatempo, a primeira frente se forma no Sul na próxima sexta-feira (28), na altura do litoral de Santa Catarina. Ela deve provocar aumento na umidade e uma ligeira virada de vento na região Sul. Esse sistema, segundo a meteorologia, é mais fraco e se deslocará de forma rápida para alto-mar.

Na segunda-feira (31), a formação de uma nova e forte frente fria entre a Argentina e o Uruguai vai reforçar ainda mais a umidade e o ar frio no Brasil. Dessa forma, a primeira semana de abril começa com o primeiro pico de frio do ano em áreas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

As quedas mais significativas nas temperaturas mínimas e máximas serão registradas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, no oeste e sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do sul de Mato Grosso.

A umidade vai seguir mais presente em áreas do Sul, com previsão de algumas pancadas de chuva forte nos três estados da região até meados da semana.

Porém, a previsão da Climatempo é de que, conforme a frente fria avança, a entrada do ar polar vai virar o vento também para áreas do Sudeste. A expectativa é de que as temperaturas diminuam nessa região somente a partir do primeiro fim de semana do mês (dias 5 e 6).

Até o momento, os modelos não apontam um frio extremo no período. Mas esta deverá ser a primeira massa de ar frio do ano, e deve manter a temperaturas abaixo da média em muitos locais, deixando os dias com mais cara de outono do que de verão.



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Colheita de soja atinge 90% no Paraná



A colheita da safra 2024/25 de soja no Paraná alcançou 90% da área cultivada, segundo o último levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura do estado. O percentual representa um avanço em relação à semana anterior, quando 81% da área já havia sido colhida.

O estado do Paraná, que plantou 5,768 milhões de hectares nesta safra, teve uma leve redução na área cultivada em comparação aos 5,785 milhões de hectares da safra passada.

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Qualidade das lavouras de soja e fases da planta

O Deral destacou que 90% das lavouras apresentam boas condições, enquanto os 10% restantes estão em condição média. No levantamento anterior, os números eram de 87% e 12%, respectivamente, com 1% das lavouras classificadas como ruins, o que indica uma melhora nas condições gerais da produção.

Em relação ao estágio das plantas, 92% estão em fase de maturação e 8% ainda se encontram no período de frutificação. Na semana anterior, 85% estavam maturando e 15% frutificando, demonstrando um avanço natural do ciclo da cultura.

Produtividade e aumento na produção

A produtividade média estimada pelo Deral para a safra 2024/25 é de 3.673 quilos por hectare, representando um crescimento expressivo em comparação à safra 2023/24, que registrou uma média de 3.200 quilos por hectare.

Com essa melhora na produtividade, a produção total de soja no estado deve chegar a 21,189 milhões de toneladas, um aumento de 14% em relação à safra anterior, que colheu 18,509 milhões de toneladas. Esse crescimento está atrelado às boas condições climáticas durante o desenvolvimento da lavoura e ao uso de técnicas aprimoradas de manejo.



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Planta produzirá biogás a partir de cítricos



O projeto utiliza biotecnologia inovadora



"Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo"
“Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo” – Foto: Canva

A Louis Dreyfus Company (LDC) realizou hoje a cerimônia da pedra fundamental de sua nova unidade de produção de biogás em Bebedouro (SP), reforçando seu compromisso com inovação e sustentabilidade. A planta será a maior do mundo no setor, convertendo efluentes cítricos em energia verde.  

O projeto utiliza biotecnologia inovadora, empregando um inóculo que decompõe a carga orgânica dos efluentes, gerando biogás e reduzindo em mais de 20% as emissões de CO2 da unidade. Além disso, toda a água tratada será devolvida aos recursos hídricos. Com 195.000 m² de área, a planta terá capacidade para processar 400m³/h de efluentes e produzir mais de 50.000 Nm³/dia de biogás. A construção deve ser concluída até o primeiro semestre de 2026.  

Segundo Paulo Hladchuk, Head Global da Plataforma de Sucos da LDC, o projeto reforça a descarbonização da cadeia produtiva e o compromisso da empresa com o setor citrícola. Juliana Pires, responsável pela Indústria e Qualidade, destacou que testes com diferentes inóculos superaram em até 15% a meta de redução da carga orgânica. Além disso, 100% da água tratada será reutilizada e o lodo gerado servirá como base para fertilizantes agrícolas, promovendo a economia circular. 

“Esse projeto contribui para o compromisso global da LDC na redução da emissão de CO2 na atmosfera, a partir da descarbonização da cadeia, além de reforçar nosso comprometimento de longo prazo com o setor citrícola do país e com as regiões onde a companhia opera, como em Bebedouro, onde atuamos há mais de 30 anos. Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo, aumentando a eficiência do uso dos recursos naturais”, afirma.

