quinta-feira, abril 2, 2026

Autor: Redação

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Nova tecnologia garante leite mais nutritivo a bebês prematuros



Bebês prematuros internados em UTIs neonatais poderão receber um leite materno mais nutritivo e completo devido a uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig ILCT) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O estudo, em andamento desde 2019, adapta tecnologias usadas na indústria de laticínios para melhorar o aproveitamento do leite humano doado, reduzindo a perda de gordura e nutrientes essenciais.

A proposta busca aumentar a disponibilidade deste alimento e, assim, reduzir a mortalidade de prematuros extremos, bebês com menos de 1,5 quilo.

“O trabalho consiste na adaptação de tecnologias usadas na indústria do leite para a aplicação em bancos de leite humano”, define a pesquisadora e professora da Epamig ILCT, Denise Sobral.

Pesquisadora da área de Nutrição Neonatal e de Leite Materno para Prematuros na Fiocruz, a médica neonatologista Maria Elizabeth Moreira conta que, há quase duas décadas, a equipe buscava uma instituição parceira para trabalhar com o manuseio do leite materno.

“Esse casamento com a Epamig ILCT foi perfeito. Ainda mais, trabalhando essa questão junto ao Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e quem vai se beneficiar muito disso serão os nossos bebês”, afirma.

Homogeneização do leite

Um dos projetos em vigor avalia o processo de homogeneização do leite humano e busca evitar a perda de gordura e nutrientes deste líquido destinado a bebês internados em UTIs neonatais.

A separação de fases e a perda da gordura são um grande desafio enfrentado pelos bancos de leite.

“A gordura do leite humano se separa naturalmente após a doação. Com isso, o leite oferecido nas UTIs neonatais fica parcialmente desnatado, quando o bebê precisaria de mais calorias para sobreviver”, explica Denise Sobral.

A professora ainda detalha que a proposta constitui em processar o leite humano em um homogeneizador de pequeno porte. Durante o processo, o leite é forçado a passar em pequenos orifícios, que quebram os glóbulos maiores de gordura em partes menores.

Dessa forma, a distribuição de gordura é mais homogênea no líquido, evitando que se separe ou grude nas superfícies.

Andamento das pesquisas

A primeira fase de experimentos definiu as condições de processamento, por meio de diferentes pressões e temperaturas.

Atualmente, a etapa consiste em averiguar se o fluido preserva os nutrientes e fatores de imunidade e em simular o comportamento desse leite nas bombas de infusão, como as usadas nas UTIs neonatais.

De acordo com o gestor do Laboratório de Controle de Qualidade de Leite Humano da Fiocruz, Jonas Borges da Silva, os testes clínicos estão previstos para 2026.

“Esperamos que esse trabalho resulte no aumento da disponibilidade de conteúdo calórico no leite humano fornecido para bebês internados em UTIs neonatais”, informa o gestor.

Responsável pela pesquisa clínica, a neonatologista Maria Elizabeth Moreira destaca que antes da oferta aos bebês este líquido passa por avaliações de segurança, eficiência e de efeitos adversos.

Ela ainda reforça que o objetivo final é disponibilizar um leite humano que contribua no crescimento, desenvolvimento neurológico, comprimento e peso de cada prematuro. Por isso, a parceria com o Instituto Cândido Tostes prioriza minimizar ao máximo a perda de nutrientes.

“Os resultados até agora são o que a gente esperava. Eu acho que, em breve, vamos conseguir oferecer um leite de melhor qualidade para esses bebês que precisam tanto”, comemora Denise Sobral.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Semeadura de soja começa com atrasos e incertezas no Paraná



A Expedição Soja Brasil, exibida no último programa, chegou ao Paraná em um momento de apreensão para os produtores rurais. A semeadura da safra 2025/26 começou oficialmente em 1º de setembro, mas o avanço foi irregular em várias regiões do estado devido à ausência de umidade suficiente no solo. Em áreas como Londrina, o plantio está atrasado, reflexo direto da falta de chuvas nas primeiras semanas da temporada.

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As primeiras precipitações significativas só ocorreram em meados de outubro, comprometendo o desenvolvimento inicial das lavouras e reduzindo o potencial produtivo. “Quem plantou cedo fez um péssimo negócio. A maioria segurou o plantio, e isso vai ter consequência no milho segunda safra, que pode ficar inviável pelo atraso”, relatou o produtor rural Antônio Sampaio, de Londrina. Segundo ele, o problema se soma a dois anos consecutivos de resultados ruins por causa da falta de chuva.

