quarta-feira, abril 22, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra pregão estável



No fechamento do dia, o contrato de novembro terminou estável em US$ 1.006,50/bushel


No fechamento do dia, o contrato de novembro terminou estável em US$ 1.006,50 por bushel
No fechamento do dia, o contrato de novembro terminou estável em US$ 1.006,50 por bushel – Foto: Ivan Bueno/APPA

A soja encerrou o pregão desta quarta-feira (15) praticamente estável na Bolsa de Chicago, sustentada por um relatório positivo de moagem divulgado pela NOPA. Segundo a TF Agroeconômica, o volume processado nos Estados Unidos atingiu nível recorde para o mês de setembro, 11,6% acima do registrado em 2024, enquanto os estoques de óleo de soja caíram para o menor patamar em nove meses, fator que ajudou a conter a pressão baixista vinda do cenário político e comercial.

No fechamento do dia, o contrato de novembro terminou estável em US$ 1.006,50 por bushel, e o de janeiro também sem variação, em US$ 1.024,25. O farelo de soja para dezembro subiu 0,58%, a US$ 275,9 por tonelada curta, e o óleo de soja para o mesmo mês avançou 0,45%, a US$ 50,80 por libra-peso. Apesar da sustentação vinda dos fundamentos, a oleaginosa foi afetada por declarações do ex-presidente Donald Trump, que voltou a ameaçar cortar importações chinesas de óleo de cozinha, em retaliação à decisão de Pequim de não comprar soja americana.

Trump afirmou em sua rede social que os EUA “podem facilmente produzir seu próprio óleo de cozinha, sem precisar comprá-lo da China”, intensificando as tensões entre os dois países. A instabilidade política tem gerado volatilidade nas cotações, agravada pela incerteza sobre a realização de uma possível reunião entre Trump e o presidente Xi Jinping ainda neste mês.

Apesar das ameaças, a relutância dos produtores americanos em vender a preços considerados baixos segue limitando quedas mais fortes. A TF Agroeconômica destaca que essa resistência, somada à sólida demanda doméstica por esmagamento, tem sido um dos principais fatores de sustentação para os preços da soja em Chicago.

 





Source link

News

Produção brasileira de trigo deve alcançar 7,5 milhões de toneladas, aponta StoneX



Segundo a StoneX, empresa global de serviços financeiros, a estimativa para a produção de trigo safra 2025/26 é projetada em 7,5 milhões de toneladas, um avanço de 2% em relação ao levantamento anterior.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

De acordo com o consultor em Gerenciamento de Riscos da companhia, Jonathan Pinheiro, o novo número reflete uma melhora na produtividade dos estados do Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde a produção foi elevada para 3,3 milhões de toneladas.

“As condições climáticas têm sido favoráveis, com boa umidade nas lavouras gaúchas, o que tem impulsionado o desempenho da safra na região”, afirma o consultor.

Na região Sudeste, embora tenha havido um pequeno corte nas projeções para o estado de São Paulo, em função de um clima mais seco, as perspectivas gerais seguem positivas para a produção no estado.

Safra 25/26 de trigo

Com o avanço da colheita nas próximas semanas, a expectativa é que a safra se consolide com um volume semelhante ao registrado no ciclo 2024/25, mesmo diante de uma redução da área plantada em relação ao ano anterior.

No balanço de oferta e demanda, a única alteração relevante foi o reajuste na produção, que impactou diretamente os estoques finais, agora estimados em 528,8 mil toneladas. Ainda assim, o mercado segue atento aos efeitos da taxa de câmbio sobre as operações comerciais.

“A tendência dos últimos meses foi de valorização do real, o que prejudica as exportações brasileiras de trigo. Contudo, mais recentemente, a moeda voltou a se desvalorizar frente ao dólar, o que tende a favorecer a competitividade nacional. Além disso, dependendo do ritmo das exportações, as importações também podem ser influenciadas, diante da necessidade de garantir o abastecimento interno do cereal”, conclui Pinheiro.