A LDC está entre as três maiores empresas de sucos cítricos do mundo e líder na exportação de sucos de limão do Brasil. Além dos sucos de laranja e limão, a companhia fornece ingredientes naturais para as indústrias de alimentos, química e nutrição animal.

 





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Queda no preço da cana-de-açúcar reduz em 18% o mercado de defensivos para cultura



O mercado de defensivos químicos para a cultura de cana-de-açúcar teve uma queda de 18% em 2024, para R$ 7,5 bilhões. Em contrapartida, a área potencial tratada pelos produtos avançou 4%, totalizando 83,7 milhões de hectares. Os dados foram divulgados pela Kynetec no estudo anual FarmTrak Cana-de-Açúcar.

Conforme o especialista em pesquisas da consultoria, Lucas Alves, o recuo da movimentação financeira dos defensivos para cana veio atrelado, principalmente, à queda de 22% nos preços dos produtos ao longo da safra 2024.

No ranking de produtos mais utilizados pelos produtores, os herbicidas continuam na dianteira, com 52% da movimentação ou R$ 3,9 bilhões. A categoria de inseticidas, na segunda posição, atingiu 34% (R$ 2,6 bilhões).

De acordo com o levantamento, os insumos de matriz biológica corresponderam a 7% do mercado ou R$ 553 milhões. Neste segmento, destacaram-se bioinseticidas e bionematicidas que, somados, equivaleram a 75% do total.

Em relação ao ranking de pragas que mais demandaram insumos, Alves destacou as cigarrinhas, o principal mercado, responsável por R$ 916 milhões e a Sphenophorus, “em ascensão”, disse o executivo, equivalente a R$ 802 milhões. A broca-da-cana, por sua vez, movimentou R$ 610 milhões.

A Kynetec também avaliou o perfil dos tomadores de decisão do mercado de agroquímicos da cana. De acordo com o estudo, 75% das áreas ficam sob responsabilidade de unidades produtoras de açúcar, etanol e energia, ao passo que 25% estão sob controle de fornecedores da matéria-prima. “Mais de 60% dos responsáveis técnicos pela escolha do manejo de defensivos são da geração ‘millenials’, com idade entre 29 anos e 44 anos”, disse Alves.

Ainda segundo o FarmTrak Cana-de-Açúcar 2024, a área plantada com a cultura totalizou 8,9 milhões de hectares nas regiões cobertas pelo estudo, um crescimento de 3% ante 2023. O estado de São Paulo concentrou 56% da área, seguido por Goiás, 12% e Minas Gerais-Espírito Santo, com 11%.

De acordo com Alves, o FarmTrak Cana-de-Açúcar 2024 percorreu 51 mil quilômetros em 10 Estados e 231 municípios da fronteira agrícola da cultura. O levantamento abrangeu 480 unidades produtivas, entre usinas e fornecedores, que representam 53% da cana nos estados analisados.



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Frente fria avança e traz risco de tempestades até o fim da semana; saiba onde



Nesta terça-feira (25), uma frente fria avança pela costa da região Sul e vai colaborar para formar mais áreas de nuvens carregadas nos três estados. E as chuvas devem se manter em muitas áreas no restante da semana, segundo a Climatempo.

Além do calor, a circulação de ventos em níveis médios da atmosfera e a presença de uma área de baixa pressão atmosférica no norte da Argentina estimularam a formação das nuvens carregadas. 

A Climatempo alerta para temporais no oeste, sul e litoral do Paraná. Também estão sob risco todo o interior de Santa Catarina e o extremo norte do Rio Grande do Sul, incluindo a região serrana.

Áreas ao centro, norte e leste do Paraná, o litoral de Santa Catarina e o centro-oeste do Rio Grande do Sul podem ter pancadas de chuva de intensidade moderada a fortes.

Na Grande Curitiba e na Grande Florianópolis, há risco de pancadas de chuva moderadas a fortes. Não há previsão de chuva intensa na região da Grande Porto Alegre.

Semana tem tempo instável no Sul

No decorrer desta semana, ventos marítimos vão predominar sobre a região Sul, injetando umidade. Não há previsão de queda de temperatura relevante, de acordo com a Climatempo.

As pancadas de chuva vão continuar ocorrendo nos três estados e há risco de chuva forte, especialmente nas áreas no oeste da região e na fronteira com o Paraguai e com a Argentina.



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Brasil e Japão fecham acordo que garante exportação de frango



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu nesta terça-feira (25) com o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Taku Eto. Após o encontro, o ministro japonês confirmou a aprovação da regionalização do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para influenza aviária por município.

Desta forma, as restrições de exportação dos produtos de frango e ovos ficam limitadas apenas aos municípios onde houver detecção de focos da gripe aviária, e não mais o estado todo.

“Essa medida garante maior segurança e previsibilidade nas exportações de carne de frango brasileira para o Japão, beneficiando produtores e fortalecendo a relação comercial entre os dois países”, declarou o ministro Fávaro .