O cenário é agravado pela sequência de safras afetadas pelo clima e pelos baixos resultados produtivos. A persistência do fenômeno La Niña até o final do ano deve manter a irregularidade das chuvas, com risco de períodos de seca intercalados com excesso de precipitação, o que pode comprometer a germinação e o crescimento das plantas. “Esses intervalos secos costumam ocorrer entre novembro e dezembro, quando a soja mais precisa de água. E, com temperaturas elevadas, os impactos podem ser severos”, explicou Edivan Possamai, coordenador estadual do Programa de Grãos Sustentáveis do IDR-Paraná.

Soja no Paraná

Apesar dos desafios climáticos, o otimismo ainda não desapareceu completamente. A estimativa é que o Paraná cultive 5,77 milhões de hectares de soja nesta safra, com produção de 21,9 milhões de toneladas, um aumento de 4% em relação ao ciclo anterior. No entanto, os produtores enfrentam custos de produção elevados, crédito restrito e juros altos, fatores que têm levado a uma postura mais cautelosa nos investimentos.



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Regularização ambiental abre novos caminhos para produtores



Produtores rurais de Rondônia estão sendo orientados sobre como retomar a comercialização e acessar mercados mais exigentes por meio da regularização ambiental. A iniciativa é dos Escritórios Verdes da JBS, que promovem eventos em todo o estado, como o realizado recentemente em Pimenta Bueno.

De acordo com a analista de sustentabilidade da JBS, Luana Fim, o processo começa com a atualização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). O monitoramento das propriedades é feito por imagens de satélite e dados socioambientais, em parceria com a empresa Agrotour, que cruza informações de órgãos como Ibama, ICMBio, Funai e IBGE.

“Quando o produtor se regulariza, ele volta ao mercado com um produto comprovadamente sustentável, pronto para atender às exigências de países como a União Europeia e o Reino Unido”, explicou Luana Fim.

O tempo de retorno à atividade varia de acordo com a situação da propriedade, podendo levar de seis meses a um ano e meio, mas o resultado vale a pena.

Os Escritórios Verdes oferecem atendimento gratuito para produtores que desejam se adequar às normas socioambientais e voltar a vender para frigoríficos e mercados internacionais.



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como uma decisão mudou a vida da família Gross



Nascidos e criados na comunidade do Piana de Baixo, em Palmeira, no Paraná, os irmãos Nilson e Givanildo Gross cresceram em meio à lavoura de fumo. Desde jovens, tiveram que assumir as responsabilidades do campo depois que o pai adoeceu. Hoje, eles colhem os frutos de uma decisão que mudou o rumo da propriedade: apostar na avicultura integrada.

A mudança aconteceu há três anos, quando a família decidiu deixar a cultura do tabaco para investir em uma atividade mais saudável e estável. “A avicultura nos dá mais qualidade de vida e segurança, porque é um ambiente controlado e previsível”, conta Nilson, que comanda a granja ao lado do irmão, da cunhada Edinéia e da esposa, Giane.

A oportunidade surgiu depois de ouvirem, pelo rádio, que a Seara estava expandindo a integração na região. “Fomos atrás, conversamos com a prefeitura, participamos das reuniões e conseguimos a vaga. Foi o início de uma nova história pra nós”, lembra Nilson.

Com o primeiro alojamento, veio a ansiedade e o medo do desconhecido. “No começo, a gente quase não dormia. Tínhamos medo de errar, de perder as aves. Mas o suporte da empresa e os cursos ajudaram muito”, conta.

A família começou com dois aviários climatizados, totalmente automatizados, e aprendeu cada detalhe do manejo. Hoje, Nilson e Givanildo dividem as tarefas da granja, enquanto Giane cuida da parte de gestão e contabilidade. “Cada ajuste faz diferença: a regulagem dos pratos, o controle da água, a temperatura. Tudo influencia no resultado final”, explica.

A rotina é intensa, mas o resultado compensa. “Agora a gente sente que tem um porto seguro. Produzimos alimento com qualidade e temos uma renda que permite planejar o futuro”, afirma Givanildo.

