O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando manutenção do padrão das negociações em grande parte do país.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que em diversas regiões as indústrias ainda se deparam com uma posição de maior conforto em suas escalas de abate, que em vários estados já adentram o mês de outubro.
“A demanda doméstica segue enfraquecida, com recuo dos preços. Exportações em alto nível são uma variável relevante a ser considerada, atuando como principal suporte para os preços em 2025”, diz.
O mercado atacadista apresentou preços em queda no decorrer da sexta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando o menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês.
Além disso, é importante mencionar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade se comparado as demais proteínas, em especial se comparado a carne bovina.
O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,50, por quilo, queda de R$ 0,60; o dianteiro foi cotado a R$ 17,50 por quilo, queda de R$ 0,50; e a ponta de agulha recuou ao patamar de R$ 16,50, por quilo, queda de R$ 0,60.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,3204 para venda e a R$ 5,3184 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3165 e a máxima de R$ 5,3385. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,62%.
Um incêndio de grandes proporções assustou moradores de Barreiras, no Oeste da Bahia, depois que um homem foi flagrado por câmeras de segurança ateando fogo em um sofá. Em poucos minutos, as chamas se espalharam e atingiram uma área de vegetação de Cerrado, colocando em risco a vida de moradores e diversas residências. Este é um exemplo de como o fogo em áreas urbanas e na zona rural pode ser devastador.
O registro é um dos poucos flagrados, mas que se misturam com os inúmeros casos que acontecem em todo o Matopiba. O terceiro episódio da série Cerrado Sem Fogo, mostra os impactos das queimadas em áreas rurais e urbanas.
“Foi a primeira vez que eu vi isso e a gente se assusta, né, a gente tem medo de fogo, então para as crianças foi horrível”, contou o advogado Kelvin Vinícius Pereira, que presenciou a cena.
As imagens, que rapidamente circularam nas redes sociais, mostram o sofá sendo incendiado e, logo em seguida, o fogo se alastrando pela vegetação seca. As áreas urbanas e rurais sofrem consequências diretas da falta de prevenção.
Segundo Kelvin, o autor do ato não percebeu os riscos que estavam ao redor. “Então, ao incendiar aqui, ele não prestou atenção que o cercava, que é a vegetação. Por ignorância, acabou incendiando e esse pequeno ato queimou toda a serra”, relatou o advogado. O homem foi identificado e deverá responder por crime ambiental.
Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Zona rural sem dormir
Na zona rural, a mesma preocupação acontece. Para moradores, além do medo, os incêndios florestais que atingem grandes proporções trouxeram noites de apreensão por causa da fumaça intensa que invadiu as casas. Incidência de fogo na zona rural e urbana aumenta essa preocupação.
“Quando o fogo veio ali, realmente eu fiquei apreensivo, os vizinhos todos ficaram assustados, tentaram apagar, os bombeiros vieram. Esses últimos três dias a fumaça invadiu a casa, invadiu tudo, suja tudo, não respira legal, aqui a fumaça pega 100%, não dá pra ficar. Eu não consigo entender a cabeça do ser humano que faz esse tipo de atitude. Então assim, as pessoas têm que ter consciência, cobrar o poder público e não colocar fogo, né? Porque ainda tem a questão dos animais”, disse o consultor de vendas e morador João Marcos Brito.
Incêndio florestal no povoado de Saco e Sapé em Barreiras (BA) | Imagem: Reprodução
Impactos à saúde
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 99% da população mundial respira um ar que excede os limites estabelecidos de qualidade, com altos níveis de poluentes.
O levantamento aponta que países de baixa e média renda estão entre os mais afetados. Ainda segundo a OMS, a poluição do ar, tanto em áreas urbanas quanto rurais, está relacionada a derrames, doenças cardíacas, câncer de pulmão e problemas respiratórios crônicos, sendo responsável por cerca de 7 milhões de mortes prematuras por ano.
O vice-presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras, Davi Schmidt, reforça que os incêndios descontrolados trazem riscos tanto para a saúde humana quanto para os animais e a economia local.
