segunda-feira, março 30, 2026

Autor: Redação

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Relatório do FMI aponta impactos da guerra no Oriente Médio na economia global


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Foto: Freepik

A guerra no Oriente Médio abriu mais um choque para a economia global e está piorando as perspectivas de países que começavam a se recuperar de crises anteriores, segundo artigo do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicado nesta segunda-feira (30).

O Fundo afirma que o impacto é “global, mas assimétrico”, atingindo mais os importadores de energia, os países mais pobres e os que têm menos reservas.

Nos preços de energia, o FMI aponta que o fechamento do Estreito de Ormuz e os danos à infraestrutura no Oriente Médio formam um dos maiores gargalos da história do mercado global de petróleo.

A instituição lembra que cerca de 25% a 30% do petróleo global e 20% do gás natural liquefeito (GNL) passam por Ormuz, o que eleva custos de combustível e insumos para grandes importadores na Ásia e Europa.

Preço dos alimentos no radar

A interrupção no envio de fertilizantes – cerca de um terço transita por Ormuz -, ainda eleva preocupações com os preços de alimentos, especialmente por coincidir com o início da temporada de plantio no Hemisfério Norte.

“O conflito está remodelando rotas de transporte. O redirecionamento de petroleiros e navios de contêineres aumenta fretes e seguros, além de alongar prazos, e as interrupções no tráfego aéreo em hubs do Golfo afetam o turismo e adicionam complexidade ao comércio”, acrescenta.

Nos mercados financeiros, o FMI afirma que a guerra desestabilizou os ativos: bolsas globais caíram, juros de títulos subiram em economias avançadas e a volatilidade aumentou, apertando as condições financeiras no mundo.

Nas economias de baixa renda, reservas menores e acesso restrito a mercado tornam o choque mais perigoso, sobretudo com contas de importação mais altas para combustível, fertilizantes e alimentos.

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Colheita de soja supera 70% no Brasil, enquanto milho registra perdas no PR, aponta AgRural


milho - bahia - conab
Foto: Agência Marca Studio Criativo

A colheita de soja 2025/26 alcançou 75% da área cultivada no Brasil até 26 de março, acima dos 68% da semana anterior. O número, porém, segue abaixo dos 82% registrados no mesmo período do ano passado, segundo a AgRural.

Os trabalhos se concentram no Rio Grande do Sul e na região do Matopiba, onde as chuvas recentes dificultaram o avanço das máquinas. No território gaúcho, no entanto, a precipitação tem efeito positivo sobre as lavouras que ainda estão em fase de enchimento de grãos.

Estimativa de soja

A AgRural elevou levemente sua estimativa para a produção de soja no Brasil, de 178 milhões para 178,4 milhões de toneladas. O ajuste reflete ganhos de produtividade em Estados como Mato Grosso, que compensaram as perdas registradas no Rio Grande do Sul em razão da estiagem.

Milho

No milho, a safrinha 2026 entra na fase final de plantio no Centro-Sul do Brasil, mesmo com a janela ideal já encerrada em todas as regiões. Segundo levantamento da consultoria, 99% da área havia sido semeada até 26 de março, com o Paraná sendo o único estado ainda com trabalhos em andamento.

No norte paranaense, parte das áreas que não puderam ser plantadas com milho foi destinada ao cultivo de trigo e outras coberturas de inverno. Já no oeste, onde o plantio foi concluído no início de março, cresce a preocupação com o desenvolvimento das lavouras.

De acordo com a AgRural, apesar das chuvas recentes, a umidade do solo segue baixa, e produtores já relatam perdas consolidadas, especialmente em áreas que entraram na fase reprodutiva sob condições de estiagem e calor intenso.

Nas demais regiões do Centro-Sul, o cenário é mais favorável, com lavouras apresentando bom desenvolvimento, sustentadas pela regularidade das chuvas.