Source link

News

Veja dicas para turbinar forragem do pasto e evitar degradação na volta das chuvas



Com o retorno das chuvas, as pastagens entram na crucial fase de rebrote, exigindo um manejo rigoroso e imediato para evitar prejuízos que se manifestarão na próxima estação seca.

Em entrevista ao Giro do Boi, o engenheiro agrônomo e consultor Wagner Pires alerta que o pecuarista não pode ceder à “sede ao pote” e deve respeitar a lotação e a fisiologia das gramíneas. Ignorar o manejo adequado neste momento é construir um rastro de degradação que será cobrado no futuro.

Pires reforça que, historicamente, a pecuária brasileira acumulou degradação ao tirar o gado sem devolver nutrientes e manejo ao pasto. No entanto, o cenário pode ser revertido: se bem manejadas, as pastagens brasileiras podem ser um poderoso “sumidouro de carbono”, contribuindo imensamente para mitigar os efeitos estufa.

O especialista cobra que o pecuarista seja “barulhento” em mostrar ao mundo que a pecuária a pasto é uma solução ambiental e economicamente competitiva.

Confira a entrevista completa:

Dicas práticas para a recuperação e intensificação do pasto

O consultor Wagner Pires ofereceu orientações práticas sobre o manejo e a recuperação do pasto para produtores de todo o Brasil:

  • Pasto batido (rapado): em pastos muito rapados pela seca, a ordem é “meter o pé no freio”, diminuindo a lotação e suplementando o gado. O caminho para a recuperação exige mudança de rotina: eleger uma área para vedar, adubar com nitrogênio e iniciar o descanso para o rebrote.
  • Intensificação em morraria: o fator morro não é um impedimento para a intensificação. A chave está na divisão inteligente de piquetes e em evitar que a água se concentre apenas na parte baixa. É vital evitar que o gado rape o pasto em áreas de declive, prevenindo a erosão e a degradação ambiental.
  • Controle de plantas daninhas: o controle deve ser iniciado imediatamente. O pecuarista precisa da visita de um técnico para identificar a planta e definir a dosagem correta do herbicida. A aplicação é a melhor forma de controle, mas exige um trabalho de longo prazo, de pelo menos 3 a 4 anos. O produtor não pode ser negligente e deve evitar que a planta daninha semente, o que multiplica o problema.

O consultor reforça que o custo de manutenção do pasto (adubação e manejo) é sempre menor do que o custo de uma reforma total. Para a nova geração de pecuaristas, é essencial adotar a visão de “agricultura de pasto” para garantir o crescimento sustentável e a rentabilidade da pecuária brasileira.



Source link

News

Operação investiga empresas para rastrear uso de metanol em bebidas


Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (16) em cinco estados brasileiros fiscaliza 24 empresas atuantes no setor sucroalcooleiro para tentar rastrear o uso de metanol em bebidas alcoólicas.

Chamada de Operação Alquimia, a ação é realizada por uma força-tarefa que reúne agentes da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além das empresas do setor sucroalcooleiro, cujos nomes não foram revelados, a operação teve como alvos importadores e distribuidores de metanol, nos estados de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Entre os alvos estão empresas de fachada, comumente chamadas de “noteiras”, ou seja, que emitem notas fiscais “frias” para simular o transporte do produto. Em muitos casos, os caminhões e motoristas listados nunca chegaram aos destinos informados, o que indica fraude documental.

A ação desta quinta é um desdobramento das operações Boyle, que apurou possíveis casos de adulteração de combustíveis por meio da utilização de metanol, e Carbono Oculto, que revelou um esquema que consistia na compra de metanol importado por empresas químicas regulares, que o repassavam a empresas de fachada.

As duas operações revelaram a participação de organizações criminosas em um esquema de adulteração de combustíveis com metanol.

De acordo com a Receita Federal, há fortes indícios de que esse combustível adulterado esteja sendo utilizado na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas, podendo oferecer um alto risco à saúde pública.