O Brasil é líder nas exportações de frango para o mundo, respondendo por 35% do mercado global.

Carne bovina

Ainda na reunião, foi confirmada a visita de especialistas japoneses em saúde animal para avaliar o sistema brasileiro. Esse passo é essencial para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira e para a ampliação do acesso da carne suína, que atualmente é restrita ao estado do Paraná.

Durante o encontro, os ministros também assinaram uma carta de intenções para fortalecer a cooperação na recuperação de pastagens degradadas no Brasil, em apoio ao Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD).

O acordo prevê o desenvolvimento de projetos conjuntos para aumentar a produtividade e a sustentabilidade, utilizando solos e bioestimulantes fornecidos por parceiros público-privados dos dois países.

“Com foco na recuperação de até 40 milhões de hectares de pastagens, nosso programa visa dobrar a produção sem precisar derrubar uma árvore sequer no Cerrado ou na floresta”, pontuou Fávaro.



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Micronutrientes essenciais para o milho na safrinha



“A safrinha de milho exige manejo nutricional estratégico”



O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais
O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais – Foto: USDA

A nutrição equilibrada é fundamental para o sucesso da safrinha de milho, e os micronutrientes desempenham um papel decisivo na produtividade. Segundo Djalma Pinho, Executivo de Vendas B2B especializado em micronutrientes, além dos macronutrientes como Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), elementos como Zinco, Boro, Manganês e Cobre são essenciais para o desenvolvimento da cultura e a formação de grãos de qualidade.  

“A safrinha de milho exige manejo nutricional estratégico para garantir produtividade e rentabilidade. Além dos macronutrientes (N, P, K), os micronutrientes desempenham um papel fundamental no desenvolvimento saudável da cultura”, afirma.

O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais, evitando atraso no florescimento e redução no tamanho das plantas. O boro (B) é indispensável para a polinização e o enchimento de grãos, prevenindo espigas malformadas. Já o manganês (Mn) atua na fotossíntese e no metabolismo dos carboidratos, garantindo maior vigor à lavoura. Além disso, o cobre (Cu) fortalece os caules ao participar da formação da lignina, reduzindo o risco de acamamento e proporcionando maior resistência estrutural.  

Para um manejo eficiente, é essencial realizar uma análise de solo para verificar possíveis deficiências e utilizar fertilizantes granulados com micronutrientes para garantir uma nutrição equilibrada. O monitoramento da lavoura também é indispensável para identificar precocemente sinais de carências nutricionais e evitar impactos negativos na produtividade.  Com um plano nutricional adequado, o milho safrinha pode expressar seu máximo potencial produtivo, garantindo rentabilidade e competitividade no mercado.

 





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Brasil está apto a atender exigências para exportação de carne ao Japão



O governo brasileiro intensificou os esforços para ampliar a exportação de carne bovina e suína para o Japão. Durante um encontro realizado nesta terça-feira (25) em Tóquio, representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Renan Filho (Transportes) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).

A negociação para exportação de carne bovina ao Japão já dura mais de 20 anos e, segundo Fávaro, o processo está em fase final. “O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido. Vamos trabalhar para que avance agora e para que possamos finalmente abrir esse mercado tão importante”, destacou o ministro.

Fávaro ressaltou ainda que o Brasil está apto a atender às exigências sanitárias e comerciais do Japão, tanto para carne bovina quanto para suína. “O reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação em mais estados amplia ainda mais nosso potencial no mercado japonês. O país já abriu 344 novos mercados para produtos agropecuários nos últimos dois anos e seguimos avançando”, reforçou.

O presidente Lula também enfatizou a importância estratégica da relação comercial com o Japão. “Nosso fluxo comercial já chegou a US$ 17 bilhões e hoje está em US$ 11 bilhões. Só aí temos um espaço de US$ 6 bilhões para recuperar. Comércio exterior é uma via de mão dupla: temos que vender e temos que comprar”, afirmou.

Infraestrutura para exportação de carne

Para garantir competitividade no setor, o governo federal aposta no fortalecimento da logística e infraestrutura portuária. O ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou que o Brasil já exporta carne a um custo muito menor que seus concorrentes internacionais.

“Enquanto o Brasil exporta uma arroba de carne bovina a US$ 55, os Estados Unidos têm um custo superior a US$ 100”, comparou.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, complementou ressaltando que a expansão da infraestrutura nacional está reduzindo a dependência do Porto de Santos. “Nos anos 80 e 90, 50% da produção era escoada por Santos. Hoje, esse percentual está em 30% e queremos diminuir ainda mais, investindo na logística do Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, afirmou.

O empresário Renato Costa, representante do setor de carnes, demonstrou otimismo com as negociações. “O Japão é o terceiro maior importador mundial de carne e essa abertura será um grande avanço para a indústria, o produtor e o país”, concluiu.



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