quarta-feira, março 11, 2026

Autor: Redação

News

Exportação mundial de café sobe quase 4% em novembro, aponta OIC


Café, saca, exportações - funcafé
Foto: Unsplash

A exportação mundial de café alcançou 10,47 milhões de sacas de 60 kg em novembro, o segundo mês da safra 2025/26. O volume corresponde a um aumento de 3,77% na comparação com igual mês de 2024, quando foram embarcadas 10,09 milhões de sacas.

Os números fazem parte de relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC) e foram divulgados nesta terça-feira (6).

Nos dois primeiros meses da safra, as exportações somaram 21,57 milhões de sacas. O resultado representa aumento de 1,84% ante igual período do ciclo anterior, quando foram embarcadas 21,18 milhões de sacas.

Em relação aos 12 meses encerrados em novembro, a exportação de arábica totalizou 84,17 milhões de sacas, ante 86,34 milhões de sacas na temporada anterior, queda de 2,51%. Já o embarque de robusta aumentou 5% na mesma comparação, de 53,58 milhões para 56,27 milhões de sacas.

O post Exportação mundial de café sobe quase 4% em novembro, aponta OIC apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Etanol é mais competitivo que a gasolina em apenas um estado brasileiro


etanol, RenovaBio
Foto: Agência Brasil

Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 72,19% ante a gasolina na semana encerrada em 3 de janeiro. Com o resultado, o biocombustível se mostra desfavorável em comparação com o derivado do petróleo.

O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (6), pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, onde o litro vale R$ 4,00 e a paridade é de 67,34%.

O post Etanol é mais competitivo que a gasolina em apenas um estado brasileiro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

‘Receber a Abertura da Colheita é oportunidade de mostrar a força do produtor tocantinense’, diz presidente da Aprosoja TO


Seagro/Governo Tocantins

Já estão abertas as inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca oficialmente o início simbólico da colheita da principal cultura agrícola do país. A cerimônia será realizada no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h, na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional. E você sabia que as inscrições já estão abertas? Para participar é fácil, basta acessar o link, preencher suas informações e pronto, você está mais do que confirmado.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O evento reunirá produtores rurais, lideranças do setor, autoridades e especialistas do agronegócio brasileiro. A iniciativa celebra o início de mais uma safra e evidencia a relevância econômica e social da soja para o Brasil. Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, sediar a abertura nacional amplia a visibilidade do estado no cenário agropecuário.

“Receber a abertura da colheita é uma oportunidade de mostrar ao país a força do produtor tocantinense, a evolução das lavouras e o compromisso do setor com a produção responsável, que gera renda, empregos e desenvolvimento para as regiões onde o agro está presente”, afirma.

Já o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, destaca o simbolismo do evento para o setor em âmbito nacional. Segundo ele, a abertura da colheita vai além de um marco no calendário agrícola. “É um momento de diálogo com a sociedade, de valorização do produtor rural e de reforço da importância da soja para a economia brasileira, para a balança comercial e para a segurança alimentar. O Tocantins representa bem esse avanço do agro brasileiro”, pontua.

Programação

A programação contará com transmissão ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja do estado e do Grupo Wink. 

Entre os convidados confirmados está o economista e biólogo Richard Rasmussen, que participa de um dos painéis do evento. Reconhecido nacionalmente por sua atuação na divulgação científica e ambiental, o palestrante deve abordar a relação entre produção agrícola, conservação e desenvolvimento, contribuindo para o debate sobre os desafios e oportunidades do agro brasileiro.

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo do estado no cenário agrícola nacional e consolida a atuação da Aprosoja Tocantins como articuladora de ações que valorizam o produtor rural e fortalecem a cadeia produtiva da soja.