Diante desse quadro, a consultoria revisou para baixo a estimativa da produção total de milho do Brasil na safra 2025/26, considerando as três safras. A projeção foi reduzida de 136,2 milhões para 135,7 milhões de toneladas, refletindo principalmente a menor área da safrinha em regiões impactadas pelo atraso no plantio.

Segundo a AgRural, os dados de produtividade ainda seguem baseados em tendências e começarão a ser substituídos por levantamentos de campo a partir de abril.

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho ignora pressão externa e surpreende na B3


O mercado de milho apresentou comportamento divergente ao longo da semana, com movimentos distintos entre as referências internas e externas de preços. As oscilações refletiram fatores climáticos, andamento da safra e dinâmica de oferta e demanda nos principais estados produtores.

Segundo análise da TF Agroeconômica , os contratos futuros do milho negociados na B3 encerraram a semana em alta, mesmo diante da queda observada em indicadores importantes como o dólar, Chicago e a média Cepea. O movimento positivo foi influenciado por incertezas relacionadas ao desenvolvimento da safrinha, especialmente diante de atrasos no plantio e questionamentos sobre a produtividade.

Na B3, o contrato de maio de 2026 fechou a R$ 72,17, enquanto julho atingiu R$ 71,32 e setembro R$ 71,86, todos com ganhos no dia e no acumulado semanal. O cenário contrasta com o ambiente externo mais pressionado.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue com baixa liquidez e negociações pontuais. A colheita avança de forma desigual, atingindo 73% da área, com produtividade variando conforme as condições hídricas. Algumas regiões registram perdas pontuais, enquanto áreas irrigadas apresentam desempenho superior.

Em Santa Catarina, o principal entrave continua sendo o desalinhamento entre preços pedidos e ofertados. As negociações permanecem limitadas, com vendedores pedindo cerca de R$ 75,00 por saca e compradores ofertando valores próximos de R$ 65,00.

No Paraná, o mercado também segue travado, com baixa fluidez e diferenças entre preços de venda e compra. A colheita da primeira safra está praticamente concluída, enquanto o plantio da safrinha avança fora da janela ideal em parte das áreas, mantendo cautela quanto ao potencial produtivo.

Em Mato Grosso do Sul, apesar de uma leve recuperação nos preços, o mercado continua com negociações restritas. A demanda do setor de bioenergia ajuda a sustentar as cotações, mas o elevado volume disponível ainda limita avanços mais consistentes.

 





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Feicorte estreia no Paraguai, supera expectativas e reforça edição brasileira em junho


Feicorte, feira internacional de pecuária no Paraguai
Foto: Divulgação/Feicorte

A primeira edição internacional da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne reuniu representantes do setor em Assunção, no Paraguai, no dia 24 de março, e superou as expectativas do mercado. Com apoio de 25 empresas patrocinadoras, o evento promoveu intercâmbio técnico entre as pecuárias brasileira e paraguaia.

A feira também recebeu reconhecimento oficial do governo paraguaio como evento de “Interesse Turístico Nacional”, além de apoio institucional de entidades do setor no país. A avaliação é de que a iniciativa amplia a visibilidade da cadeia produtiva e fortalece a conexão entre empresas e produtores.

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Reconhecimento e ambiente de negócios

O zootecnista Luiz Augusto Amaral, que atua há dez anos no Paraguai, destacou o avanço da pecuária local e o papel do evento na troca de conhecimento.

Segundo ele, o país tem ampliado o uso de tecnologia, em grande parte com influência brasileira, e encontros técnicos contribuem diretamente para a rotina no campo.

“Para nós, foi uma honra participar desta primeira edição fora do Brasil, pois conhecemos a grandiosidade do trabalho da Feicorte. O Paraguai vem crescendo a passos largos e um evento desse nível técnico agrega valor ao dia a dia no campo”, afirmou.

Na mesma linha, o diretor da Verum, Ailton Barbosa, avaliou que a feira funciona como um termômetro da pecuária sul-americana e evidencia a demanda por eficiência produtiva. Para ele, o produtor está cada vez mais atento à tecnologia e ao desempenho.