Mesmo com pouco tempo de atividade, a Família Gross já se tornou destaque entre os integrados da unidade. O bom desempenho rendeu premiação da integradora, por melhoria na conversão alimentar. O segredo, segundo a extensionista responsável pelo acompanhamento, Eloise Sampaio, é a dedicação e a busca por conhecimento.

“O Nilson é curioso, participa de cursos, estuda sobre elétrica, ambiência e manejo. Eles têm vontade de aprender e aplicar tudo no dia a dia”, elogia.

A família também mantém uma relação próxima com os técnicos da integradora. “Temos suporte em todas as etapas, desde a chegada dos pintinhos até a retirada das aves. É uma parceria que dá segurança e confiança”, completa Nilson.

Além dos resultados na granja, a avicultura trouxe algo ainda mais valioso: a sucessão familiar. O filho mais velho, Arthur, de apenas 10 anos, já demonstra interesse pela atividade e acompanha o trabalho dos pais. “Ele entende todo o processo, desde o alojamento até o carregamento. É bonito ver o orgulho dele”, diz Giane, emocionada.

Ela, que também é professora, compara a lida com os alunos à rotina na granja.

“Cada lote é como uma turma nova: tem o seu ritmo, suas necessidades e desafios. A gente aprende junto e cresce a cada ciclo”, reflete.

Para Nilson, o maior sonho é seguir nesse caminho e, no futuro, viver apenas da avicultura.

“Quero continuar aqui, criar meus filhos nesse ambiente e deixar um legado. Produzir alimento é motivo de orgulho.”

A história da Família Gross é um retrato do novo agro: tecnológico, familiar e sustentável. O trabalho em equipe, a parceria com a integradora e o amor pelo que fazem tornaram a propriedade um exemplo de superação e visão de futuro.

“Ser avicultor é mais do que criar frangos. É cuidar de vidas, é produzir com responsabilidade”, resume Nilson. “E o mais importante é saber que o que a gente faz aqui, lá no interior do Paraná, ajuda a alimentar famílias no Brasil e no mundo.”

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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AgroNewsPolítica & Agro

Rúcula mantém qualidade apesar de doenças nas folhas



Rúcula tem preços entre R$ 8 e R$ 30 no mercado gaúcho



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (30), a produção de rúcula na região administrativa de Lajeado, especialmente no município de Feliz, é limitada. Segundo o boletim, poucos produtores mantêm o cultivo, concentrando-se na produção em estufa para atender mercados já consolidados. Os ciclos de plantio são sucessivos, chegando a dez por ano.

As lavouras apresentam bom crescimento vegetativo, favorecido pelas temperaturas amenas e pela umidade. No entanto, o excesso de umidade tem contribuído para a ocorrência de míldio e queima de folhas. “O manejo preventivo e a ventilação adequada têm mantido a qualidade do produto”, destaca o informativo.

As folhas colhidas têm apresentado coloração verde intensa e boa aceitação no mercado. Em redes de supermercado e na Ceasa, os preços variam entre R$ 8,00 e R$ 10,00 por dúzia.

Em Vale Real, a produção também ocorre em estufas e apresenta bom desenvolvimento. Entretanto, a mudança brusca de temperatura favoreceu o ataque de traça-das-crucíferas e lagartas. Conforme o informativo, “a comercialização está lenta, e houve perda de produção devido à baixa procura”. Na Ceasa, a dúzia é vendida entre R$ 20,00 e R$ 30,00, enquanto no comércio local o preço varia de R$ 25,00 a R$ 30,00.





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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás destina R$ 2,6 milhões a produtores rurais


O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Emater Goiás, realizou nesta terça-feira (4), em Mara Rosa, mais uma etapa do programa Crédito Social Rural. A ação contemplou 522 produtores rurais de nove municípios da Regional Serra da Mesa, com investimento total de R$ 2,6 milhões voltado à estruturação de atividades produtivas no campo.

De acordo com o governo estadual, os produtores beneficiados participaram de cursos de capacitação promovidos pela Emater Goiás, voltados a cadeias produtivas estratégicas da agricultura familiar. Entre as atividades abordadas estão apicultura, avicultura, bovinocultura de corte, de leite e sustentável, suinocultura, olericultura orgânica, irrigação, além da produção de doces artesanais, quitandas e salgados. Ao todo, 541 pessoas foram capacitadas na região.