O post ‘Receber a Abertura da Colheita é oportunidade de mostrar a força do produtor tocantinense’, diz presidente da Aprosoja TO apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Após queda de Maduro, Trump planeja reunião com petrolíferas sobre Venezuela


Donald Trump
Foto: Divulgação Casa Branca

O governo do presidente Donald Trump deve se reunir ainda nesta semana com executivos de empresas petrolíferas dos Estados Unidos para discutir alternativas para ampliar a produção de petróleo na Venezuela. A iniciativa ocorre após forças norte-americanas deporem e prenderem o então presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, os encontros são considerados estratégicos para o plano da Casa Branca de viabilizar o retorno de grandes companhias americanas ao setor energético venezuelano, quase 20 anos depois de o país ter assumido o controle de operações antes lideradas por empresas dos EUA.

Apesar de Trump afirmar publicamente que já teria conversado com “todas” as petrolíferas americanas, executivos de Exxon Mobil, ConocoPhillips e Chevron negam qualquer contato formal com o governo norte-americano até o momento, seja sobre a queda de Maduro ou sobre eventuais operações na Venezuela.

Fontes do setor afirmam que nenhuma dessas empresas participou de discussões antes ou depois da remoção do líder venezuelano, o que contraria a versão apresentada pelo presidente dos Estados Unidos. Ainda não está definido quem participará das reuniões nem se os encontros ocorrerão de forma individual ou coletiva.

A Casa Branca evitou comentar diretamente a agenda, mas afirmou acreditar que a indústria petrolífera americana estaria disposta a investir de forma significativa na reconstrução da infraestrutura energética venezuelana, fortemente deteriorada ao longo dos últimos anos. Trump chegou a afirmar, em entrevistas recentes, que o governo dos EUA pode até subsidiar empresas de energia para viabilizar esses investimentos.

Segundo o presidente, as companhias sabiam que Washington considerava uma ação contra o regime venezuelano, mas não teriam sido informadas previamente sobre a operação militar que resultou na retirada de Maduro do poder.

Analistas do setor, no entanto, alertam para os desafios do plano. A produção de petróleo da Venezuela recuou para cerca de um terço do seu pico histórico em função de anos de subinvestimento, sanções econômicas e deterioração da infraestrutura. A recuperação do setor exigiria aportes bilionários, vários anos de trabalho e, sobretudo, um ambiente político e jurídico estável.

Atualmente, apenas a Chevron mantém operações no país. Exxon Mobil e ConocoPhillips deixaram a Venezuela após as nacionalizações promovidas durante o governo de Hugo Chávez e ainda buscam indenizações bilionárias em disputas judiciais internacionais.

Mesmo diante das incertezas, a ofensiva dos Estados Unidos animou os mercados financeiros. O índice de energia do S&P 500 atingiu o maior nível desde março de 2025, impulsionado pela valorização das ações de Exxon Mobil e Chevron.

O post Após queda de Maduro, Trump planeja reunião com petrolíferas sobre Venezuela apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra brasileira de soja pode chegar a 177,6 milhões de toneladas



Clima ainda traz preocupação



Foto: Arquivo Agrolink

A produção brasileira de soja deve atingir um novo recorde na safra 2025/26, com projeção de 177,6 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pela StoneX. O número representa uma leve alta de 0,2% em relação ao relatório anterior, de dezembro, mas um crescimento mais expressivo de 5,2% quando comparado à safra 2024/25.

O avanço foi puxado principalmente pelo ajuste na produtividade do Mato Grosso, maior produtor nacional. A consultoria revisou para cima as expectativas no estado, que agora deve colher 46,9 milhões de toneladas, aumento de 0,8% em relação à estimativa anterior. Ainda assim, o volume representa uma queda de 7,1% frente à safra anterior, impactada pelas adversidades climáticas.

Apesar da previsão otimista, o comportamento do clima segue como fator de risco. As condições meteorológicas foram favoráveis em dezembro, mas a irregularidade das chuvas e o calor intenso nas últimas semanas exigem monitoramento constante, especialmente nas áreas de plantio tardio.

Segundo a StoneX, a colheita já começou em algumas regiões, mas permanece limitada a áreas irrigadas, menos afetadas pelo estresse hídrico. A maior parte das lavouras depende de chuvas regulares até meados de março para garantir o potencial produtivo.

Com um consumo interno relativamente estável e leve alta na produção, os estoques finais de soja da temporada 2025/26 foram ajustados para cima, atingindo 4,6 milhões de toneladas.