“É fundamental que as marcas entendam o valor dessas conexões, muito além de uma simples negociação comercial, pois o retorno em visibilidade e relacionamento é direto”, disse.

A CEO da Verum, Carla Tuccilio, destacou que a internacionalização reforça a presença da marca e amplia o alcance junto aos tomadores de decisão dentro das fazendas.

“A internacionalização chancelou a autoridade da Feicorte e o sucesso no Paraguai prova que as marcas ganham uma vitrine incomparável”, afirmou.

Intercâmbio técnico entre Brasil e Paraguai

A programação foi marcada pela troca de experiências entre especialistas dos dois países, com foco em eficiência produtiva.

Entre os temas apresentados por brasileiros estiveram gestão da produção de carne, suplementação estratégica, intensificação da recria e eficiência da terminação a pasto, além de nutrição de precisão em confinamentos.

Do lado paraguaio, os debates abordaram resultados práticos da recria intensiva no Chaco, aplicação de ciência na produção de carne e desafios sanitários que impactam o desempenho na terminação.

Edição brasileira ganha impulso

O desempenho da feira no Paraguai abre caminho para a edição brasileira, marcada para os dias 23 a 26 de junho, em Presidente Prudente (SP).

A proposta é manter o evento como um dos principais pontos de encontro da cadeia produtiva da carne, com foco em tecnologia, gestão, genética e sanidade.

Com o tema “O Boi Brasileiro: um mundo de oportunidades”, a edição deve discutir caminhos para aumentar a eficiência da pecuária e atender às exigências de sustentabilidade e rastreabilidade.

Segundo Tuccilio, a edição de 2026 deve funcionar como um espaço estratégico para alinhar os próximos passos do setor e reforçar o protagonismo do Brasil no mercado global.

“A Feicorte se consolida como um ambiente de protagonismo onde definimos os rumos do setor”, concluiu.

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Diesel sobe mais de 13% em março e deve impactar custos com transporte


caminhão rodovia diesel combustíveis
Foto: Pixabay

O preço médio do diesel teve alta forte nos postos brasileiros em março, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Na comparação com fevereiro, o diesel S10 subiu 13,60%, e o diesel comum (S500) avançou 12,34%, com preços médios de R$ 7,10 e R$ 7,01 por litro, respectivamente.

O movimento ocorreu em um mês marcado pela escalada das tensões no Oriente Médio, que pressionou o petróleo no mercado internacional, e por ajustes recentes no Brasil, como o anunciado pela Petrobras no meio de março.

Etanol e gasolina também ficaram mais caros, com altas de 1,26% e 3,41% e médias de R$ 4,83 e R$ 6,67 por litro.

Novo patamar para o diesel

Para a Edenred Mobilidade, o avanço levou o diesel a um “novo patamar de preços”, com impacto direto nos custos do transporte.

“A acomodação no fim do mês indica uma desaceleração desse movimento, após uma sequência de altas mais intensas. Ainda assim, não há sinais claros de queda estrutural e o cenário segue sensível a fatores externos e domésticos, o que mantém o combustível sujeito a oscilações nas próximas semanas”, afirmou em nota o diretor de Unidades de Negócios da empresa, Vinicios Fernandes.

Na divisão por regiões, todas registraram aumento para os dois tipos de diesel. No comum, o Centro-Oeste teve a maior alta (16,99%), com preço médio de R$ 7,30, enquanto o Norte manteve o diesel mais caro do País (R$ 7,34) e o Sul apareceu com o menor valor (R$ 6,74).

No S10, o maior preço médio também foi o do Norte (R$ 7,39) e o menor o do Sul (R$ 6,89), com o Centro-Oeste liderando os avanços.

Preços por estado

Roraima registrou os maiores preços médios para o diesel comum (R$ 7,93) e o S10 (R$ 7,96), enquanto o Rio Grande do Sul teve os menores valores (R$ 6,62 e R$ 6,68). Já Goiás concentrou as maiores altas mensais do diesel, e não houve queda em nenhum estado para os dois combustíveis.