Segundo a Polícia Federal, o objetivo da ação é coletar e analisar amostras dos produtos fabricados nessas unidades e atestar a regularidade de suas composições químicas.

“Todo resultado servirá de subsídio para a instrução de investigações conduzidas pela Polícia Federal a respeito dos eventos de desvio e contaminação de bebidas alcoólicas por metanol, desde o início de setembro deste ano”, disse o órgão.

A Receita Federal informou que as empresas selecionadas para a coleta de elementos e amostras foram escolhidas “com base no potencial de envolvimento na cadeia do metanol, desde a importação da substância até sua possível destinação irregular”.

Entre os alvos da operação estão importadores, terminais marítimos, empresas químicas, destilarias e usinas. Ao todo, 80 policiais e 70 servidores dos demais órgãos participaram das ações, nas seguintes cidades:

  • Mato Grosso: Várzea Grande
  • Mato Grosso do Sul: Caarapó, Campo Grande e Dourados
  • Paraná: Araucária, Colombo e Paranaguá
  • Santa Catarina: Cocal do Sul
  • São Paulo: Araçariguama, Arujá, Avaré, Cerqueira César, Cotia, Guarulhos, Jandira, Laranjal Paulista, Limeira, Morro Agudo, Palmital, Sumaré e Suzano
bebidas-suspeitas-de-contaminacao-por-metanolbebidas-suspeitas-de-contaminacao-por-metanol
Foto: Pablo Jacob/ Governo do Estado de SP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que, em bebidas alcoólicas, o metanol deve estar presente em níveis inferiores a 0,1%. Por ser uma substância altamente tóxica, mesmo o percentual máximo de 0,5% permitido em combustíveis já seria suficiente para causar graves danos à saúde. Por esse motivo, é proibido o uso de combustíveis na fabricação de bebidas alcoólicas.

Segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), os prejuízos do setor de bebidas alcoólicas e a sonegação de tributos decorrentes de práticas de adulteração, falsificação, produção e contrabando de bebidas chegam a R$ 85,2 bilhões.



Source link

News

Frente fria avança e vai virar o tempo em várias regiões; confira



A chegada de uma nova frente fria ao Brasil muda o cenário do tempo em várias regiões do país. O sistema se forma a partir de uma baixa pressão no Paraguai que chega ao Oceano Atlântico e atrai a umidade da região Norte.

Veja como vão ficas as condições do tempo nos próximos dias em todas as regiões brasileiras, de acordo com análise da Climatempo.

Sul recebe as chuvas mais fortes

Nesta sexta-feira (17), as chuvas mais fortes se concentram na região, especialmente no Rio Grande do Sul, onde há risco de temporais com raios, ventos fortes e granizo.

Com o deslocamento da frente fria, a instabilidade avança para Santa Catarina e Paraná, reforçando o alerta para chuva volumosa e ventania.

A presença constante de nebulosidade impede o aquecimento mais acentuado, mas o ar abafado ainda predomina em boa parte da região. A combinação de calor, umidade e ar frio em altitude é o combustível perfeito para a formação dos temporais, afirma a Climatempo.

Sudeste entra em alerta: tempo vai mudar

A influência da frente fria se estende para o Sudeste. Nesta sexta, o calor e a umidade favorecem a formação de nuvens carregadas sobre São Paulo e Minas Gerais.

A manhã ainda será de sol e temperaturas elevadas. A capital paulista pode registrar máximas de até 31 °C, mas no decorrer da tarde as pancadas de chuva retornam com risco de trovoadas e rajadas de vento.

No sábado (18), o cenário muda completamente. O avanço do sistema frontal e o reforço de uma área de baixa pressão próxima à costa deixam o tempo instável em praticamente todo o estado, informa a Climatempo.