Os recursos poderão ser utilizados na compra de insumos, equipamentos e na realização de melhorias estruturais para o início ou ampliação das atividades rurais. Serão contemplados produtores dos municípios de Amaralina, Campinorte, Colinas do Sul, Mara Rosa, Mutunópolis, Niquelândia, Porangatu, Trombas e Uruaçu.

Durante o evento, também foram oferecidos serviços gratuitos à população, como emissão de documentos, renovação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), balcão de empregos, atividades infantis e outros atendimentos voltados à cidadania.





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AgroNewsPolítica & Agro

atraso na colheita e importações pressionam preços para baixo


Apesar da leve recuperação nas cotações internacionais, o mercado brasileiro de trigo segue pressionado por fatores internos. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), os preços se estabilizaram, mas com viés de baixa nas principais praças.

No Rio Grande do Sul, as cotações ficaram em R$ 60,00/saca, enquanto no Paraná variaram entre R$ 64,00 e R$ 66,00 para trigo de melhor qualidade. A colheita avança lentamente, impactada pelas chuvas frequentes, especialmente no Paraná, onde 83% da área havia sido colhida no início da semana. No Rio Grande do Sul, apenas 27% da área havia sido colhida até 30 de outubro.

Essa lentidão na colheita somada ao câmbio em R$ 5,35/dólar favorece a competitividade do trigo importado, que entra no mercado nacional com preços mais atrativos. Como resultado, os moinhos priorizam a importação, mantendo pressão sobre os preços domésticos.

Segundo a CEEMA, os estoques de passagem elevados e a oferta nacional robusta reduzem o espaço para altas no curto prazo. A produtividade média no país está estimada em 3.142 kg/ha, com destaque para Santa Catarina (59,4 sacos/ha), Paraná (51,2) e Rio Grande do Sul (52,9).

A área total semeada no Brasil foi de 2,45 milhões de hectares, sendo o Rio Grande do Sul responsável por 47,3% desse total, com 1,16 milhão de hectares. A produção brasileira está projetada em 7,7 milhões de toneladas, com 3,7 milhões oriundas do Rio Grande do Sul. Com o país bem abastecido e o mercado internacional ofertando trigo competitivo, a tendência é de manutenção da pressão sobre os preços internos até o encerramento da colheita.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

algodão registra retração na área cultivada



Aiba aponta uma redução de 2,4%, passando de 413 mil para 403 mil hectares



Foto: Embrapa

Diferente de outras culturas, o algodão apresenta retração na área cultivada na safra 2025/26 no Oeste da Bahia. A estimativa da Aiba aponta uma redução de 2,4%, passando de 413 mil para 403 mil hectares.

Segundo informações do Boletim da Safra 2025/26 da Aiba, a produtividade média esperada é de 332 arrobas por hectare, mantendo o mesmo patamar do ciclo anterior. A produção total projetada é de 2,006 milhões de toneladas de algodão em caroço. A redução de área reflete um movimento estratégico do setor, que busca maior eficiência no uso de insumos e na rentabilidade por hectare. A cultura do algodão demanda alto investimento e manejo técnico intensivo, o que exige uma avaliação criteriosa do potencial produtivo das áreas cultivadas.

O boletim não apresenta dados específicos sobre comercialização nesta fase inicial da safra, mas o cenário de mercado internacional, com variações nos preços e custos logísticos, também influencia as decisões dos cotonicultores.

Mesmo com a leve retração, o Oeste da Bahia segue como uma das principais regiões produtoras de algodão do Brasil, com expressiva contribuição para a balança comercial e a geração de empregos no campo. A expectativa é de que os investimentos em tecnologia e boas práticas agronômicas mantenham a competitividade da cultura na região, apesar do cenário mais cauteloso para a atual temporada.

 





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Acordo EUA-China impulsiona soja na bolsa de Chicago, aponta consultoria



O mercado de soja reagiu fortemente nesta quinta-feira (30) após o anúncio de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. Durante encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Seul, Pequim se comprometeu a adquirir grandes volumes de soja, petróleo e gás norte-americanos.

Ao mesmo tempo, a China anunciou a suspensão temporária, por um ano, dos controles de exportação sobre terras raras, recurso estratégico que vinha sendo usado como instrumento de pressão na guerra comercial.

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Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a China comprará 12 milhões de toneladas de soja americana até o fim de 2025 e se comprometeu a adquirir 25 milhões de toneladas por ano nos próximos três anos, como parte de um acordo mais amplo. Outros países do Sudeste Asiático também concordaram em comprar 19 milhões de toneladas adicionais de soja dos EUA, embora o período exato dessas aquisições não tenha sido detalhado.