O etanol, por sua vez, foi mais vantajoso que a gasolina em oito estados.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

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Governo libera até R$ 22,2 milhões para escoamento da borracha natural


Alíquota de importação da borracha natural até 2027
Foto: divulgação/Mapa

O governo federal autorizou a realização de leilões para apoio ao escoamento da borracha natural, com previsão de até R$ 22,2 milhões em recursos.

A medida foi oficializada mediante a Portaria Interministerial nº 39, publicada na última sexta-feira (27), e será executada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O objetivo é garantir os preços mínimos aos produtores da safra 2025/26, por meio de instrumentos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

Como funcionam os leilões

O incentivo será operacionalizado por meio dos leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).

No PEP, podem participar indústrias beneficiadoras e comerciantes, que recebem o prêmio após comprovar a compra pelo preço mínimo e o escoamento do produto para os destinos definidos.

Já no Pepro, o prêmio é pago diretamente ao produtor rural ou a cooperativas, como forma de equalizar a diferença entre o preço mínimo e o valor de mercado, mediante comprovação da venda e do escoamento.

Quem pode acessar

A medida atende produtores de borracha natural cultivada em estados onde o preço de mercado esteja abaixo do mínimo estabelecido para a safra 2025/26, conforme portaria do Ministério da Agricultura publicada em junho de 2025.

Por outro lado, não haverá subvenção para borracha oriunda de extrativismo nem para cultivos comerciais em municípios específicos de Mato Grosso e nos estados da região Norte, com exceção de Tocantins.

Regras para participação

Para participar dos leilões, realizados de forma online pelo Sistema de Comercialização Eletrônica (Siscoe), os interessados devem estar cadastrados em bolsas de mercadorias e em situação regular em sistemas como Cadin, Sircoi, Sican e Sicaf, além de estarem em dia com a Fazenda Federal e a Seguridade Social.

As diretrizes completas das operações estão detalhadas na Portaria Interministerial nº 39.

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Aumento da oferta faz preço do milho recuar, segundo Cepea


De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.
De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.

Os preço do milho tiveram uma queda na região de Campinas, referência para o Indicador Esalq/BM&FBovespa. Segundo pesquisadores do Centro de estudos (Cepea), o avanço da colheita de safra do cereal aumentou a oferta e fez compradores recuarem nas propostas, ou sugerirem preços mais baixos.

Em compensação, o oposto do cenário ocorreu em outras regiões. Produtores seguem firmes em relação aos preços, muito por conta das incertezas em relação as cotações de frete, o que tem impactado no avanço dos preços.

Mercado externo

Segundo dados da Secex, a primeira quinzena de março foi marcada pelo embarque de 784,2 mil toneladas de milho, o que representou 90% do milho exportado no terceiro mês do ano. Comparado ao ano anterior, no mesmo período, foi registrado um uma superioridade de 14% de ritmo diário.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Focus eleva projeção de inflação pela terceira semana seguida


juros câmbio
Foto: Agência Senado

As projeções do mercado financeiro para 2026 voltaram a registrar alta na inflação, segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (30). A estimativa para o IPCA subiu de 4,17% para 4,31%, na terceira elevação consecutiva.

Já a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) teve leve ajuste, passando de 1,84% para 1,85%.

Inflação e índices de preços

A projeção para os preços administrados em 2026 também subiu, de 4,02% para 4,27%.

O IGP-M teve leve alta na estimativa, passando de 3,45% para 3,46%.

No curto prazo, a expectativa para o IPCA de março avançou de 0,37% para 0,46%. Para abril, a projeção subiu de 0,43% para 0,46%, enquanto para maio passou de 0,30% para 0,31%. Já a inflação acumulada em 12 meses foi revisada de 4,07% para 4,10%.

Juros

A taxa Selic projetada para 2026 foi mantida em 12,50% ao ano, sem alterações em relação à semana anterior.

Para 2027, a estimativa segue em 10,50%. Em 2028, permanece em 10,00%. Já para 2029, houve alta de 9,50% para 9,75%.

