No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que declarações do Fed trouxeram alívio aos mercados, mas o discurso de Donald Trump contra a China reacendeu temor tarifário.
O Dow Jones subiu, enquanto S&P 500 e Nasdaq caíram. No Brasil, o Ibovespa recuou 0,07% a 141 mil pontos e o dólar fechou em alta de 0,14%, a R$ 5,47. Hoje, atenção à PMC, CPI dos EUA e Livro Bege do Fed.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de canola apresentam desempenho adequado nas fases de enchimento de grãos, com 55% da área nessa etapa, e maturação fisiológica, com 36%. As condições climáticas, caracterizadas por temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas, favoreceram o desenvolvimento das plantas, a formação das síliquas e o acúmulo de óleo nos grãos. A colheita atinge 6% da área semeada.
No período, foi realizado o manejo pré-colheita, com aplicação de uniformizadores de maturação e controladores de deiscência das síliquas, com o objetivo de reduzir perdas por abertura prematura e facilitar a colheita mecânica. As lavouras que tiveram problemas de estabelecimento inicial apresentam menor potencial produtivo, mas o desempenho geral segue conforme o esperado.
O estado fitossanitário é considerado adequado, com baixa incidência de doenças fúngicas. A ocorrência da traça-das-crucíferas tem sido recorrente em diversas regiões, exigindo monitoramento constante e aplicações sequenciais de inseticidas seletivos para evitar perdas de produtividade. A Emater/RS-Ascar projeta área de 203.206 hectares e produtividade de 1.737 kg por hectare.
Na região administrativa de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão em florescimento, 75% em enchimento de grãos, 10% em maturação e 5% colhidas. Os cultivos apresentam bom estado sanitário em relação a doenças. A presença da traça-das-crucíferas exige aplicações sequenciais de inseticidas, com ênfase em estratégias de manejo integrado para reduzir impactos sobre polinizadores e inimigos naturais da praga.
Na região de Ijuí, 62% das áreas estão em enchimento de grãos, 32% em maturação e 5% colhidas. O potencial produtivo está praticamente definido, com adequada uniformidade e enchimento de síliquas. A germinação e a emergência foram adequadas, resultando em plantas de tamanho homogêneo.
Na região de Passo Fundo, predomina a maturação fisiológica, com 65% da área nessa etapa. As demais lavouras estão em enchimento de grãos (25%), maduras por colher (10%) e colhidas (10%). A produtividade média alcança 1.800 kg por hectare, dentro da média regional dos últimos anos.
Na região de Santa Rosa, 47% das lavouras estão em enchimento de grãos, 44% em maturação e 9% colhidas. A uniformidade das áreas indica produtividade dentro da expectativa inicial, favorecida pelas condições climáticas. As áreas mais tardias apresentam bom potencial produtivo, com síliquas bem formadas e adequado acúmulo de óleo. O controle de pragas e doenças é mantido com manejo fitossanitário preventivo.
Na região de Soledade, 90% das lavouras estão em enchimento de grãos e 10% em maturação. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das plantas e o enchimento das síliquas, resultando em projeções de produtividade dentro da normalidade.
Nesta terça-feira (14) é comemorado o Dia Nacional da Pecuária, data que marca a relevância do setor para o agronegócio brasileiro. A atividade mantém posição de destaque no cenário nacional e internacional, impulsionada por produtividade, qualidade e pela adoção de práticas sustentáveis.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), programas sanitários reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) fortalecem a cadeia produtiva, garantindo bem-estar animal e ampliando a competitividade do país. “O incentivo à integração de sistemas com potencial de sequestro de carbono, conservação do solo e melhoria das condições de produção tem papel estratégico no desenvolvimento do setor”, informou a pasta.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de carne bovina atingiu recorde histórico em 2024, com mais de 11 milhões de toneladas equivalente carcaça, resultado impulsionado pelo aumento do abate. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, no segundo trimestre de 2025, o abate de bovinos cresceu 3,9%, alcançando 10,46 milhões de cabeças.
A produção de carne de frango também apresentou elevação, mesmo após o impacto da influenza aviária registrada em maio deste ano. Segundo o IBGE, o abate aumentou 1,1% em relação a 2024, registrando a melhor série histórica para o segundo trimestre. Já a produção de suínos segue em crescimento gradual. A Conab projeta alta de 3,6% até 2026, impulsionada por exportações e maior demanda interna.
Para garantir expansão com sustentabilidade, o Mapa desenvolve iniciativas como o Plano de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC+), que reúne tecnologias para conciliar produção e equilíbrio ambiental. Entre as ações estão a recuperação de pastagens, uso de biodigestores e terminação intensiva, com abate de animais com menos de 24 meses. A meta do programa é ampliar em cinco milhões o número de animais abatidos nessa faixa etária, reduzindo a pegada de carbono da pecuária.