Soja em Chicago

O anúncio provocou volatilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago, mas prevaleceu o otimismo, com o grão registrando alta de cerca de 1% no fechamento. Para o analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, ainda há dúvidas sobre os efeitos do acordo. “Se não houver revisão para baixo na safra norte-americana, o volume anunciado de compras pela China será insuficiente para reduzir os estoques”, aponta.

Mesmo assim, os ganhos acumulados na bolsa em outubro giram em torno de 10% para o grão. Até 30 de outubro, a posição janeiro de 2025 avançou 8,5% no mês.

Mercado brasileiro

No mercado interno brasileiro, os ganhos internacionais não foram totalmente repassados. Os prêmios seguraram os preços, e os produtores aproveitaram os picos para realizar vendas pontuais, mantendo a comercialização controlada.



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nutricionista explica qual é melhor para a saúde e ganho de músculos



As proteínas,  fundamentais para a construção e manutenção dos músculos e tecidos, podem ser obtidas tanto de fontes animais quanto vegetais. Mas quais são as principais diferenças entre elas?

Em entrevista ao programa Interligados, do Canal Rural, a nutricionista Fabiana Borrego explicou as vantagens, limitações e a melhor forma de equilibrar esses dois tipos de proteína na alimentação.

Proteína animal: alto valor biológico

Segundo Borrego, as proteínas de origem animal (como carnes, ovos, leite e derivados) são consideradas de alto valor biológico.

“Isso significa que elas contêm todos os nove aminoácidos essenciais que o corpo não consegue produzir sozinho. Por isso, são completas e de fácil absorção”, explica.

Essas proteínas também são importantes fontes de outros nutrientes, como ferro e vitamina B12, cuja absorção é mais eficiente em alimentos de origem animal.

Já as proteínas vegetais, presentes em feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja e quinoa — tendem a ter baixo valor biológico, pois podem faltar alguns dos aminoácidos essenciais.

“Das proteínas vegetais, apenas três alimentos são completos: quinoa, edamame e soja. Eles têm todos os aminoácidos, mas ainda assim, é importante variar o cardápio para garantir um bom equilíbrio”, afirma Borrego.

A nutricionista recomenda combinar diferentes fontes de proteína vegetal no mesmo prato. “Quando a gente consome, por exemplo, quinoa com lentilha ou grão-de-bico, a refeição se torna muito mais completa em termos de aminoácidos”, orienta.

Equilíbrio e quantidade ideal

Para manter uma dieta balanceada, Fabiana destaca que a quantidade de proteína por refeição deve variar entre 100 e 150 gramas, podendo chegar a 200 gramas para quem busca ganho de massa muscular.

“As proteínas são como tijolinhos do corpo — elas constroem músculos e tecidos. Então, quem quer ganhar massa precisa garantir uma boa ingestão de alimentos ricos em proteína”, explica.

A especialista também lembra que combinações simples do dia a dia continuam imbatíveis:

“O clássico arroz com feijão e uma carne é uma das combinações mais completas em aminoácidos. É o prato perfeito que as nossas avós sempre defenderam.”

Com o aumento da popularidade das dietas vegetarianas e veganas, Borrego alerta para a leitura atenta dos rótulos de produtos vegetais industrializados, como hambúrgueres e embutidos à base de plantas.

“Esses alimentos podem conter muitos conservantes e aditivos químicos. Por isso, sempre vale conferir a lista de ingredientes e a tabela nutricional”, orienta.

Se o produto tiver pouca proteína — “algo como 1 g ou até 10 g por porção”, exemplifica — é importante complementar a refeição com outras fontes, como leguminosas ou cereais integrais.

“Sempre que possível, prefira preparar versões caseiras, como hambúrgueres de lentilha, grão-de-bico ou ervilha. São mais saudáveis e mantêm o valor nutricional dos alimentos”, recomenda.

Diversidade é o melhor caminho

Fabiana Borrego reforça que o segredo de uma boa alimentação está na diversidade e no equilíbrio. “Não se trata de escolher entre proteína animal ou vegetal, mas de saber combiná-las e variar os alimentos. Um prato colorido e diverso é o melhor caminho para a saúde”



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