A temperatura cai bruscamente: a máxima não deve passar de 23 °C, e há previsão de chuva forte e persistente ao longo do dia. No litoral e no Vale do Ribeira, os ventos podem superar 70 km/h, reforçando o alerta para transtornos.

No Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais, as instabilidades ganham força entre o fim do sábado e o domingo (19), com previsão de chuva volumosa e queda de temperatura. No Espírito Santo, as mudanças devem chegar entre o domingo e a segunda-feira.

Centro-Oeste volta a registrar temporais

A umidade da Amazônia somada à passagem da frente fria cria o cenário perfeito para temporais no Centro-Oeste. Em Mato Grosso do Sul, a chuva se espalha desde o período da manhã, com alta probabilidade de trovoadas e ventos fortes.

Já em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, as pancadas de chuva ocorrem entre a tarde e à noite, com risco de temporais isolados.

Essa mudança marca o enfraquecimento do calor extremo que vinha predominando na região nos últimos dias.

A partir do domingo, o tempo tende a ficar mais ameno e a temperatura estabiliza em patamares mais agradáveis.

Apesar dos problemas que os temporais podem causar, a chuva auxilia no combate aos incêndios florestais nas áreas mais centrais do país.

Norte e Nordeste têm sol e tempo seco

Enquanto o ar frio avança pelo Centro-Sul, o Nordeste segue sob domínio do sol e do ar seco.
Apenas a faixa litorânea da Bahia, Alagoas e Pernambuco deve registrar chuva leve e passageira, provocada pelos ventos marítimos que trazem umidade do oceano.

No interior nordestino, o tempo continua firme, com baixa umidade do ar e calor intenso.

No Norte, permanece o padrão típico da estação: chuvas irregulares, mas com chance de temporais no Amazonas, Acre e Rondônia. O excesso de umidade mantém o tempo abafado e as pancadas de chuva se concentram entre a tarde e a noite da sexta.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



Source link

News

Lista complementar de municípios para renegociação de dívidas rurais é divulgada



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, na noite desta quarta-feira (15), a lista complementar de municípios elegíveis para a renegociação de dívidas rurais. A medida abrange produtores e cooperativas afetados por eventos climáticos adversos, conforme a Medida Provisória 1.314/2025. Ao todo, 55 municípios do Rio Grande do Sul foram incluídos, somando 1.418 municípios aptos a requerer o crédito subsidiado.

Apesar da MP ter sido editada em 5 de setembro, a renegociação ainda não estava efetiva. A publicação da lista complementar pelo ministério era um dos atos pendentes.

Critérios para acesso ao crédito

A inclusão dos municípios gaúchos ocorreu após ajustes nos critérios do Conselho Monetário Nacional (CMN). Produtores e cooperativas localizados em municípios com decretos de emergência ou calamidade em pelo menos três anos entre 2020 e 2024 podem acessar a linha de crédito. Entre os eventos considerados estão secas, enchentes e alagamentos.

Nos demais estados, a elegibilidade leva em conta municípios que registraram situação de emergência ou calamidade em pelo menos dois anos no período de 2020 a 2024. Além disso, é exigida perda mínima de 20% na produção em duas das três principais atividades agrícolas do município. A metodologia considera a produtividade estimada pela Pesquisa Agrícola Municipal do IBGE e compara com anos anteriores.

Linhas de crédito e recursos disponíveis

Produtores e cooperativas com perdas de pelo menos 30% em duas ou mais safras entre julho de 2020 e junho de 2025 poderão acessar até R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro. O crédito subsidiado terá juros entre 6% e 10% ao ano, com prazo de pagamento de até nove anos, operacionalizado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Entre os estados com maior número de municípios aptos estão Rio Grande do Sul (458), Paraíba (150), Minas Gerais (123), Santa Catarina (108) e Pernambuco (101). Outros estados contemplam menor número de municípios, incluindo Paraná, Bahia, Ceará e São Paulo.