Source link

News

México impõe limites à importação de carnes e fixa cotas isentas de tarifas


carne bovina, carnes, abate
Foto: Agência Brasil/arquivo

O governo do México publicou na segunda-feira (5) as cotas de importação de carne bovina e carne suína que ficarão isentas de impostos. A medida complementa decisão adotada no fim de dezembro, quando ambas as proteínas foram retiradas do Paquete Contra la Inflación y la Carestia (Pacic), programa criado para conter a alta dos preços dos alimentos por meio da redução de tributos.

Para a carne suína, o volume liberado sem cobrança de imposto será de 51 mil toneladas. Já para a carne bovina, a cota isenta será de 70 mil toneladas. A validade das cotas vai até 31 de dezembro de 2026. Os volumes não são destinados a um país específico, valendo para todos os exportadores que vendem ao México, com exceção daqueles que mantêm acordos comerciais com o país.

Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou para o México 74,3 mil toneladas de carne suína e 113,2 mil toneladas de carne bovina. Em receita, as vendas somaram R$ 181,4 milhões no caso da carne suína e R$ 618,9 milhões para a carne bovina.

O analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, avalia que o cenário internacional caminha para uma nova fase de protecionismo. Segundo ele, diversos países tendem a aceitar pressões inflacionárias como forma de estimular a produção doméstica, recorrendo à definição de cotas para importações de carnes.

Após a China estabelecer limites e tarifas para a entrada de carne bovina, o México adotou estratégia semelhante ao fixar volumes máximos isentos de impostos para as importações de carne bovina e suína. Os volumes que ultrapassarem as cotas estabelecidas estarão sujeitos à cobrança de tarifas de 20% para a carne bovina e de 16% para a carne suína, percentuais oficialmente confirmados na segunda-feira.

Iglesias ressalta ainda que as cotas não são exclusivas para o Brasil e passam a valer para países que não possuem acordos de livre comércio com o México. Ele lembra que a expansão da produção de carnes, especialmente da carne bovina, não ocorre de forma imediata, o que pode gerar impactos relevantes no equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional.

O post México impõe limites à importação de carnes e fixa cotas isentas de tarifas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Ação dos EUA na Venezuela ameaça paz na América do Sul, diz embaixador do Brasil


Agência Brasil

O governo brasileiro voltou a condenar a ação armada dos Estados Unidos na Venezuela, assim como o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama Cilia Flores, no último sábado (3).

Durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) na segunda-feira (5), o embaixador Sérgio França Danese disse que a paz na América do Sul está em risco.

Segundo o diplomata, intervenções armadas anteriores no continente resultaram em regimes autoritários, violações de direitos humanos, mortes, prisões políticas, tortura e desaparecimentos forçados.

“O recurso à força em nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos ter deixado para trás e coloca em risco o esforço coletivo de preservar a região como uma zona de paz”, declarou Danese.

“Reafirmamos com plena determinação o compromisso com a paz e a não intervenção em nossa região”.

Linha inaceitável

Para o Brasil, os Estados Unidos cruzaram uma “linha inaceitável” do ponto de vista do direito internacional. Danese afirmou que a ação norte-americana viola frontalmente normas das Nações Unidas.

“A Carta da ONU estabelece como pilar da ordem internacional a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo nas circunstâncias estritamente previstas. Essas normas não admitem que a exploração de recursos naturais ou econômicos justifique o uso da força ou a mudança ilegal de um governo”, disse Danese.

O representante brasileiro afirmou que o futuro da Venezuela deve ser decidido exclusivamente pelo seu povo, por meio do diálogo e sem interferência externa, dentro do marco do direito internacional.

“O mundo multipolar do século XXI, que promove a paz e a prosperidade, não deve ser confundido com esferas de influência. Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”, disse Danese.

Colômbia e Cuba

Outros países sul-americanos adotaram argumentos semelhantes ao do Brasil, ao condenar as ações dos Estados Unidos na Venezuela no último final de semana. Entre eles Colômbia e Cuba, ameaçados recentemente pelo presidente Donald Trump como possíveis novos alvos de Washington.