“Gente, fogo descontrolado pode causar danos econômicos e à vida, seja dos rebanhos, que estão pastando próximos ao cerrado e acabam morrendo, até mesmo para os residentes da comunidade rural que sofrem muito, tanto pela saúde quanto pelo risco real às suas casas. Então, pelo amor de Deus, não joguem lixo fora das lixeiras ou dos aterros adequados. Uma garrafa de vidro ou uma bituca de cigarro pode causar combustão instantânea nesse período de calor e seca”, alertou.
A coordenadora técnica do MapBiomas Fogo, Vera Arruda, lembra que o combate às chamas exige grande esforço humano e financeiro, além de colocar em risco a vida de quem atua na linha de frente.
“A gente sabe que o combate aos incêndios é muito custoso. São pessoas que estão colocando sua vida em risco ali para fazer o combate. Então acho que a mensagem é colocar mais esforços na prevenção para a gente evitar cada vez mais ações de combate”, defendeu.
Episódios Cerrado Sem Fogo
Leia e assista aos episódios anteriores da série especial:
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O mercado de milho apresentou comportamento misto nesta quinta-feira (18) na B3, refletindo os movimentos do câmbio e das cotações externas. Segundo informações da TF Agroeconômica, o cenário foi influenciado também pela primeira estimativa da Conab para a safra 2025/26, que indicou leve redução na produção nacional, aumento dos estoques iniciais e crescimento no saldo exportável do cereal.
Na bolsa brasileira, os contratos futuros fecharam em direções distintas. O vencimento novembro/25 terminou cotado a R$ 67,27, com alta de R$ 0,09 no dia, mas queda acumulada de R$ 0,69 na semana. O contrato de janeiro/26 encerrou a R$ 70,16, com recuo diário de R$ 0,02 e semanal de R$ 0,77. Já março/26 foi negociado a R$ 73,13, registrando baixa de R$ 0,12 no dia e de R$ 0,21 na semana. Esse movimento reflete a disputa entre fatores internos, como o dólar, e externos, como o avanço da colheita nos Estados Unidos.
Em Chicago, os preços do milho recuaram diante da intensificação da colheita americana. O contrato para dezembro caiu 0,70%, encerrando a US$ 423,75/bushel, enquanto o de março perdeu 0,67%, fechando a US$ 441,50/bushel. Analistas destacam que o mercado permanece pressionado pela incerteza quanto ao rendimento das lavouras, uma vez que a produtividade final ainda é difícil de projetar.
Problemas de polinização ocorridos no verão e a incidência de ferrugem asiática podem estar afetando a qualidade da safra norte-americana. Com isso, mesmo notícias positivas, como a venda extra de 110 mil toneladas para exportação, acabam sendo ofuscadas. As dúvidas sobre o desempenho das lavouras se acumulam junto com o milho armazenado nos silos, aumentando a cautela dos agentes e reforçando a pressão baixista sobre os preços internacionais.
O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (16) a portaria que cria o assentamento Márcio Matos, localizado no município de Cafarnaum, na região Centro-Norte da Bahia, a 440 km de Salvador. A área de reforma agrária ocupa 164,6 hectares e terá 15 lotes disponíveis para famílias de trabalhadores rurais.
O imóvel rural, chamado Nova Aquino, foi destinado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por decreto de expropriação após a constatação de cultivos ilegais de plantas psicotrópicas no local.
Márcio Matos é o primeiro assentamento do Incra em Cafarnaum e o quinto criado na Bahia em 2025, somando 3,3 mil hectares de terras e capacidade para atender 177 famílias.
O superintendente regional do Incra na Bahia, Carlos Borges, destacou que a criação do projeto garantirá acesso à terra a novas famílias, fortalecendo o desenvolvimento rural. “Um novo assentamento significa geração de renda, segurança alimentar e fortalecimento da reforma agrária”, afirmou.
Seleção de famílias
A Divisão de Obtenção de Terras do Incra informou que o edital de seleção das famílias será publicado ainda neste ano. Os interessados poderão se candidatar gratuitamente, sendo exigida inscrição atualizada no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e atendimento às diretrizes do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).