Câmbio e contas externas

A projeção para o câmbio em 2026 foi mantida em R$ 5,40.

O déficit em conta corrente foi revisado de US$ 66,80 bilhões para US$ 65,00 bilhões.

A balança comercial permaneceu com expectativa de superávit de US$ 70,00 bilhões.

O investimento direto no país seguiu estável em US$ 75,00 bilhões.

Cenário fiscal

O resultado primário para 2026 permaneceu em -0,50% do PIB, sem mudanças.

O resultado nominal também ficou estável em -8,50% do PIB.

A dívida líquida do setor público foi mantida em 69,90% do PIB.

Projeções para os próximos anos

Para 2027, a projeção de inflação ficou em 3,84%, ante 3,80% na semana anterior. O PIB segue em 1,80%, sem alterações. O câmbio foi mantido em R$ 5,45 e a Selic em 10,50%.

Em 2028, a inflação subiu de 3,52% para 3,57%, enquanto o PIB segue em 2,00%. O câmbio permanece em R$ 5,50 e a Selic em 10,00%.

Para 2029, a projeção de inflação foi mantida em 3,50%, com crescimento de 2,00% e câmbio em R$ 5,50. A Selic subiu de 9,50% para 9,75%.

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Etanol: Preços sobem na maior parte do país, aponta ANP


etanol
Foto: Agência Brasil

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 15 estados, caíram em 8 e no Distrito Federal (DF) e ficaram estáveis apenas no Espírito Santo e em Mato Grosso do Sul na semana encerrada no sábado (28). No Amapá, não houve levantamento de preços.

Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu na comparação com a semana anterior, de R$ 4,70 para R$ 4,72 o litro (+0,43%). Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 0,44%, para R$ 4,54 o litro.

A maior alta porcentual na semana, de 7,09%, foi registrada no Ceará, de R$ 5,08 para R$ 5,44 o litro. A maior queda ocorreu em Pernambuco, de -1,73%, de R$ 5,77 para R$ 5,67 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,79 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,59, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,44, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Rio Grande do Norte, de R$ 5,85 o litro.

Competitividade

O etanol era mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo na semana encerrada em 28 de março.

Na média dos postos pesquisados no país, o etanol se mostrou desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas.

Em Mato Grosso, a paridade era de 68,14%; em Mato Grosso do Sul, de 68,20%, no Paraná, de 69,60%, e em São Paulo, de 67,86%.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

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Feijão-carioca bate novo recorde de preço em março


feijão-carioca ou carioquinha
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

Preços do feijão carioca batem recorde do mês de fevereiro e seguem em crescente neste início de ano. As cotações que já haviam batido números históricos no mês passado, atingiram pico máximo novamente em março. Valores do feijão preto também seguem em alta.

Pesquisadores do Cepea apontam que a restrição de oferta causadas por dificuldade na colheita e redução na área de plantio na primeira safra, tem influenciado na disparada dos preços. Além disso, a expectativa baixa em relação a segunda safra, também impactou nas cotações.

Números apresentados surpreendem

O mercado do feijão carioca de notas 9 ou superiores segundo o centro de estudos, mostram em março um avanço nos preços de 8,3% em relação ao segundo mês do ano. A comparação com o ano de 2025 no mesmo período, apresenta crescente ainda maior, de 34%. O crescimento mostrado nos três primeiros meses de 2026 é de aproximadamente 48,3%

O feijão carioca de notas 8 e 8,5 também apresentou disparada nas cotações em março de 2026. A média da parcial deste mês supera em 7,1% a de fevereiro e em 42,2% a observada há um ano. O período trimestral desse inicio de ano também apresenta expressivos aumentos de 43,9%

O feijão preto, apesar de valores mais baixos, também teve avanços nos preços. A porcentagem de valorização de fevereiro até março foi de 0,11%, enquanto a comparação com o ano passado apresentou aumento de 0,4%. Disparada total do primeiro trimestre é de 32,2%.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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