Source link

News

BNDES abre crédito emergencial para produtores rurais com perdas de safra



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu, nesta quinta-feira (16), o protocolo para receber pedidos de crédito do Programa BNDES para Liquidação de Dívidas Rurais, voltado a produtores que sofreram perdas significativas de safra entre 2020 e 2025.

Com orçamento de R$ 12 bilhões disponibilizado pelo governo federal, o programa busca restabelecer a capacidade econômica e garantir a continuidade da produção agropecuária, especialmente entre os produtores mais vulneráveis.

Apoio a agricultores familiares e médios produtores

De acordo com o BNDES, pelo menos 40% dos recursos serão destinados a agricultores familiares e médios produtores, enquadrados nos programas Pronaf e Pronamp. Esses grupos são considerados mais suscetíveis aos efeitos dos eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, que têm se intensificado nos últimos anos.

“As ações de apoio seguem a mesma lógica do que foi feito no Rio Grande do Sul, com empresas afetadas pelos extremos climáticos”, afirmou Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce do BNDES.
Segundo ela, o objetivo é oferecer alívio econômico para que o produtor possa manter suas atividades e empregos no campo, fortalecendo a segurança alimentar e o desenvolvimento regional.

Quem pode solicitar

As operações poderão ser realizadas por meio da rede de instituições financeiras parceiras credenciadas ao BNDES.

Serão elegíveis para o programa produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas localizados em municípios com situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal, entre 2020 e 2024.

Podem ser renegociadas operações de crédito rural de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs) contratadas até 30 de junho de 2024.
Para acessar o benefício, o produtor deve comprovar perdas superiores a 30% em duas ou mais safras, dentro do período de referência, além de estar em município que tenha registrado redução de mais de 20% em duas das principais atividades agrícolas locais.

Condições e prazos

O prazo total das operações será de até nove anos, incluindo carência de um ano para início dos pagamentos.

Segundo o BNDES, a estrutura do programa foi desenhada para garantir condições financeiras compatíveis com a capacidade de recuperação dos produtores, evitando o endividamento excessivo e estimulando a retomada da produção.

Com essa iniciativa, o banco reforça seu papel como principal agente de políticas públicas de crédito de longo prazo no Brasil, especialmente em momentos de crise climática e econômica no campo.



Source link

News

Processamento de cana cresce na segunda quinzena de setembro, diz Unica



A moagem de cana-de-açúcar pelas usinas do Centro-Sul do Brasil cresceu na segunda quinzena de setembro, mas o foco da produção continua migrando do açúcar para o etanol. Segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), as unidades processaram 40,8 milhões de toneladas na segunda metade do mês, um avanço de pouco mais de 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Produção de açúcar e mudança no mix

A fabricação de açúcar somou 3,1 milhões de toneladas, alta de quase 11% frente ao resultado de 2024. Mesmo com o crescimento, o mix de produção voltado ao adoçante caiu pelo terceiro período consecutivo, alcançando 51,2% do total processado — ante 53,5% na quinzena anterior.

De acordo com Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, a retração é mais intensa nas regiões do Centro-Oeste, onde as usinas têm priorizado o etanol. Em São Paulo, a queda no direcionamento ao açúcar foi de 2,5 pontos percentuais, enquanto no Centro-Oeste chegou a 3,5 pontos. “A produção de etanol tem mostrado maior atratividade nessas regiões”, destacou o executivo.

Etanol ganha espaço, impulsionado pelo milho

Na segunda metade de setembro, as usinas do Centro-Sul produziram 2,21 bilhões de litros de etanol. Desse total, 1,36 bilhão correspondeu ao hidratado, usado diretamente nos veículos, e 851 milhões ao anidro, misturado à gasolina.

A participação do etanol de milho continua em expansão. O biocombustível representou 16,7% do total fabricado, com 369 milhões de litros produzidos no período — aumento de 10,5% em relação à safra anterior.