A embaixadora colombiana Leonor Zalabata Torres disse que os EUA violam o direito internacional e a soberania venezuelana.

“Não existe justificativa alguma, em nenhuma circunstância, para o uso unilateral da força nem para cometer um ato de agressão”, disse Torres.

A embaixadora alertou para os impactos humanitários e regionais da crise.

“Ações unilaterais contrárias ao direito internacional colocam em risco a estabilidade regional e agravam as já complexas condições da população civil, com efeitos devastadores que transcenderão as fronteiras soberanas da Venezuela”, disse Torres.

“A Colômbia tem sido e continuará sendo um receptor solidário da população venezuelana, mas um fluxo migratório massivo exigiria um esforço significativo de recursos e capacidades”, complementou.

O embaixador cubano Ernesto Soberón Guzmán acusou os Estados Unidos de terem como objetivo principal o controle da produção de petróleo venezuelano.

“O objetivo final dessa agressão não é a falsa narrativa de combate ao narcotráfico, mas o controle das terras e dos recursos naturais da Venezuela, como foi declarado aberta e descaradamente pelo presidente Trump e por seu secretário de Estado”, disse Guzmán.

“Falar em uma transição ‘segura e prudente’ significa, na visão dos Estados Unidos, impor um governo fantoche funcional a seus objetivos predatórios, particularmente o acesso irrestrito e a pilhagem dos recursos naturais que pertencem ao povo venezuelano”, complementou.

O diplomata também negou que o país atue de forma secreta no território venezuelano, como dito pelo governo estadunidense.

“Rejeitamos categoricamente as acusações de que Cuba mantém ativos de inteligência na Venezuela. Essas declarações não têm base factual e buscam desviar a atenção dos atos criminosos cometidos pelos Estados Unidos na região”, disse Guzmán.

Argentina

Um dos poucos países a se manifestar em defesa da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela foi a Argentina. O embaixador na ONU Francisco Fabián Tropepi classificou o sequestro de Nicolás Maduro como um passo decisivo no combate ao narcoterrorismo e uma oportunidade para a restauração da democracia no país.

“A República Argentina confia que esses fatos representem um passo decisivo contra o narcoterrorismo que afeta a região e, ao mesmo tempo, abram uma etapa que permitirá ao povo venezuelano recuperar plenamente a democracia, o Estado de Direito e o respeito aos direitos humanos”, declarou o diplomata argentino.

Tropepi relembrou a concessão de asilo diplomático a seis líderes da oposição venezuelana em março de 2024 e a expulsão de diplomatas argentinos da Venezuela, depois que o governo de Buenos Aires reconheceu Edmundo González Urrutia como presidente eleito da Venezuela.

“Apesar das pressões, a República Argentina manteve sua convicção inabalável de continuar denunciando a situação na Venezuela e de atuar em todos os fóruns internacionais disponíveis”, disse Tropepi.

O post Ação dos EUA na Venezuela ameaça paz na América do Sul, diz embaixador do Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Controle ou interferência? O risco institucional no caso Banco Master


Foto: Agência Brasil

A liquidação do Banco Master já é um fato consumado do ponto de vista regulatório. Trata-se de uma decisão técnica, tomada pela autoridade monetária após análise de riscos, solvência e preservação do sistema financeiro. O debate atual não gira mais em torno do mérito dessa decisão, mas de algo potencialmente mais grave: a tentativa de interferência institucional em um processo já em curso, sob o argumento de controle externo.

Fiscalização legítima não autoriza interferência técnica

O Tribunal de Contas da União tem, sim, competência constitucional para fiscalizar atos da administração pública, inclusive os do Banco Central do Brasil. Essa fiscalização é legítima, necessária e faz parte do equilíbrio institucional do Estado brasileiro. Questionar procedimentos, pedir documentos, realizar inspeções e analisar a legalidade formal dos atos é não apenas permitido, como desejável.