De acordo com laudo agronômico, o assentamento Márcio Matos possui potencial agropecuário e é adequado para cultivos de palma, mamona, milho e feijão. A área também é favorável à criação de caprinos e ovinos.
Além de Márcio Matos, foram criados na Bahia neste ano os assentamentos Anita Garibaldi, em Teixeira de Freitas; Eldorado dos Carajás e Edite Xavier, em Alcobaça; e Capitão Lamarca, em Muquém do São Francisco. Todos já possuem editais de seleção em andamento.
O mercado brasileiro de soja seguiu travado nesta sexta-feira (19), com pouca oferta e compradores ‘tirando o pé’. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, algumas tradings até ficaram de fora diante da queda firme da soja em Chicago. “No geral, houve pouca oferta. O vendedor até cedeu um pouco nas pedidas, mas nada que animasse o mercado”, avaliou.
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Ele acrescenta que os prêmios ajudaram quase nada, enquanto a Bolsa recuou de forma consistente. O plantio no Brasil começa a entrar em pauta, e encerra uma semana fraca de comercialização. “Todo mundo está de olho se a China vai ou não aparecer comprando nos EUA em outubro”, concluiu.
Soja no Brasil
Passo Fundo (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
Cascavel (PR): caiu de R$ 134,50 para R$ 133,50
Rondonópolis (MT): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
Dourados (MS): caiu de R$ 125,00 para R$ 124,50
Paranaguá (PR): caiu de R$ 138,00 para R$ 137,00
Rio Grande (RS): caiu de R$ 139,00 para R$ 137,00
Santos (SP): manteve em R$ 139,00
São Francisco do Sul (SC): manteve em R$ 139,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja recuaram na sessão desta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado acentuou as perdas após a conversa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping. Na avaliação dos participantes, a ausência de acordo para retomada das compras de soja americana pelos asiáticos decepcionou e pesou sobre os preços.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu a ligação com o líder chinês Xi Jinping como muito boa, acrescentando que os dois voltarão a falar por telefone. “Fizemos progresso em muitos assuntos muito importantes, incluindo Comércio, Fentanil, a necessidade de encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia e a aprovação do Acordo do TikTok”, ele escreveu.
Ele disse que os dois irão se encontrar em novembro, durante o Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul. Trump também declarou que concordou em ir à China no início do próximo ano, e que o presidente Xi, da mesma forma, viria aos Estados Unidos em um momento apropriado.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 12,00 centavos de dólar, ou 1,15%, a US$ 10,25 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,44 3/4 por bushel, com baixa de 11,75 centavos ou 1,11%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,70 ou 0,24%, a US$ 284,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,62 centavos de dólar, com perda de 0,51 centavo ou 0,99%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,3204 para venda e a R$ 5,3184 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3165 e a máxima de R$ 5,3385. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,62%.
A produção nacional de leite foi recorde em 2024, com 35,7 bilhões de litros, alta de 1,4% em relação a 2023, mostrou a pesquisa Produção da Pecuária Municipal, divulgada na quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ano passado, a Região Sudeste assumiu a liderança nacional, com 33,7% do total, ultrapassando a Sul, que agora responde por 33,4% do montante. Nordeste (18%), Centro-Oeste (10,7%) e Norte (4,7%) completam a lista.
No ranking estadual, os principais produtores da bebida são:
Minas Gerais: 9,8 bilhões de litros, o equivalente a 27,4% da produção nacional;
Paraná: 4,6 bilhões de litros, 12,9% do total; e
Rio Grande do Sul: 4,0 bilhões de litros, uma fatia de 11,3%.
Entre os 5.482 municípios com alguma produção de leite de vaca, Castro, no Paraná, se destacou com 484,4 milhões de litros, 1,4% do total nacional. Neste ranking, a segunda posição ficou com Carambeí, município também paranaense, com 293,1 milhões de litros, o equivalente a 0,8% da produção brasileira.