Qualidade da cana

O teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), que indica o rendimento da matéria-prima, registrou 157,48 quilos por tonelada, queda de 1,78% na comparação anual. Segundo a Unica, o clima irregular em setembro pode ter contribuído para a leve redução na qualidade da cana.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está a soja no Brasil


No mercado físico da soja gaúcha não foram registradas cotações específicas para o dia de ontem, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Para pagamento em 15/10, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 135,00/sc, enquanto no interior as referências se mantiveram em torno de R$ 130,00/sc em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10. Já em Panambi, o mercado físico apresentou queda mais acentuada, com o preço de pedra recuando para R$ 120,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Não foram divulgados dados de plantio, comercialização ou fretes de soja em Santa Catarina. “O setor de proteína animal catarinense, especialmente aves e suínos, figura entre os maiores consumidores de farelo de soja do país, garantindo uma demanda contínua para a indústria de processamento. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 138,11 (+0,67%)”, completa.

No mercado físico do Paraná, a estabilidade predominou no interior. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 140,19 (+0,46%). Em Cascavel, o preço foi R$ 128,72 (+0,04%). Em Maringá, o preço foi de 129,09 (-0,03%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,09 (-0,78%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 138,26 (+0,11%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul segue consolidando o avanço da semeadura da safra de soja. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 123,44 (+1,31%), Campo Grande em R$ 123,44 (+1,31%), Maracaju em R$ 123,44 (+1,31%), Chapadão do Sul a R$ 120,41 (+0,08%), Sidrolândia a em R$ 123,44 (+1,31%)”, informa.

No mercado físico do Mato Grosso, o estado registrou uma das valorizações mais significativas do país, com preço médio de R$ 119,43 por saca e alta de +2,01%. “Campo Verde: R$ 121,56 (-0,07%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,19 (+1,14%), Nova Mutum: R$ R$ 120,19 (+1,14%). Primavera do Leste: R$ 121,56 (-0,07%). Rondonópolis: R$ 121,56 (-0,07%). Sorriso: R$ 120,19 (+1,05%)”, conclui.

 





Source link

News

STF retomará julgamento sobre lei de MT



O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará no plenário virtual, entre 24 de outubro e 3 de novembro, o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.774, que questiona a constitucionalidade da Lei 12.709/2024 de Mato Grosso.

A norma veda a concessão de benefícios fiscais e doação de terrenos públicos a empresas signatárias de acordos comerciais como a moratória da soja. O ministro Luís Roberto Barroso cancelou o pedido de destaque que havia feito em 9 de outubro, devolvendo o caso ao formato virtual.

  • Fique por dentro das notícias da soja. Faça parte da comunidade do Soja Brasil!

O placar está em 4 a 1 pela inconstitucionalidade parcial da lei. O relator Flávio Dino votou para restabelecer o artigo que proíbe benefícios fiscais apenas a partir de 1º de janeiro de 2026, acompanhado por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Edson Fachin (com ressalvas). Dias Toffoli divergiu.

A data coincide com a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de 30 de setembro, que determinou a suspensão da moratória também a partir de janeiro de 2026. O período até dezembro de 2025 foi estabelecido para negociações entre empresas e governo.

O acordo da moratória da soja

A moratória da soja, firmada em 2006, é um acordo entre tradings, indústrias, ONGs e governo que veda compra de soja de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008, mesmo dentro do limite legal de 20% permitido pelo Código Florestal. Cerca de 30 empresas são signatárias.

Além de Mato Grosso, estados como Pará, Rondônia e Tocantins aprovaram leis similares contra o pacto, todas questionadas no STF. Os estados alegam que o acordo extrapola o Código Florestal. As empresas defendem que é um compromisso voluntário de mercado.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou confiar que a moratória será encerrada em janeiro de 2026. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) sustenta que o acordo é reconhecido internacionalmente como instrumento de combate ao desmatamento.

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu, em 23 de setembro, um processo para investigar uso de estrutura pública pelo Ministério do Meio Ambiente em apoio ao acordo, atendendo pedido da Comissão de Agricultura da Câmara.



Source link