O problema surge quando o controle ameaça ultrapassar essa fronteira e se aproxima da interferência direta em decisões técnicas sensíveis, com efeitos imediatos sobre o mercado.

Uma cautelar pode gerar o próprio dano que diz evitar

A possibilidade de uma medida cautelar para interromper ou paralisar a liquidação do Banco Master não é um detalhe jurídico. É um movimento com potencial de gerar prejuízos concretos, insegurança jurídica e instabilidade financeira. Liquidação bancária não é um ato simbólico: envolve venda de ativos, preservação de valor, proteção de credores e, sobretudo, confiança no sistema.

Interromper esse processo no meio do caminho, ainda que sob o pretexto de cautela, levanta uma pergunta inevitável: quem se beneficia dessa paralisação?

O mercado financeiro funciona, acima de tudo, com base em previsibilidade. Quando uma decisão regulatória é questionada não por ilegalidade comprovada, mas por disputas de competência ou protagonismo institucional, o dano deixa de ser pontual e passa a ser sistêmico. Não se trata apenas de um banco, mas da percepção de que decisões técnicas podem ser revistas ou travadas por pressões externas.

Autonomia institucional é pilar de estabilidade, não privilégio

O Banco Central brasileiro construiu sua credibilidade ao longo de décadas, atravessando crises, hiperinflação, planos econômicos fracassados, choques cambiais e colapsos internacionais. Sua autonomia não é um capricho institucional; é um pilar de estabilidade. Colocá-la em xeque por meio de uma cautelar inoportuna é lançar dúvidas sobre o próprio desenho que sustenta o sistema financeiro nacional.

É importante frisar: ninguém defende a ausência de controle. A investigação é legítima. O acompanhamento é correto. A transparência é necessária. O que não se pode aceitar é o uso do instrumento de controle de forma a gerar ruído institucional, paralisar decisões já tomadas e produzir insegurança desnecessária.

Medidas cautelares existem para evitar danos irreversíveis. Mas, neste caso, a cautelar pode ser o próprio dano.

Se houver indícios concretos de ilegalidade, o caminho é claro: apuração, relatório e responsabilização posterior, se for o caso. O que não parece razoável é suspender uma liquidação bancária já em andamento, com efeitos sistêmicos, sem consenso institucional e extrema fundamentação técnica.

O Brasil é maior do que disputas entre órgãos. A estabilidade financeira é maior do que qualquer embate de poder. E a credibilidade das instituições precisa ser preservada com responsabilidade.

Transformar uma investigação legítima em instrumento de pressão ou paralisação não fortalece o Estado, fragiliza o país.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Controle ou interferência? O risco institucional no caso Banco Master apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho inicia safra 25/26 com corte na produção



Estimativas apontam queda de 0,5% no milho primeira safra



Foto: Canva

A produção brasileira de milho da safra 2025/26 começa com ajustes negativos, segundo dados divulgados pela StoneX. A consultoria reduziu a estimativa da primeira safra (milho verão) para 26 milhões de toneladas, uma queda de 0,5% em relação ao relatório anterior. O principal motivo foi a baixa de 5,6% na produtividade esperada para Santa Catarina.

Apesar da revisão, Santa Catarina ainda deve colher 2,27 milhões de toneladas, mantendo papel relevante no abastecimento interno, principalmente na produção de ração animal. O milho verão é essencial para o consumo doméstico e, por isso, as instabilidades climáticas acendem um sinal de alerta para o setor.

A safrinha 2025/26, que representa a maior parte da produção nacional de milho, permanece projetada em 105,8 milhões de toneladas, número 5,2% inferior ao registrado na temporada anterior. A janela de plantio será determinante para garantir os volumes, especialmente diante do atraso na colheita da soja em algumas regiões.

Somadas as três safras, a produção total de milho está estimada em 134,3 milhões de toneladas, segundo a StoneX. O número representa estabilidade frente à previsão anterior, mas ainda depende de fatores climáticos e da logística de plantio para se confirmar.