O desempenho do setor também se reflete no comércio exterior. Em 2024, as exportações de carnes somaram mais de US$ 26,1 bilhões. Até setembro de 2025, já foram exportados US$ 22,5 bilhões. Segundo dados da balança comercial do Mapa, houve aumento de 55% nas exportações de carne bovina in natura, que atingiram US$ 1,77 bilhão. A carne suína in natura alcançou US$ 346,1 milhões, crescimento de 28,6%.
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Foto: Canva
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (9), o cultivo de melancia na região administrativa de Soledade apresenta avanço no ciclo produtivo. As lavouras implantadas mais cedo estão em fase de floração e início de frutificação.
A cultura foi afetada pelas baixas temperaturas no início do desenvolvimento, o que comprometeu o crescimento foliar. No entanto, o aumento das temperaturas nas últimas semanas favoreceu a recuperação das plantas.
Para reduzir perdas e garantir o avanço do ciclo, os produtores intensificaram o manejo fitossanitário. “Estão sendo realizados os controles para doenças fúngicas, como a antracnose, que encontra condições favoráveis em temperaturas amenas e alta umidade”, informa o boletim. Além disso, são aplicadas adubações nitrogenadas em cobertura para estimular o desenvolvimento vegetativo retardado pelo frio.
Em postagem na tarde desta terça-feira (14) em sua rede social (Truth Social) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o fato de a China não estar comprando soja norte-americana é um “ato economicamente hostil”.
“Estamos considerando encerrar negócios com a China relacionados a óleo de cozinha e outros elementos do comércio como retaliação”, disse.
O mandatário da Casa Branca ainda ressaltou que o país pode facilmente produzir óleo de cozinha sem precisar importar do país asiático.
As falas de Trump são mais um capítulo à escalada das tensões entre as duas nações vista nos últimos dias. Na última sexta-feira (10), o republicano criticou a iniciativa chinesa de restringir os embarques de elementos ligados às terras raras e, logo em seguida, anunciou que o seu governo imporia uma tarifa adicional de 100% sobre produtos importados da China a partir de 1º de novembro.
Em resposta, o gigante asiático chamou de “hipócritas” as tarifas de 100% impostas pelo presidente norte-americano. O Ministério do Compercio da China reforçou que “ameaçar impor tarifas altas a qualquer momento não é a forma correta de lidar com a China. Nossa posição sobre guerras tarifárias é consistente: não queremos brigar, mas não temos medo de brigar”, disse a pasta, em nota.
Contudo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse na segunda-feira que Trump decidiu por suspender temporariamente a aplicação das tarifas até que se encontre com o líder chinês, Xi Jinping, na Coreia do Sul na cúpula da Apec, marcada para os dias 31 de outubro e 1º de novembro.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (14) que a chamada tributação BBB, que taxa bancos, rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas, “só é injusta na cabeça de pessoas desinformadas sobre o que está acontecendo no Brasil”.
“Sem querer maldizer qualquer atividade econômica que tem amparo legal. Não é disso que se trata. São atividades reguladas. Mas nós temos que buscar que essas atividades correspondam, em relação à tributação, com aquilo que é o padrão da economia brasileira”, avaliou.
Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Haddad lembrou que ninguém acha injusto sobretaxar cigarro ou bebida alcoólica e que “setores que produzem externalidades muito negativas para a sociedade” são sobretaxados no mundo inteiro.
“O Brasil é até tímido na sobretaxação. Em determinados países, é quase inacessível você comprar uma bebida alcoólica”, disse, ao citar, como exemplo, a Escandinávia. “Você vai pagar caro porque todo cidadão lá entende que essas atividades precisam ter um outro tipo de regulação”.
“É a maneira correta de combater tabagismo, alcoolismo, dependência psicológica. Não necessariamente proibir porque, às vezes, tem coisas que são difíceis de proibir. Embora, no caso das bets, tenhamos tecnologia hoje para, se essa queda de braço continuar, ir para um embate mais firme com o setor”, completou.
Para o ministro, as bets, por exemplo, têm que dar algum tipo de contribuição para o que ele chamou de efeitos colaterais de um entretenimento que pode gerar dependência. “Não é ir a um parque de diversão ou a um show. É um outro tipo de entretenimento, que gera dependência, tem que ser tratado dessa maneira”.
“Não é demonizar. É dar o nome à coisa. Sem nenhum tipo de dificuldade”, concluiu Haddad.
O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com alguma recuperação em seus preços no decorrer desta terça-feira (14), com destaque para o movimento deflagrado em Mato Grosso.
Já em estados como Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul o perfil é de maior acomodação, com manutenção do padrão dos negócios, aponta o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.
“Os frigoríficos de maior porte ainda sinalizam para uma posição mais confortável de suas escalas de abate, ainda contando com a incidência de animais de parceria. Exportações seguem como um grande diferencial e vale mencionar que o mês de setembro marcou o maior volume da história em exportação”, ressaltou.