Entre o estado que mais produz, o município de Patos de Minas é o melhor ranqueado, com 226,9 milhões de litros, 0,6% de participação.
“Por meio da diferença entre o total de leite produzido no país (35,7 bilhões de litros), estimado pela PPM, e a quantidade de leite cru adquirida pelos laticínios sob inspeção sanitária (25,4 bilhões de litros), obtida pela Pesquisa Trimestral do Leite, também do IBGE, é possível inferir que o volume de leite submetido à inspeção sanitária correspondeu a 71% do total nacional em 2024”, destacou o IBGE.
De acordo com a pesquisa, o efetivo de vacas ordenhadas foi de 15,1 milhões de cabeças, queda de 2,8% em relação a 2023. A produtividade média nacional ficou em 2.632 litros por vaca por ano.
Valor de produção do leite
O valor de produção do leite totalizou R$ 87,5 bilhões em 2024, aumento de 9,4% em relação a 2023. O preço médio estimado foi de R$ 2,45 por litro de leite no ano passado, um avanço de 7,9% ante os R$ 2,31 pagos no ano anterior.
“As importações de leite continuaram a crescer em 2024, sendo 4,6% superiores ao volume importado em 2023 (em equivalente leite). Contudo, esse aumento não foi suficiente para pressionar os preços para baixo”, observou o IBGE.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse nesta sexta-feira (19) que a negociação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) “está concluída” e que a assinatura virá assim que o debate sobre o tema no Conselho Europeu for finalizada.
“Para que haja a assinatura, é necessário que o acordo seja traduzido em todas as línguas dos países da União Europeia, seja submetido ao Conselho Europeu para discussão do conteúdo, o que está ocorrendo neste momento, e depois disso entendemos que poderá ser assinado na Cúpula do Mercosul”, disse Vieira, em entrevista coletiva à imprensa após reunião com a alta representante para Política Externa e Segurança da União Europeia, Kaja Kallas.
“A negociação está concluída e, sendo concluído o debate no Conselho Europeu, o lado europeu estará pronto para a assinatura. O Mercosul já está pronto para a assinatura”, completou o ministro. Segundo ele, após a assinatura, os temas poderão ser discutidos em cada país no processo de aprovação legislativa do acordo.
“Depois, outras questões são aprovação legislativa nos países da União Europeia e também nos países do Mercosul, aí é outra coisa, um debate que vai acontecer em cada país”, afirmou.
Questionada sobre o prazo para finalizar a discussão sobre o acordo, Kallas disse que o tema foi encaminhado ao Conselho Europeu e que é preciso aguardar o resultado. “Somos 27 democracias e há diferentes grupos, a discussão está acontecendo e esperamos que ocorra tudo bem”, disse a alta representante da União Europeia.
Vieira disse que, antes da reunião com Kallas no Itamaraty, os dois estiveram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, onde também puderam discutir vários assuntos, entre eles o acordo entre União Europeia e o Mercosul.
O ministro disse que discutiu junto de Kallas pautas como a defesa do multilateralismo, que, segundo ele, “se torna mais significativo no cenário atual” mundial. “Reiterei que a parceria do Mercosul com o bloco europeu adquire importância mais premente face às atuais ameaças ao sistema internacional de comércio”, declarou
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, nesta sexta-feira (19), um incêndio em uma carreta carregada com fardos de algodão, na Avenida Brasília, no município de Campo Verde, a 139 km de Cuiabá.
A equipe da 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM) foi acionada por volta das 16h30. Segundo o motorista, o incêndio teve início após o superaquecimento dos freios.
Os militares iniciaram o combate direto às chamas e impediram que o fogo atingisse a outra metade da carga de algodão e o próprio veículo.
Foram utilizados aproximadamente três mil litros de água até o controle completo das chamas, que foi seguido pelo trabalho de rescaldo.
Durante a ação, uma pá carregadeira da Prefeitura Municipal passava pelo local e prestou apoio, derrubando os fardos de algodão que ofereciam risco de reignição do fogo. Além disso, dois caminhões-pipa da prefeitura também auxiliaram no combate ao incêndio.