No mercado, o corte na produção afeta diretamente os estoques finais. As exportações aceleradas da temporada atual, estimadas em 41 milhões de toneladas até o fim de janeiro, também reduziram os estoques iniciais da próxima safra, o que pode pressionar a oferta interna.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil deve ampliar produção de café em 2026/27


A Hedgepoint Global Markets divulgou estimativa preliminar para a safra brasileira de café 2026/27, indicando recuperação relevante na produção de arábica e manutenção de volumes elevados de conilon, embora abaixo do pico registrado em 2025/26. Segundo a companhia, as chuvas de outubro e novembro favoreceram a floração do arábica, enquanto o conilon manteve bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras.

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, a produção de arábica está inicialmente projetada entre 46,5 e 49,0 milhões de sacas, acima das 37,7 milhões colhidas na safra 2025/26. Para o conilon, a estimativa varia de 24,6 a 25,4 milhões de sacas, frente a 27,0 milhões no ciclo anterior. Com esses volumes, a produção total brasileira pode alcançar entre 71,0 e 74,4 milhões de sacas em 2026/27.

A companhia aponta que o avanço do arábica representa crescimento entre 23,3% e 30,0% em relação à safra passada, impulsionado pela entrada de novas áreas, pelo manejo e pela bienalidade positiva em parte das lavouras, além da melhora das condições climáticas após meados de outubro. Ainda assim, a produtividade segue desigual entre as regiões produtoras. No caso do conilon, a projeção indica recuo entre 5,9% e 8,9% na comparação anual, após um ciclo considerado excepcional, com parte dessa queda sendo compensada pela expansão e renovação de áreas iniciadas a partir de 2023.

No campo climático, a Hedgepoint Global Markets observa que o período entre agosto e o início de outubro foi marcado por seca, o que atrasou a floração e provocou perdas nas primeiras floradas em algumas áreas. Com o retorno das chuvas a partir da segunda quinzena de outubro, especialmente nas regiões produtoras de arábica, houve uma segunda floração, que contribuiu para a recuperação das expectativas para a safra 2026/27.

Segundo a analista de café da Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, o cenário atual também reflete ajustes no manejo das lavouras. “Ao mesmo tempo, segue o investimento em novas áreas, cujos resultados se tornarão mais visíveis nos próximos anos”, afirma. Ela destaca ainda que houve aumento das podas em áreas com plantas danificadas que não haviam passado por esse processo na última temporada, em função dos preços elevados à época.

Para o conilon, a analista aponta que a regularidade das precipitações e os bons níveis dos reservatórios no Espírito Santo e na Bahia vêm favorecendo a floração e o enchimento dos grãos. De acordo com a Hedgepoint Global Markets, essas condições ajudam a sustentar um volume ainda elevado da produção, mesmo após o pico do ciclo anterior.

No mercado, a companhia avalia que a recuperação do arábica, combinada a uma produção significativa de conilon, tende a contribuir para a recomposição dos estoques globais. No entanto, a Hedgepoint ressalta que estimativas mais precisas dependerão da conclusão da fase de enchimento dos grãos, entre dezembro e março, período em que o mercado permanece sensível a eventuais adversidades climáticas. “O sentimento recente ficou mais baixista diante da perspectiva de maior produção brasileira e da remoção da maioria das tarifas dos EUA sobre o café brasileiro, ainda que a condição dos estoques e menor exportações brasileiras possam trazer suporte no curto prazo”, diz.

Segundo Laleska Moda, as lavouras encontram-se atualmente na fase de enchimento dos grãos, e novas revisões das estimativas devem ser divulgadas entre março e abril, quando será possível avaliar os rendimentos de processamento com maior precisão. “A safra 2026/27 deve marcar um ponto de inflexão para o mercado. Vemos o arábica entre 46,5 e 49,0 milhões de sacas e o conilon entre 24,6 e 25,4 milhões. Apesar do recuo natural no conilon após um ciclo histórico, a expansão de áreas e a regularidade das chuvas sustentam um quadro positivo. Até ser concluída a fase do enchimento dos grãos, os preços seguirão sensíveis ao clima no Brasil e aos níveis dos estoques nos destinos, o que pode gerar janelas de volatilidade e oportunidades”, explica.





Source link