São Paulo: R$ 310,80 — ontem: R$ 311,08
Goiás: R$ 298,39 — R$ 298,21
Minas Gerais: R$ 299,41 — R$ 298,53
Mato Grosso do Sul: R$ 322,27 — R$ 322,16
Mato Grosso: R$ 296,54 — R$ 293,28
Mercado atacadista
O mercado atacadista apresenta preços firmes durante a terça-feira, e o ambiente de negócios sugere para alta das indicações.
“No entanto, isso deve acontecer de maneira comedida. É importante mencionar que a demanda doméstica se aproxima do seu auge, com a incidência do 13º salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações de final de ano, fatores que oferecem uma perspectiva positiva”, assinalou Iglesias.
Quarto traseiro: segue no patamar de R$ 25 por quilo
Ponta de agulha: ainda é precificada a R$ 16,50 por quilo
Quarto dianteiro: se mantém a R$ 18 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,3426 para venda e a R$ 5,3406 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3292 e a máxima de R$ 5,3637.
A média da arroba do boi gordo em São Paulo aumentou R$ 1,34 nesta terça-feira (14) em comparação a ontem, sendo cotada a R$ 309,14, conforme o Indicador do Boi Datagro.
Entre os principais estados com praças de comercialização, o que teve o maior incremendo foi Tocantins, com R$ 2,83 de alta, chegando a R$ 294,36 (R$ 291,53 ontem).
De acordo com a analista de mercado da Datagro Beatriz Bianchi, de forma geral, os preços seguem em leve recuperação neste início de outubro, em linha com o encurtamento das programações de abate dos frigoríficos.
“Ainda assim, observamos uma oferta sólida dos animais terminados em confinamento, em boa medida favorecidos pelos bons custos de alimentação animal. Isso faz com que tenhamos uma perspectiva mais adiante de um potencial de alta ainda contido, mas já esperado sazonalmente”, conta.
De acordo com Beatriz, em relação ao mercado interno, o consumo doméstico já começa a reagir nos últimos dias, mas com sinais de fragilidade devido à política monetária restritiva que não incentiva o consumo de produtos de maior valor agregado, como a carne bovina.
Foto: Reprodução
“Na ponta do escoamento externo, ainda temos volumes significativos de carne bovina brasileira embarcada em grande medida impulsionada pelo mercado chinês e também pelas aquisições de volumes em suas máximas históricas de outros compradores, como México, Chile e União Europeia.”
Contudo, a analista chama atenção para a variável do dólar, cuja volatilidade pode penalizar a rentabilidade da indústria exportadora e, consequentemente, limitar potenciais ganhos nas cotações do mercado interno.
Nesta terça-feira, o dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,3426 para venda e a R$ 5,3406 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3292 e a máxima de R$ 5,3637.
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Foto: Seane Lennon
Com a atenção voltada à temporada 2025/26, produtores de soja reduziram a oferta no mercado spot, o que sustentou os preços internos e os prêmios de exportação. Levantamento do Cepea revela movimento de retração comercial, mesmo com demanda firme das indústrias.
A desaceleração nas negociações de soja no mercado spot brasileiro, provocada pelo foco dos produtores nas atividades de campo para a safra 2025/26, vem influenciando diretamente os preços domésticos e os prêmios de exportação. A conclusão é de levantamento recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que destaca um cenário de valorização impulsionado por menor disponibilidade imediata da oleaginosa.
Segundo o Cepea, a retração dos sojicultores nas vendas ocorre em um momento estratégico, em que os agentes do setor monitoram os desdobramentos da relação comercial entre China e Estados Unidos. As incertezas nessa rota tradicional do comércio global abrem espaço para expectativas de aumento nas exportações brasileiras no último trimestre do ano, o que também sustenta o movimento de alta.
Do lado da demanda, as indústrias esmagadoras nacionais seguem ativas nas compras. No entanto, muitas já relatam dificuldade para encontrar novos lotes disponíveis para entrega imediata. Esse desequilíbrio entre oferta e demanda contribui para a manutenção dos preços em patamares elevados.
Além do fator climático e das decisões operacionais em campo, a perspectiva de aumento nas exportações para a China reforça o otimismo entre os vendedores. Com os prêmios de exportação em alta e a firme demanda interna, o mercado brasileiro de soja entra no último trimestre do ano em ritmo de valorização, ainda que com pouca liquidez no spot.
A postura estratégica dos produtores diante do cenário internacional e o apetite das indústrias devem continuar influenciando os preços da soja no curto prazo. A expectativa do setor é de que a demanda externa, especialmente chinesa, seja um dos motores do mercado até o fim do ano, enquanto a indústria nacional enfrenta desafios para manter o ritmo de aquisição no spot.